Banqueiros filhos da puta

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A organização terrorista Goldman Sachs, que entre outros fundamentalistas emprega o mordomo-lobista Durão Barroso, elaborou um estudo onde conclui que “as curas de doenças podem ser más para negócios no longo prazo”. O documento, sugestivamente intitulado “Curar os pacientes é um modelo de negócios sustentável?“, é todo um hino à lógica predatória que assiste ao capitalismo selvagem, onde o lucro se sobrepõe à dignidade do ser humano, pedra basilar do doentio liberal-fascismo.

Eis o mais perigoso inimigo de uma humanidade livre e emancipada. Não mata como Assad, Putin, Salman ou qualquer presidente norte-americano, mas tem um projecto esclavagista a longo prazo, infinitamente mais perigoso e melhor elaborado que qualquer estratagema saído da cabeça de um político corrupto ou tirano sanguinário. Até porque são estes tipos que compram políticos corruptos e tiranos sanguinários, não o contrário. Não, Pedro Pinheiro Augusto, não podemos confiar nestes banqueiros filhos da puta.

Portugal à venda

Diz assim o anúncio:

Quer residir ou investir em Portugal? Nos dias 15 e 18 de Maio, vamos ter duas sessões de apresentação exclusivas sobre o mercado imobiliário em Portugal, os regimes de incentivo ao investimento (Visto Gold e Residentes Não-Habituais) e reuniões individuais para esclarecimento de dúvidas.

e é da empresa JLL:

uma consultora internacional especializada na prestação de serviços de imobiliário para clientes que procuram obter valor acrescentado na promoção, na ocupação ou no investimento imobiliário. Com mais de 300 escritórios em 80 países, servimos as necessidades locais, regionais e mundiais de clientes, fazendo crescer a nossa empresa ao longo do processo.

Impacto disto, já real, é:

“Fundos imobiliários, bancos e seguradoras compraram ruas inteiras e as consequências são desastrosas”.

E o resultado, também já real ou a caminho disso, é este:

Quando se olha para o que se está a passar em Lisboa (e no Porto) percebe-se essa tendência. Os centros das cidades estão a ser ocupados por quem tem dinheiro para investir e isso vai conduzir à desertificação dos cidadãos locais, mesmo daqueles que, como classe média, ainda tentavam resistir. E Portugal, nesse aspecto, surge como um lugar seguro para elites francesas ou brasileiras. O centro das cidades começa a parecer-se com enormes condomínios privados. Um dia destes os presidentes das juntas de freguesia da parte central de Lisboa serão eleitos por eles próprios, porque não haverá eleitores. Ou seja, a democracia está a suicidar-se com esta aparente “economia de mercado”.

Tudo, mas TUDO, se transforma em mercadoria. Vencem os poderosos.

É uma história muito simples. Tão simples e que tanto dói.

É tudo conversa demagógica. É mesmo?

​Segundo a imprensa, o Novo Banco tem emprestados 5,4 mil milhões de euros (5400000000! 10 dígitos!) e não sabe quanto deste valor irá receber. António Ramalho, que está à frente do banco (que nos disseram que era o banco bom), disse em entrevista que o “grosso do problema” está em 44 empréstimos, (“apenas 1 superior a 500 milhões”, diz como que para nos descansar) e compara com a situação anterior, quando 6 mil milhões de euros estavam emprestados a apenas 5 pessoas/entidades.

Mas hoje o que eu sei com segurança é que 44 pessoas ou entidades estão a criar o grosso de um problema de 5,4 mil milhões que eu, como português, sou chamado a resolver, pagando. Eu pago, voluntariamente ou por imposto. Mas quero saber quem são! E considero ter direito a isso!

As citações são de um artigo de opinião de Hugo Carvalho no Público. Se não fosse pedir muito, também quero saber quem são, porque é que não pagam e porque é que o dinheiro foi emprestado  sem garantia garantia de pagamento.

Oracular, caro Watson!

Tem-se manifestado notável a vocação oracular da Direcção Geral de Saúde, facto que abre todo um novo mundo de possibilidades ao já amplo universo do conhecimento científico e recupera a esperança nos contributos que o esoterismo pode trazer às sociedades contemporâneas, estruturas complexas das quais vão emergindo problemas também mais complexos, como foi o mais recente surto dessa temível doença chamada Sarampo.

