
Coincidência bestial, dois deputados do…..PCP.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Coincidência bestial, dois deputados do…..PCP.
Este excerto retirado de um dos vários comunicados emitidos pelo PCP sobre a ocupação que está ser tentada pela Rússia sobre a Ucrânia é todo um programa. Considerar o que aconteceu como um golpe de Estado define bem o pensamento deste tenebroso partido que, em conjunto com o Chega, ainda existe. Sobre o que se passou em 2014 podem ver no documentário da Netflix de que falo AQUI.
Tão tenebroso como o PCP é o Chega que, agora, decidiu ser contra o seu amigo e financiador Putin. Mais um acto hipócrita e mentiroso. Nada de novo.
Quem vai à guerra dá e leva começou por dizer o comunista António Filipe, até há pouco tempo considerado um comunista fofinho e por quem muitos verteram umas lágrimas por o povo não o ter reeleito deputado. Ontem, na TVI 24 o socialista Sérgio Sousa Pinto disse-lhe, olhos nos olhos, o que tinha de ser dito. O que já devia ter sido dito ao PCP, a este PCP. A história do PCP no combate ao Estado Novo, o trabalho do PCP a favor dos direitos dos trabalhadores não merecia este PCP.
Podem ver aqui na íntegra:

Um exemplo de estadista. Anda o mundo civilizado preocupado com a desgraça que se está a passar na Ucrânia, em saber se Putin está com o problema de o Tico não falar com o Teco e este nosso estadista veio chamar a atenção para o verdadeiro problema: esta merda vai-nos sair muito cara, as contas não vão ficar certas.
Que Rui Rio não se enxerga já muitos de nós sabíamos. Que o seu verdadeiro fito é acabar com o PSD só alguns desconfiavam. Que vá rápido e pela sombrinha….
O Tribunal Constitucional já está a analisar a legalidade do PCP? Aproveitavam a análise ao Chega e era um dois em um…

Lixa-nos a realidade. Foi-se o lirismo.
Somos sempre pela paz. E nunca queremos a guerra. Por isso, entrincheiramo-nos… para fazer a guerra. Ou será a luta pela paz? Será possível querer paz fazendo a guerra? Ou é uma contradição?
Sem lirismo, a realidade: é por perpetuarmos as guerras que não atingimos a paz. E enquanto houver quem se queira entrincheirar nas guerras dos burgueses, o povo continuará a ser, apenas e só, figurante.
Corre por aí uma tese: tens de apoiar um lado. Sim, tens de apoiar um lado mesmo que ambos os lados sejam péssimos! Nazis ou fascistas? Escolhe rápido!
“Aqueles também são filhos da puta, mas são os meus filhos da puta”, dizem por aí.
Os choninhas portugueses, soberanos, fazem sempre a mesma escolha: dar o cu a quem o quiser. Assim é, também, neste caso.
Deixem-se de merdas; não tens de escolher um lado entre EUA/NATO e Rússia coisa nenhuma. Se num cenário como este, o que te dão a escolher é entre o vómito e a diarreia, foge. O lado que tens de escolher é: PAZ ou GUERRA?
Por tal, Portugal agora tem uma missão. A saber:
Revogar os vistos gold dos oligarcas russos (1), acolher os refugiados ucranianos que fogem da guerra (2) e apoiar as várias sanções à Rússia (3).
Por fim, ficar bem longe das intenções de resposta de instituições nazis como a NATO (4) que só perpetuam a guerra. Escolher a paz.

O PSD perdeu as eleições. Na noite eleitoral o seu Presidente foi, na minha opinião, ambíguo quanto à sua permanência como líder. Entretanto tem havido movimentações várias, umas noticiadas, outras não, sobre a vida interna do PSD. Rio vai embora, Rio não vai, Rio vai mas…..
Enfim, um barco encalhado, em que o comandante diz que só desencalha quando achar (tem mau perder, e quer condicionar tudo e todos, para tentar negociar com António Costa alguns assuntos, regionalização, por exemplo, pois quer ser mais um líder regional, perdida a hipótese de ser 1º. Ministro). Rui Rio, que se acha um homem providencial, quer definir o futuro do partido, pasme-se!
