Este (N)PS está cada vez mais Titanic

Então a “rapper do PS”, Eva RapDiva, improvisou sobre a guerra da Ucrânia, pérolas como “Esses gajos que se matem” e “Estou-me a cagar para a Guerra da Ucrânia”?…
Já dizia o Jorge Coelhone do Contra Informação, com ar de tragédia: “Os independentes são muito imprevisíveis…

A pele

O cargo de Presidente da Assembleia da República, é o segundo mais importante da hierarquia do Estado, ficando abaixo do de Presidente da República, e acima do de Primeiro-Ministro. É, pois, a segunda figura do Estado Português.

Exercer tal cargo, torna-se uma segunda pele que não pode ser esquecida ou sequer sujeita a horários. E numa qualquer ocorrência da dinâmica social, é sempre a pele institucional que deve prevalecer.

A ética republicana, demanda que a prevalência das responsabilidades de exercício e discurso de um cargo de Estado, prevalece sobre qualquer outro.

Não se trata de algo exclusivo da política, existindo diversas regras éticas de conduta, sejam republicanas, sejam profissionais, sejam meramente sociais, que fazem parte indissociável, em cada situação, de quem a elas está sujeito. É um preço a pagar não só pelo serviço prestado à comunidade enquanto sentido de serviço público, como, também, no caso do exercício de cargos políticos – mormente o de segunda figura do Estado -, por ficar associado à história do país, algo que é reservado a uma elite.

Significa, isso, que um Presidente da Assembleia da República não pode actuar como se de um vulgar cidadão se tratasse. Como se de um militante partidário se tratasse. Pois que o poder em que é investido, o estatuto na sociedade, as responsabilidades e os privilégios de Estado que lhe são conferidos, exigem uma conduta de probidade, zelo, diligência e de especial dever de reserva.

Esteve, por isso, muito mal José Pedro Aguiar-Branco, Presidente da Assembleia da República, ao afirmar no Conselho Nacional do PSD, que Pedro Nuno Santos fez “pior à democracia em seis dias do que André Ventura em seis anos”. [Read more…]

A ética republicana quê?!

Correndo a comunicação social, escutando a vox populi, passando os olhos pelas redes sociais, a ética republicana parece ser coisa que pouco diz à maioria das pessoas quando se pronunciam acerca da actual situação política.
Duvido, seriamente, que Montenegro seja penalizado pelo que fez na trapalhada novelesca da Spinumviva, e tudo quanto ela representa do que não se deve fazer na política. Sendo que em qualquer país nórdico, um PM que mantivesse no seu património uma empresa com avenças de privados com interesses em concessões públicas, era lhe aberta a porta de saída das traseiras. Isto, se não saísse pelo seu próprio pé.
É certo que a cada cavadela, as minhocas que ainda vierem a surgir, poderão mudar o rumo da percepção popular acerca dos acontecimentos. Como, também, à imagem e semelhança de tantos outros escândalos do passado, o ponto de saturação popular é fácil de ser atingido, na lógica do “ainda andam com essa história?!”.
Em Portugal, infelizmente, ainda existe uma espécie uma espécie de tolerância face a comportamentos eticamente reprováveis, quando não criminosos. Na lógica do “rouba mas faz obra” ou “se estivesse lá outro, fazia igual”, etc.
Privilegia-se a esperteza em detrimento da inteligência, a habilidade em detrimento da competência, pilares do desenrasque.
Assim, não raras vezes quem provocou eleições, foi penalizado nos resultados eleitorais. Na lógica de “Eles” não se entendem e o pessoal tem que ir votar?! E tudo porque Montenegro tinha uma imobiliária e ganhava a vida?! Gastar dinheiro com eleições?! “Eles” que se entendam!
Talvez por isso, Luís Montenegro achou suficiente passar a sua participação na empresa para a mulher. Como jurista sabia, e sabe, muito bem, que tal cosmética representaria mudar algo para que tudo ficasse igual. É que, face à facturação e à clientela, extinguir a empresa estava, esteve e está, fora de hipótese, como é bom de ver. O risco valeria – talvez valha mesmo – a pena. E, correndo mal, está bom de ver que basta recorrer à habitual cartilha de gestão do medo: bradam-se os perigos da “instabilidade”, repetem-se à exaustão as palavras “crise política” e “responsabilidade”, e trata-se de arranjar a quem dar com a culpa nas costas por haver eleições. Sem prescindir do clássico que já se começou a escutar do “pouco barulho e deixem-nos trabalhar!”
A haver eleições legislativas e pelas razões subjacentes, o momento deveria ser de capital importância para se formar um juízo crítico sobre os valores éticos da governação. Para se estabelecer limites e compromissos. O que em nada impediria de se discutir opções políticas para o SNS, a habitação, a segurança, o ensino, a justiça, etc. Mas, duvido, seriamente, que sirvam para qualquer uma destas coisas da República.

