A Lei Parece Uma Peneira

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BURACOS E MAIS BURACOS
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A lei que o PS quer fazer passar, está cheia de buracos. No que diz respeito à adopção de crianças por casais homossexuais, então, a coisa parece uma peneira. Um “gay” ou uma “lésbica” podem adoptar enquanto solteiros, mas não o podem fazer enquanto casados. Uma “lésbica” pode recorrer à inseminação artificial ou então arranjar um parceiro que a “ajude”, podendo assim ter um filho, mas não pode adoptar enquanto casada. E por aí fora.
É o que acontece quando se querem fazer as coisas à pressa, atropelando tudo e todos, e fazendo com que as coisas importantes para o País percam a importância, e que problemas de poucos se sobreponham à maioria.
Pobre País em que vivemos.
Pobres de nós, governados assim.

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Tão original como a roda, Clara inventa o orgasmo publicado

cpc

Clara Pinto Correia inaugurou Sexpressions, onde  se mostra a ter orgasmos fotografados pelo companheiro Pedro Palma. Tudo bem. O exibicionismo massivo já é parte das artes e costumes do séc. XXI (ao ponto de a indústria porno estar ameaçada de extinção, mas isso agora nem é para aqui chamado),  e Clara Pinto Correia, que depois de ter sido uma excelente repórter e ter atingido o zénite com Adeus Princesa já  fez tanto disparate criativo, até podia com esta exposição regressar ao seu melhor, embora pelo texto da exposição tal se demonstre impraticável.

Agora quando declara isto ao Correio da Manha:

Não precisei de ser convencida na medida em que sempre achei que estávamos perante uma ideia inédita e extraordinária.

Merece como resposta: vá ter um olho para outra terra de cegos, que neste não será rainha nem por um dia. Seguem-se dois vídeos da página Beatiful Agony – facettes de la petit mort onde centenas de pessoas se fizeram filmar em pleno orgasmo. A página tem anos. Escolhi para o menino e para a menina, que assim ninguém reclama.



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O casamento já está, venha a adopção!


Parabéns a todos.

Os Canalizadores

LSE -Tim Besley – The Global Economics Crisis: one year in

Is the financial system more than plumbing? (…) I think we need to go back to thinking the financial system as essentially plumbing and giving it the right status as plumbing, in the sense that people kind of allowed the financial system (…) to be elevated to a status which probably it didn’t deserved (…).
Sure it’s important and when the financial system fails we all notice but we shouldn’t con ourselves into believing that the future of any economy should hinge on one sector and it’s ability to contribute UNLESS it’s doing the basic plumbing job it’s meant to do.”

A propósito, ainda se lembram…

"Se você não acredita em casamento gay

… então não se case com alguém do mesmo sexo!

– e não se meta em merdas que não o afectam!”

Wanda Sikes dixit

Casamento gay permitirá baixar o desemprego…

… pelo menos na área da hotelaria, restauração e similares, bem como na área do pronto-a-vestir/costuraria, viagens, imobiliário, ménage e têxteis-lar, entre muitos outros.

Em revista 08.01.2010

E aí está José Sócrates a afirmar no Parlamento que a provação do casamento homossexual é “um passo contra a discriminação”. Esqueceu-se foi de dizer que é também um passo a favor de uma outra discriminação: podes casar mas não podes adoptar.
Entretanto o Tribunal da Relação de Lisboa, confirmou a inconstitucionalidade da ASAE, quanto às suas competências policiais. O que é um claro exercício de coragem: arrisca-se que a ASAE ainda lhe feche as portas à custa de umas tantas normas de uns tantos regulamentos.
Mas, voltando a José Sócrates, afirmou ontem que a culpa da crise financeira é dos bancos. Isto a propósito das contas sobre a dívida pública apresentadas pelo BPI. Sócrates não deve ter gostado que fossem privados a denunciar o real estado das contas públicas. É o que dá as zangas entre comadres…
E ainda há o azar destas coisas da natureza, a aumentar aos custos do Estado. Pelos vistos já custa ao erário público cerca de 80 milhões de Euros as chuvas de Dezembro. Se continua assim, precisamos de fazer um fado bem trágico “As águas de Dezembro”, para contrapor às “Águas de Março” de Tom Jobim.
Por fim, uma boa notícia: Manuel Machado teve alta. Sempre gostei do estilo deste treinador, que nunca se escusou a dizer o que pensa. Que regresse o mais cedo possível ao trabalho.