Os eventuais candidatos Rangel, Pinto Luz, Montenegro, continuam no jogo táctico, qual ciclistas num velódromo, antes da última volta, a marcarem-se uns aos outros. O outro eventual candidato, Ribau Esteves, também quer ser líder regional e daí se ter atirado para o jogo.
O Chega e a IL agradecem.
António Costa assiste com um sorriso de orelha a orelha.
Nunca fui meigo quando a coisa vinha do PS. Nunca serei meigo quando a coisa é obra do PSD. A fonte é o Observador, a realidade é portuguesa. E não há inocentes nesta matéria.


Existem peças jornalísticas que são autêntico serviço público e esta, do Jornal de Notícias é uma delas. Porém, o título é todo um programa.
E qual é o título? É este: “O drama dos sem-abrigo nas ruas do Porto está a chocar os turistas”. A chocar os turistas? Porquê, não nos choca a todos? Não choca os responsáveis pela gestão da cidade? Não choca os poderes públicos? Ou só interessa que não choque os turistas? Eu quero acreditar, mais, eu acredito que o jornalista Alfredo Teixeira cometeu um erro no título mas isso não invalida da importância do seu trabalho como uma forma de chamar a atenção dos poderes locais para este problema social grave.
A câmara diz que o número de pessoas que vivem na rua não aumentou. Não? Então não percebo. É preciso recuar muitos anos para me lembrar de ver a cidade com tantos sem abrigo. Muitos anos. É preciso recuar aos tempos em que um vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, de seu nome Paulo Morais, tomou em mãos o problema e, aí sim, diminuiu drasticamente o número de pessoas a dormir nas ruas da cidade do Porto. Ora, quando no passado mês de dezembro (e janeiro) estive na cidade fiquei chocado com a quantidade de sem abrigo espalhados pela cidade. Não só na Baixa como na Boavista e na Foz, só para citar três exemplos. E isso deve chocar todos. E deve ser resolvido não porque incomode os turistas mas porque nos incomoda a todos como seres humanos. A mim incomoda-me que só seja um problema porque “choca os turistas”. A mim incomoda-me que a cidade, nomeadamente os poderes públicos da mesma, não tomem medidas para resolver este problema, a exemplo do que no passado foi feito. Olhem, falem com o Paulo Morais ou com alguém que tenha pertencido à sua equipa. Quem sabe se desviarem umas verbas do marketing e comunicação do município e o aplicarem na resolução deste flagelo. Quem sabe se a câmara com a ajuda da Misericórdia possam investir na resolução deste problema social e dou o exemplo da misericórdia pois vejo que a esta não lhe tem faltado dinheiro para a recuperação do seu património, para investir na comunicação e promoção (nomeadamente dos seus dirigentes)…
É uma questão de prioridades. É uma questão de humanidade.
(a fotografia é do JN)

A “Renata Cambra (…) as gajas do Bloco (…) PCP, MRPP, MAS e PS”, foram vítimas da ameaça pública que se pode ler, feita pelos nazis que apoiam o Chega. Bem sei que não se trata do Big Brother, nem de um tolo do qual o país faz troça há alguns anos, mas será que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género ou o Ministério Público vão exigir as devidas consequências? Será desta que o Tribunal Constitucional revê a ideia de aprovar partidos a milicianos deste calibre?
Há quem não compreenda as dimensões racista, xenófoba, misógina ou globalmente autocrática – to name a few – do Chega. Pior: há quem as compreenda, compreendendo também as consequências que daí resultam, mas opta por desvalorizar e normalizar, por ódio à esquerda, por simpatia envergonhada pelo Chega ou por comungar do mesmo ideário. Ou por todos estes motivos. E mais alguns.
Daqui salta-se quase sempre para a vitimização. E uma das modalidades de vitimização mais comuns é esta: então e a extrema-esquerda? Quando me deparo com esta sobrevorização do papel de micropartidos como o MRPP ou o MAS, fico sempre perplexo. Bem sei que o MRPP defende a morte dos traidores, mas será que alguém os leva a sério? Têm relevância política? Recebem financiamento significativo que possa transformar estes partidos numa ameaça real? Não, não e não. Três vezes não.
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Podem sêrem… não é linguagem de cá.
