Ontem, depois de ouvir atentamente Zorrinho no Masturbódromo Parlamentar do PS, percebi que me precipitara no optimismo relativamente à por mim suposta reconversão interior zorrinhoniana. Afinal, não há um, senão dois ou talvez três Zorrinhos. E parecem virtualmente incompatíveis entre eles. O Zorrinho solidário com António José Zeguro existe, mas depois há o Zorrinho que faz discursos segundo a narrativa urdida pelos Órfãos de Zócrates. Ora, se são estes espécimens dissolutos a fazer-lhe as homilias, no fundo, levando o Carlos a dizer que estamos pior e ficaremos pior por causa da rejeição do PEC IV e da grande conspiração anti-PS levada a cabo por BE, PCP, Verdes, CDS-PP, PSD, Presidente da República, os media, a Banca, todos os broncos que espumam de raiva contra o Primadonna Playboy PPP Parisiense, toda a gente rasca, eu e quantos andam por aí, então isso quer dizer que temos um segundo Zorrinho em conluio com os que têm feito a vida do TóZé um inferno. Ora, se temos um Zorrinho ao mesmo tempo solidário com Zeguro, mas ainda dependente dos assessores unha com carne de Zócrates, demasiado íntimo do velho spin de falsificar, isso quer dizer que temos um terceiro Zorrinho. Um Zorrinho em que se não pode confiar: não podemos confiar nele, apesar de ser boa pessoa. Não pode Zeguro confiar nele, apesar de lhe ser solidário. Não pode Zócrates e os assessores de Zócrates confiar no tríplice deputado e líder de bancada, apesar de este lhes ler os discursos manhosos. Se Zorrinho fosse só um, não encabeçaria a tese-mofo das desculpas e justificativas socialistas pela devastação corrupta e endividante do Estado Português que o odioso zocratismo pariu em primeiro lugar. Como Zorrinho afinal são três, então que organize um torneio de Bisca. Sempre ganhará de todas as vezes.
Presidente da Assembleia Municipal recebe dinheiro das Empresas municipais
A afirmação do título pretende transportar o leitor para um exercício teórico.
Imagine, caro leitor que um cidadão (podia escrever popular, contribuinte, eleitor, mas no caso concreto preferi recorrer à antítese) não tem qualquer relação laboral ou financeira com a autarquia ou com qualquer das suas empresas municipais. Isto é, quando o cidadão foi eleito Presidente da Assembleia Municipal não recebia e não trabalhava sob qualquer tipo de forma para a autarquia.
Depois de eleito Presidente da Assembleia Municipal passou a receber dinheiro das Empresas Municipais.
O que vos parece? Ilegal? Imoral? Um caso de polícia?
Cinco anos a roubar biclas
Parabéns. E se quiserem rever o original… I Ladri di Biciclette.
As pontes da outra margem
Claro que não! Então com ideias destas, quem ia fazer tal coisa?
Se calhar tens mesmo razão e este Homem é um senhor. A proposta é totalmente coerente com o pensamento do autarca, mas poderia ter alguns melhoramentos: [Read more…]
O sol, e também a lua, nascerá para todos nós
Sendo que duas coisas perdi pela mesma idade, a virgindade e a ilusão de que um país pode ser o farol do mundo, e ganhei outras, como a de aprender que a história pode andar muito depressa quando pensamos viver muito devagar, a certeza de que vamos dar a volta a isto, via-a ontem, quando o mundo se deitou assim:

E viva a Argentina. O que se privatiza também se nacionaliza. Um dias destes é a vossa vez de terem medo.
fotografia de Juan Cruz Ordóñez
Fenómenos de alavancagem em Espanha

