Quatro meses separam estas duas notícias:
“Kiev critica Israel por ter uma “clara posição pró-russa””, em Junho.
“Zelensky condena ataque do Hamas e defende direito à autodefesa israelita”, em Outubro.
Caso para dizer:

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Quatro meses separam estas duas notícias:
Caso para dizer:

Ainda me lembro quando a Polónia foi heroicamente elogiada, nas primeiras semanas da invasão russa, pelo seu contributo para o esforço de guerra ucraniano e pela forma como abriu as suas fronteiras aos refugiados que fugiam dos mísseis russos.
Quem ousou questionar o sentido de oportunidade de Varsóvia, foi imediatamente rotulado de putinista. O rótulo certo e eficaz para calar qualquer um que levante questões incómodas para a narrativa oficial.
Nunca tive dúvidas sobre o regime polaco. Uma autocracia em construção, que vem concentrando poder e erodindo a separação de poderes e as instituições que o suportam. Um regime que, tal como o húngaro, professa uma ideologia que tem mais pontos de contacto com Moscovo do que com qualquer democracia ocidental. [Read more…]

Sinto que estamos a misturar as coisas.
Sim, o dinheiro manchado de sangue do Kim saudita comprou meia dúzia de craques.
Já tinha comprado uns quantos clubes na Europa e sim, nós fizemos de conta que estava tudo bem, como fizemos de conta que estava tudo bem durante as duas décadas em que Putin era um dos nossos e o seu gás barato garantia os excedentes comerciais de países como a Alemanha.
E sim, o futebol é hoje a modalidade mais podre e em mais avançado estado de decomposição.
E nós parecemos moscas à volta dela, ignorando a corrupção, o sportswashing e os mortos e presos políticos que ficam escondidos atrás do dinheiro sujo que alegremente aceitamos dos ditadores que financiam o jogo no continente dos velhos virtuosos. [Read more…]

Stian Jenssen, chefe de gabinete do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou, no início da semana passada, que uma possível solução para o conflito em curso na Ucrânia passaria pela cedência de território aos russos.
Em Kiev, as declarações foram recebidas com fúria, o que se compreende. E Jenssen, pressionado, tratou de se desdizer. Mas o dano estava causado. Porque a hipotética solução não foi algo que lhe ocorreu no momento. Foi, seguramente, um dos cenários discutidos na cúpula da Aliança.
Depois da fúria, o executivo Zelenskyy acordou para a realidade. E a realidade é que a cedência de território, para a NATO (logo para os EUA) é uma hipótese real. Porque a invasão dura há um ano e meio, as sanções, mais do que não surtir o efeito esperado, são permanentemente contornadas pelos países ocidentais (que continuam a comprar combustíveis russos), a contraofensiva está a léguas dos resultados pretendidos e as eleições americanas do próximo ano poderão muito bem resultar no fecho da torneira que alimenta o esforço ucraniano. E se Kiev não o sabia, sabe-o agora. [Read more…]

Em 2022, o regime saudita mandou executar 196. O triplo das execuções em 2021, o sétuplo de 2020. Este é o número oficial, mas organizações como a Amnistia Internacional acreditam que o número seja bem superior, dada a opacidade que caracteriza o regime e a justiça, que não é mais do que a vontade momentânea da família Saud. Ou seja: não existe.
Entre as execuções possíveis, fuzilamento, decapitação e lapidação estão entre os métodos mais usados. A lapidação, ou apedrejamento até à morte, é mais comum entre as mulheres. E estas práticas tendem a ser realizadas em público, porque ao regime totalitário não chega matar estas pessoas. É preciso humilhá-las e manter as restantes aprisionadas no medo de serem as próximas.
Entre os executados, é frequente encontrar menores de idade. E condenações por bruxaria ou associação terrorista, duas tipologias suficientemente ambíguas para condenar qualquer dissidente, ainda que sem motivo. [Read more…]