— Cândido de Figueiredo
***
O infinitivo pessoal é um tema fascinante. Distingue-se do infinitivo impessoal por ser flexionado — chamar-lhe flexionável pareceria, à primeira vista, uma denominação mais correcta, mas levar-nos-ia por caminhos tortuosos. A denominação infinitivo flexionado vinga em palcos que me agradam particularmente e há excelentes artigos que se debruçam sobre o assunto (e.g., Madeira et al., 2010; Fiéis & Madeira, 2014).
Gosto imenso do infinitivo pessoal e daquela tão desconhecida regra que determina a incorrecção do recurso à contracção de preposição com artigo ou pronome, quando estes iniciam uma oração infinitiva.
Lembrei-me disto, ao ler hoje o Diário da República, mais concretamente, quando me estatelei naqueles da e do (contracções de de + a e de + o) em vez de me deleitar com uns de a e de o (formas “descontraídas”):

Ninguém reparou no fato?

Ah!
Já agora, venha o resto. [Read more…]
Após dias de autêntica vergonha nacional, em que o respeito pelo votos dos emigrantes andou a ser arrastado pela lama, valeu o Tribunal Constitucional ter tido a coragem de obrigar a classe política a fazer algo que deveria ser básico, mas, infelizmente, não é: cumprir a lei.
Foi uma bela e firme chapada que o Tribunal Constitucional deu, de forma a arrancar as máscaras que escondiam os rostos hipócritas dos partidos políticos que há anos andam a brincar com os votos dos emigrantes. Como se os partidos políticos tivessem qualquer tipo de legitimidade para violar a lei aplicável, só porque estão de acordo em fazê-lo.
Os mesmos partidos que durante anos não mexeram uma palha para estabelecer um regime de votação justo, ágil e consentâneo com a realidade social e tecnológica dos dias de hoje.
Mas, porquê esta desconsideração pelos emigrantes?
É que, num país que tanto tempo e dinheiro gasta a celebrar a famosa “diáspora”, a emigração é, na verdade, uma pedra no sapato dos partidos políticos. Pois é a prova cruel e peremptória da incompetência da classe política em concretizar o país justo, coeso, solidário e próspero, que a Constituição da República consagra.
Ao fim de mais de 40 anos de democracia, continua-se a emigrar para buscar fora o que aqui não há: melhores salários, melhores carreiras, respeito e estímulo à progressão e à valorização, etc. Ou seja: continua-se a emigrar para encontrar o respeito que por cá não mora. Respeito por quem investe nos estudos, na inovação, no conhecimento, no apuramento de aptidões. Respeito pelo valor do trabalho.
E esta é a melhor prova de que os partidos políticos intervenientes em todo este processo – os mesmos que não legislam quando e como devem, antes se põem de acordo em não cumprir a lei de acordo com as conveniências -, são incompetentes e hipócritas.

150 mil votos de portugueses a viver na Europa foram para o lixo. Qualquer coisa como os votos de um concelho inteiro da Área Metropolitana do Porto ou de Lisboa. Foram só 80% dos votos. Só! Porquê?
A imprensa conta a coisa com detalhe. Primeiro o PSD aceitou que fossem validados os votos sem cópia do cartão do cidadão e depois voltou atrás com a sua decisão. O representante do PSD nesta brincadeira chama-se António Maló de Abreu, vice-presidente do partido. Certamente, confundiu as eleições para a sua concelhia com eleições legislativas. Que o senhor deputado esteja habituado a batotas nas eleições internas do seu partido, estou como o outro, quero lá saber. Agora que adopte o mesmo tipo de pensamento para umas eleições sérias e a sério, isso já é outra conversa. É que isto foi uma cuspida na cara aos portugueses que, vivendo fora do seu país de origem, entenderam exercer o seu DIREITO de voto. Um direito que foi conspurcado e violado pelo senhor Maló. No alto da sua arrogância e na sua pequenez mentalidade este vice-presidente do PSD desrespeitou os seus eleitores e a história do seu partido. Num partido decente e com liderança o senhor Maló já tinha ido borda fora. Num país a sério os senhores Maló não teriam este tipo de poder.
