O PS a ser PS

 

Putin e o mercado livre

O documentário que passou ontem na CNN, Putin: o Caminho da Guerra, não é apenas claro sobre a natureza totalitária e monstruosa de Vladimir Putin. É todo um tratado sobre a hipocrisia do Ocidente, que sempre soube quem ela era e quais eram os seus métodos, mas preferiu assobiar para o lado.

E porquê?

Para evitar a fuga dos rublos e, sobretudo, para garantir que a economia russa se mantinha perfeitamente integrada nessa ilusão predatória a que chamam “mercado livre”. Porque os interesses das grandes multinacionais europeias e americanas não poderiam ser afectados por temas menores, como os direitos humanos. [Read more…]

A UE é o eixo franco-alemão. O resto é paisagem

agora fazei o favor de ler o artigo do Henrique Burnay, no Expresso. Totalmente grátis.

#comprimos

li por aí que uma liberal acusou a IL de ter uma espécie de familygate na estrutura do partido. Estou chocado (NOT).

Pelo congelamento imediato dos preços nos produtos básicos

Telecomunicações, energia, habitação, produtos essenciais como cereais, óleos, grãos, lácteos, hortícolas, carne, sobretudo a vermelha, peixe, sobretudo o que não vem da aquacultura, são alguns dos produtos básicos cujo valor tem subido mais. O que impede o governo de impor o congelamento imediato da subida de preços, em particular em produtos e serviços cujas empresas continuam com lucros muito acima do seu padrão.
25\2 | 15h | Manifestação Vida justa, contra o aumento dos preços!

Investigue-se a inércia na Justiça

Os últimos dias têm sido férteis para as nossas forças de segurança, em particular a Polícia Judiciária.

Há governantes investigados, empresários e autarcas corruptos detidos e até o terrorista que pediu um milhão para não abater Marcelo a tiro foi hoje apanhado numa operação à moda NCIS.

Qual é o problema? [Read more…]

Governantes investigados, autarcas e empresários corruptos presos

e até o sniper que queria abater o Marcelo foi apanhado. As forças de segurança funcionam, os juízes é que não querem prender larápios. Investigue-se.

A representação e a representatividade

Keyla Brasil, artista trans, invadiu o palco de uma peça no Teatro S. Luiz, protestando contra aquilo que denomina de ”transfake” (uma expressão, julgo, importada dos Estados Unidos da América), por um actor, que se identifica com o género masculino, estar a interpretar, na peça, o papel de uma mulher trans.

O argumento das activistas centra-se na questão da representatividade e do “lugar de fala”, exigindo, e bem, que mais artistas trans sejam contratadas para o teatro, artes performativas e para outros trabalhos onde, sabemos, há ainda discriminação e desigualdade no acesso; argumentam, também, e é aqui que a minha discórdia se apresenta, que só actores ou actrizes trans possam representar os papéis ficcionais de personagens trans. Nada mais errado, a meu ver, pois a representação não é um sinónimo de representatividade. Vejamos as definições dos dois conceitos, aplicados à questão em discussão:

1 – Representação: (teatro) “exibição em cena”, “espectáculo teatral”, (cinema, teatro, televisão) “desempenho de actores; interpretação; actuação”;
2 – Representatividade: “qualidade do que é representativo”; Representativo: “que representa”; “que envolve representação”; “constituído por representantes”.

Analisando as duas expressões, podemos concluir que as mesmas se inter-ligam. A representação pode ser representativa de alguma realidade, pode é ser, apenas, representação e, como tal, o teatro reveste-se apenas da premissa da interpretação de textos e personagens, não sendo raras as vezes que uma estória, sendo ficcional, retrata partes da realidade em que nos inserimos. A falta de representatividade no que à presença de pessoas trans na vida social e no mundo laboral, as suas dificuldades no acesso a direitos que são comuns, ou deviam ser, a todos os Seres Humanos, é real e não a podemos escamotear. [Read more…]

Ah grande PSD! Ides longe, ides!

Sabem quem é, no tal Conselho Estratégico Nacional do PSD (uma invenção do Rui Rio e que o Montenegro foi atrás) o responsável pela área da Cultura ? Por aqui vi tudo. Além do CV que está aqui, é comentador de bola num programa da CMTV.

Há um provérbio turco que reza assim  “Se meteres um palhaço num palácio ele não se transforma num príncipe, mas o palácio transforma-se num circo”.

Parabéns Dr. Luís Montenegro!

