PSD – é bom poder optar…

Há quem diga que o PSD apresenta estas propostas encostadas muito à direita, para ter margem de negociação. Na altura de negociar o Orçamento, vai às trocas com o PS, dá cá esta alteração na Constituição que eu dou-te folga no Orçamento. Pode ser, até pode ser que esteja a tirar força ao povo, porque agora quem quer mudar de governo tem que ir para eleições, e se for  o Presidente a ter essa possibilidade, abre a porta aos arranjinhos de gabinete.

Mas no que diz respeito à Saúde, a coisa é mais séria, há muito quem não entenda que o que está em cima da mesa é a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.E com um SNS a funcionar como até aqui, não tem futuro, há que salvá-lo. Como? Complementando-o com os privados. Dizem-me que isso seria aceitar uma saúde para os pobres e outra para os ricos. Já há! E sabem porquê? Porque o SNS não se aguenta sendo” universal e tendencialmente gratuíto”.

O que está verdadeiramente em equação é haver uma boa saúde gratuíta para quem não pode pagar, essa é que é a questão! Os ricos terão sempre uma boa prestação de cuidados de saúde, se não for aqui no país, é num sítio qualquer, têm dinheiro, vão onde é preciso, o Estado tem é que assegurar que os pobres sejam beneficiados com a prestação de bons cuidados de saúde. E, isso, só é possível, se o Estado tiver meios de equipamento, instalações e humanos do melhor. Não os poderá ter se continuar a querer prestar todos os cuidados médicos a toda a população.

Quanto à Educação, as escolas privadas não deixam de crescer, resultado da inexorável degradação da escola pública, que é pasto de lutas corporativas, experiências pedagógicas votadas ao fracasso e ao arrepio dos verdadeiros interesses dos alunos.É, bem melhor,que o estado tome a iniciativa de promover uma concorrência transparente e deixar as famílias optar.

Defender a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde , bem como o Estado Providência, não é querer que o estado preste serviços universais que são impossíveis de prestar com qualidade é, antes, promover as medidas necessárias para que o Estado assegure os direitos conquistados, mas sem precisar de os prestar na sua totalidade..

O rejuvenescimento amargo da Diáspora Portuguesa

Há dias, na RTP2, vi fortuita e parcialmente um programa dedicado à relação dos portugueses com o Brasil. Integrava imagens e depoimentos de um jovem luso licenciado em informática – penso – emigrante em S. Paulo. Manifestava contentamento. Encontrara emprego compatível com as habilitações académicas. Fora muito bem acolhido na empresa. E a terminar reforçou não sentir saudades do país onde nasceu, cresceu e estudou.

O citado fragmento de programa trouxe-me à memória Rui e Joana, dois jovens namorados, que emigraram para Paris há cerca de ano e meio.

O Rui formou-se em farmácia, com 16 valores. Para ingressar no ensino superior escolhera medicina. Mas a média de 18,4 valores, precisamente 0,2 abaixo do mínimo, impeliu-o para a segunda opção, farmácia. A Joana optou por psicologia. Terminou também com nota equivalente a ‘bom’.

Concluídos os cursos, desunharam-se na busca de emprego. Distribuíram centenas de C.V., uns no formato clássico, outros no formato europeu e ainda alguns em formatos ditados por impulsos ocasionais. Compareceram a dezenas de entrevistas, de tempo desperdiçado.

O melhor que Rui conseguiu foi trabalho temporário, intermitente e mal pago: substituir ajudantes de farmácia em duas ou três semanas de férias. Hoje aqui, depois a 30 ou 40 km de casa. A Joana, por sua vez, sujeitou-se a regime de trabalho semelhante, como promotora nas chamadas grandes superfícies. Um fim-de-semana promovia a margarina, daí a três semanas os corantes de cabelo e não logrou fugir desta capilaridade de trabalho raro e retribuído à média de 5 euros à hora.

Rui e Joana comungam de relação sólida desde os tempos da secundária; e ainda de atributos louváveis. Têm bom senso e há muito ambicionam constituir família. Sempre alimentaram o firme desejo do ingresso efectivo na idade adulta. Quebrar de vez a dependência em relação aos pais e a subjacente adolescência prolongada. Sentiam, porém, que a precariedade do trabalho era a precariedade das próprias soluções de vida escolhida. Percebiam que, no seu país, se integravam no grupo social que, na gíria, se chama a “geração à rasca” – na década de 90, do século XX, já houvera a “geração rasca”; mas, nos tempos correntes, o problema é mais sério e não é propício a euforias, atreladas a concertos de Pedro Abrunhosa. [Read more…]

Há crise? Não sabemos o que fazer? Façamos uma revisão constitucional

 constituicao

Desculpem a expressão mas é sempre a mesma merda. Quando há crise económica e financeira, e porque não sabem fazer nada sem dinheiro (muito dinheiro), os partidos políticos da oposição, dentro da esfera da ‘vocação de poder’, inventam.