Ora, António Costa, ainda tentou que Rio demovesse a figura. Não foi fácil. Até que o “sabidola” do Costa jogou a cartada essencial para convencer o contabilista que ainda lidera o PSD: anular 80% dos votos era um rombo considerável nas contas da subvenção dos partidos. Foi tiro e queda para Rio se mexer da cadeira. Mas foi tarde. Isto realmente não se inventa.
Em toda esta história fica uma conclusão: a liderança de Rio no PSD é absolutamente tóxica. Deus lhe perdoe. Eu não.

Gabriel Mithá Ribeiro é o coordenador do Gabinete de Estudos do Chega e tem ascendência africana, indiana e síria. É o senhor que está à esquerda, salvo seja.
Já alguém o avisou de que Diogo Pacheco de Amorim considera que os portugueses têm como cor de origem o branco e que pertencem à raça caucasiana?
Tendo em conta as origens e a cor de pele de Mithá Ribeiro, ainda mais escura do que a de Pacheco de Amorim, poderá continuar no Chega ou estaremos na véspera de tratamentos como o que fez Michael Jackson? Mais: tendo nascido em Moçambique, deveria voltar para a terra dele?
Seja como for, o Hitler também estava longe do estereótipo do alemão alto, louro e de olhos azuis. Isto tem alguma graça, por enquanto.
Andam por aí umas quantas carpideiras, a rasgar as vestes da Mocidade Portuguesa que estavam no baú com as traças, porque a esquerda poderá não votar favoravelmente a eleição de um deputado eleito pelo CH para o cargo de vice-presidente da AR. Segundo estas pessoas, isto é pouco democrático. Democrático seria votar como as carpideiras pretendem. Percebe-se: são saudosistas de um tempo em que a União Nacional decidia como se votava e o votante não tinha voto na matéria. Faz sentido.
Ora, o indivíduo proposto pela Unipessoal do Ventura é nada menos que Diogo Pacheco de Amorim. Dos 12 deputados, o CH decidiu-se precisamente pelo mais extremista de todos, aquele que tem provas dadas. Pacheco de Amorim foi militante do MDLP, organização terrorista de extrema-direita que levou a cabo centenas de atentados em solo nacional, na década de 70, incluindo ataques bombistas que mataram vários inocentes. A escolha não é inocente. É uma provocação e um insulto a todos os que sofreram às mãos do Estado Novo e do MDLP.
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A Iniciativa Liberal julga que os portugueses sairam de Portugal para fugir da elevada carga fiscal. A carga fiscal é elevada? É. Mas é o motivo para os portugueses rumarem a outras paragens? Não.
Os portugueses rumam para outras paragens, na sua maioria, para procurar melhores salários. E encontram. Em Espanha, em França, na Alemanha, em Inglaterra. Só para citar geografias mais próximas. São os salários e não os impostos. Pode a IL argumentar que a elevada carga fiscal é a responsável pelos baixos salários. Pode ser. Até considero que é o mais provável. Só que a verdade é que a esmagadora maioria faz as malas por outros motivos e a questão dos impostos é a ultima das razões. Todos? Não.
Como bem lembrou alguém nas redes sociais (confesso que não me lembro quem foi) existe um grupo de portugueses que ruma a outras paragens, nomeadamente a sede das suas empresas. Para a Holanda. Esses sim, fazem-no por causa dos impostos. São os únicos. Não sei era destes que a IL estava a falar…
…reparei ou o Diogo Pacheco de Amorim não preenche os requisitos do Chega? É que aquela tonalidade pingo de cimbalino não engana….

Entre alguma direita democrática, há muitos que se distraem a defender o Chega. Para quem anda há tanto tempo a dizer que o crescimento do Chega se deve à esquerda (o que faz algum sentido), seria conveniente, nomeadamente para os eleitores do PSD, que a derrota monumental da direita nas últimas eleições
(sim, sim, não esqueçamos: derrota monumental da direita. Também não me esqueço da derrota monumental da esquerda, mas ficará para depois)
se deve à indefinição de Rio relativamente ao Chega – a origem da debandada dos votos de esquerda no colo do PS.