“União Europeia já não depende dos combustíveis russos, garante Bruxelas”, leio num rodapé na SIC Notícias.
Ora aqui está um pedaço de notícia interessante e pouco esmiuçado. Aparentemente, não vale mais do que uma nota de rodapé.
É bom que Bruxelas não dependa dos produtos petrolíferos de Moscovo, mas…será que já não consome?
Luciano Barbosa, o já falecido e saudoso vocalista dos Repórter Estrábico diria “consome, consome”. E teria razão. [Read more…]
Li por aí que entrevistar Sergey Lavrov é um acto de putinismo. A RTP já entrevistou Erdogan, Bashar al-Assad, Khadafi, José Eduardo dos Santos e outros personagens pouco recomendáveis durante a sua longa existência. E não me recordo de ter sido acusada de pactuar com qualquer um. Havia mais sanidade. Agora há menos noção. E hordas de virtuosos a salivar por mais censura. Tem tudo para correr bem.
Military cemeteries in Ukraine are expanding just as rapidly as the northern Virgina McMansion beach front estates of executives of Lockheed Martin, Raytheon, and assorted beltway contractors, benefiting form the second highest level of military spending since WWII.
Defender a autodeterminação da Ucrânia não te obriga a negar a realidade. A Ucrânia não é uma preocupação do Ocidente. É um negócio. Um negócio rentável. Muito rentável.

Mohammed bin Salman é o novo Vladimir Putin, imparável a comprar o Ocidente com petrodólares vermelho-sangue. Tenho pena de ver o Cristiano Ronaldo ser pioneiro no sportswashing do totalitarismo saudita, só comparável à Coreia do Norte em termos de repressão, e mal posso esperar para conhecer os argumentos dos hipócritas, no dia em que a narrativa fizer com ele o mesmo que fez com Putin, após duas décadas a branquear os seus crimes.

“É preciso que os Estados Unidos parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz. É preciso que a União Europeia comece a falar em paz. Pa’ gente poder convencer o Putin e o Zelenskyy de que a paz interessa a todo o mundo e a guerra só está interessando por enquanto aos dois.”
Foi esta a declaração de Lula da Silva que causou indignação cirúrgica, sobretudo entre a direita radical. Para a extrema-direita terá seguramente sido indiferente. O grosso dos seus aliados, como Orbán, Salvini ou Le Pen, sempre foram próximos de Putin e até receberam financiamento do Kremlin para a sua actividade política. E o circo já estava a ser montado. Já Montenegro foi cauteloso, e teve, a meu ver, sentido de Estado. Porque sabe, ao contrário dos restantes, que existe uma forte possibilidade de ser o próximo primeiro-ministro de Portugal. E, como tal, percebe a importância das relações diplomáticas com o Brasil. [Read more…]

Excerto retirado de uma notícia da TVI.
Lula da Silva veio a Portugal e foi bombardeado com perguntas acerca da sua posição em relação à guerra na Ucrânia.
Uma posição que é mais difícil de explicar e defender (e também de entender), porque pressupõe uma real tentativa de alcançar a paz (que em qualquer guerra é sempre o mais difícil de alcançar), ao invés de, à boa maneira da avestruz, enfiar a cabeça na areia e papaguear simplesmente que “a Ucrânia tem direito a defender-se” (e é claro que tem e nunca ninguém disse o contrário), como se a postura belicosa e o prolongamento ad aeternum da guerra fossem, de forma mágica, resolver o problema. E gritar aos sete ventos que “a guerra só acabará quando a Ucrânia sair vencedora” é – para além de um grito cínico – pura romantização da guerra.
Enquanto isso, a guerra continua e estará para durar, a Ucrânia vai ficando cada vez mais depenada, as sanções à Rússia não estão a fazer surtir o efeito pretendido, a dívida externa da Ucrânia aumenta, os Estados Unidos e a Rússia esfregam as mãos e já se preparam novas formas de pôr os imperialismos todos a medir pilas (olá, China!). Enquanto isso, a guerra não acaba.
Por isso, senhores jornalistas e comentadeiros do chavascal, comecem já a preparar os microfones, pois vem aí o Papa que, ao que parece, tem uma posição semelhante à do presidente do Brasil, esse sacana pró-Putin que propõe que, em vez de se andar a apontar armas enquanto alguém lucra com a venda das mesmas, se sentem todos a uma mesa e haja uma saída limpa para as duas partes (e, depois disso, sim, poderemos começar a discutir de que forma a Federação Russa do abominável neo-fascista de cera poderá vir a pagar as reparações que são devidas à Ucrânia do fantoche de oligarcas sequestrado – desde a sua eleição – pelas forças neo-nazis que “protegem” o país).
Ps. Parece que o totó com óculos que é presidente da Câmara Municipal de Lisboa foi visitar o Papa… olhem, foi uma oportunidade perdida para lhe [ao Papa da Silva] fazerem as tais perguntas!

