Um documentário sobre o album das janelinhas, Physical Graffiti dos Led Zeppelin, por acaso o meu favorito, não sendo o melhor, que é outra coisa, e é mesmo capaz de ser o II.
Filme completo, sem legendas
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Um documentário sobre o album das janelinhas, Physical Graffiti dos Led Zeppelin, por acaso o meu favorito, não sendo o melhor, que é outra coisa, e é mesmo capaz de ser o II.
Filme completo, sem legendas
Como ao Ricardo, também a questão da paisagem me preocupa. Mas preocupa-me ainda mais o impacto que esta barragem terá na produção de vinho do Porto. Basta ver o que aconteceu com a Barragem da Aguieira para se perceber que o micro-clima do Douro será drasticamente alterado, tendo os nevoeiros frequentes e densos passado a fazer parte do dia-a-dia daquela região.
Elevada humidade favorece a incidência de doenças fúngicas, em particular o míldio [daqui]. A severidade da doença apresenta alta correlação positiva com o número de horas diárias de molhamento foliar e com a humidade relativa do ar maior que 90% [daqui]. O desenvolvimento da doença é favorecido pelas chuvas na primavera e pela formação de um micro-clima húmido junto à videira: terrenos impermeáveis, solos húmidos e muito férteis, plantações densas, nevoeiros até tarde, orvalhos muito fortes, etc. [do próprio Ministério da Agricultura, que, afinal, também sabe das consequências]
Há um bem precioso e único no mundo, e que constitui a forma de vida de muita gente, que está em risco para que uma barragem seja feita. Obrigado EDP pelo egoísmo-negócio. Obrigado PS pela propaganda-negócio. Obrigado PSD pela cobardia-negócio.
Obrigado, sincero, aos que procuram que esta calamidade não avance. Que, por uma vez, seja feita a vontade dos cidadãos em vez da vontade de alguns cidadãos.
…por ter transformado um problema privado num problema público, tudo feito em tempo recorde e sem se pensar nas consequências. Há governantes que, decidamente, deviam pagar pelos erros cometidos. Errar é humano e todos erramos mas isto não foi erro. Foi agir sem reflexão – com que intuito? – no país campeão de estudos e mais estudos milionários para tudo e mais alguma coisa. Não se podia ter gasto um milhão num estudo para decidir se se nacionalizava o BPN? Ainda teríamos ficado a ganhar – e muito.
Curioso é ver socialistas, como Ana Gomes, bramar contra o orçamento de estado dizendo que é inconstitucional por causa da questão dos subsídios de Natal e de férias, quando uma boa parte deste imposto injusto e discriminatório servirá, precisamente, para cobrir erros crassos de governação como o foi a nacionalização do BPN.
Nada de grave, parece. Apesar dessa conduta governativa, ainda ganharam a segunda eleição. Choram? Aguentem-se!
E se de repente lhe oferecerem um Ouriço, isso é….um novo blog nacional que promete.
Alexandre Soares dos Santos, que ocupa o 512.º posto da lista da Forbes, em 2011, com uma fortuna de 1,65 mil milhões de euros, declarou 1,2 milhões de euros, em 2010, dos quais 520 mil foram pagos às Finanças. Em 2009, a sua fortuna era de 1,015 mil milhões de euros, ou seja, em 2010, o patrão do Grupo Jerónimo Martins enriqueceu mais 635 milhões de euros. O seu vencimento líquido de 2010 (680 mil euros) corresponde a cerca de 0,1% do enriquecimento que teve nesse mesmo ano.
Simples, [os holandeses] têm elevados impostos sobre os rendimentos, altamente progressivos, e baixos impostos sobre os capitais. O que Soares dos Santos vai fazer é pagar os impostos onde eles são mais baixos. O IRS aqui, no Marrocos de cima, e o IRC lá, na terra da justiça fiscal.
De um espectador rebolar-se de gozo, esta conferência de imprensa nervosamente dada pelo PSD. De seu nome Helena, uma deputada procurava interromper os jornalistas mais atrevidos que colocassem qualquer questão embaraçosa aos seus caracóis cerebrais.
