SUCESSOS DE LISBOA, E DE ROMA

Foi um sucesso a cimeira da Nato em Lisboa , sobretudo, porque conseguiu lograr uma desejável parceria com a Russia, encerrando assim definitivamente, a porta da guerra fria,que na verdade terminou com a implosão da União Soviética e a queda do muro de Berlim.A partir daí a globalização neoliberal que já vinha a caminho , acelarou-se, de forma celerada,como a estamos agora a conhecer,com um mundo unipolar.

Também foi um sucesso de Lisboa a melhor coordenação que, finalmente, parece ter sido conseguida entre a União Europeia e os EUA, com resultados imediatos visíveis, ao decidir se preparar, em pouco tempo, a saída, de forma faseada das tropas da Nato do Afeganistão, e um díalogo mais intenso entre estas duas regiões fulcrais para o mundo.
Sucesso também a nível internacional para o governo de Sócrates, por ter conseguido organizar com êxito, um evento global tão importante, que colocou Portugal por uns dias, nos os écrans de todo o mundo, promovendo a nossa imagem de forma positiva. Sócrates saiu -se bem e mostrou-se um líder com capacidades internacionais, malgrado o desastre social que se passa, agora, a nível interno em Portugal. [Read more…]

O povo

(adao cruz)

Eu não acredito no povo, ou melhor, eu não acredito na maior parte do povo, ou melhor, eu não acredito politicamente no povo português.

Se não, vejamos o que se vai passar nas próximas eleições.

De certeza que não vão ser como as do Brasil, da Venezuela ou da Bolívia.

No dia de finados estive no cemitério em curta romagem à campa de meus pais.

Um imenso lençol de mortos jazia debaixo da terra, e um imenso mar de vivos (ou não seremos todos mortos-vivos?) deambulava à flor da terra. Os de baixo expiraram. Nós, os de cima, ainda inspiramos alguma coisa, mas não sabemos respirar, asfixiados que estamos pelo garrote do poder e pelo incenso da Igreja.

Por isso eu não acredito no povo.

Se não, vejamos o que se vai passar nas próximas eleições. [Read more…]

Comunicado da AAP

À comunicação Social

COMUNICADO

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), na sequência da separação constitucional do Estado e das Igrejas e na defesa da laicidade daí decorrente, nunca se conformou com os benefícios fiscais concedidos em 1990 à Igreja católica e a sua extensão em 2001 às instituições religiosas não católicas e às instituições particulares de solidariedade social (IPSS), instrumentos de poder e de financiamento habitualmente ao serviço das diversas confissões religiosas.

Perante a crise em curso, a proposta de Orçamento do Estado (OE) de 2011 pretende retirar – e bem – os benefícios fiscais, que jamais deviam ter sido concedidos, às instituições religiosas não católicas. O que deixa a AAP perplexa e indignada é que se mantenham ainda os benefícios fiscais que privilegiam a Igreja católica.

Mantendo esta situação injusta e injustificável, o Governo acrescenta à deplorável genuflexão perante a Igreja Católica a discriminação para com todas as outras confissões religiosas. A injustiça ganha agora geometria variável, com o Estado laico a usar poder discricionário a favor de uma das confissões que disputam o mercado da fé, sem respeitar dois princípios constitucionais: o da igualdade e o da separação entre o Estado e as Igrejas.

A AAP acompanha no espanto e indignação todas as confissões religiosas não católicas e comunidades religiosas radicadas no país, bem como os institutos de vida consagrada e outros institutos que a prevista revogação dos artigos 65º da Lei de Liberdade Religiosa e 2º do Decreto-Lei n.º 20/90 remete para uma situação de desigualdade. É inadmissível que a proposta do OE 2011, pedindo tantos sacrifícios a todos os portugueses, ainda assim mantenha o Estado obrigado «à restituição do imposto sobre o valor acrescentado correspondente às aquisições e importações efectuadas por instituições da Igreja Católica», para fins religiosos, ao abrigo do  Artigo 1º do Decreto-Lei n.º 20/90, cirurgicamente preservado nesta proposta.

Assim, a AAP reivindica a revogação do Decreto-Lei nº 20/90, pondo fim aos benefícios fiscais concedidos à Igreja Católica e repondo a igualdade não só entre as confissões religiosas mas também a igualdade entre todos os cidadãos, sejam leigos ou padres, deixando aos crentes o ónus da sustentação do culto sem o fazer recair sobre todos os que não se revêem nessa religião: ateus, agnósticos, cépticos e crentes de outras religiões a quem não cabe custear o proselitismo da religião que se reclama dominante.

Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 25 de Outubro de 2010

As patranhas reaccionárias

(adão cruz)

Ainda com a presença na minha mente dos sujos e obscenos golpes da Venezuela e Honduras, bem ao estilo do imperialismo americano, e decorrendo de mais um miserável golpe na América Latina, no Equador, o meu pensamento voltou a escurecer e a enovelar-se num misto de raiva, revolta e indignação. [Read more…]

Fátima

(adão cruz)

 O amigo J. Mário Teixeira colocou num post anterior a este, um vídeo do Padre Mário de Oliveira, sobre Fátima, e dedicou-o à minha pessoa. Eu disse-lhe que ele já conhecia os meus gostos e desgostos. Agradeci, não porque eu tenha prazer em coisas amargas ou em fenómenos sociais negativos, mas porque se trata de um impressionante exercício de lucidez e de uma acutilante denúncia de uma das maiores patranhas do século XX. [Read more…]

religião, a confissão do medo-I parte

La Pietá, Michelagelo Buonarroti, 1499

Por ser um texto longo, o publico em três partes, em datas diferentes

Para o meu neto mais velho, Tomas Mauro van Emden

1.- Definições

Parece-me necessário definir certas palavras do título, para torná-las conceitos. É a regra mínima de hermenêutica ou de interpretação do sentido das palavras. No meu ver, este título precisa de vários esclarecimentos.

Talvez, o primeiro, seja essa minha obsessão de escrever sobre a temática É bem conhecido que não sou um homem de fé e, no entanto, ando sempre a perguntar-me o porquê dos seres humanos procurarem a religião. Especialmente em Antropologia, essa ciência que estuda o pensamento humano em sociedade, no meio do social ou da interacção social. É um facto tão evidente, o objectivo da nossa ciência aparece em todo e qualquer livro de Antropologia, em dezenas de páginas ou num capítulo especial, que torna a redefinir esta ciência sempre em crescimento. Ciência que, normalmente, tem dentro da análise do social, a palavra religião como pano de fundo. Eu próprio tenho escrito livros, ensaios, textos atrevidos, que juntam a religião com a economia, especialmente nos livros de 2002[1], de 1991[2]a e 1991b[3] e na obra colectiva de 2004[4]. [Read more…]

Sem ponta de pudor

 
 
 
 

(adão cruz)

Sem ponta de pudor

 Quando hoje li no jornal que a igreja considera “indecente” o actual modelo económico, e que o capitalismo fez da mão-de-obra mera mercadoria, fiquei perplexo e pensei: eu já não devo andar neste mundo, eu já devo ter morrido e não dei por ela. Pois, se a igreja está enterrada até às orelhas no capitalismo! Quando D. Carlos Azevedo diz que há uma cultura exacerbada do individualismo, defendendo que “só com modelos humanistas” se pode combater a crise e traçar caminhos de futuro, e sustentando que os princípios morais têm de estar inscritos no coração das pessoas, faz-me rir, amargamente, é certo. [Read more…]

Ser homossexual é pecado

A entrevista da qual retiro estes excertos saiu no caderno 2 do Público há umas semanas atrás. Os entrevistados são dois jovens cristãos, um adventista e um baptista. Sobre o casamento «gay» e a homossexualidade em geral, têm as opiniões que se seguem:

«O termo casamento pode ser desnecessário».

«Biblicamente, [a homossexualidade] é um pecado, como a hipocrisia e a gula. Não há pecados maiores e menores. E se ouvir dizer que não é pecado saio da Igreja.»

«Estou de acordo com as regras. Claro que não há uma Igreja perfeita. Perfeito é Deus. [E a homossexualidade] é abominável aos olhos de Deus.»

«Não podemos ir tão longe [ter pastores homossexuais]. Porque é um exemplo para a sociedade.

«A partir do momento em que o pecado entra no mundo há um desvio do plano de Deus. A homossexualidade tem de ser sempre um desvio do plano de Deus. Aceito e respeito que a Igreja não pode aceitar a homossexualidade, como não pode aceitar cobiça e roubo. A Igreja tem de ser o garante do normativo e não concebo que aceite qualquer um destes fenómenos.»

«Sei que não foi a vontade de Deus quando criou o homem que ele fosse homossexual.»

«Deus é perfeito, não falha. Deus cria e o homem vai degenerando.»

«Acreditamos que Jesus Cristo voltará para nos salvar do pecado. [Se Cristo vier a homossexualidade acaba], como todos os outros pecados.»

«Preferia que o termo fosse união de facto. Casamento não, porque é uma instituição divina.» [Read more…]

O Papa Equilibrista

Ainda não me manifestei sobre a presença do Papa em Portugal. Começo pela declaração de interesses habitual: balanço entre o ateísmo e o agnosticismo.

Posto isto, nada tenho contra a presença do Papa em Portugal. Contra a promiscuidade entre estado laico e igreja católica, sim, tenho, mas não é isso que motiva este texto.

