mis nietos

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como aprender siendo abuelo

Los vi ese día, todos ellos juntos, a hablarme por es maravillosa máquina llamada Skype. No son muchos, eran cuatro, uno se perdió al nacer, ese pequeño de una hora, que ahora vive en nuestras emociones y sentimientos. Como los otros tres, que están en nuestra presencia cuando es posible, y se pelean entre ellos para hablar con el Grand Pa, Oppa Daddy o el Abuelo, depende de su lugar de nacimiento y del idioma que hablen. [Read more…]

Fim da Linha

(adão cruz)

Texto de Marcos Cruz

Será que os pássaros vivem a crise? Será que há menos gente a dar-lhes migalhas nos jardins? E todos os outros animais? Será que partilham as angústias do Homem sobre o estado do mundo? Será que sofrem de forma indirecta? Pelo que me é dado ver, não. A generalidade dos animais ditos não racionais habituou-se a viver em liberdade, coisa de que o Homem, no exercício da razão, quis prescindir. Cioso da sua mais-valia, despediu-se da cadeia de ADN global para se fazer a uma vida destacada, para escrever uma história acima do universo, mero contexto, paisagem, folha lisa. Capítulo após capítulo, encontra-se hoje perante a realidade irrefutável de ter criado um Deus à sua imagem, chamado dinheiro, Deus esse que, cada vez menos, por ser filho de um Homem desligado, de um recorte físico do infinito, está em todo o lado. Ora, se a ideia de que a salvação e a felicidade se baseiam na posse é hoje do domínio da lógica, do código subjacente à vida da espécie, há então que lutar com unhas e dentes por esse Deus. A este raciocínio interpõe-se, no entanto, um problema: o que fazer com as pessoas que se sentem felizes sem possuir ou querer possuir a dita felicidade? Pois excomungá-las, atirá-las para outra espécie, uma espécie inventada, uma espécie nova, que, tendo em conta a teoria evolucionista, quem sabe justificaria a reciclagem do termo super-homem. Hum…, não, não faria sentido evocar anacronicamente uma estrutura mítica cuja falência teve, aliás, expressão retumbante na realidade. Fosse ele um pássaro, como admitia a célebre pergunta dos homens que o viam pela primeira vez a rasgar os céus, e ainda andaria aí, imune à crise, mesmo que não a salvar pessoas, mesmo que não a aliar-se ou a substituir-se ao Deus dinheiro. Mas, enfim, talvez lhe assentasse bem a designação de supra-homem, um “supra” ligado à superação, à sublimação, à transcendência – uma transcendência inclusiva, porém, não uma transcendência irresponsavelmente mística, magicamente religiosa. Cumprida essa limpeza, deixada a nova espécie ao sabor dos pássaros, aprendendo a voar, a ser livre, o Homem poderia retomar a escrita da sua obra-prima, do seu grandiloquente livro técnico, sem romance, com menos personagens e mais Deus disponível para cada uma delas, e tirando proveito de, através do erro, ter aprendido uma lição extraordinária, imprescindível ao desejado final feliz: reprodução, jamais.

Este não chega ao Natal… deve ser das maçãs podres


Vai este (ouvindo-o no final do jogo, pensei que nem o primeiro-ministro é tão optimista como ele), decerto virá outro.

Deve ser das maçãs podres

Os golos do Porto em Genk


Dizem as crónicas que foi muito fácil. Certo certo é que o terceiro jogo oficial da época e, para já, é sempre a ganhar.

Coincidências:

O José Freitas escreveu ISTO no Aventar.

Passado uns dias foi a vez de Manuel Pina escrever ISTO no JN.

É bom verificar que os blogues, no caso o Aventar, são lidos e servem de fonte de inspiração.

A reforma do ensino de Maria de Lurdes Rodrigues

Em solidariedade com os ‘aventadores-professores’, tenho travado intensa luta na busca de detectar a fonte inspiradora e os modelos usados como paradigma da reforma do ensino em Portugal, lançada no tempo de Maria de Lurdes Rodrigues.

Procurei, procurei e finalmente… “Ops, descobri!”: Foi nos EUA! Sim, em terras do tio Sam, onde a maioria dos pré-universitários americanos acham que Beethoven é um cachorro e Michelangelo, um vírus. Leiam e digam se estou certo ou errado!

Terminei a leitura de ‘O Ensino do Português”, de Maria do Carmo Vieira, e pelo conteúdo do livro, ainda mais ciente fiquei da valia da descoberta.

À atenção da Fernanda Câncio, aquela que defende que com as uniões de facto ninguém vai querer casar

Fernanda Câncio,

Aconselha o civismo, a educação, a decência e as regras implícitas da blogosfera que se cite ou que se faça um link de determinado post  a partir do qual se escreveu um outro post.