João Miguel Tavares resolveu dar uma lição de democracia a todos os que desprezam o Chega, mostrando-se escandalizado com o tratamento dado a elementos desse partido em debates televisivos e condenando os preconceitos revelados pelos adversários. Já Rui Rio, relembre-se, sentiu necessidade, na ausência de André Ventura, de explicar a posição do Chega relativamente à prisão perpétua. Podemos (e devemos) acusar o Chega de muita coisa, mas não de falta de agressividade ou, como se diz no futebol, de raça, algo que se aplica também aos chamados caceteiros, o que pode ser um elogio ou não. [Read more…]

A vitória esmagadora do Partido Socialista nas legislativas permite a António Costa fazer as reformas que sempre defendeu. E cumprir o seu programa sem obstáculos. Daí ser importante fazermos uma “revisão da matéria dada” para memória futura.
No seu programa o PS definiu 12 prioridades, citando-as:
1.Convergir entre 2021 e 2026. Crescer por ano em média 0,5 p.p. acima da média da UE27 e 1 p.p. acima da média da zona euro;
Alterar o regime de recrutamento, introduzindo fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira de professor;
Prosseguir o trabalho de revisão e generalização do modelo das unidades de saúde familiar, garantindo que elas cobrem 80% da população na próxima legislatura;
Garantir a visitação domiciliária pelos cuidados de saúde primários dos residentes em estruturas para idosos;
Aumentar, até 2026, para 80% o peso das energias renováveis na produção de electricidade, antecipando em 4 anos a meta estabelecida;
Creches gratuitas, de forma progressiva, até 2024;
Aprovar as alterações legislativas para a Agenda do Trabalho Digno na AR até julho;
Discutir novas formas de equilíbrio dos tempos de trabalho, incluindo a ponderação de aplicabilidade em diferentes setores das semanas de quatro dias;
Aumentar até 2026 o peso das remunerações no PIB em 3 pontos percentuais para atingir o valor médio da União Europeia – aumentar o rendimento médio por trabalhador em 20% entre 2022 e 2026;
Apoiar, até 2026, 30 mil jovens em cursos profissionais nas áreas emergentes e na formação superior nas áreas STEAM (Ciências, Tecnologias, Engenharias, Artes e Matemática);
Aumentar em 25% face a 2017 o número de empresas nacionais exportadoras para atingir um volume de exportações equivalente a 53% do PIB em 2030.
Depois temos promessas avulsas previstas no seu programa:

“ Nesta investigação, Manuel Pinho — que exerceu funções governativas entre 2005 e 2009 – é suspeito de ter sido corrompido pela dupla de executivos, que controlou a EDP entre 2006 e 2020, António Mexia e João Manso Neto. O antigo banqueiro Ricardo Salgado, também é, segundo a tese do Ministério Público, corruptor activo do antigo ministro da Economia. O antigo governante é suspeito de ter tomado várias decisões que terão beneficiado a EDP e prejudicado em 1200 milhões de euros o erário público.”
Mesmo sem ter ainda sido condenado, dá vontade de ir em manifestação para a frente da quinta onde Manuel Pinho cumpre prisão domiciliária exigir que devolva aos portugueses o valor que já transferiu para as contas em Espanha, na Alemanha e no Brasil. E mais, que peça publicamente perdão aos portugueses. Um ministro corrupto é do mais miserável que pode haver.
Custa-lhes muito a entender, mas estão lá para nos servir.
E, claro, há que boicotar a EDP, pelo menos dentro do possível (a parte comercial).
Não eram necessários muitos exames para perceber que o povo português está deprimido. Domingo, tarde e a más horas, como em qualquer país que acha que o Estado tem a solução para tudo, tivemos a confirmação de que Portugal sofre de depressão. Somos um país apático, passivo, que aceita qualquer tique tirânico pelo poucochinho. Estas eleições ficam para a história como aquelas que deram a maioria ao Governo que usou a pandemia para arruinar a vida de pequenos e médios empresários, juntando-se mais uma vez aos cães grandes e amigos, à boa moda socialista. Também é o Governo que teve um Ministro que não saiu do carro depois do seu motorista matar uma pessoa. É o Governo que achou sensato proibir venda de livros em supermercados. Da economia a medidas sociais, este PS aniquilou a liberdade individual em nome de uma falsa sensação de luta comum.
