Taxa de emprego 1988-2015

taxa emprego 1988-2015

Fonte (com adaptação minha). In Portugal, employed persons are individuals with a minimum required age who work during a certain time for a business. This page provides – Portugal Employed Persons – actual values, historical data, forecast, chart, statistics, economic calendar and news. Content for – Portugal Employed Persons – was last refreshed on Sunday, July 19, 2015.

Quando se fala de emprego em Portugal logo vem à baila a taxa de desemprego, o que é um contra-senso. Eu prefiro olhar para a taxa de emprego, que até está menos sujeita a redefinições cosméticas (todos os governos as têm feito como forma de camuflar o desemprego).
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Alguém se importa de enviar esta tradução à Sr.ª Merkel?

Portugueses trabalham mais 486 horas por ano do que os alemães Portugiesen arbeiten 486 Stunden mehr pro Jahr als die Deutschen
Os portugueses trabalham em média mais 486 horas por ano do que os seus parceiros alemães, o que equivale a um acréscimo ligeiramente superior a 35%. Enquanto na Alemanha, que é o país da União Europeia (UE) onde se trabalha menos horas, a média é de 1371, em Portugal são efetuadas 1857, sendo o sexto país da UE onde se trabalha mais horas, depois de Hungria, Estónia, Polónia, Letónia e Grécia, que é onde se trabalha mais, num total de 2042 horas por ano. Die Portugiesen arbeiten im Durchschnitt 486 Stunden pro Jahr mehr als ihre deutschen Partner, was etwas mehr als 35% höher entspricht . Während in Deutschland, dem Land der Europäischen Union (EU), wo man weniger Stunden arbeitet, der Durchschnitt 1371 Arbeitsstuden ist, arbeitet man in Portugal 1857. So ist Portugal das sechste EU-Land, in dem länger arbeitet, nach Ungarn, Estland, Polen, Lettland und Griechenland, wo man am längsten arbeitet, insgesamt 2042 Stunden pro Jahr.

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aGreekment

Alex Tsipras resumiu numa frase, “a situação é má, mas a alternativa seria pior”. Isto é um aviso à navegação, o referendo acabou por ser uma vitória de Pirro que retirou qualquer margem negocial ao governo grego, após recusar as propostas da U.E., acabou por ser obrigado a apresentar propostas e ceder em toda a linha. Importa agora acompanhar os próximos dias em Atenas, havendo já quem avance com a possibilidade de antecipar eleições. A conclusão a retirar é que a melhor alternativa à austeridade é manter as contas em dia, evitando políticas economicamente expansionistas que levem ao endividamento excessivo.

TTIP: Parlamento Europeu deu o sim. Sabia?

El Parlamento Europeo respalda el TTIP con el apoyo dividido de los socialdemócratas. Por cá, silênci0.

Grécia, asneiras, mentiras e realidades

Maria Manuela

Incomensuravelmente cansada de ouvir asneiras e mentiras deliberadas sobre a Grécia, aqui ficam algumas realidades:
1- Os estados da zona euro “emprestaram” muito dinheiro à Grécia?!
Ao J P Morgan e ao Goldman Sachs querem dizer.
É que oitenta por cento dos “resgates” à Grécia, foram isso mesmo: resgates aos Centros de Controle Financeiro (já não lhes chamo bancos) que detêm e controlam o FMI e os demais bancos credores, para salvaguarda de um sistema financeiro asfixiante e criminoso.
2- Quem levou a Grécia à falência?
As mesmas famílias políticas que arrastaram Portugal para o buraco em que estávamos e estamos. Precisamente a mesma cambada de corruptos incompetentes que beneficiaram e fizeram proliferar corruptos e incompetentes. Precisamente o mesmo tipo de criminosos que desenhou, criou e expandiu uma economia sem nenhum suporte real. Apenas assente num crescimento insustentável de funcionários públicos e empresas públicas e público-privadas deficitárias, aviários e ninhos de políticos em criação ou reformados. Precisamente a mesma estirpe viral mortífera que fez incidir receita pública nos mais frágeis e, não só ilibou como incentivou à fuga aos impostos de um sistema oligárquico de suporte financeiro e eleitoral. A mesma coisa- política inominável, que foi fechando os olhos ao estabelecimento de uma economia paralela e reforçando as regalias do funcionalismo público, criando um verdadeiro estado-de-sitio apenas compatível com a sociedade pirata da ilha Tortuga.
Precisamente o mesmo bando de ladrões que levou a Grécia a recorrer a um programa de assistência financeira da troika em Maio de 2010 – solicitado na altura pelos socialistas do PASOK, que ganharam as eleições de Outubro de 2009 para revelarem no final desse ano que, afinal, o défice orçamental grego desse ano não ficaria nos cerca de 6,7% projectados pela Comissão Europeia com base em dados do anterior governo, mas seria de 12,7% (foi de MAIS de 15% do PIB).

