FMI baralha e torna a dar

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O relatório de Outono do FMI, essa samaritana instituição que nos salvou das maleitas do socratismo destrutivo e que nos emprestou umas coroas a troco de uns “ajustamentos” temperados com austeridade em doses industriais, vem agora dizer-nos que o caminho para tirar a economia da crise passa por investimento estatal em infraestruturas públicas. Ou se preferirem, em português neoliberal, despesismo.

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Carlos Costa e os frequentadores de centros de saúde

carlos costaCarlos Costa propôs hoje que os trabalhadores que tenham uma longa carreira contributiva e que não se tenham adaptado às “novas condições de trabalho” sejam encaminhados para a pré-reforma. Talvez seja melhor traduzir: “novas condições de trabalho” corresponde a ‘trabalhar mais horas e ganhar menos’; “pré-reforma” significa ‘despedimento disfarçado de reforma, com indemnização muito reduzida’.

Esta linguagem cifrada faz parte do código dos senhores do mundo, os mesmos que chamam “colaboradores” aos trabalhadores e “redimensionamento” a despedimentos. Como se isso não bastasse, Carlos Costa acrescenta a estas suaves sacanices um arremesso indiscriminado de lodo:

Seria necessário pensar (…) em como encontrar formas adequadas de ‘pré-pensionamento’ destes trabalhadores que, por razões ligadas à sua formação, à sua longa história de trabalho e até por razões ligadas à própria inadequação às novas condições [de trabalho], hoje frequentam sobretudo centros de saúde para obter licenças médicas e outros mecanismos de ausência temporária.

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“Contribuintes, vocês são o elo mais fraco”

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“Começou a ser escrito há mais de um ano e teve uma recta final alucinante porque, qual novela, não paravam (não param!) de acontecer coisas aos seus protagonistas. Chegou hoje às livrarias. E eu ainda estou num certo estado de estupefacção. Espero que gostem.” Rute Sousa Vasco

Companhia aérea de bandeira – III

-É absolutamente extraordinário que uma empresa decida criar uma filial e como reacção os seus trabalhadores convoquem greve. Mas verdadeiramente surreal é a empresa anunciar o recuo na decisão, obtendo como resposta dos sindicatos a manutenção da greve. Não me parecem estar em causa reivindicações salariais ou direitos laborais, que poderíamos concordar ou não, mas colocariam o assunto noutro tipo de discussão. A questão é uma corporação pretender afastar potencial concorrência em nome de privilégios. A aviação cívil, nomeadamente a europeia é cada vez mais um mundo à parte, causando prejuízos a contribuintes e consumidores…

Proxenetismo sob o pretexto de cópia privada

Assistir ontem à noite ao Prós & Contras permitiu confirmar algo que há muito suspeitava. Uma parte dos autores portugueses julga-se num patamar de superioridade aos restantes cidadãos, não importa as dificuldades económicas do país, exigem ser pagos mesmo pelo que não produzem. Consideram um direito adquirido e pronto, nada mais existe a discutir. Foi engraçado ver ali Tozé Brito, não tendo percebido se estava na qualidade de compositor que há décadas pouco produz ou quadro desempregado da indústria musical, pois era um dos responsáveis da Polygram e depois BMG. A indústria não se soube adaptar, caíram as vendas e ficou desempregado? Aconteceu a muitos outros. Quantas fábricas fecharam porque os produtos não vendem? Quantos pequenos empresários encerraram portas ou mudaram de ramo? Dos antigos alfaiates, sapateiros, mercearias, clubes de vídeo, fotógrafos, pouco resta. Teria lógica criar uma taxa sobre a roupa, porque um alfaiate ou modista não conseguiu competir com o pronto a vestir?

