4 de Fevereiro de 1961 – Acontecimentos de Luanda

Na Madrugada do dia 4 de Fevereiro de 1961, grupos de guerrilheiros angolanos, comandados por Neves Bendinha, Paiva Domingos da Silva, Domingos Manuel Mateus e Imperial Santana, num total de cerca de duzentos homens, armados com catanas, desencadearam uma série de acções na cidade de Luanda,

Um desses grupos montou uma emboscada a uma patrulha da Polícia Militar, neutralizando os quatro soldados, tomando-lhes as armas e as munições. Com o objectivo de libertar os presos políticos, assaltaram a Casa da Reclusão Militar, o que não conseguiram.

Outros alvos foram a cadeia da PIDE, no Bairro de São Paulo e a cadeia da 7ª Esquadra da PSP, onde havia também presos políticos. Tentaram igualmente ocupar a «Emissora Oficial de Angola», estação de rádio ao serviço da propaganda do Estado.

Nestas acções, morreram quarenta guerrilheiros, seis agentes da polícia e um cabo do Exército Português, junto da Casa da Reclusão.

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), considera o 4 de Fevereiro como data do início da luta armada em Angola. No entanto, na origem desta rebelião esteve o cónego Manuel Joaquim Mendes das Neves (1896-1966), mestiço, natural da vila do Golungo-Alto, missionário secular da arquidiocese de Luanda, o qual não estava ligado ao MPLA.

(Fonte; BRANDÃO, José, «Cronologia da Guerra Colonial», Prefácio Editora).

Juros da dívida duplicam

Todos sabiam mesmo os que andaram a dizer a Sócrates o contrário, mas os juros constituem uma ameaça séria para o desenvolvimento da nossa economia.

É dinheiro que sai e que se subtrai ao PIB que não cresce, o que representa o rendimento nacional cortado de uma fatia cada vez maior.

A UE já não está com meias e aponta-nos como um grave problema e enrola-nos com a Grécia, a Irlanda, a Espanha , e a Itália,  estas duas últimas com capacidade de sair do problema muito maior do que nós.

É este país, na bancarrota, que tem um primeiro ministro que nos andou a vender, como saída para a crise e para o desenvolvimento, os megaprojectos que se pagam com empréstimos cujos juros duplicaram e que vão continuar a subir, basta ouvir o “ganir” das empresas de “rating”, as mesmas que falharam estes anos todos e que não perceberam nada de nada do que iria acontecer.

De “business as usual” está aí de volta como se nada tivesse acontecido, uns enriqueceram loucamente, outros (a esmagadora maioria) além de mais pobres vão pagar tudo, e tarda que os governos apresentem firmes políticas prudenciais.

Bancos mais pequenos e separados em comerciais e em investimento, penas pesadas para quem rouba e defrauda quem o seu dinheiro lhes confia.

Cá no país, como se vai vendo, não acontece nada. O que vemos é os banqueiros a queixarem-se que vão pagar mais impostos, a ameaçar que se vão embora. As medidas a tomar para controlar a ganância têm que ser a nível global tal qual as falcatruas!

Eu pago para que políticos, banqueiros e gestores das empresas públicas se vão embora!

Faltam 432 dias para o Fim do Mundo…

# A relação deste governo com a Comunicação Social merece um estudo académico aprofundado. Começou por ser uma relação profissional ao ponto de a oposição considerar que Sócrates era bom, apenas e só, na forma como “comunicava” e lidava com ela. Hoje, após tantos e tantos choques, verifica-se o oposto: Sócrates lida mal com a imprensa e quer implementar uma verdadeira censura selectiva. De Manuela Moura Guedes, passando pelo Público e terminando em Mário Crespo, fica a questão: O que mudou?

# Nos últimos anos e de forma recorrente, a denominada “noite do Porto” enche páginas e páginas de jornais, abre noticiários televisivos e inunda fóruns de rádios. Do crime sem castigo, passando por actos de verdadeiro terrorismo e terminando na condenação de Bruno Pidá, tudo serve para mostrar que algo vai mal na noite do Porto e que muitos se julgam acima da Lei e a viver em total impunidade. Até quando?

