A Regra do Jogo e a manipulação das visitas no Sitemeter

O meu querido Fernando Moreira de Sá publicou há dias, no Aventar, um «post» em que brincava com «A Regra do Jogo» e com os «links» em demasia que, na sua opinião, são feitos por aquele blogue.
Compreendo a sua posição e aceito-a. No entanto, conhecendo o Carlos Santos e sabendo que é uma excelente pessoa, não ficaria de bem comigo próprio se não escrevesse este «post». É verdade que o Carlos Santos faz muitos «links» e alguns deles, por vezes, de forma menos criteriosa. O resultado, talvez, do seu grande empenho no blogue que criou e da forma intensa como vive o fenómeno da blogosfera.
O Carlos Santos procura audiências? Acredito que sim. Mas e os outros, andam à procura de quê? Cada um utiliza as armas que tem à mão. Uns falam de futilidades, outros falam de coisas de mulheres em que não se percebe muito bem o que é ou não publicidade, outros põem mulheres nuas, outros especializam-se em downloads de tudo e mais alguma coisa, outros andam a substituir bandeiras de Portugal e por aí fora.
Não é o caso de A Regra do Jogo. É um blogue sério que fala de coisas sérias. E de uma coisa podemos ter a certeza: as suas visitas no Sitemeter correspondem exactamente ao número de pessoas que o visitam. «A Regra do Jogo» não manipula os dados do Sitemeter. Infelizmente, certos blogues que andam na parte superior da tabela, e que se especializaram em defender tudo o que o Governo diz e tudo o que o Governo faz, não podem dizer o mesmo.

7 000 000 de dependentes…

Esse é o número de pessoas que estão dependentes do Estado, melhor, à mercê do Estado ! Das suas políticas sociais, das suas políticas económicas, das suas políticas de repartição…

Este número representa 70% da população, e explica os silêncios, os escândalos sem castigo, a sociedade civil fraca e medrosa, a falta de homens e mulheres livres para criticar, para exigir respostas…

É a esta situação envergonhada que levam as políticas dos investimentos do Estado, as parcerias público/privadas cujos contornos são escandalosos, como ainda há dias um Juiz jubilado do Tribunal de Contas revelava.

A visão centralista e centralizadora dos governos do PS, em que os negócios são feitos à sombra do Estado, em que o dinheiro envolvido é dos contribuintes, abraçando como a jibóia, pagando favores e silêncios.

A livre iniciativa é filha bastarda, pode resultar em criação de riqueza e em mercados livres e regulados, não pelo Estado e os seus reguladores dependentes, mas pelo livre exercício do mérito e da competência. E essa liberdade não é consentida!

Silenciam-se os cidadãos, formata-se a comunicação social, nega-se uma justiça célere e transparente, lançam-se megainvestimentos que não deixam nada para mais nada, de que dependem empresários, banqueiros e trabalhadores, todos accionistas do regime, todos dependentes porque o Estado tudo controla, tudo filtra, tudo orienta…

E, para além da dependência financeira, temos a dependência na Saúde, na Segurança, na Educação e em vastas áreas sem as quais não vivemos, como a actividade dos transportes, da água, da luz, dos combustíveis, dos telefones, e até os serviços bancários já estão, em grande parte, dependentes do Estado!

Um Estado afundado em escândados e em corrupção, compadrios, partidarite, amiguismos, com a mentira das contas públicas e das contrapartidas dos negócios que ninguem explica. Há treze anos que o PS está no governo, há trinta que o PSD partilha a governação com o mesmo PS, chegamos ao fundo, somos os mais pobres, estamos condenados a empobrecer!

Sete milhões de pessoas, 70% da população, à mercê de um Estado corrupto e corruptor !

Por onde anda a indignação ?

O Hip-Hop Improvisa

Estávamos em casa de amigos. O rapazinho, acometido de urgência criativa, pediu papel, lápis e estendeu-se no chão a escrever. Contava sílabas, riscava, corrigia,voltava a riscar, enquanto os adultos conversavam. Às tantas levanta-se, pede uma guitarra, senta-se, ensaia uns acordes (?) e explica o que pretende como acompanhamento. -Acabei de fazer o meu primeiro hip-hop, diz.

