*Este post contém uma total ausência de empreendedorismo

 

Hoje ouvi o Ministro Pires de Lima na sic notícias a falar sobre os benefícios do empreendedorismo (fiquei sem perceber se isto é recente ou se é uma entrevista antiga mas para o caso não interessa muito). Porque foi a criação de novas empresas e negócios que ajudaram – e ajudam, assumo – Portugal a sair da crise, e que estes são os sinais de retoma da economia portuguesa. Passando à frente desta banalidade, Pires de Lima voltou à carga com a ideia maravilhosa de ter a disciplina de empreendedorismo nas escolas (no básico!). Porque é preciso incutir nos jovens a importância das potencialidades das novas tecnologias e indústrias, é importante estabelecer parceiros de negócio, é importante ensiná-los a construir uma empresa.

Não passa pela cabeça do Pires de Lima que a ambição de alguns jovens pode passar por outras coisas. Se calhar o que o João quer ser é xadrezista. Ou médico. Se calhar a Filipa quer ser cantora ou filósofa ou quer passar o resto da vida a resolver problemas complexos de matemática, e ambos têm zero interesse em construir uma empresa. Ao Pires de Lima nada disto ocorre. Também não lhe ocorre que nos países civilizados toda a gente sabe que estas “skills” que ele considera tão importantes, se aprendem – se é que se aprendem – num curso de três semanas. Não ocorre ao Pires de Lima que o importante é ensinar os jovens a fazer contas, a ler, a pensar, a falar outras línguas.  Não lhe ocorre que disciplinas como “empreendedorismo” terão tanto ou mais sucesso como Área de Projecto ou Formação Cívica – ou seja, formas de retirar tempo a discplinas válidas como Português, História, Matemática, Ciências.

Nada disto lhe ocorre. É uma pena.

 

Visita

espirito santo

Evangelho segundo João 8, 1-11

FISCO

Quem nunca se esqueceu de declarar aqueles 8,5 milhões de euros que estavam esquecidos naquela gaveta da mesinha de cabeceira, dentro daquele envelope para as férias do próximo ano? Será isto motivo para condenar um homem ao enxovalho? Claro que não! Agora fazer negócios com comunistas radicais que se alimentam de crianças ao pequeno-almoço já é algo que ultrapassa todos os limites. Deve haver aqui dedo do Sócrates que ele também vendia uns computadores ao Chavéz. É que apesar do takeover social-democrata do mais antigo banco do regime, é de senso comum que se alguma coisa correu mal, a culpa só pode ter sido dele ou do TC.

Espírito Santo valei-nos, o mundo está perdido!

A demagogia demográfica

demografia-200

Inventou-se um alvoroço porque os portugueses não se reproduzem, fodem mas não fazem, causa garantida para um Portugal em velhos, reformados para os quais teremos de trabalhar.

Não fodessem por abstinência, ou houvesse uma epidemia de infertilidades, era um problema.

O que temos é demagogia demográfica, investigada e publicada pela fundação Pingo Doce que por enquanto não pretende vender preservativos furados, e agora tomado como imperativo nacional pelo PSD, tipo esqueçam que agravámos todas as causas, estamos muito preocupados com as consequências.

Inventar dramas é compulsivo entre os praticantes da doutrina do choque, os que provocam não lhes chegam. O da quebra da natalidade e consequente envelhecimento da população é um bom exemplo, perfeitamente explicável e que a direita, responsável principal, decidiu transformar em catástrofe para vender contas poupança reforma.

Há uma quebra na natalidade? um crescimento da esperança de vida logo envelhecimento da população? Há, mas tem meio século: [Read more...]

BES! caloteiro! dá-me o meu dinheiro!

amercico amorim

O homem mais rico de Portugal vai à manif.

Gestão

besteiras

Reestruturar? nunca

O FMI já admite que a dívida é de alto risco e poderá ser reestruturada.

A História do Banco do Meu Avô

Carlos Paz

jose maria e filhos

Vamos IMAGINAR coisas…

Vamos imaginar que o meu avô tinha criado um Banco num País retrógrado, a viver debaixo de um regime ditatorial.
Depois, ocorreu uma revolução.
Foi nomeado um Primeiro-Ministro que, apesar de ser comunista, era filho do dono de uma casa de câmbios. Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca (e, como tal, do Banco do meu avô).
Durante esse período, que mediou entre a revolução e a nacionalização, a minha família, tal como outras semelhantes, conseguiu retirar uma grande fortuna para a América do Sul (e saímos todos livremente do País, apesar do envolvimento direto no regime ditatorial).