Ora, a Fernanda leu no Aventar um post do António Serzedelo de que não gostou. E vai daí, respondeu com um outro post, mas sem nunca referir o post e o blogue a que está a responder. Porque para si, claro está, o Aventar é um blogue menor.

Por essas bandas, valha a verdade, já estamos habituados a esse tipo de procedimento. Embora também seja verdade que o mestre das «citações sem link» acaba de ser corrido do Jugular por razões perfeitamente atendíveis. Da sua parte é que é novidade, pelo menos para mim.

Pelos vistos, na sequência desse post do Aventar, a Fernanda intimou o António Serzedelo a desmentir a tal conversa, na qual a Fernanda lhe terá dito que se a lei das uniões de facto fossem ávante ninguém ia querer casar. Não conheço os contornos da conversa, mas acredito piamente no António Serzedelo. E se ele disse que a Fernanda disse que com as uniões de facto ninguém ia querer casar, é porque a Fernanda disse que com as uniões de facto ninguém ia querer casar. Um aventador não mente.

Fernanda, o seu post de resposta ao António Serzedelo tem o elucidativo título de «Opus rascum». Com o devido respeito, a parte do rasca ficará consigo.

E não precisa de fazer link deste post. Porque como dizemos cá pelo Porto, eu não sou da sua laia.

A fraude é outra, é a oportunidade de emprego

Conta-se no Ionline que existem fraudes nos processos RVCC, ditos de Novas  Oportunidades.

A D. Filipa Martins, que escreve na referida publicação descobriu a pólvora:

Quatrocentos euros.

Valor pedido por Paula Duarte, num curto contacto telefónico, por um Portefólio Reflexivo de Aprendizagem que dará acesso ao 12.o ano. “Mas tudo é negociável”, garante ao jornalista do i – que se identificou como possível comprador – e acrescenta, “no ano passado, pedia 500 euros, mas agora com a crise…”. Paula Duarte, à semelhança de várias dezenas de pessoas, pôs na internet um anúncio de venda de portefólios para as Novas Oportunidades.

Vamos por partes: a pólvora também não foi invenção minha, mas bastava ter lido este texto sobre as fraudes mais comuns nos processos de RVCC, aqui publicado em Julho do ano passado, e já faziam os foguetes.

Há contudo uma pequena novidade, na peça do I: a de que a ANQ teria dado uma orientação no sentido de se ter cuidado nos CNO’s (Centros Novas Oportunidades) com os plágios e afins. Trabalhei durante 3 longos, custosos e penosos anos na nobre missão de certificar analfabetos funcionais (e não só, convenhamos) com o 12º ano de escolaridade, e nunca ouvi falar de tal nota. Claro que em formação todos os membros das equipas pedagógicas aprendem que o copy/past só certifica a competência de seleccionar informação, e nem sempre, mas isso é de senso comum.

O problema não está aí. As fraudes só passam porque as equipas deixam. E as equipas deixam porque têm metas para cumprir, pairando sempre sobre a sua cabeça a ameaça de encerramento do CNO. Estamos a falar de pessoal maioritariamente contratado (agora menos a recibo verde, é certo) ou sem componente lectiva na escola onde está colocado, e do ou cumpres ou ficas desempregado.

A fraude é essa. O resto, em americano, são amendoins.

A França regressa a Vichy

Ao iniciar hoje a expulsão de ciganos, cidadãos europeus de pleno direito, o governo Sarkozy retoma um velho slogan do fascista Pétain, o de cumprir todas as promessas, incluindo as dos outros.

Neste caso podemos mesmo falar de uma promessa do Marechal, que deportou para os campos de concentração judeus e ciganos.

Dizem que quando as coisas lhe correm mal Sarkozy puxa logo das paranóias  securitárias, tal como entre nós o faz Paulo Portas ao sentir o PSD a entrar no seu terreno de jogo. Não me contento com essas explicações tacticistas. Tal como na fábula da rã e do escorpião, é a própria natureza destes personagens que vem ao de cima.

Primeiro os ciganos “estrangeiros”, e depois… espero que os franceses acordem, antes que a história siga o seu percurso habitual.

Quanto as ciganos rom, que também andam pela península de cá, não comecem já a comentar que isto e aquilo. Vão ver este filme, e espero que vos passe.

trabalho de campo

a escrita é o resultado da investigação em trabalho de campo

Acabo de escrever um livro. Para mim, um livro muito especial. Parece uma frase redundante. Ao acabar um livro, são todos especiais. Especialmente se gostamos da escrita, esse pôr as nossas experiências de investigação no papel, esse passar das nossas ideias à letra gravada em diários de campo, ou na nossa memória, rascunhos em pequenos livros que enchemos, enquanto ouvimos o que nos é contado, sem retirar o nosso olhar da cara da pessoa que nos narra a sua história de vida, ou a cronologia do sítio em que vive. E, se confia em nós, fala da família, dos amigos e dos vizinhos, tal como do trabalho e dos prazeres que tem na vida. Por vezes, quando a relação entre observador e observado se estreita, isto é a relação de confiança fortalece-se, então, este último, aborda as suas tristezas.

