Censura, grita ele. Pois, pois…

Afinal……parece que a história está mal contada e o Pedro Rosa Mendes da Antena 1 já era um velho conhecido de Angola

Cuidado com as piadas nos EUA

Depois deste exemplo, é melhor pensar duas vezes antes de fazer piadas ou escrever o que quer que seja nas redes sociais em relação aos EUA.

Se estiver nos EUA e tiver comprado um carro não diga comprei uma bomba do caraças no Facebook.

Se tiver uma banda de metal e tocar nos EUA não ponha no MySpace vamos partir aquela cena toda.

Se o FCP for jogar a Chicago, para exemplificar, livrem-se de dizer vamos pôr Chicago a arder.

Se for brasileiro e guloso não anuncie que vai comprar balas para depois do jantar.

Se pensar andar de cidade em cidade não escreva que faz um desvio de avião de tal sítio para tal parte.

Se quer umas férias tranquilas o melhor mesmo é estar caladinho, digo eu, que tenho tendência para metáforas.

À memória de Manuel Buíça e Alfredo Costa

Lisboa, lambida na suavidade do seu sol de Inverno, só tinha olhos para as vitrinas, onde se mostravam os bustos dos assassinos reais craionados ou em fotografia.

Uns comerciantes arvoravam-nos por simpatia, outros pelo reclame que constituíam esses quadro, pois centenas de pessoas paravam a contemplá-los. Havia quem os afixasse por imitação. Não apareciam as manifestações de saudade para com o Rei nessas exibições: o seu rosto e o do seu filho apenas se podiam ver através dos vidros das urnas fúnebres. (…)

Por fim deixara-se livre a entrada no necrotério e a multidão era tanta que se tornara necessário, a fim de evitar as brutalidades dos empurrões, encharcá-la com agulhetas do serviço. Era assim às primeiras horas e as autoridades estavam tranquilas, diante das manifestações, não vendo o advento da República em cada uma dessas curiosidades de convictos ou de aderentes. A exaltação pela memória dos matadores tinha um ar de alucinação colectiva em certas camadas; as mulheres repeliam esse culto e choravam pelos assassinados; rezavam. (…) [Read more…]

Dêem-nos um Rei

UM REI, PRECISA-SE

Portugal, nesta crise cheia de crises em que vivemos, precisa de um Rei.

Só um Rei pode ser realmente o elo de coesão Nacional.
Ao fim deste experiência de cento e doze anos, acabamos por entender que este regime não funciona. Nem bem, nem mal.
O actual Presidente desta República, o senhor Cavaco silva, demonstra, como os que o antecederam, uma total falta de preparação para ser realmente a alma Portuguesa e o elo de ligação entre todos nós.
A abismo à borda do qual vivemos e no qual estamos prestes a afundar-nos, provém de uma crise financeira e moral sem precedentes, acentuada nos últimos anos por acção dos que nos têm (des)governado.
Um Presidente deveria ser leal aos seus concidadãos, e a grande maioria dos Presidentes desta República não o foram. E ainda menos este que agora temos, já que neste período difícil que atravessamos se tem demonstrado de uma insensibilidade gritante para com o povo de Portugal. Talvez que por estarmos em crise, se note mais, mas a verdade é que a sua falta de lealdade para connosco se vê em demasia.
Estamos à beira da total perda da nossa soberania, e ninguém o vê defendê-la.
A alternativa não é mudar o Presidente, é mudar o regime e passarmos a ser uma Monarquia.
Temos excelentes exemplos de Monarquias por aqui e por ali, que são prósperas. Vejam os exemplos da Dinamarca e da Holanda. Ponham os olhos nessas Monarquias e perguntem-se se não gostariam de viver num País assim.
Retornemos a ter orgulho nos nossos antepassados, no seu orgulho de serem Portugueses, no seu sentido de independência, nos seus valores morais e nas façanhas que cometeram por esse mundo fora.

Vem aí um Frio do Caraças

É já amanhã ou depois.

Venho por este meio avisar todos os que fazem o favor de me ler que têm que ter muito cuidado.

