Faltam 428 dias para o Fim do Mundo…

…Mas ontem esteve para ser já, já. Estivemos em baixo quase duas horas em mais um sério aviso – sempre que o Aventar explode em visitas a coisa fica preta. Felizmente, entre mortos e feridos (diga-se: postas perdidas) lá escapamos e continuamos em contagem decrescente.

Em Benavente apareceram OVNIs. Erro, é um objecto perfeitamente identificado: o 5º candidato à liderança do PSD!

Enquanto Sócrates puxa por Rangel, supostamente o seu candidato preferido, a sua tropa de choque luta pela total censura dos temas incómodos. Só falta calar a blogosfera nacional. É já a seguir…

Internet, de tudo um pouco

O Buzz, nova ferramenta do Gmail, apareceu repentinamente no nosso correio electrónico, pouco depois de anunciado. De repente, sem saber como, eu tinha cinco seguidores e estava a seguir quinze pessoas. Veremos se o instrumento será pacífico ou levantará as polémicas do Google Street View.

O Irão, ao bloquear o Gmail, não terá acesso ao Buzz. Do ponto de vista obscurantista das ditaduras, chama-se matar dois coelhos com uma só cajadada. Já a UE parece caminhar em sentido oposto ao apostar numa internet grátis e neutra.

O Ipad, como seria de esperar, já conta com os seus detractores. Para a Apple não será o fim do mundo, mas não são boas notícias.

Mas o mundo em rede é feito por pessoas e não apenas tecnologia. Nesse sentido, não sei o que pensar destas duas notícias. Será que a sua entrada na net os vai separar, ou apimentar e dar novo fôlego a uma relação tão antiga?

Ídolos, quem vai ganhar

Quem vai ganhar o Ídolos é a Diana. Pois eu acho que vai ganhar o Filipe. Eu cá acho que deviam ganhar os dois. E tu, quem achas que vai ganhar?

Oiço estas conversas na rua, nos cafés, na padaria, no barbeiro, em todo o lado. Será que o país anda todo assim? Ou será que, morando eu no Algarve e sendo uma as concorrentes algarvia, se trata de uma febre local? Seja como for, nesta pacatez própria do inverno, o Algarve – este Algarve onde vivo – parece ter sucumbido ao programa e andar suspenso até domingo. Paulo Rangel? – Esse também canta? Liberdade de expressão? – Uma canção é escolhida pelo júri, mas a outra é escolhida livremente pelos concorrentes. Mário Crespo? – Ah,  mas antes de falar nisso, o primeiro-ministro disse ao director de programas da SIC que gosta muito dos Ídolos.

Num tempo em que os meios de comunicação são cada vez mais diversos, em que os canais de televisão existem às dezenas, um único programa de entretenimento congrega as preocupações de muitas pessoas, gera grupos de fãs, movimentos de apoio, argumentos a favor desta ou daquele, torna-se o centro de discussões populares, propõem-se medidas salomónicas para que ganhem os dois concorrentes. Fãs individuais entram nos blogues e fóruns virtuais e tentam convencer os outros a votar no seu favorito, as revistas cor-de-rosa fazem capas e aumentam tiragens.

Quem vai ganhar o Ídolos? A Diana? O Filipe? Quem ganha com isso – quem já ganhou – é a SIC e seu universo editorial. E tu, quem achas vai ganhar?

86 blogues fazem história… e o Aventar está lá

31 da Armada; 5Dias; Jugular; Portugal dos Pequeninos, Vila Forte; Aventar; Insurgente; Clube das Repúblicas Mortas; Tradução Simultanea; Vasco Campilho; Republica do Caustico; Blogue de direita; Blue Lounge; Cachimbo de Magritte; Cocanha; Corta-fitas; Golpe de Estado; Impensável; Impertinências; Impressões de um boticário de província; Inflaccionista; Intervenção Maia; Nortadas; Portugal Contemporâneo; Papa-Açordas; Centenário da República; Vida breve; Correntes; Terra portuguesa; O fio dos dias; Braga maldita; Anabela Magalhães; Cortar da direita; O estado da educação e do resto; Promova; The Braganza Mothers; Le rouge et le noir; Octavio V Gonçalves; ABC do PPM; Dedos em riste; fliscorno; Democracia em Portugal; Vento Sueste; Kl@ndestino; Porta da Loja; Espumadamente; tasquinha; A curva da estrada; A casa dos discus; Palavrossavrvs Rex; Pleitos, apostilhas e comentários; Profblog; Cláudia Köver; Delito de opinião; Gladius; Do Portugal profundo; Estado Sentido; CPGondar; Bomba Inteligente; Pensamentos desblogueados; Ofício diário; Em@; tasquinha; Um jardim no deserto; Adufe; O número primo; Hora absurda; O último pingo; A página do Mário; MUP; Don Vivo; Donatien alphonse françois; Oeiras local; Direito de opinião; Pérola de cultura; Gavajelly; Ruptura Vizela; Terras de Azurara; BlogMora; Cozinhar com os anjos; A sul; O Estado da educação e do resto; soucontraacorrente; educação s.a.; José Luís Araújo; Kruzes kanhoto; Pedro Cruz;