Naturalmente que eu não esperava que o Papa viesse a Portugal defender o casamento dos padres, a união civil dos homossexuais, o aborto, a ordenação de mulheres. Penso que os católicos devem resolver os seus problemas internamente e posicionarem-se da forma que melhor entenderem face ao mundo actual e à sua fé ancestral que muitos acreditam eterna.

Também não esperava que prescindisse de uma teatralidade em que a igreja católica se especializou, de um mega-espectáculo cénico de afirmação de poder, de pompa e de soberba quase obsceno, nem de uma marcação absolutamente ensaiada no espaço físico e mediático.

Acontece que notei, pelas suas palavras, que este Papa tem um discurso radicalmente – aqui a palavra usa-se atendendo às inúmeras  condicionantes existentes – diferente do do seu antecessor.

Este Papa diz coisas, “vê-se” que pensa coisas. [Read more…]

"O holocausto do Vaticano"

“O holocausto do Vaticano”

No meu penúltimo post referi o livro de Avro Manhattan, “O holocausto do Vaticano”.
Fala-se muito do holocausto nazi e de Estaline, fala-se alguma coisa da tenebrosa Inquisição, não se fala nada do holocausto praticado pela igreja católica na Croácia e não só, aquando da segunda Guerra Mundial. E a barbaridade e crueldade deste holocausto não fica a dever nada, pelo menos em qualidade, ao holocausto nazi. Em certas circunstâncias parece superá-lo.

Nestes dias de profunda mentira e hipocrisia, nestes dias de repugnante propaganda por parte do Vaticano e de todos os sectores mentalmente anquilosados da igreja, todos os alertas são poucos. A todos os não católicos e a todos os católicos que têm dignidade e sentimento de vergonha, e acredito que serão muitos, eu apelo para que leiam “O holocausto do Vaticano”. Livro banido e temido pelo Vaticano, um dos livros mais lidos no mundo, não é, por todas as razões e mais alguma, fácil de encontrar e muito menos de obter. Apesar de já o ter lido em tempos, sempre procurei encontrá-lo. Encontrei-o na Net, na versão inglesa, também traduzida, embora muito deficientemente, pelo “translate” do Google, situado no canto superior direito da página. Podem aceder a ele em http://www.reformation.org/holocaus.html .

NÃO DEIXEM DE LER, SE TÊM RESPEITO PELA SERIEDADE DA VOSSA ESTRUTURAÇÃO MENTAL. [Read more…]

A verdade

Qualquer um de nós que mantenha respeito por si próprio manifesta uma saudável vontade e necessidade de tentar aproximar-se o mais possível da verdade, esteja ela onde estiver.

Só a verdade vos tornará livres, disse Cristo.

A mentira é a ofensa mais directa contra a verdade, diz a Igreja Católica, a despeito das fundamentais e colossais mentiras em que assenta.

É frequente ouvirmos comentários neste e noutros blogs, a dizer para deixarmos a Igreja em paz, e, se não lhe pertencemos, em nada temos que a criticar. Quem assim fala, obviamente que não reflecte, nem evidencia honestidade de pensamento. [Read more…]

O paradigma da Grande Mesquita de Cordoba

Mesquita de Cordoba 2

Interior da Mesquita de Cordoba

A história do Al-Andalus desperta sentimentos e emoções apaixonadas, discussões acesas e opiniões contraditórias.  E apesar de, numa visão superficial, ser uma história de antagonismos e conflitos, o Al-Andalus foi um espaço de aprendizagem de vida comunitária de várias realidades étnicas, religiosas e sociais, um espaço de convivência, de aplicação de modelos de organização social e política, de experiências espirituais, de florescimento cultural. Esta realidade esteve inclusivamente presente durante o processo de arabização da Península e também, de forma transitória, no período inicial do processo de conquista do Al-Andalus pelos Reinos Cristãos, conforme atestam inúmeros documentos da época.

Mas a realidade é que as disputas territoriais entre cristãos e muçulmanos terminaram invariavelmente com a demolição dos locais de culto de uns e outros. Inclusivamente na (erradamente) chamada reconquista cristã”, assiste-se invariavelmente à demolição das mesquitas e construção no mesmos locais de igrejas. Mesmo nos casos em que as mesquitas eram inicialmente “purificadas” (termo usado por alguns cronistas da época) para nelas se celebrar o culto cristão, e mesmo nas situações em que a vontade era a de adaptar a antiga mesquita a igreja, a mesquita acabava por ser demolida, salvo raras excepções. E demolida porquê? Simples ódio religioso, intolerância ou violência gratuita? Ou seja, apenas por razões ideológicas? [Read more…]

De Miguel Sousa Tavares

(Acho que é de transcrever)

