Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 – Jul. 2010 (II)

Este é o segundo texto de uma série de três com uma análise da evolução dos preços dos combustíveis entre 2005 e Julho de 2010:

  • Parte I – apresentação dos dados
  • Parte II – o presente texto: Análise dos dados
  • Parte III – Divagações sobre as "infames gasolineiras"

Parte II – Análise dos dados

Na primeira parte desta série, vários gráficos foram apresentados, mostrando a evolução dos preços do brent, do gasóleo, da gasolina e do câmbio dólar/euro:

Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010 

Os primeiros quatro gráficos têm "apenas" interesse documental, sendo a presente análise baseada no último dos gráficos, aqui reproduzido:

Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010

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Claro que não estás surpreendido, és Deus, estás em todo o lado e sabes de tudo antes de nós

«Sócrates é como Deus nosso Senhor, está em toda a parte»

“Compreendo que Sócrates fale de ‘campanha negra’”

José Sócrates começou por dizer que recebeu sem surpresa o fim da investigação do caso Freeport.

O Comboio em Barca d'Alva

Para quem se recorda ainda do que era chegar de comboio a Barca d’Alva. Eu recordo e, num tempo, vinte anos passariam sem que eu lá voltasse. Na verdade, quem nunca viajou na Linha do Douro não devia ter direito à nacionalidade…

(foto de autor desconhecido, provavelmente finais da década de 70 do outro milénio)

Cenas do quotidiano no Inferno

Há uns tempos, estava eu ás duas da manhã a ver um documentário intítulado os “meninos de Gaza”. Eu pergunto-me como ainda por haver crianças, (ou até pessoas) em Gaza. Para já, não percebo muito bem como é que ainda há gente para morrer mas por outro lado, é um bocado como haver crianças no Inferno, se é que existe tal coisa (Talvez exista e seja em Gaza).
Não me apetece entrar aqui em discussões Palestina vs Israel, o post não é sobre isso. Contudo, é interessante como ás vezes nos esquecemos, por variadas razões que incluem certamente um bocadinho de propaganda e desonestidade intelectual, que há pessoas normais em Gaza. Que vivem lá, que tem uma vida, que trabalham.
Neste documentário só um dos rapazes é que tinha uma família (um tio ou coisa que o valha) ligado à Jihad islâmica. O pequeno Ibrahim, depois do pai ter sido morto segundo ele por um israelita diz, com toda a naturalidade, que se quer juntar á Jihad para vingar a morte do pai. O curioso no meio disto é que quando perguntaram ao Ibrahim o que é que ele faria se encontrasse uma criança israelita, ele disse que não faria nada. Porque para ele o problema não é a criança mas sim os adultos, os pais da criança.
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Salazar morreu há 40

Julho de 1937: atentado anarquista contra Salazar. Falhou.

com 33 anos e uns dias de atraso.

O Comboio em Viana Doca

Em 1952, o comboio “Foguete” visitava as docas de Viana do Castelo; este comboio era, naquele tempo, o mais moderno de Portugal e dos mais modernos da Península Ibérica.

Tal como o actual Alfa Pendular, também o Foguete era fabricado pela Fiat Ferroviária, tinha ar condicionado e assistentes de bordo. O Lugar do Real partilha connosco um documento vídeo deveras raro.

Fogos – uma pergunta incómoda!

A floresta propriedade das celuloses não arde! Porquê?

Porque aquelas empresas privadas têm uma politica para a floresta, desde o plantio, com acessos generosos, limpeza adequada, uma equipa privativa de bombeiros e de gestores da floresta, que limpam, vigiam…

O Estado não tem política nenhuma para a floresta, ano após ano, arde tudo, parece que é mais fácil deixar arder do que ter uma política preventiva de limpeza, rasgar acessos, vigiar, limpar. É melhor ou mais barato, deixar arder?

