Ecos do ministério da propaganda

MoP

Os ideólogos do velho regime estão a tentar, uma vez mais, vender-nos o fim do acordo à esquerda, procurando criar artificialmente a instabilidade que o sistema financeiro não lhes fez ainda o favor de criar. Os blogues afectos ao “Tea Party” nacional, onde se inclui o blogue travestido de jornal que congrega parte significativa da fina flor que inspirou o ministério de propaganda pafista, querem que acreditemos que a votação do orçamento rectificativo representa o início do fim do acordo entre PS, BE, PCP e PEV. Como se o PSD não estivesse forçado a no mínimo abster-se da solução apresentada para a borrada que fez no governo, e com a qual o seu líder afirmou concordar. Como se os partidos à esquerda do PS fossem telecomandados como os deputados do PSD e do CDS-PP o foram durante a vigência do anterior governo. Como se esses mesmos partidos de esquerda, cientes do sentido de voto do PSD, não soubessem de antemão que poderiam juntar o melhor de dois mundos e agradar ao seu eleitorado ao passo que nada de grave se passava com o seu parceiro governamental. [Read more…]

Finalmente Cavaco falou sobre a herança da direita

“A governação ideológica pode durar algum tempo, faz os seus estragos na economia, deixa facturas por pagar, mas acaba sempre por ser derrotada pela realidade” [P]

O denominador comum

Bancos

Para sermos mais honestos que ele teríamos que nascer duas vezes. Isso e condecorar Alberto João Jardim no dia em que o país acordou em sobressalto com mais um assalto bancário ao bolso do contribuinte, cortesia do banco que financiou o regime que enterrou a Madeira em dívida, sob a batuta daquele a quem Cavaco entregou hoje uma comenda e apelidou de patriota.

Sempre que nos deparamos com estes actos de terrorismo financeiro, que pelas contas do Diário de Notícias já custou aos contribuintes cerca de 13 mil milhões de euros desde 2007 – 7,3% do PIB, quase um ano de colecta de IVA – surge o denominador comum: Cavaco Silva. Foram os seus rapazes que arruinaram o BPN, foram vários os financiamentos de campanha que lhe chegaram do BES, o tal banco no qual os portugueses podiam confiar, e agora sabemos também que foi cúmplice no encobrir de uma fraude com a chancela de altas individualidades do seu partido. Cavaco, sempre Cavaco. Será que ainda vamos a tempo de o ver assim?

Fotomontagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Saída limpa? Vai um BANIF para debaixo do tapete.

banif
“Estou consciente que tempo adicional foi repetidamente dado para que o banco [BANIF] endereçasse os problemas. Isto foi motivado por considerações de estabilidade financeira e, recentemente, por considerações de não colocar em perigo a saída do país do Programa de Ajustamento Económico.” Margrethe Vestager, Membro da Comissão Europeia, 12 de Dezembro de 2014, via TSF

Preto no branco, a Comissária afirma que o problema do BANIF não foi resolvido para não estragar a saída limpa. Houve um conluio entre a CE e o Governo Português, de Passos Coelho/Paulo Portas, para fabricar um sucesso que não era real. Com que objectivo? À CE interessava ter um caso em que a austeridade tivesse “funcionado” e o governo construiu uma teia de medo/sucesso baseada nesta falsidade. Medo reflectido no, ainda hoje, usado pregão “não estraguem” e sucesso ficcionado com argumentos inventados.

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A autocrítica de Cavaco Silva

Cavaco

Num raro momento de lucidez, quiçá uma vez mais inspirado por Nossa Senhora de Fátima, Cavaco Silva brindou hoje os portugueses com um inédito momento de autocrítica, longe dos tempos em que a arrogância que o caracteriza o levava a dizer barbaridades como “Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas“. Questionado por jornalistas sobre o caso Banif, o presidente da República fez as seguintes declarações:

É preciso medir bem as palavras quando se fala do sistema bancário, porque o seu funcionamento é decisivo para o funcionamento da nossa economia e consequentemente para o crescimento do emprego e da nossa produção.

