Centeno ainda é ministro? – II

A confirmar-se a entrega da declaração de rendimentos e património por parte de António Domingues, isto após o anúncio da sua demissão, é uma bofetada a toda a classe política, mas principalmente um K.O. político ao ministro das finanças e sua equipa, atingindo o próprio Primeiro-Ministro que não sai nada bem na fotografia. Com este gesto António Domingues demonstra que afinal nada tinha a esconder, mas ao contrário das enguias que nos (des)governam, possui coluna vertebral e honra a palavra.

CGD – Oportunidade de emprego

cgd demissão antónio domingues

Boas notícias para a direita, que galopou este caso, e para o(s) futuro(s)  administrador(es) a nomear. Enviar CV para emprego@portugal.gov.pt.

(via Filipe Caetano)

Apesar de Trump, ainda há quem queira pôr o seu dinheiro neste país comandado por bloquistas e comunistas

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O título do Expresso, para quem se dedica exclusivamente à leitura de títulos, poderá levar o leitor a pensar que o leilão de dívida de ontem, no qual Portugal colocou 700 milhões de euros em Obrigações do Tesouro, terá corrido mal. Nem por isso. A procura superou a oferta e a taxa paga pelo governo português foi inferior às yields do mercado secundário. Pelos vistos, ainda existem uns quantos maluquinhos dispostos a meter o seu dinheiro neste país comandado por bloquistas e comunistas. E a oferta, pasmem-se, não chega para satisfazer a procura. Só pode estar tudo doido. [Read more…]

O Imposto Portas tem de acabar

Rampas de garagem pagam taxa em estradas nacionais. Portaria é de Outubro de 2015 e já há proprietários a serem intimados pela GNR para regularizar a situação.” Portanto, Passos Coelho. Sem alteração de Costa. Lembram-se da conversa da direita sobre taxas e taxinhas? Pela boca morre o peixe, ó hipócritas da paf. E vamos lá falar de reversões, António Costa, ou isso é só para a capa de noticiários?

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Um país que secou

A propósito dos chineses que passaram a controlar o BCP, Nicolau Santos faz uma análise daquilo em que se tornou o país em meros 5 anos. É um retrato desolador, de uma nação que deixou de ter controlo sobre os seus mais sensíveis e estruturais elementos. Ilustra, ainda, como estavam profundamente errados aqueles que defenderam (e defendem) um Estado minimizado, vendido ao sector privado.

O cronista do Expresso aponta o mandato de Passos Coelho e Paulo Portas como a causa do problema. Foram anos de completa reviravolta, é verdade, mas não chega para explicar onde chegámos. Apesar do fanatismo ideológico que atingiu o expoente máximo com o anterior governo, a loucura já vem de trás. É anterior a Sócrates, o mal do mundo, veja-se só.
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A deriva totalitária

Rui Naldinho

O Presidente da Associação dos Proprietários Lisbonenses e Vice Presidente da União Internacional da Propriedade Imobiliária, Luiz Meneses Leitão, ele parece andar amuado. Como tal resolveu destilar o seu ódio contra quem achou por bem mexer nos interesses do lóbi que ele representa, o imobiliário.

É sabido que até há bem pouco tempo o sector da construção civil, e consequentemente o do imobiliário, foi a forma mais fácil, rápida e barata de se enriquecer em Portugal. O risco era mínimo, e a majoração muito acima de qualquer taxa bancária, mesmo a de produtos financeiros de risco. [Read more…]

Nem a Volkswagen se mete com o Diabo. A Autoeuropa pode respirar de alívio

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A Volkswagen prepara-se para despedir 30 mil funcionários. Se os delírios da confusa e transtornada direita tivessem qualquer tipo de adesão à realidade, a decisão do grupo alemão teria forçosamente impacto na operação de Palmela. Se, como afirmou em tempos o apagado líder da oposição, investidor algum estivesse disposto a pôr o seu dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas, seria de esperar que a VW se preocupasse em reduzir o investimento nesta república soviética e que Autoeuropa fosse um dos alvos da anunciada reestruturação. Infelizmente, para os seguidores do culto profético da desgraça, claro, a Autoeuropa não será afectada pelos despedimentos que o gigante automóvel prepara. Aliás, o plano para recrutar entre 800 e 1300 novos trabalhadores mantém-se inalterado. Só pode ser coisa do Diabo.