Nós ouvimos, anotamos e calamos, excepto se a pessoa (informante) é tímida e fala pouco. Nestas circunstâncias torna-se, pois, necessário intervir um pouco, narrando as nossas vidas e experiências, para acordar a sua curiosidade e inverter os papéis que jogamos, passando de curioso a narrador. Narrativa que estimula a pessoa

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O golo do Braga – Sevilha

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/1zzwCYN4nrRzZ6MN3GzI/mov/1
Está tudo em aberto para a segunda mão. O Braga é o nosso orgulho. Mesmo que seja eliminado, já fez muito mais do que era sua obrigação.
Mas queremos mais, muito mais.

Os novos docentezinhos

O Brasil ultrapassa Espanha no ‘ranking’ da economia mundial

Os países emergentes prosseguem no trajecto do sucesso. A semana iniciou-se com a notícia da China ter destronado o Japão do 2.º lugar na economia mundial, em termos do valor do PIB. Hoje, o feito coube ao Brasil, com um PIB de 1,8 biliões de dólares entre o final do 1.º trimestre de 2009 e idêntico período de 2010. Com este resultado, desalojou da 8.ª posição a economia espanhola, que se quedou pelos 1,5 biliões de dólares, segundo a publicação Expansion; informação secundada, em Portugal, pelo Jornal de Negócios.

Ressalve-se, entretanto, que, tanto no caso da China como no do Brasil, a evolução necessita de ser confirmada no fecho de 2010, embora a maioria dos analistas assegurem que a situação não se alterará; pelo contrário, poderá mesmo reforçar-se.

China e Brasil: as diferenças

Conquanto desfrutem ambos da classificação de ‘países ou economias emergentes’, existem diferenças consideráveis nos modelos de desenvolvimento das duas nações. A China, governada por uma elite comunista-capitalista, e pátria de conveniência das multinacionais, é um país, com 1.347.000.000 de habitantes. Muitos deles submetidos a regimes de trabalho desumanos, como realçámos em Foxcoon: a morte de mais um trabalhador.

No Brasil, presidido por Luiz Inácio Lula da Silva, ex-operário metalúrgico e lançado para o mundo do trabalho aos 13 anos, o crescimento económico tem características distintas. Ainda há muita pobreza e caminho por desbravar. Lula está consciente disso. Porém, no final do 2.º e último mandato, o presidente brasileiro deixa ao povo brasileiro um legado social e económico, diferente daquele que herdou e do prevalecente na China. O Brasil só tem 193.000.000 de habitantes e admito que seja mais fácil a acção governativa.

Vencidas algumas turbulências do 1.º mandato, o presidente Lula e seus governantes souberam extrair e distribuir o rendimento dos benefícios dos inúmeros recursos naturais do Brasil, seguir políticas monetárias favoráveis à competitividade externa – 13% das exportações brasileiras destinam-se à China – e ao desenvolvimento do mercado interno e da classe média, através de incentivos ao emprego e ao consumo privado. Com estas políticas, em que a intervenção do Estado na economia é efectiva e benéfica, o Brasil espera atingir crescimentos do PIB da ordem dos 7% em 2010 e 11% em 2011.

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Mário Soares, um vómito

Mário Soares não gostou do «reaparecimento público» de Fidel.
Porquê?: porque Soares não gosta de Fidel – e muito menos de o ver vivo…
Soares não gostou do discurso de Fidel.
Porquê?: porque Fidel «não disse nada de importante» – e Soares só gosta dos discursos que digam coisas importantes, como os do Obama e os dele próprio…

Para além disso, pergunta Soares, do alto das suas bochechas flácidas, «Em que qualidade falou? Como velho líder, há meio século, ou como proprietário de Cuba?» – e responde: «Não o disse. Porque realmente não disse nada».