A minha hipocrisia é melhor do que a tua

Poucas horas depois de Luís Montenegro tornar pública a sua disponibilidade para apresentar uma moção de confiança no Parlamento, o PCP veio a correr anunciar uma moção de censura.

Isto, poucos dias depois de ter classificado a recente moção de censura apresentada pelo Chega, como uma manobra de diversão face aos escândalos em catadupa de roubos, pedofilia, etc.

Acontece que a moção de censura agora enunciada pelo PCP, só serve ao PCP.

A queda do PCP junto do eleitorado, é por demais evidente nas últimas eleições – legislativas e europeias. Não é à toa que a palavra de ordem é resistir, e não crescer.

E se o PCP afirma, a cada eleição, que tem a “força que o povo lhe confere”, a recorrente justificação para não conseguir que lhe seja dada mais força, é o discurso Calimero de vítima de “hostilidade” e de “menorização”, a que o PCP se diz sujeito: “C´est vraimente trop injuste!” [Read more…]

Orçamentos grátis

Ver crianças a brincar é sempre enternecedor, especialmente quando fingem que são presidentes da república, primeiros-ministros, políticos, deputados e outros soldadinhos de chumbo.

O menino Marcelo começou por criar uma crise política, com base numa interpretação infantil da Constituição, dissolvendo um parlamento onde existia uma maioria estável.

Note-se que a estabilidade da maioria dita socialista era apenas numérica, não mental, mas, que se saiba, a demissão de um primeiro-ministro não pode ser suficiente para uma dissolução, a não ser que se ande a brincar à política.

O menino Costa já não queria brincar mais e aproveitou para sair, fingindo que estava amuado. Entretanto, já arranjou brinquedos novos: no dia 1 de Dezembro vai poder começar a brincar como Presidente do Conselho Europeu. Enquanto vai e não vai, dedica-se a brincar ao comentário político, um passatempo infantil muito praticado na comunicação social portuguesa.

O menino Pedro Nuno Santos, aliás, quando lhe disseram que não podia continuar a brincar aos ministros, também teve uma passagem pelo recreio do comentário político (que é muito mais político do que comentário). Teve de interromper a brincadeira para ir jogar ao jogo da liderança do PS, por causa da brincadeira do menino Marcelo, quando o menino Costa disse que já não queria brincar mais. [Read more…]

PPD/PSD: 50 anos de um ADN mal resolvido

O PPD surge no pós-25 de Abril, pela mão de, entre outros, outrora liberais da Assembleia Nacional. A dita Ala Liberal tolerada pelo Estado Novo. Como se tratasse de uma irreverência bem comportada, em nada semelhante à contestação merecedora de espancamento, prisão, deportação ou mesmo assassinato.

Não foi difícil que, em pouco tempo, começassem apelidos pouco elogiosos, como “guarda-chuva dos fascistas”. Um estigma que cedo Francisco Sá Carneiro percebeu que tinha de resolver. Tanto mais que o socialismo era a palavra de ordem.

Ao tempo, ser de Esquerda era ser de vanguarda e afinava pelo diapasão dominante. E nada como a Social-Democracia, para o PPD ser legitimamente de Esquerda com o carimbo PSD que, à época, ser liberal não seria bom caminho.

Já o PPD defendia – ou dizia defender -, então, o socialismo. E até tentou entrar para a Internacional Socialista. Mas, Mário Soares não andava a dormir.

Surge, então, em Outubro de 1976, o PSD (curiosamente o mesmo nome de um partido criado por Adelino da Palma Carlos, que não seguiu caminho), que se apresenta de Esquerda, na palavra dos seus próprios fundadores.

Ficou, apenas, a proclamação de baptismo e nada mais. Porque ao longo das décadas que se seguiram, o PSD foi tudo menos socialista. Nem sequer Social-Democrata. Pois que a Social-Democracia é coisa que só o Partido Socialista, de quando em vez, foi e vai sendo, naqueles raros exercícios de socialismo que pratica. É que, ao longo da maior parte da história da democracia portuguesa, o socialismo está para o Partido Socialista, como Clark Kent está para o Super-Homem.

