Por alguma razão o meu presidente de Câmara, Luís Filipe Menezes, pode andar de cabeça erguida. Por mais que se insista na ideia peregrina de ser o município de Gaia o segundo mais endividado do País, 255 milhões de euros, a verdade é esta: trata-se de uma Câmara com receitas importantes, com liquidez, e sobretudo com o agrado geral e hegemónico da população. Calem-se, portanto, os chulos agregados ao Grande Saque Estéril Socratinesco. Muito diferente disso é isto, irrefutável: o PS da Parque Escolar, o PS das mais recentes e assassinas PPP deve ser responsabilizado e criminalizado porque não é de outra coisa que se trata. Os que cometem crimes, crimes contra os Portugueses, o seu presente e o seu futuro, e ainda lucram pessoalmente com esses crimes, têm de ser processados e julgados.
Datas dos concursos de Professores para 2012
Aí estão as datas para os concursos de Professores: contratados e mobilidade (antigos destacamentos).
Morram mais cedo, a bem ou a mal
Imagine que escrevia aqui que um organismo internacional, ligado à ONU, sugeriu aos governos deste mundo que baixem as pensões de reforma dado o risco de as pessoas viverem mais tempo do que aquele que está previsto, dando cabo da economia, recomendando mesmo que a idade de reforma se aproxime da esperança média de vida.
Claro que me chamariam tolinho, no mínimo, e seria mais uma vez acusado de esquerdista paranóico ou coisa que o valha.
Passa pela cabeça de alguém que em pleno séc. XXI alguém queira combater o prolongamento da vida das pessoas reduzindo-as à miséria e obrigando-as a trabalhar até caírem para o lado?
Claro que não. Só passou pela cabeça do FMI, que não é composto por pessoas, nem publica análises escritas por humanos. Sejamos rigorosos: o FMI é composto por filhosdaputa e vai parindo umas coisas escritas por animais irracionais. Não, não estou a delirar, está no El País.
E já agora acrescento: a economia começa a estar para a ciência como a medicina esteve para a mesma há uns 100 e tal anos, no tempo da eugenia que descambou no nazismo. Eles andam aí.
obrigado pela dica,Carla Romualdo.
Campanha eleitoral ibérica
A festa
Confesso que já tinha saudades desta senhora.
Apesar das coisas boas que algumas pessoas continuam a ver no seu trabalho e sobre as quais já escrevi no Aventar, vi sempre (defeito meu!) um ódio naqueles olhos de alguém que acorda todos os dias com uma má disposição tremenda.
E a dificuldade em defender as suas políticas continua cada vez mais evidente. Então agora, a Parque Escolar foi uma FESTA? Será que vi e ouvi bem? Uma Festa?
Valha-me S. Gregório, ouviria eu agora em Rio Tinto. Deixo outra festa para esquecer tal peça. [Read more…]
Robalo fresquinho….
Num novo Titanic
Às vezes é difícil adormecer. Fica-nos na cabeça notícias como esta, que nos dão em primeira mão lá em casa: «Mais um colega que foi despedido…».
Temos medo de perder o emprego. Até quando podemos contar com ele? É a sorte grande ter um.
Saímos de casa para o trabalho mas não sabemos se o teremos no dia seguinte.
A Sony pretende despedir 10 mil funcionários. Como é possível? O que vai fazer esta gente?
Quem nos prepara para o pior? Quais as soluções e opções?
Estamos todos num Titanic e só alguns têm direito a bote salva vidas…
FIB- Felicidade Interna Bruta
Parece que só agora os economistas e os políticos se lembraram da Felicidade. Os políticos portugueses são mais lentos, daí que tão cedo (ou nunca) ouvirão a palavra sair das suas bocas. Vitor Gaspar, que é lentíssimo, soletraria a palavra, Fe-li-ci-da-de. Felicidade seria mais um lapso… nos seus discursos.
