Professores: Avaliação de desempenho e ECD publicados

Estou de acordo com o Arlindo – o dia de Carnaval é perfeito para a publicação destes dois documentos. A ler com atenção.

Qual o momento da demissão?

O Chefe de Estado alemão C. Wulff demitiu-se na sequência de um escândalo de corrupção e tráfico de influências. Sentiu a pressão da opinião pública e não resistiu ao braço de ferro com os media. Finalmente, disse as palavras certas: “a confiança dos meus cidadãos foi abalada, pelo que não me é possível exercer as minhas funções”.

Faltando a confiança do povo que os elegem, o que estão lá a fazer? A cumprir o seu dever? Porque teimam em ser vaiados e criticados, fazendo ouvidos de mercador? A descida de popularidade é um sinal a que devem estar atentos. Refiro-me mais concretamente à polémica das despesas de Cavaco que atirou a sua popularidade para mínimos históricos. Não servirá este resultado para uma reflexão do nosso chefe de Estado?

Perdendo-se a confiança do eleitorado, o que os mantém no poder?

O próprio poder.

Vou expurgar o Centro de Saúde do Lumiar

msOs sábios quadros do Ministério da Saúde, a começar pelo titular da pasta e ex-bancário Macedo, têm uma imaginação prodigiosa e um apurado sentido de melhoria da produtividade na função pública. Segundo se depreende do divulgado na imprensa, em cada ‘centro de saúde’, diariamente, um funcionário passará a pente fino a lista informática dos doentes inscritos e quem não tenha recorrido ao centro há 3 anos será eliminado.

Os serviços contarão com a ajuda do sistema ‘SINUS’ que com o ‘SONHO’ são duas históricas obras de arte informática do Ministério da Saúde, pelo ex-IGIF e agora ACSS-Administração Central do Sistema de Saúde.

Se a finalidade principal da medida é “expurgar” das listas os falecidos, porque não criam um sistema integrado com as Conservatórios de Registo Civil relativamente a óbitos registados, procedendo, automaticamente, à eliminação, por telecomunicação entre sistemas? A interacção poderia ser feita até através do SINUS. Claro que também o ‘sistema de registo de doentes’ teria de ser implementado a nível nacional, com outras vantagens – processo clínico electrónico, por exemplo – de produtividade e economias na prestação de serviços do SNS e no atendimento de doentes.

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A crise vista da Alemanha

A Helena é uma portuguesa há muitos anos a viver na Alemanha, é dá-nos no 2 Dedos de Conversa a visão de quem lá está. A leitura deste artigo parece-me muito proveitosa para entendermos o assado onde estamos metidos.

Não concordo com ela, e muito menos com os portugueses que aqui também acreditam no discurso medinocarreirista, deixo de lado a questão das dívidas históricas da Alemanha, e retenho o que me parece fundamental: se em Portugal, ou na Grécia, muitos não percebem que por cada euro recebido apenas 19 cêntimos são utilizados pelo estado grego e que na prática as ditas ajudas vão direitinhas para os bancos, na Alemanha muito menos se entenderá o mecanismo da crise. Da crise dos banqueiros e da forma ardilosa como, eles sim, estão a ser ajudados, à custa da destruição da economia dos países que levaram com a especulação em cima, da crise que nenhuma austeridade pode resolver porque impede quem a aplica de pagar dívida alguma. [Read more…]

Problemas belenenses

Hoje dá na net: Especial Zeca Afonso na RTP Memória

Programa emitido a 23 de fevereiro de 1987, logo após a morte de José Afonso. Não sobrava muito no arquivo. A RTP nunca gostou do Zeca, que também não era muito de estúdios, e no pós-PREC houve uma limpeza de memória aos anos de 1974-75. Mas foi um bom esforço de Luís Andrade, Brito Macedo e Carlos Pinto Coelho,que coordenaram e de  António Faria e Luís Filipe Costa que realizaram.

