Banco de Portugal diz que SIBS e bancos é que exigiram cartão bancário para operações homebanking.
O cartel da banca quer o teu dinheiro
O cheiro a trickle down economics pela manhã

EDP Renováveis, Galp, Jerónimo Martins e vários bancos portugueses, com destaque para BCP e BPI, continuam a anunciar lucros recorde, num ano em que os preços da energia e dos alimentos aumentaram sucessivamente, e em que a banca, que pontualmente resgatamos, e que oferece uma das piores taxas remuneratórias para depósitos a prazo da UE, obteve ganhos fabulosos resultantes do aumento dos juros impostos pelo BCE.
E vocês, também adoram o mercado a funcionar e o cheiro a trickle down economics logo pela manhã?

Meloni e Salvini ao serviço da banca

O governo italiano surpreendeu meio-mundo com o anúncio de um pesado imposto a aplicar aos lucros extraordinários da banca: 40%.
A direita que quer normalizar a extrema logo alertou para o lado esquerdalho da medida, aproveitando para se lançar nas habituais falsas equivalências.
De pouco lhe valeu.
Porque a extrema-direita, ao contrário da esquerda, não recua perante a banca. Opta antes por lhe fazer a vida negra, sem receios de corte de financiamento, que de resto não existe, porque a banca não financia os seus antagonistas.
Já a extrema-direita, em Portugal ou em Itália, recebe generosos donativos da elite financeira. Porque, mais direito humano, menos direito humano, serve os seus interesses. E, depois do puxão de orelhas dos “mercados”, Meloni limitou a medida a apenas 0,1% dos seus activos totais da banca. E puf, mais um rato foi parido.
Fracos com os fortes, fortes com migrantes, com as minorias e com os beneficiários de apoios sociais. No fundo, apenas mais um fantoche do sistema que dizem combater.
Tax the Poor

Guerra, inflação, especulação imobiliária e aumento generalizado do custo de vida.
O que fazer?
Não posso taxar as grandes fortunas, ou os lucros astronómicos dos grandes poluidores, que isso do clima resolve-se com bicicletas e palhinhas. Os lucros da banca também não, principalmente em Portugal, que ainda há para lá uns certificados de aforro a 2,5% e os bancos já não aguentam a concorrência, quanto mais outro imposto. Tecnológicas? Porra! Ainda nos substituem por AI.
Mas então, o que fazer?
Já sei: vou aumentar novamente a taxa de juro de referência. A malta já anda há muito a viver acima das suas possibilidades. Que gastem menos dinheiro em vinho verde e coisas.
Marques Mendes against banqueiros

Reparem que foi Marques Mendes o conselheiro de Estado, não Marques Mendes o comentador/membro de conselhos de administração de grandes empresas. Esse costuma ser mais brando na censura a aplicar à banca. Mas não deixa de ser um momento inesperado de grande esquerdalhice de tão destacado intelectual da nossa direita. Ali a roçar o extrema-esquerda.
Certificados de aforro: o cartel é quem mais ordena

Coube a João Nuno Mendes, Secretário de Estado das Finanças, a árdua tarefa de vir a público garantir ter havido “zero pressão” da banca no cancelamento da série E dos certificados de aforro, que remunerava até 3,5%.
No início achei estranho, dado que, dias antes, ouvi o antigo presidente do IGCP, hoje presidente do Banco CTT, defender a suspensão da emissão de certificados de aforro, que o governo, solícito, cancelou quatro dias depois, na passada Sexta-feira.
Depois ocorreu-me tratar-se do mesmo secretário de Estado que soube da indemnização de Alexandra Reis pela comunicação social e pensei: coitado, mais um infoexcluído.
Adiante. [Read more…]
Um problema de liquidez

Basta surgir uma brisa mais forte e a banca abana com um “problema de liquidez”. E logo aparece o Estado-papá, para deitar a mão ao menino com os mealheiros dos outros meninos.
Quais meninos?
Vocês sabem: os meninos que vivem acima das suas possibilidades, que têm a ousadia de jantar fora à Sexta e com isso obrigam os banqueiros a fazer negócios ruinosos tipo BPN e BES. [Read more…]
A surpresa, o choque, o horror
Por falar no Santander…
O virtuosismo frugal que não assiste ao povo de nababos que somos, oportunamente assinalado pelo CEO do Santander Portugal, Pedro Castro e Almeida – um homem com “um apelido muito forte na banca” – trouxe-me à memória alguns casos, mais ou menos recentes, envolvendo a divisão portuguesa do banco espanhol.
O primeiro destes casos remonta a 2015. O Banif estava em colapso iminente e uma notícia bombástica da TVI levou à queda abrupta do seu valor em bolsa, acelerando a morte do banco insular. O Banif acabaria na carteira de activos do Santander, pela módica quantia de 150 milhões de euros, com o alto patrocínio dos contribuintes portugueses, que lá decidiram aplicar 2,4 mil milhões dos seus impostos a fundo perdido.
À data, a TVI era propriedade do grupo Prisa que, imagine o caro leitor, tinha o Santander como accionista da referência. Parece conveniente, mas, na verdade, não passou de uma triste coincidência, rapidamente aproveitada por essa gente que só protesta contra a banca porque é invejosa. [Read more…]
O CEO do Santander os portugueses que vivem acima das suas possibilidades entram num restaurante…

