Será Arnaldo Matos um ex-lacaio da CIA?

Arnaldo Matos, um revolucionário de gravatinha.

Arnaldo Matos, um revolucionário de gravatinha (foto Ana Baião).

Nos anos 70 havia fortes suspeições que o MRPP (por onde passou Durão Barroso e outros ilustres do PSD) tinha sido um partido criado pela direita com patrocínio da CIA para minar o PCP. Não sou eu que vou deslindar esse mistério, mas o que é certo é que em posteriores atos eleitorais a sigla PCTP e o símbolo do partido não pararam de roubar votos ao PCP (sou do Bloco, aviso já). Ainda nas últimas eleições, na minha mesa eleitoral, fui abordado por uma senhora com cerca de 40 anos para a ajudar a identificar o seu partido no boletim de voto. “Não consigo ver bem os símbolos”, disse-me. Acompanhei-a à saída onde estava um poster com uma réplica do boletim de voto. Vi-a passar o dedo pelo MRPP e disse “não é este”, e depois pela CDU “é este”. Esta foi a função mais relevante do MRPP na sociedade portuguesa desde que foi a votos: roubar votos ao PCP. Nunca governaram, nunca assumiram responsabilidades políticas, apenas roubaram votos ao PCP, votos estes que nunca serviram para nada a não ser a direita. Parabéns Arnaldo Matos pelos préstimos à direita. Não sei se alguma vez foste pago pela CIA (como muitos infiltrados em partidos de esquerda europeus financiados pela French Connection, essa belíssima criação da CIA), mas parece. O que escreveste no editorial da Luta Popular desta semana poderia ser um texto escrito por um órfão da CIA, ressabiado, confuso sem saber o que mais fazer para destruir a esquerda, na ressaca do fim da Guerra Fria e do fecho das torneiras que alimentavam os lacaios infiltrados nos partidos de esquerda europeus. Não sei se assim foi, mas poderia ser.

Provas de aferição e ou Exames?

O novo governo está a criar uma enorme expectativa junto da população, farta que estava de levar pancada da direita radical que nos governou nos últimos anos. Nas escolas e na educação há também um novo olhar sobre as politicas educativas, que se esperam, poderem ajudar a melhorar o sistema educativo, no seu sentido mais amplo.

Será, por isso, natural que comecem a ser conhecidas algumas novidades, como é o caso do fim dos exames do quarto ano e a sua substituição, segundo o Jornal de Notícias, pelas provas de aferição.

Ainda sem informação oficial, a notícia do JN parece responder à crítica da direita que projecta no fim dos exames uma ideia de escola facilitista.

E, sobre esta questão, importa deixar algumas notas: [Read more…]

O refugiado sírio que o Ocidente não rejeitaria

Banksy

Banksy volta a atacar, desta vez no campo de refugiados em Calais, no norte de França. Na parede surge um Steve Jobs de saco ao ombro e um Macintosh pré-histórico na mão, numa referência ao pai biológico do guru da tecnologia, Abdulfattah Jandali, um sírio abastado que trocou a Síria pelo Líbano para fazer o seu percurso universitário em Beirute, onde se tornou activista político, tendo sido preso na sequência da participação num protesto a favor da independência da Algéria, acabando por fugir do país como refugiado político, em direcção aos Estados Unidos, onde ainda vive. É legítimo afirmar que, caso os Estados Unidos não tivessem permitido a entrada de Jandali no país, o país teria sido privado de um dos seus maiores génios, fundador da imponente Apple, um dos símbolos do poderio económico norte-americano dos nossos dias. Felizmente, para os Estados Unidos, existe Donald Trump.

Foto: Associated Press@CBCnews

Tristes grafias

RJ cls

R. Jakobson et C. Lévi-Strauss, Collège de France, février 1972 (http://bit.ly/1P3kXmF)

Most Potent, Graue, and Reueren’d Signiors,
My very Noble, and approu’d good Masters

— Shakespeare, “Othello” (Folio 1, 1623)

Mr. President and governors of the Academy, committee members, fellows, my very noble and approved good masters, my colleagues, my friends, my fellow students.

