A alternativa à A25

Troço da Estrada Nacional 16 entre Vilar Formoso e Guarda. Eis a “alternativa” à  A25…

Los pórticos de la A-62 (Autovía de Castilla) a su paso por Castilla advierten “En Portugal Telepeaje en todas las autovías“. Vergonzoso.
Y si no tienes dinero para entrar en Portugal desde Europa, puedes usar la carretera internacional Nacional 16, un camino semiasfaltado al que un amigo mío llama “O Progresso”. Las carreteras españolas son, en general, mucho mejor que las portuguesas. Por lo menos, los que no tenemos dinero, podemos circular por carreteras dignas. Lo siento por los hosteleros. El próximo verano por culpa de los peajes, muchos restaurantes y hoteles cerrarán.

Jesus Cabanillas.

 

Sair e aterrar no mundo das notícias

Tenho andado arredado de noticiários e jornais. Provavelmente sem perder nada de especial; e ganhos certamente também não teria.

A respeito de impostos e reduções de rendimento, já estava informado. De resto, até fixei na porta do frigorífico o calendário fiscal para 2012. Ao estilo dos lembretes domésticos; ou se se preferir, ao jeito da decoração da cabine de um  qualquer camião TIR. Sem, obviamente, a pornográfica loura de avultadas “red lights”. Haja decência! A ética do lar é implacável e optei por calendário com fotos do Coelho e do Gaspar.

Todavia, e sem usar a económica do ‘Falcon’,  voltei a aterrar no mundo das notícias.  Vi a TV. Falou-se do descontentamento do Nick Clegg em relação à posição do Cameron na cimeira europeia. Anunciou-se e exibiu-se mais isto e aquilo. Notícias para encher o ‘prime-time’ do telejornal. Sem novidades, nem “cachas”.

No fundo, quem animou a minha jornada das notícias televisivas foi o Alberto João, no jantar de Natal do PSD-Madeira. O homem, como sempre, empolgou umas centenas de militantes. Elas e eles riam, babavam-se, pulavam e erguiam os braços,em patética celebração do discurso do grande líder madeirense. Emocionei-me com aquela gente e à memória saltou-me um pequeno poema de Bocage:

O Macaco Declamando

Um mono, vendo-se um dia
Entre brutal multidão,
Dizem que lhe deu na cabeça
Fazer uma pregação.
Creio que seria o tema
Indigno de se tratar;
Mas isto pouco importava,
Porque o ponto era gritar.
Teve mil vivas, mil palmas,
Proferindo à boca cheia
Sentenças de quinze arrobas,
Palavras de légua e meia.
Isto acontece ao poeta,
Orador, e outros que tais;
Néscios o que entendem menos
É o que celebram mais.

Para quem tem andado arredado do que se vai noticiando nestes últimos dias, não poderia ter tido regresso mais auspicioso e intrigante. Como é que Bocage, há cerca de 200 anos, profetizou Jardim e apoiantes?

Omitir não é mentir!

A mini-hídrica do Mondego e o homem que odeia Coimbra

Imagine um rio pelo qual os peixes não sobem desde que lhe meteram um açude no meio. Ao fim de muitos anos lá se constrói uma escada para peixes que custou 3,6 milhões de euros.

Vai daí o governo do homem que têm um ódio profundo à cidade onde se formou como engenheiro técnico decide construir uma mini-hídrica 10 km acima. Custo: 3,5 milhões, obra já licenciada à… Mota-Engil. Bingo.

A mini-hídrica do Mondego não tem ponta por onde se lhe pegue: produzirá uma quantidade ridícula de electricidade, termina com as descidas do rio em canoa (500 000 euros/ano que vão rio abaixo) e sobretudo é um crime ambiental digno desse grande assassino de rios, de seu nome José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Para oferecer uma obra aos amigos que se lixe a lampreia, que se trame o turismo, que se dane o maior rio português. Pode ser que o Politécnico de Coimbra ainda lhe dê um doutoramento honoris causa.

Mais informações no blogue da Plataforma Mondego Vivo e assine a petição respectiva.