# A Bolsa ou a Vida podia ser o título de um filme português. Vi na cara de um amigo o pânico típico do jogador de bolsa em dias tristes e cinzentos como o de hoje. Será que ninguém, a começar pelos homónimos de terras do Tio Sam, aprendeu com a recente crise bolsista?

Lagos, Claustro fobias

Conheço o autor mas, como ele não se identifica no blogue, não sou eu que o vou fazer. Digo apenas que é bloguer há vários anos, com actividade repartida por vários poisos, homem de muitos interesses, fotógrafo de profissão. Mora em Lagos, cidade em torno da qual giram grande parte dos seus blogues e da sua obra fotográfica, tendo construído um enorme acervo de imagens da região, dos seus habitantes e acontecimentos. Quanto ao resto, deixo-o apresentar-se a si mesmo:

“Em seis anos reuni seis visitantes habituais, outros tantos curiosos que passam, e um crítico singular e rústico, dos que destilam ódio pelos poros, daqueles que denunciam os pseudo-intelectuais, sabem?! Em suma, um caga-lérias que escreve e, escrevendo, envergonha os utilizadores da língua portuguesa maltratando-a em qualquer plano: semântico, lexical, morfológico. É um tosco, um imbecil incapaz de escrever um parágrafo simples com uma sintaxe aceitável. E se o que escreve fosse, ao menos, interessante… Não é, mas escreve. E eu dou-lhe o estímulo, porque cada um escolhe o seu animal de estimação. Rosna bobi, rosna.”

Verrinoso – mas não só –   local – mas não só –    claustro fóbico – mas não só –   eis o

A Verdade da Mentira

Eu recebi este texto por mail, de mão amiga, e hesitei na sua publicação. Porém, o texto não é ofensivo nem é mentiroso.

É preciso repetir até à exaustão que até ao dia 2 de Fevereiro de 2010, o Benfica não conseguiu atingir a liderança da Liga, apesar de todas pressões legítimas e ilegítimas sobre a Comunicação Social, o Braga e a Liga.

Mas no dia 2 de Fevereiro, uma vergonhosa maquinação da Liga de Clubes afasta 2 dos principais titulares do Braga. Vandinho é castigado por “tentativa de agressão” que não consta dos relatórios dos árbitros, da polícia, dos delegados da Liga e que é desmentida por todos os intervenientes excepto os ligados ao Benfica.

Mais: Vandinho é castigado por aquilo que as imagens desmentem. Como o vídeo mostra, Vandinho foi empurrado pelo treinador adjunto do Benfica e acaba castigado com 3 meses de suspensão por não ter feito nada. É inacreditável não é?

Regista-se para memória futura que há uma campeonato que acaba em 2 de Fevereiro de 2010. A vergonha, a desfaçatez e a fraude é o que conta a partir de agora. Não calaremos a indignação!

É PRECISO TRAVAR ESTA MENTIRA!

Xenofobia / desenvolvimento

Recebi, já por segunda vez, um texto algo xenófobo que passo a comentar como segue:

Deixem-me ver se ( desta vez) me faço entender…

O princípio é sempre: cá se fazem, cá se pagam! Quem se queixa de uma situação, que procure a responsabilidade em primeiro lugar junto de si próprio. O texto abaixo referido pode constituir uma válvula de escape para dar um certo alívio mental aos menos esclarecidos mas não resolve os problemas.

Quem se porta como a União Europeia se tem portado nos últimos 40 anos (subvencionismo, egocentrismo), cria este tipo de atracção fatal sobre outros povos que ficando cada vez mais pobres por causa do comportamento da UE, se abeiram às nossas fronteiras para dar o salto. [Read more…]

Rochedos

A estupidez dos homens

O titulo está certo, refiro mesmo à estupidez dos homens enquanto género e não como habitual sinónimo da humanidade.
Não quero dizer que o género feminino não contribua com alguma coisa neste concurso de qual dos géneros melhor representa a estupidez, mas nós somos imbatíveis.
E basta ver o filme Ágora para perceber isso, desde a estupidez do incitamento à violência, à estupidez da resposta nos mesmos termos.
Da estupidez que alguns executantes da religião praticam à estupidez de quem o segue “acefalamente”.