Portugal poderia estar animado. Ou então revoltado. Mas não, Portugal já não tem esperança e passa um dos piores momentos de sempre. Chegaremos ao fim desta legislatura como o país mais pobre da Europa. Vemo-nos a ser ultrapassados por países da Europa Central e do Leste, que optaram por medidas liberais. Temos uma esquerda arrogante que constantemente usa desculpas como a Irlanda ter a sorte de falar inglês ou da República Checa ter a sorte incrível de estar ao lado da Alemanha. Na cabeça desta gente, a Irlanda tem inglês como língua oficial e a República Checa está ao lado da Alemanha há meia dúzia de anos. O desespero da esquerda com os liberais é facilmente justificável. Primeiro, os liberais têm ideias que realmente funcionam e fizeram crescer imensos países. Segundo, porque os liberais, ao contrário do que a esquerda proclama, não prometem uma sociedade ideal. Os liberais nem sequer prometem um fim em si, apenas lutam por que os cidadãos possam ter maior margem de manobra para se cumprirem. Enquanto a esquerda usa as pessoas para servir a ideologia, os liberais usam a ideologia para servir as pessoas. Os liberais não necessitam de criar lutas artificiais entre classes, com um discurso altamente preconceituoso e com pitadas de inveja. Os liberais delinearam muito bem desde sempre os seus inimigos: aqueles que substituem o indivíduo pela sociedade, venham eles da esquerda ou da direita.
Mas há esperança de encontrar a cura. O povo português é trabalhador, tem vontade de ser feliz e, certamente, não quer que uma metade do país esteja a sustentar a outra. Para a esquerda, cada vez que o Estado ajuda alguém é uma vitória, mas é uma derrota terrível. Um país que depende tanto de uma instituição que rouba os seus contribuintes de forma descarada é um país falhado. Qual a cura? [Read more…]
Durante a campanha, e antes dela, Ventura e o seu partido afirmaram, várias vezes, que se opunham e queriam acabar com os laços familiares no Parlamento. Fizeram disso uma bandeira. Talvez por isso, imagino eu, é que Rita Matias, a única mulher eleita pelo CH para a AR, é filha de Manuel Matias, assessor de Ventura na AR e antigo líder de um micropartido que o CH engoliu. E se dúvidas restarem, puxem a box atrás e vão ver o debate da jovem com a Joana Amaral Dias, na CNN, para perceberem a mediocridade. Parafraseando o saudoso Chicão, um esquadrão de cavalaria à desfilada naquela cabeça não esbarra numa ideia. Sim, é um tacho. E sim, a narrativa do CH é uma fraude. Mas cada um come os gelados que quer com a testa. Por enquanto, ainda somos um país livre.

No meu artigo anterior, “A Direita e as Direitas” analisei os desafios para as direitas no pós legislativas de 2022. Agora vou procurar analisar a vitória de António Costa e do PS. Para isso vou recordar os dados da Pordata: são 9,2 milhões de eleitores dos quais 5,2 milhões (56%) dependem directamente do Estado (funcionários públicos, trabalhadores de empresas públicas, reformados e pensionistas assim como beneficiários do RSI – nestes 56% não estão contabilizadas as respectivas famílias.
Um dos motivos que me levou a escrever este artigo sobre a vitória de António Costa é a falta de noção de inúmeras pessoas que, perante o resultado obtido, começaram a disparar contra os eleitores que escolheram o PS. Desde o “a culpa é do Povo que é estúpido” ao suposto problema da falta de percepção do eleitorado. No primeiro caso, vi muitos laranjinhas descontentes atirar a matar ao povo. Aliás, uma senhora do PSD disse-o na televisão com todas as letras e sem gaguejar. Já outros queixam-se que o Povo votou no PS graças a um conjunto de medidas que foram impostas pelo PCP e pelo Bloco. Até pode ser verdade mas o erro de percepção é, sobretudo, responsabilidade daqueles que agora se queixam. Será que é o Povo que é estúpido e burro a justificação para a derrota de tantos e a vitória do PS?