Liberdade

Quando olhamos para o estado em que se encontra a União Europeia, do ponto de vista económico e financeiro, esquecemo-nos do valor mais importante que nos une a todos os países membros: a liberdade –  direito natural, dado adquirido.
Não devemos apenas desejá-la para os outros, mas trabalhar para que ela continue a ser a nossa bandeira, mais que a hegemonia político-económica.
É preciso que os nossos líderes europeus saiam mais vezes dos gabinetes aquecidos e impermeabilizados a tudo e a todos.
Só assim poderão estar próximo dos problemas reais. É perigoso que deixem de se comover, de se impressionar e que se esqueçam das suas origens e do sofrimento por que (também) passaram na luta pela liberdade. Que foram também eles, resistentes e clandestinos correndo riscos pessoais, “na esperança de uma vida mais digna”.
O polaco Buzek, presidente do Parlamento Europeu,  precisou de andar nas ruas de Trípoli, dias após a queda do ditador líbio, para se comover e impressionar “com o olhar tão cheio de esperança e entusiasmo” de um homem que se cruzou com ele e lhe pediu ajuda.
Quando tudo parece pôr em causa a UE, a sua razão de ser e a sua coesão, não nos esqueçamos que somos ricos: temos liberdade de expressão e de imprensa e defendemos eloquentemente o direito à vida e à integridade física. Muitos outros países do mundo anseiam viver em liberdade, por que lutam desesperadamente e são presos. Sofrem pela liberdade como se dela dependesse a sua sobrevivência, como se de pão para a boca se tratasse. É o caso de Ahmed al Sanusi, que esteve 30 anos preso por ter querido derrubar o regime de Khadafi. Receberá o Prémio Sakharov no próximo dia 14, um reconhecimento atribuído por nós, europeus.

Céu Mota

Os Palhaços, de Fellini

Porque hoje é domingo e rir é preciso, eis um resumo de “I Clowns” de Federico Fellini.

O filme completo pode ser encontrado aqui

Santiago de Compostela-Madrid em menos de cinco horas

Clique na imagem para ver o vídeo promocional

La Palabra, La Obra. LAV Ourense – Santiago – A Coruña – Adif

E já em 2012, com a introdução de novos comboios híbridos, todo o noroeste da península ficará a menos de cinco horas de Madrid. Entretanto, da Corunha à fronteira portuguesa, já quase toda a linha é nova, moderna, rápida…

Um deputado nacional-inglês, com certeza

Nigel Farage é um deputado da direita inglesa mas o que diz está certo. Estranhos tempos em que um deputado nacionalista (não confundir com fascista, sff) inglês, anti-europeísta convicto é porta-voz de todos os europeus que se opõem ao nacionalismo alemão e à técnico-incompetência que reina em Bruxelas. Eu também não quero viver numa Europa dominada pela Alemanha.

Hoje dá na net: Ser Campeão é Detalhe: Democracia Corinthiana

O documentário Ser Campeão é Detalhe tem como objetivo contar um pouco do que foi este time do Corinthians, falando de seus feitos dentro e fora de campo através de depoimentos dos jogadores que o estrelaram, comissão técnica, e outras pessoas que, de certa forma, fizeram parte do movimento.

Mais que não seja também uma homenagem a Sócrates, e a demonstração que futebol e política podem andar de mãos dadas pelos melhores motivos. Mais informação na página do filme.

Via Tiago Mota Saraiva

Alegria de Ver o Comboio Passar

De antologia. Podia ser assim uma estória na história da Linha do Tua e do caminho-de-ferro que foi Portugal; esta fotografia encontrei-a por aí. Assumo ter sido tirada por volta de 1966-67 na passagem de nível da Estrada Nacional 15 junto ao apeadeiro de Rebordãos, uns oito quilómetros a jusante de Bragança. Muito provavelmente, a fotografia ilustra a entrada ao serviço das então novas automotoras CP de fabrico holandês “Allan”, de via estreita, com veículo motor e respectivo reboque.

Passa o comboio, Trás-os-Montes veio ver o comboio passar.

