Somos todos gauleses

Por norma queremos que a França perca sempre, porque temos um passado de gato-sapato aos mãos dos tipos, excepção feita ao Euro 2016. Mas hoje, meu querido Portugal, somos todos uma irredutível aldeia de gauleses, porque querer a vitória da Argentina é uma afronta ao nosso Deus e a Igreja Universal do Reino de CR7, n’est pas?

Arroz de PIB romeno

Dizem os oráculos – e eu não me atrevo a duvidar – que Portugal será ultrapassado pela Roménia em PIB per capita, lá para 2024. E que isso é a prova provada de que a Roménia é “melhor” que Portugal. Culpa do “socialismo”, claro está. Para quem governou pouco mais de um ano, Vasco Gonçalves mete Passos Coelho num bolso, no campeonato da culpa eterna.

Azar dos romenos, ainda não é possível fazer arroz de PIB. Mais ainda do per capita, uma medida enganadora que, não raras vezes, esconde um gigantesco fosso de desigualdade entre uma minoria super-rica e uma povo miserável. Felizmente temos a matemática, que trata de juntar tudo e dividir pelas capitas todas, aumentando o rendimento de cada um. O que seria estupendo, se correspondesse à realidade.

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O estado da noção

Ou, parafraseando o maior, sobre o “estado a que isto chegou”.

A agricultura e a falta de noção do presidente da Federação Portuguesa de Golfe

O elefante na sala não é o golfe ou os seus praticantes. O elefante na sala, a partir as porcelanas todas da tia, é a falta de noção do presidente da Federação Portuguesa de Golfe. Fazia-lhe bem passar um mês a comer tacos e bolas de golfe com salada de relva do green. No final palitava os dentes com o tee e podia continuar a arrotar parvoíces como esta o resto do dia.

André Coelho Lima ARRASA a extrema-direita

Este PSD tem que sair do armário e impor-se ao PSD que quer alianças com a extrema-direita. Ao PSD que faz fretes ao CH. Ao PSD que não aprendeu a lição de Angela Merkel. Ao PSD que, no fundo, deu à luz André Ventura. Ponham os olhos em André Coelho Lima. Nesta fase do campeonato, com o seu partido já tão comprometido com o CH, é preciso coragem para chamar os extremistas pelos nomes.

Federação Russa e Israel: a mesma luta

Não se tem dito nem escrito uma palavra sobre a ascensão do novo governo israelita, que coliga direita ultraradical e fascista – e sim, o uso do termo aqui é literal – e do aumento das várias formas de violência contra o povo palestiniano.

Ao corrupto Netanyahu juntaram-se os fundamentalistas do Sionismo Religioso, que defende a total anexação dos territórios sob controlo da autoridade palestiniana, um pouco à imagem daquilo que o regime russo pretende para a Ucrânia.

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Corrupção da boa, daquela assim mesmo fresquinha e com os condimentos todos

PÚBLICO

Esta é a verdadeira corrupção, cheia de legalidade – digo eu!

Tem os dedos do PS lá mas, ao contrário do que escreve o jornalista (é assim que João Miguel Tavares assina), não é uma “demonstração de amor socialista”. O PSD também lá está. É isto o maravilhoso bloco central de interesses, no qual comunga a comunicação social. Amém.

Mas vamos lá ao grande cancro do país, a factura da bica que o Ti Manel da tasca não passou. Siga a Factura da (má) Sorte.

Eva Kaili e o estranho caso das ditaduras que adquirem serviços de altos cargos da UE

Eva Kaili, vice-presidente do Parlamento Europeu e membro do PASOK, foi detida em Bruxelas, por ser suspeita de integrar um esquema de corrupção, organização criminosa e branqueamento de capitais patrocinado pelo Qatar, com o intuito de favorecer o execrável regime em tomadas de decisão comunitárias.

Não sei se se relacionará com isto, até porque a Comissão Europeia é liderada pelos conservadores do PPE, e este caso, segundo a comunicação social, envolve sobretudo membros dos S&D, mas as importações de gás liquefeito qatari aumentaram substancialmente no último ano, dada a necessidade de substituir Putin por um ditador com aspecto mais lavado. E aquelas dishdashas brancas a imaculadas sempre são mais frescas que o cinzento escuro do K(remlin)GB.