MANIFESTAÇÃO | BASTA DE AUMENTO DOS PREÇOS

Reportagem da CNN\TVI onde se explicam as razões do Vida justa, que levaram à marcação da manifestação do próximo dia 25 de Fevereiro, de forma a forçar o governo a desenvolver um verdadeiro programa de emergência para fazer face à inflação e aos seus efeitos.

Melancia Azul

O terror da Iniciativa Liberal, de Nuno Simões de Melo, pelo menos, é tornar-se numa “melancia azul, liberal por fora mas bloquista por dentro”. Bem, para já, o novo líder, Rui Rocha, promete uma manifestação – imagino que seja uma manifestação com KPIs bem definidos e suportada por um business case. Nada dessas coisas grotescas de incomodar pessoas.

Rui Rocha…

é o novo líder da Iniciativa Liberal.

O homem que há uns meses assumiu, com a maior das naturalidades, contrariando assim o que diz a Constituição, que saiu da Sonae pelo próprio pé para não ser despedido por ser candidato político, tem agora a missão de tornar os liberais “mais populares”.

Estaremos sempre nos antípodas, no que ao pensamento político e ideológico diz respeito, mas desejo-lhe boa sorte – até porque a opção “Carla Castro”, nem tanto pela própria mas por quem a ela se colou, era (ainda mais) perigosa (para o partido e para o país).

Agora, e como já avisou, começa a purga.

Rui Rocha. Fotografia: Paulo Spranger/Global Images

Nota: diz a Constituição que “Ninguém pode ser prejudicado na sua colocação, no seu emprego, na sua carreira profissional ou nos benefícios sociais a que tenha direito, em virtude do exercício de direitos políticos ou do desempenho de cargos públicos”.

Quem não tem confiança nos outros não lhes pode exigir confiança

Lavagem de roupa encardida, acusações de traição e portas trancadas para a votação: assim está a ser convenção para eleger o novo CEO liberal.

Já sabem: quando a IL chegar ao governo, nada de ir lanchar ou mijar no horário da votação. Esta gente não confia nela mesma, devemos confiar neles?

Viva o país do liberalismo

Quando dá jeito, claro.

O Expresso enganou-se no mês

E no número. Há alunos sem aulas desde Setembro.

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Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és, Luís Montenegro

Luís Montenegro não tem culpa de estar no sítio errado, à hora errada, com as pessoas erradas. Pode acontecer a qualquer um.

Quando foi fotografado pela PJ, na inauguração do restaurante de Francisco Pessegueiro, um dos detidos no âmbito da Operação Vórtex, Montenegro estaria ali como convidado, alheio aos esquemas de corrupção que ligavam o anfitrião à autarquia da sua cidade natal. [Read more…]

O debate sindical dos professores

O problema da Fenprof e de Mário Nogueira não é a falta de cobertura mediática. Deve ser dos sindicatos e dos líderes sindicais com mais pegada mediática. O problema da Fenprof e de Mário Nogueira é que ao longo dos anos ocuparam esse espaço com sucessivas cedências, conduzindo os professores de negociação em negociação com os resultados que se conhecem, com um discurso excessivamente corporativo, virado de costas para a restante comunidade escolar e para o resto da sociedade. Décadas de sindicalismo de mínimos, a gerir derrotas ou vitórias de Pirro, levaram ao descrédito e à desmobilização muito antes de aparecer alternativa. Veremos se o STOP tem unhas para o movimento que criou apesar da crise sindical, se está capaz de se articular com a Fenprof como a Fenprof nunca se quis articular com ninguém e se consegue transformar um fogacho num movimento de massas consistente e vitorioso. É esse o debate a fazer, não as diatribes da calúnia sectária. Os direitos dos professores, o combate à precariedade e a defesa da escola pública não têm tempo para continuar à espera.

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Vídeo exclusivo! PS, PSD, IL e Chega defendem os professores e a Escola Pública!

cabotino

ca.bo.ti.nokɐbuˈtinu

nome masculino

1.
actor ou comediante itinerante
2.
depreciativo actor ou comediante sem qualidade

adjectivo, nome masculino

figurado, depreciativo que ou indivíduo que procura atrair atenções alardeando as qualidades que, suposta ou realmente, possuivaidoso, presunçoso
Do francês cabotin, «idem»

A maioria dos brancos NÃO é racista

Não tenho a mínima dúvida de que os negros (e os asiáticos, os árabes, os ciganos, os latino-americanos…) são alvo de comportamentos racistas numa escala que os caucasianos nem sonham, pese embora aquilo que dizem os folhetos de propaganda dos movimentos de extrema-direita. É uma situação inaceitável e não há comparação possível.