Fracos de ideias e a terem de alinhar com o governo ‘dos outros’ na maior parte das soluções de carácter económico, que é aquilo que verdadeiramente interessa, procuram encontrar um caminho alternativo. E da cartola já gasta sai-lhes a brilhante ideia de fazer uma revisão constitucional.

Senhores do PSD, se lerem estas linhas fiquem a saber que não quero saber de revisão constitucional nenhuma; que penso (tenho quase a certeza) que não é preciso mexer na Constituição para fazerem a vossa política caso cheguem ao poder; quero é saber das vossas ideias e planos concretos para o país e não meia dúzia de ideias vagas e dispersas

Enfim, o país até está habituado, já teve várias revisões do documento, e a última já tem uns anitos, assim sendo, porque não propor outra… Sempre se procura marcar a agenda política, coloca-se a comunicação social a falar do tema, e como é Verão e o Mundial já acabou até há mais espaço para o assunto, e entretém-se o povo.

Em rigor, as propostas mais relevantes da proposta são obsoletas. É para dar mais poderes ao Presidente da República? O PSD diz que não. É para retirar a expressão “tendencialmente gratuita” no que diz respeito à saúde e à educação? Tirem lá isso, porque num e noutro sector já há muita gente a pagar e, aliás, todos pagamos, quanto mais não seja através dos impostos.

Dizem que é para tirar a conotação de esquerda à Constituição? Tiram lá isso, afinal não aquece nem arrefece. Houve vários governos à direita e não vi que não pudessem governar por impedimentos da Lei Fundamental.

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As Propostas de Revisão da Constituição do PSD Para a Educação & Saúde.

Os Srs do PSD deveriam ser coroados com um

Tal o Calibre do seu Pensamento!

PS.: Eleições Já!! para lhes retirar o Assento Parlamentar. Estas 2 propostas só confirmam inimputabilidade do PSD dado o alto grau de anormalidade que demonstram ser possuidores face ao Bem Comum, aos princípios Éticos – Básico & Elementares.  O Simplório cultivo de valores americanos em decadência deslumbra estas mentes de uma forma que colocadas em prática só alavancarão o lado GROTESCO a que a Humanidade pode consumar. O PSD ainda não compreendeu que o Séc. XXI a aposta é no bom uso das Faculdades Humanas Y não no teimar no endeusar o pitoresco da saloiice de prestar  vassalagem a vertentes de políticas  um País – EUA – que já as reconheceu como inumanas y Vergonhosas. Atrasados como sempre, o PSD não acompanhou –  em nada – o último ano, o virar de pág. dos EUA face à políticas na Saúde.  O mais constrangedor de tudo é sentir uma profunda pena pelo Dinheiro Gasto Pelo Estado Português em ter Pago os Cursos destes Ilustres Burros seres “humanos” do PSD que sob esta forma de inexplicável mediocridade dão uso ao pensar.

Zangam-se os compadres…

As relações entre o Primeiro Ministro e o Dr. Mexia já tiveram melhores dias. Uma compra de tecnologia de muitos milhões a uma empresa estrangeira, sem contrapartidas para o cluster nacional, azedou o Engº Sócrates. E desta vez com razão. O Dr. Mexia anda em roda livre, investe milhões nos US e no Mar do Norte, nada lhe importando que o cluster que nasce em Viana do castelo, seja um pilar essencial da estratégia de modernização do país.

Acresce que esse dinheiro investido lá fora, faz falta cá dentro, e uma empresa pública monopolista que pratica preços superiores à média europeia, não pode utilizar o “cash flow” assim obtido fazendo de conta que não tem nada a ver com as políticas do governo. Até porque deve grande parte desse dinheiro ao facto de estar encostado ao governo e operar num mercado que não encontra em mais lado nenhum. Monopolista com preços ao consumidor mais caros e gozando da cobertura do Estado.

Eu gostava era de ver estes gestores armados em gestores internacionais, investir com o dinheiro deles, dos próprios, isso sim, seria caso para admirar. Aposto que telefonava primeiro ao primeiro ministro, não fosse o seu (dele) dinheiro desaparecer com o vento dos aerogeradores que compra lá fora sem cuidar do interesse nacional.