A Economia integra muito tarde o novo vocábulo e o valor em si. Depois de muita asneira feita. Á custa de muita infelicidade e de inúmeras vidas.
Eis uma história real que já contei no DN:
Era uma vez um rei que se preocupava com a felicidade do seu povo… [Read more…]
Deixem-nos ser Professores

Há muito, muito tempo, havia algures em Portugal uma escola onde os Professores discutiam o que colocar num pano para levar a uma Manifestação. Depois de muita conversa, muita discussão, depois de um plenário para escolher a melhor frase, chegamos a uma conclusão muito simples: Deixem-nos ser Professores!
É com um sorriso amarelo e com aquela sensação de que se tem razão antes do tempo que fomos ler o relatório da OCDE (pdf) que indica um caminho: os Professores precisam de centrar o seu trabalho nos alunos. Têm que deixar de andar a brincar aos relatórios e às reuniões para fazerem o que lhes é pedido pela sociedade: trabalhar com os alunos.Visto vagarosamente, o lapso do ministro é uma mentira
Santana Castilho *
Por ironia do destino, a 1 de Abril de 2011, o dia das mentiras, Passos Coelho classificou de “total disparate” a ideia que lhe atribuíam de cortar o subsídio de Natal. Cortou-o, pouco tempo volvido. A 13 de Outubro deste ano, reincidiu e aumentou o esbulho. Consciente da brutalidade da medida, foi pressuroso a afirmar que ela vigoraria “apenas durante a vigência do programa de ajuda económica e financeira”. Nem ele nem Vítor Gaspar, nem tão-pouco o diligente “spin doctor” Miguel Relvas, desmentiram a cascata de referências abundantes, escritas e faladas, que circunscreveram, sempre, os cortes dos subsídios de férias e Natal a 2012 e 2013. Mais: a secretária de Estado do Tesouro, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares e o próprio ministro das Finanças afirmaram na televisão, de forma reiterada portanto, que os cortes eram temporários e vigoravam apenas em 2012 e 2013. O descrito é factual. Prolongar agora o confisco por mais tempo não pode ser justificado, ainda que vagarosamente e com a insolência com que Vítor Gaspar tratou a Assembleia da República, com a invocação de um lapso. [Read more…]
O Fim das Reformas (quaisquer reformas)
A hipocrisia
Taxa de Saúde e Segurança Alimentar Mais. Um novo imposto – poderia ser um aumento do IVA da alimentação – para parecer que é no interesse dos consumidores. Faz lembrar os ex-chips nas matrículas e que eram para aumentar a segurança dos condutores. Com o fim das SCUT, viu-se para que iriam servir.
Hoje dá na net: Sex Pistols – The Filth And The Fury
A Divina Razão.
Uma das coisas a que já me habituei, como católico, foi a ser discriminado. Hoje, ser católico é estar do lado errado da bancada, junto da equipa perdedora. Ser moderno é ser ateu, de Esquerda, totalmente liberal (em todos os sentidos do termo), amoral e amigo dos animais.
Primeiro vem a condescendência: como é possível que alguém se deixe enganar pela religião? Indivíduos cultos e inteligentes não veneram santos, nem adoram deuses. Deixam-se estimular pela Razão. Este super-homem racional, pretensamente asséptico no tocante ao ódio e à paixão é o primeiro a atirar as pedras. Dificilmente parará para pensar antes de disparar.