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Após um período de normal conturbação revolucionária, o País entrou num regime democrático estável. Para acalmar os instintos revolucionários do povo, os políticos, em vez de tentarem explicar a realidade às pessoas, preferiram ser eleitoralistas e “torrar dinheiro”.
Assim, endividaram o País até entrar em banca-rota, por duas vezes (na década de 80).
Nessa altura, perante uma enorme dívida pública, os políticos resolveram privatizar uma parte significativa do património que tinha sido nacionalizado.
Entre este, estava o Banco do meu avô.

E, continuando a IMAGINAR coisas…
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Tratamento semiótico

“Os mercados norte-americanos abriram e fecharam ensombrados pelas dúvidas em relação à saúde da banca na Europa e a digerir as últimas declarações de membros da Reserva Federal sobre o aumento das taxas de juro.”

Está mesmo a dizer: à sombra, os mercados constipam-se e ficam mais ou menos ruminantes. Ou seja, o crime afinal kompensan! Já viram o tratamento semiótico a que é preciso submeter estes textos jorna holísticos?

Pânico na Comporta

bolsa

A CMVM acaba de suspender a negociação das acções do BES na bolsa de Lisboa. Para além de uma acentuada queda dos títulos do banco na ordem dos 17%, que arrastou consigo o PSI-20 que seguia a perder 4%, ficamos também a saber que a exposição do BES ao GES é de cerca de 980 milhões de euros. Riscos sistémicos? Naaaa, está tudo bem! Não vai custar um cêntimo aos contribuintes. Mas pelo sim pelo não, alguém avise a Dona Inércia que poderá em breve deixar de ganhar tanto como o Ronaldo…

Alguém quer vir brincar aos pobrezinhos para a Comporta?

Melhor negócio, só o das armas

cortes sns

O ministro da Médis diz que a greve dos médicos é política (como se não o fossem todas) e corporativa. Ora em defesa da sua corporação, a da medicina enquanto negócio, os números são evidentes.

Trocar o direito à saúde pelos lucros fáceis da burguesia encostada ao estado foi a política deste governo. Melhor negócio só o das armas, como afirmou a primeira escolha de Passos Coelho para o ministério da Saúde. Não falamos só de canalhas, mas de canalhas homicidas. Tal como os da indústria de armamento.

Fonte: estudo de Eugénio Rosa (em pdf).

Coisas de banqueiros

Compreendo perfeitamente que a concorrência se esmifre por herdar os clientes do BES. Se neste momento só um tolinho lá guarda o seu, consumado o assalto pelo PSD, com o banco entregue àquele amigo de Cavaco Silva, o Oliveira Costa, perdão, o Vítor Bento, só um grande tolo ali deixará depósitos (e alguns tolinhos precoces parece que já arranjaram chatices na Suiça, o que me dá um gozo tão grande como me deu o da canalha que andou nos idos de 70 a delapidar o património português e ficou sem ele, entregue a algum terrorista menos benemérito para passar a fronteira).

Mas chegados a este ponto:

Fico com o José Simões:

Um castanheiro [?] um carvalho [?] que dá laranjas [?] pêssegos [?], uma família que contra as mais elementares regras de segurança, ensinadas às crianças logo nos primeiros anos de ensino, face a uma colossal tempestade se abriga debaixo de uma árvore. O logro, a mentira, a irresponsabilidade do sistema financeiro que colocou os Estados debaixo da maior crise dos últimos 90 anos e aos cidadãos sacrifícios e privações de que já não havia memória, e que voltará a colocar, porque a árvore, passada a tormenta, torna a dar frutos, tudo explicado em 01:05 minutos num spot publicitário do BPI [Banco Português de Investimento]. Muito obrigado senhor Ulrich pela sessão de esclarecimento.