O bom senso e o conhecimento das funções do sistema bancário aconselham muito cuidado nas palavras que se pronunciam em público.

Cavaco estaria com certeza a referir-se ao fatidico dia 21 de Julho de 2014 quando, à margem de uma visita à Coreia do Sul, não teve o bom senso de estar calado, afirmando perante o país que os portugueses podiam confiar no BES. Por não saber medir bem as suas palavras, ou talvez por fraco conhecimento das funções do sistema bancário, Cavaco Silva não foi cuidadoso com as palavras que pronunciou em público e contribuiu decisivamente para enganar a população portuguesa sobre à real situação do BES. O resto da história o caro leitor já conhece. Está inclusive a pagá-la.

A carta que António Costa podia muito bem ter enviado ao senhor Aníbal

Cavaco

Por último, quero sossegar V. Exa. acerca das medidas que o meu governo vai tomar no sentido de garantir a estabilidade do sistema financeiro. São elas: impedir que qualquer amigo de V. Exa. funde ou administre bancos; propor um aditamento à Constituição que impeça V. Exa. de fazer considerações acerca dos bancos nos quais os portugueses podem ou não confiar.

O resto está aqui. Do genial Ricardo Araújo Pereira.

Cavaco Silva como nunca o viu

Grades

Mas como muitos gostavam de o ver: atrás das grades.

Foto: Miguel Pereira da Silva/Lusa@Expresso

A insustentável sustentabilidade da dívida portuguesa

um momento zen com Cavaco Silva no principal papel. Divinal.

Havendo activos, há esperança

cavaco e costa

© Presidência da República http://bit.ly/1lNIKNM

Efectivamente, apesar do ‘projeto’ e até do ‘projeto a projeto’, apesar de ‘outubro’, apesar de ‘diretamente’, de ‘trajeto’, de ‘proteção’, de ‘coletivo’, de ‘objetivo’, de ‘trajetória’, há ‘activos’. Exactamente: há activos.

activos

Curiosamente, no discurso de Cavaco Silva, podemos ler “perspetivas económicas para Portugal”.

Como é sabido, antes do AO90, tínhamos

(1) em ortografia portuguesa europeia, “perspectivas económicas“;

(2) em ortografia do português do Brasil, “perspectivas econômicas“.

Como é igualmente sabido, com o AO90, temos

(3) em ortografia portuguesa europeia, “perspetivas económicas“;

(4) em ortografia do português do Brasil, “perspectivas econômicas“.

Portanto, o objectivo “conseguir chegar a uma ortografia comum” foi plenamente atingido, pois (1) e (2) eram diferentes e (3) e (4) são iguais. Não? Pois não.

Quando começar aquela (sim, aquela) “discussão mais focada sobre as matérias mais controversas constantes no projeto [sic] de programa eleitoral“, avisem-me, sff.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Cavaco Silva, o rancoroso líder da oposição

Cavaco Sistino

O dispendioso monarca de Belém relembrou ontem os portugueses que mais do que um indivíduo a brincar aos presidentes da República, Cavaco Silva é uma espécie de presidente do conselho que ainda recebe visitas apesar de já não mandar nada. Aterrado pelo afastamento do delfim Coelho, Cavaco regressou aos discursos marcados pelo ressentimento e não perdeu a oportunidade de avisar António Costa de que apesar de não poder dissolver o Parlamento, ainda dispõe de alguns poderes, referindo-se obviamente à possibilidade de demitir o governo e vetar, por exemplo, o Orçamento de Estado. Cavaco fará o que estiver ao seu alcance para dificultar a vida do novo governo. O rancor, que como sempre se sobrepõe ao interesse nacional, a isso o obriga. [Read more…]

António Costa, o Primeiro-Ministro que não foi indigitado

tomada de posse governo - PAF vs PS

Confirma-se. Há governo, “apesar de Cavaco“.

