aconteceu na Assembleia Municipal de Lisboa. Antes das eleições, queriam-no na campanha todos os dias. Vencidas as eleições, deixaram de lhe atender o telefone. Dramático.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
aconteceu na Assembleia Municipal de Lisboa. Antes das eleições, queriam-no na campanha todos os dias. Vencidas as eleições, deixaram de lhe atender o telefone. Dramático.

Na mesma semana em que o partido de Marine Le Pen anunciou a intenção de vedar o acesso a certos cargos públicos a cidadãos franceses com dupla nacionalidade, veio a público este fabuloso “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço”. A fazer lembrar os grandes sucessos do Bolsonaro da Wish que temos por cá.
O que sucede?
Sucede que o RN tem cidadãos com dupla nacionalidade que foram candidatos às eleições de Domingo, entre eles Tamara Volokhova.
Quem?
Isso: Tamara Volokhova.
Sim, também nunca ouvi falar. [Read more…]

Deixou-nos uma das vozes da revolução. Cantou pela liberdade, fez música com Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho ou Adriano Correia de Oliveira, e deu-nos temas eternos e intemporais como “O Barco vai de saída”, “A Guerra é a Guerra”, “Quando um Homem Quer Partir” ou “Por este rio acima”.
Fausto tinha 75 anos e partiu cedo demais.
Um dia triste para a democracia, para a música e para a cultura portuguesas.
Que descanse em paz.



Alister Jack, ministro dos Assuntos Escoceses, é um dos envolvidos no escândalo de apostas relacionado com a data das eleições gerais no UK. A implosão do Partido Conservador segue dentro de momentos.
What?
The land of the free?
Jon Stewart expõe aquilo que é óbvio para muitas pessoas, entre as quais me incluo: que o choro incessante da direita radical e da extrema-direita, alegadamente oprimidas pela cultura de cancelamento, não passa de um barrete enfiado da cabeça aos pés.
Mas Stewart vai mais longe, demonstrando factual e igualmente a pulsão canceladora da direita trumpista, que persegue os opositores de Trump e até faz com que sejam expulsos de órgãos do Partido Republicano, como foi o caso de Liz Cheney.
Fazia-lhes bem passar umas férias no Estado unipessoal do amigo de Trump, Kim Jong-un. Podia ser que aprendessem uma coisa ou duas sobre cancelamento da liberdade de expressão. Mas talvez se sentissem em casa, a julgar pelo apreço que revelam pelo culto fanático do líder.
O caso da criança nepalesa de 9 anos, agredida por várias outras crianças no recreio da escola, que o insultavam e lhe dirigiam o clássico pregão fascista “vai para a tua terra”, enquanto a espancavam, é todo um tratado sobre consequências do crescimento da extrema-direita.
O caso tem, aliás, autores morais muito concretos. E vocês sabem quem são.
A criança, essa, vive em sobressalto desde então. Acorda durante a noite com pesadelos e tem medo de ir para a escola. Eis a vítima dos descendentes de Salazar: uma criança de 9 anos. Tão cobardes e canalhas como o monstro de Santa Comba.
Os pais, que com a criança chegaram a Portugal em contexto de asilo político, estão integrados na sociedade, têm emprego e rendimento fixo, pagam os seus impostos e trabalham na restauração, onde os portugueses não querem trabalhar.
Esta família, como a esmagadora maioria das famílias que chegaram a Portugal nos últimos anos, representa risco nenhum para a nossa comunidade. [Read more…]
Todos os dias, sem excepção, ouço o Extremamente Desagradável.
E raro é o dia que, terminadas as gargalhadas, não fico perplexo com o país em que vivo.
Um país onde charlatões declarados são tratados como autoridades em programas da manhã, onde gold diggers se apresentam como empreendedores de sucesso e onde milhares de pessoas são diariamente aldrabadas com bolas de cristal, amigos imaginários e pirâmides de autoajuda.
Se esta corja de trafulhas fosse sujeita a um décimo do escrutínio a que estão sujeitos os políticos, metade já estaria na cadeia. Ao invés disso, são credibilizados por estações de televisão, alegadamente sérias. [Read more…]
Quando ouvi falar do caso, comentei com um amigo, adepto de posições demasiadamente securitárias para o meu gosto, que, se um bando de criminosos intimida uma comunidade, e a comunidade se organiza para se defender e repelir o gangue, estaria sempre do lado da resistência.
Acontece que o que se passou há dias, no Porto, não foi resistência. Foi um gangue violento que invadiu propriedade privada para espancar pessoas que ali estavam.
Um acto criminoso de contornos racistas, perpetrado por uma quadrilha que inclui criminosos reincidentes, identificados pelas autoridades como neonazis, com o objectivo de intimidar imigrantes.
Um crime de ódio, portanto. [Read more…]

A enchente na Avenida da Liberdade e nos Aliados fez-me perceber que me deixei alarmar em demasia com o protesto eleitoral que reforçou a extrema-direita.
Preocupado estaria se, ao invés de captar um voto de protesto conjuntural, os herdeiros do Estado Novo fossem capazes de encher as ruas com dezenas ou mesmo centenas de milhares de pessoas a celebrar o 11 de Março.
Contudo, o máximo que os vi fazer foi encher o pequeno auditório de uma livraria, para ouvir homens a preto e branco defender que a mulher devia estar na cozinha e que a violência doméstica não existe porque elas não se queixam. É repugnante, bem sei, mas o 25 de Abril que tanto desprezam deu-lhes a possibilidade de arrotar estas e outras verborreias.
Combatam-se os saudosistas com a razão.
Não passarão.