Contra todas as expectativas vem por aí um frio do caraças.
Dizem que vem do Norte da Europa e que até é Polar. Já passou pela senhora Merkel e pelo senhor Sarkosy.
As temperaturas vão descer até onde nunca foi sentido nem é comum nesta época do ano. Há até zonas onde as temperaturas vão descer abaixo de zero, caramba.
Assim, e apesar de estarmos em Fevereiro, portanto a meio do Inverno, por favor agasalhem-se, tenham cuidado com as lareiras e aquecedores porque estamos em período de seca moderada a forte em Portugal, tragam mantas no carro e tirem os cobertores dos armários.
Lembrem-se que existem luvas e camisolas de lã e também que os cachecóis foram feitos para serem usados. Usem várias peças de roupa, umas por cima das outras, e por causa da crise económica e de valores, tornem a utilizar as botijas de água quente que se usavam antigamente.
Bebam bebidas quentes, mas evitem o álcool, e não aqueçam as mãos com os cigarros.
Não sei o que seriam sem mim e sem o senhor George ou sem o Instituto de Metereologia ou até mesmo sem a Proteção Civil. Morriam todos!
Quem vos avisa vosso amigo é!

Uma carta à Sociedade Portuguesa de Autores sobre o #PL118

Texto removido pela SPA

Querida Sociedade Portuguesa de Autores,

espero que esta forma de me dirigir à Sociedade não seja por vós vista como cheia de “agressividade” nem de “insulto“. Espero que, igualmente, não me olhem como estando “representando interesses nebulosos” nem a “própria pirataria no espaço digital“, já que isso seria agressivo e insultuoso, para além de ser falso.

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Orquídeas I: Cattleya

Há tempos tive oportunidade de ver um filme que não sendo fabuloso, é um bom filme: Colombiana, de Olivier Megaton.

Colombiana

E, entre outras coisas, neste filme marcou-me a presença de uma Orquídea, a Cattleya.

Orquídeas

Orquídeas

As Orquídeas são plantas hoje muito presentes nas nossas casas, mas continuam a gerar surpresa e admiração, quer junto dos mais conhecedores, quer junto do público em geral.

A Cattleya é uma orquídea originária da América do Sul e o seu nome pretende homenagear um orquidófilo inglês, William Cattley. São orquídeas, como se podem ver nestas imagens, com dimensões significativas e com uma diversidade espantosa – são sedutoras.

Quando a política se torna porca

Santana Castilho *

1. O período de discussão pública (que substantivamente foi privada) da proposta de revisão curricular terminou. Seguir-se-á o que já estava decidido: a imposição do “cratês”, em discurso indirecto, que o directo pertence a Gaspar e demais estrangeirados. Como fecho de brincadeira e para memória futura, eis o que me parece essencial:

  • O que Nuno Crato propôs é pontual e não tem outro fim que não seja a redução das despesas com a Educação. Se pretendesse mudar a política bipolar em que temos vivido há 37 anos, teria começado por envolver os profissionais da Educação na definição das metas de chegada para os diferentes ciclos do sistema de ensino e teria seguido, depois, um processo técnico óbvio: desenhar uma matriz de disciplinas, conceber os programas respectivos e definir as cargas horárias que os cumprissem. Crato inverteu o processo, como faria o sapateiro a quem obrigassem a decidir sobre currículo: fixou as horas lectivas e anunciou que ia pensar nas metas, sem tocar nos programas. Lamento a crueza, mas mostrou que a sua coluna de cientista é gelatinosa: um bafo de troika e um sopro de Gaspar bastaram para vergar a coerência mínima. A prosa que sustentou a proposta em análise e o fim das “competências essenciais” permitiu evidenciar que a imagem de rigor de Nuno Crato foi, apenas, uma fátua criação mediática. O que disse é vago e inaceitavelmente simplista. O que são “disciplinas estruturantes” e por que são as que ele decreta e não outras? Quais são os “conhecimentos fundamentais”? O que são o “ensino moderno e exigente” ou a “redução do controlo central do sistema educativo”, senão versões novas do “eduquês”, agora em dialecto “cratês”? Fundamentar e definir são acções que Crato reduz ao que ele acha. O cientista é, afinal, um “achista”. Crato cortou e Crato acrescentou aleatoriamente.