Alavanca Interfixa
A Espanha está submetida a um processo de autoflagelação, segundo as leis da física, pelo sistema da alavancagem: cai o Rei, sobem os juros.
O Rei, diz-se, está a recuperar; mas, no reino dos juros, o ambiente é agitado e suscita enormes apreensões: para empréstimos de dívida pública a 18 meses, os juros subiram de 1,711% para 3,11%, ou seja, um acréscimo de 81,8% no espaço de um mês.
O panorama não é apenas assustador para Espanha. As densas nuvens dos custos da dívida pública já causam temores de forte contágio a Portugal, segundo afirmações de Luís Verenne do IGCP.
Parece, pois, recomendável que os nossos responsáveis políticos, a destempo, não comecem a entoar falsetes acerca da queda dos juros da dívida para compensar desvios desfavoráveis da execução orçamental. Haja honestidade, prudência e sensatez… ao menos nisto.
Concursos de professores
O serviço público Aventar a funcionar em pleno. Permitam-me que lembre os menos atentos que está a decorrer o concurso para Professores contratados até às 18h do dia 27!
Afonso: vamos conseguir!
O Afonso é um menino do Aventar, acho que posso escrever isso, não posso camaradas aventadores?
O movimento em torno do Afonso continua a crescer de forma fantástica e gotinha a gotinha o nosso beija-flor vai conseguindo.
Nos últimos dias tivemos algumas informações que são úteis para mostrar a todos a seriedade que toda a gente coloca nesta campanha. São informações que nos chegaram directamente da família: [Read more…]
Hoje dá na net: Argentina – Memória do Saque
Quando a Argentina recomeça a recuperar o que é seu, e perante todos os discursos aí jesus que hoje se vão ouvir esquecendo a privatização anterior, nada melhor que ver ou rever este documentário:
Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, e como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC
Realizado por Fernando E. Solanas, legendado em português. Memoria del Saqueo, ficha IMDB.
Lista de reprodução youtube. Partes seguintes também depois do corte.
As Nossas Idiossincrasias Positivas
«A outra idiossincrasia que está a funcionar bem é aquilo a que o governador do Banco de Portugal chamou na sexta-feira no Parlamento de flexibilidade tácita do mercado de trabalho. Muitas empresas exportadoras estão a ser mais competitivas por causa daquilo de que os trabalhadores abdicam. Ao contrário do que acontece nas grandes empresas e no Estado, há muitas PME cuja competitividade está a ser financiada pelos trabalhadores, que interiorizam as dificuldades de sobrevivências das próprias empresas – e nivelam as suas condições à conjuntura. O caso mais radical são os salários em atraso: os trabalhadores preferem tentar preservar o seu posto de trabalho a recorrer a um tribunal e fazer valer os seus direitos. Este é o caso máximo de partilha de risco. E muitas empresas estão a safar-se à custa disso. Um exemplo claro: os trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo acabam de fechar um acordo em que trocam as férias de Agosto para poderem terminar a construção de asfalteiros para a Venezuela.» Pedro Santos Guerreiro
Ainda há vida no planeta Monarquia
Parabéns ao João Ferreira do Amaral, que eu tenha reparado o primeiro monárquico que se levantou depois da queda geral debaixo do elefante. E com nível.
Também há ministros à rasca
“Esperamos que esto no sea el principio de una escalada”, disse Juan Manuel Soria, ministro do governo empossado pelo assassino de elefantes perante a nacionalização do saque da Repsol à Argentina.
25 Poemas de Abril (IX)
NOTÍCIAS DO BLOQUEIO
Aproveito a tua neutralidade,
o teu rosto oval, a tua beleza clara,
para enviar notícias do bloqueio
aos que no continente esperam ansiosos.
Tu lhes dirás do coração o que sofremos
nos dias que embranquecem os cabelos…
tu lhes dirás a comoção e as palavras
que prendemos – contrabando – aos teus cabelos. [Read more…]
O vómito e a revolta
«Quando num tratado internacional supostamente escrito em PORTUGUÊS (“unificado” — assinado por um governo português, aprovado por um parlamento português e ratificado por um presidente português — se lê, como lá em cima no número 7 da Base X, uma monstruosidade como “as formas rizotónicas/rizotônicas acentuadas fónica/fônica e graficamente” a única reacção possível é o vómito e a revolta»
– António Emiliano, 16/4/2012
Limitação de mandatos em Gaia
A limitação de mandatos continua a fazer o seu caminho, quase sempre ao contrário do que seria a natureza da Lei ou o espírito de quem a pensou. Juntam-se freguesias a pensar nas possibilidades que o autarca A tem de ir roubar as freguesias B e C a outro partido. Vais tu para ali, venho eu para aqui. Há também quem deixe o Governo e há quem troque de margem. O ex-Presidente de Gaia agora candidato no Porto depois de ter inaugurado obras em Gaia com a presença de “pessoas do Porto”, continua a inovar: comemorou o 25 de Abril no dia 14. Pelo menos acertou no mês.
No fundo, é sempre que o Homem quiser
Grandes momentos digitais:
Quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão – RMD no 31 da Armada.
Como tu tens razão CAMARADA… como tu tens razão! Nesse aspecto, os direitistas são mais práticos – logo que cheire a poder, estão todos UNIDOS! – João Paulo do Aventar em comentário no meu facebook.
A saudação de Breivik
Começou o julgamento público e como é óbvio o menino debita propaganda. Normal em democracia.
Primeiro número: a saudação. A nossa extrema-direita (e um ceguinho no Público) ao ver um punho fechado tenta sacudir a água do seu encharcado capote e afasta a ideia de que se trate da sua forma muito típica de estender o braço. Convêm observar que a pata se deslocou em primeiro lugar ao peito, e repetiu a saudação romana. Nuances em relação ao original sempre as houve.
Segundo número: não reconhece autoridade ao tribunal porque este recebeu o seu mandato de partidos que apoiam o multiculturalismo.
Ora quem é que por estes lados não pode ouvir tal palavra? quem será… com um Bourbon idiota aqui ao lado (passe o pleonasmo) e o Anders Behring Breivik mais ao longe, palpita-me que a nossa extrema-direita ou inventa uma manobra de diversão ou vai andar muito caladinha nos próximos tempos.
Mas… afinal existe?