Mas, voltando ao PSD, desde o modelo económico traçado durante o Cavaquismo, até à doutrinação Passista do “ir além da Troika”, feitas as contas, o PSD não é de Esquerda; não é socialista; tem medo de dizer que é de Direita; balança entre o conservadorismo e o liberalismo quer na economia quer nos costumes; face à ameaça do Chega na disputa do seu eleitorado, exercita uns passes de dança entre o popularucho e o conservadorismo saudosista; diz-se reformador e é profundamente messiânico.

Quem o viu e quem o vê: está na mesma.

Fiscalmente em choque

Com que então, o choque fiscal do governo Montenegro no IRS são os 1327 milhões do sOcIaLiSmO mais uns trocos. O Sá Carneiro e o Humberto Delgado vão ser pequenos para os charters de jovens emigrados a fazer fila para regressar a Portugal. Agora é que este país vai para a frente.

Legislativas 2024 – Sosseguem: isto ainda pode piorar

Nada ficará decidido hoje.

E será interessante perceber o que farão os protagonistas nos próximos dias.

O PS não quer acordos com o CH.

Montenegro disse que “não é não”.

Ventura já se fez à AD e até avisou, há dias, que tinha amigos no PSD. Apesar de se referir ao partido como “prostituta”.

Problema: se PS e AD se entenderem, a oposição fica entregue ao CH. E isso fará com que o CH cresça ainda mais.

Outro problema: se a AD fizer um acordo com o CH, perde a face e será penalizado no futuro.

Terceiro problema: o PS até pode ganhar, mas não tem ninguém com quem se entender.

Tenho o pressentimento que teremos novas eleições em breve.

Por isso sosseguem: isto ainda pode piorar.

Vá lá que o ADN não elegeu um chalupa. Mas faltou pouco.

 

48 anos de alterne…

Passar a imagem que o PS governou mal, enquanto o PSD salvou sempre o país parece ser a estratégia na campanha da AD, para a qual têm sido chamados os antigos líderes do partido. A mensagem pode vir embrulhada em romantismo, apelando ao saudosismo, mas é falsa. Lembro-me bem como terminou o governo liderado por Francisco Pinto de Balsemão, com maioria absoluta que lhe permitiria ter permanecido no cargo até 1984, mas após implosão da Aliança Democrática original, durou apenas até 1983, eleições vencidas pelo PS, que governou com o PSD liderado por Mota Pinto, o célebre bloco central, foi Ministro das Finanças que tinha por missão colocar em ordem as contas que a AD havia deixado e preparar a adesão à então CEE, que era à época o desígnio nacional. [Read more…]

Voto útil, interessa a quem?

Uma vez mais Portugal irá votar em eleições legislativas, para elegermos 230 deputados dos quais sairá novo governo. Desde 1976 os portugueses votam maioritariamente no centrão, resultando no PS e PSD alternando a liderança do executivo e acreditando na maioria das sondagens, apesar de ser aconselhável alguma prudência face aos erros que têm acontecido ao longo da última década, um pouco por todo o mundo, incluindo o nosso país, também parece evidente que não estarão todas erradas e face ao histórico, ninguém acredita que vá acontecer no próximo 10 de Março, algo de substancialmente diferente. [Read more…]

Como perder um debate no primeiro minuto

Luís Montenegro perdeu o debate na primeira pergunta.

Sobre a manifestação dos polícias à porta do Capitólio – oh, the resemblance – Pedro Nuno Santos afirmou estar disponível para resolver o problema, para dialogar com os representantes das forças de segurança, mas sublinhou algo que é basilar em democracia: não negoceia sob coação.

Já Luís Montenegro fugiu à questão, divagou, viajou na maionese. Para o eleitorado à direita, apreciador da autoridade do Estado, poderá ter sido fatal.

Pedro Nuno Santos ganhou o debate, parece-me evidente, mas não foi o único vencedor da noite. Porque André Ventura, perante a frouxidão do líder do PSD, ganhou ainda mais terreno à frágil AD.

E Luís Montenegro, que teve boas prestações durante as duas semanas de debates, sobretudo contra Ventura, desapareceu em combate. Perdem-se eleições por muito menos.

Açores: a escolha que se impõe

Os açorianos foram chamados a decidir a nova composição do parlamento regional e, mais deputado, menos deputado, ficou “tudo como dantes, quartel-general em Abrantes”.

A AD, que congrega PSD, CDS e PPM, consegue 26 deputados. Em 2020, PSD tinha conseguido 21, CDS 3 e PPM 2. Ou seja: 26 deputados.