O fel de Cavaco

A terminar o ciclo da nomeação de António Costa para formar o XXI Governo Constitucional, a PR emite este comunicado, usando duas vezes, uma no título e outra no texto, o verbo indicar em vez do institucional indigitar. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa dá até um exemplo de aplicação do verbo indigitar: O Presidente da República já indigitou o Primeiro Ministro. De resto, indigitação significa propor ou designar alguém para um cargo; indicação é mais aquilo que informa alguma coisa.Não me convencem que a troca de verbo foi casual, convicto como estou tratar-se de mais um acto próprio de Cavaco, o repugnante. [Carlos Fonseca]

Novamente o Cavaco dos dois pesos e duas medidas, das meias palavras e do rancor. Que se esconde numa capa feita de institucionalismo, bolo rei e bananas da Madeira.

Resultados da sondagem Aventar – O que é que Cavaco vai fazer?

sondagem cavaco legislativas 2015

909 votos, com um 51% deles a apontarem para a opção que Cavaco tomou. Foi um bom barómetro.

 

Esperem pelos Roteiros X e vão ver como elas mordem

O Presidente da República tomou devida nota da resposta do Secretário-Geral do Partido Socialista às dúvidas suscitadas pelos documentos subscritos com o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “Os Verdes” quanto à estabilidade e durabilidade de um governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura. [Presidência]

Cavaco Silva indigita António Costa como primeiro-ministro

Todo o tempo a empatar, depois de ter estudado todos os cenários antes das eleições, para isto. Começou um período novo na política portuguesa, com os deputados, representantes do soberano, a poderem de facto ter voz.

Confirma-se

A falta de Cavaco ao 5 de Outubro foi injustificada. A sorte dele é que já esta reformado.

Antonio Costa a caminho de ser Primeiro-Ministro

antonio-costa

Actualizado às 12h08 de 24/11/2015

António Costa irá ser recebido, dentro de 10 minutos, pelo Presidente da República.

Isto poderá indiciar que Cavaco Silva poderá indigitar António Costa como Primeiro-Ministro.

Se assim for António Costa fará história ao conseguir unir toda a esquerda em torno do seu projecto politico e do Partido Socialista.

Em actualização às 12h00:

Cavaco Silva mantém duvidas sobre a estabilidade de um governo do PS, com o apoio parlamentar do BE, PCP e Verdes e pede seis esclarecimentos a Antonio Costa.

Em actualização às 19h05:

António Costa já respondeu aos seis pedidos de esclarecimento solicitados pelo Presidente da República.

Em actualização às 12h00 de 24/11/2015

Terminou a reunião entre o Presidente da República e António Costa.

Em actualização às 12h08 de 24/11/2015.

O Presidente da República acaba de indigitar António Costa como Primeiro-Ministro.

À beira do fim

Gostava, mas não iria conseguir, de dignificar este último estertor da criatura de Belém com um texto sério lembrando-lhe, entre outras coisas, que está a impor aos deputados – sim, é a estes que, em última análise, o gesto de Cavaco convoca – algo completamente absurdo se considerarmos o mandato irrevogável e representativo – e não imperativo – de que estes são portadores. [Read more…]

Carta do Canadá: A sobremesa e o café

bolo de laranja

É de elementar bom senso e inteligência servir uma magnífica sobremesa e um soberbo café quando a refeição é má ou, pelo menos, de duvidosa qualidade. Porque, se for excelente o que se toma por último, é essa excelência que fica na memória dos nossos convidados.

Não é preciso tirar nenhum curso para saber isto. Basta, repito, ter bom senso e inteligência.

Cavaco Silva, enquanto Presidente da República, e a dupla governamental Passos e Portas, auto-proclamados arautos da direita radical que eles julgam salvar a Pátria, falharam completamente a parte final da sua prestação pública depois de, durante quatro anos, terem servido ao povo uma mistela intragável de incompetência, ignorância, amadorismo, mentira, trapaça, abuso e nepotismo. Em suma, uma refeição que o povo rejeitou em impressiva percentagem. Dizem eles, agora, que a União Europeia assim o quis e a troika assim o exigiu, esquecidos de terem entrado ao som do berro triunfante: vamos além da troika. E assim foi, num desejo canino de lamber os pés à Alemanha. Nisso queriam parecer-se com Salazar.