Graça Freitas, Directora Geral da Saúde, afirmou hoje numa audição pública ocorrida no Parlamento, a pedido do PCP e do PS, que “os cientistas estudam agora a possibilidade de vir a ser necessária uma terceira dose contra o vírus [do Sarampo]”. A responsável adiantou que tal conclusão científica “ainda não está escrita em lado nenhum”, mas que “acredita” que vai acontecer, porque “há muita gente” a estudar essa possibilidade.

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Os bancos são uma parceria público-privada

Segundo parece, existe um arco da governação. Por vezes, chamam-lhe bloco central, que é uma maneira de dizer que a direita parece descaída, mesmo que nunca saia do sítio em que sempre esteve, um sítio em que se defendem privilégios e se atacam direitos. Com a interrupção dos primeiros tempos da revolução, aproveitando maiorias absolutas para dominar a democracia, a direita esteve muito pouco tempo fora do poder, mesmo que continue a fingir um complexo de calimero, queixando-se, por exemplo, de uma inexistente hegemonia da esquerda numa imprensa cujos donos têm nomes como Balsemão ou Luís Delgado.

O chamado arco da governação, desde que Mário Soares meteu o socialismo na gaveta, tem-se dedicado, graças a uma alternância que só o é na distribuição de tachos, a meter a mão nos cofres públicos para ajudar os amigos e/ou os patrões, numa parceria público-privada que, mesmo sem o ser na letra, sempre o foi no espírito. Basta ver que o discurso dos governos sempre pôs à frente de tudo as empresas, os empresários, o empreendedorismo, deixando os cidadãos ou a administração pública para os discursos dos feriados e nunca para o exercício governativo. [Read more…]

Luz verde para a Baysanto

União Europeia aprovou a fusão entre Bayer e Monsanto – Mais um passo a caminho do “admirável mundo novo”.

75% do mercado global de sementes é já controlado por apenas 10 empresas, outras tantas dominam 95% do mercado global de pesticidas. Com a megafusão, vai emergir uma corporação que, a nível mundial, dominará 30% do mercado de sementes e 24% do de pesticidas.

A Baysanto vai influenciar grande parte do que comemos, o modo como cultivamos os alimentos e os medicamentos que tomamos. Às mãos deste monstro agro-químico espera-nos maior redução da biodiversidade, mais pesticidas, organismos geneticamente modificados e monoculturas, aumento dos preços e perda de acesso a sementes, maior sujeição dos pequenos agricultores à prepotência e concorrência dos tubarões….

Mas com que direito andamos a dar cabo disto tudo como se não houvesse amanhã???

Os alemães não são parvos…

Por agora irão estabelecer acordos e promover a paz social na Auto-Europa, há que rentabilizar o investimento nas linhas de montagem do T-Roc. Novos projectos, a começar já pelo descapotável, serão desviados para outras paragens, longe de bloquistas, comunistas, Arménios e outros parasitas…

Ortografia sem filtro

In Britain’s case, I’d suggest that we think of financial services as the industry in question. Such services are subject to both internal and external economies of scale, which tends to concentrate them in a handful of huge financial centers around the world, one of which is, of course, the City of London.

– Paul Krugman

When there are external economies of scale, a country that has large production in some industry will tend, other things equal, to have low costs of producing that good. This gives rise to an obvious circularity, since a country that can produce a good cheaply will also therefore tend to produce a lot of that good.

– Krugman & Obstfeld

***

Segundo o Público, o «imposto sobre o tabaco foi o ponto fraco das receitas fiscais», tendo sido a única cobrança a descer em 2017. Pelos vistos, aliás, o Governo contava com esta descida, mas de forma marginal, tendo a diferença ficado muito acima daquilo que se previra no OE, et pour cause, “oficialmente” (eis as aspas, na conhecida versão gráfica do gesto das orelhinhas de coelho).

O Governo tem vindo a contribuir, sistematicamente, desde 2012, para a acentuada descida da qualidade dos Orçamentos do Estado. Curiosamente, tal como a descida das receitas fiscais com o imposto sobre o tabaco, a descida geral na qualidade ortográfica estava prevista e deve-se também a um efeito único. Todavia, o Ministério das Finanças não previu esta descida e não sabe qual o efeito . Para prever e para saber, convém estudar. E querer saber. E o Governo está-se rigorosamente nas tintas.