Olivier, Laurence Kerr, Baron Olivier of Brighton, 9 de Abril de 1979

***

Hoje, o ilustre Armindo de Vasconcelos desenterrou, algures, uma citação extremamente interessante dos Tristes Tropiques, de Claude Lévi-Strauss:

Il faut beaucoup de naïveté ou de mauvaise foi pour penser que les hommes choisissent leurs croyances indépendamment de leur condition.

É verdade, vem na página 169 da edição que possuo e, por incrível que pareça, apus-lhe uma nótula, há muitos, muitos anos, poucas semanas depois da minha chegada a Bruxelas.

Il faut beaucoup de naïveté ou de mauvaise foi…

Ingenuidade ou má-fé (sim, com hífen).

Sendo verdade que o magnífico discurso de Olivier nos conduz a um saudável regresso a Shakespeare (e ao Otelo interpretado por Olivier), esta deixa permite uma sempre agradável incursão nos textos de Lévi-Strauss: os Tristes Tropiques, sim, o famoso ponto de partida

Je hais les voyages et les explorateurs. Et voici que je m’apprête à raconter mes expéditions,

mas também o meu texto predilecto — “L’analyse structurale en linguistique et en anthropologie”,  (*) :

Dans l’ensemble des sciences sociales auquel elle appartient indiscutablement, la linguistique occupe cependant une place exceptionnelle : elle n’est pas une science sociale comme les autres, mais celle qui, de loin, a accompli les plus grands progrès ; la seule, sans doute, qui puisse revendiquer le nom de science et qui soit parvenue, à la fois, à formuler une méthode positive et à connaître la nature des faits soumis à son analyse.

Isto tudo a propósito de quê? Ora, bem, porque o fim-de-semana chegou ao fim.

Por esse motivo, podemos voltar ao sítio do costume e assistir ao espectáculo que se encontra em cena desde Janeiro de 2012.

dre 14122015

Exactamente: desde Janeiro de 2012 e estamos em meados de Dezembro de 2015 — ou seja, com Janeiro de 2016 à porta.

Portanto, Janeiro de 2016 − Janeiro de 2012 = 4.

Efectivamente, 4.

Andamos nisto há muito tempo.

(*) «L’analyse structurale en linguistique et en anthropologie», Word, Journal of the Linguistic Circle of New-York, vol. 1, n° 2, août 1945, pp. 1-21 ; republié dans Anthropologie structurale, Paris, Plon, 1958, chap. II.)

Isto conta como terrorismo?

Era tudo mentira. Professor admite que inventou ataque de apoiante do Daesh” [DN]

Vandalismo ou arte?

comboio_vandalismoMarco Faria

Há uma certa tentativa maldosa para deturpar factos, fazendo com que um caso que é aparentemente claro, possa, aos poucos, transformar-se numa nuvem e numa polémica. Um grupo de jovens foi “grafitar” um comboio da CP, no Apeadeiro de Águas Santas-Palmilheira, na Maia. O episódio correu mal, e deu lugar a uma tragédia. Foi há uma semana. É de lamentar a perda de vidas humanas, sempre. Mas, por favor, não queiram fazer do revisor da CP o culpado da situação. Não adianta tentar inverter os papéis. Os jovens que vandalizam com tintas as carruagens em circulação – e eu sempre pensei que o fizessem em máquinas estacionadas durante a noite – conhecem os perigos em que se envolvem. Jovens tão corajosos para pisar carris com milhares de volts mas que se puseram a milhas e apenas se entregaram no conforto de uma esquadra policial em Madrid. Em consciência, sabem que cometeram um erro. E infelizmente foi fatal para três jovens. Mas não foi o pó do extintor que provocou a tragédia, foi sim a impertinência de rapazes que se achavam no direito de pintar e de danificar propriedade alheia. O Ministério Público irá arquivar o processo, obviamente. O revisor actuou de forma equilibrada e ponderada na protecção de interesses superiores (dos passageiros e da carruagem). Se há uma lição a retirar deste caso é que somos demasiado complacentes com estes comportamentos. As autarquias disponibilizam muitas vezes espaços adequados para os “graffiters”. Tenho a noção de que penalizar meramente comportamentos transgressivos pode, na verdade, não resolver nada, mas a criminalização é apenas um sinal de que se alguma coisa correr mal, os envolvidos poderão em teoria ser responsabilizados. Os pais que perderam os filhos têm o direito a constituir-se assistentes. Todos nós temos também o dever de pedir que os tribunais comecem a sancionar estes casos, obrigando, por exemplo, os miúdos a limpar as carruagens com o seu próprio esforço e pagando do seu bolso. Tendemos socialmente a desculpabilizar o “graffiti” como uma brincadeira de miúdos, ou arte de intervenção respeitável. Até ao dia em que alguma coisa corre mal, ou quando nos chega a casa o orçamento de remoção de pirataria decorativa pintada no nosso prédio. Sai-nos do bolso, caramba. Para que casos como este não se repitam, e também para que um certo esterco fértil das redes sociais não ande por aí a virar o bico ao prego e pretenda culpar e perseguir um revisor (e a sua família) que agiu com sensatez, eu tinha de dizer isto.