Foto@Autoviva

O meu vencimento obsceno é melhor que o teu

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho (E), acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, durante a visita à Associação Empresarial do Baixo Ave na Trofa, 31 Janeiro 2015. ESTELA SILVA / LUSA

Pois é, Jorge. O pessoal da telha envidraçada e a sua infinita cara-de-pau. Já quase ninguém se lembra dele. E sabes bem que passar despercebido é um talento valioso que poderá explicar em parte o salário que ganha. Que não é assim tão diferente daquilo que irá (?) auferir António Domingues mas que tem o condão de não levantar grandes discussões. Pelo menos mediáticas. Contudo, e apesar de pouco se saber sobre a venda do Novo Banco, Sérgio Monteiro já se encontra em funções desde Novembro do ano passado. Um ano. E, segundo noticia o Expresso, ficará pelo menos mais três meses até “concluir a venda”. A ver se desta é que é.

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Mas afinal, o que é tão problemático no CETA?

Perguntava-me há dias um colega: mas afinal o que é que ainda há de tão problemático no CETA, já que, à última hora e à pressão, foram anexadas importantes especificações às 1.600 páginas do acordo?

Assinatura do CETA

Da esquerda para a direita, Jean-Claude Juncker, Justin Trudeau, Donald Tusk e Robert Fico (primeiro-ministro da Eslováquia e detentor da presidência rotativa do Conselho da EU) durante a cerimónia de assinatura do CETA. Foto: EU

O instrumento interpretativo conjunto, as declarações unilaterais e os textos da declaração da Bélgica que foram alinhavados ao texto do acordo para possibilitar a sua assinatura, deram alguma contribuição para a clarificação de conceitos difusos incluídos no texto do CETA mas, como não se lhe sobrepõem, o seu valor jurídico é muito limitado.

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Há alternativa – a TIA correu com a TINA

Para variar, esta semana está a ser rica em boas notícias, mas quem não as procurar activamente nem nelas repara.

Jornal da Noite, SIC, 16/11/2016

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O OE2017 está em “sério risco de incumprimento”

Can’t you see I’m easily bothered by persistence?

— Darrell, Paul, Anselmo & Brown, “Walk

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Saúde-se a Comissão Europeia por “não avançar com uma suspensão de fundos a Portugal”, mas lamente-se profundamente a decisão de “deixar passar a proposta de Orçamento do Estado para 2017”.  Ao contrário daquilo que a Comissão Europeia anda por aí a “revelar”, o Orçamento do Estado para 2017 não está em mero “risco de incumprimento” coisíssima nenhuma (como diria Gaspar).

Se a Comissão Europeia lesse com atenção aquilo que se publica no Aventar, saberia que os OE da República Portuguesa estão, isso sim e há muitos anos (lembrete: desde 2012), em “sério risco de incumprimento” das regras que o seu criador estabeleceu quer para si próprio, quer para os serviços, organismos e entidades que de si dependem, quer para o sistema educativo, quer para o sítio do costume.

O sítio do costume? Bem lembrado.

dre16112016

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Maravilha, maravilha seria acabar com esses fins-de-semana improdutivos.

E aproveitar as 18 horas de trabalho que um dia devia ter. Isso sim.

Boys produzem sempre resultados…

A tomada de assalto da CGD, através da nomeação de comissários políticos pelo ogre que levou Portugal à falência, continua a produzir resultados. Que sirva de aviso sempre que um governante tomar uma decisão política, intrometendo-se na vida das empresas, cedo ou tarde chegará a factura, infelizmente sempre paga pelos suspeitos do costume…

Mas, como se sabe, a culpa é sempre nossa

«Um economista canadiano, doutorado pela Universidade de Harvard e autor influente de um blogue associado ao jornal “The New York Times”, acaba de ser acusado de um crime de manipulação de mercado sobre títulos da dívida soberana portuguesa.» [JN]

Como se faz para a Galp pagar o calote?