Mas vou um pouco mais longe. Politicamente alguns daqueles figurões até consideram que toda a propriedade é um roubo. O que pretendem de forma encapotada é espoliar direitos de terceiros. Não escrevo nacionalizar, pois o resultado do esbulho não irá reverter para o Estado, mas para eles próprios. Desiludam-se! Pela parte que me toca não o irão conseguir. Existem possibilidades de comprar online e até no estrangeiro. Não se trata de poder ou não pagar 15 euros quando compro um iphone. Trata-se de não querer contribuir para parasitas. Já basta a taxa de televisão. Posso ainda acrescentar que a maioria dos conteúdos que vejo ou ouço não são produzidos em Portugal, embora alguns o sejam, mas também não quero ser injusto para outros autores portugueses, que não se revêm na SPA nem andam de mão estendida em busca de subsídios. Esses merecem o meu respeito.

Boicote?

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Num café da minha rua, uma máquina de tabaco não aceita moedas de 1 euro alemãs e austríacas. Que é do símbolo, que cria uma espessura diferente das outras, diz o dono do café. Será?

Setembro existe

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Fonte: Financial Times (http://on.ft.com/1BxKxsI)

Segundo a RTP, o jornal *Finantial Times divulgou que o Banco Espírito Santo terá feito empréstimos não declarados ao Espírito Santo Internacional, através do Panamá. O problema é que o jornal Finantial Times não existe. Aquilo que existe é o jornal Financial Times. Como *atualizado, em português europeu. Não existe. Aquilo que existe é actualizado. Quanto a Setembro, sim, existe: Setembro existe. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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O liberal-fascismo

Hayek, o herói dos nossos absolutistas no mercado, explicado aos infantes.

Ajuda o PIB a crescer, pá

Frequenta bordéis, snifa umas linhas, compra um submarino e o PIB aumenta.

Enquanto a Europa definha, os dividendos aumentam

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© Jacques Demarthon

Uma parte importante dos recursos públicos destinados aos cuidados em saúde, à educação, à criação e fruição cultural, enfim, ao desenvolvimento numa perspectiva larga e de longo termo, foram já subtraídos aos orçamentos dos Estados como consequência de decisões políticas que privilegiam outras prioridades – mesmo se anunciadas em nome de pacotes reformistas ou do «rigor orçamental». É certo que as Constituições ainda asseguram, mesmo se nessa letra pequena de lei que a actual classe de governantes tem relutância em ler, os princípios democráticos que servem uma ideia de sociedade em que a desigualdade extrema não cabe – mas também que as leis fundamentais perderam relevância no quadro das actuais políticas dos Governos, ligados entre si pelos contextos obscuros de uma economia global cujos primeiros grandes embates justamente sofremos por estes dias.

A desigualdade atinge em 2014 níveis jamais sonhados pelas gerações nascidas na Europa e na América depois das guerras do século XX. Por todas estas razões, é sempre bom ir tendo notícias do paradeiro da riqueza que ainda ontem servia a vida de muitos mais, designadamente sob a forma de direitos adquiridos por contrato social, mais do que hoje empenhado na qualidade da vida e na mobilidade social dos cidadãos. Em França, um índice recentemente publicado por uma empresa de gestão de activos chamada Henderson Global Investors (HGI) acaba de revelar o aumento exponencial dos dividendos pagos pelas grandes empresas aos seus accionistas. Incidindo no segundo trimestre do ano, o referido índice dos melhores retornos mundiais em dividendos emergiu no espaço mediático francês no exacto momento em que as ajudas públicas às empresas privadas (em nome da retoma económica e da criação de emprego) atingiram um patamar de investimento jamais conhecido.

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França: Hollande manda despedir o executivo governamental

depois de duras críticas do ministro da Economia, apoiado pelo também já despedido ministro da Educação. Rajoy e Merkel apoiam a dita «política reformista» e de «rigor orçamental» que o amiguinho de Hollande Manuel Valls pretende prosseguir.