Sinto-me orgulhoso.

Direita e Esquerda

Este texto foi já publicado há meses atrás. No entanto, parece-me oportuno usá-lo novamente, agora como princípio de resposta à questão que o Fernando Moreira de Sá, secundado pelo Luís Moreira, levanta sobre a eterna questão dos conceitos de Direita e de Esquerda.

A raiz dos conceitos de direita e esquerda estará, segundo sempre ouvi dizer, no facto de nas assembleias políticas anteriores e posteriores à Revolução de 1789, os políticos mais conservadores se sentarem à direita da mesa da presidência e os mais radicais à esquerda. Na Assembleia Nacional (1789), a expressões «gauche» e «droite» eram aplicadas respectivamente a republicanos e a monárquicos; na Convenção Nacional (1792), o termo usou-se para distinguir jacobinos de girondinos. Os primeiros eram defensores dos chamados sans-cullotes, os deserdados da fortuna; os segundos eram deputados que representavam a burguesia ilustrada, hesitante entre a monarquia constitucional e a república.

De então para cá, o campo semântico dos dois termos foi-se alargando e especializando, incorporando contributos e empréstimos vindos de todas as áreas do conhecimento e, da localização, aleatória de duas facções nos hemiciclos da França de fins do século XVIII, os conceitos de direita e esquerda saltaram para a liça das grandes lutas sociais e políticas. O poeta Jean-Arthur Rimbaud disse que era preciso «mudar a vida». Karl Marx, (que, tal como Engels, nunca disse ser «de esquerda»), afirmou que era indispensável «transformar o mundo».

Eis aqui duas boas sínteses para o conceito de esquerda, a mudança da vida e a transformação do mundo, numa palavra, a Revolução. A direita, também com contributos os mais diversos, vindos também de todos os quadrantes do conhecimento, procura conservar o que considera serem valores intemporais – reage mal à mudança da vida e pior a todas as transformações do mundo que não sejam regressos ao passado. [Read more…]

Estranhas manobras

O surrealismo lusitano, canta e ri, corre e dança, inebriante, vicioso, contagiante. Num carrossel contínuo que mal permite repor o fôlego. Tudo é informação, tudo é actualidade, e no entanto nada parece verosímil.

Dois episódios de ontem, deste carrossel:

1 – A escova de Francisco Louçã sobre os ombros de José Sócrates, no plenário parlamentar, em híbrido gesto de solidariedade para com o Primeiro-Ministro, acerca das escutas.

Não bate certo, algo está por trás disso. Talvez as presidenciais. Talvez.

2 – O estranho avanço de Paulo Rangel, numa sôfrega candidatura à presidência do PSD, a dividir um eleitorado com Aguiar-Branco, e a solidificar um outro eleitorado, o de Pedro Passos Coelho.

É uma candidatura tardia, incoerente e desleal. Imprópria para quem assumiu o compromisso de que ficaria no Parlamento Europeu, e que as excepcionais razões do actual momento político por ele invocadas, só servem de injusto atestado de incompetência a Aguiar-Branco.

Parece que o Norte continua a assustar as ditas elites do PSD, desde os tempos de Francisco Sá Carneiro.

Pedro Passos Coelho agradece.

Num inebriante começo de mês, estas são apenas duas voltas de um carrossel de estranhas manobras. Tudo à roda, sem tino ou razão.