Entretanto, nos dias que correm, e a 35 km da fronteira, passam cada vez mais comboios mais rápidos a ligar a  Galiza a Madrid e Barcelona… como dizia o outro: “virem-se para Espanha”…

ps: avisam-me que estas automotoras vieram para o Tua um pouco antes, em 1955.

No comboio descendente

Sim Dario, vamos lá de comboio, cantando e rindo, mas levados, levados, não.

Funcionários públicos? Era fuzilá-los a todos!

António Pires de Lima é um dos muitos iluminados que conhece todas as soluções para resolver os problemas do país. Como lídimo membro de toda a pandilha vagamente neoliberal que vê nos métodos de gestão empresarial uma religião universal, defende que o problema está sempre no Estado e, mais concretamente, nos funcionários públicos.

Segundo as suas doutas palavras, tudo se resolverá se, dentro de três anos, houver menos 50 000 a 100 000 funcionários públicos, entre outros cortes.

Nestas cabecinhas contabilistóides, está constantemente presente o único verso que restou do poeta grego Pitermo: “Nada interessa, a não ser o dinheiro.”

Não há vida para além do défice e as pessoas são peões que podem sacrificados. Não interessa debater como deve ser o Estado e interessa menos ainda saber quantos funcionários públicos são, efectivamente, necessários para que o país funcione. No campo da Educação, por exemplo, está-se a cometer um verdadeiro desperdício de recursos humanos e a comprometer a qualidade do Ensino para os próximos anos, afastando das escolas muitos professores cujo contributo é absolutamente necessário. Para a mente brilhante que comanda a Unicer, professores e médicos são apenas despesa.

Entretanto, Pires de Lima não tem uma palavra para o modo como os partidos do arco do poder têm gerido os orçamentos de Estado em benefício de empresas e de bancos administradas por correligionários, amigos e compadres.

Não sei se há funcionários públicos a mais ou a menos. Sei que é muito fácil arrotar umas postas de pescada do alto de um gabinete donde as pessoas parecem formigas e em que o país é, apenas, um tabuleiro do Monopólio. O problema, no entanto, não é esse: o problema é que estamos a ser governados por quem pensa como esta luminária.

 

FOTOGRAFIA DE RUA 2

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O Problema da Europa

Valores dos titulos a atingir a maturidade

O gráfico anterior ilustra as necessidades de crédito imediatas de três bombas relógio. As cimeiras europeias não fazem nada para resolver este problema. Tanto a Itália como a Espanha estão a atingir valores de financiamento que fazem com que o roll over destes bonds seja impossível de fazer. Como vai ser?

Na palma da mão

adão cruz

Na palma da mão tenho sonhos de liberdade e silêncio para enfrentar a morte.

A música treme na palma da mão como incerteza de paisagem e futuro.

Quem dera adivinhar a cor desta canção cinzenta que se dissolve no ar que respiro.

Neste verão diferente do outro eu quero vestir-te de primavera sem medo dos tiranos e da moral burguesa.

Quero escolher as palavras do poema que fazem chorar teus olhos azuis e abrir o sonho à luz do meio-dia.

Quero renascer dos versos que dentro de mim acendem as estrelas e clamam por outros seres e outros mundos.

Quero seguir quem me chama para outros mares onde o sol sempre nasce e ilumina.

Creio que a terra é minha e de espirais de estrelas o meu regresso.

O sol arde nas nuvens e o mar verde leva-me para habitar contigo onde quer que estejas.

Não sei aprender a morrer fora das linhas desta mão incerta onde as flores de verão deixaram raízes no inverno e hão-de desabrochar na manhã de sol em que partirei.

O meu umbigo é melhor do que o teu

Celebrada por alguns, tomada como uma vitória sobre a poderosa Alemanha de Merkel, a mal sucedida cartada inglesa na cimeira de líderes europeus nada tem de europeísta, de defesa dos direitos dos europeus, ou de contributo para a ultrapassagem do impasse político com que a europa se debate. É apenas mais do mesmo e insistência no poderio desregulamentado dos mercados.