Posto isto, Soares embala na espiral de provocações em que é exímio praticante, ao mesmo tempo que recorda «Fidel há cinquenta anos»; recorda a viagem que fez a Cuba, em 1964 e que o deixou «pessimamente impressionado» com aquele «comunismo à soviética, puro e duro».
E recorda que «muito mais tarde, bastante depois da normalização democrática portuguesa, que se seguiu ao delírio do PREC» – ou seja, depois de ele, Soares, ao serviço da CIA, ter encabeçado a contra-revolução que liquidou Abril e recolocou Portugal nas garras do imperialismo norte-americano – encontrou-se com Fidel «numa reunião da Comunidade Ibero-Americana», na qual também participou Cavaco Silva, então primeiro-ministro.
Diz Soares que, no decorrer da reunião, «Fidel queixou-se da falta de solidariedade para com Cuba, dos países presentes. E citou Portugal, cuja Revolução ele disse ter ajudado».
Ora, perante isto, a «coragem» do Soares não se fez esperar – como é sabido, Soares sempre foi muito «corajoso» no combate aos comunistas e não tão corajoso no combate aos fascistas (talvez por saber que os comunistas não lhe faziam mal e que os fascistas eram capazes de lhe mandar umas taponas ou até mais…).
«Coube-me responder-lhe», declama Soares.
E respondeu assim a Fidel: «O Senhor não ajudou a Revolução, ajudou o PCP, o que é diferente, porque quis fazer de Portugal uma Cuba europeia» – e acrescentou mais umas quantas provocações típicas de um agente da CIA em exercício.
Ora, perante tanta «coragem», Fidel ficou sem palavras… ainda tentou responder-lhe, «mas o Rei de Espanha resolveu interromper a sessão e convenceu Fidel a não responder…»
E pronto, a «coragem» de Soares venceu a «cobardia» de Fidel…

Criado para todo o serviço do capitalismo explorador e opressor, Soares é assim: uma criatura repelente, nojenta, execrável, abjecta – um vómito.

Fernando Samuel, publicado no blogue Cravo de Abril

Como Se Fora Um Conto – Para Estes Não Há Funerais de Estado

Conheci-a num Centro Comercial. Vendeu-me alguns artigos de que eu necessitava e alguns outros que eu não sabia que queria. A sua simpatia era contagiante e o seu sorriso alegrava a alma.

A conversa, essa, veio naturalmente, e ficamos como que amigos. Fiquei a saber que o trabalho era bom e gratificante, que gostava do que fazia e que fazia o que gostava. Só tinha vinte anos mas já trabalhava há perto de quatro. Por incapacidade económica não tinha estudado mais que até ao fim do ensino obrigatório. Talvez que um dia continuasse. Por agora, sentia-se bem assim. Estava a subir na carreira de ‘balconista’, e até já mandava em parte da sua secção. Para além disso, tinha outros interesses que lhe tomavam todo o tempo disponível. [Read more…]

Pedro Passos Coelho, a democracia e a educação

Por SANTANA CASTILHO*

Para uns vai rápido, para outros demasiado lento. Mas Pedro Passos Coelho vai fazendo o seu caminho, como se fazem todos os caminhos: andando. O discurso de Passos Coelho no Pontal foi racional, fortemente assertivo mas suficientemente cauteloso. Faltou-lhe emoção e faltou-lhe educação (referência à, bem entendido). Deixem-me glosar o que este parágrafo tem de implícito.

Comecemos pela construção do caminho. Pedro Passos Coelho não deverá governar refém de populismos que dêem votos fáceis. Mas só governará se ganhar as eleições. E as eleições ganham-se com votos. Nem tão simples como o raciocínio do senhor de La Palisse, nem insanável como adiantarão os discípulos de Maquiavel. A resposta passa pelo controlo dos tombos que toda a construção de caminhos supõe. Pedro Passos Coelho precisa de convencer para ganhar partidários e, com eles, votos. Mas fina-se se se ficar pela lógica imediatista da democracia dos últimos anos, que se contentou com rituais eleitorais e reduziu o resto da vida pública à ditadura da maioria. Acima de tudo, se Pedro Passos Coelho quer mudar (e é vital que mudemos) tem que abraçar os grandes, ainda que em desuso, pilares da verdadeira democracia: informação e discussão. Não chegará ao líder do PSD arrimar-se às urnas com os incondicionais laranjas mais os ódios à rosa murcha. Precisa de construir um caminho com outro tipo de legitimidade democrática: aquela que assenta na apresentação e exposição dos problemas e na respectiva discussão com os que queiram e se sintam mais preparados. Só assim a decantada abertura dos partidos à chamada sociedade civil e aos não alistados (mais de 95 por cento dos portugueses) passa da forma ao espírito. [Read more…]

