O governo e a oposição passam a pasta ao presidente

O Governo e a oposição estão de acordo em 99,06% do orçamento e fazem uma guerra por 0,04% ?

Estão principios em discussão e com principios não se transige? Mas alguem acredita nisso com estes políticos? O esticar da corda, tanto da parte do governo como da oposição foi até ao ponto de não lhes rebentar nas mãos. Dramatizaram tudo o que havia a dramatizar, tipo “agarrem-me que eu demito-me…”

Mas a verdade é que nunca pisaram a linha de não retorno. Não só a situação não admite recuos como ninguem perdoaria que o governo ou a oposição, deixassem o país com os graves problemas que enfrenta.

A vontade de Sócrates é largar tudo e depressa, tudo desabou, agora já não são jornalistas em campanha negra, são altas figuras e instituições internacionais a dizerem o que ele sempre negou. O país está numa crise tremenda, a dívida é mesmo um caso muito sério, o crescimento nem vê-lo.

Mas o PSD não pode deixar cair o Alberto João, ele que é um jardim, e aí está a fazer que faz mas não faz . Porque ninguem compreenderia que numa altura em que todos dizem que é preciso gastar menos o PSD queira gastar mais.

Há uma saída, para este círculo vicioso, a contento de todos, o Presidente, que veste o seu melhor fato , veta a lei das Finanças Públicas! O PS já tem o que quer, não deixar que a bola de neve cresça na cabeça dos autarcas, o PSD passou a mão pelo lombo do Jardim e o Presidente passa a tambor para os partidos e a salvador para os cidadãos.

Et voilá, continuamos é num beco sem saída no que à economia diz respeito, mas se não há dinheiro para as Finanças Locais menos há para os megaprojectos e recuam todos perante as autoridades da UE, sem perder a face.

O Cavaco Silva é que não deve gostar nada disto, embora ganhe novo mandato!

Uma mulher corta o cabelo

Talvez inquietada pelo comentário do Miguel Dias, fui cortar o cabelo.

A esperança que uma mulher deposita num corte de cabelo chega a ser comovedora. E se a operação inclui mudança de cor, então estamos a falar de um processo de quase transmutação.

O Francisco corta-me o cabelo há uns dez anos, e não precisa de grandes explicações. Basta um “não sei, queria assim qualquer coisa mais… curta” e por um processo químico, mediúnico, de metempsicose ou coisa do género, consegue decifrar, mais do que aquilo que eu quero, aquilo de que preciso.

Temos longas conversas ético-filosófico-morais enquanto a tesoura dança certeira sobre as pontas do cabelo e eu espreito, com uma inquietação que já sei disfarçar, a frenética chuva de cabelos que vai caindo sobre o chão. [Read more…]

O jargão político

Existe um instrumento linguístico, de comunicação, usado pela classe política, que se sustenta numa lógica já conhecida: quanto mais se falar de um assunto, mais se afasta o interesse por via da exaustão ou, pura e simplesmente, banaliza-se o que deveria ser importante. As pessoas ficam cansadas e desistem. Tanto mais que têm as suas difíceis vidas para viver.

Faz parte dos velhos manuais de táctica de guerra política, as duas principais manobras a fazer quando se quer pôr fim a um certo assunto incómodo: a par de uma outra: cria-se uma comissão de inquérito o mais complexa possível.

Nada de novo, portanto.

A isto, soma-se a manipulação de conceitos, de acordo com as conveniências.

E, assim, temos um jargão, usado e abusado.

Nos últimos 10 anos, nunca a classe política usou tantas vezes o termo “responsabilidade”, ora no singular ora no plural. Usou e usa sistematicamente o termo que define aquilo que nunca é devidamente apurado neste país: obrigação de se responder pelas acções próprias ou de terceiros, ou por aquilo que nos é confiado.

No entanto, não deve haver dia que não haja um político a falar de “responsabilidade”.