O Luxo no Norte de Espanha. Sobre Carris.

Bilhetes a partir de 2.400 euros. É favor reservar com muita antecedência.

A crise do sistema e a banalização da violência policial

A ensaísta, superdotada ‘tudóloga’, escrevente aqui, palradora acolá, manifesta-se incomodada. Coitada da criatura está molestada contra jornalistas que considerem que a liberalização das leis laborais, em Espanha ou em Portugal, esteja a suscitar vasta contestação popular; o que, de resto, sucedeu este fim-de-semana em 57 cidades espanholas.

Presumo que ‘a ensaísta’, especializada em tudo e mais alguma coisa, tenha igualmente desenvolvido um complexo modelo matemático e macroeconómico, para sustentar a tese de que despedimentos mais fáceis e económicos, bem como relações de trabalho mais precárias, constituem factores criadores e multiplicadores de desenvolvimento e emprego.

Recusa-se a entender que, na Europa, os sistemas económico e financeiro estão em aguda crise. Não resolúvel através de modelos de austeridade severa, os quais, felizmente para ela, lhe passam ao lado.

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Um velho caminho para CGTP

A CGTP mudou!

Uma história que vai para o terceiro acto: congresso, manifestação e greve  geral!

Carvalho da Silva foi durante algum tempo – especialmente no último mandato – um dirigente que parecia valer mais que sua organização. Talvez por isso o PCP o tenha “suportado”, até porque os estatutos da Inter resolveriam o problema.

Entrou Arménio Carlos e chegou a hora de afirmar a diferença. A estratégia política da CGTP é hoje muito clara: mostrar que a CGTP voltou à casa mãe. Mais uma Greve Geral mostra bem essa realidade onde parece haver muito pouco (nenhum!) cuidado em ouvir quem trabalha. Alguém decide, marca-se e ponto final! Um erro porque leva a única organização de trabalhadores do nosso país para um canto que não é o seu!

 

Antropologia da criança. O que era, já não sou. Ou talvez torne a ser o que era.

amanecer

Para a Sevilhana que me fez e teima em viver!

 Digo ensaio com palavras, para não aborrecer o leitor com o elegante palavrão de ensaio com conceitos, que usamos no restrito âmbito da academia. Onde moram os eruditos. Que falam das análises, como se a realidade fosse um modelo feito de conceitos. E não a experiência quotidiana da afetividade e dos tostões. Essas duas moedas de troca entre seres humanos, que acaba por formar o elo fundamental do social: a família, que ouvi comentar a um grupo de garotos e garotas, que falavam na rua. [Read more…]

O que a Europa pode fazer por nós

Por JOÃO PINTO

Nunca fui dos que pensam que Portugal está na atual situação por causa da moeda única, da Europa ou dos mercados (apesar de estes exagerarem e nem sempre serem razoáveis). Apesar de pensar de Portugal tem de mudar de rumo – não podemos voltar a cometer os mesmos erros -, a europa não tem feito o seu trabalho de casa como deve ser.

Os EUA têm uma dívida pública maior do que a dívida pública da europa (e da zona euro). No entanto, os mercados não têm penalizado os norte-americanos como têm penalizado os países da zona euro – é verdade que há países da zona euro (e da europa) que, individualmente, têm um risco de incumprimento maior, sendo que os mercado têm penalizado essencialmente aqueles.

Falta na europa a unidade e a coesão que existe nos EUA. A europa tem de falar a uma só voz e tem de mostrar aos mercados que tudo fará para resolver os problemas internos.
Enquanto tal não acontecer, os mercados continuarão a olhar para os países da europa (e da zona euro) como elementos desagregados e desamparados dentro da união. [Read more…]

O preço da verdade na Alemanha

é diferente do preço da verdade em Espanha!

Professores: concorrer e ficar colocado

Marco Fortes

Está aberto o debate, sempre apaixonante, em torno da alteração da legislação de concursos.