O Ágora não é de facto o Fabuloso Mundo de Amelie, o filme a que podemos recorrer sempre que queremos acreditar na bondade das pessoas, é aliás o oposto, será essa talvez a sua principal virtude…

Chantagem de Sócrates: Oposição não pode ceder

A Oposição não pode ceder às chantagens do Governo Sócrates. Se ao fim de meia dúzia de meses já se fala em demissão, então a situação já ultrapassou todos os limites do absurdo.
Já se sabe que a Sócrates interessa um cenário de eleições antecipadas. O PSD está esfrangalhado e a hipótese de repetir a primeira maioria absoluta é por demais tentadora. Para além disso, a Assembleia só pode ser dissolvida entre Março e Setembro, porque depois vêm as Presidenciais. O momento actual vinha mesmo a calhar, mas convenhamos: esteja-se de acordo ou não com a Lei das Finanças Regionais, não é motivo – nem aqui nem em nenhuma parte do mundo – para levar à queda de um Governo.
Entretanto, a crise económica e financeira não dá mostras de abrandar, a Bolsa de Lisboa despenhou-se e o desemprego atinge valores vergonhosos. Nada que preocupe José Sócrates, apostado nas obras públicas faraónicas e nas mesquinhas intrigas palacianas em que se especializou desde que saiu da Covilhã.

Os custos das contas, o Conselho de Estado e o cantando e rindo

Depois das eleições e das manobras do Orçamento do Estado, começam a aparecer as facturas de sucessivas incompetências e mentiras: a bolsa portuguesa caiu a pique por reacção às contas públicas.

Por cá há quem esqueça que se pode enganar muita gente ao mesmo tempo, mas não se engana toda a gente. E enganar os de fora é mais complicado, e os custos sobem, tal como os juros, e nem os parceiros perdoam.

Por cá temos teatro institucional, representado em nobres palcos, como o do Conselho de Estado. A preocupação da elite da República não está na dívida pública e nos seus asfixiantes custos, nas quedas de encomendas ou nos perigosos sinais de asfixia da liberdade de expressão. Nada disso. É  antes com uma crise de ameaças provocada por quem não parece querer governar aquilo que ajudou a criar.

Podiam, já agora, debater o estado do tempo, que, também, merece cuidados, a pôr o país em alerta.

Certo é que o melodrama vai continuar, por outros palcos, qual trupe itinerante, porque é necessário reforçar o circo quando escasseia o pão. Ainda que se dê ares que dinheiro não é problema.

A Revolta de Fevereiro de 1927 no Porto – 2 (Memória descritiva)

Parlamentários dos revoltosos, o comandante Jaime Morais e o major Severino, vendados, a caminho do quartel-general do Ministro da Guerra, tenente-coronel Passos e Sousa, instalado num prédio da Avenida das Devezas, em Gaia.

Como já disse, as operações de cerco aos revoltosos eram dirigidas pessoalmente por Passos e Sousa, ministro da Guerra e pelo coronel João Carlos Craveiro Lopes, pai do futuro presidente da República, Francisco Higino Craveiro Lopes. Um dispositivo que ia, a cada hora que passava, sendo reforçado pelo afluxo de tropas, transformou o centro da cidade ocupado pelas tropas rebeldes numa zona onde nada podia entrar ou sair.

Com as atenções focadas em Lisboa, onde o movimento parecia finalmente arrancar, os revoltosos resistiram durante os dias 5, 6 e 7 de Fevereiro à crescente agressividade das ofensivas lealistas, mas à medida que as horas passavam e as munições se iam esgotando, ia aumentando o número dos que entendiam que a rendição era inevitável Preocupado com o que estava a acontecer, Raul Proença regressou a Lisboa na noite de 6 de Fevereiro para pedir auxílio e para tentar activar a já desencadeada revolta na capital.

