Programa de radio Vidasalternativas.eu-sinopse

O programa de radio semanal VA 205 começa com uma entrevista com um dos líderes do movimento dos precários, Tiago Gillot, que nos conta as inúmeras inujstiças de que são vítimas cerca de 900 mil jovens que estao a recibos verdes.

Depois temos uma conversa com o actor Diogo Dória, do Teatro de Almada, a propósito da peça de dramaturgo Kopi ,”Uma visita inesperada” que o teatro apresenta, até ao dia 7 de Fevereiro.
Enfim,terminamoscom chave de outro, ouvindo o musicologo Raul Mesquita a explicar-nos o sentido de uma ópera do compositor barroco Handel , de nome Júlio César.Pelo meio algumas peças musicais alusivas.
Esperemos que gostem.
Nao deixem de se inscrever na nossa newsletter ,indo ao site http://www.vidasalternativas.eu .
Mas antes de terminar fica o anuncio de que a a Opus Gay, graças a uma poio do QREN, quadro de referência estratégica nacional , e da Comissão pela Igualdade, vai abrir em Évora em parceria com a Camara da cidade, um local de apoio às vítimas de comportamentos homófobicos e da violência no casal homossexual por 3 anos, com a cooperativa “Pelo Sonho é que vamos” do Seixal .
Antonio Serzedelo-editor
anser2@gmail.com

Manuel Alegre e Marcha católica dos passadistas

Hoje 31 de Janeiro começaram no Porto as comemorações do centenário da Republica, implantada em 5 de Outubro de 1910. Ali, falaram em sessão oficial o Primeiro Ministro e o Presidente da República.
Mas o mais interessante foi o discurso proferido por Manuel Alegre, num almoço de confraternização, onde disse que não era candidato de “nenhum partido”, que não era “salvador da Pátria”, que não ia interferir na governação quotidiana do Governo e que ia exercer a sua “magistratura de influência”, tã necessária, durante a crise.
Não deixou tambem de referir os jovens, para quem o futuro muitas vezes parece comprometido, mas falou também das “minorias”, o que é importante, e não deixou de referir a importância de Portugal na União Europeia.
Falou sobre as contas públicas que oneram o futuro do país e lembrou que Portugal precisa de um “projecto novo”, que lhe dê futuro.
Passamos agora para um outro tema que está a fazer a cobertura dos midia e que é o anuncio da manifestação promovida pelos antigos anti interrupção da gravidez e que nessa altura já anunciaram o colapso da familia, de que agora querem desfilar em Lisboa, no dia 20 de Fevereiro, em prol da “salvação da familia”, com a benção da Igreja, ou seja, anunciar outra vez mais do mesmo.
Já em Espanha, foi ensaiado também este modelo, aquando dos casamentos com Zapatero, e fracassou. Agora, vai ser reptido cá.
A defesa da famíla que esta manifestação propõe não é a da familia tal como deve ser hoje, com reconhecimento dos direitos da Mulher, no trabalho e em casa, e da paridade no casal. Não é a reivindicação para que se dêem aos jovens casais mais meios para poderem planificar o seu futuro familiar de forma independente, para que as mulheres tenham um papel igual aos homens na sociedade, e os homens em casa partilhar com elas os múltiplos afazeres domésticos.
Nada disso!                                                                                                                                         
É só para impedir o alargamento de um direito civil, o dos casamentos dos homens e mulheres.

Presente e futuro da Advocacia: uma questão de República (2)

 Tal como anunciei aqui, inicio uma série de textos dedicados ao tema “Presente e futuro da Advocacia”, abarcando as matérias da Justiça que lhe estão conexas.

Mas antes de mais, cumpre desde já esclarecer – e daí a razão deste texto -, quais os motivos e as finalidades.

Esta iniciativa não se enquadra em nenhuma preocupação corporativa e muito menos sindical. Esse tipo de preocupação e de lógica corporativas e sindicais, em sede de Justiça, já fizeram estragos que cheguem para também a Advocacia seguir tal caminho.

Decidi iniciar esta série porque a matéria não se esgota na esfera dos interesses de uma classe profissional. E porque do presente e do futuro da Advocacia, bem como das questões da Justiça com que se interligam, depende grande parte do rumo e da defesa da cidadania, do regular funcionamento das instituições da República, da paz social e da garantia pelo respeito da dignidade humana.