Depois de ter partilhado uma primeira reflexão sobre a proposta do Ministério da Educação e Ciência (MEC) importa colocar esta temática no ponto certo.

Para os menos atentos a estas coisas, uma explicação breve: os concursos de professores são o processo usado pelo empregador (Ministério da Educação e Ciência) para fazer o recrutamento dos seus recursos humanos. Para o efeito abre uma aplicação durante uns dias, onde os candidatos podem escolher de entre as escolas do país, mediante algumas condições. Depois, o MEC faz a graduação dos docentes em função da nota do curso e do tempo de serviço que cada um tem. Seguem-se as colocações por esta ordem.

No entanto, esta é a parte menos importante.

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A mobilidade não sabe nadar, yô

Maria da Conceição Sargaço, mulher das limpezas no Ministério da Agricultura em Aljustrel, foi em 2010 parar ao quadro de mobilidade e colocada como salva vidas nas piscinas de Castro Verde. Aos 65 anos invocou a distância entre os dois concelhos, e provavelmente salvaram-se vidas nas piscinas.

Maria da Conceição, nos 5 anos que lhe restavam até à reforma, só pedia para voltar à sua vassoura, agora o estado tinha contratado “duas empresas de limpeza para fazerem o seu trabalho. “Assim estão a pagar mais do que me pagavam a mim. É por isso que gostava de voltar ao meu antigo serviço”, justificava.

Maria da Conceição, uma piegas que queria regressar à sua zona de conforto, ao adquirido direito de ser funcionária pública toda a vida, felizmente bloqueado porque algures um génio decidiu privatizar a limpeza das instalações do Ministério da Agricultura de Aljustrel, apoiando sabe-se lá que empreendedorismos. A mobilidade na função pública no seu melhor. Com a nova lei não podia invocar a distância e ia mesmo nadar para a piscina municipal de Castro Verde. Vem aí uma grande reforma na administração  pública, vai ser uma desbunda. Para quem saiba nadar, yé.

Minititanic

foto de adão cruz

Quem por ali passe nem repara no MINITITANIC, nem se apercebe da vida que ele foi. Um pequeno barco de quatro ou cinco metros, já gasto, assente na margem lodosa do rio, a um canto de um apodrecido cais, preso não se sabe aonde nem a quê, por uma longa corda cheia de nós. Um barco sem fé nem esperança, isolado do mundo, afastado de todos os seus irmãos, ancorado no tempo, agarrado à memória do lado esquecido da vida. Há muito parado e imóvel, apenas baloiça levemente à flor da água quando a maré lhe entra sorrateiramente por baixo, afagando o casco de cores já mortas, num beijo de saudade como que a dizer, anda, desprende-te, vem comigo até ao infinito. Um barco muito triste, quando a maré se vai e o deixa de novo pousado na areia negra e suja. [Read more…]

Contra o Acordo Ortográfico: súmula e encadernação

Os interessados em reunir numa mesma página os oito textos que publiquei acerca do AO90 poderão seguir esta ligação. Entretanto, graças aos bons ofícios do João Roque Dias, a quem agradeço, os mesmos textos estão virtualmente encadernados. O debate continua, dentro de momentos.

Hoje dá na net: Zeca Afonso – Maior que o pensamento

(1ª parte)

Produção: Nanook, Realização: Joaquim Vieira Tit. Original: «(ZECA AFONSO)»
Origem: Portugal – 2011

Série documental em três episódios sobre José Afonso com assinatura de Joaquim Vieira.

“Maior que o Pensamento” é o título de um documentário em três partes acerca da vida e da obra do poeta, compositor e intérprete José Afonso, o mais conhecido autor da chamada canção de intervenção portuguesa, movimento do qual se pode aliás dizer que foi fundador e líder (embora de maneira informal).

