Aviso à navegção…

Por via do contencioso envolvendo o governo regional dos Açores, liderado pelo PS aos estaleiros navais de Viana do Castelo, que terminaria com a falência da empresa pública então tutelada pelo governo de José Sócrates, a construção do navio Atlântida virou uma verdadeira novela. Pelo meio alguns capítulos bizarros, como a delirante venda ao governo bolivariano de Chavez, mas nunca concretizada. Prova mais que evidente da falta de vocação do  Estado para construtor naval, ou qualquer outra actividade económica. Não fossem as regras apertadas de Bruxelas, lá teríamos o bolso do contribuinte a viabilizar mais uma empresa deficitária. Este filme não é assim tão diferente da TAP e outros sorvedouros de impostos…

O governo explicado a um E.T.

E basicamente a explicação está correcta…

É melhor perguntar aos portugueses o que é eles dizem

“Passos diz que Portugal é considerado um país rico no mundo” [SIC]

SANTOS & SANTINHOS, Sindicalistas Voadores

José Xavier Ezequiel

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Ao que parece, foi a CIA que inventou o conceito de ‘negação plausível’ para proteger o JFK de embaraços como a Baía dos Porcos, o Reagan do escândalo Irão-Contras e o Clinton de saber-se, ao certo, a dimensão dos favores sexuais da estagiária.

Havendo uma ‘negação plausível’, manda a lógica que haja também uma ‘afirmação plausível’. Lógica essa que os partidos e os sindicatos rapidamente aproveitaram. Por exemplo, uma manifestação que leve, vá lá, 20 mil marchantes, pode passar para a imprensa como levando, efectivamente, mais de 100 mil. Uma acção de campanha eleitoral com meia dúzia de jotinhas e uma bandeira em cada mão, pode muito bem parecer, se o plano for simpaticamente fechado, um comício de dimensões épicas. E uma greve com uma adesão de 20% pode, do mesmo passo, transformar-se numa paralisação praticamente total.

Apesar de tudo, o partido ou o sindicato podem sempre socorrer-se da ‘afirmação plausível’. Quem pode obstar, com certeza absoluta, que 20 mil não são mais de 100 mil e meia dúzia de fervorosos jotinhas não são uma multidão? Como negar a fé do sindicalista que, apesar da chafarica continuar obedientemente a funcionar, vê ali uma paralisação de pelo menos 80%?

Bem vistas as coisas, o jornalista pode ter tido o cuidado de filmar a única chafarica que funcionava obedientemente. Toda a gente sabe que os jornais são maioritariamente controlados por interesses, amiúde obscuros, as mais das vezes estrangeiros. E, assim, fica sempre a pairar uma nuvem de incerteza. Que é exactamente o pressuposto da ‘afirmação plausível’.

No entanto, há greves e greves. Há greves que não aquecem nem arrefecem. Tenham 20, 50 ou mais de 90 por cento de adesão, tanto faz. Ou acabam às dez da manhã e retomam às cinco da tarde, por turnos, ou já ninguém se lembra delas no dia seguinte. As nossas greves, por norma, passam e andam. E incomodam mais a classe operária que os patrões. Que, aliás, sobretudo quando o patrão é o estado, até agradece os efeitos positivos nas contas públicas com a poupança de um dia de salário+subsídio de refeição, por cada grevista assumido.

A greve de 10 dias de alguns pilotos da TAP foi, no entanto, uma coisa completamente diferente. [Read more…]

Pilotos, Responsabilidade e Cerveja

Meditações na Cervejaria

(com a devida vénia à Ana Cristina Pereira Leonardo e ao seu blogue “Meditação na Pastelaria”)

cervejaria-trindadeTenho andado a ponderar bastante sobre o tema da Responsabilidade, no sentido ontológico-ético-político-geográfico e cheguei à seguinte conclusão sustentada (pelo menos tão sustentável como as conclusões do Passos Coelho, do Pires de Lima – ministro da Cerveja – e restantes apêndices do Governo; da Helena Matos, do João Vieira Pereira, do José Manuel Fernandes e do Camilo Lourenço):

– A responsabilidade pela presente situação que o país atravessa é integralmente imputável aos Pilotos!