Ainda me arrepio com as histórias, as músicas e os relatos de quem viveu a guerra e a revolução.
Com os documentários, as reconstituições cinematográficas e as imagens daquele dia inicial inteiro e limpo.
Com a coragem daqueles militares, que arriscaram a liberdade e a vida para que todos pudéssemos ser livres e – finalmente – viver.
Com a existência clandestina dos bravos da resistência antifascista.
Com a realização daquela alegada utopia, que na madrugada que todos esperavam emergiu das trevas e limpou o céu.
Com o privilégio que foi nascer em democracia, sem nunca, de forma alguma, ter estado sujeito à censura, à perseguição ideológica, à prisão arbitrária, à tortura ou à morte às mãos de um qualquer carrasco da PIDE.
Poucas coisas me alarmam, tão intensamente, como a ideia de vivermos hoje um tempo em que uma ruidosa minoria decidiu sentir saudade de um tempo que não viveu.
A não perder! 😂 pic.twitter.com/xqo1CEPyna
— Helena Marques 🟩🟡🟥 (@Helena_M75) April 22, 2024
Sebastião Bugalho, um jovem de 28 anos cujo percurso profissional e de vida se resume a ter andado na escola e ao comentário político que faz nas TVs e jornais, foi o escolhido por Luís Montenegro para liderar a lista da AD às Europeias.
Representa a total negação do mérito, numa lista repleta de laureados pela lealdade ao líder.
É a rendição total de Montenegro ao mediatismo e à política do espectáculo.
E é mais uma cedência à extrema-direita, colocando-se à AD disponível para esgrimir arremessos de lama na arena do espalhafato populista.
Vai correr muito mal.
Que lhes sirva de lição.

Sabem o que era mesmo bom para este país ir para a frente?
Sacrificar parte da receita fiscal para reduzir o IRC à EDP.
Se os camaradas do Partido Comunista Chinês nos vão aumentar a factura da electricidade, é porque estão mesmo aflitos e o aumento de 40% nos lucros em 2023 não lhes chega para pagar as contas. O socialismo sufocou-os, coitados.
Não podemos dizer que fomos apanhados de surpresa. Podemos dizer que estivemos distraídos, e isso é legítimo. Mas os sinais estavam todos lá, há muitos anos, e Paulo Núncio fez questão de nos avivar a memória, dias antes da eleição de 10 de Março, quando afirmou, sem rodeios, que:
Em 2015, o governo do PSD e do CDS foi dos primeiros governos do mundo a tomar medidas no sentido de dificultar o acesso ao aborto.
Nuno Melo chamou-lhe “uma afirmação de grande respeito democrático”, mas aquilo as palavras de Núncio puseram a nu foi um ataque deliberado à democracia.
A lei do aborto, aprovada na sequência do referendo de 2007, em que o “sim” venceu com 59,25%, foi subvertida pelo preconceito ideológico do governo liderado por Pedro Passos Coelho. E não era apenas o direito ao aborto, sufragado da forma mais directa possível pelos cidadãos, que estava sob ataque. Era o Estado de Direito e o princípio da separação de poderes. Não compete ao governo, titular do poder executivo, minar o normal funcionamento do poder legislativo, cuja sede é Parlamento. [Read more…]

Com que então, o choque fiscal do governo Montenegro no IRS são os 1327 milhões do sOcIaLiSmO mais uns trocos. O Sá Carneiro e o Humberto Delgado vão ser pequenos para os charters de jovens emigrados a fazer fila para regressar a Portugal. Agora é que este país vai para a frente.
Foi há 11 anos que Paulo Portas apresentou a sua demissão irrevogável, rapidamente revogada com uma melhoria do pacote ministerial, partidário e salarial. Pedro Passos Coelho, aparentemente, guardou esta para momento oportuno. A luta pela hegemonia entre as direitas está ao rubro.
Três pontos prévios, sobre o incidente israelo-iraniano deste fim-de-semana:
Às escondidas. Aguarda-se o anúncio de um feriado nacional dedicado ao terrorismo fascista.
Fala-se pouco sobre isto. Tirando a Ana Moreno, que passa a vida a alertar-nos para os perigos do terrorismo económico de fato e gravata. O futuro de democracia está nas mãos deles. À beira deles, os novos fascistas são crianças a brincar no recreio. Com esta gente, todo o cuidado é pouco.
Fui à Conservatória da Trofa, de manhã, para tratar de um documento para o meu filho.
Já lá não ia há algum tempo, e deparei-me com um serviço com evidentes sinais de degradação, falta de pessoal e equipamentos fora de serviço.
A máquina das senhas não funcionava.
O ecrã onde acompanhamos as senhas estava desligado.
Os poucos trabalhadores de serviço estavam com ar exausto.
Uma hora e meia após ter lá chegado, fomos informados que o documento em questão já não poderia ser tratado hoje.
Tinham ficado “sem sistema”.
Algumas das pessoas, fartas da espera, exaltaram-se.
Como se a culpa do mau funcionamento do famoso sistema fosse dos funcionários da Conservatória.
Eu limitei-me a perguntar se havia previsão para o problema estar solucionado.
Não havia.
Viemos embora.
Uma hora e meia perdida para nada.
O excedente orçamental também é isto.