O preço do barril de Brent vai subir. Agradeçamos aos nossos amigos das monarquias totalitárias do Golfo, ao nosso ex-amigo Putin e às restantes autocracias que compõem a OPEP+, que decidiram cortar a produção. Tudo gente boa, excepto a Venezuela. E o Putin, claro.
Por falar em Putin, esta malta da OPEP+ não deve fazer parte da comunidade internacional que está em peso contra a Federação Russa. Se fizesse, não lhe faria um frete destes.

O mandado de captura internacional que o Tribunal Penal Internacional emitiu para a detenção de Vladimir Putin é uma parvoíce sem efeitos práticos.
Em primeiro lugar porque a Federação Russa nunca reconheceu autoridade ao TPI. Tal como os EUA ou a China. Grandes potencias nunca se submetem à vontade da maioria.
Nunca.
Aliás, durante a presidência Trump, o governo norte-americano ameaçou prender e sancionar juízes do TPI caso algum militar ou decisor dos EUA fosse acusado de crimes de guerra cometidos no Afeganistão. Crimes esses que, de facto, e tal como os russos, foram cometidos. [Read more…]
Jordan Peterson tem sido um dos tais que condena a invasão de Putin com um “mas” a seguir.
Porém, ao contrário daqueles que apontam a ingerência norte-americana como causa primária para o conflito, Peterson tem uma explicação mais criativa para “operação militar especial” do Kremlin: a culpa é do “Ocidente degenerado”.
Tal como os eternos combatentes do imperalismo conduzido a partir de Washington, Jordan Peterson tem igualmente apontado o “expansionismo da NATO” como causa da invasão. [Read more…]

Um dos mais fortes candidatos à sucessão de Vladimir Putin, Yevgeny Prigojin, entende que as sanções impostas pelo Ocidente contra si e contra o grupo terrorista que dirige são razoáveis. Que é o mesmo que dizer que se está nas tintas para elas. Poderá ser bluff. Ou então mais uma prova de que os principais atingidos pelas sanções são os europeus. Sobretudo as classes média e baixa, que as elites estão a adorar a inflação. Principalmente a artificial. E os lucros extraordinários cujo nome não devemos pronunciar.

In a 2006 photo, Russian President Vladimir Putin (left) hosts U.S. President George W. Bush in St. Petersburg, Russia. At second right is Russian businessman Yevgeny Prigozhin, known as “Putin’s chef.” The U.S. has charged Prigozhin with running an Internet operation that interfered with the 2016 U.S. presidential election. He’s also been sanctioned for supporting Russia’s occupation in Ukraine.

Em menos de 24 horas, André Ventura recebeu o emissário de Orbán, principal aliado europeu de Putin e força de bloqueio de sanções da UE ao Kremlin, e questionou os aliados de PCP, BE e PS, com Moscovo nas entrelinhas e acusações de hipocrisia. [Read more…]
Enforcamento, ataque cardíaco e quedas de muitos andares ou lanços de escadas, eis como se “suicidam” os oligarcas na Rússia contemporânea. Em princípio foram gajos da CIA. No Kremlin são todos bons rapazes. Goodfellas.

Há um aumento exagerado de preços e situações de margem de lucro bruta acima dos 50%.
A frase é atribuída pelo Expresso a um inspector-geral da ASAE que ontem participou numa acção de fiscalização em 38 supermercados do país.
Escusado será dizer de que supermercados falamos. São os vampiros de que nos falava o Zeca. Que comem tudo e não deixam nada. Que inflacionam os preços de forma artificial, aproveitando, com a ganância canalha que os caracteriza, a tempestade internacional. Obrigando não só os pobres, mas também a classe média a passar dificuldades para que os lucros de meia dúzia não sejam beliscados. [Read more…]
Apenas num ponto não concordo com Sérgio Sousa Pinto: infelizmente, os estados europeus são estados vassalos dos EUA. E, não raras vezes, cúmplices dos seus abusos. Em tudo o mais, foi uma enorme intervenção do deputado socialista.