Pôde verificar que, ao contrário do que se pensava no Porto, apenas tinha havido movimentações de trabalhadores greves e agitação, movimentos de solidariedade com os democratas portuenses. A tropa continuava nos quartéis. Em Lisboa a agitação alimentava-se com a solidariedade para com as vítimas de uma tragédia, verdadeira, mas pintada com cores catastrofistas. No Porto, a resistência ia buscar forças à ilusão de que em Lisboa a revolta ia de vento em popa e que em breve a ajuda chegaria. Segundo parece, os resultados da viagem de Raul Proença foram esclarecedores, mas nulos. [Read more…]

Braga afastado – a ousadia paga-se!

O Sporting Clube de Braga foi derrotado na taça de Portugal pelo Rio Ave. O afastamento de Vandinho e Massoró é cirúrgico, foi como partir a espinal medula a um ser vivo. Não anda mais.

Assim não vale! É batota !

PS: o meu falecido pai dizia que tinha um grande desgosto por eu ser do Benfica…

Apontamentos do campo (6)

(Quinta pedagógica de Pentieiros, Ponte de lima)

RTP Memória

Uma das grandes vantagem de ser benfiquista é poder apreciar a relevância do serviço público prestado pela RTP Memória nos últimos anos. A piada repetida até à exaustão de que era o único canal onde se podia ver as vitórias do glorioso, nunca causou em mim qualquer rebuço. A memória do passado épico é sempre bem mais confortável que a angústia de um presente penoso. Lembro-me de um sketch da Maria rueff com o taxista Zé manel, que parado na postura se entretinha a ouvir uma gravação do relato dos 3-6 de Alvalade festejando os golos como se de uma transmissão em directo se tratasse. Comigo passa-se rigorosamente o mesmo quando calha a RTP Memória transmitir num diferido de décadas qualquer jogo épico do Benfica. Festejo os golos como se nunca os tivesse visto, com a vantagem de que sei que vamos ganhar. Jogos como o de Leverkusen, o do Londres contra o Arsenal. O mais recente no Dragão, nos dois golos do Nuno Gomes. E é claro, o dos golos do César Brito no velho pardieiro das Antas.

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As interpretações dadas, na época, às causas do terremoto de 1 de Novembro de 1755 #3

Comunicação apresentada à Classe de Ciências da Academia das Ciências de Lisboa, na sessão de 29 de Outubro de 1987 pelo Académico efectivo Rómulo de Carvalho (também conhecido como António Gedeão).
Continuação daqui

Analisando as opiniões dos diversos autores setecentistas sobre a génese dos terramotos, recolhe-se a impressão de que todos eles dizem a mesma coisa embora, na aparência, se mostrem em discordância entre si, desfavorecendo certos pormenores e enaltecendo outros. Na verdade reconhece-se que é o fogo que em todas as teorias expostas se apresenta como o elemento indispensável à eclosão do abalo de terra, ou actuando directamente ou inflamando as terras combustíveis ou vaporizando a água ou dilatando o ar. Acreditava-se na existência de um fogo, contido nas tais cavernas denominadas pirofilácios, que poderia comunicar, através de uma rede de canais subterrâneos, com as cavernas onde se continham os outros elementos, e nelas provocar os seus efeitos. Mas, que poderia ser esse fogo? Não seria ele o próprio Inferno de que fala a Sagrada Escritura? Veríssimo de Mendonça, irmão do autor da História Universal dos Terremotos, não tem hesitações a esse respeito: «He sem duvida,» – escreve – «que no centro da terra há o fogo do Inferno, que tantas vezes nos lembra a Escriptura Sagrada. E ainda que este fogo seja destinado para o tormento das almas dos condemnados, e eterna satisfação das Divinas offensas, sempre he verdadeiro fogo, e da mesma natureza, que o elementar; bem que pela matéria sulphurea, e betuminoza seja mais denso, e abrazador». [Read more…]

Porto

FUTaventar # S. L. Benfica 18

Por volta das nove entrei no meu local de trabalho. Almocei entre as 13h30 e as 14h30. Saí do trabalho lá por volta das 21h05. Fui para a reunião de pais da escola do meu pequeno.
É por estas e por outras que o Aventar é fundamental! O resumo da bola está aqui.
Nota: a mim, que nada sei, todos criticaram por não deixar um clube em paz nos posts sobre o benfica… Agora é o que se vê!

