Faz hoje dez anos que muitos de nós ocuparam as principais ruas do país e da diáspora, naquele que foi o primeiro grande protesto contra a precariedade, organizado por fora das estruturas habituais. O que começou na Geração à Rasca continuou na Plataforma 15 de Outubro, na Acampada do Rossio, na Primavera Global e por fim na plataforma Que Se Lixe a Troika. Estou convencido que cada um destes movimentos, com méritos e defeitos próprios, nasceram todos neste dia e fazem todos parte de um movimento mais amplo a nível internacional, que esteve nas acampadas de Madrid, de Wall Street ou na ocupação da praça Tahrir, no Egipto, e marcou, de forma indelével a última década da resistência. Em Portugal não se teria derrubado Sócrates tão cedo e a Troika da Pàf talvez tivesse durado mais um governo. Não sabemos, mas sabemos que ninguém se arrepende de ter dado o corpo ao manifesto.



















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