Uma atitude que não dignifica o F C do Porto

REPUDIO
O Dragão-Caixa tinha sido reservado há meses para a realização da grande conferência anual da SIC Notícias e da Caixa Geral de Depósitos.

Hoje a Porto Comercial SAD, segundo uma noticia, do Jornal de Noticias proibiram a realização de uma conferência no pavilhão Dragão-Caixa, pavilhão desportivo do Futebol Clube do Porto, marcada para amanhã, quando souberam que um dos convidados era o ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.

Na qualidade de adepto do Futebol Clube do Porto repudio esta decisão da Porto Comercial SAD. Sempre entendi que o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, actuou mal, durante os seus mandatos, em relação à maior e mais importante instituição da cidade, o Futebol Clube do Porto, mas também entendo que não é desta forma que o Futebol Clube do Porto deve reagir perante uma iniciativa da SIC Notícias e da Caixa Geral de Depósitos que estava programada para o Dragão-Caixa há meses e que em muito dignifica a cidade do Porto.

António Costa tenciona cumprir alguma promessa?

António Costa diz que não há condições para acabar com sobretaxa

Valores mais altos, ou no dia de São Nunca à tarde

imposto contra a pobrezaimagem: oxfam

Não é preciso ser-se nenhum Robin dos Bosques para se considerar que é da mais elementar justiça que, se os cidadãos – por mais desabonados que sejam – pagam um imposto de “valor acrescentado” em qualquer comprazinha que façam, por maioria de razões deveriam as transacções financeiras nas bolsas de valores estar sujeitas a uma tributação. O benefício da criação de um imposto sobre transacções financeiras seria bombasticamente salutar para o bem comum: enquanto as transacções normais seriam pouco afectadas, os negócios de alta rotatividade deixariam de ser (tão) proveitosos, travando assim a especulação. As receitas permitiriam ajudar a equilibrar os orçamentos, reduzindo os défices públicos. O ITF seria ainda uma compensação pelos milhares de milhões que os estados – os contribuintes – injectaram durante a crise financeira nos resgates bancários e contribuiria para a regulação do sector. [Read more…]

E o petróleo pá?

Refinaria

O Expresso noticiou a morte de Abu Salah, suposto responsável máximo pelas finanças do autoproclamado Estado Islâmico, na sequência de um ataque da coligação internacional liderada pelos EUA. Salah era, até então, um alvo prioritário para a coligação e o objectivo por trás da eliminação desta alta patente do Daesh era, segundo o Expresso, “afectar a capacidade do grupo jiadista se financiar“.

Dúvida: terão os paladinos da paz mundial bombardeado também a exploração petrolífera controlada pelo Daesh ou este Abu Salah era, para além de tesoureiro, o super mecenas da organização? Caso contrário, corremos o risco de ver os gajos substituir o defunto e continuar a financiar-se através da venda de petróleo.

Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters@Globo

Pugilato parlamentar

Da Ucrânia democrática, com amor.

 

Cavaco Silva como nunca o viu

Grades

Mas como muitos gostavam de o ver: atrás das grades.

Foto: Miguel Pereira da Silva/Lusa@Expresso

A insustentável sustentabilidade da dívida portuguesa

um momento zen com Cavaco Silva no principal papel. Divinal.

Dia de São Ranking

Graças à abundância de dados estatísticos, vivemos no paradigma da rankinguização, porque tudo é rankinguizável. Ele é as três melhores cidades com as mais belas repartições de Finanças, ele é as dez livrarias com mais ácaros no mundo, ele é os cinco cus mais espectaculares dos países nórdicos, ele é o diabo a quatro!