1-0

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/TFFZ8RgrihILCswzISLJ/mov/1

2-0

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/SIVWH4izo0h130HL1l96/mov/1

3-0

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/Ryb2irq7NyeNrqAkY6nE/mov/1

O Estado do Sítio

Ao que parece Cavaco impôs a sua lei e o país volta à normalidade. Agora o Governo terá de inventar outra crise artificial para disfarçar os tiros no pé constantes, vulgo censura na comunicação social.

O que vale é que o clube do regime já está em primeiro. É certo que com um jogo a mais, 2 jogadores a menos no F.C.P. e outros tantos retirados ao S.C.Braga e com o principal ponta de lança dos mouros colocado na liga (o menino da foto).

Assim vamos, cantando e rindo…

Ribeira de Gaia

Fair-play? Não, benfica-Leiria – Golos:

Pois é, o benfas com todas as ajudas e mais algumas, tendo como principal jogador o artista batoteiro da fotografia (ver mais em baixo) já está em primeiro. Bem sei que com um jogo a mais mas o historial deste artista da Liga já nos habituou a todo o tipo de batota e, se for necessário, acaba já o campeonato só para garantir o título.

Já que o benfas vai ao colinho, ao menos que o assumam de vez e acaba o campeonato já! Caso contrário, ainda se arriscam a deixar mal o catraio da Liga…

É isso e o Ferguson que teve o desplante de comparar o Ronaldo com o melhor dos melhores, o grande Cantona!

Os golos:

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Coisas…

E uma vez mais, manda quem pode, obedece quem deve. Isso e o imparável caso Crespo.

Isto era impossível em Portugal…

…pois o nosso futebol é só batota:

Porque fogem os portugueses ?

A emigração volta aos números dos anos 60, agora para Espanha e Inglaterra, Suiça ou Andorra e, tambem, Angola e outros países africanos e asiáticos.

Para além do desemprego, ou melhor da falta de oportunidades de emprego, os melhores níveis salariais tambem são um chamamento. Muitas vezes saem temporariamente, para prestar serviços específicos e de duração limitada – na construção civil, no turismo, na agricultura.

O que é novo e preocupante é a saída de cérebros, estamos em terceiro lugar na lista da OCDE, quase 15% da população qualificada está a viver no estrangeiro.

Há algumas esperanças, como sejam a abertura de novas unidades de investigação e laboratórios associados que  cresceram de 8 000 para 12 000 e temos ainda a Fundação Champalimaud, o Instituto Fraunhofer, o Instituo Gulbenkian da Ciência, o Laboratório Ibérico da nanotecnologia…

Mas a fuga continua, mais de cem licenciados por mês abandonam o país por falta de oportunidades de trabalho.

Um pântano espantoso

tough-guy

Foi domingo, na South Perton Farm, perto de Wolverhampton, Inglaterra. A 24ª edição anual do Tough Guy Challenge (desafio do homem forte). A iniciativa é descrita como “o mais seguro modo perigoso de experimentar a capacidade dolorosa física e mental do mundo”. Por aqui já se vê a parvoíce da iniciativa.

Este ano, mais de cinco mil homens e mulheres participaram no evento. Antes de partir para o terreno, tiveram de assinar uma declaração de responsabilidades assumindo que “é a minha sangrenta culpa estar aqui”. O ‘aqui’ é um percurso que inclui uma descida de ribanceira, correr numa área repleta de fumo, passar por um campo coberto de arame farpado, por dois ou três charcos de água enlameada, por um lago sujo, por um lago gelado, caminhar por entre fogo, entre outros obstáculos absurdos.

Cerca de 600 participantes não concluíram o percurso, este ano. Desistiram. Uns por umas coisas outros por outras. Não interessa. O grande mistério estará em saber porque participaram.

