Para ver aqui.
Desta gentinha não rezará a história.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Conhece alguem que tenha tido a gripe A? E que se tenha vacinado?
Parece que 85% do pessoal médico e de enfermagem não se vacinou apesar da propaganda em tudo o que era sítio visível. E se alguém aparecia num hospital engripado? Seria a A? Quantos diagnósticos positivos? Mil? Cem? Mais ou menos que nos anos anteriores com a gripe vulgar?
Estas dúvidas assaltavam-me ao ler um artigo que, assim, no meio do verão,alguem se tenha lembrado das milhares de vacinas que jazem num qualquer armazém e que custaram uns milhões de euros. A gripe tinha aparecido no inverno do hemisfério Sul, havia essa experiência, não tinha havido desgraça nenhuma, então a que se deveu aquela publicidade toda?
Vésperas de eleições, dizia o autor, desviar as atenções, não te importes com a crise financeira, podes morrer com a gripe, seria a mensagem subliminar!
Eu, francamente, comecei a ter o nariz entupido e uma dorzinha na garganta. Eleições?
A notícia: «SCUT: Comissão de Obras Públicas adia para a semana votação sobre cobrança de portagens», no Público
Em Faro! Ali junto ao mar, um milagre aconteceu. Um crente meteu a massa que tinha e a que não tinha nas mãos santas do bispo.A mulher é que não deixou se não ele metia ainda mais, tudo por amor à irmandade.
Entretanto, o milagre da multiplicação dos pães tardava a acontecer ao contrário dos bancos que começaram a apertar com o pobre do homem. Perdida a cabeça, foi-se ao “santuário” com uma rectroescavadora e deitou tudo abaixo. E agora?
Uma hipótese é voltar a acreditar no milagre, outra hipótese é meter o bispo na prisão, outra é esperar que lhe devolvam a massa. O problema é que para acontecer alguma destas hipóteses é preciso um milagre.
O Ricardo lançou aqui um novo desafio para escrevermos sobre as Scuts do nosso descontentamento. Eu, já disse aqui no Aventar que estou de acordo que se pague, a não ser que não haja alternativa. Na verdade, casos há, em que a eutoestrada foi construída sobre a anterior estrada, não havendo, pois, qualquer alternativa. Nestes casos os residentes não devem pagar, seria como uma “multa” por viverem naquele lugar.
O príncipio utilisador/pagador é um bom príncipio que, aliás, vai estender-se à educação e à saúde. O melhor, mesmo, é os cidadãos começarem a perceber de vez que este Estado onde nada se paga, é o tal que já mama 50% da riqueza criada no país. Estamos a viver alegremente acima das nossas possibilidades e, os políticos, a gozarem com o pagode, lançando estradas atrás de autoestradas, como se fosse possível. Já somos o país com mais autoestradas por km2. Talvez as pessoas percebam que a autoestrada que passa lá ao pé da porta não é necessária, uma boa estrada seria mais que suficiente, só serviu para alimentar os bancos, as construtoras, os consultores e arranjar tachos muito bem pagos.
Porque é que Sócrates quer construir o TGV, o aeroporto e a terceira ponte, tudo desnecessário, com o país na miséria, sem que nos emprestem dinheiro, o homem insiste, sabendo à partida que o “Zé povinho” paga tudo, todas aquelas obras são, como a maioria das autoestradas, insustentáveis financeiramente, vão ter que ser pagas por todos nós.
Não gastam um tostão na ferrovia, para exportar e importar mercadorias, vão secando tudo o que possa contribuir para melhorar a economia, o que interessa mesmo é alimentar o “monstro”!
A pagar, com o dinheirinho a sair do bolso, talvez as pessoas comecem a fazer contas e a darem por ela, pela verdade, que não há autoestradas grátis e que a UE ajuda, mas devia ser para investir em bens e serviços transaccionáveis. A continuar como até aqui é a miséria para a maioria do povo e os lucros para o monstro.! E a construção de autoestradas e de pontes nunca irá acabar!