Há tanta gente no desemprego, tanta gente a receber subsídios, tanta gente presa, a troco de um vencimento a juntar ao subsídio não se impediria um prejuízo muito maior dando emprego a tanta gente?  Em articulação com os proprietários privados? Bem sei que as celuloses estão num negócio, a floresta é a matéria prima para as suas fábricas, pois então a gestão florestal Estatal é o que tem que fazer, desenvolver um cluster da floresta por forma a que a gestão da floresta seja uma actividade económica e não os fogos de todos os anos!

O Estado não faz nem deixa fazer! Até a cãmara do Porto não tem tempo para limpar a escarpa das Fontaínhas!

Ou se cria um cluster económico da floresta ou os fogos nunca se apagarão!

edward alexander westermarck

o fundador dos estudos e análises da família

Teoria que uso para o meu livro Esperanza

Parece-me necessário permiti ao leitor um descanso sobre teoria da trabalho de campo, e introduzir teoria antropológica para ser usada no livro que preparo sobre Esperanza, que criou toda uma família se saber as primeiras letras. É-nos ensinado no Século XIX por vários teóricos do lar, como é o caso do autor que estudo num livro escrito por mim em 2009, no repositório da Biblioteca do ISCTE – IUL e no internacional: O Grupo Doméstico ou a Construção Conjuntural da Reprodução Social, em http://repositorio.iscte.pt/ ou no http://www.rcaap.pt.

É assim que vamos aos teóricos do Grupo Doméstico, sendo um dos primeiros, o analista que orientou o estudo da psicologia da família e do lar, que tem por nome o título desta parte de capítulo.

Edward Alexander Westermarck Sociólogo Finlandês, Suomi na sua língua, nasceu a 20 de Novembro de 1862 em Helsínquia, falecera a 3 de Setembro de 1939, em Lapinlathi, distrito de Helsínquia. Foi sociólogo finlandês, filósofo e de essa espécie de antropólogo que contradizia a vasta visão teórica sustentada em esses tempos, que defendia a ideia de que os seres humanos tinam vivido em estado de promiscuidade ou mistura confusa e desordenada de interacção social, teorizando, de forma contrária, de que os primeiros serem humanos tiveram uma relação sexual monogâmica. Afirmava que o matrimónio (marriage), bem como a sua associação familiar, estavam enraizados nas formas e necessidades da família nuclear (family), considerada por ele como a base fundamental e universal da união da vida em sociedade.

Reitero que Westermarck foi um sociólogo finlandês. As formas tradicionais do ensino na Finlândia, permitiam desde muito cedo aos estudantes, a aprender esse a saber ler comparativamente sobre a sua sociedade, a sua cultura e a de outros sítios do mundo. Não apenas esses costumes, bem como comparar línguas e maneiras. Pedagogia que ajudava a pensar de forma comparativa e sem escândalo por haver maneiras diferentes de ser em todos os sítios do mundo. Organização do processo educativo como tem sido denominado por mim na nossa Revista Educação, Sociedade e Culturas: ensino ou aprendizagem? Conceito elaborado por mim, sobre o qual tenho direito de autoria, publicado pela primeira vez no primeiro número da Revista, em 1994, pp. 7-28, Afrontamento, Porto. Para um Westermarck, ainda criança, o estudo da pedagogia, foi uma excelente preparação para ser, mais tarde, um antropólogo etnógrafo, comparativo, um não aderente a universal ideia unívoca, nunca provada, de se pensar em formas promíscuas de união reprodutiva entre os primeiros seres humanos: sabia que o saber evoluía. A Revista de Educación, Barcelona, no seu número extraordinário sobre Educação Comparada, 2006, páginas 237-262, publica um artigo do Director do Colégio Claret da mesma cidade, o Licenciado em Psicologia e Doutor em Pedagogia, Javier Melgarejo Draper, intitulado: La formación y selección del professorado: clave para comprender el excelente nível de la competencia lectora del alumno finlandés. Comenta no texto que os docentes são treinados para ensinar ao estudante não apenas a ler, bem como a fazer leituras comparativas, especialmente de comparação de diversos países e culturas do mundo. É pena não poder transferir uma cópia do texto para este livro Com tudo, o texto pode ser lido em: http://www.scribd.com/doc/2909065/analisis-del-sistema-finlandes. Esta forma de aprendizagem, existente ao longo de muitos anos, é o que permite a um antigo estudante, hoje investigador – esse hoje refere ao Século XIX para XX – saber que há formas de organização social distantes das, por engano e falta de saber, eram universalmente pensadas como promíscuas e não evolutivas. Westermarck foi um teórico evolucionista de formas sociais e dos costumes e das mudanças culturais. Ideias que transferiu ao seu melhor discípulo, Bronislaw Malinowski – escritos que desenvolveram em mim a ideia da análise do processo educativo, a etnopsicologia da infância e a psicanálise da sexualidade infantil, ideias todas convertidas em livros publicados ou em formato de papel e traduzidos a várias