Igualmente inaceitáveis são parvoíces como esta, que encontrei nos meandros do activismo fundamentalista e incendiário do Twitter, que não servem para outra coisa que não seja promover a divisão e o conflito. A maioria dos brancos NÃO é racista. Não agrediu nem matou ninguém por motivos raciais. Não defende nem promove a discriminação racial. E sim, vê na luta de Martin Luther King um exemplo para todos, maior do que a raça, a religião ou a política.

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Serviço Público – Demissómetro

Continuando a tradição de Serviço Público do Aventar (com zero subsídios), apresentamos o Demissómetro aos portugueses.

Já perdeu a conta do entra e sai do Governo?

Dá-se o caso de o leitor ser Presidente da República e estar com dificuldades em coordenar a agenda das tomadas de posse?

Não vá mais longe. Estamos aqui para o servir.

Deixe nos comentários a sua aposta quanto ao/à próximo/a na lista. O vencedor terá direito a uma mão cheia de nada e a outra de coisa nenhuma.

13 – Carla Alves – Secretária de Estado da Agricultura – demitiu-se a 5 Janeiro
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A Senhora do Grafeno virou professora

Ninguém tem bem a certeza de como se chama a senhora ou quem ela é. Umas vezes chama-se Anabela Seabra, noutras Ana Desirat. Já se apresentou como bancária, politóloga e, na manifestação deste fim-de-semana, como professora. A TVI chamou-lhe agitadora social. Diogo Batáguas refere-se a ela como Senhora do Grafeno. Para mim é uma populista-oportunista gerada pela mesma fossa séptica virtual que tem parido Trumps, Bolsonaros e outros cocós de igual calibre, como um que temos por cá. Egomaníacos que sonham ser tiranetes. É preciso expor esta gente, sem contemplações. Até por serem o maior favor que se faz os corruptos da política. Alimentam-se mutuamente e contribuem da mesma forma para a destruição da democracia. São inimigos da civilização.

Lisboa, bacanal da injustiça

Neste caso, Lisboa. A paranoia de andar sempre a tropeçar com o absurdo da injustiça normalizada.

Dois exemplos:

  1. SUV dominam a cidade, como se estivéssemos no deserto e não houvesse amanhã. O espaço que ocupam, a brutalidade que impõem, a desigualdade que cimentam, os recursos que consomem, a poluição que provocam e o pouco que pagam por tudo isso, à custa dos outros. Porquê?? Enquanto isso, autocarros cheios, sardinhas em lata. Nem um vestígio de discernimento sobre o que seria justo: pagar às pessoas que andam de autocarro, compensá-las por fazerem aquilo que é necessário.
  2. Frente a uma repartição da AT: uma fila até à rua; só atendem com marcação; Porquê?? Uma funcionária à entrada atende por alto; duas no balcão de trás fazem qualquer coisa nos computadores. Todas respondem como se não fossem pagas por nós e como se não quisessem dar seguimento aos assuntos de quem vem pagar os seus impostos. Um cartaz na parede: Atendimento preferencial: Advogados, solicitadores, agentes de execução, contabilistas certificados. Porquê?? Diz-se que por estarem estas pessoas a agir em representação dos interesses dos seus clientes; E daí? É o seu trabalho, são remuneradas por isso. Já as outras pessoas, os cidadãos “normais” em muitos casos têm de faltar ao seu trabalho para ir às Finanças; pois ainda são penalizadas e subalternizadas. Com que legitimidade se dá um tratamento preferencial a este grupo? Só porque exerceu o seu lobby para se sobrepor ao cidadão “normal”??

A injustiça está entranhada neste sistema, todo ele montado para beneficiar os mais abonados e os turistas. Privilegiar os mais ricos é considerado o normal. A arraia-miúda que se lixe. Como naquela anedota de mau gosto, em que a filha sem pernas pede à mãe que lhe dê uma bolacha da caixa que está em cima da mesa e a mãe lhe diz que vá ela buscar, ao que a filha responde: ó mãe, mas eu não tenho pernas e ao que a mãe contesta: pois se não há pernas, não há bolachas. Pois se és remediado, aguenta.

Mais saudável?