Cameron nada acrescentou (nem sequer tentou), excepto nacionalismo, liberalismo e autismo a uma conjuntura que sofre precisamente do excesso desses males. Louvá-lo é apostar no desmembramento da europa e na predominância dos mercados sobre os interesses dos povos e dos estados. Persistir nos erros que conduziram a este túnel cada vez mais apertado é estúpido e, na prática, não passa da outra face da moeda Merkozy. Não há nada a festejar quando as coisas são como estão.

Trans Europe Express


Não sei porquê mas hoje apetece-me ouvir Kraftwerk.

2.3 milhões de euros a arder ao vento

Ventos com força de furacão (265 Km/h) colocaram em Ardrossan, Escócia, esta turbina a arder por causa de rotação a velocidade excessiva. Possivelmente, digo eu, foi o sistema de travões que falhou. No nosso panorama habitualmente planeado com primazia, há umas turbinas bem perto de zonas habitacionais – basta fazer a A8 e observar alguns exemplos. Mas a sorte protege os audazes e nós ousamos e bem.

foto e notícia: The Telegraph

Rir é preciso

O riso, quando tudo à nossa volta parece desmoronar, é um sinal de coragem e resistência.  Nós, portugueses, inventamos anedotas, trocadilhos, malandrices, acerca de tudo o que outros inventam para nos oprimir e fazer sofrer, como quem com o riso carrega as baterias de resistir e lutar. Foi assim durante a ditadura imposta pelo 28 de Maio de 1926, foi assim durante a tentativa de ditadura comunista em 1975, está a ser agora com as imposições da Alemanha que, como é costume, leva a França conservadora pela arreata, porque esse lado da França acorda sempre tarde e mal, é um lado burro que não aprende nada e que, quando chega a hora da verdade, berra e grita até chegarem os ingleses, os americanos, os australianos e os canadianos para a libertar. Mas depois esquece tudo. No seu ADN não estão registados a gratidão, a solidariedade e o bom senso.

Até o primeiro ministro do Canadá, que é conservador e com pouca graça, sabe que é assim a avaliar pelo que se passou na última Cimeira do G-20. Primeiro, de cara estanhada, disse que a União Europeia tem meios suficientes para resolver os seus problemas sem precisar de pedir ajuda. Depois, quando um francês ressabiado lhe atirou à cara que o Canadá  participou da 2ª Guerra Mundial por ser “imperialista”,  saíu-se com este par de bandarihas: “No final da guerra a terra que reclamámos foi a necessária e suficiente para sepultar os milhares de canadianos que deram a vida para vos ajudar”. Por este domingo tire o leitor os dias santos do que por cá se pensa. [Read more…]

Custa muito, mas é merecido

Obrigado velha Albion, não é que tenha resolvido alguma coisa mas tratando-se dos bárbaros do costume a França mete-se em Vichy e vale-nos a Inglaterra.

Custa-me mesmo muito, ainda por cima sendo a direita inglesa a única a afrontar a besta, mas as coisas são como são e não exactamente como fabricados em mitos gostaríamos que elas fossem.

Fiquem lá com uma grega a cantar um dos hinos ingleses, ó merkozis e seus provincianos súbditos locais, enquanto vejo a repetição do tempo. De uma forma ou de outra essa coisa da cee acabou e o que vem a seguir tende a ser a repetição do impensável. Daqui a 20 anos desconfio que a França, a velha colaboracionista, garantirá ter sido muito heróica na sua resistência.

A cimeira

Hoje dá na net: While The City Sleeps

While The City Sleeps – morte de um magnata dos media provoca uma luta pelo poder entre os seus executivos. Entretanto, mulheres em Nova Iorque tornam-se presas de um assassíno em série. Filme de Fritz Lang. Página IMDB. Em inglês, sem legendas.

A grande cisão no Bloco de Esquerda já está a mudar o mundo

O ex(?)-estalinista José Manuel Fernandes acaba de reinventar uma velha piada (mesmo com piada, note-se) em versão homossexual e com algum poliamor :

É uma grande vitória das causas fracturantes.