Integrar é preciso

Texto de Marcos Cruz

Imagine-se numa discoteca em que, ao soar de uma música conhecida, toda a gente converge para a pista. Você, por não estar seguro dos seus dotes rítmicos, fica a ver. Dentro de si, a vontade de participar no movimento colectivo debate-se com a falta de autoconfiança. Põe a hipótese de o melhor ser sair dali, mas, depois de antever a violência de se reconhecer como um derrotado, como um incapaz, opta por dar a ideia de que se sente bem assim, parado, apenas a olhar. Apoia-se, entretanto, na bebida e no tabaco – e, cada vez menos dono de si, questiona-se também sobre se estas ‘muletas’ não prejudicarão a imagem que está a transmitir aos outros, se não o tornarão ainda mais fraco aos olhos do todo, de que não sente fazer parte. A páginas tantas, junto a uma pessoa sua amiga que se aproxima e pergunta por que não dança, você assume não conhecer o léxico dos passos, não sentir o ritmo, não acreditar nas suas capacidades, enfim, tudo somado, confessa-lhe que é a pessoa errada no lugar errado.
Agora imagine que o lugar errado é o lugar, ponto. Ou seja, não há outro. Você tem de aprender a dançar. Rendido à inevitabilidade, já depois de aceite o facto de que prolongar a recusa só lhe vai causar mais sofrimento, percebe que, para se integrar, necessita de superar os seus medos. Aí, a sua amiga ajuda-o a relativizar o peso dos outros, da massa dançante, dizendo que cada um está entregue a si mesmo, que se alguém olhar para si e gozar consigo, com o seu processo de aprendizagem, é porque esse alguém não usa da verdade, ele próprio não está seguro de si e assume a estratégia mais fácil e mais cobarde para se legitimar ali, que é procurar sacudir para outra pessoa a chacota de que teme ser alvo. Você, contudo, nesse momento, acha mais possível a mimese do que a expressão individual – está nos antípodas da liberdade e só quer passar despercebido.

 

la amistad es una relación cultivada


…para Sérgio Aurélio, que me ensina informática, com paciência e simpatia….

Acabo de volver a mi país, después de una ausencia prolongada. El motivo no era ni ferias ni paseo, era reunir datos para mi nuevo libro, que acabé hoy en la tarde. Libro dedicado a una querida amiga quién, para mí, es la Reina de Galicia. Comencé a escribirlo en el sitio en que me hospedé, su casa, que también es mi casa: los considero parte de mi familia. Esa familia Medela, el pastor de cabras y ovejas y agricultor a la antigua, que no sabía que era primo del Conde de Lemos y de la Duquesa de Alba, hechos descubiertos por mí en otro viaje de feliz memoria, al final de los años 90 del siglo pasado. [Read more…]

Nova Lei das Uniões de Facto já cá fazia falta!

A Opus Gay e eu própio congratulamo-nos com a promulgação da nova lei das Uniões de Facto, fórmula pela qual nos vinhamos batendo quase isoladamente, há muitos anos, desde que a discussão foi aberta, e que defendemos perante partidos, deputados – e alguns hipócritas aparecem agora a defender o que antes diziam não ser possivel – e publicamente.
Cheguei a ouvir da voz de uma distinta defensora do casamento dizer que eu não podia defender isso, senão ninguém queria mais casar!! Tal o moralismo e a ética destes próceres de algumas mudanças sociais…

Hoje as minhas posições encontram-se ainda mais justificadas, pois sabe-se que mais de 30% dos casais do país encontra nesta fórmula o modo de constituir família. A promulgação desta lei é um acto republicano, pois legisla igualmente para todos os cidadãos, independentemente da orientação sexual.
Visões algo conservadoras pretendem defender a exclusividade do casamento civil, ou do matrimónio religioso, para legitimar a constituiçao da familia, pois para alguns deles de certo modo o casamento civil é uma especie de antecâmara da sacristia da Igreja para o casamento religioso, desconhecendo outras realidades sociais.
Hoje, uma visão alargada da sociedade deve prever as várias formulas que os cidadãos encontram de serem felizes e constituirem familia, dando-lhes a dignidade republicana da igualdade da lei para todos, tanto mais que o casamento se encontra em declínio, independentemente da sua dignidade e utilidade e pelo qual nos batemos aquando da aprovação da lei sobre o casamento civil  entre pessoas do mesmo sexo.
Não subscrevemos a teoria  da oposição de direita, sem preapostada em  travar mudanças, de que “o que é diferente deve ser tratado de modo diferente”, pois essa é uma fórmula que pretende criar novas formas de exclusão, salvo quando servir para criar modos de discriminação positiva, excepcionais.
 
Saúde-se, portanto, o Partido Socialista, que finalmente teve a coragem de avançar com a nova lei agora promulgada, e o PCP, BE e Os Verdes, que o coadjuvaram no Parlamento.

Veleiro não entra!


Aqueles que extensivamente utilizam a subversão armada no sudeste asiático e exploram mão de obra semi-forçada ou em semi-escravatura, recusaram a entrada em Macau, ao navio-escola Sagres.

A primeira questão a colocar, consistirá saber se tecnicamente sendo um navio de guerra, o Sagres fica sob a mira do articulado legal chinês que proíbe navios militares estrangeiros de atracar na “região especial”. Assim sendo, as autoridades de Pequim terão o Direito do seu lado.

A segunda interrogação, talvez de mais difícil resposta, reportar-se-á aos meandros diplomáticos e neste momento, não podemos vislumbrar se por detrás desta decisão aparentemente extemporânea e até ridícula, se esconderá qualquer quid pro quo luso-chinês. Mais tarde ou mais cedo se saberá.