O PS perde 2 deputados, o BE perde 1, a IL mantém o deputado que tinha e o CH consegue mais 3.

Contas feitas, as alterações na aritmética parlamentar são insignificantes.

E, sobretudo, não mudam o essencial: sem maioria, José Manuel Bolieiro deve encontrar uma solução para garantir a governabilidade da região autónoma dos Açores.

Espero que essa solução não passe por acordos com a extrema-direita.

E que o PS esteja à altura dos tempos que vivemos e se abstenha de chumbar os orçamentos da AD.

Porque quando a escolha é entre a democracia e o retrocesso iliberal, conservadores, liberais, social-democratas e socialistas estão na mesma trincheira. E devem saber entender-se para a preservar.

Foi assim que se derrubou a extrema-direita na Polónia.

É assim que se impede a extrema-direita de chegar ao poder em França.

E talvez seja essa a solução para impedir o regresso da marioneta de Putin à Casa Branca.

Acima de tudo, é essencial preservar a democracia.

Porque sem democracia, as diferenças ideológicas não contam.

São todas suprimidas.

É este o “valor mais alto que se alevanta”.

Democracia.

Bons misteres

Deve haver muito poucas “profissões” mais fáceis que ser “fazedor” de programas eleitorais do PS. Aquilo é um “descanso”. É só repetir as promessas que se fizeram nas eleições anteriores (eles nunca cumprem uma) e acrescentar “desta vez é que é”.

Fado tropical

Foto: Eco

Nós somos um País abençoado. Algumas vezes nem percebemos a sorte que temos.

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3 factos sobre a subida do rating de Portugal pela Moody’s

Facto 1: as notas atribuídas pelas agências de notação valem perto de nada, condição para sempre comprovada pelo triplo A do Lehman Brothers, dias antes do colapso.

Facto 2: se isto tivesse acontecido com um governo de direita, teria sido vendido como um milagre do liberalismo económico, só possível por estarmos livres do socialismo.

Facto 3: isto acontecer quando a oposição à direita garante que a crise política destruiu a credibilidade do país no plano internacional é uma das mais belas ironias dos últimos dias.

Vítor Escária: has anyone followed the money?

Julgo que será mais ou menos consensual que ninguém esconde 75 mil euros em livros e garrafas de vinho, a menos que tenha algo a esconder.

E Vítor Escária tinha, pelo menos, uma coisa: evasão fiscal. Os 75 mil euros encontrados pelas autoridades no gabinete em São Bento não tinham sido declarados.

O que esconderiam?

Talvez nunca venhamos a saber. Em Portugal é assim.

O que sabemos, porque o seu advogado nos disse, é que os 75€ são provenientes de trabalho de consultoria para um cliente angolano.

Que cliente será esse, para Vítor Escária sentir a necessidade de esconder o dinheiro?

Julgo que deveríamos estar a olhar mais para isto do que para o montante.

Mas ninguém parece interessado em seguir o rasto dinheiro.

Estranho. Ou talvez não.

André Ventura e a farsa de ser anti-sistema

Questionado sobre se teria quadros para preencher tantos assentos parlamentares, o líder do Chega garantiu que sim: tem “muitos” que vieram do CDS, garantiu, e uma maioria que chega ao partido vinda do PSD e do PS – “os que governaram este país nos últimos 50 anos”, lembrou, desta vez como argumento para atestar a competência da governação.

(via Expresso)

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José Luís Carneiro posicionou-se

Contra Pedro Nuno Santos, contra a Geringonça e a favor de deixar um governo minoritário PSD/IL governar, para manter o CH do lado de fora da cerca sanitária.

José Luís Carneiro

Fernando Medina, Ana Catarina Mendes, Mariana Vieira da Silva e até Duarte Cordeiro. E, claro, Pedro Nuno Santos. Todos eram falados, todos podiam suceder a Costa. Até que o tsunami aconteceu e o discreto José Luís Carneiro emergiu.

O cerco aperta-se: Lacerda Machado e Vítor Escária detidos

Lacerda Machado, consultor-in-chief da nação, foi detido. Dos muitos negócios de Estado em que esteve envolvido, terão sido os do lítio e do hidrogénio que algemaram o padrinho de casamento de António Costa.

Quem foi igualmente levado pelas autoridades foi Vítor Escária, chefe de gabinete do primeiro-ministro. Também aqui, avança a comunicação social, negócios relacionados com o lítio e o hidrogénio estarão por trás da detenção.