O discurso “arre burra!”, não passou. Foi ora esfarrapada, turva, uma bombinha de mau cheiro de antecipado Entrudo. Ali há mesmo um gato escondido com o rabo de fora, disso não se duvida nem por um milésimo de segundo. Inquirido o Sr. Montenegro acerca da sua pertença à “entidade discreta”, este nervosamente contestou com a óbvia garantia de “jamais as suas acções poderem alguma vez ser contrárias ao interesse nacional”. Enfim, isto não passa de uma finta que deixa tudo na mesma, até porque o tal “interesse nacional” é para os hoje cada vez menos “discretos”, o interesse da própria “discreta”. Não passou de uma desculpa decrépita de uns quase 150 anos, que será prontamente corroborada pelo confisca-cassetes Ricardo Carvalho do PS.
É verdade, os prestamistas do poder julgam-se de tal forma “invisíveis” que confirmam todos os dias, aquilo que há umas semanas dissemos: voltaram a 1909, quando a coisa verde-rubra – naquela época na ordem de mastro invertida – queria dizer “pertença à coisa”. Relvas, Carlos A. Amorim, ou Montenegro – estranhamos a candura de PPC que talvez ainda no tenha (?) percebido o truque -, já andam todos de esmaltezinho à lapela. Tenham os nossos leitores atenção aos debates parlamentares, aos ministros e aos noticiários televisivos. Claro que as excelências poderão alegar uma versão patrioteira daquilo que os americanos fazem, mas hoje em dia, simplesmente já nem sequer convencem a mula da cooperativa. Melhor fariam em patrioticamente frequentarem os concertos de Toni Carreira, os futebóis, as leitarias da Duque de Loulé, as feiras de verão e outros nacionais passatempos.

Projecção do impacto de uma das linhas de alta tensão sobre o Alto Douro Vinhateiro após a construção da Barragem
Em 2009, a Estrutura de Missão do Douro fez um relatório sobre a Barragem de Foz Tua, assinado por Ricardo Magalhães, Chefe de Projecto da Missão do Douro.
E se o relatório do ICOMOS / UNESCO escondido pelo Governo é arrasador no que toca aos efeitos da construção da Barragem na paisagem duriense, o presente relatório não o é menos. Espantoso, sobretudo porque assinado por alguém que tem vindo a defender continuamente a construção do empreendimento.
Atente-se apenas nas seguintes frases do relatório:
«Questões críticas que não se podem escamotear: A hipótese de vir a ser criada uma toalha de água (mais ou menos interessante, consoante a cota de pleno armazenamento) que não seja suficientemente diferenciadora. (…) Não se diferenciará do Azibo, do Alto Rabagão, do Douro e, portanto, dificilmente se poderá constituir numa clara vantagem competitiva decisiva para a região.»
<em>«A singularidade paisagística de uma parte do Vale que o torna, em termos de recurso turístico, um atractivo de excepção e, portanto, uma mais-valia, decorrente da associação do vale encaixado com a presença marcante do comboio e a possibilidade do mesmo fruir. O vale, sem o comboio, constitui um valor natural efectivo, em termos de sustentabilidade mas não tem uma valia intrínseca específica, uma vez que não é acessível.»
«A eliminação da ligação ferroviária diminuirá, à partida, a atractividade e a possibilidade de exploração turística do corredor do Tua, em particular, de Mirandela, na medida em que desaparecerá a oferta de um produto turístico – o passeio à Foz do Tua.» [Read more…]

Pergunte-lhe Como.

Pergunte-lhe Como.
Nos últimos tempos tem a comunicação social abordado largamente a Emigração. O primeiro ministro, com uma impressionante expressão de dureza e insensibilidade, aconselhou os professores sem trabalho a emigrarem, de preferência para o Brasil e Angola. Este aviso foi entendido por todos os desempregados, professores ou não. Logo de seguida, o ministro Relvas, com a expressão escarninha que lhe é habitual, reforçou a tirada de Coelho com a afirmação de o estado português ter grande orgulho nos emigrantes. Seguiu-se uma cascata de comentários de apoio por parte de senhoritos a quem a Pátria sustenta sem contrapartida de obra feita ou bom serviço e,o que é pior, de alguns sujeitos que são mais católicos do que cristãos, uns “católicos profissionais”, isto é, sujeitos que se dão ares de primos direitos de Nosso Senhor, tu cá, tu lá, detentores da verdade e do nariz empinado, e que, vá-se lá saber porquê, com o seu palavreado e presença afastam os fiéis da Igreja que os protege e promove. Compaixão, nenhuma. Solidariedade, viste-la. Falta de educação, evidente. É uma direita que do Pai Nosso só reza o “venha a nós”. Como seria de esperar, alguns jornalistas de espinha direita, que ainda os há, e um grande número de pessoas de antes quebrar do que torcer que anda na blogosfera, desancou a ideia e os arautos da mesma, e foi o momento de todos ficarmos a saber a trajectória de vida dos que, verbalmente por agora, dão pontapés aos desempregados a ver se eles desaparecem depressa. Que vidas edificantes! Que exemplos de trabalho! [Read more…]

Pergunte-lhe Como.