Lisboa, 19/11/2014 - Esta tarde a Autoridade Tributária realizou buscas nas instalações da Galp, nas Laranjeiras em Lisboa. (Filipe Amorim / Global Imagens)

Diz a notícia que a Galp “voltará” a não pagar a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE) em 2017. Quer isto dizer que, não só se recusa a cumprir com as suas obrigações fiscais deste ano, como no próximo não tenciona igualmente cumpri-las. Não sei se alguma vez a pagou, ou sequer se paga todos os impostos que são devidos, mas fico com vontade de embarcar nesta onda de desobediência civil e não pagar os meus também. Claro que, sendo eu um mero plebeu, não tenho como me esquivar. Aos plebeus, é sabido, retem-se na fonte. [Read more…]

Passos Coelho school of economics

ppc

Em Abril, a propósito da intenção do governo de criar um veículo para lidar com o problema do crédito malparado, Pedro Passos Coelho reagiu assim:

A questão do crédito malparado não é uma questão urgente quando nós olhamos para a capacidade do sistema financeiro poder emprestar dinheiro à economia. Não há um problema do lado do financiamento à economia. Desse ponto de vista não é uma questão que seja maior e que nos imponha ações urgentes.

Portanto, no entender de Passos Coelho, o crédito malparado não é um problema urgente, o sistema financeiro tem dinheiro para emprestar e não existe qualquer necessidade de acções urgentes. [Read more…]

Gozar Portugal a sério

gozo

Primeiro pensei que fosse uma brincadeira da Uma Página Numa Rede Social. Um gráfico destes só podia ser gozo. Depois li o texto até ao fim e descobri que este gráfico não só existia como até figurava no Documento de Estratégia Orçamental do governo PSD/CDS-PP. Entre um delírio destes e a previsão de colocar Portugal entre as 10 economias mais competitivas do mundo, venha o Diabo – ele bem avisou que o gajo ia andar aí – e escolha.

#gozarPortugalaserio

Afinal, parece que o Governo vai repor as consoantes em falta no OE2017

Segundo o Público, «Governo, afinal, entregará mais tarde a informação em falta no OE». Óptimo: convém melhorar o OE2017.

A arte de subir na vida

bes

Como o indivíduo na imagem, muitos foram os que subiram na vida pela outrora farta escadaria do BES. Hoje, mil esquemas a falcatruas depois, o BES já não existe. Existe um Novo Banco, onde foram despejados quase 4000 milhões de euros dos nossos parcos impostos para limpar o rasto de porcaria que os donos disto tudo deixaram para trás, que não vê solução à vista. Um buraco, mais um, nas aspirações deste país em sair do buraco. Quanto aos tipos que subiram na vida, muitas vezes montados nas costas de políticos servis e corruptos, nada de particularmente grave lhes aconteceu. Estão todos em liberdade, vivem desafogadamente, apesar da maçada que foi passar o património para o nome da esposa ou dos filhos, e continuam a pavonear-se pelo pútrido circuito social de tias e botox, entre a ocasional caridadezinha e os fins-de-semana na Comporta, onde brincam aos pobrezinhos. Podiam estar todos presos sem um tostão furado no bolso? Podiam, mas não era a mesma coisa. O que é uma pena.

E o Diabo não veio, confirma a DBRS

Falhanço em toda a linha para os esganiçados que asseguravam, não necessariamente por esta ordem, que a execução orçamental iria falhar, que um novo resgate estava a caminho, que a DBRS iria meter Portugal no lixo, que não seria possível aprovar os orçamentos para 2016 e, muito menos, para 2017, que o objectivo do défice iria falhar e que o Diabo chegava em Setembro.

Uns derrotistas, com amplo palco na comunicação social, que tiveram como única aposta a desgraça de todos para regressarem ao poder.

