
Quando escrevi este ‘post’, ignorava em absoluto o que seria a 1.ª página do ‘Expresso’, publicada horas depois.
O meu texto foi inspirado pelo conhecimento, não digo profundo mas suficiente, da comunidade de emigrantes portugueses no Rio de Janeiro, essa cidade maravilhosa dos meus sonhos, onde visito um núcleo de familiares muito próximos.
Infelizmente, e como era meu saber de que naturalmente a condição de emigrante, mesmo dos mais qualificados, em parte considerável dos casos, redunda em fracassos de ordem profissional, pessoal e familiar. À partida foi uma estória ficcionada. Todavia, menos hiperbolizada do que imaginado por alguns.
Como sabemos, a realidade com frequência mitiga a ficção. Foi o caso. Para o provar, além do título do jornal que desmente a infeliz ideia de Passos Coelho, em relação ao Brasil e Angola, países por si citados, dominam agora partes do discurso de responsáveis brasileiros sobre a “leviana” sugestão do nosso primeiro-ministro:
Não é verdade que o Brasil esteja importando professores. Temos carências, de facto, nas áreas de Matemática, Física, Química e Biologia mas também temos problemas de absorção de mão-de-obra estrangeira, nomeadamente de ordem burocrática”
Nunzio Briguglo, assessor do Ministro de Educação Fernando Haddad



Lembro-me da falecida e insuspeita Maria José Nogueira Pinto, há uns anos, em conferência na Universidade Lusófona, ter afirmado: “O sector da saúde é muito atractivo para negócios e há muitos pretendentes a abocanhar as iguarias do SNS, esquecendo os direitos dos cidadãos”. É justamente pela concepção inerente a esta frase que alinho o presente ‘post’. Nas reviravoltas governamentais para a saúde, foi cometida a incumbência de um estudo, mais um, a um chamado ‘Grupo de Reforma Hospitalar’ ou coisa parecida, nomeado pelo ministro Paulo Macedo.
A maldita troika andou por cá. Em cada passagem, o tenebroso trio ataca sem pudor nem piedade direitos de cidadania básicos. Sobretudo, a frágil qualidade de vida de milhões de portugueses.
Cavaco Silva, há tempos no ‘Expresso’, inspirou-se na 






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