(…) O documentário recolhe muitas dezenas de testemunhos de pessoas que conheceram José Afonso e com ele colaboraram, desde familiares e amigos a músicos de várias nacionalidades. Imagens de atuações de José Afonso (algumas inéditas em Portugal, como na Alemanha em 1963) completam este exaustivo trabalho sobre um criador que suplantou em muito a estrita esfera do seu posicionamento ideológico, tornando-se num dos mais originais e destacados criadores do seu país no século XX. Ao longo do documentário, podem ser ouvidas algumas das mais significativas canções da autoria de José Afonso, interpretadas pelo próprio.

(…) “Maior que o Pensamento”, uma produção Nanook, é um documentário de Joaquim Vieira, com edição de Aníbal Carocinho, direção de produção de Lila Lacerda, consultoria histórica de Irene Flunser Pimentel e consultoria de Maria Helena Afonso dos Santos.

Ficha RTP completa

2ª e 3ª partes [Read more…]

MAS serve para alguma coisa?

Para chalaças serve, ó velhos do restelo. Até agora considerava o MMS como o melhor dos piores nomes de partidos. Mas, há sempre um MAS, agora fico indeciso.

Passos Coelho vaiado

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‘Quem semeia ventos colhe tempestades’, diz a sabedoria popular. Esta manhã em Gouveia, Passos Coelho foi alvo de estridentes vaias por parte de cidadãos que, assim, reagiram aos nefastos efeitos sociais das políticas de desemprego, de agravamento da carga fiscal e de injustiças sociais na saúde e outros domínios, de que muitas centenas de milhares de portugueses são vítimas. Uns no caminho da pobreza, outros com a miséria a bater à porta ou já dentro de casa. Tratou-se de uma manifestação muito participada, cuja realização, que se saiba, não foi reivindicada por qualquer organização.

Aos políticos, recomenda-se a ida a festas e romarias apenas em tempos de eleições. No poder, a executar uma política sem nexo de dogmática austeridade, é mais indicado que se refugiem em ‘Fortes’, ‘Palácios ou ‘Areópagos de Política Internacional’ – o ‘Paulinho das Feiras’ é que sabe desta poda.

PPC teve o mérito de não imitar Cavaco na fuga à contestação. Afirmou: “Sei que o salário mínimo é baixo”. Eu, pelo meu lado, sei que o descontentamento é enorme e está em crescendo. O povo beirão deu disso um exemplo.

Coelho terá, pois, de cuidar-se, perante a multiplicação de famintos “lobos” que, em número, transcenderam e muito a numerosa comitiva de guarda-costas e agentes da PSP de que se fazia acompanhar. Se provou queijo na feira, é bom que faça um esforço de memória para não esquecer o sucedido, em futuras passeatas.      

Orquídeas X: Snow Queen

Ficamos por na última viagem. Antes tínhamos viajado pela América do Sul, pela Ásia e pela Austrália. Mostramos a Zygopetalum, depois da exposição ter começado pela Cattleya.

É ao ponto de partida que vamos regressar hoje. Uma Cattleya bem especial, que parece ter sido retirada da terra do Pai Natal.

Orquídea Cattleya
Orquídea Cattleya artic star, Snow Queen (Manuel Lourenço, V. N. Gaia, Portugal)

Sempre a “sacar”

Há cento e poucos anos, berrava-se até mais não com a questão dos Tabacos, com o “caso Hinton” ou com os negócios do Crédito Predial. Há bem menos tempo tivemos 1000 casos do “tipo crédito predial”, condensados apenas no BPN e no BPP. Os Tabacos foram mais de dez mil vezes ultrapassados por auto-estradas, sucatas quase novas, projectos para aeroportos, Expos, gabinetes de estudos de e para amigos, fundações, comissões instaladoras, contentores à beira rio, sacaria azul para os sátrapas, Euros da bola, PPP’s, etc, etc. Como estocada final, um regime caiu devido a “Adiantamentos” decorrentes de uma lista civil que não era actualizada há… oitenta anos! Imaginam Belém sobreviver com a dotação dos tempos do início dos mandato do Marechal Carmona?