O jornalista alemão Harald Schumann

veio a Portugal filmar a nossa miséria pós-troika e entrevistar pessoas para o seu novo documentário. O governo não aceitou falar com ele. Em Outubro passado o Aventar legendou o seu «Quando a Europa salva os bancos quem é que paga?».

harald_schumann

Ganhando milhões, queimando outros tantos

Burn

Pelo que li no artigo de ontem do Pedro Santos Guerreiro no Expresso, o “investimento” da PT na Whatever Espírito Santo (ou Espírito Santo Whatever, depende dos dias) não está a correr lá muito bem. Para além das perspectivas pessimistas dos gurus do mundo financeiro, e da expectativa de que o prazo para o reembolso do investimento não seja cumprido, existe a possibilidade de que as perdas provocadas pelo investimento possam comprometer os objectivos da empresa no processo de fusão com a Oi. Oi?

Após avaliação decorrente do processo de fusão com a Oi, os activos da PT foram estimados em qualquer coisa como 1900 milhões de euros, o que corresponderia a uma participação da PT na nova empresa de cerca de 37%. Ora como sabemos, a PT queimou recentemente cerca de 900 milhões de euros em “papel” – qual papel? – de uma Espírito Santo Whatever qualquer, quase metade do valor da avaliação. Por causa deste tiro voluntário nos dois pés, os tais 37% podem cair para algo entre 20% e 30%. Queima dinheiro, compromete a sua posição num negócio fundamental para as ambições da empresa e ainda vê as suas acções caírem perto de 20% em bolsa, uma das mais acentuadas quedas da história da PT.

Perante tudo isto, alguém por favor me explique isto porque eu aparentemente sou ignorante demais para perceber: quem são os idiotas que remuneram principescamente este tipo de incompetentes? É isto a gestão de topo em Portugal?

Desde já o meu muito obrigado.

P.S. O camarada Maduro envia cumprimentos.

Trapacices financeiras em offshore

Paraíso Fiscal

No labirinto da trapacice financeira, todos os dias são um rebuliço. Lê-se hoje nos jornais cá do Rectângulo, que o todo-poderoso Ricardo Salgado e o seu protégé Amílcar Morais Pires, homem de currículo que se impõe, poderão ter recebido pagamentos, na ordem dos milhões de euros, directamente do BES Angola. Sim, esse mesmo, o tal que “perdeu rasto” a 5,7 mil milhões de euros.

Ao que tudo indica, os dois terão recebido 27,3 milhões de euros, através de duas empresas, a Savoices e a Allanite, empresas essas que constam na lista de clientes da Akoya, a empresa de gestão de fortunas no epicentro do caso Monte Branco. A quantia terá sido transferida pelo BES Angola para contas bancárias na Suíça. Trapacice financeira que é trapacice financeira tem que ter offshores pelo meio.

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O perigoso pensamento económico da esquerdalhada

hammer and sickle

Há pouco mais de 3 meses surgia o Manifesto dos 70, uma iniciativa levada a cabo por um grupo de personalidades de diferentes áreas da sociedade, que conseguiu a proeza de afinar pelo mesmo diapasão gente tão diferente como Francisco Louça ou Bagão Félix. Os subscritores deste manifesto defendiam que a solução para a crise que o pais atravessa passaria forçosamente pela reestruturação da dívida e, como seria de esperar, a tropa de choque do governo e das entidades que compõem a Troika veio rapidamente a terreiro diabolizar a iniciativa.

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Conquistas e direitos adquiridos, eis Detroit…

Ou como uma conjugação de factores que vão dos sindicatos às políticas sociais, passando por políticos e burocratas, levaram uma cidade à falência.

Tudo se resume numa pergunta, enquanto consumidor está disposto a pagar mais 1000 $usd pelo seu carro, para manter o status quo? E caso não esteja, deverá ser o contribuinte a fazê-lo através de sucessivos bailout?

Quando deixa de existir quem pague, sabemos sempre como termina…

O labirinto do verdadeiro poder

BES

Segundo o Expresso, a Portugal Telecom investiu, já durante o ano de 2014, 900 milhões de euros no Grupo Espirito Santo. À primeira vista parece simples mas não é, pelo menos para mim que sou leigo nestas coisas da trapacice financeira. Ler uma notícia destas, para mim como para a esmagadora maioria dos portugueses, é como estar perdido num labirinto de bancos e sociedades gestoras de participações, onde quase todos são accionistas uns dos outros e em cujos conselhos de administração abundam destacadas figuras dos 3 partidos do arco da governação, não vá ser preciso um “empurrãozito” aqui ou acolá.

