A recente mudança do Aventar acrescida de ter perdido a minha password obrigaram-me a um silêncio forçado de umas semanas.
Finalmente, regressei! Tenham medo, muito medo….
:)))))
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A recente mudança do Aventar acrescida de ter perdido a minha password obrigaram-me a um silêncio forçado de umas semanas.
Finalmente, regressei! Tenham medo, muito medo….
:)))))
Parece-me importante começar por definições, para que o leitor não se engane, mas definições leves, para não aborrecer. Um etnopsicólogo, é quem faz psicanálise às crianças no sítio em que moram. Normalmente, por serem crianças, a análise é em grupos de brincadeiras, a imitar a vida dos seus adultos, a melhor forma que um investigador sabe ou aprende, o que acontece em casa, sem ter entrar nas vidas privadas de grupos domésticos. Grupo Doméstico, como define Jack Goody em 1974, no seu módulo Addison-Weslley da Universidade de Nova-Iorque: os que partilham o mesmo teto, a mesma comida e colaboram nos mesmos trabalhos produtivos.

Onde o nosso herói decide fugir quando colocado sob os holofotes da iminente necessidade de recorrer ao FMI. O filme de uma legislatura incapaz de controlar a despesa pública.
Ficha técnica:
Não sei porquê, acordei com este poema na cabeça:
Olha, Daisy: quando eu morrer tu hás de
dizer aos meus amigos aí de Londres,
embora não o sintas, que tu escondes
a grande dor da minha morte. Irás de
Londres p’ra Iorque, onde nasceste (dizes…
que eu nada que tu digas acredito),
contar àquele pobre rapazito
que me deu tantas horas tão felizes,
Embora não o saibas, que morri…
mesmo ele, a quem eu tanto julguei amar,
nada se importará… Depois vai dar
a notícia a essa estranha Cecily
que acreditava que eu seria grande…
Raios partam a vida e quem lá ande!
(Retirado de Fernando Pessoa, um blogue inteiramente dedicado ao poeta)
… já exerce magistratura activa. Que é como quem diz, se Cavaco não fala, falo eu.
O PS, vimo-lo nos últimos anos, disse, desdisse, contradisse, meteu os pés pelas mãos, meteu as mãos pelos pés, enrolou a língua, desenrolou-a, perdeu a cabeça, encontrou-a, voltou a perdê-la, etc.
O PSD jurou que não viabilizaria mais nenhum aumento de impostos em 2011 mas admite aumentar o IVA, que já foi um imposto cego (Marco António Costa dixit) e injusto (Pedro Passos Coelho), mas agora já não é. Quanto à avaliação dos professores (não me pronuncio aqui, neste poste, sobre a justeza, ou não, da medida em si), o contorcionismo político atingiu o auge e em vinte e quatro horas o preto passou a branco e vice-versa, para fazer jus ao primeiro parágrafo desta crónica. Eu sei que a situação é grave e estamos em campanha eleitoral, mas é pela amostra que se avalia o produto.
Com isto, relembro duas frases que ouvi nos últimos dias: “Não vão os portugueses perceber que saltando da frigideira correm o risco de cair no lume” disse Jerónimo de Sousa e “Não temos os políticos que merecemos. Temos os políticos que somos” escreveu aqui o José Freitas. Pois é.
…o dito-cujo ainda não confirmou a aceitação do pedido de demissão. Dado que o demissionário está exultante pelos elogios, palmadinhas nas costas, beijos e abraços solidários em Bruxelas. Dado que a sopeira da Pomerânia já disse o que tinha para dizer, não nos admiremos muito, se:
a) o dito-cujo não lhe conceder a demissão, “patrioticamente instando” para formação de um novo governo mais “abrangente e de salvação” (de todos eles).
b) o suspiroso “Calimero do povo” cabisbaixamente aceite, ainda atordoado pela trovoada de aplausos comunitários (e profundo alívio por evitar que cheguem penetras de fora).
c) a sopeira da Pomerânia – a tal que chefia o país que paga o orçamento comunitário – confirme a sua posição de Führerin, servindo os seus subalternos em Portugal como meros Reichsprotektors de serviço (garantindo a venda de mais salsichas do Lidl e ainda mais sucata para as nossas autobahn).
d) os outros, precisamente aqueles que já contavam com um render da guarda, obedeçam às befehl que de longe chegam, desde já manifestando “o mais sincero e arreigado patriotismo”.