Pelos vistos, o país não tuge nem muge e nem perante evidências como esta que o Correio da Manhã explicita, há qualquer remédio recomendável. O saque é mesmo à descarada, mas o Sr. Dr. Mário Soares “acha” que …“é preciso preciso ter uma coragem muito grande para aguentar o que ele aguentou” . Claro que não estava a referir-se ao povo português.

Concurso de colocação de professores – uma primeira análise

O MEC apresentou à FENPROF uma proposta para revisão da legislação de concursos: num só diploma, coloca o que diz respeito aos docentes dos quadros, o regime de contratos e até algo quase esquecido, as permutas. Um aplauso para este esforço de racionalização do processo legislativo.

Importa também dizer que o processo de colocação de professores é muito complexo, quer pela dimensão, quer pelo simples facto de mexer com a vida de mais de 100 mil pessoas e respectivas famílias. Assim, será fundamental que seja transparente. Esta proposta não tem novidades negativas neste propósito – mantém-se e aprofunda-se uma lógica positiva de transparência.

Agora, como contributo para  o debate, alguns aspectos mais concretos, divididos entre positivos, negativos e nem por isso:

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Ressurreição de Carnaval

Vemos hoje tudo o que perdemos por ter pedido ajuda externa: níveis de desemprego, de falências, ratings da República, dos bancos: quantos anos vamos demorar a regressar aos níveis de há um ano?

No período de neo-jornalismo que atravessamos esta frase pertence a uma “fonte próxima do ex-primeiro-ministro“, ou seja a José Sócrates disfarçado de torneira. Depois da confissão de Judite, entrevistou de uma fornada 4 banqueiros 4 só para chamar a troika, veio a discussão grave do avô Soares:

discutimos brutalmente, amigavelmente, eu sempre a convencê-lo e ele a não estar convencido, e depois o ministro das finanças também interveio mais tarde e ele acabou por ter de ceder

e agora isto.

Há coisas que não se aprendem na escola. Uma delas, até por ser mórbida, é a dificuldade de alterar os factos históricos; pode lavar-se a imagem, coisa de comunicação e vendas a retalho, mas a ciência a seu tempo registará que José Sócrates tentou mais tarde desresponsabilizar-se pelo pedido de empréstimo externo ocorrido durante o seu governo e pelo qual será sempre o gajo que fez merda.

Outra, para desconsolo de viúvas, viúvos e viúv@s, é aquela de um morto de cara lavada não deixar de ser defunto.

Estação de Lousado

Estação de Lousado, últimas luzes dos anos 70.
À esquerda, a Unidade Dupla Diesel série 400, então com dois motores Rolls Royce, ligava ainda o Porto a Monção (Linha do Minho); à direita, a recém-chegada UDD de via métrica de fabrico francês ligava então Porto Trindade, Trofa a Guimarães e Fafe (Linha de Guimarães).
O cenário é hoje bastante diferente mercê a modernização da via até Braga e Guimarães (electrificada e com sinalização electrónica).

Contra o Acordo Ortográfico: uma espécie de conclusão

Muitas outras questões mereceriam, ainda, uma análise demorada, como a passagem dos nomes dos meses de próprios a comuns, sem qualquer argumentação, ou a supressão disparatada de acentos em determinados ditongos, mas não é possível nem necessário esgotar aqui todos os problemas levantados pelo AO90. Para além disso, quem quiser, verdadeiramente, informar-se sobre muitas outras questões que não abordei, facilmente encontrará nas páginas indicadas no primeiro texto desta série material suficiente.