 
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Linda

adão cruz

Tinha um nome muito bonito que não vamos revelar. Contentemo-nos em chamar-lhe Linda, que também não é feio. Tinha um ar luminoso, os olhos cheios de sol. Os cabelos douravam como uma auréola o ar límpido do azul do céu à volta da sua cabeça. Abria-se em nós como romã sumarenta. Uma onda transparente de um qualquer mar de inesperado encanto embalava o olhar de quem dela não conseguia desviá-lo. Tinha quarenta anos e um provável cancro do colo do útero. Mas eu não sabia. [Read more…]

Limitações do direito à greve

Devido às imposições da troica, os portugueses irão manter o direito à greve, desde que o exerçam entre as três e as três e um quarto da manhã, não podendo manifestar-se ruidosamente: no máximo, os grevistas poderão sussurrar palavras de ordem, não sendo permitido empunhar cartazes com mais de um metro quadrado. No caso dos transportes, serão impostos serviços mínimos, para que os utentes dos transportes públicos não sejam incomodados, especialmente quando saem das discotecas. [Read more…]

Hoje dá na net: A História Sionista

A História Sionista, documentário de Ronen Berelovich onde se retrata a limpeza étnica, colonização e o regime de apartheid impostos à Palestina, com o objectivo de produzir um estado judeu.

Legendado em Português.

Hiromi Huehara – Jazz em Marciac

O que é bom é bom, mas o que é fantástico é de outra galáxia. Atentem nesta pianista, Hiromi de seu nome, japonesa de nacionalidade, trinta e dois anos de idade, música por fatalidade.

Reorganização curricular – ouviram quem?

Neste (23.59 de 31 de Janeiro) preciso momento termina o prazo que o MEC definiu para a discussão pública sobre a reorganização curricular.

Há muitos pareceres disponíveis mas gostaria de chamar a atenção para um detalhe: o Conselho de Escolas e os Diretores (não identifico grandes diferenças, mas enfim) foram ouvidos pelo Ministro. Mas, ninguém consegue identificar uma única situação em que esses personagens se tenham dado ao trabalho de ouvir as escolas, nas suas mais diversas dimensões. Um péssimo serviço a que estes boys se prestam.

Desemprego: a tragédia e a epístola de Barroso a Passos

O desemprego é, de facto, das mais graves calamidades sociais nos países europeus.  O Eurostat acaba de divulgar estatísticas, sintetizadas no gráfico seguinte:

Taxas de Desemprego em Dezembro de 2011

 Eurostat_001

Obs.: * Outubro 2011     ** 3.º Trimestre de 2011

O índice relativo a Portugal (PT) atingiu 13,6% no final de Dezembro de 2011, valor que excede a previsão do Governo da média para 2012: 13,4%.

De salientar que os países sob a terapia de austeridade da ‘troika’, Grécia (19,2% em Outubro de 2011) e Irlanda e Portugal (14,5% e 13,6%, respectivamente, em finais de 2011) têm registado crescimento do desemprego; fenómeno que, de resto, é o resultado natural da insensibilidade social das políticas em vigor.

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31 de Janeiro de 1891, a última grande revolta da cidade do Porto


Carregue na imagem

Vai viver um ano com o salário mínimo e depois conversamos: Vítor Bento

“Importa proteger o talento, remunerar o talento. Há um caminho perigoso do igualitarismo, que defende que todos devemos ser igualmente pobres, que hostiliza a diferenciação remuneratória”, afirmou Bento durante um colóquio sobre diplomacia económica promovido pela comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros. in Público

Em 2010 Vítor Augusto Brinquete Bento recebeu 450 000 euros como presidente do conselho de administração da SIIBS. Como andou pelo Banco de Portugal é provável que tenha tido mais diferenciações remuneratórias. No Conselho de Estado substitui Dias Loureiro, outro grande combatente contra o caminho perigoso do igualitarismo.

Sócrates e Passos Coelho: Uma diferença

Quando ouvi o Presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto a propósito do encerramento dos Tribunais, referindo que todos os dias o Governo ataca um sector diferente (o que até é verdade) – serviços de Saúde, de Educação, etc. – lembrei-me de José Sócrates.
A verdade é que, apesar de tudo, há diferenças entre Sócrates e Passos Coelho. Independentemente das medidas, que são mais ou menos as mesmas – e por agora não me vou pronunciar sobre o encerramento dos Tribunais (que é diferente, ainda assim, de encerrar Escolas e Centros de Saúde), Sócrates personifica o que de mais odioso tem a política. Porque se Passos Coelho ataca os serviços públicos em nome do Orçamento, Sócrates atacava de forma constante os próprios funcionários, os próprios profissionais, em nome de guerras mesquinhas que tinham como única intenção pôr uns contra os outros.
Foram os Magistrados, depois foram os Professores e por aí fora. Nunca me senti insultado por Nuno Crato, por exemplo, apesar de não concordar com as suas medidas. Mas nunca fui tão insultado e humilhado, directamente, como no tempo da Prevaricadora Maria de Lurdes Rodrigues.
Estou completamente à vontade para escrever isto, até porque tenho batido em Pedro Passos Coelho, desde o princípio, com alegria e entusiasmo. Por isso rapidamente mudarei de opinião se vir que, afinal, estava errado.