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De Novo A Ameaça de Demissões

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ESTA TRAMPA JÁ ME CANSA

Eu já estou cansado disto tudo, e como eu, o País também estará. Já ninguém se importa. Eles, que são os nossos mandatários, que trabalhem e façam por merecer o salário de ricos que recebem.
De facto, na classe mandante, entre o governo, a Assembleia e os partidos, ninguém se entende entre eles, e o pior é que ninguém se quer entender.

O Orçamento de Estado para 2010, aprovado na generalidade com os votos a favor do partido do governo, já sofre condicionamentos, por tudo e mais por causa da Lei das Finanças Regionais. Ninguém quer ceder, e até já há ameaças de demissões. Ele é o ministro, ele é o Dialogador, ele, são as pressões.
Já falam em aumentos de impostos, em redução de salários, em tudo e mais alguma coisa, para assustar e condicionar.

O Conselho de Estadode de hoje irá provocar algum esclarecimento, ou ajudar a resolver alguma coisa? Ou no fim, e por fim, os que devem não cedem, e os que não devem vão meter o rabo entre as pernas, como tem sido de costume?

Em cinco séculos, nada mudou.


Portugal parece ter despertado de uma longa e ruinosa letargia de mais de duas décadas e o governo tem nos últimos dois anos, mostrado um inusitado afã na promoção das empresas portuguesas no além-mar. Desde o fim do Império, o país habituou-se à miragem de uma Europa pródiga em dinheiros e possibilidades de enriquecimento fácil. A miragem era afinal nada mais que isso mesmo, esgotadas as ilusões de uma caminhada triunfal em direcção a um almejado Estado à imagem das “ominosas monarquias escandinavas”, sempiterno modelo a seguir pelos iniciados nas coisas da política económico-social do defunto século XX.

A decepção avoluma-se há mais de uma década. O país não assistiu ao verdadeiro arranque dos prometidos “Silicon Valley” do extremo oeste peninsular. Portugal debalde esperou pela terminal-central de contentores que veria desembarcar as riquezas da infrene indústria de consumo chinesa. Fecharam fábricas de automóveis e de químicos. Liquidaram-se empresas vidreiras da época do despotismo esclarecido do josefismo-pombalino. O comércio com o antigo Ultramar estiolou numa exasperante inércia e as delegações do ICEP confirmaram aquilo o que delas sempre pensaram os portugueses interessados, isto é, a existência pela necessidade da presença meramente formal. quanto à agricultura, as sapiências de outros tempos condenaram-na a coisa inútil e pronta para o sacrifício em prol do turismo rural, campos de golfe e lotes de terreno destinados ao imobiliário. Viu-se no que deu esta loucura.

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O que António Pedro Vasconcelos diz que sabe sobre as mulheres

A revista de domingo do Público inclui todas as semanas um texto que parte, ao que se explica, de uma conversa, com a jornalista Ana Sousa Dias, e que pretende dar resposta à questão “O que eu sei sobre os homens/ as mulheres”.

Nesta última semana, o convidado era o cineasta António Pedro Vasconcelos (APV) e o excerto da conversa colocado em destaque dizia:

“Não estou a ver uma mulher a ler Montaigne, um dos meus autores de cabeceira”.

Ora, esta afirmação, só por si, já me pareceu motivo mais que suficiente para ler o que APV diz que sabe sobre as mulheres. O taxativo, ainda que circunstancial, “não estou a ver” deixa pouca margem para que alguma criatura do sexo feminino mais afoita se abalance a qualquer um dos volumes dos “Ensaios”.