Dizem que é um governo liberal – II

-Marques Mendes afirmou que o  governo mais liberal de sempre irá discutir em Conselho de Ministros a subida do IVA para 24%, taxa máxima. Segundo o alcoviteiro comentador político, a medida prende-se com a necessidade de financiar o descontrolo na despesa. Isto faz todo o sentido num governo que dizem liberal. Nem imagino como seria Portugal governado por socialistas…

E tudo o BES levou – até as elites, diz Cadilhe

José Xavier Ezequiel
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Mesmo os media ‘sérios’ não conseguem desdenhar a oportunidade de, todos os anos por esta altura, alinharem na parvoíce do ano. Sendo que este Verão, até ver, o que está a dar são as banhocas dágua fria. Mesmo que a maioria dos consumidores da silly season não faça a mais pequena ideia do que é a esclerose múltipla. Ou se isso e a banhoca têm mesmo alguma coisa a ver uma com a outra.

Em contrapartida, o Económico resolveu convidar dois (relativamente) velhos marretas, do tempo em que o jornal ganhou nome, e pô-los a entrevistar, como deve ser, alguns dos cromos do tempo em que Portugal ainda parecia ter futuro.

Quinta-feira, 21 dagosto, foi a vez do ‘controverso’ ex-ministro das finanças do cavaquismo, Miguel Cadilhe. Entre outras frases a dar para o floreado-histórico-auto-indulgente, é muito interessante vê-lo afirmar que:

“Portugal está de luto e a elite está posta em causa com o fim do BES.”

Qual elite, caro Miguel Cadilhe?

Aquela que Salazar nos deixou, e que o cavaquismo se apressou a recuperar, feita de nomes tão sonantes como os Espírito Santo, esses que agora se afundam na ignomínia da pirosíssima fraude novo-rica?

Ou à elite nova-rica-propriamente-dita, aquela que Miguel Cadilhe ajudou a construir durante o advento do cavaquismo e dos BCP’s e dos BPN’s e da hoje pouco lembrada Caixa Económica Faialense?

Se é a alguma destas que Miguel Cadilhe se refere, não vejo aqui elites dignas desse nome. E isso, na verdade, explica muito do Portugal que não temos.

Estudos fiscais

impostos

Quem percebe de Educação? Os gestores, claro! (2)

Carlos Guimarães Pinto (CGP) teve a amabilidade de comentar o texto “Quem percebe de Educação? Os gestores, claro!”. Transcrevo o seu comentário, para, de seguida, responder.

 

Caro António Nabais, obrigado pela referência ao livro.

É indesmentível que os professores sabem bastante mais de educação e pedagogia do que que qualquer gestor-economista-empreendedor-consultor. Há no entanto dois motivos para ter alguma precaução quanto a deixar os professores, sozinhos, decidir toda a política de educação.

O primeiro é serem parte interessada. A esmagadora parte dos custos com a educação vai para salários de professores. Estes, como os profissionais de qualquer outra profissão, querem maximizar o seu rendimento, minimizando o esforço. É normal e natural. De forma consciente, ou subconsciente, tentam sempre encontrar racionalizações para provar que ganham pouco para o trabalho que fazem. É assim com todas as profissões. Seria impossível conter os custos da educação se fossem os beneficiários da maior componente desses custos a geri-la. Este primeiro motivo é bastante evidente na sua referência à falta de necessidade de ajustar o número de professores à redução do número de alunos, via queda da natalidade. A tal “reorganização para benefício dos alunos” mais não é qdo que uma racionalização para defender os seus interesses como professor. É natural que o faça, não digo o oposto, mas é um bom motivo pelo qual não vale a pena ter professores o sistema educativo.

O segundo é que alguns raciocínios subjacentes à gestão do sector da educação não dependem tanto assim do conhecimento da área (ou melhor, esse conhecimento é uma mais-valia, mas não a componente mais importante). Da mesma forma que você, apesar de saber muito mais de educação do que qualquer engenheiro civil, dificilmente seria capaz de desenhar a melhor estrutura do edifício duma escola, também pode não ser o melhor a fazer as opções de gestão.