Pergunte-lhe como.
Por ingenuidade, bem sei, ainda me passou pela cabeça a escolha do(s) cromo(s) do ano de 2011. Tarefa impossível.
Onde estava eu com a cabeça quando imaginei hierarquizar o lugar de cromo entre José Sócrates – o homem que cantava vitórias a cada passo para o precipício – e Passos Coelho – o troikista mais aguerrido da troika e rival do ex-primeiro ministro a dar o dito por desdito? E onde andaria o meu tremelicante pensamento ao supor que Paulo Macedo, actual ministro da saúde, poderia ser mais cromo do que o outro inefável Paulo, o Campos – aquele que já me fez perder horas em filas nos correios, dias seguidos, tentando pagar ex-scuts através de um sistema especialmente urdido para fazer de nós idiotas? E escolher entre Duarte Lima, Armando Vara, Dias Loureiro, Oliveira e Costa e o sucateiro de Ovar? Pode-se?
Enfim, a qualidade dos cromos é de tal ordem – e podia continuar a dar exemplos – que eu, ao pensar que podia escolher apenas um para Cromo do Ano, me pus estupidamente na posição de cromo. Por esse facto, e se estes cromos não fossem impossíveis de bater, o cromo do ano quase merecia ter um destinatário: eu próprio, claro – mas empatadinho aos pontos com quem votou e apoiou esta cromaria toda para a nossa caderneta nacional.
Esta imagem foi retirada de NoLesVotes, uma página muito simples, onde de forma dinâmica se vão marcando num mapa casos de corrupção e afins. Excelente iniciativa, denunciando um sistema de alternância perpétua dos mesmos no poder. Escolhi este bocadinho porque tem um imenso espaço vazio, o nosso, e talvez não fosse má ideia fazer o mesmo trabalho aplicado a Portugal. Casos não nos faltam, era só uma dúzia de amigos aparecerem na caixa de comentários deste artigo com vontade de colaborar, referindo casos por localidade se possível com link para uma notícia de jornal e já agora evitando que Lisboa ficasse com as bandeiras todas, o que nem é justo nem é verdade. Vamos a isso?
Eça dizia que Portugal era “um sítio”, ligeiramente diferente da Lapónia que nem sítio era. O rei D. Carlos achava Portugal “uma piolheira”, “um país de bananas governado por sacanas”. Alexandre O’Neill referia-se-lhe como “três sílabas de plástico, que era mais barato”, “um país engravatado todo o ano / e a assoar-se na gravata por engano.” Um sítio, uma piolheira, três sílabas de plástico – a síntese perfeita do esplendor da pátria. “No sumapau seboso da terceira / contigo viajei, ó país por lavar / aturei-te o arroto, o pivete, a coceira / a conversa pancrácia e o jeito alvar” (O’Neill). Arroto, pivete, coceira, conversa pancrácia, jeito alvar. Assim continua a ser Portugal. Um país de juízes confessadamente incompetente. Exemplos? O processo dos CTT que envolve o ex-presidente Carlos Horta e Costa – um juiz de Lisboa declarou-se incompetente para o julgar e remeteu-o para Coimbra onde uma juíza se declarou igualmente incompetente! O processo TagusPark, nascido de uma certidão extraída do Face Oculta – um juiz da 8ª Vara Criminal de Lisboa declarou-se incompetente e vai mandar o processo para Aveiro onde, é suposto, se revele publicamente a auto-incompetência de qualquer outro “meritíssimo”, passe a ironia que o adjectivo explicita. Ainda em Lisboa, dois juízes de diferentes varas declararam-se incompetentes para apreciar o processo contra três administradores da empresa gestora dos bairros sociais, a Gebalis! O julgamento do processo-crime do BCP foi adiado sine die, provavelmente à espera de um juiz que, finalmente, se possa considerar competente. [Read more…]
O Aventar tem falado sobre a Linha do Tua, o Douro, as barragens e a forma como tem sido tratado o dito património da humanidade e o seu VEU (Valor Excepcional Universal). Eu também podia recordar aqui a única viagem de comboio que fiz por esse paraíso ameaçado, mas não o faço – e logo por duas razões. A primeira, acabei de a dizer: fiz apenas uma viagem. A segunda, muito mais importante, porque não o faria tão bem como Francisco José Viegas – que tanto e tão comovidamente por lá viajou – o fez em Maio de 2010, na revista LER, quando ainda não era Secretário de Estado da Cultura.