Eu só tive tempo para pegar na máquina de filmar e registar o momento ao primeiro take, sem direito a repetição.

Isto passou-se há algumas semanas. O “artista” é meu filho e faz hoje dez anos, um número redondinho. Parabéns, rapaz.

O que se diz por aí

Como seria de esperar o Orçamento do Estado para 2010 não agrada nem ao BE nem ao PCP. Já se sabe que os socialistas sempre preferiram entendimentos à Direita. Habituem-se… que já é tempo.
Quanto às grandes medidas do Orçamento teremos hoje “novidades”.
Já José Sócrates pode-se considerar, realmente, como um um político com muita sorte, tal como diz Paula Teixeira da Cruz. Por várias vezes afirmei, e reafirmo: o PS governa graças ao PSD.
O caso “Casa Pia” conhece novos desenvolvimentos, e agora há já mais dois arguidos por força de denuncias feitas no âmbito daquele processo.
E em matéria de Justiça, continuamos a ter mais do mesmo, agora com a conclusão que mais de 80% dos advogados considera a Justiça lenta. A novidade estará nos cerca de 20% restantes.
Em Itália, Berlusconi arrisca a enfrentar um terceiro julgamento devido aos seus negócios. Coitado do homem: mas afinal quantas vezes terá ele de mudar a lei para que o deixem em paz de vez?
Na Taça de Portugal F.C. Porto defronta o Sporting. Vamos ver qual dois dois consegue ser menos mau.
Por fim, uma curiosidade: George Clooney quer criar roupa interior anti-scanner. Penso que Bin Laden será o primeiro a querer financiar o projecto, para que mais terroristas possam usar cuecas explosivas.

O terramoto de 1969

Em 1969 foi uma espécie de pesadelo. Acordei mas a minha irmã continuou a dormir.
Os meus pais e a minha avó apareceram no quarto e sossegaram-me … também eles tinham sentido “o pesadelo”. No outro dia, já no colégio, não se falava noutra coisa e aí sim com as notícias a espalharem-se percebi o quão grave tinha sido o nosso “pesadelo”.
O meu professor de geografia comparou o sismo/a morte/o pânico/o terror… com os “sismos humanos” que nós estávamos a provocar nas colónias. Nesse dia jurámos que faríamos tudo para acabar com a guerra e que ajudaríamos os colegas para não irem combater.
Em 1969 tinha 16 anos.

MARIA MONTEIRO

Apontamentos a sépia (7)

(Ermal, Póvoa de Lanhoso (2))

Do Porto para o Mundo

Porque razão há-de uma empresa portuguesa limitar-se às nossas fronteiras no momento da definição do seu público-alvo. Principalmente quando o seu produto é algo que pode estar à velocidade da luz no outro lado do mundo.

Foi isto que quis aprofundar depois de ouvir Fernando Martins na sua intervenção na sessão do Porto do Ignite Portugal a que chamou: Programar para o Mundo e não para Portugal.

Fernando Martins faz parte da muchBeta que é uma empresa de desenvolvimento de “aplicações web, empresariais, baratas, fáceis de utilizar”, e entre outras coisas, neste podcast falamos da importância de conseguir definir o que se quer atingir e quais os recursos necessários para isso.

É quase paradoxal que uma empresa de desenvolvimento web tenha optado por ter uma estrutura jurídica perfeitamente definida nestes tempos da informalidade mas Fernando Martins explica essa opção e detalha como decorreu o processo de criação do business plan da empresa e da pesquisa de financiadores.

Falamos ainda do mix diversificado de ideias que uma equipa com backgrounds diferentes pode desenvolver e a importância que todos esses contributos podem ter no desenvolvimento de um produto, que é mais do que linhas de código.

Para além desta primeira parte, na segunda parte deste podcast exploramos mais as questões tecnológicas e de desenvolvimento do produto… a ouvir, principalmente para os designers e programadores que nos seguem.