Sim, nas tintas. Para isto: [Read more…]

Sobre rankings, apenas o óbvio…

Enquanto cidadão importa-me e muito que Portugal tenha os melhores quadros superiores. Se tiver um problema de saúde espero ser atendido por um profissional médico altamente especializado e qualificado, da mesma forma que confio nas capacidades do engenheiro ou arquitecto que constroem as pontes que cruzamos ou edifícios onde trabalhamos e habitamos. [Read more…]

Paul Romer, o homem que falou demais

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[Paul] Romer [Economista-chefe do Banco Mundial] told the Wall Street Journal that Chile’s recent slide in the index was almost entirely due to methodological changes that could have been politically motivated, and not by deterioration in the South American nation’s business environment.

Chile ranked as high as 34 under the administration of President Sebastian Pinera in 2010 to 2014, but as low as 57 during Bachelet’s two terms in office, which ran from 2006 to 2010, and from 2014 to now.

Chilean economist Augusto Lopez-Claros, who was in charge of compiling Chile’s ranking for the World Bank report, said accusations of political manipulation were “wholly without merit.” Chile’s recent rankings decline was due to other countries, including Mexico and Colombia, stepping up their efforts, as well as fully-justified and transparent methodological changes, Lopez-Claros said in an emailed note.

That wasn’t how Romer saw it. [Bloomberg,13/01/2018]

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Depois do BPN, BPP, BES e BANIF, supõe-se que exista um forte controlo sobre os produtos bancários, certo?

Errado.

Tal como explica Helena Garrido na Antena 1, aos balcões da Caixa Económica do Montepio Geral está a ser vendido um produto chamado “Capital Certo”, o qual de certo apenas tem o risco associado.

Com efeito, o produto em causa não é do banco, mas sim da Associação Mutualista, estando a ser publicitado no banco como tendo retorno  de investimento garantido. Acontece que as letras miudinhas referem que é preciso ler as condições e estas, depois de uma vastidão de páginas (cerca de 40), com complicadas condições, dizem que o retorno, afinal, não é garantido.

Mas ainda pior é o Banco de Portugal ter proibido a venda deste tipo de produtos  aos balcões dos bancos e este continuar a ser vendido. E, igualmente inacreditável, é o produto não estar sujeito a nenhuma fiscalização.

Será que não se aprende nada neste país? E admite-se que a lei, tão escrupulosamente aplicada aos cidadãos, seja apenas uma linha de orientação para a banca, ainda para mais depois das fraudes por ela praticadas?

A revista Proteste já recentemente tinha alertado os clientes para se manterem afastados deste produto. Apesar de, em 2013, ter afirmado que o “Montepio Capital Certo é uma alternativa de poupança a considerar“. Sendo o mesmo produto, é caso para, novamente, se questionarem as recomendações desta revista.

Aqui fica o podcast com os detalhes do caso.

Leitura adicional:

– Montepio vende produtos da mutualista sem distinção clara face a depósitos (Público)

– Qual é coisa, qual é ela, parece o Montepio, mas não é o Montepio? (Eco)

EDITADO (corrigida gralha no título)

A luz de Centeno

O percurso político do actual ministro das finanças pode considerar-se atípico. Atípico e meteórico. Na verdade, em apenas dois anos, Mário Centeno passou de anónimo técnico do Banco de Portugal – e presidente do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento das Estatísticas Macroeconómicas – a companheiro de selfies da senhora Lili Caneças, Ministro das Finanças da República, Presidente e CR7 do Eurogrupo e cativo da tribuna presidencial do estádio da Luz. Há que reconhecer que não abundam os casos de tão rápida e íngreme escalada social.

Há quem assegure, como é o caso do senhor Primeiro-Ministro, que a rápida ascensão ao estrelato de Mário Centeno se deve exclusivamente ao seu talento invulgar, talento esse que terá ficado demonstrado no milagre operado na economia e nas finanças portuguesas, bem como em diversos indicadores estatísticos – uma das especialidades de Centeno – que dão corpo a esse milagre.

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In Delgado they trust

Luís Delgado pegou em 10, 2 milhões e comprou vários objectos que Francisco Pinto Balsemão tinha em sua posse, nomeadamente revistas como Visão e Caras.