Entretanto, o Almerindo, já fez saber que são precisos 95 milhões, só para a tesouraria, e que não encontra quem lhe empreste dinheiro.E, como se sabe, as empresas vão à falência pela tesouraria, isto é, a falta dela, a não ser que o governo entre com o que não tem. Dinheiro!
Bonito serviço, grandes gestores, grandes políticos, belas autoestradas!
Há uns meses atrás, o Aventar lançou uma petição para salvar a casa onde nasceu Salgueiro Maia, em Castelo de Vide. Uma casa que, como se pode ver pelas imagens, está em avançado estado de degradação.
Entretanto, com o vírus que nos afectou em Outubro, perdemos as centenas de assinaturas que já tínhamos reunido e tivemos de começar tudo de novo. Muitos dos que assinaram inicialmente não voltaram a fazê-lo.
Passados todos estes meses, sentimos que cumprimos o nosso dever de homenagear aquele que, na minha humilde opinião, foi o maior português do século XX. Nas palavras de Sophia de Mello Breyner,
Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse
Em sete meses, reunimos mais de 600 assinaturas. Como é nosso dever, serão endereçadas à Assembleia da República, à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Castelo de Vide e à Associação 25 de Abril. Ainda não é tarde para salvar a Memória da Revolução.
Obrigado a todos.
A notícia: «Sócrates confiante nas reformas e medidas de austeridade», pela Lusa, publicada no DN.
Por vezes alguns analistas políticos não percebem os motivos que levam o eleitorado a castigar de forma exemplar alguns candidatos. Um fenómeno mais estranho, para eles, no caso de eleições locais.
Desculpem chamar para aqui o meu cantinho mas a Maia é disso um exemplo. Em todas as eleições o Partido Socialista ganha, folgadamente, as referidas votações. Todas? Não. Nas eleições autárquicas esse partido costuma, perdoem a expressão, levar um banho de todo o tamanho. Assim foi, uma vez mais, nas últimas. E a verdade é que os mais desatentos ou aqueles que não vivem nem conhecem a Maia, ficam espantados.
Para os restantes, o espantoso é ver os dirigentes locais desse partido, com total desplante, dizer os mais incríveis disparates com o ar mais sério do mundo. Foi o que acabei de ver no Porto Canal. A notícia (que se reproduz no vídeo abaixo) era de hoje. A Câmara da Maia integrou 31 antigos trabalhadores dispensados da Qimonda. Ou seja, durante um ano estes 31 maiatos(as) vão trabalhar em diversos departamentos da autarquia e adquirindo formação e experiência que lhes permita enfrentar o futuro com mais esperança. Uma parceria entre a autarquia, o IEFP da Maia e financiado a 100% por um fundo comunitário – naquela que foi, até hoje, a única candidatura de uma câmara portuguesa ao dito fundo (Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização).
Ora, o Dr. Jorge Catarino, dirigente do PS da Maia, afirmou no Porto Canal, sem se rir, [Read more…]
As agências de ‘rating’, ora uma, ora outra, são vigilantes zelosas do estado do sistema financeiro internacional. Não há país ou instituição financeira que agora escape – escapou o deflagrar da crise nos EUA, o Lehman Brothers e mais de uma centena de bancos norte-americanos falidos, mas tudo isto é pormenor insignificante.
À semelhança do que havia feito para a República Portuguesa, a Moody’s baixou a notação dos principais bancos portugueses: CGD, Santander Totta, BES, BPI, Espírito Santo Financial Group, BCP, Montepio e Banif. O Diário Económico é mais detalhado na notícia, citando, banco a banco, a nova notação e a qualidade do ‘outlook’, positivo ou negativo. Cinco das referidas instituições financeiras estão sob o estado de ‘outlook negativo’. Significa correrem riscos acrescidos de nova descida das notações.
Segundo Maria-Jose Mori, analista da Moody’s, a descida generalizada das notações deve-se à fraca capacidade do Governo para ajudar os bancos; ou seja, dizemos nós, falta de mais dinheiro dos exauridos contribuintes para valer aos financeiros do regime.