Depois vem o alvo Igreja. Ateus, agnósticos ou simplesmente ignorantes sabem tudo sobre a Igreja, mesmo sem serem crentes ou praticantes. Sabem tudo sobre o múnus dos sacerdotes e os fins das suas acções, alcançam mais longe no tocante a liturgia e teologia. Se vêem ouro gritam logo: luxo! Se vêem padres gritam logo: pedofilia! Para eles britava-se as pedras das igrejas, derretia-se o ouro das alfaias e vendiam-se as obras de arte. O tecto da capela Sistina recortado para decorar museus ou habitações particulares ou a Pietá de Miguel Ângelo convertida em estátua de jardim. Com o produto da venda alimentava-se a fome no mundo inteiro, por um dia. E no dia seguinte, sem comida, nem arte, voltavam à carga. Porque o objectivo desta gente não é que a Igreja mude, tão-somente que desapareça. [Read more…]
O delírio
Parque Escolar “é um exemplo de boa prática de gestão”, afirmou MLR
Outros exemplos de excelência: Madeira e BPN. Pelo menos foi o que me contou ontem um sujeito enquanto me atirava areia para os olhos.
25 poemas de Abril (IV)

As colunas partiam de madrugada
As colunas partiam de madrugada
Para o norte partiam para a morte
Partiam de Luanda flor pisada
Levavam morte de Luanda para o norte.
De Luanda partiam flor pisada
Colunas que levavam.
Luanda para o norte para a morte
De Luanda partiam madrugada.
De Luanda madrugada para o norte
As colunas partiam
Levavam de Luanda a flor pisada
Para a morte do norte para a morte. [Read more…]
Passos a Medo Sob Assessoria Medrosa
Não sei nem quero saber quem são os assessores amedrontados que não refreiam Passos Coelho da tomada de quaisquer medidas nas costas dos portugueses ou que, pelo contrário, tal sugerem. Mas o medo pela Verdade Toda que nos é devida, seja na Assembleia da República, seja quando apanhado pelos microfones a sair do WC, só pode aterrorizar e confundir mais e mais a Opinião Pública. Nem será o excesso de austeridade o problema, mas o excesso de má e liquidatária austeridade que assassina objectivamente a economia portuguesa sem se perceber para quê. Boa verdade nunca de mais recordar são os 80 000 milhões de euros que correspondem a seis anos de optimismo cretino e que efectivamente conduziram o País ao descalabro, ao buraco em que nos encontramos. Tirando as decisões e as ilusões com dinheiro sem PIB que o pague por que o socratismo se norteou, tais Governos negros pactuaram com toda a espécie de fingimento e encobrimento de dívida própria e alheia, assunto que Sócrates fazia questão nunca comparecesse nos seus célebres monólogos travestidos de entrevistas. [Read more…]
Cavaco voltou, versão 3.parvo, tem bug
Silva diz que que promulgou o diploma que suspende as reformas antecipadas porque “é de interesse nacional“. Silva assegura que não volta a falar das suas reformas, porque aquilo que os jornalistas “têm escrito sobre o assunto não corresponde minimamente à verdade“.

Silva falou na inauguração da nova sede da Microsoft em Portugal, e tudo bate certo: sistema operativo novamente falhado. Em breve haverá uma actualização de software. Até lá, perderá todos os dados não guardados.
Press any key to continue…
Recordes e mentiras
Batemos todos os dias recordes de culpa, de medo e vergonha. Sentimentos de culpa inculcados por responsáveis sem vergonha, que continuam a repetir a ladainha de que “os portugueses viveram acima das suas possibilidades” e de que somos os culpados de todos os males que nos afligem. (…) Como é possível que tantos continuem a acreditar nas mentiras de tão poucos, que tantos continuem dispostos a vender os seus primogénitos para enriquecer os mais ricos dos ricos?
A ler, com urgência, o José Vítor Malheiros.
Há progressos na família Bourbon mas a tradição continua
O actual rei do estado espanhol, Juan Carlos de Bourbon, matou o irmão numa brincadeira com uma arma de fogo, caso ocorrido no Estoril e muito convenientemente abafado por Salazar.
Seguindo a tradição familiar, mas sem consequências para terceiros, agora o neto deu um tiro no pé. Vamos ver se o acidente é comunicado ao Ministério Público e o pai leva a multa “entre 300 e 600 euros” que a lei por aqueles lados prevê para quem mete os rebentos a brincar com armas de fogo. Por muito menos do que isto já se viram pais perderem a tutela dos filhos.