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Quando a esmola é grande, o trabalhador desconfia

Imagem retirada de: distribuicaohoje.com

No última dia sete deste mês, a MC, empresa que agrega o grupo Sonae, dona do Continente, Meu Super ou Go Natural, comunicou a intenção de atribuir mais 500€ ao salário de 36 mil trabalhadores, num investimento a rondar os 15 milhões de euros. Aquilo que parecia ser um apoio extraordinário para mitigar os efeitos da inflação na carteira dos trabalhadores, afinal não o é.

Em declarações ao site NiT no passado dia 9 de Dezembro, fonte da empresa MC afirmou que este apoio suplementar, no princípio apresentado como uma ajuda para “mitigar os impactos sentidos no custo de vida, proporcionando um Natal melhor para todos”, vai chegar aos trabalhadores do grupo Sonae… através de um cartão criado especialmente para o efeito e que obrigará os trabalhadores a… gastarem o apoio de 500€ no Continente (Continente, Continente Modelo e Continente Bom Dia, Continente Online, Bagga e supermercados Go Natural).

Significa, portanto, que o apoio suplementar não é um apoio… é um empréstimo. Os mais de 15 milhões investidos pela Sonae nesta medida vão retornar… à Sonae. Tirem o cavalo deste temporal os trabalhadores que achavam que iriam poder pagar a conta da luz, da água ou explicações escolares aos filhos, por exemplo. 

Lembram-se daquela ideia mirabolante, que nem um José Está Lindo Pino Ché pós-moderno teria, do líder da extrema-direita portuguesa, André Ventura, aquando da atribuição de 125€ por parte do Estado? Essa do “nada de gastar em putas e vinho verde”? É basicamente o mesmo que a Sonae está a impor aos seus trabalhadores… só que estes, não podendo gastar em putas, podem sempre comprar vinho verde… se for no Continente.

Quando a esmola é grande, o trabalhador deve sempre desconfiar. E quem dá e volta a tirar… 

That’s life, pois, é a vida!

The training task is identical to the original studies and is a 2AFC identification task. In each trial, participants heard a word that is part of a minimal pair that contrasts /r/ and /l/.
— Brekelmans et al. (2022)

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Foto: Lusa/José Sena https://bit.ly/3PijG0b

O “é a vida!” pertence a António Guterres, actual SG da ONU. E o “fujamos!” pertence originalmente ao Ega, mas aplica-se perfeitamente a Faro Ramos, o diplomata que fugiu para o Brasil, sem a pompa de D. João VI. A língua portuguesa, essa, continua a servir de pretexto para discursos de circunstância, sempre que há chouriços para encher. Assim, efectivamente, não chegamos às meias-finais do Mundial. Parabéns a Marrocos, França, Croácia e Argentina. O meu favorito? A sério? O árbitro.

O “that’s life”, por seu turno, pertence a Kay & Gordon, sendo mundialmente conhecido pelas maravilhosas versões do magnífico Sinatra. No entanto, só lá cheguei (sou novo) pouco depois do 1-3 do México 86 (visto ainda na casa da Rua de Santa Catarina), pela versão do fresquíssimo Eat’em And Smile (com o Steve Vai!!!) do extraordinário Lee Roth. Que mundo fabuloso.

De facto, that’s life.

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Elites e ditadores: as notícias sobre Moscovo também eram exageradas, não eram?

É natural que as elites de uma ditadura não lhe sintam o peso da mão. Nenhum ditador governa sozinho. E isto é evidente em pessoas ou grupos tão distintos como a velha aristocracia que transitou do Estado Novo para a democracia, no branqueamento de Putin por Gerhard Schroder ou na relação de amizade de Dennis Rodman com Kim Jong-un.

Não admira, portanto, que o mesmo aconteça hoje com o Qatar. Seja por parte de emigrantes portugueses com uma posição privilegiada no país, por trabalharem em empresas com peso e importância na economia qatari, muitos dos quais minimizam o que lá se passa por medo de represálias, seja por parte de quem por estes dias viaja para Doha para assistir a uma partida do Mundial.

