Sócrates quer acabar com E.V.T., Estudo Acompanhado e Área de Projecto

Portugal é um país estranho. Ou talvez não. Somos o país onde a política educativa se define no orçamento. Seremos, talvez, o único país do Mundo onde as horas e as disciplinas dos alunos são definidas em função do orçamento – claro que as questões económicas são importantes, mas quando chegamos a este ponto, então é mesmo o fim de linha da escola pública.
Está no “forno” uma proposta do ME que vem, entre outras coisas:
a) extinguir a área curricular não disciplinar de área de projecto;
b) extinguir a área curricular não disciplinar de área de projecto;
c) acabar com o par pedagógico de E.V.T. (eram dois professores, passa a ser só um).

E isto tudo, umas horitas depois do brilharete Luso nos testes de PISA 2009… coincidências do processo mediático…

Sobre a proposta em concreto, voltarei à “antena” dentro de momentos…

Deve o Estado financiar o ensino privado?

Por Santana Castilho*

Um decreto-lei do Governo, que altera as condições de financiamento das escolas privadas por parte do Estado, provocou uma onda de protestos e tomadas de posições públicas. Consideradas as responsabilidades dos protagonistas, a relevância da matéria em análise e o menor rigor de algumas afirmações apresentadas como factos, julgo pertinente acrescentar ao debate os argumentos que se seguem:
1. A Constituição da República fixa ao Estado (Artigo 75º) a obrigação de criar “uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população”. O DL 108/88 mandou que a referida rede se fosse desenvolvendo (Artigo 3º), começando por construir escolas em locais onde não existissem escolas privadas. Assim, o legislador protegeu, e bem, as escolas privadas já instaladas, numa lógica de economia de meios. Através de “contratos de associação”, o Estado tem vindo a pagar integralmente o custo do ensino que as escolas privadas ministram a alunos que habitam em zonas não cobertas pela rede pública. E continuou a pagar, desta vez mal, em zonas onde a rede pública foi chegando. É isto que está em causa. Penso que o Governo andou bem, propondo alterações que pecam por tardias. Poderemos discutir a forma. Mas o princípio é inatacável, embora desenterre polémicas velhas que importa esclarecer.
2. Joaquim Azevedo (“Público” de 26.11.10) considera as medidas em análise “fundadas numa mentira, imorais e profundamente injustas”. A mentira, sustenta o autor, reside na suposição de que o ensino privado estaria a absorver indevidamente o dinheiro escasso do Estado. E avança com a sua verdade: um aluno do ensino privado custa 4.200 euros por ano, enquanto um aluno do ensino público custa 5.200, citando a OCDE. Mas Joaquim Azevedo engana-se duas vezes. [Read more…]

O Pai Natal Está Para o Imaginário Crédulo Infantil Como A Civilidade Sueca Está Para O Imaginário Fantasista Dos Humanos Na Idade Adulta.

Acompanhem com alguma atenção y cuidado o alto trabalho da Polícia Sueca no caso Assange, depois pensem duas vezes: a primeira (por favor esforcem-se) sem as palas de que é uma sociedade civilizada que está a proceder a acusações; a segunda, que não sendo uma sociedade paradigma de civilidade coisa nenhuma, o que é que tal sociedadezinha é capaz de engendrar, à laia de ser mundialmente apontada como paradigma para a humanidade de excepcional exemplo social?  Y se vos sobrar tempo: economizem-no, poupem-no a tecer imaginações Y fantasias sobre a tal, dita, Sociedadezinha.

É bem melhor Y honesto deliciarem-se com estes produtos magníficos da Hardcore fofo cuja foto do Post é 1 dos exemplos da BOA civilidade ( Sim, a nossa) Made In Portugal. Y sim!: limpem o pó às vossas crenças sobre os tais altamente civilizados. É só imaginação.

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (1)

O Aventar obteve em primeira mão a reacção de várias personagens quanto ao caso Wikileaks. O terrrorista Achmed  é o primeiro.

Flexibilização laboral e insolvência empresarial

flexibilização laboralA insolvência de sociedades empresariais é notícia do dia-a-dia. Agora é uma tal CRH – Consultoria e Valorização a ser declarada insolvente. Cerca de 3.000 postos de trabalho extintos, grande parte dos quais  operadores de ‘call-center’ e trabalhadores temporários dedicados aos clientes PT e EDP (dois paraísos de abastados investidores e gestores – Ricardo Salgado, Berardo, Granadeiro, Bava, Mexia e tantos outros pagos aos milhões, se necessário com dividendos antecipados). A razão da insolvência relaciona-se com dívidas ao Fisco e à Segurança Social.

Sabe-se que, por idêntico tipo de dívidas, no total de 1,5 M de euros,  outra empresa do mesmo grupo, a Temphorário, igualmente requereu a insolvência ao Tribunal de Comércio de Lisboa.

Nestes, como em outros casos, a flexibilidade da inevitável queda no desemprego é garantida. A despeito dos baixos salários e da submissão dos trabalhadores a precárias relações de trabalho.

É revoltante, porque hipócrita e falsa, a teoria de certos doutrinários, de que uma  maior flexibilização das leis laborais é meio eficaz de combate ao desemprego – é praga de que, infelizmente, tais doutrinários não têm experiência e, portanto, falam de ‘papo cheio’. [Read more…]

pedir

para a minha mulher, adoentada nestes dias..