Memória descritiva: a comédia do ditador

No dia 3 de Agosto de 1968, no Forte de Santo António, no Estoril, onde habitualmente passava as suas férias de Verão, António de Oliveira Salazar teria caído de uma cadeira de lona. Segundo a versão que depois circulou, o chefe do Governo quando se preparava para tratar os pés com o calista Hilário, sentou-se pesadamente numa cadeira de lona no terraço do Forte. A cadeira não terá aguentado o peso e Salazar bateu violentamente com a cabeça nas lajes. Conta Franco Nogueira que queixando-se de dores no corpo, o ditador não autorizou a chamada de um médico, como queria a sua governanta, a D. Maria de Jesus. [Read more…]

Uma pessoa fica sem fala…

…quando lê uma notícia como ESTA e já não se admira com ESTA. Já sobre ESTA o Aventar está a dedicar vários especiais.

Mas a nossa vida é igualmente feita de futilidades como ESTA, ESTA, ESTA e ESTA.

O Homem-robot

É uma operação cirúrgica já quase rotineira, esta de colocar uma bateria e um desfribilhador debaixo da pele de um de nós.

Quando o coração já não responde, começa a ficar grande e pouco flexível e precisa de ajuda para continuar a bater, o aparelhinho encarrega-se da tarefa.

Um amigo meu foi submetido a essa operação há dois dias e pediu-me para o ir buscar ao hospital. Estive com ele umas duas horas a assistir aos testes finais médicos e informáticos para ver se tudo estava bem e poder ter alta.

Dois jovens médicos apareceram com um PC portátil, ligaram-no ao braço do meu amigo e começaram com os testes, tudo a ser visionado num ecran igual a este em que escrevo. Não se assuste, sr. Guerra, que agora vamos acelerar, e o ritmo no visor acelerava mesmo…

Os testes continuaram e antes de terminarem passaram à fase das explicações, não faça isto, não faça aquilo, durante as próximas semanas assim, nada de esforços e, por último, os documentos da garantia. Como funciona, o que deve fazer nas mais diversas situações, número de telefones para pedir auxílio em caso de…

Durante a viagem até casa dele, em Santarém, fui sempre a pensar no amigo que levava ali ao lado, afinal o coração já se teria habituado a ter uns fios a mais dentro de si?

O coração do Zé já não acelera com a paixão, nem com as emoções do dia a dia, agora acelera com uma “pilha” que, tipo gerador, arranca quando a luz vai abaixo, pode durar até oito anos conforme o trabalho, se arrancar demasiadas vezes a pilha gasta-se.

Sem nos darmos conta, a tecnologia vai ,não só tomando conta da nossa vida, mas também da nossa saúde, com as pilhas, as cabeças do fémur de metal  que fazem barulho quando as suas proprietárias se mexem.

Dentes artificiais branquíssimos, cabelo para a vida toda, um pénis do tamanho que quisermos ( não garanto), umas mamas ao pescoço de tão firmes…

Ainda ouvi a Ana, a mulher do Zé, dizer-lhe: passas a dormir no outro lado da cama. Vá lá, receei que a pilha tivesse, logo na primeira noite, um enorme desgaste…

Presente e futuro da advocacia: uma questão de República (1)