Mas não é possível – contado ninguém acredita…

Às 15.30 de 14 de Julho, recebe-se, na ACOP, uma mensagem oriunda da Direcção-Geral do Consumidor a solicitar, nada mais nada menos, que a associação se pronunciasse, por meio de parecer, acerca de 3 (três) projectos de lei em matéria de serviços públicos essenciais:

– o da arbitragem necessária em tema de serviços públicos essenciais
– o da não-suspensão do fornecimento de serviços públicos essenciais em caso de indigência dos consumidores domésticos
– o da alteração do prazo para 48 horas (que não de 60 dias) para o decretamento de providências cautelares em matéria de fornecimento de serviços públicos essenciais.

O limite para a apresentação dos pareceres seria o próprio dia -14 de Julho – cerca do fim do expediente: 17.00/17.30 horas.
Na realidade, a administração pública, no seu aturdimento, parece haver perdido o norte… Como admitir que os direitos dos consumidores sejam preservados nestas circunstâncias quando se tratam de forma tão bizarra os seus preliminares? Como é possível em hora e meia / duas horas emitir parecer fundado sobre matérias tão delicadas, de tamanha relevância?
Ao que a ACOP respondeu à Direcção-Geral do Consumidor, nestes termos:
“A ACOP lamenta, mas face à distância (o e-mail acaba de chegar) exigida para a resposta às questões suscitadas, declara que não tem tempo disponível para reflectir e dar um parecer avisado.
Com mais tempo tudo seria diferente.
Os interesses dos consumidores não podem ser tratados desta forma, como se fora coisa menor.”
Depois, ponderando, emitiu, no lapso de tempo disponível, este risível parecer:
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Pedir o impossível

film strip - pedir o impossível

A notícia: «Pergunta do exame de Biologia pede algo que não é possível, afirma associação de professores», no Público. Imagem de fundo: Day and Night, Escher, 1938

Auto-estima, precisa-se!

Caro Galo de Barcelos!

Deixa-te de queixas e de complexos de inferioridade. Muda de estratégia, deixa de reagir e aje, explorando os teus próprios pontos fortes que são muitos. No passado já foste muito bem capaz e tiveste sucesso. Já te dei mais que uma vez dicas como se faz. Se te quiseres libertar das sombras dos outros, toma as respectivas medidas e ficarás ao sol sempre quando te apetecer e nunca à sombra dos outros.

Para isso, a crise ajudar-te-á, baixando através dos duros factos gradualmente as resistências à inovação social ainda existentes.

Rolf Damher

P.S. Lembra-te: o Sr. Schäuble não vai poder ajudar-te, pois a Alemanha, embora sofrendo a um nível mais elevado, encontra-se no mesmo rumo do declínio e já não há “cacau” da Alemanha nem de Bruxelas que te salve. Cada um vai ter que produzir o seu próprio “cacau” para haver “cacau” de novo.

Mega agrupamentos / escola mais humana

Afinal na Finlândia e nos Estados Unidos  as escolas estão a percorrer o caminho contrário ao nosso. Escolas com maior autonomia, menos alunos e mais pequenas.

Na Finlândia a pequena dimensão é apontada como uma marca essencial dos resultados de excelência, bem como a proximidade, numa palavra, uma escola mais humana e dirigida à “personalização” Fixar um corpo docente qualificado, uma maior autonomia e a implementação de novos currículos.

Tambem na Inglaterra do conservador David Cameron, se aposta  nas escolas mais pequenas, mais bem qualificadas e com maior autonomia.

A grande dimensão permite poupar em custos directos, como centralizar funções administrativas, mas os custos futuros, com alunos mal preparados, são bem maiores, esta é a conclusão a que chegaram estes países que já passaram pelo caminho que estamos a percorrer agora.

Outra questão curiosa, é que os alunos não deverão andar mais de cinco kms, entre as suas casas e a escola, enquanto a concentração que se quer levar a efeito cá, poderá levar os alunos a deslocarem-se uma distância superior quatro vezes mais!

A verdade é que, quem manda na Educação, o Ministério e os Sindicatos, não está interessado em ter uma escola com estas características, retira “massa crítica” a quem exerce o poder, permite que os êxitos locais ganhem visibilidade.

Mais uma oportunidade perdida para a escola!

Angola pagará as dívidas às PME portuguesas em 2 meses?

As visitas de Estado ficam frequentemente marcadas pela cordialidade e declarações de boas intenções. Não surpreende, pois, que o presidente José Eduardo Santos tenha anunciado o propósito de Angola pagar as dívidas às PME portuguesas em 2 meses. O Prof. Cavaco Silva ouviu e ficou convencido. Os pequenos e médios empresários credores, penso eu, torceram o nariz. Outras empresas, as ditas grandes, ficam sujeitas a planos de pagamento até 2 anos.