Seria esta afirmação reveladora de um profundo conhecimento das mulheres ou de um despudorado machismo? Já não era possível voltar a página e ignorar o que o APV sabe sobre as mulheres. [Read more…]

A hipocrisia de Cavaco (ainda a propósito de Rosa Lobato Faria)


Fiz ontem a evocação de Rosa Lobato Faria, uma grande senhora. Pouco tempo depois, sucediam-se as homenagens públicas. Entre as várias que ouvi, impressionou-me a hipocrisia do Presidente da República Cavaco Silva, ainda para mais exercida no momento da morte de uma pessoa.
Se bem se lembram, foi através de pressões directas ou indirectas que o Governo de Cavaco Silva conseguiu a suspensão, em 1987, do programa «Humor de Perdição», escrito por Rosa Lobato de Faria e interpretado por Herman José. Apenas porque ali se brincava com figuras históricas como Florbela Espanca ou Fernando Pessoa.
Na altura, Cavaco não a achava uma grande mulher. Pois, a memória é curta. Depois da morte, todos são grandes. Já não chateiam.

Posts históricos da blogosfera: Como José Leite Pereira chegou ao JN

Em 8 de Janeiro de 2005, o «Glória Fácil», onde então escreviam João Pedro Henriques e Fernando Câncio, aborda a liderança do «Jornal de Notícias» e a sucessão que se preparava. José Leite Pereira seria o novo director. Passaram-se desde então 5 anos e aquele texto, à luz daquilo que hoje sabemos, é completamente surreal. João Pedro Henriques, embalado provavelmente pela companhia de blogue, conseguiu escrever pérolas como esta: «Esta capacidade de resistir tornou certamente o jornal desagradável aos que, no triângulo PT/Lusomundo/Governo, o esperavam mais dócil para o poder vigente. Esses, se pudessem, livrar-se-iam o mais rapidamente possível de José Leite Pereira e da sua direcção».
O conteúdo do «post» é tão actual que tem de ser considerado um dos «posts» históricos da blogosfera portuguesa.
«José Leite Pereira dirige o “Jornal de Notícias” há cinco anos. Frederico Martins Mendes, que agora se reformou, é desde então apenas “director” no cabeçalho (apesar da sua grande influência histórica no jornal).
Sob a direcção de José Leite Pereira, o Jornal de Notícias melhorou a olhos vistos. Ele e a sua equipa (David Pontes, Alfredo Leite, António José Teixeira) transportaram para o jornal uma dinâmica que só não vê quem não quer. O jornal continua a vender muito bem e isso acontece sem cedências a tentações tabloidizantes.
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Contestatários de Coimbra sugerem acção popular contra juízes do Supremo Tribunal Administrativo que aprovaram co-incineração

Em conferência de imprensa, o advogado Castanheira Barros revelou que vai sugerir ao presidente da Câmara de Coimbra que avance com a acção contra os três autores de acórdãos recentes sobre esta matéria, exigindo-lhes o pagamento de uma indemnização correspondente a um euro por habitante do concelho por cada dia em que seja permitido à Cimpor proceder à queima daqueles resíduos em Souselas.

Em causa estão acórdãos do STA de 02 de dezembro de 2009 e de 20 de janeiro passado, ambos da responsabilidade dos mesmos três juízes, e que contemplam “argumentos contraditórios” – segundo o jurista.

Castanheira Barros adiantou ainda que o grupo de cidadãos está a ponderar instaurar também uma acção de indemnização por responsabilidade civil extracontratual contra os três juízes do STA.

Na base das acções está, segundo o jurista, “a imputação [nos acórdãos do STA] ao Tribunal Central Administrativo – Norte de uma tese que este tribunal não defendeu e a negação da evidência da não aplicação do princípio da precaução” na questão da co-incineração.

Na conferência de imprensa, Castanheira Barros adiantou que vai pedir uma audiência urgente ao presidente da Câmara e sugerir-lhe também a adopção de medidas conjuntas de combate à queima de resíduos, nomeadamente no que diz respeito à vigilância dos veículos que os transportam para a fábrica de Souselas.

“Vamos também alertar os grupos parlamentares da Assembleia da República de que Coimbra não pode ser sujeita a esse atentado ambiental e que o projecto-lei para suspender a co-incineração deve ser discutido o mais depressa possível”, acrescentou.

Como já é habitual estivemos presentes na Conferencia de Imprensa, uma vez que sempre nos batemos contra este atentado ambiental.