A Carbonária, a «Coruja» e a conspiração do Regicídio – 1 (Centenário da República)

Com mais este terceiro texto (desdobrado em dois) sobre o tema do Regicídio encerrarei, para já, este assunto. Com a plena consciência de que muito (ou mesmo quase tudo) fica por dizer. Tendo servido de assunto a muitos livros, a questão do Regicídio não se esgota em pequenas crónicas que, como esta, apenas permitem aflorar, muito superficialmente, alguns aspectos. Nos textos anteriores, além de um enquadramento político do atentado, vimos como ele se passou.

Como disse no texto anterior, todas as reconstituições iconográficas do Regicídio são, no mínimo imprecisas. A que vemos acima é, apesar de tudo, uma das menos fantasiosas. O cenário está perfeito, é a Rua do Arsenal sem invenções. O Costa está a ser agarrado pelo cívico que lhe vai disparar um tiro na cabeça. Mas, à esquerda vemos Buíça, que tinha ficado no Terreiro Paço e ali terá sido acutilado e morto. Todavia, mesmo com este erro, talvez seja, entre as muitas dezenas de reconstituições que vi, a que menos mente.

Em todo o caso, ficou na sombra algo que nunca se esclareceu. No Terreiro do Paço, além de Buíça e de Costa, quantos mais elementos intervieram. Pela peritagem da Polícia Científica, chega-se à conclusão de que foram pelo menos cinco, os que participaram no atentado. É uma evidência que os projecteis encontrados, nos corpos, no landau, nas arcadas, foram provenientes de cinco armas diferentes, embora duas delas fossem iguais – carabinas Winchester de calibre 351.

Identificou-se também as munições de calibre 7,65, da pistola Browning do Costa. No landau, foram encontrados vestígios de projécteis de calibre 6,35 e, também no landau, a perfuração de um projéctil 5,5 do chamado tipo «Vello-dog», revólveres de pequeno calibre e fraco poder de penetração que os ciclistas usavam para afastar os cães. [Read more…]

O contrato social

“Como nós somos produtos da natureza não há defeito que não possa se tornar uma virtude, nem uma virtude que não possa se tornar um defeito.” Goethe

O contrato social” que consta do nosso dia a dia é, obviamente, perverso e caduco. Pelo menos para as pessoas com olhos para ver e ouvidos para ouvir. O novo contrato social poderá ser – e sê-lo-á em breve, por força de imposição da natureza – mais ou menos o seguinte: “Aceito o aumento contínuo da harmonia como fim supremo da humanidade e a maximização de benefícios para o próximo/grupo-alvo como maior objectivo da minha vida.

A riqueza que advier dessa estratégia diversa será reinvestida para aumentar a harmonia. Como sob este comportamento diverso a actual infelicidade cederá o lugar à felicidade, o meu consumo passa novamente a ser um meio para um fim, deixando de ser um fim em si mesmo. Quanto mais feliz for, mais reduzido será o meu consumo e assim contribuirei para manter a espiral positiva gerada, em movimento contínuo.”

Até aqui a estratégia, ou seja, a parte imaterial. Sobre a mesma, o genial estratega histórico chinês, Sun Tzu, dizia: “A estratégia sem táctica é o caminho mais lento para a vitória. Táctica sem estratégia é o ruído antes da derrota.” Pois bem, com a aceitação do novo contrato social o mais importante está feito: deixámos de avançar apenas com táctica e já temos o que mais importa: estratégia.

No entanto, como nunca se deve deixar as coisas ao acaso, para acelerar a “vitória” também a táctica terá que intervir, ou seja, a parte material-prática. Como se combinam a estratégia e a táctica para, harmoniosamente, gerarem juntas uma sinergia no sentido de uma maximização constante de harmonia? Esta matéria foi investigada desde há mais de 40 anos e deu provas de grande sucesso, tanto na Europa como na Cochinchina. Mudemos de contrato social, antes que o antigo contrato social perverso e caduco nos mude a nós, para pior. Avançemos com a “face visível” e não mais com a “face oculta”. Bons tempos virão.                                                                                                      

Rolf Domher

Pela Liberdade – SEMPRE

O Vasco não vai de Campilho pois prefere Luso, à f. ninguém corta a jugular, os 31 não vão armados, o Daniel não vai nem de arrastão, o Carlos e o Gabriel prometeram não dizer blasfémias, os Insurgentes prometeram não bater em ninguém, Magritte não leva Cachimbo e o Delito vai sublinhar a opinião. A manif são 5Dias e o carnaval são três. Eu juro que não vou de branco pois chamavam-me anjinho e os tipos do Norte gostam pouco dessas merdas. A meio vai tudo a Belém…comer pastéis e praguejar contra o Jaime que gama a liberdade há malta.Manif que se preze mete porrada e para isso lá estarão as mães de Bragança.