Delgado, que tem feito carreira como defensor das ideias mais indefensáveis da direita mundial, é dono de uma empresa com a irónica designação Trust in News. A primeira palavra pode, também, significar “confiança”. Luís Delgado é, sem dúvida, um homem de confiança, bastando lembrar o facto de ter defendido, como muitos outros, a bondade da guerra do Iraque. [Read more…]

Ano novo, impostos novos

Governo anuncia aumento do imposto sobre os combustíveis
O Imposto Sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) vai ser aumentado a partir de segunda-feira [amanhã], segundo uma portaria publicada hoje [31/12/2017] pelo Governo em Diário da República. [DN, 31/12/2017]

A taxa do ISP aplicável à gasolina passa a ser, respectivamente, 0,556 euros e 0,343 euros por litro para gasolina* e gasóleo, o que se traduz num aumento de 0,9 cêntimos por litro de gasolina e de 0,6 cêntimos por litro de gasóleo.

Escolher o dia da passagem de ano para anunciar este aumento é uma sacanice em dose dupla. Primeiro, por aumentar os impostos num produto cujo preço já é maioritariamente composto por impostos e, em segundo lugar, por novamente se ir pelo caminho de anunciar medidas quando os portugueses andam entretidos com outras coisas. Pelo andar da carroça, já estou a olhar para o calendário para me preparar para futuras más notícias.

* com teor de chumbo igual ou inferior a 0,013 g por litro

 

Socialismo no século XXI

A doutrina socialista apregoa igualdade, mas o resultado palpável obtido sempre que algum país leva à prática as ideias de Marx, acaba por ser a miséria generalizada, excepção feita aos iluminados camaradas dirigentes que conduzem o rebanho se sacrificam liderando as massas.
A Venezuela é hoje um triste e lamentável exemplo do resultado a que conduzem o desrespeito pelas liberdades, pela propriedade e iniciativa privada. Não faltam por esse mundo fora invejosos aspirando a meter as mãos nos bolsos de quem produz, em nome do Estado social e outros disparates do género. A bizarria começou com Chavez, mas agravou-se com Maduro, que incapaz de encarar o fracasso da sua política, recorre a delirantes desculpas inventando inimigos e teorias da conspiração, esquecendo o essencial, que o seu regime socialista nada produz à excepção do petróleo, uma riqueza natural que nada tem a ver com política. Ainda assim, nem ao combustível a população consegue aceder. [Read more…]

Investimento estrangeiro, ditaduras e paraísos fiscais

Um estudo do Ministério da Economia aponta para um investimento estrangeiro na casa dos 119 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2017, do qual 44% tem origem no Luxemburgo e na Holanda. Porque os nossos parceiros luxemburgueses e holandeses têm interesse nas oportunidades disponíveis no nosso país? Nem por isso.

O que acontece é que, como todos sabemos, apesar do esforço hercúleo de alguns para o negar, Luxemburgo e Holanda são paraísos fiscais. Daí decorre que funcionam como base operacional para diferentes tipos de investidores, de variadas nacionalidades, que usam as habilidades fiscais dos nossos parceiros europeus para uma vasta gama de negócios, que vão das simples lavandarias de dinheiro até subsidiárias de interesses oligarcas e estatais autoritários, como é o caso da China Three Gorges, que investe no nosso país através de uma holding sediada no Luxemburgo. [Read more…]

2 pesos e 2 medidas é que não pode ser, explicações precisam-se…

54 mil Euros pagos em 6 prestações a 3 familiares entre 2009 e 2011, por alguém que tem declarados rendimentos de trabalho dependente na ordem dos 200 mil Euros não parece à primeira vista um assunto de grande relevância. [Read more…]

Leituras

Sinceramente, não compreeendo como é que se pode andar por aí a saudar as decisões das agências de notação, mesmo que seja por oportunismo. O movimento recente de melhoria da notação da República dá jeito, eu bem sei. Note-se, no entanto,  que quem não tem memória e quem aceita as estruturas financeiras por reformar, até pode ganhar alguma coisa no curto prazo, mas perde também sempre qualquer coisa no curto prazo e tudo no médio e no longo.

Note-se que estamos a falar de instituições que tiveram responsabilidades pela crise financeira, iniciada em 2007-2008, validando todo o lixo financeiro que a ganância sem trelas regulatórias relevantes conseguiu inventar até aí. Esta crise tramsmutou-se na zona euro em crise da dívida que não era, e que continua a não ser, soberana, dado que está denominada em moeda estrangeira. Neste caso, as agências validaram toda a especulação contra os elos periféricos mais fracos. [João Rodrigues;  continua no Ladrões de Bicicletas]

Os ventos nos últimos 3 anos têm-nos sido favoráveis. Juros baixos, melhorias de notação financeira e melhoria dos indicadores que a UE tem usado para nos apertar. Mas olhemos para nós mesmos e constate-se que o país continua essencialmente igual. Não houve transformação alguma que justifique a mudança, sendo o actual estado das coisas circunstancial.