Memória descritiva: Luta armada contra a ditadura (5) – debate com operacionais da LUAR, BR e ARA-

Este debate surge na sequência (e como corolário) de uma série de quatro textos que aqui publiquei sob o título «Luta armada contra a ditadura». Nesses textos, sumarizei os movimentos mais relevantes verificados desde o 28 de Maio de 1926 até ao 25 de Abril de 1974. Numa descrição cronológica (e necessariamente incompleta) englobei os movimentos de natureza militar, os de iniciativa civil, e alguns em que ambas as componentes intervieram. Nos dois últimos textos, tentei sintetizar a acção de organizações clandestinas que, desde o final dos anos 60 e até à Revolução, desenvolveram uma série de acções de sabotagem que constituíram um elemento decisivo no desgaste de um regime fragilizado pela Guerra Colonial, pelas greves, pelas lutas estudantis e por um crescente descontentamento da população.

No arranque deste debate que ficará depois aberto a todos os leitores, vou entrevistar elementos das três organizações que até a 25 de Abril de 1974, moveram essa resistência armada – A LUAR, as BR e a ARA. São eles, por ordem alfabética, Carlos Antunes, comandante operacional das Brigadas Revolucionárias; Fernando Pereira Marques, elemento do comando da LUAR que tentou ocupar a cidade da Covilhã no Verão de 1968 e José Brandão, que integrou a ARA, a organização armada do Partido Comunista Português. Todos eles meus amigos de longa data. É uma conversa entre amigos, portanto, esta que transcrevo da gravação. [Read more…]

Para o anedotário nacional, um acordo entre o Ministério da Educação e os Sindicatos

Imaginem que numa escola apenas existem dois professores que leccionam uma dada disciplina. Imaginem que ambos pretendem atingir um determinado escalão, para o qual haverá uma quota de 30%.

Segundo a proposta ministerial o acordo com os sindicatos, uma vez que ambos os professores necessitam de quem lhes assista a umas aulas, terão de assistir às aulas um do outro. As aulas assistidas, a maior imbecilidade de todo este processo já que qualquer calaceiro prepara 2 ou 3 aulitas à moderna, com uns paurpóins e tudo, mesmo que nas restantes se limite a ditar apontamentos retirados de um manual qualquer, serão uma espécie de intercâmbio: hoje assistes à minha, amanhã vou eu à tua.

Texto parcialmente reciclado do que tinha escrito sobre a proposta ministerial. Esta anedota mantêm-se. Pior do que isso, o processo de avaliação parece-me completamente controlado pelo Diretor da Escola. Ora o modelo de gestão, o regresso do sr. Reitor, foi a pior e mais perigosa herança da ministra anterior, a caminho da privatização / municipalização do ensino público.

Isto não me está a cheirar nada bem, pois não.

Comparação entre Isabel Alçada e Maria de Lurdes Rodrigues (a propósito do acordo com os Sindicatos)

Do nosso leitor Joaquim Ferreira:

Excelente. Finalmente, parece que os professores encontraram uma postura de abertura da parte do Ministério da Educação. Esperemos que o acordo seja capaz, de per si, de contribuir para devolver a serenidade ao processo educativo. Que as escolas possam ter condições para desenvolver o processo educativo num clima de interajuda, de cooperação e não de individualismo, de atrito permanente.

Creio que hoje a vitória não foi nem dos Sindicatos nem do Ministério. Foi uma Vitória da Educação.