Esta gente é capaz de tudo (e mais alguma coisa).
A ingratidão é fodida.

…para os operários encurralados pelo PEC de Portugal…
Estou certo ter escrito um texto semelhante para o dia dos trabalhadores, faz um ano. Mas, os tempos que correm, a forma a que nos obrigam a viver, não me dá alternativa para escrever um texto mais alegre, agradável e divertido, porque começámos a falência da nossa teoria e o governo não consegue virar essa falência. Nem governo nenhum. Há os que antes de torcer os braços ao povo, prometem tudo, para derrubar o poder executivo, mas que logo a seguir, começam com a eterna história de dar o dito pelo no dito. Não tenho mais remédio do que reiterar o que escrevi faz um ano, para lutar pelo nosso real bem-estar.
A história era assim, e continua assim também:
Estava a acabar uma parte do texto da História de Portugal, para acrescentar os remotos antecedentes ideológicos do Dia do Trabalhador. Tenho comigo o livro de [Read more…]
Ainda não se sabe ao certo qual é o estado do país, e já Pedro Passos Coelho fala em aumentar impostos e tomar medidas. Desta vez, talvez só perca tempo a pedir desculpas aos militantes sociais-democratas por ter criado um embaraço ao partido à boca de eleições.
Mas, convenhamos, que aos olhos do PSD, o mal não estaria propriamente nas medidas previstas no PEC IV apresentado pelo Governo. O problema era uma questão de credibilidade. Assim foi a ideia defendida recentemente por Arnaut ao oitavo minuto do frente-a-frente com Bernardino Soares, na SIC Notícias.
Ou seja o mais provável é que iremos ser espremidos na mesma. A questão é que quem o vier a fazer terá mais credibilidade do que José Sócrates.
Ora, isso para nós, já é um grande alívio…
Eu não gosto do PS nem sequer do CDS Não suporto o PC que se lixe o PSD…
-Ao contrário do que já li por aí, a frase de Passos Coelho em que terá admitido uma subida na taxa de IVA para 24 ou mesmo 25 por cento, provavelmente retirada de algum contexto que desconheço, pode ser um tiro no pé, um erro político, mas está longe de significar falta de preparação ou conhecimento dos dossiers, pelo contrário, quero acreditar que seja uma escolha, a meu ver acertada, ou antes, um mal menor, porque subir um imposto, qualquer que ele seja, nunca é a meu ver um facto positivo.
Imediatamente surgiram as vozes do costume clamando que o IVA por ser um imposto cego, atingindo todos os consumidores por igual, é socialmente injusto. Nada mais falso. Uma família que gaste 1000 Euros mensais, pagará metade de outra que gaste 2000, ora como sabemos, os gastos são normalmente proporcionais aos rendimentos, logo, quem mais ganha, mais paga. Não existe é no IVA um mecanismo do agrado dos socialistas, que são os escalões, permitindo que o Estado se arrogue no direito de tirar X ao sujeito A para atribuir, sob a forma de benefícios ou subsídios, vai dar ao mesmo, ao sujeito B. [Read more…]
Que me lembre, neste país sempre se viveu com crise.
Fosse crise económica, crise financeira, crise na Justiça, crise na Saúde, crise na Educação, crise na Agricultura, crise nas Pescas, crise de valores, etc.
Não deve ter havido Governo em que não se falasse de algum tipo de crise.
A mais badalada, no entanto, foi sempre a clássica crise política, sempre de olhos postos na preciosa estabilidade política com que tudo se faz e que sem a qual nada se consegue.