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O problema de Cavaco é apenas um cozinheiro e uma baby-sitter… e um aumentozinho na reforma

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O problema para Cavaco Silva aceitar um governo socialista liderado por António Costa, com o apoio parlamentar do BE, PCP e Verdes, parece que reside apenas no aumento da sua reforma de presidente e na concessão de umas pequenas mordomias vitalícias.

Ainda todos nos lembramos quando Cavaco Silva queixou-se que a sua reforma não permitia fazer face às suas despesas.

Afinal Cavaco Silva apenas estar-se-á a fazer difícil de modo a que consiga que, a partir de Março de 2016, a sua reformazinha tenha um pequeno aumento ( pouco mais de 100%), e que para além das actuais mordomias concedidas aos antigos Chefes de Estado, acrescente-se a regalia vitalícia de um cozinheiro e de uma baby-sitter porque a Dra. Maria Cavaco com a sua provecta idade não estará para regressar à cozinha, nem para voltar a tomar conta dos seus netinhos.

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Garantias

Lembro patrioticamente a Cavaco Silva que omitiu, nas garantias exigidas a António Costa, a consagração do futuro governo a N.ª Sra. de Fátima. A dona Maria não vai gostar deste esquecimento.

Poker de 6 cartas

Cavaco continua o seu jogo de conquista de tempo e de margem para sair do imbróglio por ele criado ao não marcar as eleições para Julho, tal como fora avisado. Agora apresenta 6 condições e dá a conhecê-las.

No entanto, quais foram as condições anteriormente colocadas a Passos Coelho para que este apresentasse “uma solução governativa estável e duradoura”, sabendo de antemão que a PAF não teria suporte de estabilidade na Assembleia da República? E porque não as apresentou nessa altura, ao contrário do que agora fez com Costa?

Mas temo o pior. Com tanta garantia de estabilidade, Cavaco até parece estar a pedir um governo que dure 41 anos. Daqueles onde ele se sinta integrado. Chega 4 anos, ok?

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Abaixo a estabilidade governativa!

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Miguel A.Lopes,EPA

É evidente que não basta que os nossos defeitos sejam iguais aos dos outros para que sejamos melhores. Ser igual a outro que padeça dos mesmos vícios deveria ser fraco consolo, especialmente se o outro for agressivo, desonesto ou mesmo portista.

Ainda assim, não deixa de ser divertido assistir ao triste espectáculo de ouvir e ver gente como Passos Coelho e Paulo Portas a acusar outros de falta de seriedade e de desonestidade e de golpadas. É importante não esquecer, por exemplo, que Passos Coelho ganhou eleições com base em mentiras.: não ia aumentar impostos, não ia cortar salários, não ia sobrecarregar a classe média.

É igualmente tocante a enorme preocupação de Cavaco com a solidez das propostas de António Costa, já que, apesar de ser Presidente da República, conseguiu desprezar a Constituição de que deveria ser o primeiro garante, explicando que não há nada mais importante que o Orçamento de Estado. Além disso, manteve em funções um primeiro-ministro que fez exactamente o contrário do que prometeu e não tem um comentário a fazer ao facto de esse mesmo primeiro-ministro, sem surpresas, ter anunciado, antes das eleições, que devolveria 35% da sobretaxa de IRS cobrada em 2015, devolução essa reduzida a zero menos de dois meses depois. [Read more…]

Cavaco Silva pondera ouvir José Sócrates

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Na sequência da actual crise política o Presidente da República, Cavaco Silva, após uma “ escapadinha “ na Madeira, continua a ouvir diversas entidades e personalidades desde a área política, passando pela económica, sindical, empresarial, até à área social.