Do acordo alcançado, seguramente, não há vencedores nem vencidos. Os professores, se o acordo vai de encontro às suas aspirações, sentirão uma nova energia, uma nova dinâmica para continuar a desenvolver um trabalho em benefício de uma melhor formação das gerações de estudantes que amanhã, serão os governantes deste país. Assim, é o país que fica a ganhar com este acordo. Nenhum cante vitória. Seguramente houve cedências de parte a parte. E isso, sim, contrariamente ao que a notícia do Público que se questionava se Isabel Alçada teria falta de experiência negocial, esta minstra sabia bem o que queria! E preparou-se para levar a “bom porto” o navio que lhe foi confiado. Só os teimosos donos do Titanic insistiram em não querer ver o perigo em que se metiam e obrigaram o timoneiro (comandante) a aumentar a velocidade. para lá dos limites razoáveis suportados pelo navio.

A Ministra da Educação e os Sindicatos deram provas de compreender muito bem o que é negociar. Porque, quando o destino é o abismo, o melhor forma de avançar é “dar um passo atrás”. [Read more…]

Lost (Perdidos) em oito minutos

Lost (Perdidos) é uma das minhas séries de televisão preferidas. É claro que, depois de uma excepcional primeira temporada, reunindo do melhor que já se fez em televisão, entrou numa certa deriva esotérica e de intrincados mistérios.

Cada episódio trazia mais perguntas que as respostas que proporcionava. Às vezes chegava a irritar a ponto de quase nos deixarmos perder no enredo e ponto de quase a deixarmos. Mas quando isso estava para acontecer, como por magia, lá recuperava o fulgor e regressava ao essencial: as teias de complexas relações humanas.

Lost regressa aos ecrãs da televisão nos EUA no início do próximo mês. Em Portugal deve demorar um pouco mais.

Ora, após uma longa pausa de cerca de meio ano, esta parece a altura exacta para recordarmos o essencial que passou. Em oito minutos.

 

http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9/6555681001?isVid=1&publisherID=769341148

Downsizing, dizem eles

É uma triste realidade aquela em que pequenos e médios empresários tentam obter, junto da banca, liquidez para salvarem as suas empresas, depois de já lhes ter sido sugado todo o património e mais algum para garantia dos financiamentos.

Mendigam apoios àqueles a quem eu, eles, e todo o povo português, avalizou os seus financiamentos externos. Pois convém lembrar que a banca portuguesa foi pedir dinheiro lá fora com o aval do Estado português, ou seja com o nosso aval. E a nenhum de nós algum banco deu de garantia o que quer que fosse pelo aval que o povo lhes deu.

Esse dinheiro que veio de fora á custa do nosso aval está a chegar a conta-gotas às empresas, atrofiando-as em termos de liquidez. E quando o empresário chega à banca, como eu já assisti, para pedir ajuda, volta-meia-volta lá vem a lógica do “downsizing”, ou seja, a diminuição da estrutura da empresa para melhorar a sua viabilidade. Que é o mesmo que dizer mandar trabalhadores para a rua para se gastar menos em salários. [Read more…]

A marcha do dia

Queen – Marcha Nupcial

Agora quero esse acordo muito bem explicadinho

Neste caso fala um gajo sindicalizado. Estou na fase da angústia do gajo sindicalizado no momento do acordo.

E ainda não percebi para que lado vai a bola, quanto mais se o remate é forte ou mais em jeito que em força.
http://video.google.pt/googleplayer.swf?docid=-2508211149010194667&hl=pt-PT&fs=true

Pelo menos espero que não nos saia um penalti à Panenka, que são os mais abusados.

Já agora, o tal de acordo está aqui.

A rapariga que finalmente se viu livre do calhamaço sueco

Lisbeth Salander (adaptação ao cinema de "Millennium")

Pronto. Acabei. Tão cedo ninguém me venha falar da Lisbeth Salander nem do Super Sacana Blomkvist. Isto foi uma espécie de uma doença súbita, com períodos de acalmia após a conclusão de um volume, logo atormentados pelos sintomas de abstinência que me compeliam a começar o ler o seguinte.