3- Quais as consequências das medidas da Troika? [Read more…]

O chico-espertismo tuga

Nas últimas horas tenho visto no facebook, twitter e demais redes sociais vários exemplos de chico-espertismo alarve no que diz respeito à Grécia. Passo a citar alguns porque creio que o caro leitor deve precaver-se contra este tipo de coisa:

1- Ahahah estão a ver o SYRIZA a festejar com os da Aurora Dourada – diz a pessoa que é a primeira a postar discursos do Nigel Farage no Parlamento Europeu porque ele está carregadinho de razão apesar de ser racista, xenófobo e homofóbico. Como se o eurocepticismo fosse apanágio da extrema direita e não de um número cada vez maior de pessoas de esquerda, direita, centro, frente e atrás.

2- Os Gregos não queriam que Portugal entrasse na CEE e porque é a “gente” agora tem de os ajudar e ser solidários? – Tem tudo a ver claro, uma coisa é igual à outra e as pessoas até são as mesmas e tudo.

3 – As pessoas que por um lado dizem “ah mas perdoou-se a dívida à Alemanha” e que no post a seguir dizem “e eles têm que pagar o dinheiro das reparações que devem à Grécia” – Então por um lado queremos o perdão de dívidas mas por outro a Alemanha deve coisas e tem de as pagar?

4- Pessoas que acham (como o nosso Presidente) que a Grécia vai ser a única prejudicada no caso de sair do euro. Estas pessoas são especialmente hilariantes pela fé que têm na economia Europeia no geral e na Portuguesa em particular.

5- Esta é especial do Paulo Rangel (mas temo que se vá espalhar rapidamente): “os outros países podem querer referendar a ajudar à Grécia” – isto é uma versão menos trolha do “ah mas eles nos anos 80 queriam lixar-nos a vida”. Epá pois é Paulo, sabes, é  mesmo tudo igual. Votar para se acabar com a austeridade porque não se aguenta mais ou votar para dar dinheiro a um país é exactamente a mesma coisa. Aliás, Portugal chegou à situação onde chegou porque os portugueses são obrigados a dar dinheiro à Grécia. Não tem nada a ver a sucessão de governos do PS e do PSD que aumentaram a despesa pública, não tem nada a ver com a corrupção. Não, não, a razão pela qual os Portugueses não têm dinheiro é porque cada contribuinte tem de dar um x à Grécia. (Claro que outros países Europeus também nos deram um “x” portanto vê lá se a ajuda for referendada também não é referendada para este canto específico). Pessoalmente, juro do fundo da minha alminha, prefiro dar os 257 euros à Grécia do que votar no PSD. São escolhas.