Trazemos à memória o que aqui escrevemos a respeito da ‘visita surpresa’, àquele país, do ministro Teixeira dos Santos, em Abril passado. Tomou a decisão de distorcer a utilização de uma linha de crédito de 500 milhões de euros, para regularizar dívidas passadas a empresas portuguesas – uma linha de crédito, sublinhe-se, tem como objectivo normal apoiar negócios futuros e não acudir ao sufoco de tesouraria de operações anteriores.

No decurso da tal visita de Teixeira dos Santos, o seu homólogo angolano, Carlos Alberto Lopes, também assumiu o compromisso de dar prioridade ao pagamento às PME portuguesas. Devido à alta rotação de governantes em Angola, ignoro se, na presente viagem de Cavaco Silva, o citado ministro ainda se mantém em funções; e desconheço igualmente se o compromisso de prioridade foi cumprido. Aparentemente não.

Por notícias de fontes fidedignas, sei, isso sim, que as empresas portuguesas, incluindo PME, ainda são credoras de vários milhares de milhões de euros. E também sou conhecedor por experiência própria de que, neste jogo de capitais em dívida por Angola, quando há dinheiro, os vencedores são, em primeiro lugar, as grandes construtoras. As PME ficam com os trocos.

O futuro, neste caso restringido a 60 dias, vai dizer-nos se, desta vez, Eduardo dos Santos falou verdade ou iludiu o congénere Cavaco Silva, homem que nunca tem dúvidas e raramente se engana. Ao contrário dele, sofro de incerteza: ver para crer.  

Era Melhor Poucos mas Bons

Será por isto que dizem que Portugal e o Brasil são países irmãos?

apDC – essa desconhecida…

A apDC existe vai para 22 anos!

E tem um palmarés considerável!

É certo que não merece os favores de uma certa comunicação social…
Mas lá vai tendo a projecção possível!

Sendo certo que a intoxicação do mercado, em resultado de uma massificante estratégia mercadológica desenvolvida por uma empresa multinacional de testes e publicações implantada em Portugal (a Deco-Proteste, Ld.ª), inibe que as iniciativas e as actividades da apDC se destaquem e até se obnubilem, sempre nos capacitámos de que seria possível que, a despeito de tudo, ainda nos identificassem e soubessem o que nos contradistingue dos mais.
Em Portugal não há quem não saiba a diferença entre o Carcavelinhos e a Sanjoanense. As coisas da bola não escapam ao vulgo, como às elites!
Agora, ignorar a existência da apDC afigura-se-nos bisonho.
Mais a mais tratando-se de pessoas normalmente advertidas, gestores da administração pública, dirigentes da administração local, personalidades com relevante estatuto a nível local, que sabemos nós?!
Pois, há dias fomos surpreendidos, durante uma audiência que nos foi concedida algures, exactamente porque o nosso interlocutor jamais havia ouvido falar da apDC… Não sabia pura e simplesmente da sua existência. Nada sabia da sua actividade. Das iniciativas que promove. Da formação que ministra. Da difusão da informação em que intervém em um sem-número de órgãos da comunicação social… Das propostas que carreia para significativa melhoria do estatuto do consumidor. Das advertências que faz amiúde urbi et orbi sempre que em causa os direitos do consumidor.
Claro que se tal acontece a determinados níveis, com as elites locais, o que não dizer das pessoas indiferenciadas?
A ignorância da sua existência, depois de quase um quarto de século de serviços prestados à comunidade portuguesa, um pouco por toda a parte? Desde o interior norte às salsas águas de Albufeira? Da Figueira da Foz a Figueira de Castelo Rodrigo?
Tal é algo que nos dá profundamente que pensar.
É o marketing, Senhores, é o marketing…
O que teremos de fazer para nos tornarmos conhecidos?
Ninguém sabe o que é a RC – Revista do Consumidor?
Ninguém sabe o que é a RPDC – Revista Portuguesa de Direito do Consumidor?
Ninguém conheceu a Súmula Informativa, de periodicidade semanal, por nós editada?
Ninguém se recorda de um encarte da Teleculinária – o Guia do Consumidor – que seria o embrião de uma revista grande público que não sobreviveu pela dessolidariedade do grupo editor que nos traiu?
Ninguém se recorda de conferências, seminários, jornadas, colóquios, congressos e tantos foram os que, neste lapso de tempo, a apDC levou a cabo com geral reconhecimento dos participantes e alguma projecção pública?
Ninguém se recorda das vibrantes intervenções nossas na televisão, em nome da apDC, em defesa dos consumidores em todos os segmentos do mercado de consumo?
A quem se terá imputado todo esse palmarés?
O que a apDC faz é levado a crédito de outra instituição?
Andará alguém a enriquecer-se injustamente à nossa custa? Sem retorno dos réditos ilícitos que arrecada?
O que teremos de fazer para assegurar a nossa identidade e tornarmo-nos conhecidos?
Haverá que reflectir!
Aceitam-se sugestões!
Por nós, é de profunda consternação o facto que acaba de ser revelado… sobretudo porque o povo deve andar estranhamente distraído, para além de intoxicado pela “propaganda” da multinacional de testes e publicações que é deveras abafante…
Neste país em que tanto se aspira à unicidade, já só falta que, pela mão sebastiânica de uma qualquer multinacional, nos imponham de novo na política, no trabalho, no consumo, na economia, uma União Nacional, a estrutura do regime, para além da qual nada mais poderá subsistir, nada mais terá permissão para existir ou sequer se manifestar!