Sua Santidade
Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

Há uma imagem, um momento, um instante decisivo na vida de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, que me marcou e que nunca esqueci: é o instante em que ele, acabado de ser eleito Papa da cristandade, faz a tradicional aparição à janela do Vaticano e saúda os fiéis reunidos na praça à espera do fumo branco e perante as televisões do mundo inteiro. Como toda a gente, eu conhecia um pouco do percurso do cardeal Ratzinger: sabia que era tido como um eminente teólogo e tinha sido a face exposta da facção ultraconservadora e dogmática da Igreja Católica, à frente da Congregação para a Doutrina e a Fé, a sucedânea moderna da Santa Inquisição. Pelo meu olhar alheio, Ratzinger tinha feito o “trabalho sujo” de João Paulo II, chamando a si o ónus das posições igualmente conservadoras do Papa Woytila, condenando ao silêncio os padres da Teologia da Libertação e os que representavam a Igreja herdeira do Vaticano II e, inversamente, protegendo os dissidentes da ultradireita católica – até se chegar à inimaginável canonização do fundador do Opus Dei, o espanhol Escrivá de Balaguer. O mundo via Woytila como um santo e Ratzinger como o seu indispensável Rasputine. Concedo que a visão fosse redutora e simplista e que as coisas, necessariamente, fossem menos evidentes ou menos simples do que isso. Mas essa era a imagem que passava e nunca pensei que a escolha do sucessor do papa polaco (que, em minha alheia e indiferente opinião, fez a Igreja recuar cinquenta anos) pudesse vir a ser o homem que representava uma facção extremada da Igreja. Achei que, depois de Woytila – um produto dos tempos finais da Guerra Fria (e que alguns historiadores insinuam que foi levado ao poder por Reagan e pela CIA) – a Igreja Católica, dividida entre várias facções opostas e representando realidades diferentes, quereria alguém que fosse um conciliador, um unificador de divergências. Ou, então, alguém radicalmente diferente, mais novo, vindo de África ou da América Latina – onde a Igreja enfrenta os seus maiores desafios – e que fosse capaz de enfrentar questões novas e ter um discurso novo e mobilizador. Mas, não: a sábia escolha dos cardeais recaiu num alemão, representante do conservadorismo, da tradição e da intransigência. Que, uma vez ungido e sentado na cadeira de S. Pedro, passou logo, como é suposto, a emanar a bondade divina e a sabedoria etérea: esse é um dos tais “mistérios da fé”, em que a doutrina católica é pródiga. [Read more…]

O bispo de Bruges

“O Vaticano anunciou esta Sexta-feira que Bento XVI aceitou a renúncia do Bispo Roger Vangheluwe, da Diocese de Bruges, na Bélgica.
Em breve comunicado, a Santa Sé anuncia a decisão, justificada com o cân. 401 § 2, do Código de Direito Canónico, o qual convida os Bispos a renunciar em caso de doença ou outra causa grave, à imagem do que acontecera no dia anterior com o irlandês D. James Moriarty, da Diocese de Kildare e Leighlin.

Posteriormente, o serviço de informação do Vaticano apresentou declarações do próprio D. Roger Joseph Vangheluwe e do Arcebispo de Bruxelas, D. André-Mutien Léonard.
O agora bispo emérito de Bruges confessou ter abusado durante vários anos de um jovem.
Quando era um mero padre, e por algum tempo depois de ser ordenado bispo, abusei sexualmente de um jovem, refere D. Roger Vangheluwe, nomeado bispo em 1985, ano em que assumiu a diocese de Bruges. [Read more…]

Padres, homossexuais e pedófilos

Quando a mais anti-científica das instituições, a Igreja Católica Apostotólica Romana (ICAR) invoca a ciência puxo logo da gargalhada.

O número dois da hierarquia da ICAR inventou um estudo segundo o qual a maioria dos pedófilos seria homossexual.  Da parte dos inventores de deus toda a imaginação é possível, tal como do lado dos que supostamente abdicam de viver a sua sexualidade todas as aberrações são expectáveis.

Como pode a ICAR criticar a homossexualidade, ela que começa por separar os menores à sua guarda em instituições diferentes conforme o sexo do petiz?

Aguardo agora um estudo científico sobre a incidência do abuso sexual de menores entre os padres homossexuais e as crianças confiadas à sua guarda. E já agora lembrem-se dos colégios de freiras, esses santuários de Safo que andam tão esquecidos.

Ainda dizem que a Igreja não está a mudar…

E sem acordo ortográfico!

"Los papas e el sexo"

“Los Papas e el sexo”

Eric Fratini, nascido no Peru em 1963, é um dos maiores investigadores e conhecedores dos meandros da Igreja Católica. Escreveu cerca de vinte livros, publicados em quinze países, uma boa parte deles à volta do Vaticano e da Igreja. Professor universitário, professor em academias policiais, conferencista, escritor, ensaísta, novelista, analista político, guionista de televisão para as principais cadeias de televisão, correspondente no Médio Oriente.