Não será bem como sugiro no título, o apagar das liberdades não se faz de um momento para o outro, mas a Lei Sinde que entra em vigor em Espanha em Março, é um passo nessa direcção (pode ler também o apontamento do Público). É também um passo completamente inútil para estancar o download de conteúdos protegidos com direito de cópia.
Poder-se-á, por outro lado, revelar muito mais eficiente para travar e atenuar fenómenos como este:
Torrente, el brazo tonto de la ley – Torrente é um polícia sebento, fascista, xenófobo e alcoólico, a fazer lembrar outras personagens, noutros casos! Acompanhe-o enquanto ele patrulha Madrid. Página IMDB. Em espanhol, sem legendas.
Tagline: Ahora que pensabas que el cine español empezaba a mejorar…
A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce, anunciou hoje que a sociedade Francisco Manuel dos Santos vendeu a totalidade do capital que detinha no grupo à sua subsidiária na Holanda, mas mantém os direitos de voto.
Não se podia taxar os ricos porque eles fugiam, mas eles fogem na mesma. São estes os responsáveis pela crise. São estes os que mandam trabalhar os outros mas se piram com a massa. Esta é a gordura, é esta que temos de cortar. Uma Europa com sistemas fiscais diferentes não existe, é pura fraude.
E não se esqueça de continuar a comprar no Pingo Doce. Vá lá.
Uma das propostas que têm em cima da mesa é que estrangeiros só internacionais, mas Portugal não tem capacidade financeira para os contratar. O campeonato em Portugal é competitivo porque somos formadores de jogadores, de portugueses e de estrangeiros. Quando falam de restringir estrangeiros têm de saber o que estão a dizer
disse, e muito bem. Na indústria futebolística somos dos melhores do mundo a treinar e formar jogadores. Internacionais são caros e logo dão menos lucro quando se exportam, defender o jogador português é outra conversa.
Por acaso gostava de saber como anda o balanço do import-export financeiro ligado ao negócio da bola, desconfio que é das poucas coisas que tem dado lucro. Quem ficou sem mar, terra e indústria, que se dedique ao que sobra, e onde é muito competitivo e está bem organizado.
O António Mexia, à semelhança de outros do género, vive bem e satisfeito. Com origens genético-familiares em figuras do Estado Novo, sempre revelou superiores dotes na arte de aceder, evoluir e dominar instituições e empresas que o Estado e associados lhe confiaram – do ICEP à EDP.
Anteontem com Santana Lopes, ontem com Sócrates, hoje com Passos Coelho, provavelmente amanhã com os chineses, lá vai navegando e bem à bolina nas nossas castigadas costas. Da outra parte, nós, consumidores, lá vamos perdendo e bem com despesas crescentes de gás e eletricidade – A EDP, segundo dados aqui divulgados, registava no 3.º trimestre de 2011 passivos não correntes de 21,974 mil milhões de euros; ou seja, 14% da dívida pública externa. Como se sabe, o valor não é considerado para cálculo da dívida pública. E, portanto, Mexia mexe, e de que maneira!, com os nossos bolsos. A ERSE também ajuda à romaria.
Entretanto, ao arrepio dos interesses estratégicos nacionais, a participação restante do Estado Português na EDP (21,35% do capital) foi adquirida pela gigantesca chinesa ‘Three Gorges’ – na China, sob a oligarquia do PC local tudo é gigante e esmagador. O homem das três gargantas, Cao Guangjing, saberá aproveitar-se de Mexia e, mais grave ainda, das vantagens estratégicas dos planos portugueses para desenvolvimento de energias ‘limpas e renováveis’, na Europa, América e Brasil.