No passado dia 23, no Teatro Gil Vicente, em Cascais, teve lugar o 1º Encontro Nacional de Jovens Advogados, promovido pelo Instituto de Apoio aos Jovens Advogados (IAJA), no qual tive o prazer de intervir como orador.
Havia dois amplos temas previstos: “Os jovens Advogados e as novas tecnologias” e “ Presente e futuro dos jovens Advogados portugueses”. Este último tema, suficientemente amplo para se abordar tudo quanto os oradores e, depois, os participantes no debate, quisessem opinar. Sendo certo que todos puderam intervir para dar a sua opinião.
Por força de tal amplitude temática e de oportunidade de intervenção, foram abordadas diversas e importantes matérias, tais como:
– As novas ferramentas e tecnologias ao serviço do Advogado, e as poupanças obtidas em benefício quer do profissional forense quer do cliente;
– A massificação e a limitação de acesso à profissão, a par da defesa intransigente dos valores éticos e deontológicos que uma massificação irá pôr em causa, bem como que atitude tomar face aos advogados que não pagam as quotas e que usufruem dos mesmos serviços de todos aqueles que pagam;
– O estatuto do Advogado-estagiário, suas competências e limites, a par das garantias dos cidadãos que recorram aos seus serviços;
– O combate ao processo de desjudicialização da resolução de conflitos, sendo que a justa composição dos litígios que envolvam direitos, liberdades e garantias deverá ser feita por um juiz, garante de imparcialidade;
– O combate às custas judiciais que impedem a classe média de aceder à Justiça;
– A reformulação do Apoio Judiciário para que possa beneficiar a classe média e para que o beneficiário possa escolher o seu Patrono;
– A dignificação do Advogado Oficioso, e do seu papel e estatuto na sociedade e na defesa dos valores fundamentais da cidadania;
– O combate ao afastamento do Advogado quer dos tribunais quer dos expedientes com que se substituiu procedimentos que outrora garantiam a segurança do tráfego jurídico e comercial.
– Pugnar pela relação de confiança entre advogado e cliente, combatendo as tendências de usurpar tal confiança em benefício da investigação criminal, bem como a tendência de transformar o Advogado em delator do Cliente.
– Apelar a uma maior participação dos advogados na sua Ordem, não com vista ao unanimismo mas à contribuição com ideias e soluções;
– A criação de um organismo vocacionado para o acompanhamento e apoio aos Advogados que exerçam o Apoio Judiciário;
– Reconfigurar e reforçar a ligação entre o Patrono e o Advogado-estagiário, dando maior responsabilidade ao responsável pela orientação do estágio do candidato à advocacia;
– A crescente complexidade dos regimes jurídicos e a via da especialização para assegurar ao cliente um melhor desempenho por banda do profissional forense;
– O Estado das contas da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores que é felizmente positivo, e as vantagens de se iniciar o mais cedo possível os descontos.
Foram estas as principais matérias abordadas ao longo da manhã e da tarde do passado dia 23.
Foi pois com indignação que vi boa parte da imprensa a dar relevo, não ao conteúdo dos assuntos abordados nas intervenções e no debate que se seguiu, mas antes ao desentendimento que houve entre Carlos Pinto de Abreu e a organização do Encontro. O jornalismo português prefere, claramente, a chicana ao conteúdo, o “fait-divers” à informação, como se pode ver aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Com muito leves excepções aqui e aqui.
Mais me indignou ainda a Associação Nacional de Jovens Advogados Portugueses (ANJAP) afirmar que naquele encontro não se previa abordar matérias realmente importantes e até fracturantes da advocacia, havendo falta de ambição nos tema,s tal como se pode ler aqui, e aqui e aqui.
É, pois, falso que as ditas matérias não tenham sido abordadas e debatidas. A não ser que se entenda que todas as matérias acima elencadas são pouca coisa, não são importantes ou fracturantes.
De qualquer modo a ANJAP poderia ter participado e trazer a debate aquilo que achava importante, aquilo que acha que faltaria. O que claramente não fez.
Durante os próximos tempos irei abordar as principais matérias que foram abordadas e debatidas naquele evento, que identificam quer os problemas e desafios da advocacia quer as actuais tendências legislativas e seus perigos, tanto para a República e regular funcionamento das suas instituições, como para a preservação dos fundamentos da cidadania que a todos nós dizem respeito e da paz social a que todos temos direito. E não me inibirei em dar a minha opinião e de avançar soluções.
Haja mais gente com vontade de sair da fácil crítica e de assumir ideias, ao invés da confortável dormência da lusa maledicência inconsequente e intoxicante.

Candidatura de Manuel Alegre comentada no Vidas Alternativas 204

O país e os políticos estão preocupados com as contas públicas. O deficit a controlar, a inflação, o crescimento do PIB e a divida publica, já tão grande, são um quebra-cabeça para eles.
O desemprego aumenta, o que torna as coisas mais complicadas, e as reivindicaçoes também, o que nem sempre é sinal de bom senso e nao facilita também.
No meio de tudo isto, surgiu o anúncio, para alguns algo perturbador, para outros sinal de esperança, da candidatura de Manuel Alegre.
O Bloco de Esquerda acorreu logo a dar-lhe todo o seu apoio.
O PCP foi cauteloso e moderado, como é, aliás, seu costume. O PS está num grande imbróglio e quer pensar no assunto na devida altura, porque entende que este não é o momento de o país se preocupar com isso.
O PSD parece estar num enorme desnorte de que dificilmente se cura. O Presidente Cavaco é a sua única referência.
Entretanto, uma nova intervenção do BE, no final das suas jornadas parlamentares, a favor do ex deputado do PS, Manuel Alegre, nao veio ajudar nada a sua candidatura para sair vitoriosa.
Veio complicar mais as coisas no seio do PS -assunto para o qual o BE se está nas tintas, pois quanto mais fracturas melhor – mas também veio fazer parecer que a candidatura a que chama de “supra partidária” surja como uma candidatura bloquista. [Read more…]