No fundo, esta moda está associada a uma certa pimbalhização (o neologismo está a render, hoje), patente em revistas e livros de auto-ajuda com títulos como “As dez maneiras de a/o deixar louca na cama” ou “As quinze perguntas que deve fazer a si próprio dois minutos antes de se levantar”.

Ontem, voltaram a ser publicados os rankings das escolas e reapareceram os mesmos erros de análise e as mesmas frases bombásticas. Por isso, não há muito mais a dizer, porque o mundo está transformado num campeonato perpétuo.

Os defensores cegos do Ensino Privado continuam a esconder que as escolas mais bem classificadas, de uma maneira geral, escolhem os alunos, desvalorizam as disciplinas que não estejam sujeitas a exames nacionais, inflacionam as classificações internas e desrespeitam abundantemente os direitos laborais dos professores.

Entretanto, pessoas ligadas às escolas públicas deixam-se arrastar para este festim de marketing, comemorando subidas nos rankings e ajudando, desse modo, a perpetuar publicamente a ideia de que estas listas servem para avaliar o seu trabalho. Ora, a verdade é que, em muitos estabelecimentos de ensino, uma média negativa pode corresponder a um enorme sucesso, se se tiver em conta muitos outros condicionalismos.

Leia-se a recomendação do Paulo Guinote para que haja uma melhor publicação dos rankings. Um dia, talvez seja possível, mesmo sabendo que os desonestos e os distraídos não ficarão calados.

Luis Vales, um deputado diferente que defende a sua gente

É vulgar ouvirmos quotidianamente que os deputados na Assembleia da República nada fazem na defesa dos interesses das suas terras. Se isto é verdade para muitos, existem felizmente algumas agradáveis excepções.

O IC35 é uma promessa política com quase 20 anos, sendo que é uma via estruturante para o desenvolvimento da região do Tâmega e Sousa, uma das mais deprimidas e pobres da União Europeia.

Hoje o IC35 é já uma realidade. E se o sonho destas populações hoje está em marcha deve-se em grande medida ao empenho convicto e dedicado, nos últimos anos, do deputado marcoense do PSD, Luis Vales.

Nunca desistiu, sempre lutou e acreditou que era possível ajudar a concretizar esta obra que vai ser fundamental para o desenvolvimento e para o futuro desta região, do seu tecido empresarial e das suas populações.

Entendo que não devemos julgar a parte pelo todo. Nao devemos apenas criticar. Temos o dever cívico de elogiar aqueles que se distinguem, entre os seus pares, na defesa dos interesses da sua terra e das suas gentes.

Neste sentido deixo aqui um desafio a todas as Câmaras Municipais, que integram a Comunidade do Tâmega e Sousa, para homenagearem de forma pública o deputado Luis Vales pelo seu papel fundamental na concretização deste sonho com quase 20 anos.

O catavento mediático

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Passos Coelho e a sua clique juraram, num anterior congresso, que jamais apoiariam Marcelo Rebelo de Sousa, o catavento mediático, como lhe chamaram então. Não foi dito explicitamente, mas a mensagem foi essa.

Portanto,q a direita engoliu mais um sapo quando os BFF Portas e Coelho anunciaram o apoio a esta candidatura.

Percebe-se. Era muito mais conveniente terem um presidente de facção a cavacar a jeito do que sujeitarem-se aos humores de um ovo kinder, do qual nunca se sabe qual será a surpresa a sair. Mas não tendes medo, ó Povo Livre, Marcelo veio da direita por herança e nunca dela saiu. Só não é extrema-direita-central, como parecem querer posicionar-se, o que vos iria tranquilizar um pouco mais.

Mas,  ó gente das esquerdas, quando Marcelo até vos parecer atractivo, lembrem-se que direita será direita. Sempre.