Uma pausa para café

Nos últimos tempos não tenho estado tão activo como costume na blogosfera. Confesso, ando em “serviços mínimos”. Não estando “ainda” de férias é uma espécie de fase “sorna”.

Nos próximos 15 dias vou estar como o outro, a “andar por aí”. Assim, a convite do Delito de Opinião terei um texto sobre o “meu” Porto; desafiado pelo Rodrigo vou “PiaR” uma posta  sobre comunicação e em breve vou escrevinhar umas coisas pelas bandas do “Estrolabio” enquanto a auto-estrada “A1 blogue” sem portagens ligando o Norte ao Sul não abre aos utentes (lá para o Outono se tudo correr como desejado e com uma equipa de luxo!).  Já no Albergue, depois do jantar maravilhoso (e não glorioso) da passada semana (que bem que se come no “Clube de Jornalistas”) tudo se conjuga para mais uma escapadela gastronómica em Setembro, em terras do Douro, marcando a reentré da blogolândia política. Por falar em AE, a não perder o fantástico trabalho de Luís Naves,  “A Caminho da República“. Já no nosso Aventar, estou ansioso para começar a ver os nossos rapazes e as nossas raparigas a postar sobre o novo ano lectivo que se avizinha sem esquecer a revisão da Constituição e a Liga que está quase, quase (este ano não escapa!).

Falando no Rodrigo e no seu PiaR, estive na sua última “PR After Work” e só posso enaltecer a qualidade da iniciativa. E sim, caro Rodrigo, o desafio está aceite, vamos então organizar uma “Oporto PR After Work” aqui na Invicta e tu não podes faltar!

Boas Férias – em Portugal, por solicitação do M.I. Presidente da República…

A ministra da cultura apoia a tauromaquia!

Eu já confessei que nunca entrei numa praça de touros, e tambem já disse que há actividades económicas e tradições que aconselham a não tomar decisões apressadas, mas não estava preparado para esta decisão da Ministra.

Antes de tudo, porque parece ser a primeira decisão, ninguem sabe se temos ou não política cultural, há uns subsídios que se retiram e que depois se voltam a dar, mais do mesmo, a verba inscrita no Orçamento não se percebeu bem se cresceu ou se diminuiu, os apoios desapareceram numa primeira leva, ou não, tambem não estou certo, enfim, uma baralhada sem fim!

Gabriela Canavilhas, é uma muito meritória pianista e gestora cultural, deixou-se perder com a luz que emana da função ministerial, não acrescenta nada, como aliás, outras e outros colegas que se desaparecessem ninguem notava. Mas abriu uma secção na Comissão para a Cultura, a favor da tauromaquia, com representantes do estado, granadeiros, toureiros e, claro, com a falta de sempre, ninguem ouve os touros.

No outro dia foi falar à Assembleia da República e parece que chamou ao Jorge Luis Borges, José, o que numa ministra da cultura deu azo a que o Pacheco Pereira, lá  da última fila, a tenha corrigido, com um aparte estridente.

Tudo coisas escusadas se lhe oferecessem um piano!

PS: a bem da verdade. é linda!

Agenda política

film strip - agenda política

UE e euro sob o domínio da Alemanha… até na China

A chanceler Angel Merkel esteve de visita à China. Teve conversações com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. O estadista asiático declarou a Merkel o empenho da China na defesa do euro e da recuperação das economias europeias. Motivo: a influência da Europa no desenvolvimento económico e social da China; país que, de resto, detém investimento de avultadas reservas no espaço da UE.

A visita saldou-se, como as notícias evidenciam, por acordos bilaterais, favoráveis a empresas alemãs; nomeadamente a Siemens AG e a Daimler AG.

Merkel teve o mérito de ser eficaz, em resultados para o seu país. Valeu-se da convicção de Wen de que a crise na zona euro está a afectar o crescimento económico da China e talvez tenha ripostado: “Aqui está a Alemanha, dona e senhora da UE, para avançarmos”.