Em 20 anos, os portugueses foram coagidos a despejar 22 mil milhões de euros na banca corrupta e incompetente deste país, que sempre viveu muito acima das suas possibilidades, mas volta e meia têm que levar com estes moralistas porque ainda ousam jantar fora. E continuam a dar créditos para tudo e mais alguma coisa, mesmo quando é evidente que o risco de incumprimento é real. Que grandes imbecis.
Fernando Ulrich, um banqueiro em defesa da classe política

Fernando Ulrich, banqueiro de uma longa linhagem de banqueiros e donos de Portugal, afirma não alinhar “na conversa de que temos maus políticos”. Compreende-se. É malta que nunca lhe falhou.
Credit Suisse e Deutsche Bank à beira do colapso porque a maralha voltou a viver acima das suas possibilidades
Crescem as suspeitas de que o Credit Suisse e o Deutsche Bank estarão à beira do colapso. E que o eventual colapso, apoiado na queda abrupta do valor das acções (as do Credit Suisse caíram cerca de 75%, desde Fevereiro de 2021) e na subida à pique dos credit default swaps, para valores superiores aos registados durante a crise de 2008, poderá ter consequências mais desastrosas que a queda do Lehman Brothers.
Lembram-se da queda do Lehman Brothers?
Foi aquele banco americano, ícone maior da superioridade do extremo-capitalismo neoliberal, que se desmoronou e levou com ele a economia mundial. Ou, traduzido para conservador-liberal, o Sócrates a governar e o povinho a comer bifes à maluco. A tradução para facho é parecida, basta acrescentar o termo “vergonha” em qualquer ponto da frase.
[Read more…]Só para recordar
Só para recordar, o “resgate” da Troika custou ao país 78 mil milhões de euros. Banca já custou 28% deste valor.
É só fazer as contas e lembrar a conversa sobre viver acima das possibilidades, como disse o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas.
Quem é que a Troika veio mesmo salvar? E quem é que andou a viver acima das possibilidades? Ficam estas questões retóricas para quando o próximo pantomineiro lhe apontar o dedo.
Parasitas

O problema dos parasitas que vivem acima das suas possibilidades é que forrobodós como este tendem a terminar sempre da mesma maneira: com o Estado a enfiar lá o nosso dinheiro e uns quantos destes parasitas a acusar-nos a nós de viver acima das nossas possibilidades. Porque de facto vivemos? Não. Porque acabamos sempre a pagar a factura do parasitas, bem acima das possibilidades deles. Ainda bem que as taxas de juro estão a aumentar. A bolha que vai rebentar não se vai pagar sozinha.
Eu pago, tu pagas, o banqueiro lucra

No mundo encantado da banca, o banqueiro ganha sempre.
Se os tempos são de prosperidade, o banqueiro ganha.
Se os tempos são de crise, os contribuintes abrem os cordões à bolsa e o banqueiro ganha.
Nos restantes tempos, como nos outros, vale tudo. Desde que o banqueiro ganhe.
Agora, os tempos são de aumento de comissões. E de duplicação de lucros. E de generosas distribuições de dividendos. Melhores tempos virão. Para eles, claro. Para nós é sempre entre o aumento de custos e o resgate financeiro.
Ícaro Rendeiro Epstein

João Rendeiro foi encontrado morto na cela que partilhava com 50 reclusos, em Westville, na cidade sul-africana de Durban.
Voou alto, mas, como Ícaro, a ambição levou-o a aproximar-se em demasia do sol, e as asas de cera acabaram por derreter.
Das capas de jornais e revistas, sempre apresentado como um génio da banca, Rendeiro caiu a pique e acabou pendurado numa cela de um país de terceiro mundo. Um fim inesperado, para quem ainda “ontem” se passeava pelo mundo em jactos privados.
[Read more…]Goze-se o Rendeiro e que se foda o politicamente correcto