Hoje vivemos mais uma dessas crises políticas, bradando-se pela mudança de Governo.
Acontece que mudar por mudar é o que se tem feito há anos e o resultado está à vista: o nosso país chegou ao ponto que chegou por causa de erros que se acumulam e se repetem, de Governo para Governo.
O problema deste país não é tão só este Governo de agora ou José Sócrates. O problema é a sucessiva repetição de erros por Governos diversos, seja por acção seja por omissão. [Read more…]
Já me tinham dito para não me irritar. Faz mal ao coração, informam-me. Que sim, vou fazer por isso. Por levar as coisas numa perspectiva positiva, para manter o sentido de humor, para relativizar tudo aquilo que não é a morte. Por só isso não tem remédio. Agora começo a achar que também o país não tem remédio.
Por isso, admito que não sei porque é que ainda me indigno com coisas de lana caprina. É sempre assim. Analisamos tudo mediante as circuntâncias em que estamos e as conveniências do que queremos. Valorizamos quando nos interessa, desvalorizamos quando não interessa.
Até ontem, o rating da dívida portuguesa era cortado pelas famosas agências financeiras e o governo desvalorizava. O chefe do Governo e os ministros mais influentes fugiam a comentar esses cortes. Quando não havia possibilidade de fuga, juravam que não era assim tão importante.
Hoje, novo corte e o Governo valoriza! Que é fruto da crise política, que a culpa é toda da oposição, esses malvados que não mediram as consequências do chumbo do PEC IV, que levou à queda do Governo, etc e tal.
Sim, eu sei que começou a campanha e que em campanha vale-tudo-menos-tirar-olhos-e-se-calhar-nesta-até-tirar-olhos-vai-valer mas é assim que esta cambada incoerente quer que o povo tenha pachorra para os aturar?

Por casualidade, irrepetível na vida, conheci Elizabeth Taylor e Richard Burton a 4 de Agosto de 1969, dia em que tomei a liberdade de trocar a Universidade por um passeio com a minha mulher e a nossa única filha. Fomos visitar a Torre de Londres, prisão para os inimigos da coroa inglesa durante séculos, aproveitando para ver os pombos e os guardas reais. Actualmente, a Torre londrina funciona como museu, sendo o bilhete de entrada muito caro. Vários amigos acompanhavam-nos, todos de Londres. Nós vínhamos da Universidade de Edimburgo, onde trabalhava nas minhas pós graduações em Antropologia e Ciências da Educação.
Era impossível não vê-la, ria estrepitosamente, tomada pelo braço do seu marido, Richard Burton. Era de manhã, mas eles vinham de uma festa que tinha durado a noite inteira, vestidos com fraque ele, e ela com o seu famoso vestido de veludo azul, quase uma marca de fábrica. Parecia que era a sua farda, desde que interpretou em 1969, o famoso e muito atraente filme Blue Velvet ou Veludo Azul, em português. Nunca a vi repetir formas de actuar, todas eram diferentes, veja-se, por exemplo, Bruscamente no
Sobre a demissão do Governo, a crise política, o sentimento de descrença dos portugueses em relação à economia, à política, à sociedade, à meteorologia, escrevo um destes dias. Quando me sentir capaz desse feito, equivalente praticamente a um dos doze trabalhos de Hércules. Aliás, não vejo ninguém aflito para escutar a minha opinião. Por isso, não há pressas.
Deixo apenas a frase mais certeira dos últimos tempos. Chegou-me, de mansinho, pelo Twitter de Ricardo M Santos (http://twitter.com/RicardoMSantos).
Diz ele…
Não temos os políticos que merecemos. Temos os políticos que somos.
Pimba. Nem mais, pensei. Se pensei, melhor o fiz: embrulhei a frase em papel de mata-borrão, porque não há dinheiro para melhor, fiz um laço de corda rafeira, e trouxe-vos esta frase para pensarem um bocadinho.