Com este cenário, e sobretudo as subsequentes dificuldades e custos de financiamento mais elevados, a economia portuguesa acelera o passo para uma recessão mais profunda, conforme previa ontem o Banco de Portugal. E justamente ao contrário do optimismo de José Sócrates, espelhado na frase: «Não vejo nenhuma razão para não confiar no nosso país». Eu e muitos portugueses vemos um punhado de razões. Oxalá seja o senhor engenheiro a estar certo.
É bonito que Sérgio Paulinho tenha vencido a etapa (uma etapa) da Volta a França em bicicleta. Afinal, não foram assim tantos os portugueses que o conseguiram, mas a festa em redor deste feito é a prova das fraquezas do desporto português.
É feito histórico apenas porque foram muito poucos os lusitanos a obter um triunfo numa etapa do Tour. Para corredores espanhóis, franceses ou italianos, por exemplo, é o pão nosso de cada dia. É por isso que somos um país de mínimos. Só queremos os mínimos. Os máximos é melhor deixar para os outros, que estão mais habituados.
A notícia: «Relação desagrava penas a Isaltino Morais», no Público

Há uns dias, dei conta da polémica que se estabeleceu em Viana por causa de um cartaz das Festas da Senhora da Agonia.
Milhares de vianenses exigiam a sua retirada, em especial por causa da rapariga. Pois bem, a luta parece que está a dar frutos e o cartaz acaba de ser retirado.
Em seu lugar, irá aparecer este que o Aventar hoje divulga em primeira mão. Uma minhota típica, de pêlo na venta, dará um toque de beleza e de doçura às Festas da Agonia deste ano.
A luta dos vianenses valeu a pena.

Que a Grécia pode muito bem estar à beira de sair do euro e, por arrastamento, Portugal. Claro que é um Prémio Nobel da economia e há que estar atento, mas não sei se é uma evidência ou se é um desejo. O problema maior seria a curto prazo para a Grécia, a sair ,seria como ficar a flutuar em mar aberto enquanto o grande navio se afastava. Era uma questão de tempo para entrar numa situação de empobrecimento progressivo, e não se vê o que traria de bom à UE ter aqui à porta um mendigo a arranjar-lhe todo o tipo de problemas.
O arrombo no barco (UE) seria catrastófico, pelo que daria de sinais de má conduta e de falta de solidariedade dentro da união, a credibilidade apagava-se e o arrastamento de outros países seria inevitável. Era o principio do fim!
Cavaco Silva já veio dizer que conhece muito bem Krugman e que só por razões de “estar fora do euro” é que o leva a colocar hipóteses que ele, Cavaco, sabe que não acontecem. Estudou muito bem o Euro e a criação da Zona Euro, tem livros publicados sobre o assunto, e não há razões para ter medo. Cavaco disse, está dito!
E , eu por mim, sempre acrescento que os americanos nunca viram com bons olhos a criação da Zona Euro, por ter aparecido uma moeda capaz de fazer frente ao seu dólar , senhor absoluto e moeda de reserva global !
Psicopatia – distúrbio mental grave caracterizado por … ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, falta de remorso …
A discussão acerca dos troços em obras nas auto-estradas ainda não se encerrou ainda.
A Lei 24/2007, de 18 de Junho, e o retardado diploma regulamentar – o Decreto Regulamentar 12/2008, de 9 de Junho – não resolveram o problema. Complicaram-no em demasia.
E, no fundo, com tantos pressupostos, os consumidores ficam a ver navios… sempre que haja estrangulamentos com as consequências negativas que se lhes associam.
O que a ACOP vem agora dizer é que, com a generalização das portagens a todas as vias outrora designadas como SCUT (sem custos directos para o utilizador), que nem sequer se apresentam, em geral, com o piso em condições, forçoso será considerar que sempre que haja estrangulamentos se neutralizem os troços em que as obras se efectuam e se dispense, por conseguinte, a portagem nesses sublanços.
Mas que a coisa opere automaticamente sem que o ónus recaia sobre o consumidor.
Obras começadas, portagens neutralizadas. Portagens reduzidas. Por virtude da linear aplicação do princípio da redução dos negócios jurídicos a que se reporta o artigo 292 do Código Civil. Só e tão só!