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Vladimir Putin, embriagado, em directo para a TV

Estamos nas mãos deste idiota.

Parlamento chumbou manuais escolares gratuitos no privado. Discriminatório?

Na passada sexta-feira, o Parlamento chumbou a gratuitidade dos manuais escolares para alunos do privado. Os três projetos de lei, propostos pelo PSD, Chega e Iniciativa Liberal, contaram com o apoio dos proponentes, a abstenção do PAN e os votos contra do PS, BE, PCP e Livre.

É certo que a qualidade do ensino público e das condições que este oferece aos seus alunos tem de ser obrigatoriamente assegurada pelo Estado para toda a gente. O que, verdade seja dita, por vezes não acontece. Mas colocar os filhos no ensino particular não deixa de ser uma escolha apenas para quem tem condições para o fazer. E, apesar de algumas pessoas terem de fazer sacrifícios para o conseguirem, há muita gente que nem fazendo esses mesmos sacrifícios tem essa possibilidade.

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O Ronaldismo Desportivo hoje nas bancas

Eu percebo que os tempos estão difíceis para a imprensa. Sobretudo para a escrita. As audiências são muito más, a publicidade pira-se para outros lados. É complicado. O que eu não percebo é acreditarem resolver momentaneamente a coisa com “Cristiano Ronaldo”. Porque ele disse, ele fez, não disse, não fez. Todos os dias e a todas as horas.

O ridículo em tudo isto é ver a Marca ou alguns esgotos a céu aberto ingleses serem fonte de boa parte dos jornais “desportivos” portugueses.
Não, o “ronaldismo desportivo” não vos vai salvar.


Pior, todo este “serviço” que hoje vejo por aí no “jornalixo” desportivo só serve para destabilizar e poluir o ambiente com um cheiro nauseabundo. É o resultado de se aceitar ser cúmplice da agenda de terceiros. Ou de se ser o “idiota útil” de serviço. Parabéns.

Alterações climáticas

Lisboa, 1967

 

 

 

 

 

 

Lisboa, 2022

 

 

 

 

 

O presidente da CML, Carlos Moedas, afirmou a propósito da situação dramática que Lisboa viveu esta madrugada, que é necessário combater as alterações climáticas. Os túneis de escoamento que Lisboa aguarda há décadas que sejam construídos no subsolo, obra estrutural mas pouco visível aos olhos dos eleitores, sucessivamente adiada por sucessivos autarcas, podem esperar mais alguns anos…

Imagine-se

Vejam só, chove e faz frio no Inverno, perdão, Outono.

Quem é que tal iria antever?

O bidé e o urinol

Graças ao João Maio, percebi que o bidé é um tema da actualidade. Tenho opinião sobre o bidé (e sobre  o urinol), mas, por razões higiénicas, não a manifesto.

E outras loiças

Já não era sem tempo que algum partido com assento (que não é um bidé) parlamentar pegava no tema do flagelo que é ter um bidé em casa, esse vaso sanitário onde gente pobre lava o rabo, o escroto e o pé.

Urge, então citar um trecho de um lindo poema, entitulado “Rabo, escroto e pé”:

“O meu coração sofre,
Por tu não enxergares
Que eu necessito
De lavagens parcelares.

Entre um duche e outro,
Há várias limpezas
Que eu tenho de fazer
Às minhas miudezas.

Rabo, escroto e pé
É o que eu lavo no bidé.
Resiste a qualquer escrutínio:
O asseio do meu períneo.”