Como se pode ver num claro exemplo, partindo daquele mesmo termo, “responsabilidade”, sempre cheio de actualidade:

Aquando das eleições legislativas de 2005, o apelo do PS à maioria absoluta, para fazer face a “tempos difíceis”, foi insistente, e a fórmula era simples:

Maioria relativa = responsabilidade relativa.

Maioria absoluta = responsabilidade absoluta.

[Read more…]

O centralismo é mau mas nós não nos queixamos

Costuma-se dizer que à primeira caem todos e à segunda só cai quem quer e cá pelo Norte nem precisamos que nos empurrem para cair vezes sem conta nos mesmos erros.
Vem isto a propósito da linha da Trofa.
A Trofa fica a 25km do Porto (S.Bento)  (a povoa fica a 30 da estação da Trindade) e tem actualmente a passar na linha de comboio que liga porto-braga cerca de 50 (urbanos e regionais) comboios por dia e este ano ainda ficará melhor servida quando o túnel e a nova estação entrarem em funcionamento.

A Trofa já teve também outra ligação ao Porto, através da antiga linha do Porto (Trindade) a Guimarães e Fafe (derivava a partir da Linha da Póvoa na Senhora da Hora), essa linha foi parcialmente fechada (Guimarães-Fafe) em 1990 . Em 2002 (em conjunto com a da Póvoa) foi encerrada totalmente para ser reconvertida em parte para o Metro do Porto com a promessa que seria posteriormente reactivada até à Trofa (actualmente fica no ISMAI-Maia).

Estamos em 2010, conhecemos as criticas que a linha da póvoa tem recebido, no entanto seguimos em frente.
Claro que poderiamos pegar no dinheiro que se vai torrar nessa linha e criar um sistema urbano de transportes que alimentasse ainda mais a infraestrutura já existente, por exemplo com a introdução de autocarros com percursos urbanos na zona da trofa e arredores que ligassem directamente às diferentes estações da linha porto-braga.
Mas não, temos que cumprir as nossas promessas, porque como sabemos todos os politicos cumprem sempre literal e estritamente todas as suas promessas.

Períodos de céu muito nebulado aguaceiros fortes em S. Bento

Há dias assim, chovem escutas do processo Face Oculta, ou melhor, do processo que não nasceu desse processo, onde magistrados encontraram indícios de

de um plano governamental para controlar a comunicação social,

ao que altos magistrados responderam não haver crime nenhum, e é justo, nunca um governo de Portugal deixou de tentar controlar tudo o que comunica e foi judicialmente acusado por tal.

Dias em que pelos lados das Caldas se encontrou uma casa de apoio da ETA, e como vivemos num país de brincar a fonte de informação da polícia é divulgada pela comunicação social, lá está, o governo devia controlar estas coisas, promovendo por exemplo os seus bloguéres oficiosos a coronéis censores, isso é que era, publicar os mailes dos jornalistas do Público sim, conversas de Vara não, que como diz o seu advogado torna tudo tão ridículo com as cartas de Pessoa à Ofelinha.

O tempo não está bom está mau para manifes, como a da Função Pública que hoje atravessa Lisboa, “uma forma de chantagem” diz um tal de Castilho dos Santos, secretário de estado do Marcelo Caetano, ou Sócrates, tanto faz, um tipo que acusa os sindicatos de terem

um discurso “passadista, retrógrado e conservador”.

e está certo, sindicatos prafrentex pediam redução salarial e carreira congelada, embora hoje me pareça um dia menos frio que o de ontem, em que o ministro das Finanças andou a ameaçar a oposição por causa de uns trocos para a Madeira, sim, de uns trocos, o grosso do Carnaval funchalense tem sido pago todos os anos, quer chova, quer faça Sol.

O país está em alerta, de acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia. Eles é que sabem.

Faltam 431 dias para o Fim do Mundo

Enquanto lá fora vamos conhecendo a realidade económica nacional, nós por cá continuamos a discutir casos judiciais. Não que estes sejam menos importantes que aqueles mas a situação está a ficar negra, muito negra e a verdade é só uma:

Os nossos dirigentes máximos não são capazes de governar o país. Se isto fosse uma empresa privada e um país civilizado, já estavam todos ou em casa ou na cadeia…

A Revolta de Fevereiro de 1927 – Lisboa – a «Revolução do remorso» (Memória descritiva).