Desde pelo menos 1974 que não houve ano em que não tivéssemos tido défice no orçamento do estado. E o mesmo seria a nível da da dívida não fossem as privatizações.
Ao mesmo tempo tornamos-nos um dos países com o maior número de proprietários (se é que podemos considerar proprietário quem fica a pagar uma casa até aos setenta anos).
Também conseguimos ser um dos países com mais quilómetros de auto-estradas e o estado sempre gostou de pagar mais aos seus funcionários (ou não) do que os privados conseguiam (ou queriam) aos seus.
Temos um sistema de saúde interessante (ou não) e gastamos na educação mais ou menos o mesmo que os outros países da europa.
Enfim chegamos a um ponto onde não há capacidade de inventar dinheiro como foi para as scuts, barragens ou parques escolares.
Não adianta (e não, não é resignação) dizer que não pode ser, que assim não vamos lá (sem apresentar alternativas)… é óbvio que vivemos muitos anos acima das possibilidades, basta comparar o nossos hábitos (pagar casa, andar de carro, jantar fora, etc.) com o salário médio português que não chega a 900€.
Só nos resta uma alternativa, liderar quem sabe liderar, inovar quem sabe inovar, replicar quem sabe replicar, trabalhar quem puder trabalhar.
Claro que ajuda se ao mesmo tempo que aparecem estas medidas, acabem com as poucas vergonhices como negociatas das scuts, barragens, e outras que estouraram o nosso (dos cidadãos que pagam impostos) dinheiro.
Talvez assim consigamos caminhar para um país racional que vive, com ambição, de acordo com as suas possibilidades.
Como sabem, sou um apaixonado pelo Todo Terreno. Eu sei, eu sei que me podia dar para pior. Enfim.
Acompanho o Dakar desde miúdo na televisão e ao vivo quando passou por Madrid e por Portugal. Agora andam pelas “Américas” e limito-me a ver pelo Eurosport e a acompanhar no site oficial. Ontem, o Dakar fez mais uma vítima. Um corajoso aventureiro argentino que perdeu a vida a cumprir um sonho. Sim, o Dakar é uma aventura e um sonho para muitos.
Pode ser que um dia destes consiga perder a cabeça, angariar apoios e cumprir um sonho antigo: participar num Dakar. Para isso, fico à espera que volte ao local de onde nunca devia ter saído: África. Posso sempre tentar fazer como aquele italiano que angariou apoios no facebook e leva no seu casaco de prova o nome de mais de uma centena de amigos que participaram na angariação de fundos.
Para ser perfeito, seria num Jeep. A verdadeira marca de 4×4. Assim como este:
Ou, pode ser que a minha sogra perca a cabeça e me empreste o Mini dela. Nesse caso, seria uma coisa deste género, em azul, sff:
Uma coisa é certa, gostava de ter ao meu lado o João Severino.
Tenho andado arredado destas tricas políticas. Não me tem apetecido ouvir as mesmas coisas interpretadas de muitas maneiras diferentes, todas elas carregadas das razões que assistem a quem as faz. Mas desta vez, até porque os meus companheiros de ocasião assim o pretendiam, lá ouvi com a atenção possível, o senhor Presidente.Mais um documentário que navega no rio que me atravessa os dias:
Software Mondego é um espectáculo que mistura técnicas de documentário com manipulação de áudio e vídeo em tempo real. Criado no âmbito do projecto Pró-Memória, dirigido pelo realizador e visualista Tiago Pereira, pretende gerar uma sensibilização pedagógica para o registo documental do fundo cultural de uma região. O projecto incide em particular em tudo aquilo que podemos qualificar como património incorpóreo e imaterial, isto é, a tradição oral, na forma de lendas, contos, práticas rituais e paisagens sonoras. Tem por objectivo a produção de um obra artística híbrida, que trate estes documentos como elementos vivos, dispostos a serem manipulados e utilizados sem nunca perderem referência à sua origem.
Software Mondego tem como ponto de partida o Rio Mondego, onde foram realizadas com os alunos várias recolhas da sua paisagem sonora e visual. Foram captados e posteriormente editados em estúdio sons e imagens de forma a obterem-se várias amostras.