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«Portugal has also obediently implemented harsh austerity — and is 6 percent poorer than it used to be» — Paul Krugman

TiSA, TTIP, TPP: mais documentos secretos do governo das multinacionais

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Hoje, às 15:00, a WikiLeaks tornou público um santo graal jornalístico da actualidade: o texto principal do maior “acordo comercial” na história, o TiSA (acordo sobre o comércio de serviços), cujos 52 países, juntos, constituem dois terços dos PIB global e que tem sido mantido secreto. As partes negociadoras são os Estados Unidos, os 28 membros da União Europeia e 23 outros países, incluindo a Turquia, México, Canadá, Austrália, Paquistão, Taiwan e Israel

Este tratado secreto imporá a todos os signatários cláusulas que beneficiam grandes empresas multinacionais em detrimento da soberania e os interesses públicos de cada país. Este tratado internacional será mantido em segredo durante cinco anos após a entrada em vigor. [Read more…]

Fidelidade aos especuladores

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O caso das privatização da Fidelidade, companhia de seguros que pertencia à CGD, é todo um tratado da arte financeira. O grupo Fosun, especuladores chineses, comprou a companhia por 1100 milhões de euros. Depois foi ao capital da Fidelidade e sacou (por empréstimo, claro) o que lhe tinha custado, mais uns trocos (340 milhões, pelo menos). Entretanto quem tem obrigação de controlar as companhias de seguros em Portugal já foi passar umas férias à China, pago do próprio bolso, diz ele.

Assim é fácil: sem ganhar um chavo compra-se uma companhia de seguros, ainda lhe devem sugar algum, e depois que se lixe. Mas como sabemos, as companhias de seguros é que são de confiança e a Segurança Social é um perigo público.

O grupo Fosun é um sério candidato à compra do Novo Banco. O candidato perfeito, continuará a tradição de uma secular família de vigaristas.

Quo vadis Grécia? – II

Com posições extremadas dificilmente seria possível alcançar um acordo sem que alguém perdesse a face. A Grécia está como qualquer devedor obrigada a respeitar os compromissos assumidos ou entrará em incumprimento, com tudo o que isso acarreta para o futuro. A única janela possível para um entendimento futuro será uma vitória do SIM em referendo, que as primeiras sondagens parecem projectar, o que permitiria mesmo que falhem o pagamento ao FMI na próxima terça-feira, solicitar o retorno à mesa das negociações. Mas caso esse hipotético cenário se verifique, terá a Grécia governo no dia 6? É que um SIM implica aceitar austeridade, o que deita por terra o programa do Syriza, obrigando Tsipras, Varoufakis e seus pares a governarem com um programa diferente do que apresentaram ao eleitorado e com o qual não concordam. Uma eventual vitória do NÃO significa a saída da moeda única, mas agora legitimada pelos gregos. O que agradará a boa parte do Syriza. A convocação de referendo foi uma forma de resolver em definitivo o impasse, mas também uma jogada arriscada por parte de Tsipras que decide a sua carreira política e talvez até a sobrevivência do próprio Syriza.

Quo vadis Grécia?

Aqui chegados concordo em absoluto com a convocação de referendo na Grécia. Ainda que não subscreva o J.J.C. na verdade o jogo já cansa, caro Jorge, ninguém joga sozinho e haveria que colocar um ponto final em toda esta novela. O programa do Syriza apresentado aos eleitores significava o fim da austeridade. Essa promessa, Tsipras não poderá cumprir qualquer que seja o resultado do referendo. A formulação da pergunta não será indiferente, mas se os gregos optarem pelo sim ao acordo com os credores estarão a desautorizar os negociadores e passar um cartão, veremos se amarelo ou vermelho ao governo. Se votarem não, terão que assumir as consequências, saindo do Euro. Isto caso a consulta aos gregos anunciada para dia 5 venha mesmo a realizar-se, o que não é líquido ainda, mas um acordo de última hora que possa ser considerado aceitável por todas as partes parece agora estar fora de hipótese, apesar dos políticos europeus já terem por diversas vezes mostrado possuir coluna vertebral parecida com uma enguia, principalmente em questões europeias…

Aprender mandarim ou o primado do empresarialês

top120charactersArriscando uma sociologia de bolso, diria que, desde os anos 80, pelo menos, o mundo está dominado pelo empresarialês, uma religião (e, portanto, uma linguagem) cujos seguidores proclamam que tudo no universo é uma empresa. Para os cultores do empresarialismo, cabe ao gestor dirigir o mundo, com a avaliação substituída por rankings, ou seja, por listas ordenadas (o gestor, apóstolo do empresarialismo, confunde avaliação com classificação, mas, como qualquer membro de uma seita, não admite argumentos).

