Na quarta-feira, saberemos como ficou Manuel Pinho, depois de passado pelo coador

«Medidas de coação conhecidas na quarta-feira». Efectivamente, coação≠coacção. Lembrai-vos da *quação. Já dizia Voltaire, «Ce n’était qu’en Italie qu’on avait élevé des temples dignes de l’antiquité».

Goze-se o Rendeiro e que se foda o politicamente correcto

Existe uma certa aura de justiça divina, em torno da tanga nacional resultante daquela foto de João Rendeiro de pijama, como alegadamente foi apanhado pelas autoridades.

Porque gozou com os portugueses, que assaltou sem vergonha, e o karma, esse prostituto, é cego como a justiça deveria ser.

Porque enganou o país, enganou as autoridades, enganou os depositantes e investidores do BPP, enganou tudo e todos, sem nunca abdicar do tom trocista que exibia em entrevistas e no seu blogue. Caso para dizer: ri-te agora, ó palerma de pijama!

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O facho e a ortografia

Le processus révolutionnaire commence toujours avec et dans une crise économique. Mais cette crise offrirait deux possibilités. La possibilité dite néo-fasciste, où les masses se tournent vers un régime beaucoup plus autoritaire et répressif. Et la possibilité contraire : que les masses voient l’opportunité de construire une société libre dans laquelle de telles crises seraient évitables. Il y a toujours deux possibilités. On ne peut pas, par crainte de voir la première se réaliser, renoncer à espérer la seconde et à y travailler, par l’éducation de ces masses. Et pas seulement par des paroles : par des actes.
Herbert Marcuse

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Há dois anos, em entrevista à Visão, Rui Zink falou de um dos seus livros (Manual do Bom Fascista), esclarecendo que

Não gosto muito de explicar os livros, isso faz parte do leitor. Senão, o fascista sou eu.

Efectivamente, sabe-se que, em português europeu actual, ao fascismo não é atribuída apenas a acepção de Payne, ou seja, um tipo de ultranacionalismo, ligado a um mito de renascimento nacional e marcado por elitismo extremo, mobilização das massas, exaltação da hierarquia e da subordinação, opressão das mulheres e uma visão da violência e da guerra como virtudes.

Em português europeu actual, fascismo tem igualmente a acepção de [Read more…]

Durban é uma cidade fulcral para descrever os últimos 126 anos de Portugal

Pessoa, em 1895. Rendeiro, em 2021. Valha-nos a Literatura.

Julian Assange, Direitos Humanos e a hipocrisia que será a nossa ruína

Imaginem que Julian Assange fugia ao Kremlin, não à Casa Branca, e era entregue pela justiça bielorrussa aos sabujos de Putin. Conseguem imaginar a gritaria das democracias liberais? Conseguem imaginar o blá blá blá direitos humanos, blá blá blá democracia, blá blá blá liberdade?

Eu consigo. Como consigo, com maior facilidade ainda, se o hacker fugisse de Cuba e fosse entregue ao regime por Nicolás Maduro. Seria uma arrancar de vestes e cabelos sem paralelo na história do mundo – mais ou menos – livre.

Não que Assange esteja já sentenciado, uma vez que ainda tem possibilidade de recorrer da decisão do High Court de Londres, depois de ter ganho a batalha da não extradição na primeira instância, mas tudo indica que o futuro de Assange será passado numa prisão americana. Para todo o sempre.

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Em memória de Magazino

Faleceu, esta quinta-feira, vítima de doença prolongada, o disc-jockey Luís Costa, conhecido no mundo da música como Magazino.

O artista lutava contra a leucemia desde 2019 e inspirou centenas de pessoas pela forma como lidou com a doença e contra ela lutou. Ficou célebre, em Outubro deste ano, numa das últimas entrevistas que deu, uma frase sua:

(…) se não fosse o SNS… Tenho comprimidos que custam ao Estado 600 euros por dia. Se já os estou a tomar há mais de um ano e meio, faz as contas. Já gastei ao Estado milhares de euros só em medicação. Fora os internamentos e as transfusões de sangue, que, disseram-me outro dia, já levei mais de 170. Num hospital privado custam 375 euros cada saco. Agora multiplica. Sou muito grato. Grato ao Estado e a todos os profissionais. Se não fosse o Estado já tinha ido embora. Era impossível. Tinha um seguro de saúde que cobre tratamentos oncológicos até 60 mil euros. Isso não chega a um mês num hospital privado. Critica-se muito, mas se não fosse o SNS eu já tinha morrido.