Bom, mudou num aspecto, mas para nos fragilizar mais. O trabalho passou a ser mais precário e a malha do Estado está quebrada, mergulhada num mar de falta de meios, à mistura com ineficiência e desorganização. Mas estas agências  dizem que agora estamos melhor. Não estamos. Apenas vivemos um desafogo, graças ao garrote menos apertado. Dão-nos melhor nota depois da destruição causada pelo sector financeiro, esse mesmo no qual essas agências de notação validaram todo o lixo como se se tratasse de ouro.

Suicídio colectivo

Segundo o Jornal de Negócios, a agência de notação norte-americana Fitch deverá pronunciar-se hoje sobre o rating do Estado português. Analistas citados pelo matutino esperam uma revisão em alta, que retire a divida pública portuguesa do famoso “lixo”, abrindo portas a novos investidores e oportunidades, até aqui vedadas ao nosso país.

Posto isto, a pergunta para um milhão de euros: alguém me sabe dizer onde terá lugar o suicídio colectivo dos profetas do apocalipse e da imprensa e respectivos comentadores ao serviço da elite ressabiada que patrocinou a lenga-lenga dos resgates e da Venezuela? Quem souber que me mande a morada, que eu vou só ali fazer pipocas e já venho.

Federalismo, uma ameaça para levar a sério…

Martin Schulz foi derrotado nas eleições alemãs, que não me interessam rigorosamente para nada, mas pode vir a fazer parte do próximo governo em coligação com Angela Merkel ou quem sabe, caso a actual chanceler não consiga apresentar uma solução até podem vir a ser convocadas novas eleições e se os eleitores entenderem Schulz até pode acabar chanceler. Ora para consumo interno os alemães que decidam, mas sabemos o papel da Alemanha na U.E. e quanto esta se tem tornado uma entidade cada vez mais omnipotente e omnipresente na vida dos europeus. [Read more…]

Um capitalista também chora

O presidente executivo da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, parece não estar conformado com o negócio que envolve a Altice e a TVI, duas empresas privadas, pelo que exige ao Estado que intervenha no sentido de impedir a venda da estação de televisão ao grupo que também já comprou a PT.

Um dos mais importantes e bem sucedidos representantes do Capitalismo português, em vez de agir como um capitalista e fazer uma oferta de valor superior pelo negócio – afinal, isso é que é a livre concorrência – decide ir chorar para os ombros do Estado, o monstro marinho que uma vezes é um empecilho ao livre funcionamento do mercado, outras um pai protector que vem ralhar aos outros meninos que jogam melhor à bola.  Assim qualquer um pode ser empresário.

Bom, não é bem qualquer um. É alguém que consegue misturar na mesma notícia a eleição para a presidência do Eurogrupo e a Legionella.

Feicebuque Sic Notícias

Presidência Portuguesa do Eurogrupo

A candidatura de Mário Centeno à Presidência do Eurogrupo tem suscitado diversas interrogações, manifestações de apoio e algumas de repúdio. Apartando-me dos apoios e repúdios de famílias partidárias por pouco interessantes, detenho-me sobre algumas interrogações que me parecem estranhas.
Desde logo, a de saber se Centeno terá ou não tempo para assumir essa presidência e continuar a assegurar as suas funções como Ministro das Finanças de Portugal. Não sei como não haveria de ter tempo para desempenhar, em simultâneo, as funções que outros assumiram antes, para mais com a equipa de qualidade que Centeno diz ter constituído no seu Ministério.
eurogrupo
Outros questionam-se se Mário Centeno estará habilitado com a experiência necessária para o cargo a que se candidata. Parece-me uma questão que não faz sentido, uma vez que se trata de alguém academicamente habilitado e com a experiência que estes dois anos de governação e negociação com o Eurogrupo e Bruxelas lhe granjearam, sempre com sucesso.
As interrogações [Read more…]

Previsões da OCDE que não interessam

antecipam um crescimento da economia portuguesa superior à média da zona euro em 2017, 2018 e 2019. Belzebu não facilita.