Estou a ler o seu penúltimo livro “O Labirinto de Água”, que trata da descoberta do Evangelho de Judas Escariote, e de todos os crimes que a Igreja Católica fez por intermédio do cardeal Lienart, Secretário de Estado do Vaticano, e do seu grupo secreto “Octogunus”, constituído por oito padres espiões e assassinos, para impedir que a verdade que se esconde nesse pergaminho conheça a luz do dia. Este livro foi best seller em Espanha no ano passado e foi editado agora em Portugal. [Read more…]

Vida = Ciência e poesia

(Não tenho escrito nada para o Aventar nestes últimos dias. Apetecia-me desancar na mentira e hipocrisia da igreja, na continuação da escamoteação dos seus crimes e na descarada visita papal, assim como me apetecia pertencer a um grupo que eu designaria, por exemplo, de “Terrorismo Selectivo Benigno” (TSB), que fosse capaz, não de matar os ladrões de colarinho branco, mas de os fazer vomitar até ao último tostão, a massa que roubaram e continuam a roubar a todos nós e ao país. Apetecia-me, mas não ando com vontade de mexer na trampa. Assim sendo, viro-me para coisinhas inofensivas, como a que se segue). [Read more…]

A mim não guiará a igreja.

A propósito do post de A. Pedro Correia, e aludindo ao comentário de “Odisseia” eu diria que a mim não guiará a igreja, em nada. Quanto à responsabilidade da igreja e do papa nos abomináveis crimes de pedofilia, venha quem vier e diga o que disser para aligeirar as coisas, que isso não passa de uma tentativa de atirar areia aos olhos de quem vê.

Em primeiro lugar, a carta do papa tenta focalizar, intencionalmente, esses sórdidos actos na igreja da Irlanda, como se de  uma situação endémica se tratasse, quando todos sabemos que eles invadem como uma epidemia quase todos os países e continentes.

As vítimas e muitas outras pessoas ficaram indignadas, porque as palavras do papa não são de molde a criar em nós um sentimento de credibilidade na sua sinceridade e naquilo que ele diz e sente. E compreende-se essa incredulidade dado ter sido este papa, quando cardeal Ratzinger,  um dos que mais se empenharam no encobrimento destes crimes, criando, nomeadamente, por escrito, há já alguns anos, normas, regras e directrizes, tácticas e estratégias, ministráveis aos membros do clero, no sentido de os ensinar a encontrar a melhor forma de esconder, escamotear e evitar o conhecimento e as denúncias de tais casos. [Read more…]

Abençoados os pobres

Estes cartazes estão instalados à porta da igreja de Nossa Senhora da Conceição, na Praça do Marquês, no Porto.

Antes destes, outro cartaz, mais discreto, resguardado no interior da igreja, havia informado acerca dos valores conseguidos para as respectivas obras, graças ao apoio de uma instituição bancária, e, sobretudo, à generosidade dos fiéis. Mas afinal esse montante (algumas centenas de milhar de euros) tinham sido escassos e as obras da igreja ainda estão por pagar. Seguramente que não por muito tempo, já que imagino que quem vai à missa não se deve sentir muito cómodo com a ameaça de humilhação pública que pende sobre os caloteiros. Imaginam no que se transformaria a homilia se junto ao sacerdote se viesse colocar um desses cobradores ataviados de fraque? [Read more…]

Ainda a "santa" visita do papa

Nesta altura em que Portugal e o Sr. Presidente da República se preparam para receber Bento VXI na sua primeira visita oficial ao nosso país, mais algumas notícias de última hora são dignas de figurar no belo cartaz oficial, anunciador da vinda do papa. “Contigo caminhamos na esperança, sabedoria e missão”. Quanto a sabedoria, sabem-na toda. No que respeita à missão, ela é por demais conhecida. [Read more…]

As adolescentes da Guerra Junqueiro

A Av. Guerra Junqueiro estende-se (pouco) entre a Alameda D. Afonso Henriques e a Praça de Londres. Na Alameda, temos o Instituto Superior Técnico de um lado e do outro o Monumental Fontanário, que eu já tive o prazer de admirar por dentro, ver as enormes máquinas que sugam a água e a deitam de grande altura. No meio, um tapete verde de relva, onde miúdos e graúdos se divertem, famosa pela manifestação que nos idos de 70 travou a unicidade e destemperos revolucionários…

Depois é subir encostados à direita, onde podemos encontrar todas ou quase todas as marcas de roupa e perfumaria, com uns bancos à mistura. Belos prédios ( 6 assoalhadas que eu já lá andei a sonhar com um) sombreados por frondosas árvores e com garagem privativa no que começaram por ser quintais.