A ACOP vai recorrer ao Parlamento, a fim de vincar a sua posição. E na expectativa de que isto se tome em conta no diploma que eliminará as SCUT.
Auto-estradas em obras, portagens abolidas no troço. É elementar. O mais é anti-direito, arbítrio, prepotência, iniquidade!
Coimbra, aos 13 de Julho de 2010
A DIRECÇÃO NACIONAL DA ACOP
O José de Freitas tem razão. A confusão propagou-se durante o dia de ontem. Vários órgãos de informação publicaram versões distintas das deliberações do Tribunal de Relação de Lisboa (TRL) sobre o processo de Isaltino de Morais. Tornou-se, de facto, difícil saber a verdade.
Imaginemos o noticiado pelo Diário de Notícias como certo. O jornal cita fonte de informação do TRL à Lusa. Publica detalhes da comutação das penas. Enfim, dá algumas garantias de rigor – embora, hoje em dia, sobre os escritos e ditos da comunicação social, pairar com frequência a dúvida entre o real e a ficção, a ingenuidade e a má intenção e outras dicotomias do género. Sobretudo, em casos de políticos no activo ou retirados, gente da alta finança, gestores públicos e privados, e gente muito, muito mediática.
Então, a ser verdadeira a versão do DN, o edil estará em risco de cumprir uma pena de prisão efectiva de dois anos, não perdendo, contudo, o direito de exercer o mandato de Presidente da Câmara Municipal de Oeiras.
Para um leigo, como eu, em matéria de Justiça e direito autárquico, a informação avançada pelo DN suscita naturais dúvidas e interrogações. Será que vão encarcerar o Isaltino em estabelecimento prisional, em célula especial, com decoração e mobiliário à altura de um Presidente da C. M. de Oeiras? Terá direito a gabinete complementar para o secretariado? E a uma sala de reuniões para receber o vice-presidente, os vereadores, empreiteiros e munícipes ilustres ou modestos? Obrigarão o homem a vestir sempre a farda de presidiário, às riscas, e boné a condizer? E receberá as visitas com tal indumentária? Bom, chega por ora de perguntas. Aguardo respostas.
Por curiosidade, vou procurar em todos os motores de busca se, no mundo, existe ou existiu situação idêntica. Caso não haja, é sinal de que o Portugal contemporâneo, a somar ao engenheiro formado ao domingo e a outros casos anedóticos, conta com mais uma originalidade: um presidente de câmara a exercer o cargo na penitenciária. Para o exercício de cargos políticos, seremos país pioneiro no tocante à ausência de reservas sobre espaços a utilizar. Prisões incluídas.

o comércio de certos países asiáticos
Lembranças do farmacêutico da Parede
O nosso costume era parar na rua e falar vários minutos sobre os factos do dia. Curto, breve, ético, directo. Sem vergonha na opinião. Fugindo do julgamento da praça pública. Minutos curtos por não poder, o Senhor Farmacêutico, manter-se em pé muito tempo devido às suas pernas: passava dos 90, mas desde os 80, com memória em excelente estado, tinha opinião para tudo. Durante os últimos três anos, a ética do nosso País andou abalada, e as suas palavras não permitiam opiniões divergentes, atitude que me fazia, que me ensinava. Especialmente, acerca das perversões que iam acontecendo. Até ao dia de não podermos falar mais, nem eu me inspirar nas suas opiniões, essas ideias educativas. Retiradas da sua experiência de vida, de criar filhos, opinar com netos e ouvir bisnetos. Um processo educativo, como gosto de denominar. Um dia, o Farmacêutico não estava mais. E não foi possível comentar a tragédia que nesses dias de Dezembro de 2004, passei a viver: eu estava fora do País, ele tinha entrado na eternidade.
Fiquei hoje a saber que o contrato de Carlos Queiroz prevê um prémio de dez por cento do valor pago pela FIFA à Federação Portuguesa de Futebol pela presença no Mundial 2010. O homem pode errar a torto e a direito dentro do campo, mas é bom na secretaria. Já Madaíl, como negociador, apresenta-se ao nível a que joga futebol a Coreia do Norte. Resultado: uma cabazada das antigas.