Amnésia Intencional

Paul Krugman chama “A Grande Recessão” à actual crise e compara o desempenho de algumas economias europeias agora e durante a crise de 1929, a chamada “Grande Depressão”, concluindo que a generalidade dos países europeus está agora pior.

Mas Krugman vai mais longe e põe o dedo na ferida, num artigo intitulado “O fiasco da austeridade“, quando afirma que esta tragédia era completamente desnecessária e foi causada por decisores políticos, analistas e economistas que decidiram “esquecer-se do que sabiam”, por razões políticas.

Por causa disso, continua Krugman, o que enfurece é que milhões de trabalhadores estão a pagar por esta amnésia intencional.

Desiludam-se, no entanto, os que esperam ver perigosas derivas esquerdistas nestas palavras de Krugman, como essa fúria por causa dos trabalhadores. O seu blogue continua a chamar-se, como antes, “A Consciência de um Liberal”.

A consciência de Krugman é que é diferente da desses liberais que, por cá, persistem num caminho que já mostrou não resultar.

Um restaurante em Coimbra

Tenho dois amigos visionários, casados um com o outro, ele, um comunicador puro, ela, uma mulher de acção. Há uns anos, contra todas as expectativas, resolveram criar um restaurante numa aldeia improvável, perto da Guarda. Deixando para trás comodidades e enfrentando riscos, o Eugénio, hedonista a tempo inteiro e antigo relações públicas, fez-se chefe de sala; a Manucha saltou dos jornais e das escolas para a cozinha, dotada também de mãos que tornam simples o acto de criar pratos extraordinários. [Read more…]

E a dívida alemã?

Manuel António Pina, hoje no JN

Gostaria de ver os arautos dos “mercados” que moralizam que “as dívidas são para pagar” (no caso da Grécia, com a perda da própria soberania) moralizarem igualmente acerca do pagamento da dívida de 7,1 mil milhões de dólares que, a título de reparações de guerra, a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia na Conferência de Paris de 1946.

Segundo cálculos divulgados pelo jornal económico francês “Les Echos”, a Alemanha deverá à Grécia em resultado de obrigações decorrentes da brutal ocupação do país na II Guerra Mundial 575 mil milhões de euros a valores actuais (a dívida grega aos “mercados”, entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões).

A Grécia tem inutilmente tentado cobrar essa dívida desde o fim da II Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995. Ao contrário de outros países do Eixo, a Alemanha nunca pagou. Estes dados e outros, amplamente documentados, constam de uma petição em curso na Net (http://aventadores.wpcomstaging.com/2011/12/08/peticao-sobre-a-divida-da-alemanha-a-grecia-em-reparacao-pela-invasao-na-ii-guerra-mundial) reclamando o pagamento da dívida alemã à Grécia.

Talvez seja a altura de a Grécia exigir que um comissário grego assuma a soberania orçamental alemã de modo a que a Alemanha dê, como a sra. Merkel exige à Grécia, “prioridade absoluta ao pagamento da dívida”.

Lá Está, de Novo, o Senhor Jardim da Madeira, a Fazer das Dele

O homem não tem emenda.
Não há nada a fazer.
Não lhe bastava o que foi fazendo ao longo dos anos, e agora, apesar de debilitado com o acordo que teve de fazer com o governo da República e com a pequena maioria absoluta que detem, torna a fazer das dele.
Imagine-se que deu ordens aos departamentos governamentais do seu governo regional para “dar prioridade absoluta” às empresas que são do arquipélago em quaisquer actos e contratos.
Mas então este senhor Jardim, Presidente do Governo Regional não sabe que não podemos proteger os “nossos” em eventual detrimento dos outros?
O senhor Jardim não sabe que isso que ele mandou fazer pode ir contra a Constituição da República Portuguesa?
O senhor Jardim não sabe que os mandantes do nosso País que estão no continente, não gostam dessas brincadeiras?
O senhor Jardim não vê que assim não vai conseguir calar as vozes que contra ele falam?
Mas será que alguém pensa que o senhor Jardim da Madeira se incomoda com o que aqui no continente pensamos?
O senhor Jardim da Madeira, quer é o bem dos seus, antes de saber do bem dos outros. E tem toda a razão!

A ganância

A direita é assim, está-lhe na genética: quanto mais tem mais quer.