Os donos disto tudo

donos-disto-tudoMiguel Szymanski

Em 2001 Ricardo Espírito Santo Salgado queixava-se à administração do grupo editorial, onde eu trabalhava como redactor, que os meus artigos o retratavam “como se fosse um gatuno”. Deixou a ameaça de retirar a publicidade de todas as publicações do grupo. A administração optou por fechar a revista Fortunas & Negócios, que publicava os artigos, e salvar os contratos de publicidade no diário e no semanário. Em 2011 recebi uma carta manuscrita e um telefonema com ameaças veladas de Jardim Gonçalves, porque o teria retratado “como um vigarista”. Isto, para não falar em entrevistas e conversas sinistras com outros presidentes de bancos – um deles hoje CEO dum banco internacional em Londres. Ou de aldrabões da cepa BPN ou BPP. Durante um ano e meio trabalhei na CMVM, “under cover” para entender melhor o jogo, e vi como os “polícias da bolsa” se curvavam diariamente perante os banqueiros e outros grandes do jogo da bolsa de valores. Convém não esquecer que no tabuleiro internacional dos “too big to fail” os Oliveira e Costa, Jardim Gonçalves ou Espírito Santo são peões.
De vez em quando são sacrificados, sobretudo quando o país em que operam se afunda por responsabilidade directa de banqueiros demasiado gananciosos e de vistas demasiado curtas.
Entretanto a imprensa em Portugal é cada vez mais uma ficção. Os jornalistas ousam cada vez menos. E os donos disto tudo, agora concentrados em Frankfurt, cada vez menos temem e cada vez mais podem.

The Voice

Hoje Frank Sinatra completaria 100 anos. Uma voz única e inconfundível.

Todos temos as músicas das nossas vidas. ” My Way ” é uma das minhas músicas. A letra desta música reflecte em muito uma forma de estar na vida e no Mundo.

Um quarto com vista

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New York, New York

New York, New York,—a helluva town.

The Bronx is up but the Battery’s down.

***

DR11122015

Durante o fim-de-semana, já se sabe, não há Diário da República, por isso, não teremos ‘fatos’ no sítio do costume.

Todavia, há Ol’ Blue Eyes.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Imperativo

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Paul Moakley for TIME [http://ti.me/1IK15Wa]

I’m addressing you.
Are you going to let our emotional life be run by Time Magazine?
I’m obsessed by Time Magazine.

— Allen Ginsberg, America

Levez-vous vite, orages désirés, qui devez emporter l’âme de René dans les espaces d’une autre vie !

ChateaubriandRené

***

aqui vimos que foi “o risco de ser considerado hiperativo [?]”. Ora, como é sabido, “ser acusado de hiperatividade [??]” e “ser considerado hiperativo [?]” não correspondem exactamente à mesma coisa, ainda por cima, entre aspas. Se não ouviram bem a entrevista (seja por terem problemas em identificar palavras “no meio de uma torrente”, seja por outro motivo qualquer), leiam o Aventar.

Sim, leiam o Aventar.

Eu às vezes embarco em conversas banais

Aqui chegados, há muito mais disponibilidade e paciência para meter conversa ou deixar-se meter conversa com desconhecidos. Às vezes, é gente intelectualmente estimulante, ou pelo menos assim o parece, esta luz mortiça até nos favorece, no bar modernoso do copo de tinto ao fim da tarde. Vêm com um Malraux debaixo do braço, óculinhos de massa, eu é que já não tenho 20 anos, essas deixas já não colam. Outras vezes, é o velhote chato da rua de Cimo de Vila, que vai batendo a bengala na calçada, e espera que apareça um aborígene para protestar-lhe do carro estacionado em cima da passadeira.

– É tudo deles, já viu? [Read more…]

Tudo bons comunistas

Guo III

Os PàFs não gostam de comunistas. Excepto comunistas com capital para comprar empresas públicas nas suas quermesses. Chegados ao mais elevado patamar da elite marxista-leninista, a direita nacional passa a gostar de comunistas e predispõe-se a vender-lhes qualquer activo estratégico do país por qualquer montante que lhe permita maquilhar as contas públicas por meia-dúzia de meses. Pouco importa se se tratam de altos quadros de um partido-regime que reprime qualquer dissidência e alimenta uma classe de oligarcas opulentos e mafiosos. Há dinheiro? Então privatize-se tudo que o teatro dos direitos humanos já eles o fazem com a Rússia. [Read more…]

O Amor às vezes cega mas Virgílio Macedo não nos TAP(E) os olhos.