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Fotografia – Coimbra

Férias parlamentares

230 mamões foram de férias.

O rei dos mamões foi de férias. O segundo mamão foi de férias. A terceira mamona foi de férias. O quarto mamão foi de férias. O quinto mamão foi de férias. O sexto mamão foi de férias. O sétimo mamão foi de férias. O oitavo mamão foi de férias. O nono mamão foi de férias. O décimo mamão foi de férias. O décimo primeiro mamão foi de férias. O décimo segundo mamão foi de férias. O décimo terceiro mamão foi de férias. O décimo quarto mamão foi de férias. O décimo quinto mamão foi de férias. O décimo sexto mamão foi de férias. O décimo sétimo mamão foi de férias. O décimo oitavo mamão foi de férias. O décimo nono mamão foi de férias. O vigésimo mamão foi de férias. O vigésimo primeiro mamão foi de férias. O vigésimo segundo mamão foi de férias. O vigésimo terceiro mamão foi de férias. O vigésimo quarto mamão foi de férias. O vigésimo quinto mamão foi de férias. O vigésimo sexto mamão foi de férias. O vigésimo sétimo mamão foi de férias. O vigésimo oitavo mamão foi de férias. O vigésimo nono mamão foi de férias. O trigésimo mamão foi de férias. O trigésimo primeiro mamão foi de férias. O trigésimo segundo mamão foi de férias. O trigésimo terceiro mamão foi de férias. O trigésimo quarto mamão foi de férias. O trigésimo quinto mamão foi de férias. O trigésimo sexto mamão foi de férias. O trigésimo sétimo mamão foi de férias. O trigésimo oitavo mamão foi de férias. O trigésimo nono mamão foi de férias. O quadragésimo mamão foi de férias. O quadragésimo primeiro mamão foi de férias. O quadragésimo segundo mamão foi de férias. O quadragésimo terceiro mamão foi de férias. O quadragésimo quarto mamão foi de férias. O quadragésimo quinto mamão foi de férias. O quadragésimo sexto mamão foi de férias. O quadragésimo sétimo mamão foi de férias. O quadragésimo oitavo mamão foi de férias. O quadragésimo nono mamão foi de férias. O quinquagésimo mamão foi de férias. [Read more…]

Todas as crianças de seis anos devem pagar IRS

A ideia parece-me excelente. Se a crise afecta todas as pessoas, todas as pessoas devem contribuir para acabar com ela, incluido na redução do sagrado défice. Assim, nada melhor que colocar as crianças a pagar IRS. Sobretudo se, mesmo com seis anos, tiverem recebido uma bolsa para estudar na Universidade dos Açores.

O Correio da Manhã dá conta, hoje, de que o nosso fisco não anda distraído e que exige o pagamento a quem de direito.  Se a criança, então com quatro ano, usufruiu dos nossos impostos só tem de pagar o respectivo IRS.