Tive conhecimento que amanhã irá ouvir, entre outras personalidades, o ex-ministro das finanças do último governo socialista, Fernando Teixeira dos Santos. Parece-me que Cavaco Silva estará a ouvir demasiadas entidades e personalidades, contudo respeito a sua posição, mas daí até ouvir o ministro das finanças do governo responsável pelo pedido de resgate parece-me um exagero senão mesmo uma “obscenidade “ política.

Nesta lógica estou a imaginar que o desfile das personalidades que serão ouvidas por Cavaco Silva contará ainda com o ex-primeiro-ministro, José Sócrates, os antigos membros dos seus governos, Dias Loureiro e Duarte Lima, os autarcas modelo do seu tempo no PSD, Isaltino Morais e Valentim Loureiro, bem como o seu amigo e antigo banqueiro Ricardo Salgado do BES, e o seu amigo e vizinho de férias Oliveira e Costa do BPN.

E como isto precisa de alguma animação, porque parece que a procissão ainda vai no adro, sugiro a Cavaco Silva que pense ouvir a opinião de Quim Barreiros, António Raminhos, Cristina Ferreira, Nilton, Tony Carreira e Família, Fernando Alvim, Teresa Guilherme e os seus lavradores da “ Quinta “ para dar uma ajudinha às audiências do programa da TVI.

O Presidente da República das Bananas

Cavaco

Quando o país atravessa uma crise política, Cavaco Silva faz a mala e ruma à Madeira. Foi assim em 2013 quando Gaspar e Portas se demitiram, repete-se a façanha esta semana com o país em suspenso à espera que sua majestade delibere. O que o presidente não faz pela estabilidade da nação!

Na Madeira, Cavaco fez-se acompanhar pelo novo regime mas não perdeu a oportunidade de se encontrar com os valorosos sociais-democratas que passavam férias à custa dos contribuintes. Numa das suas visitas, quiçá inspirado pela traquinice jardinista, Cavaco aproveitou o momento para, em tom maroto, elogiar as bananas madeirenses, maiores e mais saborosas, depois de uma primeira incursão pelo humor brejeiro quando explicava à comitiva, de sorriso travesso, que o dourado não era o macho da dourada.

Enquanto Cavaco passeia e graceja, o país espera. Ciente da situação como é seu apanágio, Cavaco aproveitou as férias na Madeira para mandar uns recados para o “contenente”, avisando os netos e os hereges de esquerda que também ele esteve em gestão durante 5 meses e aproveitando os holofotes para fazer, com é seu hábito, o frete à propaganda do PàF. Sorte das cagarras que desta vez não tiveram que o aturar. Haja pagode que o país pode esperar. Tudo pela nação, nada contra a nação!

Vamos lá ver se não há alguma casca de banana lançada ao chão

Cavaco deverá indigitar Costa como primeiro-ministro na próxima semana

As aventuras de Cavaco na Ilha da Madeira

“Agora vocês têm uma banana maior e mais saborosa”

A voz do dono

Cavaco ouve banqueiros.

Golpistas e fraudulentos

As palavras de Passos Coelho são completamente inadmissíveis.

“Se aqueles que querem governar na nossa vez não querem governar como golpistas ou como fraudulentos, deveriam aceitar essa revisão constitucional e permitir a realização de eleições” [Passos Coelho, 12/11/2015]

Alguém que governou depois do programa eleitoral fraudulento de 2011 e que por 20 vezes tentou dar o golpe à constituição não tem ponta de legitimidade para vir dar lições de moral. E, pior, nem sequer tem razão, pois a vitória que teve nas eleições legislativas não lhe deu maioria parlamentar.

Tudo têm feito para destabilizar o precário equilíbrio económico a que chegámos graças à actuação do BCE. Tiveram azar, o alarido que fizeram não assustou a DBRS. Mas percebe-se que não desistiram e esta golpada da revisão constitucional é apenas mais um passo.

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“Um Presidente a gozar com o pagode”

“O país é ele e se ele pôde esperar, o país também pode.” [Paulo Baldaia, TSF]