Um ano depois, ainda há países europeus a importar produtos russos, contribuindo para o esforço de guerra das tropas invasoras. A indústria dos diamantes sediada em Antuérpia segue intocável. Algumas empresas ocidentais continuam em solo russo, sem que se exija, do lado de cá, qualquer tipo de boicote. E nos paraísos fiscais, a maioria controlada ou parte integrante do território de países como o UK, o business segue as usual. And the list goes on and on.
Um ano depois, não conseguimos bloquear a economia russa. O sofrimento do povo ucraniano, e de tantos outros povos, continua uns degraus abaixo dos interesses económicos da elite global. Na guerra como na paz, o capitalismo é quem mais ordena. Muito dano foi causado, é certo, mas pouco teria acontecido sem pressão popular. A democracia, com todos os seus defeitos, continua a ser o melhor sistema. Não admira que os ucranianos também o queiram. [Read more…]
Em dois dias, Putin revogou o decreto que reconhece a soberania da Moldávia e saiu do acordo para redução do armamento nuclear. Um ano depois do início da invasão, caminhamos em direcção ao abismo. Ainda assim, por algum motivo que me ultrapassa, há quem acredite que estamos – o Ocidente – a ganhar a guerra. Apesar do impasse no terreno, da inflação galopante, da polarização, das sanções selectivas que deixam de fora o comércio de diamantes e permitem que empresas como a Leroy Merlin apoiem o esforço de guerra russo, e da erosão da democracia, que o próprio Putin passou duas décadas a financiar, com relativo sucesso. Um ano depois, o mundo é um lugar mais perigoso. E no fim ganha a China.
President Putin: "See what they do with their own peoples—the destruction of the family, cultural and national identity, perversion, mockery of children, and pedophilia are declared the norm. The norm of their life."pic.twitter.com/6VVHSQv5za
— Hassan Mafi (@thatdayin1992) February 21, 2023
Cito:
Eles mentem constantemente, pervertem factos históricos, levam a cabo ataques constantes à nossa cultura, à Igreja Ortodoxa Russa e a outras organizações religiosas no nosso país.
Vejam o que eles fizeram com os seus próprios povos: a destruição da família, da cultura e da identidade nacional, a perversão, o abuso das crianças e a pedofilia como norma. A norma do seu modo de vida.
Sacerdotes são forçados a abençoar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. E eu quero dizer-lhes: leiam as sagradas escrituras, os livros de todas as outras religiões, está tudo ali. Incluindo que a família é a união de um homem com uma mulher. Mas os textos sagrados são agora questionados. [Read more…]

Não me incomoda tanto a caracterização que o PCP faz de Zelenskyy como me incomoda a caracterização que não o vejo fazer de Putin. Ou de Xi Jinping e do seu Grande Irmão tecnológico. Ou do próprio Kim, que alguns comunistas entendem não dirigir um regime brutal de absoluta negação da liberdade e da democracia. Não me recordo de ler palavras tão hostis dirigidas a qualquer um deles.
Não que os seus críticos à direita, e mesmo em parte da esquerda, tenham grande arcaboiço moral para apontar dedos. Ainda me lembro, porque não foi assim há tanto tempo, de quando Putin era “um dos nossos”. De quando dançava com Bush, trazia o bobi para a reunião com Angela Merkel e dava carta verde aos seus oligarcas, então investidores, para comprar clubes de futebol, hotéis, iates e vistos gold na Europa. De quando a bandeira do VTB esvoaçava ao lado do Banco de Inglaterra, no coração da City. Dos braços abertos com que o Ocidente os recebia, apesar da lista interminável de crimes do regime russo. [Read more…]
Um ano depois, andam meia dúzia de pombos perdidos a tentar falar de paz num céu infestado de falcões que não querem o fim desta guerra e já andam a preparar as próximas.
PAULO BALDAIA, NO DN
20 DE FEVEREIRO DE 2023