A criança não teve qualquer bolsa, nem sequer para estudar na Universidade dos Açores? Então que prove. Hoje vou dormir muito mais descansado a saber que, de facto, ninguém escapa ao nosso serviço de finanças.

“Um pedaço de mau caminho…”

Hesitei. Hesitei bastante, mas decidi ser atrevido. Fui ao blogue de Rita Ferro e zás; já cá canta.

Fi-lo em nome do bem comum. Em especial, dos nortenhos ferrenhos que se desunham a incriminar a capital do abuso de privilégios. Eu e todos os lisboetas vivos não temos culpa que a norueguesa Caroline Dawson tenha preferido Lisboa para actuar.

O espectáculo será a 5 de Agosto na ‘Fábrica de Braço de Prata’. Dantes era conhecida pela ‘Fábrica do Material de Guerra’. Só que, de volta e meia, a guerra de hoje é outra. Desta vez, será a da sensualidade e de outros sentimentos e desejos que deixo à vossa imaginação.

Apontem ao ‘Alfa’ ou à ‘A1’ e venham por aí abaixo. Por mim, estão convidados para o espectáculo.

Como andamos às voltas com acordo ortográfico, resolvi escolher para título uma expressão idiomática brasileira: “um pedaço de mau caminho…”.

 

Uma adivinha:

Onde será que estudam os filhos de alguns dos paladinos do Ensino Público e do Estado Social? Será que o nosso Primeiro deu o exemplo e os colocou na Escola Pública? E o Ministro Silva Pereira, idem???

Temperaturas Altas

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O calor aperta.
É já noite cerrada e os termómetros não descem dos trinta graus.
Quero dormir. A temperatura não deixa. Já bebi quase dois litros de água.
Estou doido de sono e o cansaço que me consome, não se deixa vencer nem convencer.
Isto assim não é o costume na minha latitude. Ás vezes acontece, mas não mais que uma vez no ano e por poucos dias, mas neste, já vamos na terceira vez, e ainda só estamos em Julho. [Read more…]

O cemitério do Freeport recomeça amanhã…

Com  índicios de corrupção, amanhã o Ministério Público tem que tomar uma decisão. Acusa ou arquiva!

Ao que sabemos (os faxes, o vídeo, as conversas sobre envelopes…) acrescentam-se os depósitos bancários em notas, muitos milhares de euros em várias contas de vários titulares, todos ligados ao processo. Em dinheiro, em notas, todos deram uma boa explicação, negócios, partilhas, mas a conclusão a que se chegou é que todos depositaram mais dinheiro nas respectivas contas que o que declararam às finanças.

Crime fiscal? Amanhã com a acusação, se a houver, vamos saber as bases da pronúncia, se a decisão for o arquivamento, vamos ter tudo eacarrapachado nos jornais. Bem sabemos que a prova em tribunal não se compadece com “intuições”, mas as notícias, vão ter títulos a “preceito”, deixar dúvidas no ar, e desenvolver o processo por muitos dias a tal ponto que quando se chegar ao fim, cada um de nós vai ficar com uma “impressão”.

Agora uma coisa é certa, um cemitério tem muito menos vida que um freeshop, apoquenta muito menos as avezinhas , e não atormenta os sapais e, no entanto, foi chumbado.

Até os mortos se viraram com aquela aprovação!

Canal Caveira

Antes de já no Algarve o comboio e o “estrada do Algarve” se voltarem a juntar, muita areia e muito sol junto a uma estação ferroviária. Canal Caveira, Linha do Sul.

a Nai Esperanza

o meu imaginário desenha a uma señora de respeito, com alma diferente ao corpo

Andei pelas pradarias do lugar de Lodeirón, Paróquia de Vilatuxe en Lalín, Pontevedra. Não havia lugar em que eu não vise a nai, como se denomina em Luso Galego a nossa palavra mãe, essa senhora que nos deu à luz do firmamento. Como tenho relatado em outros textos meus de começos de Julho deste ano, Esperanza era a minha nai. Sentia por ela um carinho imenso, que não tinha cura. Pelo sim, pelo não, estava sempre presente e tomava conta de mim, como mais um neno da família, um catraio que ela cuidava. A conheci em tempos recuádos, quando eu tinha 30 anos e ela, quarantatrés. Levava comida ao meu amigo, hoje o seu viúvo, três anos mãis velho que ela.