Magazino, em entrevista ao Sapo24

Fotogafia: Nuno Ferreira Santos

O Luís lutou até onde pôde. O Estado auxiliou com o que pôde. Mas toda a estória tem um fim, seja ele qual for – umas vezes triunfante, outras vezes prostrados sobre nós. Depois de dois anos de luta árdua e de nunca ter baixado os braços, Magazino parte, mas não sem antes nos deixar uma mensagem:
Façamo-lo, recordando que a vida é hoje tudo aquilo que amanhã não será mais.

A paixão assolapada do Governo português pelos investidores estrangeiros

A paixão assolapada do governo português pelo investimento estrangeiro, a qualquer custo, é bem conhecida; seja a negociata dos vistos Gold, seja a Zona Franca da Madeira, seja a entrega de terras para agricultura intensiva ao agronegócio estrangeiro, seja o apego canino à justiça paralela privada para investidores estrangeiros do ISDS (Investor-State Dispute Settlement) – os tribunais VIP exclusivos para investidores processarem os estados.

O governo português tudo faz para abrir as portas ao dinheirinho, mesmo que no fim sejam os contribuintes e o ambiente a pagar a conta.

Aqui fica mais uma notícia que tão bem encaixa nessa tradição servil:

A Comissão Europeia iniciou acções por infracção contra sete estados-membros da UE por não terem denunciado os tratados bilaterais de investimento intra-UE.

A Comissão Europeia ameaçou remeter a Áustria, Suécia, Bélgica, Luxemburgo, Portugal, Roménia, e Itália para o Tribunal de Justiça Europeu, a menos que suspendam os seus tratados bilaterais de investimento intra-UE (TBI).

Todos os TBI deviam ter sido extintos em 2020, uma vez que foram considerados incompatíveis com a legislação da UE. [Read more…]

Transição energética: a mudança que deixa tudo na mesma

 

Não nego, de forma alguma, a ameaça, sem paralelo, que representam as alterações climáticas. Estou até profundamente convicto que nada é mais urgente que resolver este problema, responsável por criar e agravar um conjunto de outros problemas, todos eles preocupantes. Não obstante, e correndo o risco de ser rotulado de negacionista, tendo em conta aquele que é o pensamento dominante e já bem enraizado, parece-me que a transição energética em curso, na forma e à velocidade a que nos está a ser imposta, ignorando um sem-número de variáveis e consequências que não estão a ser tidas em conta, tem tudo para dar em nada. Na melhor das hipóteses. Pelo menos no que à defesa do clima diz respeito.

Ano após ano, ao longo dos últimos dez, quinze, construiu-se e consolidou-se uma narrativa, no centro da qual está a ideia de que recursos como os painéis solares, os carros eléctricos e os aerogeradores, entre outras tecnologias “verdes”, vão salvar a humanidade da extinção. E, durante muito tempo, poucos foram aqueles que a colocaram em causa. Contra mim falo, que rapidamente me deixei converter à nova religião verde, sem questionar grande coisa. Seguir o rebanho é sempre a opção simpática, principalmente quando tudo parece evidente demais para não ser verdade. Não que considere as tecnologias ditas verdes um embuste. Nada disso. O problema é que não nos estão a contar a história toda. Que não é tão verde como parece.

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Apelo ao rigor nas prioridades de vacinação

A DGS anuncia a recomendação de vacinar contra SARS-CoV-2 crianças dos 5 anos aos 11 ano. Não tenho opinião, nem conhecimento científico para a formar, nem filhos dessa idade, mas sei que os especialistas se encontram muito divididos.

Imagem site da DGS

A DGS, em comunicado, assenta a sua recomendação na posição da “Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC), segundo a qual, a partir dos dados disponíveis, a avaliação risco-benefício é favorável”.
Ora, segundo Cristina Camilo, presidente da Sociedade de Cuidados Intensivos Pediátricos, “apenas 4 crianças dos 5 aos 11 anos estiveram internadas com doença Covid aguda, das quais três tinham comorbilidades importantes”.
Não será por acaso, mas talvez pela mesma razão que Cristina Camilo indicou, que o Centro Europeu de Doenças (ECDC) considerou que [Read more…]

Baptista Leite, o Expresso e a poupança de letras

André Previn. You’re playing all the wrong notes.
Eric Morecambe. I’m playing all the right notes but not necessarily in the right order. I’ll give you that. I’ll give you that, sunshine.
 Morecambe and Wise, 1971 Christmas Show