Não tinha reparado que sendo hoje o primeiro dia do Ano seria totalmente impróprio dar más noticias , até porque a litania das queixas que aqui se ouvem só difere das daí em grau e certamente não na natureza . Portanto vamos às boas que são no entanto poucas , mas nestes tempos as pessoas agarram-se a qualquer coisa , o que é preciso é fortalecer o animo . Não é por acaso que o slogan da 2ª Guerra “Keep calm and carry on “ ganhou novamente uma inusitada popularidade.
Como boa noticia não me refiro obviamente às previsões da Goldman Sachs que dão a Grã-Bretanha a ultrapassar a Alemanha, o Japão e a França em riqueza criada. Nesta época festiva é normal que some people have a few too many, e por isso há que tomar estas noticias with a pinch of salt (and a couple of Alka-Seltzers ) .
Refiro-me sim ao facto de que a Justiça Britânica estar em vias de se tornar uma das maiores exportações do RU. Pode estar perto o dia em que este país deixe de depender inteiramente da City e isto porque muitos oligarcas russos e não só vão escolhendo os nossos até aqui sorumbáticos tribunais para dirimir os seus pleitos de biliões . Só a acção que opõe Roman Abramovitch (o dono do Chelsea ) a Boris Berezovsky vale seis , e com o fim ainda longe já rendeu 110 milhões de Libras aos cofres públicos . Está agendada outra, esta contra Oleg Deripaska, o magnate do alumínio , que vale quase três biliões . Mas em breve a High Court em Londres será o palco da luta ( jurídica entenda-se ) entre Lev Leviev , o “rei” dos diamantes e Arkady Gaydamak que já foi dono do Portsmouth Football Club ; mas desta não digo o valor para não vos fazer a cabeça andar ainda mais à roda .
Nas últimas semanas de 2011, aproveitei o tempo para visitar feiras ou mercados de província; como se queira. Percorri cidades e vilas do Alto Alentejo e da Beira Baixa.
Falei com feirantes. A D. Ofélia, no Fundão, disse-me que a coisa está má: “Vende-se muito pouco, as pessoas já cortam na comida”, acentuou. Em Alpedrinha, a tia Odete, com a banca cheia de brócolos, couves, nabos, cenouras, cebolas, batatas e não sei que mais, também se lamentou da quebra de vendas. Mas, zangado, azedo, estava em Ponte de Sor o Sr. Ismael, homem de 70 anos, de semblante fechado e duro. Quando lhe perguntei pelo negócio, de mau humor e olhar furioso, gritou: “Estou farto de ser enganado, volte cá o Sr. Paulinho das Feiras que eu e os outros aqui do mercado, tratamos-lhe da saúde. Ele ou qualquer outro político, levam uma corrida em osso!”
Vamos contrariar os que disseram que 2011 foi um ano para esquecer ou que tudo foi mau para milhões de portugueses. Há motivos para celebrar «em português» o ano que deixámos para trás: poupámos mais; somos mais solidários (e atentos) ; as exportações aumentaram; as emissões de CO2 diminuiram; ficámos a conhecer melhor o nosso país (férias cá dentro); a esperança de vida aumentou; o Fado é Património Cultural Imaterial da Humanidade; a Nazaré ficou no circuito mundial de ondas gigantes (1/Novembro, uma onda de cerca de 27,5 m !); as novelas portuguesas ganharam mais um Emmy; as escolas portuguesas de gestão entraram na lista das 40 melhores da Europa; o número de famílias está a aumentar bem como a importância que lhes damos; etc. Por isto, parece-me lógico que 2012 terá também motivos para ser celebrado, não obstante as mais duras previsões…
Faça-se acompanhar 2012 com Esperança! (também pode ser lido no DN online, 3-12-2012 com o título «O ano de 2011 não foi assim tão mau» http://www.dn.pt/inicio/opiniao/opiniaodoleitor.aspx?content_id=2217647)
Esta provocação não é só da minha cabeça, pertence também a Manoel de Oliveira e a outras cabeças, estou em crer: uma sociedade sem dinheiro, só com trocas.
Na Idade Média, a pimenta era usada como moeda de troca e chegava a valer mais do que o ouro…

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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