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– Aos Pilotos da TAP? perguntarão alguns de forma enfática. [Read more…]

Novo Jornalismo

Onde Política e Gastronomia se cruzam

cavacoCom um Cavaco na Presidência e um Coelho a primeiro-ministro muitos OCS se aperceberamWild rabbit  siting on sand track das grandes poupanças a fazer na Editoria de Política.

Na conjuntura que atravessamos, em que a “fusão” está presente em todas as áreas do saber e da cultura, nada mais lógico que “encolher” a Política e “expandir” a Gastronomia, mantendo os ingredientes, perdão, os intervenientes na ribalta. Assim é mais infotainment!

Afinal, quantos leitores/ouvintes/espectadores/utilizadores é que se irão aperceber da diferença?

Ver também, sobre o mesmo tema, aqui

Entender o libertarianismo – II

Entender o libertarianismo

“O Grexit

seria um grande desafio para a zona euro”, diz Albuquerque num quase perfeito inglês para dizer “catástrofe”. Bem me parecia! p02qs895

Ainda há quem afirme que o actual governo é liberal…

Já tinha afirmado que não iria votar em qualquer dos partidos que compõem a actual maioria. Se dúvidas ainda tivesse quanto à minha posição, a deplorável insistência na aprovação da chulisse Lei da cópia privada justifica  a decisão que tomei, desde logo porque não gosto de contribuir para proxenetas. E mais, os próximos tablet, computador ou iphone seguramente serão comprados fora de Portugal, por uma questão de princípio. E que se lixem todos, a SPA, actual governo e deputados… 

Pretende enriquecer? Dedique-se à aldrabice bancária

UBS

Como fazer: adquira um banco, se possível grande demais para cair, contrate meia dúzia de corruptos, preferencialmente políticos caso venha a precisar de um resgate patrocinado pelo dinheiro do contribuinte, e inicie já a sua carreira na área da aldrabice bancária. A aldrabice bancária, ao contrário de outras formas de aldrabice convencionais, permite-lhe a utilização de várias técnicas e/ou instrumentos considerados pouco éticos ou mesmo ilegais mas nada disso interessa. O que interessa mesmo é que você lucre, doa a quem doer. Caso surja algum problema de natureza legal ou financeira, basta colocar um dos seus corruptos a funcionar. Não existem garantias de imunidade absoluta pelo que poderá ter que participar numa encenação judicial em que o seu bom nome será colocado na lama com a mesma velocidade a que os seus bens serão colocados no nome da sua esposa ou filho. Não desespere. Trata-se de uma situação passageira. Em pouco tempo estará de volta ao seu iate.

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Produtividade fiscal

2015-04-23-14h15m15

A D. Maria decidiu premiar os funcionários das Finanças pela sua produtividade na cobrança de impostos. Fugir fraudulentamente ao fisco é um crime que tenho por grave (já o que o governo manda cobrar ao fisco é outro assunto), é fugir à responsabilidade de cada um para com todos nós.

O problema é que quando se premeia este tipo de produtividade não sabemos se estamos a falar do trabalho que deve ser feito, ou do que foi inventado.

Lembrei-me desta família que viu a vida virada do avesso. Quantas perseguições deste género são agora recompensadas? Quem nos protege dos nossos protectores?

Outro mentiroso

Mentir é isto:

Ministro diz que preços dos combustíveis desceram em média três cêntimos
Moreira da Silva fala em poupança de quase 200 milhões de euros nos encargos dos portugueses com combustíveis num ano por força da nova legislação.

É preciso ter muita lata para pretender que é uma legislação aprovada há dias, e não a queda do Brent no mercado internacional, a razão de os combustíveis estarem mais baratos. Isso depois de ter aumentado o Imposto Sobre Produtos Petrolíferos, o que teve como consequência comer parte da baixa de preço que poderíamos ter agora.