Esta religião é seguida por todos os políticos do arco da governação, o que tem condicionado, evidentemente, as decisões sobre todas as áreas. Tudo é, portanto, economia, empresa, dinheiro, excel.

O mais grave é que esta mentalidade já se entranhou no resto da sociedade. Vejamos alguns exemplos, antes de chegarmos (ou voltarmos) à importância dada ao ensino do chinês nas escolas portuguesas. [Read more…]

O truque da venda da TAP

Mário Amorim Lopes fez um post cheio de números e gráficos – números e gráficos dão um ar sério a qualquer post – sobre a TAP. E jurou a pés juntos que se iria flagelar se, com esta privatização, dívida da TAP passasse para o estado.

Está na hora de o fazer e até pode usar a sugestão da imagem.

Victor Baptista, economia e ex-deputado do PS, é assim que ele assina, fez uma coisa que qualquer um pode fazer quanto a números, qualquer um é um exagero porque aquilo é intragável, e olhou para o último Relatório e Contas da TAP, o de 2014.

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De olhos bem tapados

11 Jun 2015, São Paulo, Brazil --- A TAP plane departs Guarulhos international airport in Sao Paulo, Brazil, June 11, 2015. A consortium led by American-Brazilian investor David Neeleman will take control of indebted Portuguese state airline TAP, ending a drawn-out sales process that has faced strong opposition from many unions. REUTERS/Paulo Whitaker --- Image by © PAULO WHITAKER/Reuters/Corbis

© PAULO WHITAKER/Reuters/Corbis (http://bit.ly/1cYx1qt)

Nicolau Santos pergunta se faz sentido o Estado português vender “parte da posição acionista” da TAP “a um banco público brasileiro, ou seja, ao Estado brasileiro”. Creio que sim. Se fosse ‘accionista‘, teríamos outra conversa. Sendo ‘acionista‘, obviamente, o Brasil é o destino mais indicado.

Por falar em Brasil, sempre que leio o Diário da República, lembro-me do Diário Oficial da União. Porquê? Por causa das coisas que acontecem no sítio do costume. Hoje, temos mais do mesmo.

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TAP, Transporte Aéreo Privado

Qual é a situação financeira da TAP? A resposta depende de quem a dá, se for da parte do governo e companhia da direita, a TAP só ainda não se sumiu num buraco negro de prejuízos porque eles estão a dar-lhe asas com esta privatização. E no entanto, há quem esteja disposto a comprar este prejuízo, ainda dizem que só existe ganância no mundo dos negócios. Por outro lado, se a resposta vier da parte da oposição ou do PS, a situação da TAP é um idílio. Apesar de a empresa precisar de uma injecção de capital.

Se fosse pública  a avaliação da empresa que, imaginamos nós na boa fé, o governo fez para conduzir à venda da empresa, poderíamos ajuizar com maior segurança sobre o assunto. Como ainda está para nascer a primeira galinha com dentes, vamos andado no domínio da opinião, baseada em fragmentos de informação seleccionada, logo parcial por natureza. Existem os relatórios e contas da empresa, documentos opacos e nem sempre reflectindo a situação real  – basta lembrarmos-nos de recentes estrelas cadentes como o BES e PT. Fazem-se, também, muitas contas de merceeiro para ilustrar um ponto de vista mas, selectivamente, omitem-se parcelas.

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TAP vendida por 1 euro

Se ainda somos 10 milhões…

Governo vende TAP por 10 milhões de euros
Sérgio Monteiro confirmou ao início da tarde a venda do grupo TAP ao consórcio de David Neeleman e do grupo Barraqueiro. O encaixe para o Estado será de…. 10 milhões por 61% da companhia. Contrato obriga próximo governo a vender o resto do capital da TAP. (…)
“O negócio é sobre todos os pontos de vista um sucesso”, decretou Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, que rematou: “Quinze anos depois de muitos tentarem, nós conseguimos vender a TAP.” [ionline]

euro

E qual é o sucesso? Ter sido vendida a TAP.