Falo da trilogia “Millennium”, do sueco Stieg Larsson. Eu até pensava que não gostava. Basta um livro ser um sucesso de vendas em todo o mundo para eu desconfiar que não gosto. Mas a porra da história bem contada, um policial escorreito, a angústia dos nossos tempos tão bem descrita nessa fusão improvável de estatísticas, personagens ficcionais sólidas, linhas de mobiliário Ikea, gadgets e peças de roupa, tornam as quase duas mil páginas  num vício de que não nos livramos até ao último volume. [Read more…]

Tratar o cancro

Ainda todos nos lembramos da discussão sobre as maternidades, que o Prof .Correia de Campos queria fechar e concentrar os meios técnicos e humanos, num menor número de unidades com vista à excelência.

Começou aí a cair um dos homens que mais sabe de Política de Saúde em Portugal, e que toda a vida se preparou para a Gestão da Saúde Pública.

O argumento, contra utilizado até à nausea, é que as crianças passariam a nascer nas ambulâncias por não se chegar a tempo aos hospitais.

O número mínimo de partos para que uma maternidade ofereça serviços de qualidade seria de 1 200/ano. Há muitas unidades que nem chegam a metade e, é óbvio que quando os casos são mesmo sérios acabam nas tais unidades que têm serviços de excelência. Estejam ou não longe!

Agora vamos ver como é que os nossos políticos vão tratar este assunto do tratamento do cancro. As capacidades e especialidades médicas envolvidas são de tal ordem, em termos de quantidade e qualidade, que dificilmente o argumento poderá ser o mesmo. A tentação é seguir as vozes que se vão fazer ouvir das populações e dos profissionais que poderão ser afectados. Mas aqui o que importa é a excelência do tratamento, e não é uma viagem cómoda e tecnicamente acompanhada que fará a diferença.

Não se podem aceitar argumentos de “economicismo” ou “politiqueiros“, ou populistas, o assunto é demasiado sério, nesta doença os argumentos são os que abrem caminho para os doentes, para o seu tratamento ao nível do “estado da arte“, à excelência!

Vamos lá ver se também vamos ter telefonemas em directo nas televisões vindas de dentro das instituições do Ministério…

Macaco condenado

Este é mais um dos Mitos azuis – o líder dos Super é o melhor exemplo do “poder” do Porto! Pelo mais puro receio – e escrevo a sério – não me atrevo a escrever nada além da informação de que foi condenado.

macaco

Será que a direcção do Porto e os portistas vão achar que isto também é manobra para prejudicar o Porto?
Uma vez houve uma declaração da Direcção quando o carro de um cidadão atropelou um jornalista… Quem sabe também agora surge um comunicado a defender o Porsche!

Quantos 25 de Abril houve? (Sousa e Castro responde a Manuel Bernardo)

Iniciamos hoje uma série de depoimentos sobre o 25 de Abril de 1974, da autoria de alguns dos que fizeram aquele dia mágico da História de Portugal. São, na sua maioria, reacções cruzadas à carta aberta que o coronel Manuel Bernardo dirigiu a Marcelo Rebelo de Sousa a propósito do livro do coronel Sousa e Castro, prefaciado exactamente pelo professor Marcelo.

Carta Aberta ao meu camarada Manuel Bernardo, a propósito da carta que enviou a Marcelo Rebelo de Sousa e das considerações nela produzidas a meu respeito.

Caro camarada,

Não o conheço pessoalmente, sigo todavia a sua intermitente intervenção política, sob forma escrita, a propósito dos acontecimentos que vivemos há cerca de três décadas.

Nunca emiti publicamente qualquer juízo de valor acerca das suas opiniões políticas e outras, apesar de em relação a algumas delas discordar profundamente. Que me recorde, apenas por uma vez me interessei pela sua pessoa, perguntando ao nosso camarada Vasco Lourenço por si. Foi-me então dito que o camarada tinha sido um dos raros oficiais, de patente abaixo de tenente-coronel, saneados na sequência do 25 de Abril. A conversa ficou por aí.