Afinal, foi possível não cortar nos salários e nas pensões, aumentando-os até, pouco, sim, mas não os cortando, como fizeram os pafiosos, o que passa a ser muito. E sem trazer o Diabo, ao mesmo tempo que se acabou com o discurso bafiento do sair da zona de conforto, do desemprego que era oportunidade e do viveram acima das possibilidades. A quem não chegar, olhem, que emigrem.

É tempo de engolirem sapos e que o PAN os perdoe.

Nada mau para um país governado por comunistas e bloquistas

aplauso

Enquanto o veredicto da agência de terrorismo financeiro canadiana não chega, falemos sobre a mais recente aparição do Diabo no paraíso à beira-mar plantado. Apesar do silêncio dos devotos da Igreja do Neoliberalismo da Catástrofe dos Últimos Dias, Portugal foi em peregrinação aos mercados internacionais na passada Quarta-feira, em busca de perdão, salvação e financiamento, e colocou 1250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 3 a 11 meses, tendo conseguido um juro de -0,012% no prazo mais baixo e 0,006% nos títulos que vencem em Setembro de 2017. Nada mau para um país a braços com um novo PREC, em processo acelerado de sovietização.

Foto: José Coelho/Lusa@RTP

Progressos notáveis

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Mêmo, mêmo dos bons. Portugal é dos países mais pobres e desiguais da OCDE [RTP, 21 de Maio de 2015].

Os novos lesados bancários do rectângulo

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O Deutsche Bank, alemão que é, tem que ser, nem podia ser de outra maneira, magistralmente gerido. Se ultimamente tem dado problemas, tal encontra explicação nos focos de sovietização que se acendem um pouco por toda a Europa, e que, como se sabe, são nocivos para a saúde financeira de bancos responsáveis e plenos de valores éticos como o Deutsche, que ainda por cima é deutsche. Brincar aos especuladores não teve nada que ver com este assunto. É desígnio divino e não merece castigo. [Read more…]

Contra o Orçamento do Estado para 2017

gaudencio

© Rui Gaudêncio (http://bit.ly/2dhUUdi)

Well I keep seeing this stuff and it just comes a-rolling in
And you know it blows right through me like a ball and chain

— Robert Allen Zimmerman, “Brownsville Girl

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Eis um Governo que sorri e encolhe os ombros, enquanto “aguarda serenamente“, mas depois é apanhado a entregar documentos de duvidosa qualidade técnica. Aliás, na senda daquilo que aconteceu com o OE2012, o OE2013, o OE2014, o OE2015 e o OE2016.

Antes de passarmos ao Relatório do Orçamento do Estado de 2017, debrucemo-nos muito rapidamente sobre exemplos da Proposta de Lei: [Read more…]

Tradução para português europeu, sff

farturas

Foto: Família Sequeira (http://bit.ly/2easZOl)

Και τώρα τι θα γένουμε χωρίς βαρβάρους.
Οι άνθρωποι αυτοί ήσαν μια κάποια λύσις.

Κωνσταντίνος Π. Καβάφης

(E agora que vai ser de nós sem bárbaros

Esta gente era alguma solução)

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Não se percebe: «já tem uma das mais elevadas faturas de pensões no orçamento»? Em português europeu, sff: «já tem uma das mais elevadas facturas de pensões no orçamento». Exactamente, um pouco mais de rigor, sff. Obrigado, Público.

Quanto ao sítio do costume, não há novidades:

dre13102016

Ao contrário daquilo que o Nobel da Literatura nos diz/canta/escreve, things haven’t changed.

Nótula: Texto revisto e muito ampliado, cerca de uma hora depois da publicação.

«Na área dos contatos»?

Ah! «Na área dos contratos»! Peço desculpa: por momentos, pensei que estava a ler o Diário da República.