O poema, cantado, no vídeo abaixo:

Maravilhas das rotações – ou do spin, se quisermos falar estrangeiro

Imagem: PÚBLICO

 

É comovente a quantidade de notícias que vem aparecendo sobre o IRS e os amanhãs que cantam, sendo que começam por apenas piar no primeiro semestre de 2023 e depois talvez se ouça alguma coisa na segunda metade do ano que vem. [Read more…]

Sebastião Póvoas deve explicar na AR a razão pela qual a ERC protege fascistas

Posto que “o Conselho Regulador é composto por cinco membros, sendo quatro destes designados, por resolução, da Assembleia da República”, que a “cooptação do quinto elemento é da responsabilidade dos membros já designados”, e que o atual elenco está em funções desde 2017, a responsabilidade dos partidos que à data eram maioria na escolha da ERC é tão absoluta como lamentável. Face à mais recente diatribe contra a liberdade de criação do humorista Ricardo Araújo Pereira, que ignora de forma grotesca a realidade, será que quem elegeu o senhor Sebastião José Coutinho Póvoas não tem nenhuma satisfação a pedir? Com tanta audição parlamentar e demais expedientes regimentais, não sobra um par de horas para perguntar ao antigo delegado do Procurador da República de Marcelo Caetano, qual a razão para andar a interferir num programa de humor e a querer que a SIC faça compensações jornalísticas a farsantes fascistas?

A ERC e a lei das compensações

 

 

Tendo em conta as preocupações recentemente manifestadas, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), face a este gráfico, retirado da marktest, irá, com toda a certeza, exigir que haja uma compensação, por exemplo, para alguém do Partido Comunista Português. Pelo meio, até podemos fazer de conta que os principais espaços de comentário não estão ocupados por figuras do arco da governação, com uma forte inclinação para a direita. Enfim, isto é o comunismo, meus amigos.

Quo vadis Entidade Reguladora para a Comunicação Social?

Ricardo Araújo Pereira cumpriu a Constituição da República Portuguesa ao excluir dos seus convidados o farsante fascista. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recomenda que a SIC compense o farsante fascista. Será que podemos reclamar da ERC no Tribunal Constitucional por exigir que os humoristas aceitem entrevistar quem viola a Constituição? A ERC, que nunca regulou equilíbrios do espaço público para garantir que vozes à esquerda fossem ouvidas, vem agora rasgar as vestes pelo farsante fascista? Será que o Presidente da ERC, Sebastião José Coutinho Póvoas, que já era delegado do Procurador da República em 1971(!), aceita ir ao programa? E por fim, que mal pergunte também, o que faz esta figura sem nenhum percurso na comunicação social, nomeado para cargos durante o regime fascista, num organismo de regulação da comunicação social?

Self hatred Portugals

Espanha conta o seu Busquets e o seu Alba, o Brasil com o seu Alves e o seu Silva, a Holanda passa todo o jogo pelo seu Blind, o Uruguai dividiu o ataque entre o seu Cavani e o seu Suárez, Gales é o que é pelo seu Bale, a Inglaterra ainda voa na asa do seu Walker, a Suíça do seu Shaqiri, o México, pela quinta vez, entregou a baliza ao seu Ochoa e a França suspira porque não pode levar o seu Benzema. Enquanto isso, por cá, o desporto nacional é cuspir para o ar ou no prato que nos tirou de décadas de irrelevância. A quem devemos esta cólera com que tanto nos odiamos?

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O Diário de Notícias armado em Folha de S. Paulo

In all of his wonderful meditations upon the ruefulness of our lives, there is always the spirit of laughter beckoning us in the art of somehow going on. His achievement is one of the enlargements of life.
Harold Bloom

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Como é sabido, quer a Folha de S. Paulo, em particular, quer os falantes de português do Brasil na função de escreventes, em geral, escrevem *’objeto’ e é-lhes autorizada pelo AO90 a manutenção do ‘aspecto’. Pelo contrário, os escreventes de português europeu que se deixaram levar pela onda AO90 escrevem *’objeto’ em vez de ‘objecto’ e estão proibidos de escrever ‘aspecto’: escrevem *’aspeto’ (uma espécie de ‘espeto’ com <a> inicial).

Todavia, como o caos veio para ficar, o Diário de Notícias decidiu, a propósito deste excelente livro, armar-se em Folha de S. Paulo.

Por isso, *’objeto’ e ‘aspecto’, em vez de *’objeto’ e *’aspeto’. Obviamente, tudo se resolveria, resolvia e resolve com ‘objecto’ e ‘aspecto’. Em ortografia portuguesa europeia, com certeza.