A terceira questão, poderá ter uma certa relação com a situação interna em Macau, onde afinal, os iniciais entusiasmos pelo “regresso à pátria mãe” terão esfriado ao longo dos anos. Pois isso está mesmo a acontecer. A presença do Sagres III em Macau, trará à memória, os tempos em que para todos os efeitos a cidade era praticamente independente, gozava de uma grande prosperidade e a liberdade de expressão não era mera retórica para colocar olhos em bico. O que terão agora os decisores de vontades alheias – aqueles que em Lisboa entregaram Macau sem consulta popular – para dizer em público? Provavelmente nada, pois nem sequer saberão apontar no mapa, a situação geográfica do antigo território sob administração portuguesa.

Preferimos acreditar na primeira hipótese.

No fim de contas, os pequineses fizeram mais um grande “negócio da China”. Como no dia do hand-over dizia um atónito locutor da televisão tailandesa, no século XVI os chineses entregaram um lugarejo numa praia vazia e receberam-no de volta, transformado uma bela cidade pujante de vida e de riqueza. Com aeroporto, além de tudo e mais alguma coisa.

Duarte Lima e o assassínio de Rosalina Ribeiro

Confesso a intenção, frustrada, de passar a alhear-me da novela deste Verão: o assassínio de Rosalina Ribeiro no Brasil, a ligação profissional e amorosa mantida com Lúcio Tomé Feteira e a acesa disputa da herança do milionário entre Rosalina e a filha deste, Olímpia Feteira.

Os comentários feitos aqui e as estranhezas manifestadas aqui foram, essencialmente, determinados por duas ordens de razões:

  1. Conheci e trabalhei com as três personagens principais da história – excluo, portanto, Duarte Lima – e o acontecimento remeteu-me para a memória da minha passagem pelos quadros da Covina – Companhia Vidreira Nacional, entre 1964 e 1980;
  2. Neste, como em outros casos, embora deteste a cultura sensacionalista de temas como ‘o amor e o crime’, tenho interesse em saber a verdade.

O retorno à história, desta feita, destina-se a manifestar a constatação de que, entre a comunicação social portuguesa e brasileira, existem diferenças assinaláveis nos conteúdos com que abordam o caso.

Na comunicação social portuguesa, excepto em situações inspiradas em notícias publicadas no Brasil, caso do jornal ‘I’ e TVI em edições de hoje, centra-se no emaranhado de notícias novelescas, do tipo daquela que se pode ler no Diário de Notícias, com predominância dos sarilhos entre filha e pai; sarilhos esses, acentue-se, que vinham de longa data e se iniciaram algum tempo após a ligação de Lúcio Tomé Feteira com Rosalina Ribeiro. Até aí, asseguro, Olímpia Feteira, “a menina” como lhe chamávamos na empresa, era o que se poderia classificar ‘o encanto do seu pai’.

A comunicação social brasileira, distanciada geograficamente de eventuais influências e interesses, é mais objectiva e pragmática. Caso do Jornal Extra. O foco das notícias, no outro lado do Atlântico, é o crime e o descortinar de pistas e dados para descobrir quem o praticou. E segundo tais notícias, Duarte Lima está efectivamente em posição, no mínimo, incómoda. De resto, o próprio advogado de Rosalina, no Brasil, considera Lima “a pessoa errada no local errado”. O que é que isto quer dizer?

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O Quebra-ossos

(Como prometido, aqui vai o segundo mail da Dra. Andreia Dias, distinta bióloga, minha amiga).
 
 
 
 
 
 

 

(abutre Quebra-ossos)

(Quebranta 1)

 

 
Boa noite!
Peço desculpa pela demora na resposta, mas o fim-de-semana no dia 15
de Agosto reunimos sempre a família na aldeia dos bisavós na Beira. Só
agora cheguei a Évora e pude dar uma vista de olhos no e-mail. 

Tenho muito gosto que use as minhas fotos e se não se importar, depois
gostava de ver os seus blogs 🙂

Já que apreciou as minhas fotos, vou atrever-me a enviar mais 🙂

Envio fotos de uma ave que eu acho espantosa. É o quebra-ossos, um
abutre que se alimenta exclusivamente de ossos. Já existiu em
Portugal, julgo que o último (ou um dos últimos) exemplar se encontra
taxidermizado no Museu de História Natural de Coimbra. Foi extinto
pelos caçadores… o animal que tenho nos braços é uma fêmea que foi
baptizada com o nome de “Andreia”. Capturámos e colocámos um emissor e
voou nos céus dos Pirinéus entre Março de 2009 e Setembro do mesmo
ano, altura em que morreu por disparo… de um caçador. E casos como
este ainda ocorrem frequentemente… não tenho nada contra os
caçadores, até já trabalhei com eles 2 anos directamente e continuo a
trabalhar de uma forma menos assídua. Mas realmente concordo que
deveria haver uma “re-educação” que é quase impossível… mas isto
daria uma outra conversa 🙂

Voltando ao Quebra-ossos, esta é uma ave extremamente ameaçada, e
existem programas de reintrodução (por exemplo na Andaluzia). A
plumagem dos jovens é diferente dos adultos, vai mudando
progressivamente. A “Andreia” que tenho nos braços é adulta e pesava
5, 500 kg.