Já vai a caminho da Guiné-Bissau, uma das tais fragatas milagrosamente construída nos anos 80. Portugal “não precisa de navios de defesa, a não ser alguns patrulhas, um navio-hidrográfico e umas lanchas pesca-náufragos”. A NATO e os espanhóis tratam do resto”.
Em resumo, aqui está a teoria dos inteligentes da nação que quando precisam, recorrem aos parcos efectivos das Forças Armadas para satisfazer as suas políticas. Este é mais um caso e embora ainda não se perceba bem o que está a acontecer em Bissau – lutas pelo controlo do tráfico de droga, tribalismos vários, ódios e ambições políticas ou outros interesses que envolvem dinheiro -, a verdade é que há quem avise acerca da soberania guineense sobre o seu território e orla costeira. Uma novidade neste nosso país onde as sumidades mandantes nos enchem os ouvidos com “desígnios”, Zonas Económicas “Exclusivas” e outros recursos oratórios de enfarda-chouriços.
Mas existe outro aspecto a ponderar: afinal, após trinta e sete anos de independência, a Guiné-Bissau existe? Ou aquelas fronteiras delimitavam um espaço mantido uno por uma certa nefanda presença que de vez em quando ainda intervém? A uns dias do 25 de Abril, pensem no caso.
Hoje dá na net: Pier Paolo Pasolini – Salò ou Os 120 Dias de Sodoma
Vejam depressa, ou baixem do youtube, antes que desapareça. Pasolini depois de estrear este filme apareceu falecido, à paulada. E por cá foi o primeiro episódio de censura pós-1974:
Em Portugal, já em 1976, salva a democracia e evitados os extremismos, os distribuidores tremeram com o filme nas mãos e não ousaram estreá-lo sem exame prévio do então ministro da tutela, o socialista, republicano e laico Dr. Almeida Santos (VI Governo Provisório, a seguir ao 25 de Abril). Dizia-se que o futuro Presidente da Assembleia da República não aguentou a visão até ao fim: «Chamem-me censor, chamem-me o que quiserem, mas enquanto eu for ministro isto não passa.» Verdade ou mentira, é certo que não passou. O filme só foi apresentado pela primeira vez no Festival da Figueira da Foz no dia 1 de Setembro de 1976 (e estreado no dia seguinte em Lisboa, no cinema Mundial), já com o I Governo Constitucional em funções, Ramalho Eanes como Presidente eleito e David Mourão-Ferreira como Secretário de Estado.
Fui confirmar a memória aO Rato Cinéfilo, uma leitura que se recomenda.
O filme dói, tem um plano que ainda hoje me gela, mas nem que seja pelo momento que este cartaz reproduz (e que eu diria ser a chave que abre as portas para o entendimento da obra) é obrigatório ver.
Legendado em castelhano (activar clicando em CC) Ficha IMBD






(Foto encontrada no 





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