O 11M, como é conhecido em Espanha, foi há 20 anos.
Com epicentro na estação de Atocha, Madrid foi abalada pelo rebentamento de 10 bombas, que causaram a morte de 193 pessoas e ferimentos a mais de 2000.
Uma tragédia de proporções aterradoras, que produziu traumas que ficaram para sempre.
Nesse dia, descobrimos, da pior maneira, que a invasão do Iraque colocou os lacaios de Bush na linha de mira da Al-Qaeda.
Seguiu-se Londres, em 2005.
Sorte a nossa, Portugal escapou. Talvez porque os terroristas não viram em Durão Barroso mais do que aquilo que ele foi: o mordomo da Cimeira das Lajes. [Read more…]
que pode acompanhar neste link. As primeiras notas, inevitavelmente, dizem respeito ao crescimento da extrema-direita.
O facto mais extraordinário desta eleição foi a vitória de pirro de Luís Montenegro. Esteve dois anos em campanha e, ainda assim, foi incapaz de capitalizar com os problemas estruturais no SNS, na Educação, na Justiça e na generalidade da Administração Pública. Não foi além de uma vitória tangencial, apesar dos casos e casinhos que enfraqueceram o PS. E permitiu que o CH ocupasse parte do seu território natural. Quando se exigia uma vitória expressiva, não foi além dos 30%. Como diria o amigo de Ventura, “que passou-se”?
Nada ficará decidido hoje.
E será interessante perceber o que farão os protagonistas nos próximos dias.
O PS não quer acordos com o CH.
Montenegro disse que “não é não”.
Ventura já se fez à AD e até avisou, há dias, que tinha amigos no PSD. Apesar de se referir ao partido como “prostituta”.
Problema: se PS e AD se entenderem, a oposição fica entregue ao CH. E isso fará com que o CH cresça ainda mais.
Outro problema: se a AD fizer um acordo com o CH, perde a face e será penalizado no futuro.
Terceiro problema: o PS até pode ganhar, mas não tem ninguém com quem se entender.
Tenho o pressentimento que teremos novas eleições em breve.
Por isso sosseguem: isto ainda pode piorar.
Vá lá que o ADN não elegeu um chalupa. Mas faltou pouco.


Dia Internacional da Mulher.
O dia perfeito para recordar que o partido de André Ventura tem militantes que defendem a remoção dos ovários das mulheres que recorrem à IVG.
Entre outras ideias que visam reduzir a mulher ao papel que teve durante o Estado Novo: uma subalterna do marido ou do pai, submissa, na cozinha, sem carreira profissional, de pernas abertas sempre que o homem quiser.
Sem levantar ondas.
Calada e obediente.
Ou, regressando ao léxico fascista do Estado Novo, “recatada e do lar”.
Mulheres: um voto em André Ventura é um voto contra os vossos direitos. [Read more…]

Rui Cristina, o político sorridente que surge nesta foto com André Ventura, é o cabeça de lista do CH por Évora. Em Janeiro, era deputado do PSD, o partido “do sistema” que Ventura apelidou recentemente de “prostituta”. Quer isto dizer que Ventura recruta cabeças de lista em prostíbulos?
Who’s the whore now?

Raro é o dia em que não lido com indianos, nepaleses, brasileiros e pessoas de outras nacionalidades que chegaram à Trofa nos últimos anos, em busca de uma vida melhor.
Vamos sublinhar já esta parte: em busca de uma vida melhor.
Como aqueles portugueses que começaram a sair daqui quando Portugal era uma ditadura fascista. Fugiam de um regime opressor, fugiam da guerra e da miséria. Os mesmos motivos que levam indianos, nepaleses e brasileiros a fugir.
Ao contrário daquilo que afirma a extrema-direita e a direita radical, coro ao qual se juntou recentemente Pedro Passos Coelho, não se registou qualquer aumento de insegurança, ou mesmo da criminalidade, decorrente da chegada destas pessoas ao nosso país.
É falso e é uma canalhice usar este pretexto para atacar os imigrantes.
E é xenofobia também. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

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Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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