A partir de 5 de Fevereiro de 1927 começaram a verificar-se em Lisboa greves e agitação nos meios operários, solidários com os revoltosos do Porto. Os trabalhadores, pelo menos os mais politizados, sentiam-se revoltados com a imobilidade dos militares que, sabendo o que se estava a passar no Porto, salvo raras excepções, se mantinham nos quartéis. Operários socialistas, anarquistas, comunistas, de uma forma geral, organizados na Confederação Geral dos Trabalhadores, incitaram os militares a sair para as ruas.

Na verdade, o que estava planeado era que, 12 horas depois do levantamento militar do Porto, a revolta deveria eclodir em Lisboa, onde as unidades militares apoiadas por civis enquadrados pelas organizações operárias e democráticas, deveriam boicotar o envio de reforços às tropas governamentais no Norte, e imobilizar o aparelho militar e repressivo, dando tempo a que se consolidasse a situação no Porto o movimento se estendesse a unidades de outras regiões. Nada disso aconteceu [Read more…]

Escutas de Sócrates: O juiz será louco?

«Das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias.»
Leiam bem por favor. Leiam bem e respondam: um juiz que não está louco escreveria um despacho destes?:
«Das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias.»
Já leram? Se o juiz está louco, internem-no. Se não está, façam alguma coisa. E voltem a ler isto só mais uma vez:
«Das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias.»

Clara Pinto Correia – A alma e o embrião


Na tertúlia de que já aqui falei (ver Tintaralela de Luna), hoje foi a vez da Prof. Clara Pinto Correia nos falar sobre um tema fantástico, que é discutido desde os Egípcios que, aliás, até fixaram um prazo para a alma entrar no embrião! Dez dias!

Antes de tudo, tenho que dizer que a Clara é uma mulher extremamente simpática, sem ponta de peneiras, que ouve e dialoga como fazem todos os que estudaram e sabem muito.

Aristóteles começou por abrir uma janelinha no ovo da galinha e foi comparando o que acontecia ao embrião nos diversos ovos, tendo percebido que eram iguais até uma certa altura e depois começavam a divergir e a modificarem-se, a que atribuiu a entrada da “alma” no embrião.

Grandes nomes da filosofia e da ciência estudaram esta questão que continua sem resposta, como ficou bem patente na discussão do aborto, há ou não ali um ser, ou é apenas um conjunto de células..

A dissecação de cadáveres veio, mais tarde, postular que a alma afinal vivia no coração (até que foi descoberto o funcionamento do coração e a circulação sanguínea) ou noutros órgãos do corpo como na cabeça.

A regeneração, capacidade que alguns animais têm , veio dar um contributo enorme a esta questão quando se percebeu que a calamandra, por exemplo, ou o ouriço do mar, eram capazes de  continuar a fazer a sua vida mesmo depois de lhes ser cortada a cabeça ou o rabo. É caso para dizer que “vendem a alma ao diabo”.

Com Santo Agostinho , S. Tomás de Aquino e Sta Ildegarda, chegamos ao conceito da origem sobrenatural da alma, o que desde logo esbarra com o conceito do “pecado original”,  pois difícil é compreender que sendo o “ser” de origem divina possa carregar o pecado.

Com o advento do microscópio, cada vez mais potente, percebe-se a existência de uma vida até ali desconhecida, infinitamente pequena, e que começa a responder e a dar significado a questões até aí desconhecidas, como a existência do espermatozóide que o homem ejacula aos milhares de cada vez, mas que só um se transforma num ser com alma. Perdem-se os outras milhares de almas com os espermatozóides que perderam a corrida?

E Clara Pinto Correia termina com humor mas que é também uma verdade científica: se a alma entra no embrião no momento da união então só pode ser pelo ânus, que é, nos vertebrados, o início da vida!