Inicio por isso esta missiva, partindo da seguinte convicção: o camarada foi provavelmente alvo de uma injustiça, da parte de militares que como eu se empenharam na Revolução Libertadora, e que não lhe reconheceram na altura a sua hoje proclamada adesão aos valores da Democracia, Liberdade e Pluralismo. Apesar da probabilidade de termos errado, é absolutamente certo que se indícios houvesse, por ínfimos que fossem, de que se tinha empenhado no derrube da ditadura, tal acto não se verificaria. Creio que não negará esta evidência e aceitará que ela balize, desde já, esta minha resposta.

Em relação aos acontecimentos anteriores a 25 de Abril de 1974, nos quais estive razoavelmente envolvido, não encontro de si registo significativo em nenhum deles. Em relação ao 16 de Março de 1974 e ao 11 de Março de 1975, no que vai ficar para a História, não reza qualquer intervenção significativa da sua parte. Fiquei agora a saber que os acontecimentos de 28 de Setembro de 1974 o perturbaram significativamente. [Read more…]

Mário Nogueira apresenta o acordo com o ME

Mário Nogueira

Mário Nogueira esteve agora em directo para apresentar a sua visão do acordo com o ME.

1- A primeira nota, que é a ENORME vitória dos Professores, vai para a possibilidade de todos os professores poderem ir ao topo da carreira. Até aqui, 100 mil teriam que ficar no terço inferior da carreira. Agora, todos, em 34 / 38 anos podem chegar ao topo. está longe de ser óptimo, mas é melhor do que aquilo que se tinha.
Ou seja, está definido um modelo de avaliação, exigente, formativo e que traz paz às escolas. Quem, provar que é bom, pode chegar ao topo.
2- A segunda ENORME vitória vai para o fim da divisão na carreira. Titulares, RIP!
3- Quem já está no sistema, ainda que a contrato, até no privado, não tem que fazer a prova de ingresso.
4- No próximo ano haverá concurso.
5- A avaliação não entra nos concursos!

Fica também em aberto a continuidade da negociação de diversas matérias (horário de trabalho, funcões lectivas e não lectivas, faltas, férias, direitos sindicais, etc…)

Como elementos menos positivos, MN avança:
– os ciclos de 2 anos de avaliação são demasiado curtos;
– o modelo de avaliação está demasiado perto do SIMPLEX;
– a manutenção de quotas para 2 escalões;
– o tempo de serviço (28 meses) congelado continua a ser roubado pelo Governo. isto é, não há contagem integral do tempo de serviço.
– a carreira continua demasiado longa – 34 anos – contra o que defende a UNESCO;

Mário Nogueira felicitou ainda os professores pela luta que desenvolveram.
A luta tem resultados, tem valido a pena e que por isso a LUTA vai continuar. Como sempre podem contar com a FENPROF!”

A crise

Leiam o segundo parágrafo, por favor.

A derradeira derrota de Maria de Lurdes Rodrigues

A professora Isabel Alçada conseguiu em 2 meses de mandato o que a socióloga da treta Maria de Lurdes Rodrigues não conseguiu em mais de 4 anos. Ao ver o acordo de hoje entre o Ministério e os Sindicatos, a antiga Ministra da Educação devia corar de vergonha e perceber quão má foi a sua passagem pela 5 de Outubro. Para os alunos, para os professores, para a Escola Pública.
Maria de Lurdes Rodrigues está morta e enterrada. Pacificadas as escolas, vamos resolver o que verdadeiramente interessa: os problemas do ensino em Portugal.

Sinistra destra: Contratações de Inverno

Em Janeiro comentam-se as contratações de Inverno dos outros, nascem novos blogues e apresentam-se as nossas.