A informação imediatista tem destas coisas. Não se toma o devido tempo para interiorizar a informação e coloca-la disponível sobre o efeito de notícia e, assim, em poucos minutos tudo muda. E fica instalada a confusão.
O Sol adiantou que Isaltino Morais foi condenado a prisão efectiva. O i cita o Sol e diz o mesmo. A TVI diz o mesmo mas ligou a Isaltino, que disse não ter sido notificado. E, se assim for, vai recorrer. O Público prefere outro caminho e diz que a Relação desagravou a pena do autarca de Oeiras.
A SIC salienta que o ex-ministro e tio do sobrinho taxista da Suíça não vai perder o mandato e que a pena de prisão até foi reduzida.
Fiquei, pois, esclarecido. O melhor é esperar um pouco mais e comentar depois.

(adão Cruz)
Quando somos consultados e o doente nos diz que tem uma Médica de Família que é um amor, poeque todos os anos lhe pede, no mínimo, sete exames, e receita para tudo, ficamos parvos. Perguntamos-lhe se ela o examina, se o observa. Não, não é de fazer isso, embora lhe veja sempre as tensões.
No fim da consulta, chegamos à conclusão de que o doente não apresenta qualquer problema cardíaco, pelo que não carece de qualquer medicação nem precisa de andar a fazer tantos exames. Além disso, verificamos que toma, no mínimo três medicamentos “para o coração”. [Read more…]
No tempo da minha juventude, já lá vão muitos anos, e da de quase todos os que têm mais de trinta anos (os meus filhos mais velhos já têm), as férias grandes eram mesmo grandes. Tão grandes que, por vezes, nos víamos a pensar que nunca mais chegavam as aulas. Eram três meses inteirinhos, compridos, muito compridos, feitos de noventa dias a fazer pouco ou nada. Nessa altura, tínhamos, eu e os meus muitos primos e a maior parte dos meus amigos, a praia, desde as nove da manhã até mesmo ao final da tarde, uma estadia de uma ou duas semanas em casa de familiares no campo, e outras tantas em casa de outros familiares, na montanha. Mais tarde, na juventude dos meus filhos, as semanas na montanha tinham já acabado, com o desaparecimento dos familiares que por lá viviam.
Os meus primos, os meus amigos e eu, e mais tarde os meus filhos, pertencíamos a um grupo de privilegiados, uma vez que a maior parte da população das cidades não tinha as nossas possibilidades de escolha, nem muitos familiares predispostos a aturá-los durante parte das férias. Esses, passavam quase todo o tempo na [Read more…]

O Aventar inaugura hoje uma nova rubrica, dedicada às SCUT’s – ou ao seu fim anunciado a 1 de Agosto. Até ver, claro, já que neste momento estamos na fase dos saldos e das promoções (10 primeiras viagens gratuitas, as outras com 15% de desconto – supõe-se que chegará o tempo em que quem fizer uma viagem poderá levar duas pelo mesmo preço).
A verdade é que não fomos nós que criámos este problema. Foram eles. Na ânsia de poupar dinheiro no imediato – os privados que gastassem – criaram Auto-Estradas Sem Custos para o Utilizador. E assim continuariam, prometeram então, até que houvesse alternativa.
Essas alternativas continuam a não existir, mas na ânsia de poupar dinheiro, querem fazer-nos crer que essas SCUT têm de acabar. Diz que o Estado está a gastar muito com elas e que deve prevalecer a óptica do utilizador-pagador. Óptimo. Fico então à espera que acabem com os subsídios à CARRIS, aos STCP e ao Metro de Lisboa e Porto. O resto do país não tem nada que andar a pagar o passe social dos habitantes das grandes cidades. Ou que diminuam os impostos a quem não utiliza o SNS e a escola pública. E a quem não vê a RTP – eu nem vejo a RTP.