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Não há dinheiro

Crise tirou 3,6 mil milhões aos salários e deu 2,6 mil milhões ao capital.

«O governo actual

manteve todas as práticas de co-governação com a banca e as instituições financeiras que já vinham do governo anterior (…)» Pacheco Pereira hoje no Público, a pretexto da «crise» no BES.

Liberdade vs regulação

Um debate interessante que serve também para elucidar algumas mentes confusas que costumam passar por aqui. Uma coisa é defender a liberdade de investir, arriscar, criar riqueza. Outra bem diferente é aceder à pretensão corporativista do capital instalado que gostaria de operar sem concorrência, eliminando à nascença potenciais novos concorrentes que apostam na inovação, oferecendo uma solução à medida do consumidor. O maior aliado que o capitalista monopolizador pode encontrar é sempre o Estado burocrata disposto a tudo regular. Quando bem sucedido, já sabemos quem será o lesado…

sei…

por grandes amigos que temos em comum em Aveiro, que, António Nogueira Leite, ex-vice-presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, um dos mais importantes administradores do banco do Estado, afirmou que “no dia em que se demitisse, a CGD seria privatizada” – a sua demissão deu-se a 19 de Dezembro de 2012, sensivelmente um ano e meio depois do gestor ter sido convidado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho para a Comissão Executiva do mesmo, e foi motivada por alegadas desavenças que já se arrastavam há meses com a gestão de Faria de Oliveira.

se na altura já se falava amiúde por aqui e por ali na possibilidade (poucos meses mais tardes, Relvas iria iniciar os seus contactos no Brasil, Angola e Colômbia para angariar um investidor para a TAP e qualquer coisita mais), estamos a poucos dias de ser conhecida a dita carta de intenções escrita\assinada por este governo perante as instituições da Troika, em específico, perante o FMI, carta que deverá (alegadamente) ter facilitado a “saída limpa” do país do programa de ajustamento estrutural…

Um destes dias o proxeneta ainda será investidor…

Aumentar o PIB significa reduzir défice. Com défice mais baixo existe maior folga para contrair dívida. Ao ler esta notícia, que a ser verdade não passa de estender o tapete à contabilidade criativa, pergunto que sentido fará manter ilegal a mais velha profissão do mundo ou continuar a encarcerar traficantes, gastando dinheiro público nas várias etapas do combate à actividade, da investigação ao processo judicial, passando pelos serviços prisionais que ficariam bem mais aliviados se todos os condenados a prisão efectiva fossem libertados. E muito dinheiro do contribuinte poupado. Não seria mais correcto discutir estas temáticas no sentido da descriminalização, regular as actividades e então sim, uma vez legais, contarem para todos os efeitos estatísticos com direitos e deveres? A U.E. está cada vez mais parecida com a Máfia, tendo os governos nacionais como padrinhos…

Controlinveste desinveste

e prepara 160 despedimentos e rescisões, entre os quais mais de 60 jornalistas – mas mantém todos os títulos do grupo (!). O novo modelo de negócio tarda…

não iremos ceder porque isso seria ilegítimo perante o esforço que os portugueses…

chega de retórica. trabalho diariamente com mercados. sei o quanto são explosivos. o quanto são narcisistas. o quanto gostam de enriquecer, mesmo que a riqueza seja paga à custa de suor, de sangue, de ataques cardíacos, de prol suja, de fome, de miséria, de despejos, de incumprimentos contratuais, de salários mínimos ou meias rotas.

temos 133% de dívida pública. juros de dívida perto dos 4%. uma meta de consolidação orçamental fixada nos 4%. o nosso país ainda não tem financiamento garantido nos mercados, mesmo apesar destes 3 anos de chumbos do TC, avanços e recúos, diminuição de rendimento das famílias, destruição do poder de compra das mesmas, destruição da procura interna e consequentemente, destruição de 1\3 do tecido empresarial português. teremos possibilidade de emitir títulos de dívida muito amiudemente, sempre com mediação do Banco Central Europeu, podendo o estado português leiloar com maior e razoável (utilitarismo acima de tudo) regularidade bilhetes do tesouro desde que, por um período igual ou superior a 12 meses e com uma procura que não faça os juros pedidos pelos investidores ultrapassar a razoável barreira dos 0,6% (no passado mês de março, o estado português conseguiu financiar-se em 320 milhões de euros a 0,487% a 9 meses a 925 milhões a 0,587% a 12 meses). [Read more...]