O Advogado representa os interesses dos cidadãos através do patrocino forense, sem o qual não adianta ter Juízes e Procuradores, pois que só há verdadeira administração da Justiça quando em tribunal, estão presentes quem representa a Sociedade (Procurador), quem diz e aplica o Direito (Juíz) e quem defende o cidadão (Advogado). Pelo menos num Estado de Direito Democrático, consagrado no artº 2º da nossa Constituição.

É de recordar que mesmo durante o Estado Novo, na barbárie que foram tantos julgamentos nos tribunais plenários, em que réus (naquele tempo não havia arguidos) chegaram a ser espancados por esbirros da PIDE em plena audiência perante os olhos complacentes e cúmplices de Juízes que jamais responderam por tais actos, foram os Advogados quem sempre estiveram ao lado do cidadão contra a brutalidade e o despotismo.

Como também estiveram, lutando tenazmente em 1926 e nos anos seguintes, aquando da politização do processo movido contra Alves Reis (o famoso falsário português), em que se chegou ao cúmulo de se aprovar leis criminais com efeito retroactivo que prejudicavam a defesa dos então réus, e de arrastar para a lama gente impoluta e honrada como Arthur Cupertino de Miranda, entre outros. Também aqui os Advogados lutaram sem temores contra um Estado e uma Justiça manipulada por interesses de grandes instituições bancárias (cuja temática irei, também, abordar, ainda que de modo muito sucinto e em sede própria).

Tal como outrora, aos Advogados cumpre garantirem a defesa dos direitos, liberdades e garantias do cidadão, o respeito pela dignidade humana, seja face ao Estado seja nas relações sociais, firmando a diferença entre a barbárie e a civilização, entre a vingança e a Justiça.

O Advogado é  e deverá ser sempre, um garante civilizacional, e como tal deverá ser encarado. E, também, como tal deverá comportar-se.

O presente e o futuro da Advocacia diz, pois, respeito a todos os cidadãos, porque o Advogado é o seu procurador. Pelo que interessa ao cidadão saber, estar esclarecido, qual o estado e o rumo de quem está e deverá continuar a estar a seu lado.

No próximo texto falarei do problema da massificação crescente da profissão, das suas razões, dos seus perigos para a classe e para a sociedade, com especiais cuidados na administração da Justiça, e de possíveis rumos e soluções.

Sei que a matéria é polémica. As caixas de comentários estão disponíveis.

As castanhas (outra do puârto)

Um vendedor de castanhas assadas, já velhote e não muito satisfeito com a vida, envolto no fumo e na típica neblina do fim da tarde de um dia de inverno.

Minha irmã pediu uma dúzia de castanhas e perguntou:

-Quanto é?

-Três euros.

-Três euros por uma dúzia de castanhas!?

-E metade são puâdres!

Bye, bye, Kléber, volta Farías

Kléber veio e vai-se. Farías ia-se e não vai. Afinal, dizia há dias um aventador azul e branco, “no FCP contrata-se primeiro e fala-se depois. Outros falam primeiro, e entretanto são ultrapassados pelos acontecimentos…“. Excepto quando os acontecimentos ultrapassam o FCP, digo eu.

O Regicídio (Centenário da República)

Já muita coisa foi dita sobre o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, data sobre a qual passa hoje o 102º aniversário. As versões do que se passou são muitas e, segundo pude apurar, raramente se aproximam da verdade. As que li nos jornais da época, contradiziam-se entre si. As próprias imagens divulgadas não são aceitáveis. Por exemplo, o desenho que vemos acima, publicado na «Ilustração Portuguesa» (e reproduzido de uma revista de Londres), não é rigoroso. A perspectiva que vemos só poderia ter sido tomada já na Rua do Arsenal. Ora, o Buíça que vemos a ser acutilado pelo oficial da Guarda, ficara ainda no Terreiro do Paço, de onde disparara, aí sendo morto.