A informação é ainda escassa e divulgada a conta-gotas. Sabe-se que João Galamba e Matos Fernandes serão constituídos arguidos e que decorrem buscas em São Bento e em vários ministérios.

Veremos o que sobrará no fim. Uma coisa é certa: o cerco em torno do costismo está cada vez mais apertado.

A queda do império socialista segue dentro de momentos.

Em Portimão e pelo país

António Costa, o bom aluno

Tenho aqui uma reflexão para partilhar convosco.

É o seguinte:

O governo anunciou um excedente orçamental de 0,8%. Qualquer coisa como 2.190.000.000€.

Há quem olhe para isto e veja o copo meio-cheio.

Eu vejo um governo que optou por andar mais rápido do que aquilo que se propôs, para mostrar a Bruxelas que é o “bom aluno”, prejudicando, para o efeito, o funcionamento dos serviços do Estado.

Prejudicando as condições dos profissionais da Educação, da Saúde, da Justiça e da generalidade da Administração Pública.
Com as consequências que se conhecem: greves, escolas disfuncionais, urgências encerradas e processos adiados e prescritos.

E porquê? [Read more…]

O País mais imbecil do mundo

Público/ Daniel Rocha

Se não somos, andamos lá perto. Estão a ver uma desgraçada que se farta de levar “arraiais de porrada” e acredita sempre e sem excepção nas palavras do FdP do companheiro que lhe promete que nunca mais o fará? Pois, de certeza que acham que, pelo menos, à segunda (exagerando porque nem 2ª oportunidade devia ser concedida) a Senhora devia virar costas, ir à Policia e colocar o “anormal” na cadeia. Estou certo, não estou?

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O domínio do PS explicado às criancinhas

O artigo do Pedro Magalhães, no Expresso, é o resumo perfeito do país que temos e, sobretudo, do país que a maioria dos portugueses quer ter. Ide ler que não tem paywall.

A polarização já não cola. E agora, António Costa?

Foto: Tiago Petinga/Lusa

Não sou de fazer leituras nacionais de resultados autárquicos, regionais ou europeus, pese embora eles possam ocasionalmente coincidir. Mas o choque frontal com triplo capotamento e posterior incêndio em que o PS se viu ontem envolvido na Madeira parece sintomático do esgotamento do governo da nação. Apesar da maioria absoluta.

Após obter o melhor resultado de sempre em 2019, fruto de uma estratégia bem sucedida de polarização, o PS perde quase metade dos seus deputados regionais, num cenário em que a coligação não só não cresce como até perde um deputado. Crescem os partidos pequenos, sobretudo o CH, o que parece acompanhar as sondagens nacionais. [Read more…]

A culpa é do…

Desde 1995 (fim dos Governos de Cavaco Silva), isto é, desde há 28 (vinte e oito) anos, o PS governou durante 21 (vinte e um) anos desse período: Guterres, Sócrates e Costa.

Os intervalos no domínio PS foram: Durão Barroso e Santana Lopes (2002 a 2005) durante 3 anos e Passos Coelho (2011 a 2015) durante 4 anos.

Costa é Primeiro-ministro (ou algo semelhante) ininterruptamente há quase 8 anos (falta pouco mais de 1 mês para completar 8 anos).

Obviamente que a culpa de estarmos na cauda da UE, a culpa de sermos cada vez mais pobres e miseráveis, a culpa de cada vez passarmos mais dificuldades, a culpa de nunca, repito, nunca termos pago tantos impostos como agora, a culpa de termos os serviços públicos essenciais (para não dizer todos) como a Educação, a Saúde, e a Justiça em absoluto caos e quase em colapso, a culpa disto tudo é claramente do… Passos Coelho. 

Segundo a direita portuguesa, o PSD Açores está a usar orçamento regional para controlar a imprensa

Quando, em plena pandemia, António Costa decidiu destinar uma verba para apoiar a comunicação social, a direita rasgou as vestes e acusou o primeiro-ministro de tentar controlar a imprensa para benefício próprio. Para abafar notícias incómodas.

Tal, como hoje sabemos, não aconteceu.

Aliás, não houve um escândalo no governo que não fosse objecto de ampla cobertura mediática. Das trapalhices na TAP às saudosas cabritices, passando pelo pavilhão transfronteiriço e pelos mais recentes esquemas no Ministério da Defesa, nada, rigorosamente nada, foi abafado pela imprensa portuguesa.