O Arrastão fez 4 contratações de peso, 3  de Coimbra, tal como o 5 Dias tinha encontrado o Renato Teixeira ainda no Outono.

Neste caso não sou só suspeito, mas  muitos vizinhos que conhecia (e alguns que ignorava) ascenderam ao reconhecimento nacional à custa do que chamam blogues,  meio que fez do Januário a Natureza do Mal, leva a Rosa Oliveira a escrever para as pessoas, e coloca Rui Bebiano onde bem merece.

No Aventar contratamos todo o ano, não é um hábito é um vício, e serve esta também para apresentar o Vítor Ramalho, moço com um invejável currículo pelos lados da destra portuguesa, e de quem fui camarada nos idos de 74, numa sua fugaz passagem pelos lados do MRPP. Já me perguntaram 349 vezes como sou amigo de um gajo de direita, e já sei que esse número vai crescer exponencialmente.  Paciência. Este Vítor diz-se nacionalista revolucionário, e de si sabe ele. Desafiei os meus colegas aventadores a termos entre nós alguém que acabou de ser candidato do PNR. Aceitaram porque dentro da nossa regra simples e básica, o bom senso, este é mesmo um espaço de publicação plural. Sei que o Vítor Ramalho vai justificar a sua contratação por muitas razões mas aqui basta essa: é um homem com  bom senso. E ainda por cima instrutor de artes marciais, a melhor preparação  possível para levar porrada, que também é para isso que cá andamos.

Destra Sinistra: Contratações de Inverno

Ora vamos lá completar a história das contratações:

O ano de 2010 começou em grande na blogosfera: nasceu o Albergue Espanhol com uma equipa de luxo e (não resisto) com o CAA a mudar, paulatinamente, de blogue. Antes, a Joana Amaral Dias e Medeiros Ferreira avançaram com o Córtex Frontal. A blogosfera Sinistra está em rebuliço (Arrastão, Causa Nossa, 5dias, etc.)! Já o Delito de Opinião (cada vez melhor) festejou o seu primeiro aniversário e pelo que li da ementa, foi de estalo!

Mas o grande momento destes primeiros dias foi a posta de Pedro Múrias: O Processo Nádega Oculta! Ainda não parei de rir desde 6 de Janeiro!!!

Assim vai a Blogosfera Pátria: pujante!

Acordo!

Está confirmado. Há acordo entre o ME e a FENPROFfree_287718
Acordo ME/FENPROF!

Isabel Alçada na SIC confirma o acordo e valoriza o processo de aproximação entre os Professores e o ME.

ministra

Nos 25 anos da morte de Pedroto

“O Zé do Boné, como muito carinhosamente também foi conhecido, era dotado de uma inquestionável competência técnica e era um estratego por excelência. O Milão de Sacchi, o Barcelona de Cruijff e o Marselha de Goethals, por exemplo, vieram provar, muitos anos depois, como estava adiantado o homem que insistia na defesa em linha, o que, na altura tantas críticas lhe valeu. Além disso, Pedroto criou um estilo de futebol, adaptado às características dos jogadores portugueses, que fez escola. A isso somou uma invulgar capacidade para dirigir e orientar outros homens e uma vontade indomável. O resultado foi a clara ultrapassagem da mediania e a morte do fatalismo lusitano da incapacidade. Ele ajudou a matar o emiprismo reinante no meio da sua profissão e abriu o caminho para o trabalho posterior de muitos outros técnicos portugueses igualmente competentes. Também por isso, tornou-se uma figura referencial e incontornável do futebol português, relegando para a penumbra nomes muito grandes como os de Cândido de Oliveira, Fernando Vaz, Ribeiro dos Reis, Tavares da Silva e Ricardo Ornelas.

Admirador entusiasta de Miguel Torga, apaixonado pela pesca (que lhe garantia o equilíbrio de que precisava para enfrentar o stress da competição) e pelo jogo, Pedroto tinha o vício de ganhar (no futebol, às cartas, à moedinha e a todos os jogos de carácter lúdico para que permanentemente se dispunha). Lutador nato, ganhou todas as batalhas com excepção da derradeira, travada contra um adversário invencível, que o vitimou a 8 de Janeiro de 1985.”