FUTAventar – no leão está tudo levezinho…

O Trofense fartou-se de jogar, com mais tempo de posse de bola e mais remates, mas quem marca ganha. É a Taça da Liga!

O Sporting apanhou-se a ganhar e fez o que lhe competia, segurar a bola, controlar o jogo. Com Liedson há golos e isso faz esquecer tudo e a equipa já vai na sétima vitória consecutiva, é obra.

Para além dos resultados o Sporting já ganhou, com Carvalhal, dois jogadores: Adrien e Saleiro que, com Paulo Bento, era muito raro jogarem. Falta ao Sporting, um grande defesa, que estabilize os processos defensivos e acalme o jovem guarda-redes e melhor os níveis dos restantes defesas.

Se o campeonato dura muito ainda lá vamos…já conseguimos ver um tom azul muito desmaiado à nossa frente…

Entretanto sempre se pode esperar pelo Benfica

Futaventar – F.C.P #5:

E se o Trofense chegou que se fartou, o Estoril também deu excelente réplica mas o Porto carimbou, com um grande golo de Beluchi. O Porto chegou qb mas continua a não convencer. Já nem sei que diga. Foi taça da liga.

Uma coisa é certa, como se viu hoje, vale tudo contra o Porto, até ataques à pedrada

O Orçamento passa…

O CDS negoceia medidas concretas avulso, tira dali põe acolá, não aumenta despesa nem retira receita. Maiores apoios à agricultura, deixar cair o Pagamento Especial por Conta, maior exigência ao nível dos apoios sociais.

O PSD negoceia grandes linhas gerais. Controlar a Dívida e o Déficite. E uma e outra impõem congelar grandes obras públicas que não são prioritárias mas que Sócrates, teimosamente, quer levar por diante. A verdade é que chovem de todo o lado alertas sobre a nossa situação. As contas públicas estão em roda livre, as instituições internacionais já começaram a baixar o “raking” do país, o que quer dizer que a factura é mais pesada.

Com a Dívida Pública aos níveis actuais não há crescimento da riqueza, como vários estudos mostram  e de que Portugal é exemplo. Aumentar a dívida ainda mais é transferir para fora do país uma fatia muito significativa da riqueza nacional.

O BE e o PCP nem sequer vão a jogo, tal é diferença que os separa do governo.

Os sinais que Sócrates já cedeu no que é mais importante, já fazem parte do discurso de Portas e de Manuela F. Leite. Pode esconder-se a verdade durante algum tempo mas o momento da verdade chega sempre.

Trazer banhistas para a Caparica a partir de Madrid parece não constituir uma prioridade, até porque só funcionaria nos três meses de verão, nos outros nove meses teríamos os empresários virem a Lisboa de manhã e voltar à noite.

O que levará um político tão mal preparado como Sócrates a querer ser primeiro- ministro?

A resposta não está no Orçamento…

Imaginem o que não seria…

…se tivessem sido os Super Dragões e o atingido fosse o presidente do benfica:

O autocarro do F.C. Porto e o carro de Pinto da Costa foram apedrejados a cerca de dois quilómetros do Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril, disse à agência Lusa fonte do clube.

As viaturas circulavam com escolta policial mas foram atingidas por paralelepípedos arremessados de um viaduto, após as portagens da A5, por desconhecidos.

O carro do presidente do F.C. Porto foi o que sofreu mais danos, com várias amolgadelas e a quebra do vidro da frente.

Apontamentos a sépia (6)

(Ermal, Póvoa de Lanhoso)

América Latina

Nunca esqueço a frase de um amigo que dizia: «porque é que o teu continente é denominado América Latina se os romanos nunca andaram por ai?» Questão enganosa. Os romanos, eles próprios, nunca passaram pelo continente que foi descoberto, conquistado e colonizado pelos seus descendentes, todos os que falavam línguas românicas ocuparam a maior parte do Continente. A restante, por países de língua saxónica e até germânicas.