Aliás, está errada, como todos as outras reconstituições que foram aparecendo em publicações portuguesas e estrangeiras, dezenas e dezenas de versões iconográficas do atentado. São todas elas mais ou menos fantasiosas. Ou seja, podem ter um ou outro pormenor correcto, mas logo falham, por exemplo, na localização dentro do landau dos quatro membros da família real, no posicionamento dos regicidas ou na correcção do cenário. [Read more…]

A meni-saia (sugerida pelo post da Carla)

À porta de cima do Bolhão estava uma velhota, vendedeira, e uma rapariga, provavelmente sua filha ou nora. Dizia a velhota:

– Andas praí de meni-saia, com essas pernas carregadas de barizas, até parece que num tens bergôinha!

Responde a moça, de imediato:

– Qué que bocê quer, é assim co meu home gosta, é sinsual!

Apontamentos do campo (3)

(Murça (3))

I am the master of my fate: I am the captain of my soul

Através deste belíssimo texto, a Leonor “mostrou-me” este poema.

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley

E aqui uma breve história do poema e do senhor que o escreveu.


(Admito: chorei um bocadinho com este poema)

A caminho da República: Nos 119 anos do 31 de Janeiro

A caminho da República – Nos 119 anos do 31 de Janeiro . Os Videos do Aventar http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf
«Power-point» preparado para a abertura das comemorações do Centenário da República numa escola básica do Grande Porto. O documento aparece desformatado e os filmes que surgem no interior não arrancam neste formato. Por isso, a visualização não é a melhor e por isso peço desculpa. Seja como for, o «power-point» original está ao dispor dos leitores que o desejarem e em especial dos professores de História. Basta que nos peçam.

Monólogo de uma guarda de retretes

Não há tarde em que eu esteja a ler a Maria, ou a regar as begónias que a minha falecida comadre me deixou, que não venha uma madame de casaco de peles e carregada de pulseiras com pingentes pedir para ir à borla.

Que se esqueceram da carteira, que só têm cartão de crédito – e eu respondo logo: “Olhe que aqui não há visas, minha senhora!” -, que vem já aí o marido e que ele paga… É sempre a mesma coisa!

A mim não me engana nenhuma! Essas lambisgóias andam mais tesas que um carapau e o que querem é comer-me por lorpa. [Read more…]

Do Que Disse Pouco Interessa

O SENHOR ALEGRE BOTOU FALADURA
.

Já com as Presidenciais à vista, Alegre veio ao Porto discursar.
Diz não querer ser candidato em nome de nenhum partido, mas sem ele, PS, não irá longe. O BE, que o condiciona à esquerda, não chega para o levar para uma campanha ganhadora. O sr Alegre nunca poderá vir a ser um candidato para os Portugueses, embora o possa ser para alguns poucos.
O MIC, não chega para suprir a falta de uma candidatura apoiada pelo centro, que é essencial a um candidato, para vencer.

Medicamentos inovadores – um problema económico?

Há uma guerra na Saúde. Por um lado os médicos que vêm a sua capacidade de prescrição reduzida por o Infarmed (entidade que no Ministério da Saúde aprova os medicamentos) demorar cerca de um ano a dar novas autorizações a medicamentos que são utilizados correntemente noutros países. Por outro lado o poder político que vê a factura do medicamento crescer desmesuradamente.

Claro que há muito medicamento novo que não é inovador, muitas vezes são combinações de principios activos já utilizados, e que são comercialmente reciclados .

Uma das formas mais interessantes para ajudar a resolver esta aparente contradição é levar a indústria farmacêutica a suportar parte dos custos, pois é parte interessada em demonstrar a capacidade do seu medicamento.

Outra forma, é as autoridades da Saúde perceberem que a despesa em medicamentos pode e deve ser vista como um investimento, se olhado na óptica do doente – a maioria destes medicamentos estão na área da oncologia – pelos sofrimentos que evitam, pelos tratamentos caros e menos eficazes que substituem, pelas camas ocupadas, pelos médicos e outro pessoal utilizados e que podem ser reduzidos com a introdução de medicamentos, realmente eficazes.

A introdução no mercado de um medicamento realmente inovador exige um enorme investimento por parte da indústria que tem, naturalmente, que reaver o dinheiro para poder continuar a investigação, mas não podemos matar a “galinha dos ovos de ouro”.

Há que encontra formas de prescrição, como a unidose, para evitar o desperdício de muitos milhões que são habituamente deitados para o lixo.

Nenhum de nós precisa de sair de casa para perceber isso!

