Se querem voltar aos debates quinzenais para fazer as palhaçadas que o CHEGA hoje fez na Assembleia da República, então estarão a dar razão a quem diz que tal só serve mesmo para quem fabrica soundbytes.
Selecção de ParaHóquei já em Amesterdão
Já está em Amesterdão, tendo em vista a participação no Campeonato Europeu absoluto de ParaHóquei (Eurohockey ID Championships Amsterdam), a selecção nacional da modalidade, que viajou esta madrugada.
Enquadrada pelos técnicos Hugo Santos e Patrícia Ângelo, pela FPH, e pelo dirigente da ANDDI, Manuel Carvalho, deslocaram-se os seguintes atletas: Diogo Costa, AD Lousada; Joaquim Pereira e Sérgio Areias, Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde; Paulo Nunes e Vasco Vicente, ARCIAL, Oliveira do Hospital; Luís Marcelo Rodrigues e Daniel Freitas, CAVA, Vieira do Minho; Fábio Coelho, Luís Almeida e Renato Oliveira, Clube de Gaia. [Read more…]
Monte Negro – a nova face de El-Rei Dom Sebastião

Fotografia: Tomás Silva
Luís Montenegro é, por estes dias, a personificação do mito sebastianista lá para os lados do velhinho PPD.
Depois de anos amolecido, foi preciso esperar que o ruinoso Rui Rio terminasse os seus mandatos e não se re-candidatasse, para que o agora líder do PPD (sem SD) se mostrasse pujante e firme. Luís Montenegro é como aquele puto que, na escola, nas aulas de educação física, diz que é o melhor da turma porque corre muito e resiste a todas as provas de apetência física – mas só se mostra disposto a fazer a aula quando há greve dos professores. Luís também é como aquele nosso colega que diz que já galou duas, três, quatro ou seis, mas que nunca teve uma namorada que conhecêssemos.
Centrista justiceiro, anti-social-democracia, anti-socialismo e anti-ultra-liberalismo, Montenegro é aquele/a namorado/a antigo/a, com quem acabamos a mal, mas que uns anos depois nos aparece à porta, com um novo penteado, uma nova cor nos lábios, roupas caras no corpo e um botox aqui e ali… parece outro/a e até nos perguntamos se a Cátia Montenegro de 2012, que nos traiu com aqueles estrangeiros, é a mesma que nos aparece em casa, hoje, pedindo mil desculpas, berrando amor eterno, jurando compromisso e seriedade. Podemos, por uns instantes, duvidar. De facto, a Montenegro de hoje está mais madura, as mudanças, nota-se, fizeram-lhe bem: está solta e airosa. É, portanto, natural que qualquer Ser Humano se deixe apanhar no emaranhado de charme que esta espalha. No entanto, vista bem de perto, chegamos à conclusão: esta é a mesma Cátia. Tem os mesmos maneirismos, fala das mesmas coisas e continua a dar-se com as mesmas amigas tóxicas com quem se dava em 2012.
Este Luís Montenegro é a nossa Cátia. Hoje, diz-nos que quer ser sério, que se compromete com o país e que não se aliará a forças “racistas e xenófobas”. “Segue-me/Prende-me/P´ra lá/Do meu horizonte”… e fala-nos de amor! Não nos engana: estamos fartos de saber que no PPD não há Santos, só Pecadores. Hoje diz-nos tudo isso, mas é tarde demais.
Cátia, não nos esquecemos do teu papel troikiano, não nos esquecemos da maçonaria, não nos esquecemos que assinaste uma carta onde comparas a homossexualidade à pedofilia, não nos esquecemos dos quatrocentos mil euros em ajustes directos e não nos esquecemos que “a vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor”. Cátia, até podes ansiar, hoje, que eu, desesperado, veja em ti Dom Sebastião nas minhas manhãs de nevoeiro, mas quanto mais te aproximas, mais eu reparo: ah!, afinal é só o Luís Montenegro, o neo-liberal de sempre.
É natural que Montenegro não se queira associar a forças reaccionárias. O Luís já é reaccionário que chegue.
Subsídio-dependente com a boca na botija