Perante tudo isto, parece-me legítimo questionar se, de facto, não caberia institucionalmente à presidência da União e da Comissão Europeia desempenhar o papel de que se apropriou a Sra. Merkel. Acho que sim. Mas lamentavelmente a zona euro e restantes países da UE auto-excluem-se, também por inércia desse carismático presidente fantasma, chamado Van Rompuy, ou do putativo Barroso. Já nem falo da britânica Catherine Ashton, titular do cargo de alto representante para a Política Externa.

Embora tenha de conformar-me com a pro-actividade de Angel Merkel em defesa da sua Alemanha, recalcitro: não é aceitável a passividade das superstruturas da UE e até dos restantes Estados-Membros. Mais a mais, tratando-se de relações com o país emergente com a mais elevada taxa de progressão económica mundial, a China, e tendo sido usado o álibi da recuperação da zona euro e da UE em geral.

Como escrevi há dias, esta UE começa a ser um absurdo. Que é feito da solidariedade em nome da ‘coesão económica e social’ tão propalada em tratados e outros documentos subscritos por todos os Estados-Membros? E de acções concretas de política externa comum? Resposta: a Alemanha é quem sabe e ordena. Com naturais cedências à França e ao Reino Unido.

O charco dos sáurios


Esta semana, assistimos a uma aparatosa recepção ao senhor ministro dos Negócios Estrangeiros do regime dos aiatolás, apenas semelhante a outros sistemas protagonizadas por cavalheiros como Kim jong Il, Castro ou Kaddafy. Quando em Portugal os sectores centenários têm andado obcecados na revivificação do espectro anti-clerical, as mesmíssimas pessoas recebem sem qualquer circunspecção, o lídimo representante de um sistema ultra-religioso que nega os direitos a qualquer minoria, cerceia as mais básicas liberdades individuais e reconhece por Lei, a inferioridade das mulheres. Quando ainda há pouco se legalizou o casamento gay como conquista dos direitos humanos, o Palácio das Necessidades escancara as suas douradas portas, a quem activamente açula dúzias de enforcamentos de homossexuais em plena via pública e tem em lista de espera, mulheres às portas da morte por lapidação. É que em Teerão, os guindastes da construção civil, não servem apenas para o alçar de placas betonadas pré-fabricadas que vão erguendo condomínios, onde os mulás impõem o dízimo, geralmente traduzido sob a forma de gratuitas penthouses.

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Hustler, Playboy – a livre expressão!

Este homem que está aí em cima na foto numa cadeira de rodas chama-se Larry Flynt, e está assim há dezenas de anos, por se ter batido pela liberdade de expressão nos US, contra a extrema direita, o neonazismo, as seitas religiosas e o MacCartismo, que naqueles tempos perseguiam todos os que lutavam pela liberdade!

Vem isto a propósito das conversas que aqui tivemos acerca da revista Playboy e da capa manhosa que a versão portuguesa deu à luz. Estas revistas que vendem “maminhas ao léu” têm um passado heróico de luta a favor da liberdade de expressão, contra uma sociedade preconceituosa que queria impor a sua forma de estar, e que não hesitava em matar os que tinham a coragem de se oporem.

Larry Flynt foi um desses homens, com uma coragem espantosa, enfrentou as mais altas instâncias judiciais e políticas do país, bem como as mais tenebrosas forças da sociedade, sempre na convicção que eram os homens e as mulheres livres que tinham o direito de escolher. Viu amigos e familiares serem perseguidos, alguns mortos, ele próprio atirado para uma cadeira de rodas com um tiro que se lhe alojou na coluna, mas não desistiu, venceu os que queriam impor a sua visão à sociedade!

Quem diria que devemos, em grande parte, a liberdade de expressão que hoje gozamos nas sociedades ocidentais, à luta heróica de homens e mulheres que queriam ter o direito de escolher! Porque o que está em julgamento, é o direito de vender uma revista que apresenta mulheres nuas, e o direito de a comprar!

Mais um 2010

(adão cruz)

Com um abraço a todos

PT – até já!

Não querem vender mas pedem para que a Telefónica não retire a proposta! O que é isto?

Com uma maioria de accionistas a votarem a favor da venda e o Sócrates a agitar a “golden share” temos aqui uma confusão “à PS”. Na tal empresa onde o governo não manda, os accionistas maioritários e a administração fazem tudo para mostrar ao governo que este caminho não leva a lado nenhum. Só aos tribunais ou, antes disso, a uma OPA à própria PT!

