Parece que o governo vai viajar nos lugares mais baratos quando voar pela Europa. Também parece que nem fica mais caro nem mais barato, porque a TAP dá borlas nos aviões (e a Carris deve dar nos eléctricos).
Claro que se trata de mera demagogia, cruzada com algum populismo: não é por aqui, mesmo que o estado pagasse os bilhetes, que se equilibram as finanças públicas, como é uso dizer-se.
Mas daí não vem mal nenhum ao mundo, e sempre dá um ar da sua graça. O que já não tem graça mesmo nenhuma é ver os que acabaram de sair do pote a apontar o dedo. E nem me dou ao trabalho de exemplificar com os esbanjamentos perfeitamente inúteis dos últimos anos, ou de repescar umas historietas a propósito do Falcon governamental. Constato apenas que em matéria de burguesia sempre preferi a tradicional, com aqueles tiques de dar esmolas aos pobres e a altivez toda, à burguesia recém-chegada, vulgo novoriquista, com o seu fedor a pato-bravo e a dificuldade em perceber que estes gestos fazem parte do jogo do poder, esses que lambem o pote até ao fim, lavando o fundo com a língua, e muito espantados ficam quando os outros deixam restos na mesa. Para estes não há mesmo pachorra.



O Senhor Engenheiro estava longe de se sentir um homem feliz. Tinham-lhe tirado o barco e o mar, especialmente a sua navegação. Adorava dar a volta ao mundo levando mercadorias no barco que comandava, e trazer de volta produtos exóticos, como crocodilos dissecados, dentes de elefante, peles de tigre, alfombras de Pérsia hoje Iraque -, que repartia entre todos os membros da família. Dar presentes era a sua felicidade, sentia-se mais dentro de família da sua mulher, por outras palavras, sentia-se em família. Com a sua família paterna as relações eram fechadas. Se a família da sua mulher tinha indústrias e propriedades ao longo do país e terras para lavrar pelo único filho varão do seu sogro, Engenheiro Agrícola, a família era grande e os trabalhos e propriedades eram repartidos ente todos, assim como os lucros. 


















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