Uma vida que ardeu, uma esperança que é necessário reconstruir

Oliveira do Hospital ardeu depois de Pedrógão. Morreram muitas pessoas, várias famílias ficaram destruídas e isso nunca ficará bem e nunca se resolverá. São marcas que ficam para a vida toda, são memórias que voltam, de tempos a tempos, e atormentam.

(CLICAR na imagem para ver o vídeo)

(9º episódio do programa “E se…”, um programa que faço para o COIMBRA CANAL, com a realização de Rijo Madeira)

O que ardeu foi praticamente tudo. Ardeu a floresta e espaço verde de lazer. Na verdade, o verde praticamente desapareceu.

Arderam as empresas e o emprego de muita gente. Depois das mortes, este é o drama mais significativo.
Os custos associados a estes incêndios medem-se em vidas perdidas, famílias destruídas, floresta perdida, negócios arrasados e um efeito muito significativo na esperança num futuro melhor. De tudo, apesar de certas coisas não terem solução, o mais difícil de recuperar é o ânimo necessário recomeçar tudo de novo. Esse é o maior custo, porque apesar de tudo a vida continua, e aquele aspeto que merece uma atenção muito especial.

Os incêndios deste verão mostram um país desorganizado e impreparado para estes eventos naturais. O “E se…” quis mostrar essa realidade, deixando claro que é nossa obrigação garantir que vamos construir um país que estará preparado e é solidário com quem é atingido pela calamidade. E essa é uma resolução que todos temos de tomar e realizar.
Exige-se que o Governo e as entidades regionais percebam que esse processo de reconstrução exige incentivos muito significativos, de pelo menos 85%. Eu diria que o país tem a obrigação de apoiar quem perdeu tudo e quer renascer, produzir e criar emprego.

Ouvimos os empresários que nos falavam de uma discriminação negativa de Oliveira do Hospital, referindo que o apoio prometido pelo Governo teria aqui um incentivo (70%) menor do que em Pedrógão (85%). Não percebemos a discriminação, nem a aceitámos. Aliás, consideramos que os incentivos deveriam ser até superiores a 85% nos dois locais, pois estes incêndios mostraram também uma completa falência do Estado e dos serviços de proteção civil.

Tem a palavra o Governo e a CCDRC.

Esperamos que o Senhor Presidente da República esteja atento ao que está a acontecer e atue no sentido de acelerar os apoios e garantir que se efetuam com a dimensão necessária.

 

ESCANDALOSO ROUBO AOS PORTUGUESES

Para verificarem a pouca vergonha que é esta RENDA que todos pagamos à EDP, vejo o acordo assinado em 2012 entre o Governo e a EDP Renováveis, os preços fixados e o valor, desde 2013, do preço médio da energia.

Link: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR41305.pdf

Para resumo: em 2012 terminava o período de 15 anos em que o Estado financiou as eólicas. O Governo de então, com PM Pedro Passos Coelho e Ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, assinaram um acordo em que se mantinha nos 7 anos seguintes (2013-2020) uma tabela de preços (estilo SWAP) que protegia as Eólicas. Os Portugueses pagavam 74 Euros por cada MWh, caso o preço médio diário fosse inferior a esse valor (e foi sempre por LARGA margem), pagariam o preço médio diário se esse valor estivesse entre 74 Euros e 98 Euros, e pagariam 98 euros/MWh se o preço médio diário fosse superior a 98 Euros/MWh.
 
Como o preço médio diário (claro, contratos feitos para enganar e para ter lucros GARANTIDOS) foi sempre muito inferior a 74 euros/MWh, os Portugueses, os contribuintes, estiveram sempre a financiar a EDP Renováveis. É isso a RENDA EXCESSIVA.
 
Lembre-se disso quando pagar a conta da eletricidade. Está a pagar o negócio garantido dos outros. Está a pagar negociatas que pretenderam garantir que as eólicas tinham lucros fabulosos, com os contribuintes a financiar, para depois as empresas serem vendidas a estrangeiros. Nós, contribuintes, continuamos a pagar este escândalo.
 
Lembre-se disso quando olha para o comportamento dos partidos na AR relativamente a propostas para aplicar taxas às rendas excessivas e ESCANDALOSAS das empresas de energia.
 