Estes dois motivos tornam-se muito claros neste texto e noutros que vão aparecendo neste blogue sobre o tema da educação. É evidente que é sempre possível melhorar a qualidade do ensino e da vida dos professores, aumentando o seu número, dando mais estabilidade de emprego, maiores salários, salas maiores com melhor material, mais ajuda de outros profissionais, etc. Mais há opções e restrições económicas que os professores não entendem (nem têm de entender). Cabe aos professores utilizarem a sua capacidade pedagógica para fazer o melhor ensino possível dentro das restrições económicas (ou outras) que existem. Cabe aos “gestor-economista-empreendedor-consultor” entender que restrições são essas.
É por vezes injusto? Pode ser. Mas por nenhuma das razões que aponta. Há de facto demasiados professores? Fazem outras funções. Sem dúvida, assim como nos outros países. Fazem funções para as quais noutros países existem outros profissionais como terapeutas e psicólogos? Mostre-me esses números.

Ninguém tem absolutamente nada contra os professores, antes pelo contrário. Até me parece que os professores que se formaram nos últimos 10 anos foram enganados, atraídos para uma profissão que prometia ser estável, de emprego certo e salário razoável e que provavelmente não o é. Esses profissionais abdicaram de carreiras alternativas e agora viram frustradas essas expectativas. Mas o problema esteve, em parte, na formação dessas expectativas e, hoje, na grande divisão que existe em professores em fim de carreira e em princípio de carreira. Aqueles em princípio de carreiras com grande carga horário olham com natural insatisfação para estas análises que dizem que professores dão poucas horas de aulas. Têm razão.

Cumprimentos,

Carlos Guimarães Pinto

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Um retrato nem oficial nem abonatório de Maria Luís Albuquerque

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num resumo de Estrela Serrano. Útil para os que não têm dinheiro para comprar o Expresso e ler o perfil preparado e escrito pela jornalista Christiana Martins.

Oração bancária

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Como vai a Caixa pagar o BES

Se a venda do Novo Banco for feita com prejuízo e a banca for chamada a pagá-lo, cada banco pagará de acordo com a sua quota de mercado. A quota de mercado da Caixa Geral de Depósitos é de cerca de 32%. Se retirarmos o BES, a Caixa fica com uma quota de 40%.

Luís Aguiar-Conraria

Ciclos económicos…

Houve um tempo em que existiu oferta, procura, criação de riqueza. Depois vieram governos, políticos e Bancos centrais. Este exemplo pode servir também para ajudar a explicar acontecimentos recentes…

Resolução

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Altruísmos

AI COIMBRA

Um dos tiques mais irritantes da comunicação económica e empresarial dos nossos dias – tributário do “politicamente correcto” que tantos veneram – é a persistente ideia de que uma empresa abre, não para ter lucro mas para, de modo altruísta, “criar postos de trabalho”. Agora mesmo foram autorizados em Coimbra – com potenciais efeitos devastadores sobre o tecido social e económico da cidade – mais dois hipermercados em pleno tecido urbano central da urbe, um deles na sua avenida axial. E como se comunica a golpada?

“Duas empresas vão criar em Coimbra 100 postos de trabalho”. O habitual servilismo jornalistico não cuida de saber quantos empregos esta operação vai destruir – obviamente muitos mais do que os que vai criar -, quais os seus efeitos funestos no pequeno comércio da baixa coimbrã e na relação dos habitantes com as áreas mais nobres da sua cidade. Que lhes importa isso se – não sei se já vos disse… – vão ser criados 100 – postos -100 de trabalho? Digamos todos em coro: “Obrigado, sr. Belmiro!”.

O campeonato dos hospitais

bigstockphoto_Victory_Podium_-_Winners_In_Go_3778414Para os iluminados pelo espírito empresarialês, o mundo não é mais do que um conglomerado empresarial (holding para os amigos), o que faz com que qualquer instituição seja vista como uma empresa. No fundo, o empresarialismo é uma religião, com os gestores, erigidos em sacerdotes abençoados pela infalibilidade, a anunciarem virtudes cardeais como a concorrência ou a competitividade ou o empreendedorismo.