Não sabia que tinha ido embora em 2006, póla enfermidade não merecida. Era não apenas carinhosa, bem como enchia a cara de bicos (beijos em português) a filhos e netos. Trabalhava mais do que devia. Tinha morrido de enfermidade não merecida e que nenhum podia curar.

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Ministério Público fechou caso Freeport

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Está pronto. Pelo menos em parte. Foram mais de cinco anos de investigação, de escutas, documentos, vídeos, intriga, enfim um conjunto de elementos que ajudam a fazer um argumento de um caso estranho.

O Freeport, é sabido, nasceu torto. Muito torto. Ainda não se endireitou no que diz respeito à dignidade da política e, sobretudo, da justiça portuguesa. Lenta, estranha, a funcionar a para e arranca, com inúmeras fugas de informação.

Consta que dois arguidos foram acusados. Se se confirmar, foi o chamado rendimento mínimo num processo complexo e que ainda dará muito que falar.

Este é mais um daqueles casos que nos faz lamentar o estado a que Portugal chegou.

O folclore à volta dos testes de resistência à banca

O desfile folclórico, em Portugal, começou com a onda de boatos lançados sobre o BCP. O banco, escrevia-se e dizia-se, estava em estado de insolvência e em risco de intervenção governamental. Afinal a instituição obteve a segunda posição dos quatro bancos nacionais testados, atrás do BPI e à frente da CGD e do BES – o Dr. Ricardo Salgado bem se esforçou, mas foi o último do pelotão português.

O espectáculo folclórico, porém, não se confina ao espaço bancário nacional. Segundo o Diário Económico, seis bancos alemães estão sob suspeita de escamotear dados essenciais para os testes. Mas alemão é alemão e, nesta UE de todos iguais e todos diferentes, o problema seria catastrófico caso a omissão fosse cometida por bancos da Grécia e/ou Portugal. Aí sim, o risco para os dois países de sair da zona euro era muito elevado. Causariam gravosas consequências ao interesse colectivo da dita zona, entre as quais o enfraquecimento da própria moeda europeia perante o dólar.

Como a falta deliberada, dos tais bancos alemães, não fosse já de si matéria para reflexão e desconfiança, vêm agora dois ilustres produtores de opinião, o investidor Jim Rogers e o famoso economista Roubini, garantir que os testes à banca europeia não foram suficientemente realistas.

Toda esta profusão de pareceres e notícias contribui para um folclore de ‘ópera bufa’ sem comicidade. O grande espectáculo é, de facto, o drama da crise económica mundial a impender sobre milhões de famílias, antes habituadas a crédito abundante e barato e que hoje vivem de salários escassos ou mesmo sem eles. Nada que os falsetes de um tenor bufo não resolvam. Entoará os cânticos do sublime ‘mercado’, a única divindade capaz de iluminar o caminho para o paraíso e para solucionar a crise.

Sondagens leva-as o vento…

Cavaco Silva com quase 60% de intenções de voto e 80% de pessoas que acreditam na sua reeleição mesmo que não votem nele, é desde já vencedor nas presidenciais.

Manuel Alegre muito longe e não fazendo o pleno do PS. Fernando Nobre fica-se pelos 12%. Os dados estão lançados. E para que isto se mantenha assim, Cavaco não mexe um dedo para ajudar o país a sair da situação. O mesmo se diga de Passos Coelho e de Sócrates. Um não sai, o outro não quer entrar.