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Virgílio Macedo, presidente da distrital do Porto do PSD, homem ” rico ” em ” pérolas e anedotas políticas ” escreveu um texto no Público em 05/02/2015, talvez influenciado pela proximidade do dia dos namorados, mostrando o seu ” amor pela TAP “. Uma semana depois o cineasta António-Pedro Vasconcelos, um dos líderes do movimento contra a privatização da TAP, respondeu-lhe no mesmo jornal com um texto intitulado “Não (nos) TAP os olhos!” (carta aberta a um deputado da Nação).

António-Pedro Vasconcelos, neste mesmo texto é duro, com Virgílio Macedo afirmando com razão que

” é por essas e por outras que hoje os portugueses vão perdendo perigosamente a confiança nos seus deputados, quando, muitos deles, ao não fazer o trabalho de casa, desacreditam a nobreza da sua missão e se mostram indignos dos seus privilégios. Ao contrário dos trabalhadores da TAP que, como confessa, o fazem “sentir-se em casa, dentro de um espaço exíguo… a 10.000 metros de altitude.”

Esta novela teve ainda mais episódios quando, através de um texto emocionante, publicado no dia seguinte ao dia dos namorados, em 15/02/2015, Virgílio Macedo declara para além do seu ” amor ” à TAP, a sua paixão pelo cinema.

Porém, mesmo após tantas demonstrações de ” amor ” pela TAP, o deputado Virgílio Macedo votou favoravelmente a privatização da TAP, traindo esta sua ” paixão”. Resta-nos saber se continua a gostar de cinema!

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Vandalismo não é arte…

Infelizmente 3 jovens perderam a vida, o que se lamenta, mas não queiram fazer do revisor bode expiatório. Os “artistas” vandalizavam propriedade que não lhes pertencia, utilizando violência para levar por diante os seus intentos, que um zeloso funcionário terá procurado contrariar. Portugal ainda não está transformado num paraíso de grunhos que se julgam acima de regras ou Leis…

Leitura complementar aqui.

Morte aos portugueses

Morte

Com a pátria da liberdade refém do medo, a extrema-direita soma e segue e alguns grunhos fascistas, cobardes e violentos como só eles sabem ser, vandalizaram uma associação portuguesa na localidade de Brie-Comte-Robert e a mensagem não podia ser mais clara. Parece – quem diria – que os gajos não vão muito à bola com os mais de 1 milhão de portugueses a residir em solo francês, apesar dos palermas com aspecto sinistro que vão reforçando as suas fileiras. A xenofobia e a fragmentação da União Europeia seguem dentro de momentos.

Se uma Mortágua entala muita gente…

Duas Mortáguas entalam muito mais.

Ne me quitte pas

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Foi ao som de “Ne me quitte pas” de Jacques Brel que Bono Vox, ajoelhado,  fez a homenagem dos U2 a Paris e encerrou a iNNOCENCE Tour.

Ver Bono ajoelhado fez-me pensar na política francesa e europeia. Está quase a fazer um ano que regressei a Paris e voltei a ver/sentir o que já tinha visto e sentido poucos anos antes. Desconforto.

Desconforto de muitos franceses, portugueses, africanos ou asiáticos que se sentiam (e sentem) “abandonados” por um conjunto de políticas internas descuidadas que os atiram para os braços da Frente Nacional, uma espécie de “lado negro” da política francesa. E as últimas eleições em França (tanto as europeias como agora as regionais) são disso testemunha.

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Aperta-se o cerco em torno de Miguel Macedo

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Poucos dias após conseguir um contrato no valor de 46 milhões de euros com Ministério da Administração Interna, então tutelado por Miguel Macedo, a empresa Everjets foi comprada por Domingos Névoa, figura central do caso Bragaparques e de uma série de outros negócios nebulosos, perante os quais a justiça portuguesa se vem mostrando inconsequente.

No âmbito do caso Vistos Gold, o ex-ministro de Passos Coelho foi confrontado pela procuradora Susana Figueiredo sobre o seu relacionamento com o empresário bracarense, negando qualquer relação de proximidade. Contudo, na sequência de um interrogatório em 2006, Domingos Névoa, conterrâneo de Macedo, afirmou ser seu amigo pessoal, acrescentando que encontros e almoços eram prática frequente. [Read more…]

Mentes brilhantes lá e cá

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Limpinho, sem espinhas.