Até às prováveis próximas eleições (Cavaco Silva ainda não se pronunciou) o governo de José Sócrates encontra-se em gestão.
Um governo nessas condições não é novidade na democracia portuguesa e permite a gestão corrente dos assuntos do país, apesar de ter poderes limitados pois, segundo a Constituição, a isso deve cingir-se estritamente (segundo o artigo 196, alínea 5, da Constituição um governo de gestão “limitar-se-á à prática dos actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos”). Assim sendo, novas nomeações, aprovação de projectos ou a promulgação de leis são apenas admissíveis em casos excepcionais e absolutamente prementes. No entanto a definição de “estritamente necessários” e de “gestão dos negócios públicos” é suficientemente vaga para que possamos perder-nos relativamente aos seus limites.
Decisões que envolvam aumento de impostos, investimentos a longo prazo, cortes de prestações sociais, etc., estão excluídas da noção de gestão corrente, ainda que o Estado possa continuar a contrair dívida necessária ao seu financiamento.
A história recente dos governos de gestão portugueses mostra que [Read more…]
Hoje, há razões para comemorar, porque estamos perto de confirmar o óbito político do pior Primeiro-Ministro da Democracia portuguesa, o que não era um título fácil de atingir, tendo em conta que a concorrência era grande (e ser pior do que Santana Lopes era um desafio a que Sócrates não soube resistir).
Hoje, continua a não haver razões para comemorar, pois, ao que tudo indica, o PSD voltará a governar, o que constituirá uma mera alteração de siglas e uma continuidade de políticas. Depois de ter PECado em conjunto com o PS, o PSD irá a correr assinar os papéis que confirmam a união de facto, tumultuosa, é certo, mas não é o tango a dança que retrata essas relações em que o amor tem aparências de ódio? [Read more…]
As atitudes são quase símbolos e espelham bem o carácter de quem as toma.
Há umas semanas, o deplorável evento da omissão do PEC 4 ao Presidente e Parlamento. Dias depois, o absurdo discurso presidencial, quase de chefia de partido. Ontem e após o início da sessão para a discussão do mesmo, outra cena caricata, quando o 1º Ministro sai do hemiciclo, numa inegável demonstração de desprezo pelo mesmo. Pouco depois, dois Ministros – os mais importantes – ausentam-se ostensivamente, deixando Manuela Ferreira Leite discursar para deputados que não podiam desconhecer aquilo que tinha para dizer. Este tipo de ordinarice tornou-se de tal forma corriqueira que passou a fazer parte integrante do sistema vigente.
É este, o gabarito democrático da gente que diz governar Portugal. É esta, a gente que tem pretensões a concitar o respeito dos comuns mortais que lhes pagam as mordomias e a proeminência muitas vezes imerecida. É este, o resultado de um longo período de ausência do autêntico parlamentarismo em Portugal, esmagado pelos cacetes e lápis azuis de Afonso Costa e Salazar. Aqui está o resultado, esta é a República Portuguesa.
Mas o caso não ficou por aqui. No mesmo dia, o Presidente que diplomatas estrangeiros dizem ser um sujeito vingativo, tira a mesquinha desforra daquilo que se passou há duas semanas. Mal o seu ainda 1º Ministro saiu de Belém, apressou-se a divulgar o pedido de demissão que aquele lhe fora apresentar e sem sequer aguardar o comunicado oficial do dito cujo. Como diz António Barreto, o espectáculo não é dos melhores.
Eles já nem disfarçam, acham alguns, enquanto outros pensam ser essa, a grosseira essência do regime. Esta gente é tralha de um enorme baú de vulgaridades e bem podia ser reciclada na Inglaterra.
Face às Novas Oportunidades que se adivinham, nada como estar preparado. Afinal de contas a qualificação é esencial para o nosso futuro.
Nos 125 anos da ponte rodoferroviária de Valença-Tui.