Quem quer um cemitério nuclear ?

O governo central Espanhol com um problema nas mãos – que tem resolvido enviando os resíduos para França – propôs aos munícipios a instalação de um  cemitério de resíduos a troco de investimentos que criem postos de trabalho e riqueza.

Yerba uma aldeia de 567 habitantes está a lutar para conseguir essa instalação. Já têm uma central nuclear em laboração a 12 kms (Zorita) e os defensores do cemitério acreditam que não houve qualquer mudança, quer na saúde dos habitantes quer na capacidade de vender os seus produtos hortícolas.

Para os convencer, o munícipio levou alguns dos habitantes a França visitar  os depósitos nucleares, é só jardins, diz um dos visitantes e dá trabalho a muita gente, o que é contrariado por outros que estão contra a ideia. Só há trabalho enquanto durar a construção depois fica tudo na mesma pasmaceira.

O que é curioso é que aqui como no resto, são os mais fracos e menos utilizadores dos serviços prestados pela indústria que sofrem as consequências. Não são as grandes cidades e a grande indústria que ganham com a instalação da indústria nuclear? A indústria nuclear não é limpa?

Se não é limpa é um crime o que o governo propõe, se é limpa instalem-na no centro de Madrid ou de Barcelona!

Faltam 434 dias para o fim do Mundo…

O caso desesperado dos clientes do BPP é um escândalo que, típico da nossa inveja, passa ao lado da esmagadora maioria dos portugueses. Aliás, o sentimento dominante é “eles são ricos, que se entendam”. Estamos a falar, na esmagadora maioria dos casos, das poupanças de uma vida de trabalho de gente séria e honesta. Sim, os ricos que o povão despreza, esses, trataram de vida a tempo e horas com o nosso dinheiro, safando-se, à tangente, de ficar sem o graveto que tinham no BPP através da intervenção do Estado – intervenção essa que serviu, apenas e só, para resolver o problema a meia dúzia de “amigos”. (Declaração de interesses: não conheço nenhum dos lesados nem fui/sou cliente desse banco. Felizmente!).

Outra matéria que o povão adora é as pensões dos políticos. Outra escandaleira das grandes mas tratada pela imprensa de forma grosseira. Não são os políticos, são meia dúzia de tratantes que, entre outras coisas, são ou foram políticos. Isto de generalizar dá audiências mas cria injustiças como a dos clientes do BPP.

Entretanto, hoje é 31 de Janeiro e começaram as comemorações do centenário da República. Se é verdade que os jornais falam do tema, não o é menos que o tratam aos olhos da intriga política actual: Os eventuais recados de Cavaco ao Governo, os estados de alma de Manuel Alegre.

Essa coisa chamada EUA

Essa coisa chamada EUA está minada de contradições desde a ponta dos cabelos às unhas dos pés. Apenas três, das mais recentes:

Li nas notícias:

“As autoridades suspeitaram de uma tentativa de tráfico de crianças e prenderam, no Haiti, dez cidadãos norte-americanos da Igreja Batista que se faziam acompanhar de 31 crianças, com idades entre os dois meses e 12 anos”.

 O que se espera? Todo o cozinheiro sabe que o bolo é o que for a massa.

 “O exército americano confirmou neste sábado ter suspendido os voos de retirada dos haitianos gravemente feridos durante o terramoto de 12 de Janeiro, enquanto aguarda uma decisão sobre quem se encarregará das despesas com o tratamento deles nos Estados Unidos”.

O que se esperava? Deve ter ficado mil vezes mais cara a ocupação militar do Haiti do que o tratamento dos feridos graves. Saiam do Haiti, deixem que Cuba, a Venezuela e outros países da América Latina tratem os feridos graves, que eles, apesar de pobres, de certeza não apresentarão as contas a ninguém.

“O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês pediu hoje aos Estados Unidos que suspendam a venda de armas a Taiwan e classificou a intenção de Washington como uma “decisão errada”, noticiou hoje a imprensa local”.

O que se esperava? Porque é que os EUA não vendem uns mísseis aos separatistas do País Basco?