Existe uma certa aura de justiça divina, em torno da tanga nacional resultante daquela foto de João Rendeiro de pijama, como alegadamente foi apanhado pelas autoridades.
Porque gozou com os portugueses, que assaltou sem vergonha, e o karma, esse prostituto, é cego como a justiça deveria ser.
Porque enganou o país, enganou as autoridades, enganou os depositantes e investidores do BPP, enganou tudo e todos, sem nunca abdicar do tom trocista que exibia em entrevistas e no seu blogue. Caso para dizer: ri-te agora, ó palerma de pijama!
João Rendeiro e Cavaco Silva: uma pequena história com pouco interesse

Ai aguenta, aguenta
É calar, pagar e aguentar.
E ainda se fala mal da Justiça
Afinal a Justiça é bem mais eficaz do que a Banca: olhem como Joe Berardo arranjou património para cumprir as suas obrigações.
O banco dos cartéis

Durante décadas, o HSBC, um dos maiores bancos do mundo, lavou centenas de milhões de dólares para cartéis mexicanos de drogas. [Netflix, série 1, episódio 4]
Entretanto, há 6 anos…

Há 6 anos, o Tyrannosaurus Passus dizia que não tinha amigos – o que não o impediu ir fazer a vidinha como professor convidado catedrático do curso de Economia da Universidade Lusíada. O tema, na altura, era a “ajuda” ao BANIF. Reza a Wikipedia sobre este assunto: [Read more…]
Insegurança na banca online

A banca está a alterar a forma de autenticação nos serviços online, passando a usar, de uma forma generalizada, as SMS neste processo. Contrariamente ao que se poderia pensar, esta prática não é recomendada. [Read more…]
Regular a banca para salvar a economia

Marisa Filipe
Elizabeth Warren, candidata presidencial e senadora democrata, quer implementar uma revolução na banca dos EUA, um plano Glass- Steagall para o século XXI. Se nunca ouviu falar deste plano, voltemos um bocadinho atrás na história.
Em 1929, a banca de Nova Iorque desmoronou-se da noite para o dia. A especulação atingira o seu limite e a falta de regulação bancária provocou um terramoto financeiro, económico, político e social. Em poucas horas, milhares de empresas fecharam portas com bens acumulados e desvalorizados e milhões de americanos ficaram no desemprego. Perante este cenário de catástrofe, dois senadores criaram uma lei, à qual deram os seus nomes, Glass e Steagall, que separava a banca comercial da banca de investimento e que esteve em vigor, no EUA, até à era Clinton. A partir daí, a desregulação atingiu o seu apogeu nos anos 90 e não houve mão visível ou invisível que regulasse o mercado.
Os loucos anos 90 traduziram-se em capitalismo desregulado em que o lema bancário de Wall Street defendia que quanto melhor estivesse a banca, melhor estava a economia. E quanto mais a banca estivesse desregulada, melhor a economia se comportava no mercado livre. Ora, a desregulação da banca criou bolhas imobiliárias, swaps e outros créditos de risco que, quando a bolha rebentou, rebentaram a economia. E os clientes da banca comercial, avessos a créditos de riscos, e os contribuintes alheios às negociatas privadas, tiveram todos de ir salvar a banca e seus especuladores. [Read more…]
Há que dizê-lo…

Aos indignados com a prestação do comendador Joe Berardo na A.R., relembro que a dívida contraída serviu para ajudar o governo de José Sócrates a travar uma OPA da Sonaecom à PT e fortalecer na disputa de poder pelo controlo do BCP a facção que permitiu a Santos Ferreira e Armando Vara liderarem o Banco. Tudo feito de acordo com os interesses dos donos disto tudo, em conivência com o PS. Vários ministros de então continuam hoje no governo…
Gente que sabe onde está

Golpes de teatro, golpes de rins, golpes baixos. Só faltou mesmo um golpe de estado para compor o ramalhete. Foi uma semana particularmente animada, esta, que culminou numa sexta-feira a fazer lembrar os mais delirantes absurdos dos Monty Python. Mas, ao contrário destes, sem nenhuma piada – a não ser para um muito reduzido número de protagonistas/usufrutuários das manhas da política, dos truques do mercado e dos atalhos da lei.
A santa aliança entre Banca e políticos…
Esta semana, uma vez mais os principais banqueiros do rectângulo pretenderam cobrar comissões por transações nas ATM, história reciclada que nada tem de novo, a pretensão é antiga, mas que permitirá ao governo de esquerda, todo modernaço, dizer que não, defendendo o povo e fazendo frente aos tubarões da alta finança. O embuste do costume para enganar papalvos, como é timbre da equipa de mestres da ilusão que governa o país. Há favores por pagar e todos os banqueiros sabem quanto e quando têm de pagar a quem os auxilia sempre que estendem a mão. [Read more…]








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