Fotografia: Lucília Monteiro
Há uns dias, partilhei neste espaço a notícia de que a empresa de Mário Ferreira, o magnata dos barcos e de outras mil e uma coisas, era candidata a receber subsídios estatais.
Esperei uma reacção por parte da bancada parlamentar do CHEGA, mas até hoje… nada. Sei que são contra ciganos receberem ajuda do Estado, mas é estranho que não se manifestem quando este cigano se candidata ao pote. Bem sei que, dependendo do peso da conta bancária de cada um, ou se é beneficiário de um “subsídio” ou de uma “capitalização”.
Hoje, para choque, surpresa e horror (!) – de ninguém -, é noticiado que a Douro Azul, a menina dos olhos do “trapaceiro mor”, é alvo de buscas por suspeitas de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais no negócio da compra e venda do navio Atlântida (negócio que, segundo o antigo líder da comissão liquidatária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, se fez com recurso a “alta corrupção”). “Houve alta corrupção que envolveu políticos em funções, o Conselho de Administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o júri do concurso, o BES e o comprador”, disse João Pedro Martins, arrolado como testemunha pela defesa da ex-euro-deputada Ana Gomes, num processo movido por Mário Ferreira contra esta última por “difamação” (Ana Gomes chamou “trapaceiro mor” e “escroque” ao candidato a subsidiário e agora alegado corruptor). Neste caso, como no da “capitalização”, aguardarei pacientemente por uma reacção da seita proto-fascista, evangélica e pró-chalupice que é o partido de André Ventura. Não me desiludam e ataquem lá este cigano.
Obviamente, a notícia e as suspeitas não escandalizam ninguém. É um passo lógico – quem mais acumula tem tendência a não olhar a quaisquer meios para chegar ao fim desejado: a acumulação injustificada de riqueza. Mais cedo ou mais tarde, isto descobrir-se-ia. Mário Ferreira, sabemos, é um ás do negócio e, como tal, da falcatrua e do roubo. Foi assim que chegou ao topo e era assim que planeava manter-se lá. Até hoje.
Passismo sem Passos

Luís Montenegro foi finalmente rei e senhor do congresso do seu partido. Teve-o na mão. Subiu várias vezes ao púlpito, com a confiança de quem passou anos a preparar este momento, sorriso de orelha a orelha e muitas ideias para o futuro do país.
É bom que o PSD tenha muitas ideias para o futuro do país. O país precisa sempre de muitas ideias para o futuro, porque costuma ter poucas. E o PSD de Montenegro deve apresentar as suas, que, a julgar pelas escolhas para a nova cúpula da São Caetano, serão, pelo menos em parte, previsíveis.
Montenegro serviu-nos um appetizer do PSD que se segue, logo na sua primeira intervenção. Começou por puxar o partido para a direita, “à velha moda do PPD”. Seguiram-se as demarcações. Primeiro do “socialismo” do PS, com o busto de Sá Carneiro a ver lá atrás, a seguir do “ultraliberalismo”, numa clara alusão à IL, feita, em boa medida, de dissidentes do PSD. Estranhamente, ou talvez não, não se falou no CH, no segmento dedicado aos afastamentos.
Quem se afastou, e fez questão de o dizer com todas as letras no congresso, foi Jorge Moreira da Silva:
O Costa com uma perna às costas

Não!
Não posso…
A sério que ainda há malta surpreendida por António Costa ter segurado Pedro Nuno Santos no governo?
For fuckin real???
Para essas pessoas, com todo o respeito e carinho, tenho apenas duas palavras: Eduardo Cabrita.
Quanto a Pedro Nuno Santos: o ministro não deu um tiro no pé. Pisou uma mina, que ele próprio colocou, e ficou sem uma perna. Quem rebentou com o pé foi o nosso primeiro, que fez também uma triste figura.
[Read more…]Luís Montenegro e a extrema-direita
O diabo está nos detalhes. pic.twitter.com/URWc8uz6zo
— Uma Página (@UmaPaginaSocial) July 4, 2022
A política é uma arte, para quem a tem e domina. É verdade que as massas são predominantemente ovinas, a começar pelo centrão, onde qualquer filho do papá ou da mamã com posses pode ser líder da jota e chegar ao Parlamento, lambendo ou até fornicando as solas certas, mas isso não invalida que por ali pontuem alguns artistas.
Luís Montenegro tem arte, e isso é inegável. A cria do maior da aldeia até pode chegar a deputado, mas não vai para líder parlamentar com a massa encefálica de uma alforreca. E Montenegro, gostemos ou não do homem, tem retórica acima da média da classe.
[Read more…]Uma questão de patrocínio
O problema de Marcelo Rebelo de Sousa, foi não ter o amigo Ricardo Salgado para lhe proporcionar as delícias de Vera Cruz.
Assim, fomos nós a pagar umas férias transvestidas de visita oficial.
Só podia correr bem.
Maria Luís Albuquerque