O meu perdão fiscal é melhor do que o teu

Ontem ficámos a saber que quem não cumpriu as obrigações fiscais ficou, mais uma vez, em vantagem relativamente aos restantes. Os incumpridores não viram as contas bancárias e os ordenados penhorados, nem tiveram a casa de habitação vendida. Valeu-lhes a pena fugir às obrigações, o que não está ao alcance de todos. Trabalhadores por conta de outrem não têm a menor hipótese de não pagar os impostos, já que estes são retidos na fonte e, quando não o são, há o ordenado para penhorar. Trabalhadores por conta própria e pequenas empresas, sem avultados meios judiciais e sem acesso a offshores, também rapidamente caem nas malhas do fisco. Sobram os tubarões, aqueles que têm os meios para enfrentar o monstro.

perdão fiscal

Pajak / diskon (imposto / desconto), num cartoon indonésio
(via kompas.com)

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O jornalismo económico à lambe-botas

Rui Naldinho

Há cerca de dois meses, o Dr. Carlos Paz, economista e professor do ISEG, afirmou sem quaisquer pruridos num canal de televisão, infelizmente não generalista, que cada um escolhe a terminologia que prefere atribuir aos eventos sociais e económicos que se sucedem no nosso dia a dia. Deu como exemplo uma afirmação do Presidente da CIP, António Saraiva, que considerou “Reformas” às medidas tomadas por Passos Coelho no anterior governo da PAF. Desde os cortes nos salários ao aumento dos escalões do IRS e diminuição do IRC, à desregulamentacão da contratação colectiva, à facilidade nos despedimentos, a precariedade, etc, tudo foram “Reformas” para o presidente da CIP.
Como dizia, e bem, o Professor Carlos Paz, uma “Reforma” pressupõe um consenso muito alargado da população, que acolhe sem grandes reservas as alterações propostas. Uma verdadeira maioria apoiada pelos partidos, pelas confederações patronais, pelos sindicatos, Ordens Profissionais, e demais associações com relevância na decisão a tomar. Caso contrário isso nunca será uma reforma, mas sim uma reversão das leis em vigor. Ou, no mínimo, uma alteração do equilíbrio de forças dentro das várias actividades. Mas o Prof Carlos Paz dizia mais: Tem-se tentado passar uma ideia de reversão, das “Reformas” produzidas na anterior legislatura, que nunca o foram. Quando muito pode falar-se de reposição do equilíbrio entre partes, ou entre sectores de actividade, mas nunca em reversão.
É neste contexto que entram os Joao’s Vieiras Pereiras, os Camilos Lourenços e os José’s Gomes Ferreiras deste país. Essa casta de iluminados que almoça com a CIP dia sim, dia não, vivem com ordenados muito acima daquilo que recebem a maioria dos profissionais do sector da comunicação social, enfim, pagos para dizer e escrever aquilo que os seus mandantes lhes pedem. Mas o mais caricato é afirmarem-se de vítimas. Denunciam que estão a ser pressionados pelas redes sociais e outras entidades que não descriminam, para não dizerem e escreverem aquilo que pensam. Mas será que eles pensam mesmo?
É preciso ser um grande lambe botas para se queixar do bullying das redes sociais!

Ora aqui está uma profecia da desgraça à qual vale a pena dar atenção

vem aí a super-bolha imobiliária chinesa. Bancos do mundo, preparai-vos para ser resgatados.

Manteiga em nariz de cão

A antiga comissária europeia da Concorrência Neelie Kroes foi directora de uma companhia offshore sediada nas Bahamas durante parte dos mandatos que exerceu em Bruxelas. [Público]

Concorrência, Comissão Europeia, Offshore, como manteiga em nariz de cão. É a escola Junker, do capital sem pátria, feito pela política que aumenta o fosso entre os que têm menos e os mais abastados.

Os números indicam que de 2009 a 2014 os rendimentos dos portugueses tiveram uma quebra de 12% (116 euros por mês), mas mostram também que os 10% mais pobres perderam 25% por cento do rendimento enquanto os 10% mais ricos apenas perderam 13%. [Público]

Kroes é apenas uma das envolvidas em mais um caso de fugas de informação sobre lavagem de dinheiro, o Bahamas LeaksA roda já rola por Inglaterra, Espanha e Portugal. Percebemos que o status quo não mudará tão cedo quando os próprios que têm o poder de o mudar fazem parte do esquema.