Mas se a Moreira da Silva não falta descaramento, aos jornalistas copy-paste e à oposição sobra incompetência para desmontar mentira tão óbvia.

Dispam-se de preconceitos e ide ouvir a entrevista do secretário-geral da APETRO, onde, novamente, é explicado que o problema dos preços em Portugal são os impostos. E que leis como esta de nada servirão, tal como de nada serviram as tabuletas de preços nas auto-estradas e a obrigação de adicionar biodiesel ao gasóleo.

Atentem também ao que aconteceu à rede de abastecimento em França, que desapareceu para dar lugar às grandes cadeias de retalho. Curiosamente, ou não, quem é que sai beneficiado com esta lei? Pois. O tio Belmiro e c.ia, que não vão gastar um tostão para ficarem dentro da lei.

O consumidor? Ora, ora, mas havia direito de admissão nas bombas de low cost?

À atenção dos liberais encostados ao estado e, também, dos arrependidos, como Carlos Abreu Amorim

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A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) cobrou em 2014, de forma coerciva, 26,5 milhões de euros em dívidas pelo não pagamento das taxas das portagens, receita que reverte na totalidade para as empresas concessionárias das auto-estradas. [P]

Falem-me outra vez de menos estado e de iniciativa privada, depois de terem posto o estado a trabalhar para empresas privadas.

Jorge de Brito, um banqueiro à portuguesa

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Tropeço num grunhido do Henrique Mentiroso, afirmando que os bancos nacionalizados foram roubados. É a velha tese da extrema-direita, que se esquece da forma como na maior parte dos casos as fortunas que deram origem aos bancos foram feitas à pala do estado, sendo o próprio sistema bancário um gamanço institucionalizado.

E lembrei-me desta história contada por Silva Lopes a jornalistas do Público, que em tempos publiquei noutro blogue:

O Banco Intercontinental Português, o BIP de Jorge de Brito, “caiu” na secretária de Silva Lopes em 1974, quando este era ministro das Finanças do II Governo Constitucional. “Agora falamos destas coisas, mas comparado com o que o Brito fazia…”. “Estas coisas” são, como se entende, os casos BPN e BPP que nos últimos meses estão nas páginas dos jornais.

“O Brito utilizava os depósitos para os seus negócios pessoais. Tudo quanto ali se punha era para os seus negócios pessoais. Não emprestava apenas a si próprio. Emprestava também ao jardineiro, que era para ele, claro. Ele comprava de tudo: terrenos, palácios, arte… tudo. Depois, nas compensações do Banco de Portugal [o acerto dos cheques e transferências passados pelos clientes e depositados noutros bancos], o BIP estava sempre a descoberto. E o BdP aparecia-me lá quase todos os dias a dizer ‘mais um descoberto do BIP’. O BdP teve que adiantar nessa altura 10 milhões de contos, que agora corresponde a mais de 100 milhões [500 milhões de euros].” [Read more…]

Custou mas foi

Há anos que designo os neoliberais que tomaram conta do PSD/CDS como extrema-direita. Tenho levado como reacção que é um exagero, onde meto o (inexistente) PNR, etc, etc.

Há anos que coloco o PS na direita, vá lá, centro-direita, como o social-liberalismo à moda de Blair que representa. Insulto, queixam-se uns, é de centro-esquerda, és um exagerado, levei como resposta.

Até que um dia os insuspeitos Abrantes falam de erro de paralaxe: “O que já vinha a acontecer na década anterior, e se aprofundou nestes últimos quatro anos, foi uma transformação do PSD num partido da direita radical, abdicando até de se reclamar da «social-democracia».” E segue-se que, depois de lido o documento macro-neoliberal do PS (austeridade com vaselina, submissão ao euro e à ortodoxia europeia), a extrema-direita lá chega, basta ler o Pedro Romano:

Francisco Louçã tem um excelente texto no Público, que toca mais ou menos nos mesmos pontos, embora de forma detalhada. Lido do princípio ao fim, penso que só divergimos na forma como encaramos a essência do programa do PS: Louçã com repulsa, eu com alívio.