Não. O Povo não é estúpido, nem quando nos brinda com derrotas nem tão pouco quando nos oferece vitórias. O Povo vota segundo os seus interesses, o seu bolso, os seus medos e angústias e as suas ambições. Ora, 56% do eleitorado (e suas respectivas famílias) o que viram nestes seis anos? Viram o seu salário mínimo crescer 40%. Viram as suas reformas aumentar e os cortes, antes efectuados, repostos. Viram as carreiras serem descongeladas. Viram o Serviço Nacional de Saúde funcionar para eles antes e durante a pandemia. Viram, como bem explica o José Mário Teixeira neste artigo, que podem continuar a recorrer ao sistema de justiça de forma gratuita ou quase. Mais, durante a pandemia viram o governo actuar segundo os seus interesses, os interesses destes 56% que não perderam poder de compra, que não viram os seus postos de trabalho terminar nem os seus salários cortados. Nada. Ou seja, nestes seis anos, não viram a sua vida piorar, o que é melhor do que na legislatura anterior a Costa. [Read more…]
Transversalmente, os partidos políticos, à semelhança da sociedade em geral, estão viciados na falsa concepção de que existe uma Justiça para ricos e outra para pobres.
Na verdade, quem é pobre ou quem é rico, tem o acesso mais facilitado à Justiça do que a classe média. Os pobres podem recorrer ao apoio judiciário, e os ricos às suas fortunas. Quem faz parte da classe média é que não pode recorrer nem a uma coisa nem a outra. Antes, enfrenta taxas absurdas.
É, pois, imperativo e urgente acabar com as taxas e os encargos proibitivos. E de uma vez por todas, à semelhança da Saúde, ser consagrado o princípio de “tendencialmente gratuita”. Pois se sem Saúde não há vida, sem Justiça não há sociedade.
Infelizmente, a Justiça tem sido assunto mais de títulos noticiosos do que de análise e ponderação. A reboque de fúrias, paixões e oportunismos, pouco se tem feito para começar, desde logo, a legislar melhor.
Do programa eleitoral do PS, existe um diversificado elenco de ambições e de medidas, mormente de modernização e de agilização, que quem as lê fica com a ideia que os socialistas têm estado na Oposição e não na governança.
Nada do que agora o PS propõe realizar, foi feito ao longo dos últimos 6 anos. Pela simples razão de que muito pouco – pois nada seria sempre impossível, por muito pouco que fosse -, foi feito em matéria de Justiça.
Efectivamente, os dois mandatos da Ministra Francisca Van Dunem, reduzem-se a 6 anos perdidos. Nada mais. E, talvez por isso, o PS nem se recorde, que esteve a governar nesses mesmos 6 anos. Prometendo, agora, tudo quanto havia prometido antes e mais um par de botas. Ainda que em matéria de taxas de justiça, apenas ambicione reduzir nos casos em que “importam valores excessivos”.
Ao fim de 6 anos, aperceberam-se que há “valores excessivos”. Lindo!
A verdade é que uma maioria absoluta, acaba com quaisquer desculpas: a Justiça só não se aproximará do povo e cumprirá a sua missão, se não houver vontade política.
Por isso, é bom que se deixem de merdas e arregacem as mangas. Se não for por convicção, ao menos que seja por vergonha. Se ainda houver, uma ou outra.
O principal pecado de RR começa logo nesta divisão. Rio era conservador às segundas, quartas e sextas e liberal às terças e quintas. Nos sábados e domingos dividia-se entre o descanso em Viana do Castelo e afirmar que era de centro esquerda. Em suma, RR era tudo e o seu contrário. No fundo, não era nada. E como não é nada, nada é o resultado da sua liderança no PSD. Um enorme nada.
A noite eleitoral de ontem foi um desastre absoluto para parte da direita portuguesa. O CDS-PP desapareceu do mapa que conta e o PSD levou uma pancada monumental.
Podemos considerar que existem razões internas fruto das respectivas lideranças. Por um lado, temos o CDS-PP de Francisco Rodrigues dos Santos (FRS) que cometeu o erro de não ter feito as directas e, pelo outro lado, Rui Rio (RR) que foi péssimo na oposição. É uma leitura possível mas, a meu ver, simplista.