Vamos lá relativizar o sucesso. [Read more…]

Abençoados unicórnios

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Abençoada globalização. Abençoadas empresas ocidentais que aproveitam o trabalho barato na China para maximizar os seus lucros. Abençoados consumidores que apesar dos efeitos catastróficos que tal decisão teve nas suas vidas, nunca reclamaram grande coisa contra a abertura escancarada das portas da Europa aos produtos chineses. Abençoado consumismo.

Abençoados também os neoliberais que finalmente experienciam todo o esplendor das sociedades ditatoriais governadas por partidos únicos, que tal como eles se mobilizam em torno da eterna luta pelos direitos das castas por um futuro com mais lucros e mais concentração de poder. Que bom que seria podermos também nós ter um partido único capaz de reduzir a participação popular a quase nada e desta forma facilitar decisões que contribuíssem ainda mais para maximizar lucros e silenciar a plebe que ousasse intrometer-se entre os oligarcas e o seu direito natural a tudo. Quanto aos chineses, haja uma malga de arroz e um iPhone martelado e que Confúcio os abençoe.

Valorização do kwanza rebenta a escala planetária!

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Mesmo após a anunciada desvalorização por parte do Banco Nacional de Angola, o kwanza é provavelmente a moeda mais valiosa do planeta terra. Segundo o Diário Económico, cada kwanza vale hoje 116,8745 dólares, cerca de 104 euros. Afinal o Álvaro Sobrinho comprou o Jorge Jesus em saldos. É que segundo o conversor que costumo usar, que estará com certeza desactualizado, o salário anual do novo treinador do Sporting é afinal de 461,50 euros, isto considerando a nova taxa de conversão anunciada pelo Diário Económico, claro! Sai o homem do Benfica para ganhar abaixo do salário mínimo…

Tenham medo! É desta que eles levam o país todo.

O quarto milagre de Fátima: desceu o desemprego

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Hoje foi dia de propaganda do IEFP. Apareceram uns números com “estimativas” do número de empregados em Portugal e tudo (sendo estas cálculos baseados em sondagens, sempre gostava de conhecer a amostra e a margem, de erro).

A malta do costume despeja aquilo com a inutilidade de quem diz ao desempregado e seus familiares que como ele se recorda ainda ontem pegou ao serviço. A chatice é que os desempregados ainda votam.

Voltando à realidade: este anúncio de um estágio pago por todos nós para alguém ir vender santinhos em Fátima, das 9h às 20h (e vais com sorte, por aqueles lados a vida nocturna é muito sossegada), é uma excelente amostra do emprego criado por este governo. Ou de como o governo subsidia o empreendedorismo, enquanto corta nas prestações sociais.

Os angariadores de seguros

Os neoliberais têm uma avença com as companhias de seguros: eles vendem-lhes os produtos PPR e seguros de saúde, elas lá arranjam forma de retribuir, e mesmo que não o façam directamente tratando-se de defender um negócio o verdadeiro neoliberal também trabalha à borla.

O que está a dar é demonstrar que a Segurança Social está condenada ao fracasso. No caso português imaginemos um tipo espancado até à morte, e que antes do golpe final ainda tem de ouvir: estás a ver, a tua vida era insustentável.

Utilizaram a cobardia de quem chamou a troika porque não tinha fundos para pagar a dívida (estamos bem pior), utilizaram a troika para ir para lá dela depois de uma campanha eleitoral onde prometeram que não o fariam, e com a destruição propositada do emprego conseguiram, além do objectivo óbvio de baixar os salários o bónus de colocar a Segurança Social em muito maus lençóis. Seja porque somos menos a contribuir (menos 600 000 desde 2008), seja porque alguns ainda recebem subsídio de desemprego. [Read more…]

Stop TTIP e CETA

A UE pretende em breve assinar dois acordos comerciais de longo alcance : um com o Canadá (CETA = Comprehensive Economic and Trade Agreement) Canadá e outro com os EUA (TTIP = Transatlantic Trade and Investment Partnership). A linha oficial é que os acordos irão criar empregos e aumentar o crescimento económico. No entanto, os beneficiários destes acordos não são de facto os cidadãos, mas grandes corporações.