Mas provavelmente uns serão mais iguais do que outros, é claro.
Uns pedem pão, outros compram IPad
Dois mundos completamente diferentes coexistindo, no nosso tempo.
Enquanto que a Etiópia procura que todas as suas crianças tenham acesso ao ensino primário; enquanto muitas mulheres do Senegal anseiam pelo curso de alfabetização (querem somente aprender a ler e a escrever), agora que mais libertas de tarefas como moer milho (constato surpreendida que ainda há mulheres que moem milho); enquanto Moçambique luta por diminuir a taxa de mortalidade infantil e a Tunísia reduzir a de mortalidade materna; enquanto na África do Sul ainda não é possível garantir a todos o acesso a água potável;
os americanos ou nós, países mais desenvolvidos e ricos, esperámos exibir o último brinquedo tecnológico e, de preferência, ser o primeiro a comprá-lo para aparecer numa foto de jornal, na internet, no mural do facebook, etc. [Read more…]
Medidas Anti-Crise: Vencimentos dos políticos
O governo continua a tomar medidas de estimulo à economia e de combate à crise. A última destas medidas estabelece o fim das indemnizações por despedimento para os contratos a prazo assim como novos limites para a prestação de sobrevivência e de subsídio em caso de morte e a diminuição das indemnizações para os contratos sem termo (os efectivos).
Todas estas medidas fazem parte da estratégia do governo de competirmos no mercado internacional, competirmos nomeadamente com a China através de salários baixos! – São uns génios! – Ainda temos algum caminho a percorrer mas tenho a certeza que, liderados por esta cáfila de iluminados chegaremos a bom porto.
Do outro lado…
De um recorte de jornal.
Há dias, revendo recortes velhos e amarelos, um deles chamou-me à atenção. Não propriamente pelo motivo pelo qual o guardei em 16 de junho de 2006 (David Mourão-Ferreira) mas, justamente, pelo que descobri nas costas do mesmo.
Havia retalhado um quadrado com referência ao documentário Duvidadávida dedicado ao poeta quando se completavam dez anos após a sua morte. Nessa sexta-feira, sublinhei na folha do jornal: “Que dúvida Que dívida Que dádiva/Que duvidadávida afinal a vida”. No documentário produzido pela RTP, podia ouvir-se a voz de Mourão-Ferreira numa das últimas entrevistas, já muito doente, a dizer-nos “o quão extraordinário é a vida e a maravilha que é estarmos vivos”.
Há poucos dias, como ia dizendo, vi, com outros olhos (ou efetivamente pela primeira vez), o outro lado: uma foto do actor João Castro encenando Na Morte de Marilyn, um poema de Ruy Belo. Tirei da estante o único livro que tenho de Ruy Belo (A Obra Poética) e ah! lá estava ele: [Read more…]
Garimpeiro de blogues
O Pedro Correia percorre o rio dos blogues e decifra as pepitas nas areias. Não gostarei de todos, mas preguiço-me no seu labor paciente.
Hoje dá na net: Viaje al Interior del Cuerpo Humano
O Titanic de Lourenço Marques

Bem perto da Praça Mac-Mahon, na Rua Consiglieri Pedroso em Lourenço Marques, existia a Papelaria Spanos. Era ali onde os meus pais tinham a assinatura de revistas como Tintim, Pisca-Pisca e os Almanaques Disney, pelos quais eu e o Miguel tanto ansiávamos. Para nossa casa também seguia uma publicação francesa, a Historia, dirigida por Christian Melchior-Bonnet, da Librairie Jules Tallandier. Nela escreviam André Castelot, Christine Garnier, Paul Morand, Alain Decaux, Marcel Brion, Jaques Chastenet, Paul Carell, entre muitos outros nomes da Academia Francesa, da política e da literatura europeia de então.

















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