F. C. Porto. 100 Anos de História. 1893-1993, Manuel Dias e Álvaro Magalhães, Edições Asa.

Ligações a visitar:

Pedroto, 25 anos depois: regresso ao futuro em frases

A lenda

PSD dá lição de democracia ao PS

Amanhã darei os Parabéns a quem de direito pela aprovação da lei. Hoje não.
É que, mais uma vez, o PSD dá liberdade de voto aos seus Deputados numa questão que é de consciência. O PS não. Não há críticas?

JOSÉ MARIA PEDROTO, ou "O MESTRE"

Ao cair do pano, uma referência que se impunha, pelo menos para mim enquanto portista. Os demais com outras sensibilidades que me desculpem, mas não podia deixar de o fazer.
Não tive oportunidade de conhecer o Mestre Pedroto pessoalmente. Era amigo do meu avô materno, mas a ocasião nunca surgiu, nunca se concretizou. E faz hoje 25 anos que essa oportunidade se esgotou.
Lembro-me bem do estilo, e estou grato pelo que fez não só pelo FCP como também pela cidade do Porto e pela região do Norte.
Foi ele, através do futebol, que iniciou um árduo trabalho de equilibrar os pratos da balança, e de devolver à cidade o seu orgulho tantas vezes ferido, numa época em que a homens assim se apelidava de “bairristas”.
Obrigado, Mestre.

Agarra que é ladrão!

A peça é do JN (edição Porto, pág.13) de hoje e foi escrita pelo jornalista Pedro Guimarães sobre o assalto a um banco na Maia e é de antologia:

Maria de Fátima, outra testemunha, também teve um papel importante na detenção: “Eu estava a sair do pão-quente quando ouvi berros e disse para o lado: caça que é ladrão e ele foi atrás dele e caçou-o”, explica.

Meus amigos, isto é humor do melhor. Este homem é um verdadeiro perdigueiro!!!

Delfina Barata

ISTAMBUL – A esposa do homem-bomba que matou sete funcionários da Agência Central de Inteligência (CIA) no Afeganistão afirmou hoje estar orgulhosa do marido. “Eu não tenho vergonha. Ele fez isso contra a ocupação americana (no Afeganistão)”, disse a turca Defne Bayrak aos repórteres em Istambul, onde ela vive.

 Se os americanos invadissem Portugal e começassem a dar cabo desta merda toda, Como fizeram no Iraque e continuam a fazer no Afeganistão, matando a torto e a direito, velhos, mulheres e crianças, e a Delfina Barata, mulher do marido Zé António que amarrasse à cintura quatro garrafas de tintol cheias de explosivos e limpasse o sebo a sete agentes da CIA, e dissesse que estava orgulhosa do marido, o que responderíamos nós?

Em revista

Diz o Público que o líder parlamentar social-democrata, Aguiar Branco, rejeita a possibilidade de mais um “orçamento limiano”.
Acho muito bem: o que as contas do Estado menos precisam é de matéria gorda. Nem um orçamento de tempos de vacas magras bate certo com queijo flamengo.
Já a TVI24/IOL destaca que as ambulâncias do INEM estão a servir de taxi gratuito para os utentes.
É o que dá não haver investimento sério e eficiente na rede de transportes públicos, a par da subida do crude que tem aumentado o preço da bandeirada.
Ainda a TVI24/IOL, refere que uma lésbica se manifestou durante a apresentação de um livro contra o casamento homossexual.
Parece-me que há pessoal que ainda não se apercebeu bem das potencialidades que o casamento homossexual terá em sede de manifestações lésbicas: a partir de agora muita gente não terá de andar a ver cenas lésbicas às escondidas na net, poderá usufruir duma vistas dessas sentado num qualquer banco de jardim e ao vivo.