PS: é um resumo, necessariamente incompleto, de uma bela aula que quis partilhar com os meus leitores.

Apontamentos do campo (7)

(Ponte de Lima)

Eu vi um Sapo…

Ó meu Sapo, sapinho, cada vez mais pequenino, andas bastante mauzinho.

Foi o teu chefe que te mandou coaxar baixinho para os dele e alto para os outros?

Será que só eu notei que tu, meu sapinho, apenas linkas quem no Crespo bate sem ser de mansinho?

Ai sapo, sapinho que tu andas aflitinho e só ouves a voz do dono? Será bicho, será medo? Gente não é, certamente. Bichano, bichinho, não sejas tontinho, faz por cumprir, nem que seja de vagarzinho, as regras do joguinho e sê plural, pois todos nós, até o Crespo, pagamos o teu salário e não é pouquinho.

Será a PT, será o nosso Primeiro? O que será que te faz mansinho para o Poder e tão bravo para a Oposição? É que sabes menino, ou será menina?, nós andamos atentos e não aventamos injustamente mas que só vimos linkados os maledicentes, ai isso vimos, (com estes olhos que a terra há-de comer) que o diga o mártir Crespo.

Ai Sapo, sapinho, vê se ganhas juizinho e não te esqueças nunca que há amanhãs que cantam a Paz, o Pão e a Liberdade e nesse dia podes ter de ir de carrinho…

O país merece…

O SOL …quando nasce é para todos – II

Ora então, vamos lá ver: quantos são, quantos são?

Despacho do juiz do processo Face Oculta refere:  “das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias”.

E ainda: tentativa de condicionar o Presidente da República. Assim lido, de relance, assiste razão ao Procurador:

É destruir tudo, rapidamente e em força!

Morreu o Libânio do Sporting


Diz quem o viu a jogar que foi um dos maiores guarda-redes do futebol português.

São Jacinto – Ria de Aveiro

Chaves dá um cheirinho a Taça ao Paços de Ferreira

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/sjgHvF1eDZZsMsCgeSaJ/mov/1

O Desportivo flaviense eliminou o Paços de Ferreira da Taça de Portugal, competição onde a Comissão Disciplinar da Liga não interfere. Um cheirinho a Taça, num jogo que se decidiu nos primeiros 10 minutos.

O SOL …quando nasce é para todos:

A publicação de escutas está na moda:

O Túnel Italiano

Olha, olha, o Mourinho foi multado (será que o Sócrates também vai ser multado por ter feito o mesmo?) pelo valor da gorjeta que costuma deixar no seu restaurante preferido de Milão. Afinal, o menino da foto já faz escola e internacionalmente. Aqui está um produto para exportar. Rapidamente e em força, sem regresso à casa da partida.

Non-sense

momentos nos quais se abate em mim a certeza que anda tudo doido, de um lado e do outro da barricada…

No limiar…

O Ministro das Finanças afirmou na conferência de imprensa: «há linhas que não podemos transpor; esta é uma delas».

Por momentos julguei que se estava a referir às palavras do PM no tal almoço cujo tema foi o Mário Crespo.

A Culpa é Minha, Devo Estar a Ver Muito Mal a Coisa

.
OS ALUNOS DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIO REALIZAM DIA DE “LUTA NACIONAL”
.

Devo começar por dizer que nada me move contra a juventude Portuguesa, e muito menos contra os estudantes em geral, e então se forem dos mais novos, tenho por eles um carinho muito especial, uma vez que dos meus filhos, um ainda está no ensino básico e outro acabou de sair do secundário. Tenho ainda dois sobrinhos no ensino secundário. Devo ainda acrescentar que entendo que todas as pessoas têm o direito a manifestarem as suas opiniões e o seu descontentamento.

Nesta primeira quinta-feira de Fevereiro, os putos de seis, sete, dez, doze, dezasseis anos etc., que frequentam as escolas básicas e secundárias de Portugal, estão em luta.