Um grande beijinho e até breve,

Andreia

O homem de Massamá

Já tivemos “O espião que veio do frio”, “O terceiro homem”, “Dois homens e um destino”, agora temos “O homem de Massamá”.

Pelos vistos, ser de Massamá habilita os seus residentes a ser eleito primeiro-ministro. Se viver num condomínio fechado, já não.

Olha, Ide Gozar Com …

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GOVERNO NÃO SÓ NÃO POUPA COMO AINDA GASTA MAIS

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Eu sei que a crise é para todos e de todos os Portugueses. Sei-o eu e mais nove milhões de entre os meus compatriotas. Todos nós, estes muitos milhões, cortamos nas despesas, entregamos mais dinheiro ao Estado, vivemos preocupados com a falta de recursos do nosso governo, e aceitamos mais uma catrefada de sacrifícios que nos são pedidos ou mesmo impostos pelos governantes (nem dou exemplos, tantos são eles).
Depois, lemos os jornais e ouvimos as rádios e as televisões, e descobrimos que a crise é mesmo uma coisa séria. Tão séria e tão grande que nem dinheiro há para comprar o que já foi prometido há alguns anos, como por exemplo dotar os Bombeiros de mais e melhores meios para combater os fogos que lavram em todo o País, ou para comprar mais máquinas de desencarceramento para acudir às pessoas que ficam presas dentro dos automóveis em que seguiam no momento em que tiveram um qualquer acidente nas nossas estradas.
Convenhamos que é mau para todos, esta crise.
Mas agora, descobrimos que no ano passado o governo que nos (des)governa poupou dinheiro. Pelo que se houve dizer, até poupou muito, apesar de ter comprado umas quantas centenas de carros novos para os seus ministros e deputados e companheiros e amigos, esquecendo-se de comprar umas duziazitas de carros de combate a incêndios ou mais um ou outros avião ou helicóptero para o mesmo efeito, ou mesmo ter mandado limpar as matas que são de todos nós. Mas poupou, e isso é uma coisa boa.
E como uma coisa boa nunca vem só, resolveu, o governo, gastar este ano mais dinheiro do que poderia ou estaria autorizado pelo orçamento. Esse, o dinheiro que poupou no ano que passou.
Os burros dos Portugueses ainda pensaram que esse dinheiro ia ser utilizado para as tais coisitas que são mesmo muito precisas e das quais já falei antes, mas não, o dinheirito poupado, os 546 milhões de euros, sim quinhentos e quarenta e seis milhões de euros, vão, ou foram para serviços que dependem directamente dos serviços dos senhores ministros, quase cem milhões, e o restante para as despesas de institutos públicos.
E se fossem gozar com…. a mãezinha deles?
Começo a pensar que a data de 9 de Setembro peca por tardia.
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O charme discreto de uma soldadeira* israelita

Eden Abergil é para começar tó-tó: meteu no facebook fotografias da sua vivência militar. A sua vivência militar passava por poses interessantes, usando prisioneiros de guerra como cenário.

Uns blogues publicaram o cenário e Eden Abergil passou a estar a mais, embora as suas atitudes perante a câmara se tenham tornado muito  mais interessantes. É um exagero a atenção que se dá a um palestiniano a servir de cenário, no fundo não passa de um indígena.

E gosto da maminha direita da Eden nesta fotografia. Dá mesmo vontade de mexiricar naquele biquito inexistente.

Tá bem assim? já deixei de ser anti-semita?

* não, soldadeira não é feminino de soldado, nem sinónimo de soldada. é mesmo soldadeira.

Adair Turner: uma lição de finanças e de regulação dos mercados

Hoje limito-me a uma sugestão de leitura. Remeto-vos para o artigo de Adair Turner no Jornal de Negócios. O conteúdo do citado artigo desmistifica as teses patológicas do ‘absolutismo do mercado’, mesmo em mentes empedernidas como aquelas que caracterizam dirigentes e técnicos superiores do próprio FMI – apenas 18 meses antes do despoletar da crise, a referida instituição publicava um designado ‘Relatório Global da Estabilidade Financeira’, onde se lia:

A confiança na história de um sistema que se auto-equilibra…

Com efeito, esta crença enviesada neoliberal, denunciada por Adair Turner, constituiu a principal causa ideológica e de comportamentos institucionalizados para a falta de regulação eficaz dos mercados financeiros; e consequentemente para a crise com que os EUA haveriam de contaminar o mundo.

A União Europeia, é sabido, não pôde eximir-se da crise; de resto, no seu espaço geográfico, os males são agravados devido à ausência de coesão das políticas económicas e financeiras dos Estados-Membros. As implicações de maior gravidade incidiram sobre os designados “PIIGS”, de que, infelizmente, Portugal faz parte.