Simplista porque o problema do CDS é anterior a FRS. O CDS estava em queda livre e vertiginosa desde que Paulo Portas desertou. A liderança de FRS foi minada desde o momento em que este decidiu, consciente ou inconscientemente, largar as amarras do “portismo”. A partir daí nunca mais teve sossego. Conviveu com um grupo parlamentar que não era o seu e com comentadores CDS nos diferentes órgãos de comunicação social que eram oposição à sua liderança e de fidelidade canina ao “portismo”. Como alguém escreveu (não sei se foi o Rui Calafate ou o João Gonçalves), FRS teve que viver rodeado de lacraus. O cúmulo foi ver como uns desertaram logo no momento anterior à campanha eleitoral e os restantes desertaram da campanha sem desertarem dos palcos oferecidos pelos OCS. Mesmo assim, sem grandes meios humanos, sem meios financeiros e sem boa imprensa até esteve bem na campanha eleitoral. Mas não foi suficiente.
Por sua vez, Rui Rio com a vitória nas directas conseguiu ter tudo: os meios, a máquina, os opositores e até, pasme-se, boa imprensa. Mesmo assim, não evitou o desastre. Mesmo com a estratégia de comunicação do Rio bonzinho, tolerante e simpático. Quem não o conhecia até podia ser levado a acreditar. Quem conhecia o RR original (que ressuscitou na noite das eleições com o momento alemão) sabia que tudo aquilo era plástico. Não critico a opção dos seus estrategas de comunicação. Apresentar o RR original seria arriscar nem chegar aos 20%. Como os compreendo.
Contudo, o desastre eleitoral do PSD é mais complexo que isto.
Contas feitas, o Parlamento continua a alojar uma maioria expressiva de esquerda, que fica com 129 dos 230 deputados ontem eleitos. Mas as consequências desta eleição, que resultam de um braço de ferro entre o PS e os partidos de esquerda, subordinado ao tema “Quem foi o (ir)responsável pelo chumbo do OE22 que precipitou o país neste abismo, quem foi?”, só sorriram, e de que maneira, a António Costa. Rui Tavares também foi eleito, o que representa uma inegável vitória para o Livre, que lá conseguiu sobreviver ao desastre Joacine, e é digno de nota. Mas uma nota de rodapé, numa história que é sobre um eucalipto que secou tudo à sua volta.
Sobre o PCP já escrevi na noite eleitoral. Foi um dos derrotados da noite, teve um resultado desastroso, perdeu parlamentares de peso como António Filipe e João Oliveira, que prestigiaram a AR com o seu trabalho, e viu aprofundar uma crise que vem de trás, e que não parece ser de fácil resolução. Mas continua com seis deputados, mais dois no Parlamento Europeu, quase duas dezenas de autarquias, presença em praticamente todos os concelhos do país e um forte ascendente no meio sindical.
Já a situação do BE é completamente diferente e muito mais grave. É o grande derrotado da noite à esquerda e só não é o grande derrotado da noite porque houve um partido fundador da democracia que foi obliterado do Parlamento e um Rui Rio que levou a tareia da vida dele. Mas deixarei o grande derrotado da noite e a implosão do CDS para outro escrito.
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As eleições estiveram mais próximas da lógica do Big Brother, ou de qualquer concurso televisivo, do que de um exercício capaz de esclarecer os eleitores para uma escolha democrática. Por isso mesmo o Viagra do Cotrim, o Albino do Rio ou a Acácia do facho foram mais citados do que os temas centrais da governação ou as aberrações programáticas dos respectivos partidos. Assim, a direita que quer proibir greves e acabar com a negociação colectiva, radicalizar a liberalização do mercado de trabalho, vender o que sobra da estrutura económica do país, cobrar os mesmos impostos a ricos e pobres, foi capitalizando simpatia ao invés do escrutínio público que por certo teria o seu preço a pagar em votos. Os jornalistas passaram a apresentadores de um concurso de variedades destinado a medir a popularidade do espectáculo pelo espectáculo, mesmo que isso aconteça sobre a vala comum do jornalismo e do debate de ideias. A direita da direita cresceu, a esquerda da esquerda foi devorada pelo PS que ganhou às suas custas com maioria absoluta, há 12 fascistas medievais num parlamento democrático, mas as lições a tirar destas eleições não se ficam por aqui.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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