Cheios da sua (deles) razão, os miúdos e miúdas querem um estatuto de aluno “inclusivo”, seja lá o que isso quer dizer, e querem mais investimento nos estabelecimentos de ensino. Têm nesses pontos a minha total solidariedade. Se se não reivindica, o governo que nos tem desgovernado, e os que o antecederam em nada foram diferentes, nada fazem, assumindo que tudo está bem e de perfeita saúde.

Mas não se ficam por aqui, embora o devessem, pois que já seria bastante para poderem protestar e estar em luta. Os meninos e as meninas das escolas do ensino básico e do ensino secundário querem também o fim dos exames nacionais, e já agora também o desaparecimento da figura dos directores, exigindo ainda a “efectiva aplicação da educação sexual nas escolas”. Aqui, já não entendo a posição destes jovens. Fim da avaliação nacional porquê? Fim da figura da autoridade porquê? Efectiva aplicação da educação sexual nas escolas porquê? Sem avaliação e sem autoridade não se vai a lado algum, e quase não há professor algum capacitado verdadeiramente para ministrar educação sexual, pelo que a sua implementação é o que se vê e seria um total e completo desastre.

Não são pecos a pedir, nem tão pouco a reivindicar ou a exigir. Os putos pensam que sabem bem o que querem, tendo nascido já com todas estas capacidades de luta. A juventude é assim, eu sei, mas esta, só se mostra desta forma por falta de orientação, sempre necessária na formação de qualquer jovem. E os pais e encarregados de educação, de uma maneira geral, deixaram já há bastantes anos de orientar ou de o querer fazer (dá realmente muito trabalho e cerceia a liberdade de cada um), desligando-se da boa formação dos seus educandos.

E já agora, com um pouco de sarcasmo, não poderiam também, na delegação nacional de associações que promove esta luta, incluir os alunos dos infantários?

E se a gente lhes ralhasse? E umas puxadelas de orelhas, e umas sapatadas no rabo, não?

Ai se o ridículo matasse, ou aleijasse, ou se pelo menos se notasse à primeira vista!

Realmente eu devo estar a ver muito mal a coisa.

Prioridades…

Se o Turismo de Portugal não pode apoiar Álvaro Parente, então não se tinha comprometido.

Se se tinha comprometido, então teria de ir até ao fim com a palavra dada. Já sei que me vão dizer que Portugal está em crise e o Turismo de Portugal não pode entrar em loucuras. Pois não, mas nos aviões em Lisboa, já pode. A Fórmula 1 são 8 a 9 meses de exposição mediática. Os Aviões são 8 a 9 dias. É uma questão de prioridades e de boa gestão.

Se calhar, eu sei lá, preferem apoiar o Eros em Gondomar, os aviões em Lisboa e as viagens do….cala-te boca!

Nem Maquiavel faria melhor…

A estratégia de José Sócrates é simples: conseguir a tudo o custo a queda do Governo entre Março e Junho, ir a eleições e conseguir uma nova maioria absoluta. É assim que se explica toda esta polémica comezinha por causa de 50 milhões de euros.
Agora, a estratégia passa por pôr a «batata quente» no Presidente da República: ou veta a lei, ou vai haver consequências políticas graves. Ou seja, se se demitir a culpa é dele.
A chamada de Manuela Ferreira Leite a S. Bento, num momento em que até Jaime Gama já abandonou o seu papel de imparcialidade, inscreve-se em todo este cenário.
Brilhante! Nem Maquiavel faria melhor…

O governo ainda não caiu, mas é já a seguir

O Governo e o estado em que conduz os negócios do estado, imagens exclusivas e mesmo inclusivas.

Estavámos à beira do abismo

será que vamos dar o passo em frente?

Ferreira Leite sai de reunião com Sócrates sem prestar declarações

A Turquia muçulmana na UE cristã?

A Turquia poderá integrar-se na União Europeia?

Poderá um país não cristão ser considerado europeu?

A Turquia, em 1964, firmou um acordo de associação com a Comunidade Económica Europeia (CEE), com impacto sobretudo no campo económico. Desde então, recorrentemente, vem à baila o tema da sua integração como membro de pleno direito. Mas esta ideia tem encontrado oposição de sectores influentes, incluindo responsáveis da União Europeia (EU), não apenas de sectores abertamente conotados com o racismo e a extrema direita.