A questão pareceu-me importante e investiguei-a. Fiquei surpreendido com a minha pequena pesquisa histórica. Filho como sou de espanhóis, reparei que os primeiros habitantes não eram descendentes de romanos. Havia muitos mais grupos sociais. De momento, por falta de espaço e de tempo para detalhes, darei apenas pequenos apontamentos. O que hoje corresponde ao Uruguay, Paraguay, Bolívia e Argentina, durante a conquista formavam as províncias do Rio da Prata. Os outros eram governados pelo Vice-Reinado sediado em Lima, hoje Peru. Com a descoberta, os nativos do continente passaram a ter outros nomes. Os originais ficaram reduzidos a pouco número de habitantes. Apenas no México, os Reinos dos Aztecas, Mayas, Tolteclas, Miztecas, Zapotecas e Olmecas, tributários do Império Azteca governado, à chegada dos espanhóis, pelo Imperador Moctezuma, que foi traído, roubado e executado pelos avarentos invasores. A legislação, a justiça, a gestão das propriedades estavam sujeitas a leis escritas em papiros, com juiz, cortes de apelo e uma boa arquitectura inscrita no nome do proprietário, se fosse privada, ou no nome da comunidade do reino ou etnia, como entre os Amatenango, hoje camponeses do País Panamá. Todos os monumentos públicos eram propriedade do imperador. A arquitectura azteca era tão grande, imponente e melhor que a dos Egípcios; subsistem e são cuidadas, pirâmides e monumentos, pelos cidadãos dos Estados Unidos do México, sejam antigos nativos súbditos (hoje cidadãos mexicanos, de dupla nacionalidade), sejam por membros da própria etnia do antigo império ou reino. México, sem invasores, seria, actualmente, o Império e reinos antes designados. A invasão fez deles escravos, até à sua independência em 1821. [Read more…]

Poesia do Gharb Al-Andalus

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“Repeles-me!

porque deixas minh’alma abandonada?

se a tua ausência é uma longa noite

seja o nosso abraço d’amor a alvorada.” (1)

Poema escrito por Al-Mu’tamid

No ano de 1031 cai o Califado de Córdoba e o Al-Andalus divide-se em reinos independentes, que ficaram conhecidos pelo nome de Reinos de Taifas (do Árabe Muluk At-Tawaif, ou reinos fraccionados). O poder centralizado do Califado Omíada, cada vez mais dependente de uma máquina administrativa pesada e geradora de pesados impostos, aliado aos desejos de autonomia das inúmeras etnias que povoavam o Andalus, estão na origem deste fraccionamento do poder político.

No Sul do território hoje ocupado por Portugal, o Gharb Al-Andalus, ou Ocidente do Al-Andalus, constituem-se quatro reinos de taifas _ um grande reino na zona mais a Norte com capital em Batalyaws (Badajoz), um reino correspondendo à região do Baixo Alentejo com capital em Mârtula (Mértola) e dois reinos no actual Algarve, concretamente os reinos de Xilb (Silves) e Xantamarya Ibn Harun (Faro).

É neste período que floresce uma cultura Hispano-Árabe, sobretudo ao nível da poesia, resultado de uma identidade local criada pela fusão de elementos étnicos árabes, berberes, judeus, hispano-romanos e hispano-godos. No caso específico do Sul de Portugal essa poesia é hoje referida como Poesia Luso-Árabe e são inúmeros os autores que deixaram obra escrita. Dois desses autores ficariam conhecidos como os mais representativos desta cultura _ Al-Mu’tamid e Ibn ‘Amar. [Read more…]

Palavras para quê… é o sexo explicado com canetas

 sex-bics

Daqui

Prever os efeitos do sismo

O texto que aqui se apresenta pretende dar a conhecer o estudo realizado para a cidade de Lagos denominado “Risco Sísmico no Centro Histórico de Lagos”, elaborado na sequência da assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Lagos e o Instituto de Ciências da Terra e do Espaço, ao qual se associaram o Centro Europeu de Riscos Urbanos, o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e a Universidade de Lisboa.