MUDAR – investimentos não estratégicos #4

(Continuando a análise ao livro “Mudar” de Pedro Passos Coelho)

Após termos tratado os investimentos estratégicos com primeira prioridade, temos:

Não são estratégicos os projectos de multiplicação de linhas ferroviárias de alta velocidade (Lisboa-Porto, Porto-Vigo, Évora-Faro,Huelva) nem a maioria das novas sub-concessões de autoestradas incluídas no Plano Rodoviário Nacional.

Atendendo às pequenas distâncias, às inúmeras paragens, a alternativa de velocidade elevada tem inúmeras vantagens em relação ao TGV, já que a velocidade elevada permite médias de 250 Kms/hora.

A diferença de custos é de um para três; a solução TGV impõe uma dependência tecnológica superior aos produtores europeus, enquanto a velocidade elevada já é nossa conhecida e permite o desenvolvimento de um cluster ferroviário; ao nível de projecto o TGV funciona no modelo chave- na -mão e funciona com elevados custos de exploração. Nestes termos o TGV deve ser convertido em velocidade elevada e serem reescalonados no tempo. [Read more…]

Apontamentos do campo (2)

(Murça (2))

31 de Janeiro (Centenário da República)

O levantamento militar de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, foi a primeira tentativa de derrube do regime monárquico pela força. Desde 1880, quando das comemorações do tricentenário de Camões, que, em crescendo, o ideal republicano e a capacidade de organização dos seus militantes, inclusive no seio das Forças Armadas, fazia prever uma rebelião.

A cedência do Governo e do rei perante o ultimato britânico de 1890 (a questão do Mapa Cor-de-Rosa, já aqui abordada) tinha deixado profundo um travo de humilhação, nomeadamente entre os militares. O directório do Partido Republicano Português, liderado nessa altura por Elias Garcia, mostrara-se favorável à preparação de um movimento insurreccional.

Porém, com alguma precipitação, sem deixar que os preparativos se consumassem, a classe de sargentos pressionou os responsáveis locais e a revolta eclodiu. Haviam chegado ao Porto ordens de transferência que afectavam alguns oficiais e, sobretudo sargentos, o que levou a um descontentamento quase generalizado. [Read more…]

Estórias de quixotescas correrias, ideais e conspirações à portuguesa


O que podem trazer a Portugal os ânimos exaltados e um caldeirão de conspiratas de café, arremetidas à D. Quixote, sortilégios e ideais messiânicos de salvação colectiva?

Embora o Aventar seja um blog plural – sem encapuzados, vendados, portadores de punhais ou de círios votivos -, o dia que hoje alguns comemoram deve ser respeitado e assim remeto para outras paragens, o relato dos acontecimentos que tiveram o seu epílogo às 11 da manhã – hora deste post -daquele já distante dia de 1891. É que tudo acabou em bem, como devia e exige a legalidade e o Estado de Direito!

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Independência do Chile e República em Portugal

Durante este ano de 2010, por acaso e coincidência, Chile e Portugal comemoram dois importantes aniversários: a liberdade do Reyno do Chile, não é gralha, é e forma da escrita do Século XIX, e a implantação da República em Portugal.

As duas Nações eram reinos, pertenciam a uma monarquia, com pouca simpatia e renitência. As duas nações queriam ver-se livres das monarquias que as dominavam. A do Chile, era avassaladora, com um Rei longe da Pátria como a denominavam os crioulos, é dizer, filhos de espanhóis nascidos no Chile, proprietários de fazendas e e possuidores de um título nobiliário, normalmente de Duque ou Conde. Em Portugal o leque era mais amplo: os Monarcas residiam dentro do Estado, eram os proprietários de terras e Paços e tinham uma cumprida genealogia de serem aristocratas desde a época do primeiro Rei Afonso Henriques, até o dia em que a Monarquia foi derrubada, em 5 de Outubro de 1910. [Read more…]

Coisas boas em Portugal

Um artigo sobre Portugal pelo Embaixador Britânico sobre o nosso país – vale a pena ler!
Dez coisas que melhoraram em Portugal nos últimos 15 anos
Alexander Ellis,
Embaixador Britânico

Chegou a época do espírito natalício. Então, deixemos de lado quaisquer miserabilismos e concentremo-nos nas coisas boas – não como escape mas como realidade. Vivi em Portugal há quinze anos. Agora,  de volta, quero sugerir dez coisas, entre muitas outras, que melhoraram em Portugal desde a minha primeira estadia. Não incluo aqui coisas que já eram, e ainda são,
fantásticas (desde a forma como acolhem os estrangeiros até à pastelaria).
Aqui ficam algumas sugestões de melhorias:

– Mortalidade nas estradas; as estatísticas não mentem – o número de pessoas que morre em acidentes rodoviários é muito menor, cerca de 2000 em 1993 e de 776 em 2008. A experiência de conduzir na marginal é agora de prazer, não de terror.  O tempo do Fiat Uno a 180km/h colado a nós nas auto-estradas está a
passar.