Desejo-vos uma óptima semana.

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Impromptu (sem itálico, porque é mesmo um impromptu), devido a Bessa-Luís e Lourenço, mas a culpa é de Saramago

Porque hoje é sábado, estava a dar uma última vista de olhos ao texto da conferência de amanhã, domingo, sobre o gigante Saramago, e a recordar Eduardo Lourenço e Agustina (*Agostina, na RTP, como podeis ver na imagem que vos apresento, e sem o – entre o Bessa e o Luís, cortesia da RTP).

Lourenço e Bessa-Luís estavam constantemente a perguntar, durante as respostas, “não é?”. E em cada frase (ou oração): “não é?”. Mais uma frase, e tal, “não é?”. É um problema português, mas dos antigos. Tão antigo como Bessa-Luís, Lourenço e as minhas avós. Problema que teria sido resolvido com jornalistas sofisticados. À pergunta “não é?”, a reacção “não, não é” ter-nos ia poupado imensas horas de indefinição e angústia. Perante o olhar de espanto dos interlocutores, a repetição: “não, não é” teria resolvido o assunto. Assunto, graças aos deuses, resolvido, teríamos menos um pseudodilema linguístico a ocupar o nosso labor. Mas ainda não chegámos lá. Nem sei se lá chegaremos. A ver vamos. Veremos.

Fonte da foto: https://www.youtube.com/watch?v=X15Eia63Qpc&t=414s

Desleixo, prepotência, desrespeito?

A PSP de Braga, depois dos atritos com o Deão da Sé, e ter resolvido “à Lagardère” (as autoridades adoram aplicar os ensinamentos de Paul Féval em Le Bossu) parte do estacionamento abusivo às horas de culto com o fechar de olhos a que os fiéis estacionem nos Largo do Rossio, situação que se estende nos restantes dias a quem tem conhecimentos entre os moradores, os quais por sua vez também fecham os olhos e dão uma ajudinha aos amigos, abrindo telefonicamente o pino que condiciona o acesso à zona de peões, onde manifestamente se inclui o tal Largo do Rossio, transformado, então, em impróprio parque permanente de estacionamento…
Segundo me garantem, o Largo da Rossio e as ruas circundantes e adjacentes são zona de peões, vedada ao trânsito, exceptuando os moradores, com garagem, e os comerciantes, nas horas previstas para cargas e descargas.
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Hangin’ out in Doha

Costa está doente, coitado, e não pôde ir ao Qatar, torrar uns milhares do dinheiro que não temos, em despesas de representação sem qualquer tipo de utilidade, como de resto o demonstram as democracias mais sólidas, pouco interessadas em enviar governantes para as bancadas do Mundial. Foi Ana Catarina Mendes na sua vez, fazer coisa nenhuma.

Triste país, roto e remediado, refém da nulidade.

Tudo isto são excelentes notícias

desde que não fiquem por executar. Ou acabem num pavilhão transfronteiriço qualquer.

Por um cabelo

Este golo, legal por um cabelo, valeu o apuramento do Japão em primeiro lugar do grupo da morte, à frente da Espanha, e enviou a Alemanha para casa. Este grupo teve ainda o condão de durante três minutos da última jornada, entre os 70 e os 73, Alemanha a Espanha estarem eliminadas pela Costa Rica e pelo Japão.

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Uma (dupla) lição para a selecção nacional

O que se passou ontem no Grupo E do Mundial foi sensacional. Antes da competição, poucos duvidavam que seriam a Espanha e a Alemanha a passar. A única dúvida era qual das duas passaria em primeiro. Hoje, chegaram a estar as duas eliminadas, mas a Espanha lá se safou, apesar da derrota contra o Japão-sensação. E que isto sirva de lição para a selecção (efectivamente, a selecção) nacional. Uma dupla lição: para não subestimar adversários teoricamente inferiores e para não se encolher perante os gigantes. Porque os gigantes também caem e ontem caíram dois. Se Portugal jogar tanto quanto sabe, com humildade e determinação, o caneco pode mesmo vir cá parar.