Sendo uma religião proselítica, é claro que os clérigos tudo fizeram até impor as suas crenças a entidades que não eram empresas, como é o caso das escolas e dos hospitais. Assim, criaram a ilusão de que o sucesso é sempre mensurável: a Igreja fazia proclamações; o empresarialismo anuncia estatísticas, rankings e percentagens. Como sempre aconteceu, a maioria, embrutecida, repete a ladainha.

Mais uma vez, hoje, pude confirmar a omnipresença desta seita. Silvério Cordeiro, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Gaia/Espinho e antigo director do Centro de Formação Profissional da Indústria da Cortiça, queixava-se de falta de obras e de equipamentos, em entrevista ao Jornal de Notícias. Para o administrador, isso fez com que a instituição perdesse “claramente competitividade face aos hospitais da região.” [Read more...]

Esta é a banha da cobra, que estica mas não dobra

banha da cobra

Receita de IVA caiu em vez de aumentar em 2013. [Read more...]

Fé económica

auto-flagelação
César das Neves é que percebe do Espírito Santo: muita oração, penitência, jejum, flagelação e virá um milagre. Ámen.

A grande evasão do Novo BES para a CGD

vai fazer encerrar balcões e levar ao despedimento de muitos trabalhadores – não se iludam. Carlos Fonseca, no seu último texto sobre o caso BES.

Engordar o porco para a matança?

Caixa Geral de Depositos

À medida que o Banco dos Pobrezinhos da Comporta vai fazendo jus ao seu nome, clientes preocupados com a segurança das suas poupanças abandonam o barco e tentam colocar-se a salvo no banco do Estado. Só na passada Segunda-feira foram depositados 200 milhões de euros na CGD, provenientes, na sua esmagadora maioria, de antigos clientes do BES.

É interessante ver que esta crise do sector bancário privado – o tal que era sólido como uma rocha – ontem aparentemente alargada ao BCP, está a engordar o porquinho mealheiro estatal que o PSD/CDS tanto querem privatizar. Alguém chinês ou angolano assessorado por algum social-democrata interessado? 40 ou 50 milhõezitos devem chegar. Até lá, engorde-se o porco para a matança.

A solidez bancária e o super regulador

Carlos

(Carlos Costa enverga a nota que lhe permitirá adquirir cerca de 57 acções do BCP)

Há pouco mais de um ano, o Banco de Portugal confirmava que o sistema bancário estava “sólido”. Em Junho passado, aquele que é já considerado como o melhor regulador da história dos reguladores pela SPO (Sociedade Portuguesa das Ovelhas) veio a público reafirmar essa solidez, avançando até que “Portugal está a criar um clima de confiança no sistema financeiro“.

Ora depois das recentes demonstrações de solidez do banco dos pobrezinhos da Comporta, solidez essa que em breve será solidificada com capitais provenientes do sitio do costume – não, não é o Pingo Doce, são mesmo os seus impostos –  voltamos a assistir a um filme a que assistimos há poucos dias: a CMVM decidiu ontem proibir as vendas a descoberto com ações do Millennium BCP, fruto de uma queda em bolsa de 15,07%, o que levou o preço de cada acção para valores abaixo do preço da pastilha elástica, mais concretamente 0,0879€.

Posto isto, aguarda-se com expectativa aquilo que os ideólogos do sistema terão a dizer. O super regulador é efectivamente um Cristiano Ronaldo da supervisão. Quando irá o BCE perceber o óbvio e apostar na sua contratação para a próxima época? Conseguem imaginar aquela frente de ataque com o Constâncio na esquerda, o Draghi da Goldman no coração da área e o Costa na ala direita? A conferência de imprensa de hoje promete…

Não vai custar um tostão aos contribuintes

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Esta história já tem barbas. Deve ser por causa da tradição veraneante da repetição dos blockbusters.

Hoje deitei-me com inveja dos norte-americanos

Dizem que vai haver um BES bom

E precisa de um nome. Para não ter nada de Espírito Santo, Banco do Diabo parece-me o melhor.