Éric Zemmour. Et mes voisins, que disent-ils? Mr. Attia[∅], il me dit…
Franz-Olivier Giesbert. Attia[s], Attia[s].
Éric Zemmour. Attia[s] ou Attia[∅], c’est…
Richard Attias. Non, non. Quand j’était petit, effectivement, un professeur m’apellait souvent Attia[∅], que faisait un peu de bruit et je lui ai dit Attia[s]. Mais il: « c’est pas le moment de vous mettre au pluriel ». Mais j’y tiens ce [s].
LGQ

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Sendo verdade que o empresário marroquino Richard Attias tem direito à fricativa laminoalveolar surda [s] final na pronunciação do Attias, muito mais direito tem o deputado português Ricardo Baptista Leite ao ‘p’ medial no seu Baptista. Trata-se de questão antiga, que já afectou Chagas Baptista e que vem afectando João Baptista da Silva Leitão. Todavia, para o Expresso, tanto faz como fez.

Efectivamente, mais do que não dever fazer, não pode fazer. Na base XXI do AO90, diz-se que “para ressalva de direitos, cada qual poderá manter a escrita que, por costume ou registo legal, adote [sic] na assinatura do seu nome”.

Não havendo qualquer documento em que Baptista Leite [Read more…]

Homofonias

/dɪˈsɛnt/ = ‘descent‘ e ‘dissent‘. Exactamente. Obviamente. Efectivamente (parabéns!).

Pelos vistos, no caso em apreço, o conceito “governo em plenitude de funções” é semelhante à doutrina “agora facto é igual a fato (de roupa)”

Exactamente. Efectivamente.

O mundo onde o medo é rei e senhor

Ser cobarde não é ilegítimo. Apenas excepcionalmente será uma transgressão. Aliás, e no limite, até poderá ser um direito.
Da mesma forma, ser inseguro, ser morbidamente prudente, ser doentiamente cuidadoso também o poderão ser.

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A credibilidade do mensageiro

Este gráfico mostra muitas coisas.

Mostra que a Hungria tem 18 mortos diários por milhão de habitantes. Também mostra que a taxa de vacinação neste país é 60%. Mostra que os correspondentes números para Portugal são aproximadamente 1 e 85%. Ilustra também que há um bom leque de países com a mesma mortalidade de Portugal, ou mais baixa, até, e com taxas de vacinação bastante inferiores. Em França, por exemplo, a mortalidade é práticamente nula, para uma taxa de vacinação de 70%. Ou no Chipre, com 60% da população vacinada, a mortalidade é aproximadamente a mesma de Portugal. Ou mais baixa, se quisermos ser picuinhas.

O gráfico mostra muitas coisas. Mas não mostra uma correlação entre taxa de vacinação e mortes, tal como é dito nas entrelinhas da legenda. Pelo contrário, todos aqueles países, como Chipre, França, Suécia, Itália, Espanha, Islândia e Malta, mostram a inexistência dessa correlação. Se a correlação existe ou não é outra discussão. Mas o exemplo escolhido para ilustrar a sua existência é anedótico.

Não pretendo afirmar que a vacina é inútil mas sim realçar que a falta de rigor e manipulação contagia a credibilidade do que seja factual. Tal como a arbitrariedade das opções políticas, a mentira mediática quebra a confiança depositada na mensageiro. De cada vez que ouço um Frois ou leio os Expressos da nossa comunicação social, pergunto-me de quem é mão que está a segurar os fios.

Este péssimo exemplo de jornalismo é de um artigo publicado na edição impressa do Expresso deste sábado. As linhas laranja e verde foram adicionadas por mim.

O passageiro Cabrita

Costa insistiu, até ao limite e para lá dele, em não remodelar. Cabrita, há muito sem margem para manobra, auto-remodelou-se. O que é muito conveniente para António Costa, na medida em que tem agora a desculpa perfeita para não integrar Eduardo Cabrita no próximo governo – caso vença as eleições e consiga congregar uma maioria parlamentar em torno do seu projecto – sem ter que admitir que errou ao segurar, vezes demais, um dos ministros mais trágicos da história da democracia portuguesa. Como Pilatos, Costa pode agora lavar as mãos, mas o tempo e a história, sempre implacáveis, tratarão de o julgar.

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…don’t tread on… them?…

Um jovem matou a tiro quatro colegas, numa escola no Michigan, nos EUA.

Os pais, que estavam a monte desde o acontecimento, foram detidos este Sábado. James e Jennifer Crumbley ofereceram, como presente de natal, a arma com que Ethan Crumbley atingiu mortalmente quatro pessoas na Oxford High School, em Oakland County, tendo deixado feridas outras sete.

