
Por norma queremos que a França perca sempre, porque temos um passado de gato-sapato aos mãos dos tipos, excepção feita ao Euro 2016. Mas hoje, meu querido Portugal, somos todos uma irredutível aldeia de gauleses, porque querer a vitória da Argentina é uma afronta ao nosso Deus e a Igreja Universal do Reino de CR7, n’est pas?


















Ricardo Araújo Pereira cumpriu a Constituição da República Portuguesa ao excluir dos seus convidados o farsante fascista. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recomenda que a SIC compense o farsante fascista. Será que podemos reclamar da ERC no Tribunal Constitucional por exigir que os humoristas aceitem entrevistar quem viola a Constituição? A ERC, que nunca regulou equilíbrios do espaço público para garantir que vozes à esquerda fossem ouvidas, vem agora rasgar as vestes pelo farsante fascista? Será que o Presidente da ERC, Sebastião José Coutinho Póvoas, que já era delegado do Procurador da República em 1971(!), aceita ir ao programa? E por fim, que mal pergunte também, o que faz esta figura sem nenhum percurso na comunicação social, nomeado para cargos durante o regime fascista, num organismo de regulação da comunicação social?
Espanha conta o seu Busquets e o seu Alba, o Brasil com o seu Alves e o seu Silva, a Holanda passa todo o jogo pelo seu Blind, o Uruguai dividiu o ataque entre o seu Cavani e o seu Suárez, Gales é o que é pelo seu Bale, a Inglaterra ainda voa na asa do seu Walker, a Suíça do seu Shaqiri, o México, pela quinta vez, entregou a baliza ao seu Ochoa e a França suspira porque não pode levar o seu Benzema. Enquanto isso, por cá, o desporto nacional é cuspir para o ar ou no prato que nos tirou de décadas de irrelevância. A quem devemos esta cólera com que tanto nos odiamos?












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