No fim vai tudo preso por causa do Rodrigo que substituiu a bandeira na AR quando a malta do Centenário estava distraída a fumar uma cigarrilha.

Mas o importante é não faltar!

31 da Armada; 5Dias; Portugal dos Pequeninos, Vila Forte; Aventar; Insurgente; Clube das Repúblicas Mortas; Tradução Simultanea;  Vasco Campilho; Republica do Caustico; Blogue de direita; Blue Lounge; Cachimbo de Magritte; Cocanha; Corta-fitas; Golpe de Estado; Impensável; Impertinências; Impressões de um boticário de província; Inflaccionista; Intervenção Maia; Nortadas; Portugal Contemporâneo; Papa-Açordas; Centenário da República; Vida breve; Correntes; Terra portuguesa; O fio dos dias; Braga maldita; Anabela Magalhães; Cortar da direita; O estado da educação e do resto; Promova; The Braganza Mothers; Le rouge et le noir; Octavio V Gonçalves; ABC do PPM; Dedos em ristefliscorno; Democracia em Portugal; Vento Sueste; Kl@ndestino; Porta da Loja; Espumadamente; tasquinha; A curva da estrada; A casa dos discus; Palavrossavrvs Rex;  Pleitos, apostilhas e comentários; Profblog; Cláudia Köver; Delito de opinião; Gladius; Do Portugal profundo; Estado Sentido; CPGondarBomba Inteligente; Pensamentos desblogueados; Ofício diário; Em@; tasquinha; Um jardim no deserto; Adufe; O número primo; Hora absurda; O último pingo; A página do Mário; MUP; Don Vivo; Donatien alphonse françois; Oeiras local; Direito de opinião; Pérola de cultura; Gavajelly; Ruptura Vizela; Terras de Azurara; BlogMora; Cozinhar com os anjos; A sul; O Estado da educação e do resto; soucontraacorrente; educação s.a.; José Luís Araújo; Kruzes kanhoto; Pedro Cruz;

Apontamentos do campo (11)

(Idanha-a-Nova, a caminho da Barragem Marechal Carmona)

A esquerda e a Direita dos Aventadores

O Fernando aventador acredita numa direita moderna, justa e progressista e o Carlos e o Adão aventadores acreditam numa esquerda moderna, justa e progressista. Com grande surpresa, o Carlos e o Adão, perante a caracterização da direita do Fernando , diz que aquilo é a esquerda!

Mas a direita não pode ser moderna no sentido que aceita os grandes ganhos sociais dos últimos cinquenta anos? Não pode ser justa quando sabe há muito que um país justo é muito mais conforme às suas necessidades de gente motivada e produtiva? E não pode ser progressista no sentido que defende uma sociedade assente na democracia, numa economia social de mercado e no estado de Direito?

Ou para se ser moderno, justo e progressista é necessário ter um Estado onde se albergam os sorvedores, as corporações e os interesses instalados? Ou onde a economia é regulada por um Estado com “mão “invisível”  sempre à procura dos amigos,  dos negócios finos das obras públicas e das grandes empresas do Estado ? E defender a família faz a direita menos progressista que a esquerda dos casamentos gays? [Read more…]

PSD: "Directas" ao assunto

Tal como há muito se tinha afirmado no Aventar, Aguiar Branco junta-se a Passos Coelho na corrida à liderança do PSD. E não foi por acaso que há duas semanas se sublinhou, igualmente no Aventar, a tentativa de “onda” para um avanço de Rangel. É só lerem o arquivo e/ou andarem atentos ao blog.

Os três candidatos são muito diferentes. Embora todos partilhem algo em comum, assaz curioso, de semelhança com três diferentes figuras do CDS. Se Pedro Passos Coelho é uma espécie de Manuel Monteiro para melhor e Aguiar Branco um Lobo Xavier mais expedito, já Paulo Rangel parece querer ser o Paulo Portas do PSD. E é aqui que, salvo seja, a porca torce o rabo.