A primeira fase do estudo, coordenado pelo professor Luís Mendes Victor, já se encontra publicada.

Tendo em conta que à data da sua realização, enquanto arquitecto da Câmara Municipal de Lagos, exercia funções na Autarquia como responsável pelo centro histórico da cidade de Lagos, coube-me acompanhar a sua elaboração e promover por diversas vezes a sua divulgação, não só em Lagos, como no âmbito de encontros de carácter nacional e internacional.

Este texto tem por objectivo divulgar o estudo através de uma linguagem acessível para o comum do cidadão, numa perspectiva pedagógica e de sensibilização para o problema, transmitindo a visão de um arquitecto sobre o mesmo, não tendo portanto um carácter de publicação científica.

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Centenário da República: a bandeira nacional

Este texto, com ligeiras diferenças, foi publicado em 5 de Outubro de 2009.

Às 9 da manhã de 5 de Outubro de 1910, a bandeira da República foi içada na varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. José Relvas fez a proclamação do regime e a nova insígnia nacional, que andava em milhares de mãos, feita artesanalmente, muitas vezes com as cores ao contrário, lá subiu no mastro perante uma multidão que enchia o Largo do Pelourinho (ou do Município). Estas mudanças são sempre traumáticas para quem as sofre com elas não concordando. As duas principais cidades do País eram maioritariamente republicanas e esse factor foi decisivo.

Num país com 80% de analfabetos, as elites culturais eram também maioritariamente pelo fim da Monarquia. Mas, naturalmente, havia um número elevado de monárquicos mesmo entre os que contestavam a situação existente. Desde 1890, com a cedência perante o ultimato britânico, a instituição monárquica sofrera um rude golpe. Não sei onde foram os actuais monárquicos buscar a ideia de que a República foi implantada contra a vontade dos Portugueses.

Desde as comemorações camonianas de 1880, o ideal republicano vinha-se impondo entre grande parte da população – mas, além do ideal político subsidiário da Revolução Francesa de 1789,os dislates, na política e na vida pessoal, de D. Carlos foram uma das alavancas para o triunfo da República. [Read more…]

Curtos pensamentos avulsos (2)

A violação do segredo de Justiça já se institucionalizou, ao ponto de ter substituído o jornalismo de investigação.

Os accionistas agradecem.

Portugal para onde vai? Alguém sabe?

TUDO  O QUE CHEGA , CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO

Fernando Pessoa

Notícias – mesmo as ditas importantes – que por aí pululam não são alvo de muita atenção. No entanto, geralmente as coisas mudam de figura e a atenção sobe, quando publicações de prestígio mundial, tais como THE ECONOMIST e DER SPIEGEL, ligam importância ao tema.

Desta vez é DER SPIEGEL ONLINE que fala sobre Portugal (ver abaixo). Fala sobre uma situação ameaçadora que todos conhecemos. Contra à mesma já adverti em 2001 numa carta dirigida a um articulista no Expresso (18.08.01) que então perguntava:

“Portugal Para Onde Vai ? Alguém Sabe ?”

(ver abaixo).

Como já escrevi hoje aos meus amigos alemães, toda a União Europeia deve ter um interesse máximo em que os seus subsistemas menos desenvolvidos não tenham que “passar pelas armas”. Quem pensa de outra forma esquece que numa UE às avessas todos estamos na fila para o abismo, alguns mais à frente e outros mais atrás – incluindo parceiros grandes e (aparentemente) menos apertados como p.ex. a Alemanha. O dilema da UE, na forma introvertida e egocêntrica das pessoas, coloca-se entre o diabo e belzebú: se ajudamos a Portugal, Grécia, etc., é contra as regras e o euro perde valor – se não ajudamos o mundo pensa que a UE está nas lonas e acontece o mesmo. A alternativa estrategicamente correcta e eficaz que aumentaria a atracção da UE e do euro existe: chama-se New Deal!