Confiança ao máximo no governo de António Costa

O Aventar fez uma sondagem num extenso universo composto por mim, eu mesmo e a minha pessoa e foi possível perceber que a confiança no governo está no seu máximo.

Não se percebem, portanto, as palavras do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, ao falar de uma  “selva de suspeição sobre tudo e sobre todos”. Onde é que já se viu, uma dúzia e picos de demissões devidas a coisas de justiça e de oportunistas criarem um clima, perdão, uma selva de suspeição?

Ventura, o vendilhão do templo

André Ventura fez anos e aproveitou a data para uma acção de propaganda no interior de uma igreja, onde encenou esta fotografia para instrumentalizar politicamente a religião e a fé cristã. Jesus teria partido a banca deste vendilhão ao meio.

Prendam-se os drogados, as prostitutas e os paneleiros

“Câmara do Porto pede ao Governo que criminalize consumo de droga na rua”


O consumo foi descriminalizado, mas não despenalizado. Consumir substâncias psicoativas ilícitas, continua a ser um ato punível por lei, contudo deixou de ser um comportamento alvo de processo crime (e como tal tratado nos tribunais) e passou a constituir uma contraordenação social. [sic]

(fonte: SICAD)

Não sei se os senhores do Porto, o Nosso Movimento, do PS Porto e do PSD Porto conhecem a lei, mas convinha, antes de fazerem e/ou aprovarem propostas populistas de perseguição e opressão, lerem o que já está estipulado na mesma para não fazerem figuras de antas.

O consumo de certas substâncias já é punível por lei, caso o mesmo seja feito na via pública. Um cidadão pode estar na posse de x gramas de y substância psico-activa, sem que isso constitua um crime; o consumo na via pública também não é criminalizado, mas é punível (em primeira instância, como uma contra-ordenação em que o cidadão é instruído a apresentar-se na Comissão Para a Dissuasão da Toxicodependência – caso re-incida, poderá ter penas acessórias de trabalho comunitário a que poderão acrescer multas). [Read more…]

Ricardo Sá Fernandes e os autarcas corruptos

Para Ricardo Sá Fernandes, os baixos salários dos autarcas ajudam a explicar a corrupção nos municípios. O argumento poderá servir os interesses de alguns dos seus clientes, em particular os autarcas corruptos e/ou acusados de corrupção, mas é, recorrendo ao cancioneiro humorístico nacional, gozar com quem trabalha.

O salário mais baixo que um autarca pode auferir em Portugal ronda os 2900€. Só alguém que vive numa bolha de privilégio, totalmente alheio à realidade do país, poderá achar que este é um salário baixo. E não estou aqui a contabilizar ajudas de custo, viaturas de serviço, que dispensam inúmeros autarcas de terem carro próprio (e restantes despesas que daí decorrem), e outros benefícios como almoços – literalmente – grátis e viagens-passeio.

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Aquela altura em foste despedido e só descobriste quando o acesso deixou de funcionar

 

Alguém que avise o Governo de Portugal. É possível que Marcelo o tenha demitido.

Dados técnicos: por vezes funciona no primeiro acesso e deixa de funcionar ao refrescar a página.

À atenção do Governo: falem lá com a empresa amiga que ganhou o concurso de manutenção.

Dica: é melhor fazerem testes e meter um software de monitorização do estado do serviço. Não precisam de pagar pela recomendação.

Funcionários Judiciais, um desespero com décadas

Sem a dimensão da classe docente, sem a mediatização dos profissionais de saúde e sem a influência dos juízes, os funcionários judiciais encontram-se há décadas numa situação de congelamento salarial, redução de compensações devidas aos requisitos da profissão, como incompatibilidades e prontidão, e com cada vez menos pessoal para trabalho crescente.

Fala-se comummente no motor da justiça sem se falar no combustível que o faz mover. Sem funcionários judiciais não há justiça, independentemente de haver juízes e advogados ou não.

Isto não é novidade para o Ministério da Justiça. Mas como quem manda é o Ministério dos Buracos Financeiros, fica para trás quem não aparece na ribalta.

Resta parar. É o que estão a fazer os funcionários judiciais.

Não invocarás o santo nome de Ventura em vão

O CH expulsou José Dias, um dos seus fundadores. O motivo, ao que tudo indica, terá sido invocar o santo nome de Ventura em vão. Mas a minha dúvida é esta: sendo o fundamentalismo religioso uma das características definidoras do partido, diz-se “expulsar” ou “excomungar”?