Ao contrário de outros, eu não vou relembrar o que disse Rangel durante e após as Europeias sobre uma putativa candidatura sua à liderança. Não. Prefiro um outro registo. A campanha de Rangel nas eleições Europeias foi, reconhecidamente, boa. Mas quando comparada com o cinzentismo da actual liderança. Paulo Rangel foi uma espécie de Paulo Portas pela sua irreverência e inteligência. Animou as hostes, partiu para a luta meio sozinho (quem ainda recorda os primeiros tempos de Portas no PP?) e arrastou o laranjal com muito populismo, soundbites e teve o seu momento Soares/Marinha Grande na história da papa maizena. [Read more…]

émile durkheim

Émile Durkheim durante a sua época criativa da Ciência da Sociologia

O texto que passo a comentar, refere a obra de Émile Durkheim de 1912: Les structures élémentaires da vie religieuse, Félix Alkan, Paris. Texto editado pela Press Universitaires de France. O livro é um debate entre, Durkheim e Max Müller sobre o animismo e as formas de religiosidade, para se centrar nas formas da vida religiosa da etnia Arunta – também denominada Aranda – de Austrália. No entanto, Durkheim ultrapassa o  tema Central e como as crianças são ensinadas a saber domesticar a natureza, a dominar e a reproduzir. Apesar de ser um cientista muito conhecido, penso que a sua biografia e ideias chaves dêem ser brevemente relembradas: Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858Paris, 15 de novembro de 1917) é considerado um dos pais da sociologia moderna. [Read more…]

Golo Mariano – F.C. Porto #14:

No ano da visita Papal a Portugal, o F.C.P. qualifica-se para a final da Taça da Liga com um golo Mariano. É bem.

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/I0GppdYDzSI27izyIYud/mov/1

Os dias do fim – 10 de Fevereiro de 1910


Terminado o Carnaval, é tempo de regressar à normalidade. «Findou o período de loucura e de disfarce, anualmente permitido, para que se julgue haver juizo e verdade durante o resto do ano», diz o correspondente de Lisboa do «Jornal de Notícias».
Em Braga, foram grandiosos os festejos carnavalescos promovidos pelo Clube dos Invencíveis. No Porto, foi a enterrar o alquilador José Galiza.
O noticiário internacional está marcado pelas grandes cheias de Paris – as águas chegaram a atingir 6 metros de altura. Há milhares de mortos. Neste momento, felizmente, as águas do Sena já começaram a descer. No Brasil, o navio «Minas Gerais» vai à Virgínia buscar os restos mortais do seu embaixador em Washington Joaquim Nabuco. Como principal momento da sua carreira, a luta contra a escravatura. Ainda no Brasil, morreu o poeta Luis Delfim dos Santos.
O photógrafo H. Loureiro – Nellas anuncia «Photographias Galantes» de nús a 500 réis a dúzia.
Faltam 238 dias para a instauração da República.

“Onde está o Paulinho?”

O humor é, por natureza, irreverente. E se há coisa em que, enquanto povo, somos bons é na irreverência. E até temos humor digno desse nome. Hoje chegou-me aos ouvidos uma dessas anedotas de construção fácil, imediata e actual. Reza assim:

O primeiro-ministro vai a uma escola contactar com alunos e depois de uma primeira exposição sobre os planos do governo para a educação, dispõe-se a responder a algumas perguntas.
Paulinho, o sabidola da turma, levanta o braço e é o primeiro a colocar perguntas:
“Senhor primeiro-ministro, queria que me explicasse o centro comercial de Alcochete, o caso da TVI e as escutas.”

Quando o primeiro-ministro vai responder às questões, toca a campainha para o intervalo. “Bom, é tempo de intervalo. Quando voltarem conversamos”.
No regresso, Zezinho é o primeiro a colocar questões:
“Senhor primeiro-ministro, queria que me explicasse o centro comercial de Alcochete, o caso da TVI e as escutas, porque é que tocou 30 minutos mais cedo para o intervalo e onde está o Paulinho?”

Esta história é uma ficção, as personagens e factos aqui relatados não existem. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Nenhum animal foi magoado na criação e divulgação desta história.

Por que razão há tantos candidatos ao PSD?