Agora a saída do círculo vicioso depende de nós, tanto do suprasistema UE como do respectivo subsistema que por sua vez também pode consegui-lo sózinho – com a estratégia certa! [Read more…]

Haiti: Quando o caos se transforma em precariedade

Desordem, fome e dor são ingredientes diários de uma nação estraçalhada

O primeiro país latino-americano a proclamar a sua independência ainda no século XVIII, parece ainda pagar um preço muito caro por isso, ao longo de sua existência. A história do Haiti está repleta de sangue, desavenças, injustiças e totalitarismo.

O país que manteve estreitos laços com a Espanha e a França se viu à própria sorte após proclamar repetidas vezes a sua independência. Berço de vodu e de piratas franceses, a ilha conhecida como Espanhola, da qual o Haiti ocupa um terço – sendo os outros dois ocupados pela República Dominicana – assistiu a sucessivos mandatários subirem e descerem do poder, na maioria das vezes, da pior maneira possível.

Se procurarmos entender um pouco da história do Haiti, vamos concluir que o país parece mesmo estar repleto de energias nefastas, ao viver em constante caos social e econômico. Após a entrada e saída de diversos chefes de estado, incapazes de elevar o Haiti ao status de nação, senão somente às guerras sociais, as Nações Unidas (ONU) resolve intervir, com a intenção de restabelecer a ordem.

A Missão de Paz das Nações Unidas para a estabilização no Haiti foi criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 30 de abril de 2004, através da resolução 1542, que visa restaurar a ordem no Haiti. A “nova ordem” se deu após um período de insurgência e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide, que substituiu os regimes sangrentos de Baby Doc e Papa Doc, mas foi incapaz de manter o país estável. [Read more…]

A Evolução do Ensino

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A Interessante evolução do ensino

Que tristeza…..
A evolução do ensino de Matemática!
Na semana passada comprei um produto que custou 1,58€.

Dei à funcionária da caixa 2,00€ e 8 cêntimos, para evitar receber ainda mais moedas.

A rapariga pegou no dinheiro e ficou a olhar para a máquina registadora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar-lhe que tinha que me dar 50 cêntimos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para a ajudar.

Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar-lhe aquilo que aparentemente continuava sem entender.

Por que estou a contar isto? Porque dei conta da evolução do ensino de matemática
desde 1958, altura em que entrei para a escola primária.

Parece-me que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1958:

Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda .
Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de
venda ou seja, 80$00.
Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00.
O custo de produção desse carro de lenha é 80$00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00.
O custo de produção desse carro de lenha é 80$00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )20$00 ( )40$00 ( )60$00 ( )80$00 ( )100$00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100$00
O custo de produção desse carro de lenha é 80$00.
O lucro é de 20$00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por 100,00€.
O custo de produção é 80,00€.
Qual é o lucro?
Se você souber ler coloque um X no 20,00€.
( )20,00€ ( )40,00€ ( )60,00€ ( )80,00€ ( )100,00€

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por 100,00€.
O custo de produção é 80,00€.
Qual é o lucro?
Se você souber ler coloque um X no 20,00€.
Se você for filiado no Partido Socialista, não precisa responder, porque o seu diploma está garantido.
( )20,00€ ( )40,00€ ( )60,00€ ( )80,00€ ( )100,00€

Será que se esqueceram de pagar a conta da electricidade?

Neste momento algures na linha do Norte está parado um comboio, o que não é novidade, e os passageiros permanecem às escuras. Será que a CP deu em caloteira?

Hope for Haiti Now!

Já estava a demorar:

“The Edge and Bono are among a stellar line-up of acts taking part tonight in ‘Hope for Haiti Now: A Global Benefit for Earthquake Relief‘.

The two-hour telethon is going out live across the world and performances will be available to download in the iTunes store tomorrow morning – all funds raised going to ‘Hope for Haiti Now’ charities. Details on when and where to tune in right here.

With Haiti in mind, Edge and Bono have collaborated with Jay-Z, Rihanna and producer Swizz Beatz on a new song, ‘Stranded’. Written, recorded, performed and released… all within a week. More here”.

E o Partido Socialista?

O PS também apoia???:

O Bloco de Esquerda confirmou, este sábado, o seu apoio oficial à candidatura de Manuel Alegre às eleições presidenciais, uma semana depois de Francisco Louçã o ter anunciado.  (Via TVI24)

Apontamentos a sépia (5)

(Foz do Douro, Porto)