As questões legais relacionadas com o AO90 são importantes, como ficou demonstrado. De qualquer modo, mesmo que a situação legal estivesse assegurada, o Acordo continuaria a ser negativo. [Read more…]

Educação: Nuno Crato e a mania de mexer no que está quieto

Seguindo a linha presidencial, o Ministério da Educação e Ciência está a seguir à risca o seu plano ideológico para tornar a Escola Pública um espaço destinado à formação de trabalhadores num contexto de desenvolvimento baseado nos baixos salários e na mão de obra desqualificada.

Crato está a mexer por todo o lado, fazendo lembrar o provérbio popular de mexer, mexer, para que tudo fique na mesma, no que aos problemas diz respeito, pois claro. Apareceu a revisão curricular, depois o modelo de gestão e agora os concursos de colocação de professores. Mas, no essencial, nada! [Read more…]

A Grécia destruída por Bruxelas

KO à Grécia

Knockout (KO) à Grécia

Fonte: Presseurop

De um interessante artigo do jornalista Peter Oborne em “The Daily Telegraph”, traduzido para português, sobre o processo de destruição da Grécia pela UE, reproduzimos a respectiva introdução a partir do ‘site’ da Presseurop:

Afundada numa violenta depressão, a Grécia está a ser exaurida por uma UE “incompetente” e pelo seu “insensível” comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, acusa Peter Oborne, num veemente comentário de página inteira.

A meu ver, é aconselhável a leitura integral do artigo, intitulado ‘Como Bruxelas está a destruir a Grécia’; quanto mais não seja a título de pré-aviso para os efeitos que nos podem estar reservados pela violenta e irracional terapia da ‘troika’, zelosamente aplicada e excedida pelo governo de Passos Coelho e Paulo Portas.

Cavaco Silva – a escola privada e a escola pública

Em tempos Cavaco Silva, político que me merece o respeito que destinamos apenas a quem é chefe de estado – nada mais que isso! Dizia eu, que Cavaco Silva em tempos terá sugerido:

“Considero importante que crianças, jovens, pais e professores venham para a rua para defender a sua escola. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade civil”, disse Cavaco Silva em Aveiro, no jantar comício de hoje.

Pois bem, esta semana tivemos o mesmo Político profissional não remunerado a fugir de uma manifestação de estudantes na Escola António Arroio.

O que distingue uma coisa e outra?

O sentido do trânsito ou antes, a inversão de marcha, isto é, de um lado, um sinal obrigatório para o ensino privado – vão para a rua! Do outro, um sinal de trânsito proibido: por aí não, que os putos vão-me chamar nomes!

Mas, há outra coisa a separar este momento do brilhante mandato presidencial: o apelo à rua é feito para os que se batiam pela continuação do apoio dos contribuintes às suas suas escolas privadas!

E a inversão de marcha é feita perante uma escola pública, ainda por cima da área artística!

Sinais dos tempos – um Presidente, um governo, uma maioria que têm os olhos colocados na Escola Pública! Antes fossem cegos!

O lugar da mulher

Monteiro de Castro, o mais recente cardeal português, afirmou que a família devia ser mais apoiada para que as mães pudessem estar mais tempo em casa. [Read more…]

Capela de Santa Ana, Canedo, Santa Maria da Feira

Em Portugal continua a fazer-se boa arquitectura e muito para além do duo de famosos, Siza e Souto Moura.

Capela de Santa Ana, Canedo, Santa Maria da Feira

Capela de Santa Ana, Canedo, Santa Maria da Feira (Imagem http://www.archdaily.com)

Três espaços religiosos portugueses estão entre os candidatos ao Prémio ArchDaily 2011. E, dos três candidatos, destaco a Capela de Santa, que por ser mais perto é a única que conheço.

Resulta do trabalho do gabinete e|348, da Póva de Varzim e tem vindo a ser reconhecido como uma obra de excelência nos últimos tempos.

São poucas as palavras – até porque estou longe de ser um especialista em arquitectura – para descrever esta obra de arte. Deixo-vos a referência e as imagens dos três projetos. Aproveitem o fim-de-semana e conheçam-nos!

Ah! Faltava isto: votem!