Porque, cheirando a morte, já todos parecem interessados. Não há fome que não dê em fartura e, agora, os coelhos não param de sair da toca.

A verdade de manhã já é treta à tarde

Estava eu convencido que a manifestação de amanhã tinha tido um forte impulso da candidatura de PP Coelho, mas um impulso cá dos meus levou-me a escrever “uma facção do PSD, esperançada em até Março conquistar o partido, e depois as eleições“.

Avisado impulso.

Daniel Oliveira acaba de revelar que afinal se trata da candidatura de Rangel, o Paulo.

Se não fossem os impulsos, e estes grandes analistas que qual farol nos guiam na tempestade medonha da nossa cegueira  política, e tinha escrito um disparate. Ainda bem que não disse que aquilo era tudo malta do Cavaco, como li algures, já não me recordo bem aonde, e também não tem importância.

"Socretinismo"

 A frase de A. Pinto Pais “o socretinismo comanda, qual doença contagiosa, uma enorme rede de interesses, que se estende até serventuários de meia tigela” merece o destaque de um título, tão incisiva e oportuna ela é.

Não tenho tido, por várias razões, qualquer vontade de escrever. Ou então são tantos os assuntos que me enojam que prefiro não lhes mexer, para não aguentar o mau cheiro. Mas esta frase de A. Pinto Pais espevitou-me. Socretinismo!

 Mas mesmo espevitado não consigo dizer duas. É uma inépcia total. Gostaria por exemplo de saber porque razão não mais se viu ou ouviu qualquer notícia acerca do último escândalo sucateiro onde havia suspeitas de estar enfiada uma vereadora da Câmara do Porto, professora de Ética. Nickles! Será difícil imaginar que poderes abafadores estarão por detrás deste silêncio? Socretinismo! [Read more…]

A liberdade de manifestação explicada aos mais novos

Contra a vontade dos pais, dos colegas e da própria direcção da Escola Secundária de Penacova, os três alunos que, no ano lectivo anterior, foram condenados pelo tribunal a prestarem 20 horas de «serviço de interesse público» naquele estabelecimento de ensino por terem organizado uma manifestação contra o Estatuto do Aluno, começaram esta segunda–feira a cumprir “pena”.

Por decisão da direcção da escola, nomeadamente da directora, Ana Clara, os três jovens – um deles já aluno do Ensino Superior neste momento – terão de deslocar-se àquele estabelecimento de ensino todas as segundas-feiras (…) ficando responsáveis pela elaboração do primeiro regulamento das eleições para a Associação de Estudantes, documento que não existia na escola até então.

(…)

«No fundo, eles acabaram por não infringir nenhuma regra», adiantou Ana Clara, recordando que os três alunos, hoje todos com mais de 18 anos, não chegaram a fechar o portão da escola a cadeado. Para além disso, como contava a associação de pais na altura em que soube da necessidade de cumprimento de «serviço de interesse público», tratou-se de uma acção «que teve o apoio unânime dos estudantes, com a recusa colectiva de ir às aulas, nessa manhã». [Read more…]

Noticias boas para nós

Grécia salva da falência, não há riscos na zona euro

Peritos franceses da escola de Paris de Ciências Politicas, OFCE, como Francesco Saraceno afirmam que hoje não há risco algum de banca rota na” zona euro” , o que é uma boa noticia para os portugueses também .
O que é preciso é retirar as lições do caso grego, e isso significa que a Europa precisa de um governo económico forte .
A Grécia cuja situação vai ser desbloqueada graças à Alemanha estava em dificuldades por causa de comportamentos irresponsáveis que chegaram a levar a falsificar contas públicas, que com a crise se agravaram muito mais ,quando se viu a braços com ataques especulativos muito fortes. [Read more…]

Serviço Público

Para quem quer aprender umas coisitas de blogs e redes sociais, aqui fica um local de peregrinação obrigatória:

Fractura

Paulo Rangel, futuro primeiro-ministro de Portugal

Paulo Rangel deu hoje o sinal de partida que o levará a ocupar, em breve, o cargo de primeiro-ministro de Portugal. É auspicioso o seu futuro, a julgar pelas qualidades que já demonstrou em tão pouco tempo.
Aliás, sem querer abusar dos meus dotes adivinhatórios, presumo que Paulo Rangel, depois de alguns anos em S. Bento, será o candidato da Direita às Presidenciais de 2026. Então com 58 anos e muito fortalecido por anos e anos de Papa Mayzena, será a imagem de uma pessoa sério e com carisma. Galhofando, não querendo acreditar no que aconteceu 16 anos antes, será lembrado por ter sucedido em 2010 a alguém que enganou tudo e todos durante anos antes de cair na desgraça, prestar contas à Justiça e passar a ter de usar uma fatiota às riscas.