Acabar com a greves é uma ambição antiga (alguns mais moderados ainda as toleravam aos domingos mas só depois da missa) e agora aproveitaram o congresso da CGTP para, no intervalo de a responsabilizar pela crise (como é sabido os sindicalistas fazem partimes nas offshores e uns biscates na bolsa), não apenas contestarem a sua existência (UGT – unicidade sindical!) como passarem à fase em que a simples menção à existência de exploradores e explorados passou a pecado capital, Tarrafal com quem o afirma.

É esta ganância que os trama. Acabam sempre a pedir a ditadura mesmo que disfarçada de ditamole. E quem tudo quer tudo perde.

George Grosz, Os pilares da sociedade

Passos Coelho contratado por Belmiro de Azevedo

Pedro Passos Coelho, à semelhança de Cavaco Silva, tem dificuldades em pagar as despesas. Assim, com o objectivo de aumentar o orçamento familiar, terá decidido aceitar o convite da Sonae para participar numa campanha publicitária dos hipermercados Continente. O responsável pela campanha declarou ao Aventar que “pedimos ao Pedro que usasse uma roupa simples, nada de fato e gravata, numa homenagem à classe média desaparecida.” Pedro Passos Coelho comprometeu-se, ainda, a assistir a um concerto de Tony Carreira e passará a fazer presenças em discotecas, na qualidade de “Homem Sonae”.

Hoje dá na Net: Os canhões de Navarone (1961)

A sra. Merkel anda cansada, a precisar de ir ao cinema, e nada melhor que um clássico dos filmes de acção, com a paisagem grega em fundo. Fazia-lhe bem, aposto.

Página do IMDB.Legendado em português

Yanick Djaló no Benfica com Luciana Abreu, Lyonce Viiktórya e…

Agora que o Benfica olha para trás e vê os principais adversários pelo espelho retrovisor, não sou eu que vou pôr em causa as opções de Jesus. Se o Benfica contratou Yannick Djaló (espero que tenha sido Jesus, para não acontecer como com Capdevilla), saberá os motivos da contratação.

Nós, adeptos, lá teremos que ver nos camarotes da Luz a Luciana Abreu acompanhada pela Lyonce Viiktórya, pela outra filha que vai nascer, cujo nome

tem que ter o mesmo brilho do primeiro. Mas uma coisa é certa, vai voltar a ser a junção do meu nome e do Yannick, por isso um ‘L’ e um ‘Y’

e pelo resto da família. O pior de tudo pode ser o papagaio não se dar com a águia Vitória:

“Vamos levar as meninas, os cães, o papagaio, a mãe e a irmã. Vamos todos. Somos uma família e há que fazer sacrifícios e o benefício também é para todos. Estamos sempre unidos, para o bem e para o mal”

Redes sociais

Foi com curiosidade que acompanhei nas redes sociais a divulgação do concurso que organizámos . Na imagem seguinte apresentam-se os números de partilhas na página do concurso à data presente.

7000 partilhas no Facebook, 415 no Tweeter e 10 no Google+.  Numa página que, num mês, acumulou mais de 130 mil visitas,  a rede do Google foi apenas usada dez vezes para partilhar a página. Ou o contador da Google contem um erro crasso, ou a sua rede social está a ser um enorme fiasco.  Outra leitura, claro, é que os utilizadores do Google+ não gostam de concursos. Enfim, poderão os leitores escolher a explicação que lhes pareça mais credível mas os números parecem não sorrir à Google.

Outro aspecto interessante foi o ritmo de partilha. [Read more…]

O impacto da Linha de Alta Tensão Tua – Armamar (400KV) no Douro Património Mundial


Termina amanhã o processo de consulta pública relativo à Linha de Alta Tensão Tua- Armamar – 400KV, a construir no âmbito da Barragem da Morte, isto é, a Barragem do Tua. Para todos os inocentes que dizem que a Barragem será construída fora da zona classificada, eis a prova de que todas as infra-estruturas adjacentes, necessárias para o aproveitamento da Barragem, vão afectar profundamente o Douro.
Os pareceres ou opiniões devem ser enviados ao Director da Agência Portuguesa do Ambiente através dos e-mails geral@apambiente.pt ou aia@apambiente.pt ou por correio postal registado. Mesmo que em momentos anteriores, no decorrer de outras participações públicas, ter havido estranhos “problemas informáticos” que não permitiram a recepção de centenas de participações.
Está iminente a perda da classificação do Douro como Património da Humanidade, embora não possa revelar de imediato o ponto a que o processo chegou. Não me arependo do que fiz. Que Passos Coelho, Assunção Cristas e Francisco José Viegas saibam assumir todas as consequências das suas atitudes.