Já a chegar à Praça lá está a Mexicana e a sua famosa esplanada onde gerações de estudantes iniciaram amores e desamores, vitrine natural de gente bonita, onde se passam belas tardes no paleio ou a ler o jornal, mas lá dentro é que está o trabalho do Arqto Jorge Ribeiro Ferreira Chaves, com o seu passarinhário(?) com clarabóia de luz natural e envidraçado para se verem os pobres enclausurados. Mas o máximo, mesmo, está na parede o Painel Cerâmico ” Sol Mexicano” de Querumbim Lapa de Almeida ( por acaso tenho muitas dúvidas, sempre pensei ser do Abel Manta ou do Keil do Amaral) que tem sido defendido com unhas e dentes dos ataques ferozes de quem quer fazer da Mexicana mais um banco ou outra coisa qualquer, desventrando, claro está, o belo painel cerâmico…

Do outro lado temos a bela Igreja que podem apreciar na imagem, da autoria do arqtº António Lino, com a particularidade de ter três naves cercando o altar pela frente e pelos lados. Moderna, esbelta e bonita, cercada por jardins e belas estátuas e dominada pelo Ministério da Segurança Social, com os seus 32 andares (durante muito tempo o mais alto de Lisboa).

O cinema Londres, só com duas salas, onde se vê cinema sem coca-cola e sem barulho de maxilares alarves, com um raro toque de telemóvel a trazer-nos à realidade, volta as costas a um “fast-food” que tresanda…

As adolescentes é que, entretanto, já passaram, como todas em qualquer avenida em qualquer parte do mundo!

Mas dão um belo título!

"Socretinismo"

 A frase de A. Pinto Pais “o socretinismo comanda, qual doença contagiosa, uma enorme rede de interesses, que se estende até serventuários de meia tigela” merece o destaque de um título, tão incisiva e oportuna ela é.

Não tenho tido, por várias razões, qualquer vontade de escrever. Ou então são tantos os assuntos que me enojam que prefiro não lhes mexer, para não aguentar o mau cheiro. Mas esta frase de A. Pinto Pais espevitou-me. Socretinismo!

 Mas mesmo espevitado não consigo dizer duas. É uma inépcia total. Gostaria por exemplo de saber porque razão não mais se viu ou ouviu qualquer notícia acerca do último escândalo sucateiro onde havia suspeitas de estar enfiada uma vereadora da Câmara do Porto, professora de Ética. Nickles! Será difícil imaginar que poderes abafadores estarão por detrás deste silêncio? Socretinismo! [Read more…]

Pedofilia, Guilhermina, Constâncio

As três palavras deste título, não têm nada a ver umas com as outras. Constituem, apenas, os marcadores de três notícias que mais uma vez me deram a volta ao estômago, aquando do meu cafezinho da manhã e da habitual leitura do jornal.

 1ª – Mais um violento murro no estômago. Pedofilia. Desta feita na Alemanha. Mais uma goleada da igreja católica neste campeonato. O chefe da ordem dos jesuítas, Stefan Dartmann, veio confirmar os abusos sexuais de crianças no Liceu Canisius em Berlim, notícia corroborada por Klaus Mertes, reitor deste mesmo liceu. Mas Stefan Dartmann diz que o mesmo se passa em colégios como os de Goettingen, Hildesheim, e também colégios da Espanha e do Chile. Mas existem outros colégios denunciados, como o de Sankt Ansgar em Hamburgo e o de Blasien no sul da Alemanha. E o que mais se imaginará. De facto, assim na frente do campeonato, a igreja católica está a um passo de ser a instituição mais pedófila do mundo.

 2ª – Mais uma vez um acentuado refluxo gastro-esofágico, carregado de azia e náusea. Nem o café me acalma. Guilhermina, professora de Ética, suspeita de pertencer a uma rede de corrupção de alto gabarito, na área da sucata, com grave lesão das finanças do Estado. Pelo que vejo, eu penso que deve haver pessoas com especial propensão para se identificarem profundamente com a sucata.

 3ª – Além da azia, uma comichão de carácter alérgico, à volta da garganta e não só, quando vejo o Sr. Constâncio, a quem eu e os outros portugueses pagamos 17000 euros mensais, fora as gorjas, não fazer outra coisa senão surpreender-se. Sempre surpreendido. Com as falcatruas do Banco X, do Banco Y, do Banco Z, com as contas, com o défice, com o futuro! A vítima das emboscadas. Sempre com aquele ar de menino de coro, saído do cabide, deram-lhe o título de governador, mas alguém já o viu governar o que quer que fosse?

 E por hoje basta! Não leio nem ouço mais nada. Vou tomar um antiácido.

Não são filhos da Igreja ?

Eu defendi aqui, que não encontrava razões suficientes para se descaracterizar o casamento entre um homem e uma mulher. É uma célula fundamental da sociedade tal qual a conhecemos, onde se abriga o conceito de família e de procriação. Há quem entenda que os gays devem ter tratamento igual, embora me pareça que a pessoas diferentes deveriam corresponder tratamentos diferentes!