PSD com 40% à beira da maioria, o PS com 34%, o PCP com 10%, BE com 8% e CDS com 5%, temos uma empate técnico entre a esquerda e a direita. Bonito serviço, só faltava isso, um país numa crise destas e não haver saída política. É o que acontece aos incompetentes!

É muito possível, se Passos não deixar que se enraíze a ideia que possa vir a mexer no Estado Social, que o descontentamento seja uma drenagem de votos do PS para o PSD, o pior está para vir, como a subida do desemprego é sinal.

Passos Coelho muito perto de ser o próximo primeiro ministro!

Deus ex machina

film strip - Deus ex machina

A notícia: «Sócrates é como Deus nosso Senhor, está em toda a parte», no Diário Económico.

Imagem de fundo: Deus ex machina.

Dia da pátria Galega – grande manifestação em Compostela!

Muitos milhares de pessoas em manifestação de rua, exigindo “A Nação Galega

No dia nacional da Galiza, o estrolabio saúda os irmãos Galegos – Viva a Galiza livre e independente!

PS: Adiro pessoalmente à saudação, pois não sei o  sentir dos meus companheiros do Aventar.

O velhinho que roubou 11 bancos nos Estados Unidos


Um benemérito. Porque ladrão que rouba ladrão tem mil anos de perdão.

A CGD "esquemática"!

Havia um esquema fraudulento do conhecimento de dois vice-governadores que envolvia 800 contas fícticias, com a participação de empresários e clientes, com vista a conceder créditos para a aquisição de acções da REN, da Galp e da Martifer. Agora andam a empurrar responsabilidades para a cadeia hierárquica, directores e responsáveis de agência. Produto de investigação da CMVM.

A mesma CGD que  ajudou  o Governo a entrar no BCP, que fez os negócios “Finos” para influenciar o quadro accionista da Cimpor, emprestando dinheiro com garantia das próprias acções e garantindo os prejuízos se os houvesse, como houve em menos-valias em bolsa.

A CGD que deveria apoiar as PMEs, concedendo empréstimos favoráveis a quem produz e exporta, e participar com capital de risco para criar e desenvolver novas empresas, anda nisto, nos esquemas dos negócios de casino.

Excesso de informação ou quando o trigo é ainda demasiado para se consumir tudo

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O problema não é novo mas ameaça agudizar-se. Somos cada vez mais vítimas do excesso de informação. Vítimas mas também criminosos, quando nos colocamos na situação de produtores de conteúdos.

Todos os dias consumimos e produzimos muita informação. Sejam notícias lidas em jornais e revistas, de papel ou online, publicações de episódios da vida de ‘amigos’ no Facebook ou outras redes sociais, além de comentários a fotografias, dos vídeos que partilharam e demais informações, tweets da comunidade que ‘seguimos’, post em vários blogues, sejam dos informativos ou opinativos.

Todos os dias, a todas as horas, produzem-se milhões de conteúdos novos. Acompanhar tudo é impossível. Claro que a primeira tarefa é separar o trigo do joio. O problema está em quando mesmo o trigo que resta é demasiado para ser consumido.

Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 – Jul. 2010 (I)

Com este post começo uma série de três onde apresentarei uma análise da evolução dos preços dos combustíveis entre 2005 e Julho de 2010:

  • Parte I – o presente texto: apresentação dos dados
  • Parte II – Análise dos dados
  • Parte III – Divagações sobre as "infames gasolineiras"

 

Parte I – apresentação dos dados

Os gráficos seguintes ilustram as variações dos valores do brent, da gasolina sem chumbo 95 octanas e do gasóleo rodoviário, no período de 14 de Janeiro de 2005 a 19 de Julho de 2010.

 

2005 – 2010: Preço do Brent em euros
de 2005 a 19 de Julho de 2010

2005 - 2010: Preço do Brent em euros

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FutAventar – a águia perdeu as asas..

Não tem asas , nem à direita nem à esquerda, e os Franceses já sabiam disso. Uma multidão à frente da baliza, uns a defender e outros a atacar.