O texto de Louçã realmente desmonta como o PS se prepara para mais do mesmo, pasokismo que o há-de partir ao meio; deixemos o governo grego sair do euro e demonstrar como algum tempo de sacrifício prova  haver alternativa, e valer a pena. A dívida é impagável, o euro é uma moeda alemã, o resto é conversa de treta.

Finalmente, obrigado António Costa, por outras razões, é certo, também fiquei  aliviado.

Leituras

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Ando a ler o relatório dos economistas liberais para o PASOK, perdão, para o PS. Uma suavidade.

Dez orçamentos de estado

A grande tese do governo quanto à estratégia do PS ontem apresentada resume-se a dizer que o PS provocará o desequilíbrio das contas públicas.

Isto é uma falácia,  pois o governo não equilibrou as contas públicas. Reduziu alguma coisa no défice à conta de enormes aumentos de impostos, do descontrolo na dívida e de um aumento brutal do desemprego. 

Quanto às ideias do PS, é de recordar que António Costa afirmou há tempos que se se pensasse como o governo, acabar-se-ia a agir como o governo. Ao insistirem no tema TSU e numa versão light da austeridade torna-se claro que foram incapazes de pensar fora da caixa e, pela lógica do próprio, acabarão a agir como este governo.

Ainda pior, do ponto de vista político, o PS deu um enorme tiro no pé. Confirmou a pretensa pertinência de Passos Coelho em ter voltado ao tema TSU e, ao apresentar uma versão moderada da estratégia do PSD, acabou a validar a acção governativa destes 4 anos, deixando espaço para nos interrogarmos se este prometido ligeiro alívio da austeridade só existe por se estar na oposição. Por fim, para quem tem afirmado prometer o que possa cumprir, basearam o  cenário num contexto macroeconómico  que nunca atingimos. Muito credível, sem dúvida.

Ainda quanto à TSU, o PS diz que compensará a quebra de receitas através de reformas menores a pagar no futuro. Tal como Passos Coelho, António Costa, parece não perceber que a Segurança Social não é um sistema onde se tenha uma conta corrente. A quebra de receitas terá consequências no presente e coloca em risco o seu futuro.

Quanto ao resto, registei que a educação é um sub-capítulo da economia, o que, em si mesmo, já é um programa político. Curiosamente, não encontrei nenhum capítulo sobre o Serviço Nacional de Saúde, este mesmo que está actualmente em pré-falência.

A agenda da década socialista consiste, sobretudo, na gestão financeira do país. Se não era para apresentar uma visão estratégica para o país, mais valia terem apresentado dez esboços de orçamento de estado.

Portugueses falidos que resgatam bancos

Passos e Salgado

Tal como quando se nacionalizou o banco do regime cavaquista, também por altura da intervenção do Estado no BES nos foi dito que pouco ou nada havia a temer e que os interesses dos cidadãos, tal como as suas carteiras, estavam salvaguardados. Claro que, diz a nossa experiência colectiva recente, as palavras que saem do aparelho vocal dos responsáveis políticos tendem a valer cada vez menos. E enquanto a factura do BPN parece não ter fim, a factura do BES é ainda uma incógnita que ameaça transformar-se num prolongado sorvedouro de recursos públicos, sem que as perspectivas de que algum dia alguém venha a ser responsabilizado pelo sucedido sejam particularmente animadoras.

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Desmembrar a Segurança Social para dar negócio às IPSS

Primeiro foi a descapitalização da Segurança Social via pagamentos de indemnizações por despedimento e subsídios se desemprego, consequência da escolha política da austeridade como rumo – ir além da troika. Houve a tentativa de a descapitalizar ainda mais gravemente com o abandonado projecto da revisão da TSU. Passos Coelho já veio dizer que retomará este projecto como bandeira do seu programa eleitoral, afirmando que o fará para aumentar o emprego. Note-se que, para desmontar a agenda escondida de desmantelamento da Segurança Social, o mesmo argumento poderia ter sido usado quanto a qualquer outra taxa ou imposto mas não foi. Na saúde já veio um secretário das IPSS, perdão, de estado dizer que as IPSS podem complementar a rede de camas hospitalares. A colocação de desempregados que a Segurança Social faz também passou a ser feita por uns amigos do privado, pago pelo orçamento de estado, claro. Agora são as amas a passar da Segurança Social para as IPSS

Cavaco é conivente, por inacção, com o desmembramento da Segurança Social. E o PS, mais o seu estado social de encher a boca, onde é que andou nestes quatro anos? Vamos continuar a assistir à destruição do estado sem oposição?