Mas o que não consigo compreender é como o Senhor Cardeal defende para filhos de Deus, todos iguais, tratamentos diferentes!

Que a Igreja defenda, no plano civil, a exclusão dos gays no casamento seria compreensível, no plano religioso e perante a Palavra de Cristo, não entendo. Cristo reafirmou que todos somos irmãos, em Deus!

Ao não aceitar o casamento homossexual, a posição da Igreja perante esta realidade é profundamente discriminatória, a não ser que  considere os gays, filhos de Deus, mas pecadores sem remissão.

O relacionamento sexual só se entende com a finalidade de procriar?

É que se for assim nenhum de nós merece o casamento!

O cardeal

Cañizares

Volto uma vez mais a esta repugnante foto de António Cañizares, patente num dos posts anteriores, cardeal do jet set espanhol, vivendo em Roma, e que passa a vida em forrobodós, casamentos, baptizados, aniversários, bodas de ouro e prata, de gente rica e famosa. Convidado para abençoar tudo o que seja festas multimilionárias, reaccionário até ao tutano, mostra, com efeito, não ter o mais pequeno sentido do ridículo, mas mantendo o portentoso sentido de orientação nas águas em que ele e a igreja se movem.

Quer a igreja quer o capital sempre coordenaram interesses e estabeleceram estratégias comuns para consolidarem as suas complementares posições. Sempre se engalanaram pomposamente, sempre se calaram perante os graves problemas nacionais e internacionais, e em tudo dão e sempre deram as mãos, em pactos mais ou menos secretos, para atingirem os seus idênticos fins, isto é, a Fé no Capitalismo, a Esperança na exploração e no super-lucro e a apaziguadora caridade de prometer aos pobres a vida eterna.

Mais um padre a vir à tona

Mais um padre a vir à tona…

Gaston Borges, nascido em Paris e filho de pais portugueses, foi detido a 27 de Dezembro, acusado de pedofilia.

Não serve de muito o Sr. Alberto Mateus, presidente da Amicale Franco-Portuguaise, de Sens, confessar que ficou perplexo. Hoje em dia já ninguém fica perplexo perante os crimes de pedofilia dentro da igreja. O que urge é puni-los.

O que interessa neste caso, como em todos os outros, é que o Sr. Gaston Borges seja entregue à justiça, julgado e condenado se assim for decidido. O Sr. Gaston Borges é um criminoso como qualquer outro que não seja padre, e a igreja não pode, pelo inadmissível poder que detém, abafar o caso, como tem sido a sua prática.

Não tem nada a ver com o caso, e digo isto a talhe de foice, mas a minha consideração e o meu apoio a Manuel Alegre estão definitivamente comprometidos, depois de saber, pela boca de Namora, que ele foi um dos que tudo fizeram para abafar o escândalo pedófilo dentro do PS. Até parece que foi ensinado pela igreja. Inadmissível!!!

Pão e vinho

Lembrei-me de escrever este artigo, a propósito da “missa do galo”.

Sou membro da igreja católica, baptizado, comungado e crismado por opção própria, coisa que nem qualquer católico se pode gabar.

Embora nunca tenha sido muito dado a missas – porque raro é o padre que consegue cativar a minha atenção com o seu discurso -, o certo é que tenho desde há muito um complicado sentimento contraditório quanto aos rituais da missa.

Por um lado aprecio o modo cuidadoso com os padres tratam das questões de “menage”. O modo como limpam o cálice do vinho e o prato da hóstia no fim de cada comunhão cuidando das migalhas e do asseio dos utensílios.

É, sem dúvida, um bom exemplo até mesmo para os homens casados e que, estou certo, as mulheres apreciam.

Por outro lado, quanto aos modos como se realiza a comunhão, acho, com o devido respeito, que não são os melhores. Entendo mesmo que violam o princípio da igualdade apregoado pelo ideal cristão, e acaba por ser um entrave á participação de mais gente nas missas e á concretização de uma das mais importantes missões da Igreja, além da evangelização.

Primeiro porque só o padre bebe, o que acho mal pois a hóstia não se pega só no céu-da-boca dos padres, mas sim de toda a gente. Além de que o vinho é produto nacional e há todo o interesse em promover o seu consumo, desde que com moderação.

Em segundo lugar, porque a distribuição daquela película que é a hóstia, não satisfaz o paladar e muito menos o estômago. Obviamente que a hóstia tem um valor simbólico, e deverá ser encarada numa perspectiva litúrgica. Mas se Cristo dividiu pão, deveria ser o pão, e não aquela coisa que se cola na boca, e, pior, nas próteses dentárias dos crentes.

Pão e vinho, sempre com moderação, deveriam ser os elementos da comunhão. Porque essa é a raiz histórica, e essa é uma das missões maiores do cristianismo: matar a sede e a fome ao próximo.