Retrato de um mundo de desigualdade extrema

Raoul Vaneigem

«Como pudemos chegar a esta fúria económica que remete o planeta para a avidez financeira, não tolerando rasto de vida que não mereça ser sacrificado no altar do lucro, pilhando os recursos humanos, animais, vegetais e minerais, com uma raiva lucrativa que é a própria essência do niilismo e do terrorismo?

O poder do dinheiro e o dinheiro do poder sempre foram inseparáveis. A loucura do dinheiro e do poder desenfreado caminham lado a lado, fustigados pela avidez ascética e pelos prazeres reduzidos aos dejectos da carência afectiva. No seu rasto, o dinheiro sempre atraiu o sangue, a corrupção, a violência. Os privilégios exorbitantes que lhes são doravante consentidos, acrescentam o ridículo ao odioso.

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1, 2, 3 repita lá outra vez

4,5,6 são só mé duzia de réis. O BES, o banco de todos os regimes, o antigo banco do teso do Salgado, uma das bocas que pediu o resgate a Bretton Woods, uma das bocas que evitou a todo o custo mamar da teta da recapitalização (não interessava muito ter o estado como accionista e ter que comprar dívida portuguesa assim que o país pudesse ir aos mercados) nem que para isso tivesse que ir várias vezes aos mercados financiar-se a curto prazo com juros de 14% (sim, 14%), o tal banco que tinha um dos seus administradores interessadíssimo em saber (dos freelancers entalados na governação) certas informações sobre a possível privatização da HPP (ramo da CGD no sector da saúde), está falido? Is Broken?

Não pagamos, dizem eles

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Na Suiça há €24 mil milhões não declarados, fugidos de Portugal. Nós pagamos.

algo me diz…

que o fio vai romper por uma das pontas. Lagarde afirmou hoje que Portugal é o país do mundo que mais deve à instituição. 27 mil milhões de euros.
Assertivo também será dizer a Christine Lagarde que a instituição que dirige perdoou imensos mil milhões de dólares a estados onde interveio, principalmente aos africanos, por serem, à semelhança do caso português, de difícil (senão impossível) reembolso. Assim como também perdoou determinados empréstimos concedidos ao abrigo dos famosos programas de ajustamento a estados da América Central para estancar qualquer pavio que pudesse resultar numa acção revolucionária que pudesse colocar em perigo a hegemonia pretendida pelos norte-americanos para a região. Lembram-se do programa de El Salvador por exemplo? [Read more...]

eu cá não sou de intrigas nem de meias verdades

Esmiuço com atenção o Boletim Estatístico publicado pelo Banco de Portugal.

A dívida galgou os 130% do PIB, quedando-se agora nos 132,4% do PIB. Esse vírus despesista chamado Partido Socialista, dizem eles. Essa esquerda que só tem ideias quando há dinheiro, repetem. Esse socialismo que só existe quando há dinheiro, concluem. O Tratado Orçamental obriga que o Estado Português reduza a sua dívida pública a 60% mas apesar das previsões de redução apresentadas pelo governo para os próximos anos, não existe fórmula para que isso aconteça senão voltar a castigar os contribuíntes e a procura interna. Sabendo para já que o risco de deflacção é uma realidade. A deflacção poderá arrastar consigo mais uma surte de falências e desemprego. Menos receita a entrar nos cofres do estado por via das contribuições e mais despesa contraída em apoios sociais. (Faça-se tábua rasa e corte-se ainda mais nas condições de acesso ao benefício de apoios sociais, pensarão). Enquanto o défice estrutural do Estado (leia-se o estado gastar menos do que aquilo que recebe), a dívida continuará a aumentar porque, logicamente, o estado terá que pedir emprestado aos mercados para cumprir as suas obrigações. Desengane-se portanto quem pensa que a dívida pública e o défice estrutural são elementos desligados. São elementos intimamente ligados. Quase gémeos. Esqueçam todo o argumento que foi apregoado aos 7 ventos pela Ministra das Finanças e pelos seus tutelários do ICGP de que o Estado teria uma almofada financeira significativa para fazer face às suas obrigações no próximo ano. É pura mentira. [Read more...]