Agora venham daí os arautos do estado mais leve e que não cria emprego e etc.

PME que contratem desempregados vão receber 80% do salário [*]

Lembram-se do tal governo que queria menos estado e que a recuperação estava a ser tão fantástica que o emprego estava a baixar a pique?

Arranca hoje o programa de estágios Reativar. O governo vai pagar pelo menos 65% do valor do estágio às pequenas e médias empresas que contratarem desempregados com mais de 31 anos. A ideia será reduzir o desemprego de longa duração. Mas nem todos acreditam na eficácia da medida que mantém remunerações baixas e os estágios só duram seis meses [**]. [TVI]

Ora, é o mesmo governo que aumenta o papel do estado na economia [***].

Aqui está, em todo o seu esplendor, a explicação da surpresa.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, considerou hoje [07-08-2013] “surpreendente a forma como a taxa de desemprego se reduziu”, pedindo, no entanto, “cautela” na avaliação destes dados, uma vez que é necessário “expurgá-los do efeito da sazonalidade”. [DN]

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Quem não se consegue governar a si próprio…

Acaba vivendo acima das possibilidades, avançando com teorias que as dívidas não são para se pagarem mas para serem geridas. O pior é que para suceder aos incompetentes que nos (des)governam já se perfilam os incompetentes que nos (des)governaram. A alternância está garantida, mas a mediocridade permanecerá imutável. O Estado a que a choldra chegou, ou uma versão sec. XXI para “de vez em quando é preciso mudar algo para que tudo fique na mesma”. Em Portugal mudamos de governo…

Proxenetismo fiscal no seu máximo esplendor…

Sempre que um Estado é demasiado forte, quando os cidadãos trabalham praticamente metade do ano para financiar um monstro, o indivíduo acaba esmagado pela voracidade fiscal. Muitos que criticam este nojo, são os que aplaudem inversão do ónus da prova e não regateiam meios à Autoridade Tributária. O Estado deveria servir o indivíduo, mas na verdade é apenas um parasita…

A vida virada do avesso

A história de uma família de Massamá, com três crianças, que está a ver a vida virada do avesso por conta da cobrança no IVA de recibos verdes desde 2008. O casal fez um pagamento de 5 mil euros da dívida numa repartição (possuem recibos a comprovar) e, oito meses depois, as finanças só dão como pagos 2.800 euros. Os salários estão penhorados e a casa deve ir a leilão.
Mário Pereira & Andreia Dias

Este texto destina-se a dar a conhecer a forma desumana como num país democrático uma família pode ser tratada pela Autoridade Tributária e seus funcionários.
Somos uma família de 5 pessoas, mãe , pai e 3 filhos, o Manuel de 10 meses, o Miguel de 3 anos e a Beatriz de 11 anos, até ao final de 2013 vivíamos como a maior parte da chamada classe média portuguesa, não fazíamos grandes aventuras financeiras mas vivíamos sem grandes dificuldades.
De repente o mundo colapsou, não ao início porque sempre acreditámos que a justiça prevalece sempre e que num estado democrático as famílias não poderiam ser destruídas em nome do saque a favor do estado.
Enganámo-nos e de que forma. No final de 2013 foi a minha esposa notificada pela repartição de finanças de Queluz sobre um processo de IVA, aparentemente e segundo as finanças, ela, trabalhadora por conta de outrem mas também a recibos verdes, deveria no ano de 2008 ter alterado o seu regime de IVA passando a cobrar IVA às entidades para as quais trabalhava. [Read more…]

Até que enfim…

O inquilino do palácio situado nas imediações da antiga fábrica dos pastéis de Belém revelou alguma utilidade e vetou o diploma que alimentava o proxenetismo cultural, travestido de direitos de autor…

Amélia, o jornalista e a Língua maltratada. Tudo à custa do BES

D. Amélia, tem aqui uma conta, digamos, jeitosa, não quer fazer um investimento, temos um produto que vai com a sua cara, chama-se BES Plus…

E a conta jeitosa, digamos, foi parar ao lixo.