Adair Turner exerce a presidência da Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido e é membro da House of Lords. Transmite, com conhecimento, qualidade e isenção, uma lição eloquente sobre a teoria do (falso) auto-equilíbrio dos mercados.

Recomendo a leitura do artigo, seguida de reflexão séria; dirijo a recomendação, em especial, a políticos, comentadores, articulistas de opinião, blogueres e outras personagens nacionais que, despudorada ou ignorantemente, escrevem metros e metros de blasfémias contra o papel do Estado na economia, o qual integra um sistema global de regulação consistente e eficaz. Leiam e reflictam!

Espantoso

«Concessionário das Scut manda conta ao Estado por atrasos nas portagens», Público

A não ser que pela introdução de portagens nas SCUT a concessionária passasse a receber mais dinheiro, alguém me explica porque é que estas não terem arrancado traz custos acrescidos?

É de ver que o eventual "desequilíbrio nos contratos negociados" será o mesmo tenham ou não as portagens avançado e que, estivessem as SCUT portajadas, o "suporto técnico aos sistemas" teria igualmente de ser assegurado.

Resta a primeira hipótese. Ou então é mais um episódio da preparação da reentrée.

Um buraco na rede

(adão cruz)

(Dedico este conto, verdadeiro, à amiga Andreia Dias, em homenagem ao seu trabalho e como libelo contra os caçadores) .

 Um buraco na rede

Acordei a meio da noite e não fechei mais os olhos. A insónia levou-me onde bem lhe apeteceu.Gemi ao estalar do coração de uma mãe, senti o amargo do choro convulso de um pai, reabsorvi a minha dolorosa resignação…um barco e as amarras que o prendem aos olhos esbugalhados do cais, amarras que se despedaçam, pois ninguém lhes sabe desfazer os nós.

A madrugada de hoje começa a clarear. Quem olha através da rede da janela sem vidros julga que vai nascer uma amena manhã de primavera, mas em breve ela parecerá vomitada do ventre de uma fogueira.

Passarinhos coloridos salpicam de gorgeios o silêncio morno do amanhecer. Um grande insecto marra nervosamente de encontro à rede, numa volúpia incontida de liberdade. Eu e aquele moscardo, à procura de um buraco na rede! De um salto, corri da cama até ao chuveiro improvisado que borrifava sobre mim os mais deliciosos minutos do dia. Enquanto a água escorria em fios esganados, eu ia antevendo o prazer de uma caçada matinal às rolas. Iria pedir a carabina ao libanês Senhor Heyle, o qual, àquela hora, ensonado, não se lembrava que não gostava de a emprestar. De qualquer forma, a mim nunca a recusaria, pois precisava de mim como médico. [Read more…]

Tu pias, ele pia e…

…eu hoje também pio no PiaR.

Um piar sobre o Pacheco Pereira, o José Sócrates, o Pedro Passos Coelho, o Jornalismo com e sem aspas e as agências. Sem esquecer a Britney e a Pamela. “inde ler”, sff.

A águia, o milhafre e a borboleta

(Recebi dois mails muito interessantes, que resolvi transformar em posts, com a devida autorização da Andreia. Este é o primeiro. As reticências significam que suprimi algum texto. Amanhã publicarei o segundo).
Dr. Adão:
 
Sou a Andreia, de Arouca,  bióloga e trabalho com águias de Bonelli. Estive no seu consultório em Julho passado e fiquei de lhe enviar fotografias das belezas que vou vendo nesta nossa encantadora Natureza. Peço imensa desculpa por só agora o fazer, mas como ando sempre a saltar de terra em terra, tinha deixado o seu contacto em Arouca.    (…) e já me sinto muito melhor. Estou cheia de energia para lutar e rapidamente voltar a estar apta a subir montanhas e fazer a minha vida normal.
 
Em anexo envio uma foto de uma águia de Bonelli que capturámos em Maio para colocação de um emissor/GPS. Pode ver o site do projecto em http://www.ceai.pt
 
Um milhafre-real que fotografei nos Pirinéus no ano passado, mas que existem também em Portugal. Eu estava num abrigo de um alimentador artificial de abutres e o milhafre apareceu para se alimentar também.
 
Por último, uma borboleta que fotografei em Fornos de Algodres. Foi a 2ª que vi, tendo sido a primeira observação no Gerês, onde trabalhei alguns anos. É uma “pavão-diurno” que põe os ovos nas urtigas.
 
Espero que aprecie.
 
Um abraço e até breve,

Andreia
P.S. Comprei e já estou a ler o livro ” O espectáculo da vida ” de Richard Dawkins e é realmente fascinante. Obrigada!

(Águia de Bonelli)

(Milhafre real)

(Inachis io)