Agora, que os papéis se inverteram, uma vez mais nos Açores, José Manuel Bolieiro prepara-se para seguir as pisadas de António Costa, destinando igualmente uma verba do orçamento regional para apoiar a comunicação social.

Tentativa de controlar a narrativa nas redacções?

“Disparate”, disse Bolieiro.

E da direita das vestes rasgadas nem um pio.

Esclarecedor.

Email enviado a Ana Bernardo

Enviei hoje a Ana Paula Bernardo através da plataforma “parlamento.pt”, o seguinte email:

Ex.ma Senhora,

Não fico particularmente surpreendido com o resultado da função que exerce de relatora da comissão identificada em assunto (Comissão Parlamentar de Inquérito à Tutela Política da Gestão da TAP). Num País onde a “verdade” não depende da factualidade ou da realidade, mas tão só da decisão de maiorias e numa AR cujo “estatuto dos deputados” (6 capítulos, 37 artigos, incontáveis números e alíneas mais 1 anexo) tem como única (uma só) exigência ética para os eleitos, o respeito pela dignidade (conceito vaguíssimo e materialmente indeterminável) da AR e dos deputados (cfr. al.e) do nº1 do art.14º da Lei n.º 7/93, de 1 de Março), nada daquilo que produziu e redigiu consegue ter a capacidade para surpreender.
Não. O que realmente me surpreende é a presunção que faço e que não deve estar muito longe da verdade (daquela verdade “à séria” e não da vossa) que V Exa consegue dormir à noite. Sem que pormenores como a consciência, os escrúpulos ou a probidade lhe atrapalhem o sono. O que realmente me surpreende é outra presunção que faço nas mesmas condições que V.Exa consegue encarar Filhos (desconheço se os tem ou não), Familiares ou Amigos sem que a vergonha a tolha.
Tem noção que num País que não fosse uma “choldra” como aquela em que o seu partido asquerosamente transformou Portugal, o que teve o, infelizmente corriqueiro, despudor de produzir acarretar-lhe-ia responsabilidade criminal, não tem?
O vosso salário devia ser pago em moedas de prata. Mais concretamente, 30 moedas de prata.
Ansiosamente à espera de uma queixa-crime que me permitirá “a posteriori” e em instâncias supra-nacionais, provar “retintamente” o que acima lhe digo,

Carlos Garcez Osório

“Post Scriptum” : esta missiva será divulgada.

Bloco Central: a ganhar desde 1976

Aquando das últimas sondagens, houve alguma surpresa na opinião pública, acerca do PSD não ganhar impulso face ao PS, considerando tantos tiros nos pés dados pelo Governo, em tão curto espaço de tempo.

Ora, é por estas e por outras, que o PSD não se alavanca. Porque existe uma percepção clara de que não haverá muita diferença de políticas, com a excepção de que os socialistas são sempre mais generosos nos gastos públicos em apoios sociais. Mesmo quando dão o dito por não dito , a bem da “equidade fiscal”. Sim, porque  o respeito pelos direitos adquiridos, não é para todos.

Se juntarmos a isto o facto do discurso crítico do PSD, não ser acompanhado de uma mensagem clara e concisa do que faria diferente, percebe-se porque, nas sondagens, o PSD não capitaliza: há uma clara ideia de que são todos  iguais, mas, à boa maneira portuguesa, os socialistas  sempre “dão mais um bocadinho”.

Seja como for, o Bloco Central, esse, ganha sempre. Pois não há melhor cliente, do que o Estado.

“Começaste por dar um rico exemplo…”

Nos inícios de carreira, o meu pai, que partilhava um gabinete de arquitectura com outros colegas, decidiu forrar de novo a prancha do seu estirador, com o seu habitual meticuloso cuidado.

Dava gosto ver aquele forro liso, imaculado, de vincos e dobras perfeitos, a contrastar com os estiradores dos demais colegas, já cheios de esquissos, apontamentos, contas e outras anotações sarrabiscadas.

De modo a evitar que o mesmo se passasse naquele primor de forro acabado de fazer, colocou no canto superior direito o seguinte aviso: “É favor não escrever neste forro”.

No dia seguinte, quando se sentou frente ao trabalho, apercebeu-se do seguinte escrito, logo abaixo do predito aviso: “Começaste por dar um rico exemplo…”.

Lembrei-me deste episódio, que o meu pai contava com um sorriso próprio de quem aprecia o humor, mesmo quando se é o alvo, quando este fim-de-semana ouvi António Costa dizer que os políticos têm de respeitar a maioria absoluta conferida pelo povo ao PS. [Read more…]