Numa notícia de 2019, relatava-se que, nos EUA, o número de tiroteios em massa já é maior do que o número de dias de um ano. Os políticos teimam em não alterar a lei das armas e a maioria dos norte-americanos são, também, contra a proibição do porte de arma. Enquanto a negação avança, pessoas continuam a morrer às mãos da vivência ‘Faroeste’. E, no fim, choram todos em uníssono porque “é uma grande tragédia”. Tragédia é haver um país, que se diz desenvolvido, que acha que progresso é todos poderem aceder livremente a armas.

E no meio de tudo isto, há liberais, libertários e conservadores a defender Kyle Rittenhouse e o acesso facilitado ao porte de armas porque… liberdade ou não sei quê. E isso vem de pessoas que, claramente, não conhecem o conceito de liberdade. Fico, portanto, à espera de textos a pedir a liberdade destes dois pais, a defender a liberdade de estes comprarem e oferecerem armas aos filhos menores e a defender a liberdade do puto poder cravar chumbo em quem bem entender porque… don’t tread on them!? É assim que funciona, acho eu. Pelo menos em países de Terceiro Mundo.

não se circula sem cinto

Incêndios, assassinato no SEF, protecção “dos direitos humanos” e acidente que vitimou Nuno Santo na A6.
Durante estes anos o “passageiro” foi o doutor Cabrita.
Mas o seu cinto de segurança sempre foi outro.

Tiros de pólvora seca – uma explicação aos “activistas” das redes sociais sobre três L: Linguagem, Ligações e Luta

Fotografia: MAYO

Teve lugar, ontem, na Universidade do Minho, uma manifestação contra o assédio. Depois de várias queixas e denúncias sobre um alegado agressor no campus da U.Minho, centenas de alunos saíram à rua, muitos deles segurando cartazes que diziam “mexeu com 1 mexeu com todEs”. Obviamente, e porque vivemos na Era do Clique, a manifestação e a causa da mesma passaram para segundo plano porque, hoje, de parte a parte, o que interessa é aparecer numa fotografia de cartaz na mão com uma frase impactante, se fores de um lado, ou ir para as redes sociais balbuciar contra os manifestantes, se fores do outro. Já não interessa a luta, já não interessa a realidade. Interessa, sim, aparecer. E se para aparecer eu tiver de escrever “mexeu com todEs”, eu vou escrever, porque sou “bué” inclusivo, sigo a tendência, revolucionário e uma vez até respondi “já vou!” à minha mãe quando ela me chamou para a mesa.

Primeiro, temo ter de explicar, ainda, que os plurais das coisas já englobam vários géneros. Quando dizemos “estamos todOs” ou “estamos todAs” “aqui”, não estamos, em linguística, a discriminar ninguém; estamos, simplesmente, e mediante, muitas vezes, o género do inter-locutor (muitas vezes, até, do género que predomina nos receptores), a indicar que as pessoas estão reunidas naquele mesmo espaço, tanto quanto as que deveriam estar. [Read more…]

A cobardia do ministro Eduardo Cabrita

A culpa é do motorista.

Notícia: PÚBLICO

A culpa não é da prática habitual dos carros do governo andarem sistematicamente em excesso de velocidade, tal como demonstrou a reportagem da SIC.

Sobra Eduardo Cabrita, o ministro que se escondeu por trás do motorista, não se demitiu quando a responsabilidade política é dele e deixou o motorista arcar com a culpa. Mais cobardia do que isto é difícil.

Testes Antigénio – casos que exigem gratuitidade sem limite

Em vigor desde ontem as novas medidas de combate ao contágio pelo SARS-COV-2, impõe a realidade que em certas casos a gratuitidade dos testes antigénio não esteja limitada a 4 por mês.

É muito diferente realizar um teste para ter acesso a eventos culturais, desportivos e outros e quem tem de visitar familiares internados em hospitais, quem presta cuidados em lares e/ou instituições similares e quem tem por profissão cuidar de idosos sediados no seu domicílio.
Como julgo tratar-se de casos específicos que escaparam a quem elaborou as referidas medidas, peço que revejam a gratuitidade dos testes para estes mais que justificados casos e outros que, eventualmente, venham a ser detectados.

E esta? Surpreendente!

Então, parece que os hipermercados combinam preços.