Esperamos, a partir de hoje, as contribuições de todos os que tenham uma opinião sobre o assunto – dos directamente interessados, em especial dos membros das Comissões de Utentes, mas também dos que não percebem nada do assunto e só gostam de arrotar umas postas de pescada.
E como o Aventar é um blogue plural SEM QUALQUER TIPO DE AGENDA, esperamos também a opinião daqueles que são a favor do fim das SCUT’s. Também os há, aqui pelo Aventar.

Adenda: fui informado que esta imagem não existe no filme; é uma photoshopada.Vale a pena ler o post de quem lançou este hoax.

brincadeira cantada usada pelos adultos para manter as suas ilusões vivas
A vida parece-me decorrer à laia que me obriga escrever estas letras: escr
1. Gigantes e Cabeçudos no tempo de Hitchcok.
A Antropologia da Educação é a ciência que pretende entender os padrões da interacção social. Interacção social ou comportamento que se aprende nesse quotidiano incutido na memória dum grupo. Memória que diz o que fazer, quando e com quem e com quem não. Memória definida pelos indivíduos e pelas instituições a observar o cumprimento do padrão social. Pelos indivíduos, para o seu objectivo de vida pessoal. Pelas instituições, para a harmonia do lidar entre pessoas, dentro e fora do lar, na rua ou na escola, na conversa a dois, ou no trabalho. Em consequência, no pensamento que diz a todo indivíduo, o quê fazer consigo próprio ou com os outros. Padrões de interacção organizados através do tempo, esse conceito processual que estrutura a vida dos grupos. Grupos a viverem em etnias, em aldeias, ou em toda uma Nação. Ainda que esses padrões sejam mais largos e energéticos que apenas o grupo de quotidiana interacção, nem sempre todo o indivíduo consegue ver a contradição entre o que os padrões mandam e o que passa a ser o seu dever fazer. [Read more…]
a punição do povo conforme a lei
Retirado do calendário romano em 1963, o Dia de São Valentim continuou, no entanto, a ser o que era: uma instituição para comemorar o dia do amor. Amor que resulta da ligação de duas pessoas que um dia se encontram, olham uma para a outra e ficam mutuamente seduzidas. Subordinadas uma à outra, diria eu. Subjugadas. Subsumidas ou incutidas umas nas outra. Como acontece nesse dia único, em que a mãe vê, pela primeira vez, a criança que acaba de produzir. Em parceria com o homem que, com ela partilha uma paixão. Desta vez, pai e mãe ficam de olhos abertos ao contemplar o resultado da sua paixão, do seu reprodutivo desejo.
São Valentim começa para a criança e os seus progenitores, tal e qual como antes acontecera entre eles e os seus pais. Uma festa reiterada de carinho, cuidados e delicadezas, festa que inclui as correcções que o carinho manda exercer no mais novo, para aprender. Para entender que a vida é São Valentim, mas que, às vezes, e ai dos pais que o não ensinem, pode ser São Bartolomeu.
O Presidente da República é um político profissional. Daqueles a sério, como há poucos na Europa e no Mundo. Que não haja ilusões. Todos os passos, todas as declarações que faz, têm um fundamento e um objectivo político.
Cavaco Silva “sabe bem” muita coisa. Quando lhe falam sobre moções de censura, o Presidente “sabe bem” as consequências dessas posturas políticas. Quando lhe perguntam sobre governos minoritários, o professor “sabe bem” como é difícil governar assim. Se abordam hipotéticos – e disparatados – governos de iniciativa presidencial, Cavaco Silva “sabe bem” o que é viver afectado por essas sombras.
Cavaco, sabemos bem, é um político profissional. Sabe bem o peso das suas palavras. Que são ditas, por norma, com muito cuidado. Por isso, quando o presidente diz ser “muito difícil” “coordenar” o país, destacando a necessidade de existir articulação entre os organismos e de não estarem “uns a atirar para um lado a bola e outros a atirar para outro”, sabemos bem o que Cavaco Silva quis dizer. E quando diz que há uma “mão invisível” a organizar isto tudo, também sabemos o que pretende dizer. Ou, então, não…

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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