A Maria Luís Albuquerque que foi eleita no segundo lugar na lista de Luís Montenegro ao Conselho Nacional do PSD não é aquela Maria Luís Albuquerque que há uns meses apresentou um livro de um extremista dedicado a Trump, Orban e Bolsonaro, pois não?
Não, não pode ser. O PSD é um partido moderado que não se mete com essa gente nem se mistura com extremismos.
Pois não?
Canção de embalar
Perde a estrela d’alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu’inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

Subsídio-dependência
Banco de Fomento vai capitalizar 12 empresas de “interesse nacional”, incluindo a de Mário Ferreira
Estes ciganos são muito espertos! E ficam mais caros que os outros! Como é lógico, o CHEGA irá reagir em breve, pois estes ciganos não podem sair impunes.
Tranquem as portas. Não vá um destes ciganos entrar-vos em casa. Em última instância, é colocar um sapo à porta.
Construam-me porra!*

Há uma canção dos Xutos e Pontapés que começa assim – de Bragança a Lisboa são 9 horas de distância. E por aí fora. De Beja a Lisboa são mais ou menos 175 km de carro, 2 horas e pouco de viagem. Há um aeroporto em Beja. E porque não investir numa linha ferroviária, rápida, entre Beja (aeroporto) e Lisboa? Os custos (financeiros e ambientais) serão ridículos comparados com os custos de um novo aeroporto em Lisboa. Se o Ministro Pedro Nuno Santos, agora transformado em Egas Moniz, tivesse tomates (que demonstrou não ter), era isto que fazia, em vez de andar armado em Duarte Pacheco.
- Pichagem existente no local de Alqueva, muitos anos antes da construção da barragem.
Emplastro bom, emplastro mau

Chegou um novo jogador ao Benfica, na passada semana, do qual eu nunca tinha ouvido falar. Não é provocação. Até porque esta posta não tem nada a ver com o Benfica e eu cada vez percebo menos de futebol. Tem a ver com Fernando Santos a.k.a. O Animal ou O Emplastro, e com o seu indecifrável super-poder de omnipresença.
Não consigo perceber como é que ele faz o que faz. Como é que ele está sempre em cima do acontecimento?
Olhemos para o caso do jogador David Neres, que eu vim a conhecer por causa do suspeito do costume. O Fernando até pode ter acompanhado o processo de contratação pela comunicação social, mas como é que ele sabia que o jogador chegava naquele dia? Quem o informou? Como é que ele aparece no exacto momento em que o directo apanha o reforço do SLB a sair do aeroporto?
[Read more…]A TAP e a ANA estão-lhe no sangue
Pedro Nuno Santos começou a sua comunicação ao país, com cerca de 30 minutos de atraso.
O Circo

O Ministro Pedro Nuno Santos, deste Governo (e do anterior), numa entrevista ontem sobre o aeroporto disse o que disse. Ponto. Está gravado. Não vale a pena andarmos com o que foi para o Diário da República, e a anulação comunicada. Num País decente duas hipóteses se deveriam colocar, independentemente de tudo o resto. Ou pedia a demissão, ou era demitido. Rapidamente. Seriam muitas as interpretações e as consequências, mas é a vida de quem anda nestas andanças, e todos conhecem as regras.
E portanto, como nada aconteceu até agora, ressalta o carácter, ou a falta dele, das pessoas que estão, infelizmente, mas com toda a legitimidade democrática, a ocupar os cargos de 1º. Ministro e de Presidente da República.
Lá virá a treta das questões institucionais, do país, do interesse nacional (seja lá isso a que se referem) etc., etc.
Ou o 1º. Ministro vai imputar a demissão de Pedro Nuno Santos ao Presidente da República. Um número de circo.
O problema é que quem está a mandar são os palhaços, cuja profissão é ser palhaço, mas não sabem gerir um País.
Refugiados da Ucrânia que ninguém quer
Já se sabia disto há algumas semanas, mas assobiamos todos para o lado, na esperança que a coisa se resolvesse. E sim, esta situação era mais do que expectável. Por muito que o queiram negar, Portugal tem um problema de racismo e esta situação só o veio confirmar.
Segundo Laurinda Alves, vereadora da CM de Lisboa, estão cerca de 60 refugiados, vindos da Ucrânia, no abrigo temporário da autarquia, porque, afirma a vereadora, “ninguém os quer”.
E porquê?
Porque o tom de pele está no pantone errado.
Nenhum deles é branco.
São sobretudo estudantes de países africanos.
E, muito provavelmente, rezam a um Deus diferente.
E assim vamos!

