Como temos vindo a divulgar, é já no dia 5 de Dezembro que se realiza a I Tertúlia do Aventar. Subordinada ao tema «Salgueiro Maia e a Memória da Revolução», pretende transformar-se num debate sobre a memória de Salgueiro Maia e a sua herança à luz da pobre democracia que temos hoje em dia.
E porque Abril é de todos – dos Capitães e dos civis, da Esquerda e da Direita – queremos uma Tertúlia que seja mais do que o habitual desfiar de histórias militares e actos de heroísmo. Todos sabemos o que aconteceu naquele dia mágico, partamos dali para as suas consequências.
Assim, temos um enorme prazer em anunciar a presença de duas figuras incontornáveis do Portugal dos nossos dias e cuja posição ideológica é bem diversa. De um lado, Carlos Abreu Amorim, professor universitário e um dos autores do «Blasfémias»; do outro lado, João Teixeira Lopes, também professor universitário e destacado dirigente do Bloco de Esquerda.
E no final, celebremos todos à mesa, ali bem perto, no «Verso em Pedra», a memória de Salgueiro Maia. Um convite que nem é displicente nem brincalhão e que se coaduna perfeitamente com o espírito do evento. Estamos a celebrar Salgueiro Maia, caramba, não estamos a enterrá-lo.
Lembro-me de um episódio ocorrido logo a seguir ao 25 de Abril, quando uma «striper» negra se despia, no Cais do Sodré, ao som do «Grândola». A revolta, a blasfémia, o pecado por se usar a música da Revolução – enquanto isso, o Zeca só se ria.
Estão, pois, todos convidados. 5 de Dezembro, 18 horas, no lindíssimo edifício do Clube Literário do Porto (perto da Ribeira). «Salgueiro Maia e a Memória da Revolução: Petição para a preservação da casa onde nasceu o Capitão de Abril».

A pesquisa por imagens de Michelle Obama dá como primeiro resultado no Google uma distorção simiesca da dita senhora. Parece que houve reclamações, a empresa 
Como nas Presidências dos Bancos, das industrias, das Reitorias das Universidades, na direcção dos hospitais, na gestão dos trabalhos da terra. Como Madame Curie, vestida de homem para assistir à Universidade, a perder o seu nome pelo casamento. Como as mulheres todas a lutarem pela igualdade com o homem, a começar pelas que reclamavam o direito a voto. Mulher a invocar a declaração de princípios da Independência dos U.S.A, escrita por Thomas Jefferson(1775):
Os mais cobiçados pelas pessoas que gostam do poder para controlar o que entendem, entendam ou não; os mais desprezados pelas pessoas que procuram entender que a legitimidade da autoridade está no entender com amor e sem poder… Mulher a crescer, porém, entre duas formas de perceber a feminilidade: o pensamento social patriarcal, o pensamento social feminista. Feminismo construído como movimento, feminismo fabricado pela economia que nos governa desde 1979, essa de Milton e Rose Marie Friedman e os seus discípulos da escola de Chicago. Escola de Chicago estendida pela Europa, pela África, pela América Latina, especialmente pela União Europeia a concorrer com a união mais poderosa dos Estados Unidos de América. Mulher que cresce, queira, saiba ou não, dentro do pensamento até faz pouco, masculino apenas, do tecido social que fabricamos. Mulher a crescer e deitar culpas ao homem que a enclausurou, reduziu a reprodutora dele e das crianças. Mulher que cresce sem o norte milenário do pensamento masculino, introduzido no seu pensar faz trinta anos, ou mais. Pensar que não a sua prática tem sido apenas a de orientar o lar portas adentro. O homem, a governar o mundo de portas afora. Fêmea crescida a presa, ao som da economia que faz dançar aos acordes, da conta bancária, dos juros, do carro a comprar, das jóias a exibir caso for preciso, do preço do dinheiro, do valor do que sabe fazer e que aprendeu, de forma nova, dentro do seu grupo social. Mulher masculinizada em esta gestão a concorrer com as ideias patriarcais que agora também possui. Ideias a bater na antiga forma patriarcal Ocidental e Oriental. Mulheres a crescerem e mudarem de forma e maneira, que nós homens, e várias mulheres ainda, acabam por as não entender como merecem. Nem eu, que tenho observado o caso e estudado com as já citadas autoras. Que, como pai e marido eu próprio, ficara sempre imbricado no meu entender cultural da vida, traído pela educação a nós transferida desde a infância. A nós. Os de todos os sexos e orientações. Filiação a dar origem a uma infância que percebe melhor por não ser geração de transição, como a nossa.
Bem gostam de serem gentis e sedutores, oferecerem flores e carícias, visitarem, convidarem, apalparem… A resistência é dura. A sedução é um comportamento distribuído de forma igual entre as pessoas. Até é difícil, num texto como este ou noutros semelhantes que tenho escrito, diferenciar entre homem e mulher. Entre heterossexual, bissexual, andrógino e outras classificações semelhantes. A partir de Sábado 16 de Setembro do ano 2000, no dia que a Holanda aprovou a lei de matrimónio entre pessoas do mesmo sexo lei justa e largamente esperada por tantos e em tantos países, como invoca o jornal que a anuncia –o machismo deixou de ser o privilégio dum sexo para passar a ser um conceito passível de ser aplicado a todos os que, na relação emotiva, comandam sem autoridade e com força subversiva.
Blanca Iturra, Coordenadora del Programa de Reparación e Atención Integral en Salud y Derechos Humanos, PRAISE, no seu gabinete de Hospital. Este é o machismo que levou a muitos seres masculinos a perderem as pessoas femininas das suas vidas, por não terem entendido a liberdade real que essa pessoa companheira, merecia. Pessoa companheira, a não entender essa liberdade; pessoa que deixa de ser companheira ao sentir que a sua liberdade não é que lhe esteja fechada: é que a não entende. Não entende como ser utilizada. Não entende como acompanhar e completar o outro ser que, no seu ver, a limita, a fecha, parece ser abandonada em casa. A viver essas horas mortas de criar uma pequenada que mama, come, chora, procura meios para explorar a vida. Meios que apenas encontra no adulto que fica com essa criança, em casa. Seja uma ela ou um ele; seja uma mãe, um pai; Sejam duas mães, dois pais, avôs, uma empregada ou nana. O machismo está a tremer e nós, a ficarmos sós, desamparados. O sentimento social mudou e nós, adultos de hoje, criados na infância de ontem, não sabemos qual o modelo para nos orientarmos ou para dar apoio à geração seguinte, essa que pede conselho. Qual é o que podemos dar? Será preciso reler Tomás de Aquino, Adam Smith, Milton Friedman? Autores por tantos ignorados e, no entanto, por todos praticados, saiba-se ou não. Ou ver Johaness Vermeer, pintor ao óleo, Século XVII, Holanda, e lembrar?







e trabalhadores.
. Homenagem que lhe rende quem apenas recebe favores dela, um Quixote a sua Dulcineia





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