 

O fascinante mundo dos súbditos alemães

O germanófilo de hoje acorda a sonhar com a ordem como o de ontem, mas travestido de liberal. A culpa da crise foi dos governos despesistas, acha ele enquanto faz mais uma genuflexão aos mercados, do estado social e é claro, dos povos, os verdadeiros suínos no meio disto tudo.

O facto de a Grécia não conseguir cobrar à Alemanha o que esta lhe deve, ter continuado a comprar armamento mesmo depois de entrar em vertigem financeira, a coincidência de tal como Portugal se ter metido num euro feito à medida das potências europeias, as donas da vara que agora nos pretendem meter no curral, não tem importância nenhuma.

A culpa é dos gregos, hoje, como será em meio-ano dos portugueses, esses povos com a mania das grandezas que queriam ter um estado social e outros luxos a que nem os teutónicos terão direito.

Hoje falam da Grécia, amanhã serão os primeiros a aceitar o ultimato a Portugal. Devem esperar alguma recompensa no céu dos mercados. Sucede que Roma não paga a traidores e temos, portugueses e gregos, uns costumes históricos para vendedores de pátrias muito pouco compatíveis com os direitos humanos. É melhor prepararem a vossa emigração que a partir de agora já não é a brincar.

Os régulos.

Apareceu ainda há pouco na televisão um autarca (creio que de Pampilhosa da Serra) exasperado porque o novo mapa judiciário lhe ia tirar o tribunal, ausência que, segundo o mesmo, estimulará a desertificação, acentuará o abandono do interior, blá, blá, e o choradinho eleitoralista do costume. Pergunta: como é que a saída de um tribunal resulta em desertificação? Tomara nenhum cidadão precisar dos serviços destas criaturas amanuenses que neles copiam ou julgam. Se o meu instinto não me engana, e penso que não, um tribunal de comarca municipal não emprega mais que 20-50 pessoas, logo me parece ser causa para o aumento de desemprego (de resto, sob o suave jugo do Estado não serão despedidos, apenas transferidos). Não presta serviços relevantes à comunidade (se entre os serviços não contarmos o trabalho dos advogados e solicitadores que orbitam ao redor de tão grata instituição), que não aqueles estritamente determinados pela natureza dos crimes que aí se julgam (ora, é estatístico que a o volume e a gravidade dos crimes violentos se concentra nos maiores núcleos urbanos). Como, pois, a sua extinção influi na desertificação? [Read more…]

Cavaco, Passos e Gaspar – a diversão de mau gosto

A imprensa portuguesa, infelizmente de forma generalizada, está a lançar na opinião pública uma polémica infundada, centrada à volta de virtuais problemas de relacionamento entre Cavaco Silva e o governo de Passos Coelho. Vítor Gaspar personifica as  divergências – Belém apressou-se a desmentir  desentendimentos.

O que está em causa, e a agenda da cimeira europeia de hoje é prova inequívoca, é entender-se de uma vez por todas que o modelo de austeridade adoptado, sob a batuta da ‘troika’, com FMI à cabeça e o governo a dilatá-lo, além de não resolver a crise do país, é factor de agravamento.

As medidas em aplicação, e de que o monetarista Gaspar é ortodoxo defensor, levaram-nos e levam-nos a resultados como aqueles abaixo enunciados:

1. Consumo Público caiu 3,2% em 2011, estimando a CE que, em 2012, a quebra será de 6,2%;

2. O Consumo Privado em 2012 descerá 5,9%, segundo previsão igualmente da CE.

As exportações, por muito que o governo declare o inverso, não compensarão estas reduções da actividade económica interna. Grande número de lojas, indústrias, fornecedores de serviços e o próprio Estado estão a registar quebras de receitas.

Da austeridade, não se espere resultado diferente do agravamento da crise. O crescimento económico e do emprego, aflorados agora à pressa e sem determinação na cimeira europeia, constitui um caminho que, em boa verdade, não consta do roteiro dos líderes europeus com poder de decisão (dispenso-me de citar nomes).

(Notícias de hoje: o Índice PS-20 caiu 2,45%, os juros da dívida soberana subiram e Financial Times sugere que a UE pondera já um segundo pacote de ajuda a Portugal – Tudo boas novidades. Continuemos em austeridade!).