Percebe-se que Sócrates só não quer sair da confusão chamuscado, já fez o número dele de defesa do interesse estratégico nacional, agora é só arranjar uma saída condigna, mas a Telefónica não está para fazer fretes ao Primeiro Ministro. Por isso, é muito divertido ver a administração da PT a querer ganhar tempo para não deixar fugir a oportunidade de vender e a Telefónica a apertar com o nosso José.

Quem manda o engenheiro técnico meter-se em engenharias de telecomunicações que não domina?

Materialismo e Espiritualismo (3)

(adão cruz)


Materialismo e Espiritualismo (3)

Conheço Jean Pierre Changeux desde a década de oitenta, não pessoalmente, embora tenha assistido a uma conferência sua, nessas alturas, em Paris, salvo erro. Mas conheço-o através de alguns dos seus livros, como “Homem Neuronal” de 1980, e “Razão e Prazer”, livros que li e reli. Muita vontade tenho de ler outras obras suas como “Fundamentos naturais da ética”, “A verdade e o cérebro”, “O que nos faz pensar”, etc., mas não consigo a benevolência do tempo. Hei-de conseguir. [Read more…]

Fotografia – Ribeira – Porto

O fantasma neoliberal

film strip - fantasma neoliberal

A notícia: «PS disposto a bater o pé na revisão constitucional», no Público

BP e a poluição de Fundos de Pensões

Há notícias recorrentes do desastre ecológico causado pela plataforma petrolífera da BP ao largo de Louisiana, EUA. Onze operários perderam a vida, mas este facto passou quase despercebido à opinião pública mundial. As eleições norte-americanas esperadas para Novembro e a pressão sobre Obama absorveram o conteúdo dos noticiários nos prejuízos reais causados às actividades económicas locais, pesca em especial, e à destruição do meio ambiente. Reconheça-se a relevância destas questões, pelo menos na perspectiva da luta política. Contudo, os efeitos do desastre em causa não se esgotam nestes domínios.

As penalizações impostas à BP estão a provocar complexas penalizações para terceiros; ou seja, para aposentados e investidores em geral. Por cada barril de petróleo (159 litros), a petrolífera britânica terá de pagar uma multa de 4.300 dólares. Se feitas as contas à quantidade de barris derramados, com facilidade se chega aos milhares de milhões de dólares que a BP está condenada a pagar, nos EUA. Os montantes são de tal ordem que The Source – Wall Street Journal admite o não pagamento de dividendos no 2.º e 3.º trimestre do ano em curso. Desde 20 de Abril, início do desastre, as acções da BP registaram uma desvalorização próxima dos 50%. É obra.

Chegou-se, assim, a uma situação catastrófica para milhões de reformados. No Reino Unido, os políticos garantiram-lhes – e eles acreditaram – que a melhor solução seria a opção por fundos de pensões privados, no sentido de assegurar pensões de reforma sólidas e de maior valor. Nos EUA, e atendendo a que quase 40% das acções da BP estão em mãos de investidores daquele país, também há fundos de pensões afectados. A falta de um sistema de segurança social coeso e abrangente é imagem de marca das terras do ‘Tio Sam’. Portanto, os danos para aposentados norte-americanos, ao abrigo de fundos de pensões, são óbvios.

Sublinhe-se ainda que, em 2009, a BP pagou cerca de 10 biliões de dólares de dividendos. Tanto como 14% de todas as remunerações do mesmo tipo pagas por empresas cotadas na bolsa de Londres (FTSE).

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O teste do stress…

Começou por ser o “stress test” mas rapidamente passou a  teste do stress. Os bancos só agora descobriram que com a divulgação dos resultados do teste, vamos todos ficar a saber qual a exposição “às bolhas” e “às dívidas soberanas” de países como a Grécia, Portugal, Espanha, Itália…

Vai ser um corridinho aos depósitos, mas para levantar a massa, não para depositar, quem é que acredita em bancos que estão expostos a dívidas e a riscos que os podem mandar para a falência? Por causa de rumores, bem menos sólidos, já o BCP anda a fazer queixinhas ao PGR, os meninos não acreditam no banco…

Entretanto, nos United States, onde não se brinca em serviço, já passou no Senado uma proposta para regulamentação dos bancos, muito rigorosa, com toda as lições que esta crise trouxe, bem ao contrário da União Europeia onde se  faz de conta ” que não se passa nada”. A senhora  Merkel está  mais interessada em controlar os “PIGS” e os seus déficites do que relançar a economia.

Quem lhe diz que é muito mais perigoso cair em recessão económica do que ter uma inflacção descontrolada? E meias por meias ? Fazer crescer a economia e controlar num prazo mais longo?