Bento XVI quer diálogo com os ateus!!!

Bento XVI quer diálogo com os ateus!!!

 Li o post do amigo João José Cardoso, intitulado a “arrogância dos ateus”, frase proferida por D. José Policarpo na mensagem natalícia. Apesar de o post de João José Cardoso ser curto, diz tudo, e, de facto, acaba como deve: “Não vou perder tempo com isso”. Seria a melhor solução.

E eu seguiria de bom grado o conselho do amigo João, marimbar-me-ia para estes disparates, se gostasse que me comessem as papas na cabeça, e se não tivesse recebido, logo a seguir, um texto enviado por um amigo do Canadá intitulado:”Papa deseja criar espaços de diálogo com agnósticos e ateus”.

 Bento XVI assegurou que a Igreja precisa criar espaços de diálogo e de encontro com agnósticos e ateus, que em algumas sociedades representam um grande número de pessoas. Acrescento eu que está mais ou menos calculado que mais de metade da humanidade é ateia. Mas porque quer BentoXVI criar estes espaços de diálogo, com os filhos do diabo?

“Quando falamos de uma nova evangelização”, diz ele, “talvez essas pessoas se assustem. Não querem enxergar-se convertidas em um objecto de missão, nem renunciar à sua liberdade de pensamento e de vontade. Mas a questão sobre Deus segue desafiando-os” (a mim não, e creio que nenhum ateu sente esse desafio), “ainda que não possam crer no carácter concreto de sua atenção por nós. Penso que a Igreja também deveria abrir hoje uma espécie de ‘pátio dos gentios’, onde os homens possam, de alguma forma, manter contacto com Deus, sem conhecê-lo, antes de encontrarem o acesso a seu mistério, a cujo serviço se encontra a vida interior da Igreja” (a vida interior de muitos, que os há,…acredito,  a vida exterior da igreja não, essa seria a vergonha de deus).

“Ao diálogo com as religiões deve-se acrescentar hoje todo o diálogo com aqueles que enxergam a religião como algo estranho, aqueles que desconhecem Deus” (os burros, os cegos de espírito) “e que, todavia, não gostariam de permanecer simplesmente sem Deus”, (quem o diz?) “mas aproximar-se dele, ao menos como Desconhecido” (quem disse tal coisa tão disparatada?). [Read more…]

A sexualidade na escola

Levei uma sova de todo o tamanho quando o Padre de religião e moral soube que eu namorava. Fechou-me numa sala e bateu-me a ponto de eu lhe dizer que se tornasse a tocar-me me defendia.

 

Fui confessar-me e o padre escreveu num papel "eu sou um rapaz fraco" e colocou na minha carteira de forma a que sempre que eu a abria, lê-se a frase. Só percebi quando alguem mais velho me disse o que é que aquilo queria dizer. O Padre estava preocupado porque eu estava na idade da pívia.

 

Ficava com um sentimento de culpa sempre que me roçava por alguma amiga, ou apertava o par nos bailes de sábado à tarde. Culpa e remorso se me adiantava  com as amigas mesmo que elas não se importassem.  O meu próprio pai ia-me dizendo  para eu não fazer às raparigas o que não gostaria que fizessem às minhas irmãs (quatro).

 

A educação sexual que eu recebi só não me enviou para o "vale dos ímpios" porque eu era um rapazinho feito de material de primeira, terra da boa, onde o trigo germinava mais depressa e melhor que as ervas daninhas.

 

Aprendi nas aulas práticas já que nunca tive aulas teóricas.

 

Ensinar o que é viver, o que é a vida, ser um bom cidadão, ser bom namorado, bom marido e bom pai, devia ser a mais importante disciplina do curiculum escolar, mas o que se ensina nesta disciplina é, em muitas coisas, incompatível com a doutrina da Igreja.

 

Não podemos fazer à Igreja o que a sua hierarquia nos faz a nós. Culpá-la, enviá-la para o inferno, porque há muitas coisas boas que aprendi na Igreja e à sua maneira sempre me protegeu. Eu quando não tinha aulas ficava nos adros das Igrejas, para o meu pai era o lugar mais seguro.

 

Mas é claro que aqueles tempos não são estes tempos. No meu tempo, o inferno era qualquer coisa que estava ao lado do Céu, pelo menos era uma passagem para um sítio melhor, mas agora o Inferno é cá em baixo, não é passagem para nada.

 

A SIDA e as hepatites e as outras doenças sexualmente transmitidas não se compadecem com doutrinas, exigem um combate sem tréguas e isso passa por uma vivência sexual transparente e responsável.

 

Como tive ocasião de dizer a um senhor Bispo, "o que me pede não se faz a um filho".

Discutíamos o uso do preservativo e o meu filho de dezassete anos, andava de comboio Europa fora.