– O vinho; já era bom, mas agora a variedade e a inovação são notáveis, com muito mais oferta e experiências agradáveis. Também se pode dizer a mesma coisa sobre o azeite e outros produtos tradicionais.

– O mar; Lisboa, em 1994, era uma cidade virada de costas para o mar; poucos restaurantes ou bares com vista, e pouca gente no mar. Hoje, vemos esplanadas e surfistas em toda a parte. Muita gente a aproveitar melhor um dos recursos naturais mais importantes do país.

– A zona da Expo;  era horrível em 1994, cheia de poluição, com as antigas instalações petrolíferas. Agora é uma zona urbana belíssima, com museus e um Oceanário <http://www.oceanario.pt/>  entre os melhores que há no Mundo.

– A saúde; muitas das minhas colegas têm feito esta sugestão – a qualidade do tratamento é muito melhor hoje em dia, apesar das dificuldades financeiras, etc. A prova está no aumento da esperança de vida, de cerca de 74 em 1993 para 78 anos em 2008.

– Os parques naturais; viajei muito este ano do  Gerês <http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-Geres?res=1280×1024>  a
Monserrate
<http://www.parquesdesintra.pt/index.aspx?p=parksIndex&MenuId=9&Menu0Id=9>
; tudo mais limpo, melhor sinalizado, mais agradável. O pequeno jardim está, de facto, mais bem cuidado.

– O cheiro. Sendo por natureza liberal nos costumes sociais, não fui grande fã da proibição de fumar – mas, confesso, a experiência de estar num bar ou num restaurante em Portugal é hoje mais agradável com a ausência de tabagismo. E a minha roupa cheira menos mal no dia seguinte.

– A inovação; talvez seja fruto da minha ignorância do país em 1994, mas fico de boca aberta quando visito algumas das empresas que estão a investir no Reino Unido <http://ukinportugal.fco.gov.uk/en/doing-business/>  ; altíssima tecnologia, quadros dinâmicos e – o mais importante de tudo – não
há medo.  Acreditam que estão entre os melhores do mundo, e vão ao meu país, entre outros, para prová-lo.

– O metro de Lisboa.  É limpo, rápido, acessível e tem estações bonitas.

– As cores; Portugal tem e sempre teve cores naturais bonitas. Mas a minha memória de 1994 era o aspecto visual bastante cinzento das cidades, desde a roupa até aos carros. Hoje há mais alegria – recordo um português que me disse, talvez com tristeza, que o país estava a tornar-se mais tropical.

Em termos de imagem, parece-me um elogio!

Esta é a minha lista. E a sua?
Alexander Ellis,


O Filme da Minha Vida

Ora vamos lá ver quais são os “Filme da Minha Vida” de cada um dos nossos leitores e dos restantes aventadores. A culpa é do Luís Moreira. Eu dou o tiro de partida:

Shine – Simplesmente Genial” é o filme da minha vida. Uma interpretação inolvidável de Geoffrey Rush roçando a perfeição e que lhe garantiu o Óscar para melhor actor em 1996.

Shine – Simplesmente Genial conta-nos a história de um pianista fora do comum com uma personalidade fora do mundo e dominado por um pai que queria ver o filho a realizar os seus sonhos frustrados, dominando-o de uma forma doentia – lembrando aqueles papás que inscrevem os meninos para estes realizarem as suas obsessões artísticas goradas. A personagem, interpretada por Geoffrey Rush, é simplesmente genial mas inadaptada ao real levando-o ao colapso e a um internamento num hospício.

A sensibilidade de David e a sua genialidade marcam este filme realizado por Scott Hicks em 1996, na Austrália e vencedor de inúmeros prémios, entre os quais se destacam um Óscar e respectivas sete nomeações.

