Por estes dias, em qualquer restaurante de prato económico, já podemos ouvir o cliente da mesa do lado pedir para ver a garrafa de azeite ou vê-lo a enfiar o nariz no copo de vinho da casa. Pouco a pouco, os menus foram sofrendo um processo de “goumertização” e multiplicaram-se os chefs. Não falo dos restaurantes de luxo, onde a coisa começou, mas da extensão do fenómeno aos sítios mais improváveis. Desde que descobri um tasco no centro do Porto, numa destas ruas onde ainda se grelham as fêveras à porta, com um cartaz improvisado a anunciar “tasco gurmet”, já dou por assente que a epidemia é irrefreável.
Os nossos hábitos requintados já não aceitam fígado de cebolada ou farrapo-velho. Mandamos vir saladas tépidas de pimentos marinados, estaladiços de alheira, espuma de coentros, ao bacalhau já só o toleramos confitado em azeite, e à sobremesa apetece-nos crocantes de arroz doce e parfaits de baunilha e alfazema.
Ainda gostava de saber que diria nestes tempos, se os tivesse conhecido, a velhota mais amarga que encontrei, e que, sobre o dinheiro que alguns gastavam em restaurantes, resmungava:
– Bah! Daqui para baixo – apontava o pescoço – é tudo merda. [Read more…]













![By USN (http://www.history.navy.mil) [Public domain], via Wikimedia Commons Destino de grande parte dos submarinos alemães feitos até hoje. U-134 sob ataque da RAF em 8 de Julho de 1943.](https://i0.wp.com/aventar.eu/wp-content/uploads/2012/12/u-134_bomben.jpg?w=640)

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