Barragem do Tua ou Património Mundial – O que é mais importante para o país?


O leitor Mário Carvalho fez a pergunta que se impõe: Barragem do Tua ou Património Mundial – O que é mais importante para o país?
Os criminosos que fizeram parte do Governo anterior já responderam à pergunta, mas os actuais ainda vão a tempo de responder de forma diferente. Ou dão preferência à pandilha de Mexia, fazendo o país pagar com milhões e milhões um empreendimento completamente inútil, ou conservam para o país e para o Douro um estatuto de Património Munidal.
Dado que o actual Governo recebeu em Agosto um relatório demolidor da Unesco e escondeu-o até hoje, parece que a resposta também já está dada. A esses, sempre direi por agora que, se concretizarem o seu projecto, ficarão na História e serão relembrados por terem acabado com o Património Mundial de uma região única e irrepetível. Por causa de um monte de betão que não serve para nada.
Alarves sem alma nem coração, economistas da treta que não percebem a importância do Turismo num país como Portugal, iletrados que se dizem homens de cultura. A História já cavou a vossa sepultura.

No boys for the job

Contaram-me que, há dias, na televisão, um engenheiro comentava que não era possível a alguém com a sua profissão enganar-se a planear e executar uma ponte, ao contrário dos economistas que falham constantemente previsões e execuções. Quem diz economistas, diz, é claro, ministros, chanceleres ou presidentes.

Gostaria de cumprimentar daqui esse engenheiro desconhecido, por pôr em palavras melhores que as minhas aquilo que penso.

Efectivamente, se fizermos a história das previsões económicas feitas por especialistas, sobretudo nos últimos dois a três anos, encontramos uma quantidade assustadora de tiros falhados, como a sucessão de PECs da marca “agora é que vai ser o último” ou as garantias de que não haveria necessidade de cortes posteriormente inevitáveis ou a nomeação de governos europeus que iam acalmar os mercados e ainda causaram mais nervosismo, culminando nesta palhaçada de Bruxelas, em que se reuniu uma multidão de fantoches manipulados por um duende de saltos altos e por uma boneca insuflável com a sensibilidade de um SS.

Voltando à metáfora da construção civil, pergunto: os amáveis leitores mandariam construir uma casa a um empreiteiro célebre pelas derrocadas que já tivesse provocado? Vão pensando nisso, que 2015 chega num instante, com ou sem euro.

Intervalo

Bloco de Esquerda – Ruptura/FER, a hora da (de)cisão

Que o Bloco não é um bloco tornou-se evidente há muito tempo, especialmente desde os inícios da representação parlamentar, época em que o BE inicial foi invadido por toda a casta de arrivistas atraídos pelo cheiro a poder (neste caso o estatuto de deputado, a possibilidade da presidência de uma câmara municipal, a remota hipótese de uma assessoria bem paga, a mera chance de protagonismo mediático). Chamar trotskistas, marxistas, etc., aos do bloco tornou-se não apenas caricato, mas verdadeiramente ridículo: havia (há) por lá de tudo, social-democratas orfãos de partido, socialistas desenganados, comunistas arrependidos, radicais adormecidos, utópicos desiludidos, anarquistas inconsequentes.

A divisão interna era evidente há muito e a perda de votos nas últimas eleições, somada a uma sucessão de erros e más escolhas políticas, agravou-a. A Ruptura/FER já por lá anda há bastante tempo, mais ou menos amordaçada. Agora ameaça sair e fundar um novo partido. É óbvio que o BE perdeu a sua frescura inicial, esgotou a sua caderneta de causas e aburguesou-se.