O provincianismo de Sócrates e Cª

„Quem falhar a primeira casa de botão atrapalha-se com o resto do abotoamento”

Johann Wolfgang von Goethe

Num seu artigo recente que recebi através da net, o Sr. José António Saraiva traz uma tese bastante plausivel que, em princípio, aceito.

De facto essa tendência de deslumbramento de pessoas nascidas na província – eu próprio nasci na provincia! – existe, mas tudo é uma questão de carácter das pessoas em questão. Assim, a grande maioria das pessoas nascidas na provincia, depois de passarem pela normal fase de deslumbramento, evoluem para pessoas úteis para a sociedade não sendo raros os casos de grandes sucessos realizados – se não tiverem problemas de carácter, claro.

Agora vamos ao essencial, precisamente ao paralogismo em que – uma vez mais – caiu o Sr. José António Saraiva. Ele, ao escrever “O PROCESSO chamado ‘Face Oculta’ tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por ‘deslumbramento’”, erra.

Em realidade as causas são bem diversas. Ora vejamos: para os tais “deslumbrados” poderem ascender “a cargos políticos de relevo” é indispensável uma coisa: poder, precisamente poder solidário, pelos menos incialmente. E este poder solidário só o podem adquirir pela mão de um sóciosistema que pelo seu comportamento linear se encontra em vias de declínio e vulnerável a pseudo-soluções.

De facto, quando então com a crescente perda do Norte se perde a habilidade de manter o necessário equilíbrio entre o ideológico e o pragmático, entre o espírito e a matéria, muitos lideres políticos mas também económicos – Globalização! – sentem-se inclinados em buscar soluções aparentemente prometedoras do tipo “mais terra-a-terra”. Muitas vezes quando essas soluções “terra-a-terra” e, sobretudo, os seus executores ganham vida própria começando a andar soltos, é tarde demais. E quando estas forças avançam, sozinhas e sem controlo eficaz, com determinados estrategemas (tácticas) e ultrapassando as elites, que em vez de determinar a indispensável ESTRATÉGIA se encontram a marcar passo sem ideia como hão-de saír do atoleiro, então um sóciosistema qualquer chega à situação na qual a UE, Portugal e o resto do mundo actualmente se encontram.

Era essa a “primeira casa de botão” que o Sr. José António Saraiva não acertou no seu artigo. Mas mesmo assim espero que o “Sol” continue a brilhar a bem da liberdade de imprensa. Isto será o caso, se finalmente as causas imateriais subjacentes aos actuais problemas forem identificadas e resolvidas correctamente. Caso contrário nos espera a imprensa “sincronizada”.

Rolf Dohmer

PS: o autor refere-se ao artigo “deslumbramento” no SOL que me dispenso aqui de apresentar

your first time

There is always a first time for all the events of life, my darling grand-daughter May Malen! This is our first time of being sick. Your parents have suffered a lot, I dare say so much! You are so little and have such a good humour, that we are not used to see you not wanting to eat, to cry all the time, day and night. So much crying, that your parents were desperate of listening to you and expecting to be morning to take to the hospital and see what was happening Dad had to work, Mum was all alone, so your Granny Gloria went with you and parents – your Dad was allow to accompany all of you until the moment of seeing you diagnosed and with less pain. You looked like this: [Read more…]

Da Emaudio à TVI


Os socialistas no poder são useiros e vezeiros na «arte» de controlar ou tentar controlar a Comunicação Social portuguesa. É curioso que, agora que se sabe os contornos exactos desse controle, seja precisamente Mário Soares a defender o primeiro-ministro, dizendo que, no seu tempo, nunca foi tão atacado como ele.
Mário Soares que esteja calado e que deixe de alardear aos quatro ventos a sua senilidade: ao lado da Emaudio, um grupo empresarial com «testas de ferro» no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais, o negócio da TVI é uma brincadeira de crianças. E nisto dos negócios esconsos, Sócrates nunca conseguiu chegar aos calcanhares de Soares.
Mais: nos tempos em que, como primeiro-ministro, Mário Soares telefonava para os Telejornais aos gritos sempre que qualquer notícia o incomodava, só havia dois canais de televisão do Estado, meia dúzia de rádios e jornais, não havia internet e podia-se facilmente comprar toda a tiragem de um livro incómodo para que ele não chegasse ao grande público.
Claro que Mário Soares não foi tão atacado como José Sócrates.