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Repromoção

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Se bem percebi: Carlos Costa fez o que o governo mandou porque entretanto, o entretanto é depois do BPN, a UE mudou as regras impostas aos governos quando lhes caía mais um banco de vígaros.

Vítor Constâncio tanto cumpriu com o BPN as regras do seu tempo que foi promovido a vice-presidente do banco europeu. Carlos Costa ganha outro mandato.

O cargo chama-se governador do Banco de Portugal. Agora riam comigo: de Portugal.

Como defender uma tese e provar o seu contrário

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Pissarides, um académico laureado, veio a Portugal e defendeu que, como vivemos mais tempo e mais saudáveis, devemos trabalhar até aos 70 anos. Pissarides nasceu em 1948.

Alcançar um tal estado de senilidade aos 67 anos é obra, e demonstra porque se deve antecipar a idade da reforma, que de resto juntamente com a redução do horário de trabalho é receita universal para criar emprego.

Estou a insultar o homem? apontam-me o dedo os leitores de direita? Bem, ele também veio a Portugal recomendar-nos outras medidas:

olhando para a situação do ponto de vista estritamente económico, é claro que se devia estar a fazer mais investimento em infraestruturas e a criar mais empregos e, dessa forma, sair da recessão.

E agora todos em coro: o Pissarides está chanfrado, temos de o internar num lar de idosos, num hospício e depressa.

Confere.

A reafectação dos factores

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Stephen Antonakos (1926–2013): Incomplete Circle (five-unit drawing with blue and red incomplete circles), 1975. Copyright:© 2015 Stephen Antonakos (http://bit.ly/1HIjMoX)

Como sabemos, foi recentemente apresentada a versão para debate público do Projeto (sic) de Programa Eleitoral do Partido Socialista. Entretanto, durante uma conferência de imprensa, António Costa afirmou que as medidas apresentadas num relatório coordenado por Mário Centeno “inspiram e vão motivar a elaboração do programa do Governo”.

É preocupante que determinadas opções apresentadas no relatório possam inspirar a elaboração do programa do Governo do Partido Socialista.

Na página 9 do relatório, podemos ler “adequada reafectação dos fatores produtivos”. Um forte aplauso para a adopção de ‘reafectação‘ quer nesta página 9, quer na página 65 — “reafectação territorial e funcional de funcionários públicos” e “reafectação de funcionários excedentários” — e uma vaia monumental às ‘afetação‘ das páginas 14, 25, 64, 73 e 74 .

Sejamos claros: a grafia ‘fatores‘, além de não pertencer ao repertório ortográfico português europeu, não é companhia que se recomende a uma reafectação. Em português europeu, como sabemos, “reafetação dos fatores” *[ʀjɐfɨtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ fɐˈtoɾɨʃ] não existe: a formulação grafemicamente satisfatória é “reafectação dos factores” [ʀjɐfɛtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ faˈtoɾɨʃ]. [Read more…]

Aviso à navegção…

Por via do contencioso envolvendo o governo regional dos Açores, liderado pelo PS aos estaleiros navais de Viana do Castelo, que terminaria com a falência da empresa pública então tutelada pelo governo de José Sócrates, a construção do navio Atlântida virou uma verdadeira novela. Pelo meio alguns capítulos bizarros, como a delirante venda ao governo bolivariano de Chavez, mas nunca concretizada. Prova mais que evidente da falta de vocação do  Estado para construtor naval, ou qualquer outra actividade económica. Não fossem as regras apertadas de Bruxelas, lá teríamos o bolso do contribuinte a viabilizar mais uma empresa deficitária. Este filme não é assim tão diferente da TAP e outros sorvedouros de impostos…

O governo explicado a um E.T.