Com efeito, a oposição à integração da Turquia é bastante forte e variada. A mais significativa é sem dúvida a dos sectores tradicionalistas. Um das figuras proeminentes desta oposição tradicionalista é com efeito o recém eleito Presidente do Conselho Europeu, o belga Herman Van Rompuy. Este político democrata cristão, profundamente católico, que ocupou durante um ano o cargo de primeiro ministro do governo do seu país, quando estava ainda nas bancadas da oposição terá afirmado ser impossível a integração da Turquia na União Europeia, por ser um país maioritariamente muçulmano, e a Europa ter uma matriz cristã. E responsáveis turcos dizem que foi a proximidade das suas posições com as do presidente francês Sarkozy e da chanceler alemã Ângela Merkel, incluindo no que respeita à admissão da Turquia, que fez com que apoiassem a sua nomeação para o cargo1. [Read more…]

É assim tipo angústia para o jantar

Sócrates chamou Manuela. Manuela vai a S. Bento. Querem ver que o PS já tem orçamento para a próxima campanha eleitoral?

O negócio e os inúteis

A empresa canadiana "Creative Classics" sabe que o segredo do negócio pode estar em aproveitar o momento. Por isso, criou um conjunto de 12 bolas de golfe que trazem a imagem de 12 das 19 possíveis alegadas amantes do golfista Tiger Woods.

golfe-0402

O conjunto básico custa 44,95 dólares. Nos primeiros três dias, a empresa já facturou 40 mil dólares com venda do conjunto de bolas de golfe.

Isto sim, é negócio. Isto é saber estar no mercado certo no momento certo. Isto é produtividade, ao contrário dos endinheirados inúteis que jogam na bolsa ao sabor do sopro dos ventos.

O PS não quer limites ao endividamento da Madeira

O CDS apresentou uma proposta para limitar anualmente o endividamento da Madeira.
O PS votou contra.
Logo, o PS é contra os limites do endividamento da Madeira.

Ser estrangeiro

Normalmente referimos o conceito de estrangeiro, quando mencionamos um ser humano que não é da nossa nacionalidade, uma pessoa que não é da nossa cidadania, que não tem os mesmos direitos que os outros nascidos dentro de uma mesma Nação.

Quem leia este texto, está, certamente, a pensar que defino pela negativa. Pela positiva, seria: estrangeiro é um cidadão de outro Estado ou Nação, que visita a nossa.

Contudo, esta ideia não me satisfaz. Há inúmeros estrangeiros, até dentro do nosso Estado, referidos como nossos compatriotas. Mas o conceito, ou a prática que lhe está associada, é mais subtil. Pode ser estrangeiro dentro da sua própria terra quem se comporta de maneira diferente dos seus. Não podemos esquecer que vivemos dentro de países de diferentes classes sociais.

Cada classe tem hábitos e costumes que as qualifica. Normalmente, há a classe dos que tudo têm e alugam força de trabalho entre aqueles que possuem apenas os seus braços e família para ganhar a vida. Esta última situação passou a ser a forma mais habitual de se ser estrangeiro. As pessoas são tratadas hierarquicamente, pelo nome e por tu. Se é de um grupo de posse, as pessoas são tratadas com reverência e simpatia. Especialmente se provêem de Nações poderosas, se são educados em colégios ou universidades privilegiadas, são, então, tratados com respeito, cerimónia e ouvidas como se falassem uma linguagem especial.

No meu caso pessoal, sinto-me estrangeiro porque tudo o que faço, parece estar desalinhado com as formas, que nunca mais consigo aprender, nacionais de ser; porque a História nunca mais é aprendida, porque falamos com sotaque ou temos horários diferentes e hábitos não definidos dentro da cultura do país que visitamos mas, às vezes, como é o meu caso, dão-nos a grande honra da concessão da cidadania. [Read more…]