Lembre-se disso quando olha para os seus consumos e pensa em poupar, desligando o aquecimento, porque não pode pagar as contas. Não pode suportar contas para se aquecer e dar conforto à sua família, mas está a pagar os lucros escandalosos dos outros e os salários MEGA-milionários de MEXIA e companhia.
 
ISTO É UMA VERGONHA E UM ROUBO AOS PORTUGUESES.

 

 

Vergonha

A Mariana Mortágua fez ontem um intervenção no parlamento de muito boa qualidade. Todos os partidos têm uma retórica sobre as rendas das elétricas. O BE fez uma proposta concreta sobre uma taxa sobre as rendas excessivas. Foi aprovada pelo Governo e depois (aparentemente) removida. Maria Mortágua mostrou a sua indignação e foi muito dura com o Primeiro-Ministro.

Como eu, a generalidade dos portugueses registaram 3 coisas:

1) Ninguém, no PS e no Governo, desmentiu a deputada Mariana Mortágua sobre o acordo que ela afirmou ter existido;

2) Ninguém se indignou sobre o efeito que um lobby fortíssimo da EDP teve sobre uma decisão que estava já acordada;

3) O PSD e o CDS também estiveram totalmente calados.

Quando alguém não percebe por que razão as empresas pagam a ex-políticos, que na generalidade nada sabem fazer, para se sentarem em conselhos de administração dessas empresas, pagos a peso de ouro, agora devem perceber. Estão lá para fazerem este trabalho que agora fizeram.

Black Friday – avulsos a propósito do dia das pechinchas

  1. Um dia destes, na baixa, cruzei-me com uma senhora que ia de mão dada com a filha, dos seus 10 anos, mais coisa menos coisa.
  • Mãe, o que significa consumismo?
  • Quando uma pessoa compra alguma coisa porque precisa mesmo, por exemplo como nós vamos agora comprar uns sapatos para ti porque os outros já não te servem, isso não é consumismo. Quando alguém já tem o suficiente de qualquer coisa e mesmo assim compra mais sem precisar, a isso é que se chama consumismo.

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Adeus, Auto-Europa!

Estávamos em Agosto, um mês silly por excelência, e os proletários da Auto-Europa, estúpidos como uma porta, decidiram fazer uma greve, na sequência da rejeição, por larga maioria dos trabalhadores, das propostas decorrentes do pré-acordo entre a Comissão de Trabalhadores e a administração da empresa.

Imediatamente, profetas de todas as direitas, indignados com tamanho geringoncismo, anunciaram novos cataclismos, área em que se vêm especializando desde finais de 2015. Era o princípio do fim da grande exportadora portuguesa. A Auto-Europa preparava-se para fechar portas, tão certo como a chegada do diabo, e contavam-se os dias até ao trágico desfecho.  [Read more…]

Um incompetente que lê o Aventar é um incompetente informado

O “antes” (19/11/2017) e o “depois” (20/11/2017) da página oficial da C.M. de Vila Nova de Gaia (Clique para aumentar)

Num texto aqui publicado ontem, 19 de Novembro, sob o título “Gaia cai dois lugares no ranking nacional das exportações”, dava-se nota da dificuldade que o executivo da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia tem em fazer contas simples, confundindo valores de uma disparidade monumental, relevando incompetência e ignorância sobre a estrutura económica do concelho cujos destinos políticos comanda.

Ainda assim, dá-se o caso de a autarquia gaiense ter um alarme ligado ao Aventar e a incompetência ter sido prontamente disfarçada e o erro corrigido. Infelizmente, o ridículo não se apaga, nem a inépcia se cura com alarmes. E não tem que agradecer.

Gaia cai dois lugares no ranking nacional das exportações

Os recursos públicos afectos à propaganda nem sempre conseguem disfarçar a genuína incompetência de quem propagandeia, antes a acentuam e deixam exposta ao juízo dos observadores menos desatentos. Vem isto a propósito de a Câmara Municipal de Gaia ter feito alarde de uma estatística recente que, alegadamente, aponta a cidade da margem esquerda do Douro como “o terceiro município mais exportador do Norte”. Para justificar tal sucesso, a Câmara Municipal explica, com grande destaque no seu sítio institucional da internet, que “No ano em que as empresas da Região (Norte) venderam para o estrangeiro mercadorias no valor global de 20,5 mil milhões de euros, Gaia foi responsável por 6,8% dessas exportações – num total de 139,4 milhões de euros -, estando na terceira posição, ao lado de Guimarães”.

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