Passados todos estes anos e com tantos filmes visionados, este Shine continua a estar no topo dos meus filmes e, por isso mesmo, continuar a considerá-lo como “O Filme da Minha Vida”.

(Outros: Ondas de Paixão de Lars Von Trier; O Fabuloso Destino de Amélie de Jean Pierre Jeunet; O Pianista de Roman Polanski; Os Padrinhos todos; Dune de David Lynch; Todos os da série Guerra das Estrelas; As Pontes de Madison County e As Cartas de Iwo Jima ambos de Clint Eastwood; The Doors de Oliver Stone; Control de Anton Corbijn; Lost In Translation e Virgin Suicides ambos de Sofia Coppola; entre tantos outros que neste momento não me lembro, sobretudo de ficção científica de que sou consumidor compulsivo).

A tragédia do Afeganistão

Por isso tenhamos sempre presente o que o Prof. Dietrich Dörner nos transmite no seu livro

“The Logic Of Failure: Recognizing And Avoiding Error In Complex Situations”, onde nos fala

de “todos os pequenos, cómodos e tão humanos erros de pensamento pelos quais, no melhor

dos casos, só paga um e, no pior, todo o globo”.

Abaixo uma referência a um exemplo típico de um daqueles “erros de pensamento” pelo qual

pagaram mais que uma pessoa – foram 13.000, só do lado inglês.

E quantos serão desta vez?

Rolf Dahmer

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Harmonia conjugal

Então imaginem que andam a trabalhar como cavalos, que não têm tempo livre para as pessoas e para as coisas de que gostam e que decidem borrifar-se em todas as obrigações e ir passar uma tarde com a família num sítio de que gostam muito. Vá lá, imaginem que é Serralves. E imaginem que enquanto andam a correr atrás do vosso filho, num daqueles momentos idílicos –  família, natureza, quality time –  se deparam com o ministro das Finanças. [Read more…]

Um filme sem Sol

Este AntiCrist é um filme que coloca o realizador perante os seus fantasmas. Só podia ser realizado por alguem que vive na penumbra, em regiões onde a luz é sempre escassa, vidas vividas para dentro de si mesmas, não há ponta de esperança e muito menos de alegria.

É uma dor que se compraz a si mesma, sem justificação, sem utilidade, sem refúgio. De degrau em degrau, a culpa leva-o ao inferno, à insanidade.

Afinal pode-se viver sem sermos responsáveis pelos nossos actos ? A memória é o drama do ser humano , mas é tambem o que lhe permite ser mais digno e melhor. . O limite é não sermos capazes de viver com o nosso passado!

Este filme mostra essa verdade, a que não podemos fugir, de uma forma muito dolorosa…

Benfica, Portugal, Braga e Franco Jara

O Benfica ganhou mais um jogo. Este ano é normal, principalmente na Luz. Anormal é o percurso do Braga mas, se assim não fosse, o campeonato tinha menos interesse. Portugal é vice-campeão europeu de futsal. Já faltou mais para ser campeão. Ah, é verdade, sabe quem é Franco Jara? Nós sabemos, veja aqui.

FUTaventar S.L. BENFICA #17

3 golos. 3 pontos! Um jogo bem tranquilo em que apenas não gostei da forma como a Luz recebeu o Nuno Assis. Ele foi campeão com a nossa camisola e o post de hoje é dedicado à forma como ele sempre nos defendeu!
Uma nota final – o post aqui em baixo é sintoma de que as coisas estão bem: os adversários estão preocupados com quem está cá em cima e já não acreditam nas não vitórias do GLORIOSO! Agora, venha o Leiria na próxima 4ª.
Ficam os golos!
1-0 pelo Aimar

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/PkESCgBRJz1by81HhrDP/mov/1

1-1 Pelo Nuno Assis

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/43nkEIp7AYFf05ptyz8e/mov/1
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FutAventar – F.C.Porto #2010-10 – os Golos:

Aberta está uma janela de esperança, sobretudo se o benfica escorregar com o Guimarães, o que não acredito. Pelo menos o Porto fez uma grande joga e continua a dizer presente.

Aqui ficam os golos do FCP:

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As diferentes avaliações dos homens e das mulheres