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Amélia está hoje em Portugal e ter-se-á dirigido à Sede do Novo Banco, na Rua Augusta, para reclamar o que diz ser seu, a poupança “desaparecida”.

O JN, versão CM, foi atrás dela e dos seus motivos, e entrevistou-a, entregando esse mister a Nuno Miguel Ropio.

Tanta publicidade faria prever uma cliente ajaezada, de voz límpida, que o dinheiro sempre faz brilhar. Nada disso, como adiante veremos. [Read more…]

Paulo Nunes de Almeida, Presidente da AEP, é o verdadeiro artista

Sem Título

Leitor devidamente identificado

Hoje vou falar-vos do meu Patrão. Sim, porque este senhor de quem vou falar-vos continua a ser o meu patrão, visto que eu e mais cerca de 60 colegas continuamos suspensos da Empresa TRL Texteis há quase 2 anos. Este senhor de quem vou falar-vos é apenas o Presidente da AEP, o Exmº. Dr. Paulo Nunes de Almeida.
Ocupando o cargo que ocupa, este senhor deveria ser o exemplo número 1 para qualquer patrão, certo?
Errado! Este senhor não é exemplo para qualquer patrão, pelo contrário, é o pior exemplo de ser humano que possa existir. Passo a explicar.
Em meados de Maio, há dois anos, este senhor comunicou aos funcionários, no final de uma sexta-feira de trabalho intensivo (visto que os funcionários estiveram a dar no duro para terminar uma encomenda para o estrangeiro), que a partir da segunda-feira seguinte deviam suspender os seus contratos de trabalho, porque não tinha forma de pagar mais salários. Claro que ele sabia que se podia fazer isso porque já tínhamos quase 2 meses de salários em atraso. Isto foi bastante violento para todos nós, principalmente para as pessoas que durante quase toda a sua vida trabalharam nesta empresa.
Mas isto não foi o pior. [Read more…]

O lobo e as lombrigas

“Premiei um escroque da pior espécie” – diz João Duque, referindo-se ao mesmíssimo Ricardo Salgado que, há não muito tempo, quase canonizou no discurso de elogio que lhe fez aquando do doutoramento “honoris causa” promovido pelo ISEG. Brioso, o ex-admirador e deputado Carlos Abreu Amorim, com aquela coragem dos cachorros pequenos entre as pernas do (novo) dono, citou esta frase, atirando-a à cara do visado em plena Comissão Parlamentar. Ricardo Salgado é, já poucos duvidam, o lobo mau desta história. E os lobos maus metem medo (designadamente aos coelhos), mesmo quando acossados. Mas depois há estas lombrigas, ténias, carraças, pulgas e outros parasitas do sistema, servidores de quem manda na hora e sempre prontos a mudar de hospedeiro. Estes, metem nojo

Lista VIP minuto-a-minuto

Passos Coelho, Núncio e a burka fiscal FEMAIL

Depois de ter afirmado no Parlamento que não tencionava fazer striptease fiscal Passos Coelho certificou-se que o seu cadastro fiscal se apresentaria doravante apenas de burka. [Read more…]

Admissão de culpa

6.egas[1]

 Foto (http://cativarparaaprender.blogspot.pt/2012/05/uma-questao-de-honra.html)

Tenho consciência, não estou esquecido, conheço a Lei, fui notificado várias vezes. Infelizmente, devido à política seguida pelo Governo nos últimos 4 anos, não tenho é dinheiro!

Versão integral publicada originalmente em: http://wp.me/p29WGc-AU