Quem também não tem asas, é o guarda redes, o Roberto, há ali alguma coisa que não se entende, ele não sabe jogar com aquele buraco nas costas da defesa, mas é assim que as equipas que jogam para ganhar defendem, subidas, o guarda redes tem que ser uma espécie de terceiro central, saber quando sair é fundamental. O golo que sofreu é quase rídiculo, vai não vai, ficou a meio…

Os jogadores novos são bons de bola mas não são como o Angelito, e isso vê-se, o Jesus vai ter que mudar muita coisa.

O Queiroz vai passar a jogar ao ataque?

https://i0.wp.com/dn.sapo.pt/storage/ng1321980.jpg?resize=420%2C200As últimas palavras que se conhecem do Secretário de Estado, confirmando a gravidade dos factos ocorridos na Covilhã e do próprio Ministro Adjunto, confirmam que o governo já deixou cair o ainda seleccionador.

Tal como diz o nosso leitor Xico da Amora, se a equipa das Quinas tivesse tido ums boa prestação, talvez as coisas fossem diferentes, mas não foram e aquela maneira de jogar para perder por um a zero, não deixa ninguem satisfeito. Quem tem medo morre mais que uma vez, é o que está a acontecer a Queiroz, que coloca as suas equipas a jogarem sem ambição, sem beleza, e com decisões incompreensíveis, como as que se referem a Pepe, a Nani, a Deco, a Ricardo Rocha…

Agora vamos ter uma guerra jurídica, com a Federação a querer despedi-lo por justa causa ( motivo atendível?) e o Queiroz a querer levar uns milhões para casa. Quem é que não gostava de Scolari? Bem podemos dizer que as circunstâncias são outras, que uma geração de jogadores está a chegar ao fim, mas a este nível o que conta são os resultados, veja-se a razia que está a acontecer em várias selecções.

Por mim, sinceramente, não tenho pena nenhuma. Antes ter uma equipa orgulhosa a jogar bem, o jogo pelo jogo, que jogar medíocre, sem ambição e perder.

FC Porto – Sampdoria joga-se à tarde

Tal como no jogo com o Ajax de Amsterdão, o FC Porto defronta a Sampdoria durante a tarde, ao contrário do que era habitual nas épocas anteriores.

Os adeptos estranham que os jogos agora não sejam à noite, mas a explicação é simples: é que André Villas-Boas não tem autorização dos pais para chegar a casa depois da meia-noite.

30 Anos da Culturona

Começo por pedir desculpas aos leitores do Aventar, e também ao pessoal da Culturona, por não ter tempo, neste momento, para fazer o post que a ocasião mereceria.

Não sei quantos leitores do Aventar conheceram a Culturona-Fábrica de Comunicação, que existiu na D. Carlos I em Lisboa, já lá vão mais de trinta anos. O assunto merece um post, que um destes dias farei. Para já, direi que a Culturona foi talvez o projecto colectivo mais excitante que surgiu no pós-processo-revolucionário em Portugal. Com a diferença de que era jovem, novo e desalinhado políticamente, ainda que de esquerda.

Quem da Culturona se lembrar, lembra-se do Luigi (e de tantos que seria cansativo enumerar), do CHOR, da Feira da Arte do Desenrasca, do Teatro Emarginato, das Brigadas Teatrais, etc., etc.

Pois bem, amanhã acontece  um almoço que relembra, 30 anos depois, a primeira Feira da Arte do Desenrasca, e vão lá estar muitas das caras com quem nos cruzávamos no belíssimo (mas há muito destruído para dar lugar a um aborto sem classificação) edifício da Culturona, que albergava ainda, cada um independente dos outros, a Eranova (Zeca Afonso, Fanhais, Sérgio Godinho na casa em frente, etc.) e a sede do MES. Talvez seja já tarde para se inscreverem, ou talvez não, vale a pena  tentar já que, para um cafezinho pelo menos, há sempre espaço.

Informações aqui.