Até Sempre…

Retiro-me do Aventar. Não por qualquer outra razão que não seja a minha falta de tempo e motivação. Na verdade, fui muito bem acolhida e sempre muito bem tratada… também por isso, gostei de ter participado neste projecto plural mas, seria injusto integrar este colectivo sem nele participar a um ritmo que não corresponde nem a metade daquele a que escrevem. Continuarei com o meu blogue pessoal, A Nossa Candeia, que me requer trabalho e atenção para que possa ir mantendo a chama. Sei que não interpretarão mal a minha decisão porque imagino que todos estranhem eu ir aqui escrevendo tão pouco. Obrigado pelo vosso civismo. Continuaremos a ler-nos e a visitar-nos, espero eu. Um agradecimento especial ao Ricardo, ao Luís Moreira, ao Carlos Fonseca, ao João Cardoso, ao A.Pedro Correia, ao Adão e ao Fernando Moreira. Um abraço amigo a todos.

Bem-hajam… e Até sempre!

Razões para ocupar o poder!

Cavaco Silva não toma medida nenhuma, deixa andar para não desagradar a ninguem. Tem uma razão para ocupar o poder. A reeleição!

José Sócrates, vê a novela do processo “Freeport” chegar ao fim, já não tem razões para ocupar o poder, pode ir embora, mas não há quem queira substituí-lo. Uma chatice de todo o tamanho!

Paulo Portas, vê os processos dos Submarinos e do Portucale aproximarem-se a grande velocidade, está  na altura de ocupar o poder, já mostrou a ansiedade, a proposta está aí. CDS para o poder com o PS , mas sem Sócrates! Vai ter que esperar ou convencer Passos que, como ainda não passou pelo poder, não tem razões para ter pressa, e a crise não acabou, para quê a pressa?

E o país? Haverá alguem com razões para ir para o governo para tratar do país?

Colton Harris-Moore, o bandido descalço, teve de se calçar

Colton Harris-Moore_1907

Colton Harris-Moore foi detido. Falamos dele em Dezembro passado. Não sei se se lembram. Apresentávamos como o ‘bandido descalço’. Com 19 anos de idade apresenta um currículo recheado de sete anos de crimes e uma legião de fãs impressionante, que até lhe criaram um clube de fãs.

Roubou cartões de crédito, roupas, automóveis, barcos e pequenos aviões. Esteve dois anos em fuga. Deixou a sua área de conforto, Camano Island, no Estado de Washington, EUA, e andou por onde pode, sendo acusado de mais de 50 assaltos em três estados norte-americanos. Alguns terá feito, outros talvez não.

Foi detido há dias nas Bahamas, numa cena de filme. Tentou fugir num barco que roubou, ainda ameaçou suicidar-se. Disse querer fugir para Cuba, de forma a evitar a captura pela polícia dos EUA.

Presente a tribunal, a advogada oficiosa disse que deveria pedir emprego na CIA. Colton Harris Moore aproveitou a oportunidade e garantiu que se o deixassem, apanhava Bin Laden. Vai ser julgado em Seatlle, no estado de Washington

Talvez o grande desaire destes tempos tenha sido a obrigação de se apresentar calçado em tribunal.

Saltar do 8º para o 10º

film strip - salto do 8º para o 10º ano

A notícia: «Nenhum aluno conseguiu saltar do oitavo para o 10º ano», no Público.

O BCP é um rumor…

A anterior administração passou a pasta a alguem pouco provável, que logo que teve tempo lançou uma OPA sobre o Ulrich que ficou danado. Começaram a vir a lume rumores,a anterior administração a ser atacada por accionistas, sai não sai, saiu.

O Banco de Portugal já condenou uns quantos administradores a multas elevadíssimas por manipulação do mercado e prestação de informação falsa, e foram substituídos por gente ligada ao PS que transitou da Caixa Geral de Depósitos. Um dos antigos administradores vem dizer que basta seguir quem conseguiu grandes empréstimos na CGD e ver onde estão hoje, dinheiro e accionistas e, já agora, quem tomou certas posições e ver como foram recompensados.

Há acções criminais cruzadas, as acções do banco em bolsa caíram a pique, mas ninguem explica nada, um banco ser tomado por um governo em funções não significa nada, é natural e os clientes não devem tossir nem mugir. Todos temos um amigo que nos pergunta, é pá, sabes alguma coisa ? tiro a massa?

Só o BCP é que ficou muito admirado por haver estas dúvidas todas no mercado, se não sabe que há rumores é incompetência, se sabe e não faz nada é a ver se passa pelo meio da chuva sem se molhar. Agora estão muito zangados quando  os rumores andam nos SMS e à boca pequena, e a culpa é de incertos.

Incertos? Quem tem a culpa toda são os que deviam saber ler o mercado e tomar as medidas necessárias! E, já agora, não se terem ido meter num banco privado!