Imagem: Dario Silva e Pedro Miranda
Edição: Pedro Miranda
Assistente: Hugo Gomes
Música: De Ushuahia a la Quiaca – Gustavo Santaolalla
Conceito: Geofotografia.pt
Agradecimentos: CP, CP CARGA, REFER
© 03.2011

http://www.youtube.com/watch?v=P-4cWnh-uek
Sonhava, reconheço, sonhava. Parecia-me que o Chile e Portugal, eram dois países semelhantes: debates, desencontros, divertimentos, demissões. Países em festa que parecem ser uma pantomima, como as suas relações todas cortadas, sem se entenderem entre eles, como devem ser, quando se governa: há quem diz, há quem diz que nada disse, toma-se o dito por não dito. Era um sonho, quase pesadelo, porque eram os meus países, especialmente Portugal: correcto ou incorrecto, o seu comportamento político e arte de governo, mas meu país, nos bons e maus momentos. No meu sonho, devo ter pensado que Portugal era como a Nação Mapuche que habita no Chile. O meu sonho, de um quase impossível entendimento entre partidos políticos, muito semelhantes. Faziam a festa e passavam a conta ao povo. Vou contar esse sonho, mudando o nome das hierarquias que nos governam, ao que eu vi no meu sonho. Uma metáfora…de países na sua infância… [Read more…]
…quentinho, húmido, doce, livre de impostos…
Como dizem aqui no Alentejo, Sócrates está de abalada. Saiu como e quando quis. Com o pretexto de não poder aplicar o PEC IV, envergou a pele de vítima. O objectivo era sair queixoso desta batalha, colocando o ónus da crise política sobre os adversários políticos.
Paradoxal ou não, da ordem de trabalhos da reunião da zona euro, de hoje, foram retiradas à última hora as decisões sobre o reforço do fundo de socorro; nas quais, lembre-se, se integravam as medidas do rejeitado PEC IV. Sócrates e Teixeira dos Santos sabiam-o ou souberam-o, provavelmente, antes ou durante o debate parlamentar. É uma das hipóteses para explicar a saída prematura do PM e as temporárias ausências de Teixeira dos Santos e Silva Pereira da sala do plenário da AR.
Vamos a eleições. Sócrates voltará à linha da frente, na disputa com Pedro Passos Coelho. Os dois, em coligação restrita ou alargada com Portas ou isoladamente, têm possibilidades de vir a governar os portugueses. São, diz-se a torto e a direito, os homens do arco do poder – a semântica da política está em enriquecimento constante. Todavia, nos momentos históricos que vivemos, não estamos sujeitos apenas a arcos. Há também o enorme crucifixo com que subimos ao calvário da ‘Zona Euro’, onde os nossos eleitos apenas relatam, ouvem e obedecem. Sim, não haja ilusões; quem comanda ou comandará será sempre a Sr.ª Merkel ou outro gauleiter que a substitua.
Penitentes por erros acumulados, estamos condenados ao PEC IV, V, VI, VII … e não sei até quantos os comandantes da Europa do Norte venham a impor. Os nossos governantes limitar-se-ão a cumprir, com zelo e respeito, as orientações para fazer navegar um Portugal euro-cruxificado. Prometam os nossos políticos o que prometerem, assim vamos continuar. Sofrendo.
Alguns leitores do Aventar acertaram na lotaria da queda do Governo. Infelizmente não haverá prémio pois o jogo, diz-se, estava viciado.
Uma das actrizes que mais admiro na sétima arte. E que melhor combinou a beleza com a arte de representar.
Elizabeth Taylor, “uma rapariga do meu tempo” como o meu pai sempre se refere quando se fala dela, será para muitos a “Cleopatra” ou a “Virginia Wolf”.
Para mim, será sempre a “Gata em telhado de zinco quente”.
Ao cair do pano, um registo obrigatório no dia do seu falecimento.
Feita pelo próprio, como é costume. Pode ouvir-se aqui.
Retenho uma afirmação: “O país não ficou sem governo.” Finalmente, Sócrates revela clarividência: não se pode ficar sem aquilo que não se tem.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

Recent Comments