O que o povo exige

Em pleno Parlamento, Paulo Portas propôs aquilo que é há muito exigido pelos portugueses: os políticos devem ser os primeiros a tomar a iniciativa, dando o exemplo de morigeração de atitudes e abdicando de uma parte dos seus privilégios.

O presidente do CDS sugeriu o corte de salários do presidente da república, primeiro-ministro, ministros, secretário de Estado, deputados, autarcas, governos regionais e dirigentes de empresas intervencionadas.

No entanto, para que tal iniciativa seja credível, é necessário ir muito mais longe.

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Paulo Rangel ?

Eu juro que ontem à noite, quando coloquei aquela imagem do Kaos, estava longe de pensar em semelhante ultrapassagem de Rangel a Aguiar Branco pela direita e violando grosseiramente o código da estrada.

Mais iminências do trambolhão governamental

socorro

Socratistas vasculham em tudo o que é blogue uma indignaçãozita pelo viole do segredo de justiça, um vago isso não se faz. No Arrastão procuram mesmo debaixo da caixa de comentários. Em breve virá o enumerar dos blogues que ainda não se pronunciaram sobre as escutas, tomando o silêncio como tácito apoio ao governo.

últimos socorros

O Grupo Parlamentar do PS requisita todos os seus directores de jornal para a Comissão de Ética. É para alguns a altura de pagar o preço por um cargo que de outra forma nunca teriam exibido.

coimbra, sempre coimbra

Sócrates, o próprio, abriu a boca em Cantanhede. Faz questão em continuar a associar os piores momentos da sua vida a Coimbra e região. Um simbolismo que não vou aqui desenvolver mas que é do caraças, ai isso é.

Bardamerda

“Mas uma alternativa ao «socialismo» errático e sem alma de Sócrates terá a esquerda democrática e participativa, e só ela, de encontrá-la, pois é esta que está em condições de manter e de ampliar – perdoem o cliché – a tradição da liberdade. A alternativa a uma governança arrogante e sem desígnio jamais sairá das petições online e do bruá tudo-em-um daqueles, gregos ou/e troianos, que, pelas culturas políticas das quais emergem, dessa liberdade apenas retêm uma perspectiva instrumental. Sendo dela até, chegada a altura, os piores inimigos”.

Existe uma certa esquerda, autoritária, nascida nas escolas dos kolkozes e sovkhozes desta e doutra vida, que se julga dona e senhora dos princípios mais elementares da Liberdade, uma estranha noção de Liberdade por exclusão de partes. A mesma esquerda que enaltece hoje Fidel e Chávez como ontem gritava a plenos pulmões por Estaline ou Lenine.

Existe uma certa direita, autoritária, nascida à imagem e semelhança dos irmãos defensores de Mussolini e que viveu de mão dada com o Estado Novo e que se julga, quiçá por bênção divina, dona e senhora da razão. A mesma direita que…ups, já não há exemplos na actualidade que se possam comparar com os tristes espécimes do passado.

Aquela esquerda e esta direita apenas diferem no rótulo, quanto ao mais são uma e a mesma coisa. É por isso que quando leio textos como aquele que linkei no início deste post fico espantado. Pelo absurdo, pela falta de vergonha na cara. Pelo resvalar para o insulto e é insultado que me sinto ao ler esse texto, de uma certa esquerda, a mesma que referi anteriormente, igualzinha àquela outro direita referida. Que me insulta quando generaliza. Que me insulta quando me confunde. Que me insulta quando me julga sem me conhecer. Que me insulta.

Ora, não sei ser de outra maneira. Quando insultado, respondo da mesma forma. Vão bardamerda mais as vossas teorias a preto e branco, mais os vossos tiques do “nós somos os bons, eles são os maus; nós somos os garantes da Liberdade, eles são os fascistas”.

O nazismo começou por muito menos…