E basicamente a explicação está correcta…

É melhor perguntar aos portugueses o que é eles dizem

“Passos diz que Portugal é considerado um país rico no mundo” [SIC]

SANTOS & SANTINHOS, Sindicalistas Voadores

José Xavier Ezequiel

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Ao que parece, foi a CIA que inventou o conceito de ‘negação plausível’ para proteger o JFK de embaraços como a Baía dos Porcos, o Reagan do escândalo Irão-Contras e o Clinton de saber-se, ao certo, a dimensão dos favores sexuais da estagiária.

Havendo uma ‘negação plausível’, manda a lógica que haja também uma ‘afirmação plausível’. Lógica essa que os partidos e os sindicatos rapidamente aproveitaram. Por exemplo, uma manifestação que leve, vá lá, 20 mil marchantes, pode passar para a imprensa como levando, efectivamente, mais de 100 mil. Uma acção de campanha eleitoral com meia dúzia de jotinhas e uma bandeira em cada mão, pode muito bem parecer, se o plano for simpaticamente fechado, um comício de dimensões épicas. E uma greve com uma adesão de 20% pode, do mesmo passo, transformar-se numa paralisação praticamente total.

Apesar de tudo, o partido ou o sindicato podem sempre socorrer-se da ‘afirmação plausível’. Quem pode obstar, com certeza absoluta, que 20 mil não são mais de 100 mil e meia dúzia de fervorosos jotinhas não são uma multidão? Como negar a fé do sindicalista que, apesar da chafarica continuar obedientemente a funcionar, vê ali uma paralisação de pelo menos 80%?

Bem vistas as coisas, o jornalista pode ter tido o cuidado de filmar a única chafarica que funcionava obedientemente. Toda a gente sabe que os jornais são maioritariamente controlados por interesses, amiúde obscuros, as mais das vezes estrangeiros. E, assim, fica sempre a pairar uma nuvem de incerteza. Que é exactamente o pressuposto da ‘afirmação plausível’.

No entanto, há greves e greves. Há greves que não aquecem nem arrefecem. Tenham 20, 50 ou mais de 90 por cento de adesão, tanto faz. Ou acabam às dez da manhã e retomam às cinco da tarde, por turnos, ou já ninguém se lembra delas no dia seguinte. As nossas greves, por norma, passam e andam. E incomodam mais a classe operária que os patrões. Que, aliás, sobretudo quando o patrão é o estado, até agradece os efeitos positivos nas contas públicas com a poupança de um dia de salário+subsídio de refeição, por cada grevista assumido.

A greve de 10 dias de alguns pilotos da TAP foi, no entanto, uma coisa completamente diferente. [Read more…]

Pilotos, Responsabilidade e Cerveja

Meditações na Cervejaria

(com a devida vénia à Ana Cristina Pereira Leonardo e ao seu blogue “Meditação na Pastelaria”)

cervejaria-trindadeTenho andado a ponderar bastante sobre o tema da Responsabilidade, no sentido ontológico-ético-político-geográfico e cheguei à seguinte conclusão sustentada (pelo menos tão sustentável como as conclusões do Passos Coelho, do Pires de Lima – ministro da Cerveja – e restantes apêndices do Governo; da Helena Matos, do João Vieira Pereira, do José Manuel Fernandes e do Camilo Lourenço):

– A responsabilidade pela presente situação que o país atravessa é integralmente imputável aos Pilotos!

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– Aos Pilotos da TAP? perguntarão alguns de forma enfática. [Read more…]

Novo Jornalismo

Onde Política e Gastronomia se cruzam

cavacoCom um Cavaco na Presidência e um Coelho a primeiro-ministro muitos OCS se aperceberamWild rabbit  siting on sand track das grandes poupanças a fazer na Editoria de Política.

Na conjuntura que atravessamos, em que a “fusão” está presente em todas as áreas do saber e da cultura, nada mais lógico que “encolher” a Política e “expandir” a Gastronomia, mantendo os ingredientes, perdão, os intervenientes na ribalta. Assim é mais infotainment!

Afinal, quantos leitores/ouvintes/espectadores/utilizadores é que se irão aperceber da diferença?

Ver também, sobre o mesmo tema, aqui