A Ruptura, por seu lado, tenta “capitalizar” os novos movimentos sociais, as acampadas, a geração à rasca, etc. Esse é o novo caminho da Ruptura e aquilo que, futuramente, vai ditar rupturas dentro da nova organização. Porque uma organização que nasce com estes alvos não vai permanecer unida, em bloco, durante muito tempo:

“aberto a toda a esquerda, independentes, ex-bloquistas e aos novos movimentos sociais das acampadas, e a todos os que não se revêem nas posições oficiais dos partidos e dos sindicatos institucionalizados”

A PSP, o facebook e a censura, ou de como esta gente odeia críticas e quer mesmo um Salazar de volta

Afinal a PSP não viu a sua página no facebook assaltada, como ironicamente aqui contei. A PSP é mesmo fiel ao seu passado de polícia salazarista, seu pai verdadeiro. Nada que seja de espantar mas que vem ao de cimo quando tem no poder gente com a mesma vontade, agora disfarçada de liberalismo.

Sendo causa para lembrar a velha máxima anarquista quem nos protege dos nossos protectores, coloco aqui os comentários no mural da PSP antes de almoço, e depois de almoço, quando ao mesmo tempo que apagavam escreviam isto:

A PSP agradece todos os comentários que, ao longo da manhã, foram feitos na sua página oficial. Com isso não só garantimos o diálogo que se pretende promover nas redes sociais como aumentámos ainda mais o número de seguidores. Ficou no entanto a dúvida sobre o motivo da Imagem: “eles falam, falam…” e nesse sentido justifica-se que o único propósito da imagem foi apenas garantir que o princípio do respeito é mantido nesta rede social. A PSP tem mais de 16.000 seguidores, com várias faixas etárias, dos 16 aos 80 anos de idade e temos verificado, nas últimas semanas, a utilização recorrente de vernáculo e linguagem desapropriada que, não querendo eliminar por respeitarmos todos os comentários, achámos ser altura de repudiar. Não estamos contra as opiniões, nem contra as pessoas, estamos sim contra, nestes fóruns, o uso de linguagem desapropriada com que são feitos alguns comentários. Respeitamos nessa medida, quem nos respeita!

Descubram as diferenças, e encontrem o vernáculo:

[Read more…]

Professores recebem formação em artes circenses

Escolas da Parque Escolar estão para arrendar na Internet

Para garantir a animação das festas que poderão decorrer nas escolas, a partir de agora, os professores receberão formação em artes circenses, para que possam desempenhar funções como palhaços ou malabaristas, o que já faziam, de facto, podendo, agora, fazê-lo, de direito. Para além disso, aqueles que já foram considerados “os inúteis mais bem pagos do país” poderão, finalmente, ver o seu horário de trabalho preenchido.

Pudemos, ainda, apurar que o Ministério está a ponderar a hipótese de acabar com as aulas, o que permitira rentabilizar melhor os espaços escolares.

Página no Facebook da PSP assaltada por pirata salazarista

Debaixo desta bela imagem escreveram:

Diariamente lemos crónicas interessantes, desabafos contundentes, opiniões inflamadas contra a PSP, contra “agentes infiltrados”, contra contradições e todos sob o mesmo mote: Todos são suficientemente conhecedores desta realidade para opinarem, para monitorizarem o trabalho policial, para dizerem o que se deve e não deve fazer. É fácil criticar, é simples escrever sobre preconceitos, difícil é passar pelos problemas e resolvê-los! No fim do dia, quando regressarem a casa, os outros, os “suspeitos do costume” estarão ao seu lado para o proteger, com as cores do costume, com a farda do costume e com a disponibilidade que lhes reconhecemos! Eles falam, falam, mas na hora do aperto, A TODAS AS HORAS, são sempre os mesmos a avançar! Consigo desde 1867, todos os dias!

Tirando o dislate de a PSP não ter sido criada em 1867 (a Polícia Cívica monárquica foi emprateleirada pela República que criou a GNR. mas naturalmente quem cometeu este atentado não percebe nada de História) esta defesa do papel da PSP ao longo de 48 anos de ditadura é obviamente obra de quem tenta denegrir a imagem da instituição. Não se tratando de um agente infiltrado do mundo do crime só pode ter sido obra de “piratas informáticos”, como usam escrever os jornais.

Há indícios de que a PSP pode ter retomado o controlo da sua página, uma vez que tem apagado vários comentários, mas ainda não conseguiu eliminar o ultraje original. Aguarda-se a todo o momento uma conferência de imprensa de Miguel Macedo.