Aeroporto Francisco Sá Carneiro, 27 de Junho, 18.00h (que raio de ideia baptizar um aeroporto com o nome de um 1º. Ministro que morreu na sequência de um voo!) Estou a aguardar um voo para Faro. Como tenho tempo, vou circular, e entre lojas de bebidas, de perfumes, de roupa, de calçado e de comes e bebes, entro numa que tem revistas, jornais, livros, brindes, e coisas afins. Depois de ver as capas dos jornais vou dar uma pestanada aos livros. Reparo em dois, um ao lado do outro. Nada contra vender livros, e onde queiram e os aceitem. Tiro a foto que acompanha este post, e pergunto-me se estes livros são a imagem do país que somos. Se calhar são. Se se anda a promover o nosso sol e as nossas praias (do melhor que há) a nossa comida (nem tenho palavras), e o nosso vinho (excelente, quer o dito Vinho do Porto, baptizado em Gaia, quer os tintos do Douro, etc), onde fica a nossa literatura ? (Eça, Pessoa, Camões, Camilo, Gil Vicente, Saramago, Lobo Antunes, Torga, Aquilino, e tantos outros). Deve ser mesmo muito fraca e envergonha-nos, portanto não pode estar nas portas de entrada e de saída do nosso País.
Wokismo é folclore. Poder é outra coisa
Somos constantemente bombardeados com histórias mirabolantes sobre o lobby woke, que, alegadamente, tomou conta dos EUA. Sobre o poder de uma esquerda que praticamente não existe, com a excepção de uma meia-dúzia de representantes eleitos em círculos mais progressistas, como Ocasio-Cortez ou Bernie Sanders, que por cá, quanto muito, integrariam as fileiras do PS ou, no limite, a ala social-democrata do BE.
Acontece que, nas questões que realmente importam, nas decisões que realmente pesam e definem o futuro dos americanos, vemos quem verdadeiramente manda naquele país.
Vemo-lo no enorme fosso que separa ricos e pobres, num país que ainda é a maior economia mundial e permite que pessoas trabalhadoras vivam em tendas, porque não ganham o suficiente para pagar uma casa. Em nome da liberdade, dizem eles.
Abortos republicanos
Sarah Huckabee Sanders after her gubernatorial primary win: "We will make sure that when a kid is in the womb, they're as safe as they are in a classroom."
— Brian Tyler Cohen (@briantylercohen) June 26, 2022
Um. pic.twitter.com/qNsWoxUmJU
Sarah Huckabee Sanders, outrora porta-voz de Donald Trump, hoje candidata a governadora do Arkansas, quer que as crianças estejam tão seguras no ventre da mãe como nas salas de aula. E diz isto sem se rir.
Nunca desiludem

O Ventura e o seu Chega já se revoltou e exigiu aos seus deputados não aceitarem receber tanto? O Bloco e a Catarina já iniciaram os preparativos para a marcha da revolta?
Flat tax, baixos salários e outras falácias

Sempre que vem a baila alguma discussão sobre flat tax, aqui d’el rey que perigosos Liberais ou neoliberais, estão a cumprir a agenda escondida de defender capitalistas, investidores financeiros ou cidadãos ricos.
Neste post, ver quadro acima, irel apenas abordar salários brutos inferiores
a mil Euros, normalmente aplicáveis a empregados por conta de outrem, com baixas qualificações, os tais
que os bonzinhos de Esquerda defendem e que os malditos Liberais como eu, querem
prejudicar com alteracões à política fiscal. nomeadamente a tal flat tax, para que fiquem a pagar mais… [Read more…]
If you’re pre-born you’re fine, if you’re pre-school you’re fucked
O melhor resumo sobre o retrocesso a que os conservadores trumpistas estão a condenar as mulheres norte-americanas é de… 1996.
O grande George Carlin explica melhor, no vídeo.
Refrão escrito pelo Carlos Tê para o Rui Veloso
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa

O Supremo Tribunal dos EUA reunido. A cores. Circa 2022.











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