Fotografia: BRENDAN SMIALOWSKI (AFP)
#Ukraine This is really happening. @POTUS is in Kyiv on Mykhailivska Square. To the sounds of air raids, he honoured the fallen defenders of Ukraine. pic.twitter.com/qH6oomH5ED
— Hanna Liubakova (@HannaLiubakova) February 20, 2023
Trump rastejou e poliu os sapatos de Putin em Helsínquia, Biden visitou Kiev ao som das sirenes. Goste-se ou não de Biden – e eu não morro de amores por ele – a diferença é inequívoca.

Fez Domingo 20 anos que Colin Powell foi à Assembleia Geral das Nações Unidas garantir ao mundo que o Iraque detinha um poderoso arsenal de armas de destruição maciça. Uma informação, afirmava o secretário de Estado de Bush, baseada em factos e apoiada em “solid intelligence”. Poucos questionaram ou puseram em causa estas afirmações.
Seguiu-se a invasão do Iraque e uma guerra que, em bom rigor, nunca mais acabou. Uma guerra para a qual fomos arrastados pelo governo de Durão Barroso, que serviu de mordomo nas Lajes e que daí partiu para uma carreira que começou na Comissão Europeia e terminou no Goldman Sachs, abutre-rei da alta finança.
[Read more…]O documentário que passou ontem na CNN, Putin: o Caminho da Guerra, não é apenas claro sobre a natureza totalitária e monstruosa de Vladimir Putin. É todo um tratado sobre a hipocrisia do Ocidente, que sempre soube quem ela era e quais eram os seus métodos, mas preferiu assobiar para o lado.
E porquê?
Para evitar a fuga dos rublos e, sobretudo, para garantir que a economia russa se mantinha perfeitamente integrada nessa ilusão predatória a que chamam “mercado livre”. Porque os interesses das grandes multinacionais europeias e americanas não poderiam ser afectados por temas menores, como os direitos humanos. [Read more…]
O governo israelita financia madrassas judaicas, tem um ministério da religião e vários partidários de uma espécie de sharia dos Macabeus a caminho do executivo mais extremista e corrupto de que há memória em Israel, que quer acelerar a construção de colonatos ilegais, alargar a ocupação da Cisjordânia e asfixiar ainda mais a Faixa de Gaza. Se Putin e Bin Salman tivessem um filho, seria o líder perfeito para este governo.
Drunk putin explains why strikes against Ukrainian infrastructure will continue because "they started first by attacking the Crimean bridge" pic.twitter.com/fQeRuNo4Pu
— WarTranslated (Dmitri) (@wartranslated) December 8, 2022
Estamos nas mãos deste idiota.
Os mísseis ainda estavam quentes mas a verdade absoluta era já inquestionável, excepto para os mais empedernidos putinistas: o Kremlin estava zangado com os avanços ucranianos e com os resultados do Trumpismo nas midterms, e decidiu bombardear um tractor em território polaco, a poucos KMs da fronteira ucraniana.
Os defensores da guerra total não perderam tempo e exigiram a activação imediata do artigo 5°. Não havia dúvidas, não era necessário investigar. Verdades absolutas são isso mesmo: absolutas. E quem questiona não é do bem. É do Putin. Para sua enorme tristeza, nem Jens “warmonger” Stoltenberg parece convencido da culpabilidade dos russos:
“Não há indicação que se trate de um ataque deliberado da Rússia, ou de que a Rússia tenha planeado qualquer acção militar ofensiva contra a NATO”
Meus amigos e minhas amigas: no dia em que o Putin sentir necessidade de atacar o espaço da NATO, o seu alvo não será um tractor. Tomara que nunca cheguemos lá.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Onze inicial do Benfica no jogo de apresentação da época 1982/83, numa vitória por 4-2 frente ao Ferencvaros. Em cima, da esquerda para a direita: Nené, Filipovic, Humberto Coelho, António Bastos Lopes, Shéu e Bento. Em baixo: Veloso, Chalana, Carlos Manuel, Alves e Pietra.

“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
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