Quem diria que o capitalismo fosse um conluio entre meia dúzia de ricos…

Números da palermia

Cada vez mais convencido, que a gravidade da doença, é mental, afectando os decisores pulhíticos, influenciados pela histeria. E assim se vai destruindo uma economia frágil, condicionando a esmagadora maioria da população, em particular, as gerações mais jovens…

Defenestrem-se os Vasconcelos! Viva a Restauração!

Passaram 381 anos desde que atiramos o Vasconcelos pela janela e começamos a chutar os espanhóis para o lado deles da fronteira. E nada contra os espanhóis, que tenho lá bons amigos, tudo gente do melhor que há. Mas Portugal não é Espanha e nós já não temos idade – já não tínhamos, em 1640 – para brincar às anexações. Muito menos para ser anexados.

Por falar em anexações, quem volta e meia brinca com o tema é o partido neofranquista Vox. Ainda há dias voltaram a fazer um daqueles mapas, inspirados no período cujo o fim celebramos hoje, onde Portugal surgia como um território sob domínio da coroa espanhola. Bourbons por Bourbons, prefiro os de Linhaça. Mas, se quiserem, podem anexar André Ventura, que para autoproclamado nacionalista e defensor da pátria, executa um “Viva a Espanha” bastante convicto. E suspeito.

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Abel não é Jesus

Pelo segundo ano consecutivo, Abel Ferreira liderou o Palmeiras até à conquista da Taça dos Libertadores. Quando o treinador português aterrou em São Paulo, em 2020, o “Verdão” tinha apenas uma Libertadores no palmarés. Em dois anos de Abel Ferreira, passou a ter três. Um feito só ao alcance dos melhores, reflexo da excelência dos treinadores portugueses, que dão cartas nos quatro cantos da esfera, seja na Premier League, seja nas competições europeias, sul-americanas ou asiáticas (nem de propósito, Leonardo Jardim venceu há dias a AFC Champions League, a Liga dos Campeões asiática, ao comando do Al Hilal). Enorme Abel Ferreira! Um verdadeiro campeão.

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Serviço do certificado digital covid em baixo


O acesso ao certificado digital covid através da app SNS24 não funciona há mais de 4 horas (última tentativa às 14h). Como diria Marta Temido,  precisa-se de serviços mais resilientes, especialmente quando são transformados em peças críticas da sociedade.

Adenda: situação também relatada pelo JN. Aparentemente, os problemas de acesso ocorreram também em Julho, quando o serviço foi lançado. Repetição, portanto, do cenário de amadorismo tecnológico – lembremo-nos de episódios tais como o acesso ao número de eleitor, citius e demais serviços que rebentam perante um pico de utilização.

Sobre os testes obrigatórios nos restaurantes e noutros locais

Perante o regresso ao estado de calamidade a partir de quarta-feira, o acesso a restaurantes estará condicionado à apresentação do certificado digital Covid-19, que comprove a vacinação completa ou um teste negativo, mas cafés, pastelarias, snack-bares e esplanadas não são abrangidos pela medida. [ECO]

Hoje vou jantar fora, pelo que realizei um teste covid numa farmácia. Irei estar com outras pessoas, a grande maioria vacinados. Todos teremos um certificado válido para podermos estar no restaurante, uns porque realizaram o teste, outros porque estão vacinados.

Como se sabe, estar vacinado não impede que se seja portador do vírus. Portanto, apenas os testados poderão estar certos de não estarem a contribuir para que a doença se espalhe.

Que objectivo se pretende atingir com esta medida? Contenção do vírus não será, já que isso implicaria que todos se testassem. Garantir a protecção dos que não estão vacinados (crianças e outros) também não, pois os vacinados poderão ser portadores do vírus. Resta a medida política. Essencialmente, a continuação da narrativa propagandista a que temos assistido.

Passado todo este tempo, continuamos a assistir à implementação de medidas arbitrárias. E é este arbítrio que lança dúvidas sobre as medidas realmente importantes que são, também, tomadas.

Tomar os portugueses por tolos nunca foi boa opção. O governo, ao o fazer, descredibiliza-se a si mesmo, mina a confiança dos portugueses em relação ao Estado e dá argumentos às alas radicais da sociedade.

A manada

Como já várias vezes escrevi, Portugal não tem a exclusividade das “asneiradas”. Nos outros Países também as há. Muitas e parecidas. Só que aqui, por condições históricas e geográficas próprias que por várias vezes já tentei enumerar, são sempre muito mais “imbecis” (obviamente também porque as sentimos logo no “pêlo”). Temos uma espécie de política e políticos de “fabrico chinês”. Na qualidade. Porque no preço, são “de marca” e daquelas muito, muito caras.

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