Amiúde oiço a palavra pedir no nosso país. Dizia a minha mulher hoje de manhã, que este era um país de pedinchas. Um aglomerado de pessoas que procuram favores, empréstimos, crédito, dinheiro dos amigos, pessoas sem o valor de agarrar a vida com as suas duas mãos e seguir em frente nos piores minutos da vida. Piores momentos da vida, são quando gastamos em excesso, quando não medimos a nossa capacidade de adquirir o que compramos, como se diz en calão português, à toa, por outras palavras, sem rumo definido, a esmo, ao léu. Estas duas últimas palavras precisam também de uma definição antes de recuperar a frase anterior: pessoas que se prendem muito nas palavras sem uma gota de verdade, esquecendo o conjunto (olhar, vivência, pensamento), sem uma gota de verdade ou muitas de dúvidas, se podermos saber qual é a verdade e a realidade da pessoa que fala a esmo. Pessoas que acabam por se tornarem vítimas em potencial do que chamamos falha ou decepção.

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Solidários? Siiim… mas poucochinho, por favor. Ok?


O Movimento Partido da Terra entregou ontem na Assembleia Municipal de Lisboa, uma interessante proposta, visando a entrega a uma instituição de solidariedade social do concelho, das senhas de presença dos deputados no areópago (cerca de 80€ por cabeça).

John Rosas, o deputado municipal do MPT, afirmou: “É com grande satisfação que, em nome do partido que represento nesta Assembleia Municipal, o Partido da Terra, venho submeter à consideração de V. Ex.ªs a aprovação de uma Moção na área da intervenção social.”

Esperava-se uma reacção de imediato apoio, talvez até com algum entusiasmo. No entanto, o resultado foi o seguinte: todos os partidos componentes da Assembleia Municipal de Lisboa (PS, PSD, CDS, PCP, BE, PEV e “independentes do PS”), votaram contra a proposta, chumbando a dita solidariedade, rotineiramente por todos eles apregoada como “grande princípio da república”. Apenas o MPT votou a favor.

É esta, a preclara moral da trombalazanagem que governa, põe e dispõe. Ficamos elucidados.

*Correcção: o CDS “absteve-se”.

Cantona, inconsequente como sempre

Se o jogador Eric Cantona alternou nos campos o melhor e o pior de um jogador de futebol, o cidadão Cantona alternou pouco, foi sempre consequente na inconsequência.

E se a proposta de Cantona era populista e demagógica, especialmente vinda de alguém que depende absolutamente dos bancos para guardar a imensa quantidade de dinheiro que possui, o seu autor não se preocupou sequer em ocultar o facto de eticamente estar entre o caracol e a alface. Apelou aos outros, mas levantou dinheiro seu de um banco… e depositou-o noutro.

Eu, se pertencesse a um desses setores ideológicos teatrais de reflexão histriónica, diria que com amigos destes não precisaríamos de inimigos.

Por outro lado, políticos e banqueiros irromperam das suas redomas e chamaram irresponsável ao sr. Cantona. Ora, se bem percebo, os bancos agarraram em todo o dinheiro que tinham e que não tinham, levantaram-no e, abreviando, emprestaram-no sem garantias suficientes.

Os srs. com ar jocoso e responsável não falaram, nessa altura, em irresponsabilidade. É pena, porque se o tivessem feito, ter-nos-iam poupado muitas chatices e preocupações, além das tiradas do Eric. Eis um retrato dos tempos de glória, encomendado pelo próprio.

Rede CP 1988

Carregue para imagem maior

Diagrama da rede ferroviária estatal activa em Janeiro de 1988. Estão elencadas as estações, não estão assinalados apeadeiros, ramais particulares, industriais ou mineiros.

O blogue Simplex vai voltar


Soube pelo Jorge. O Simplex vai voltar, agora convertido em jornal semanário.
Já estou a ver a primeira manchete: Rui Pedro Soares arromba a berbequim sede do «Sol».
Só uma pergunta: o vosso sentido de oportunidade não é muito bom, pois não?

Usámos teias de aranha, não há buraco algum

Buraco no orçamentoProblemas orçamentais? Nãããã, o buraco está tapado. Alguma vez isto aconteceria sob a alçada do 16º melhor ministro das finanças? (título DN, sic).

A urgente CPLP


No excelente blog que é o Bic Laranja, corre uma enorme polémica acerca do pedido da nacionalidade timorense, atempadamente enviado pelo Senhor D. Duarte às autoridades de Dili. Passando sobre umas tantas habituais e inócuas grosserias, a maioria dos comentadores – mais de 80! -, manifesta uma certa estupefacção pelo pedido real, dada a total incompreensão daquilo que é o direito sucessório à Coroa e a manifestação de um visionário projecto de uma portugalidade renovada.

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a vida eterna

ideia de vida eterna que nos salva do orçamento de estado

Não são os livros, nem as pinturas, nem as palavras: é a concepção de um caminho com ideias novas, para todos e de todos por igual. Como já estava prometido. Os que prometiam a vida na terra, eram revolucionários mencheviques, como tenho narrado em outros textos referidos a Émile Durkheim e Marcel Mauss, uma minoria a respeitar a realidade da luta de classes e contribuir para o seu sucesso, esse aceitar sermos seres humanos iguais em direitos, liberdades e fraternidade, como tinha sido referido e definido em 1788 pelo Manifesto dos Plebeus, síntese das ideias de Grachus Babeuf, quem, com esse Manifesto, colaborara a provocar a Revolução Francesa em 1789. Parte do texto original diz : “O que é uma revolução política em geral ?  E em particular, o que é a revolução francesa?”, pergunta-se Babeuf no seu jornal La Tribune du peuple. A sua resposta é: “uma guerra declarada entre os patrícios e os plebeus, entre os ricos e os pobres”. Em 1796-97, a Revolução já não uma revolução. O Directório procura acabar com ela, para proveito dos proprietários, dos que especulam, s… Babeuf suspeita que os “ricos” enganam ao povo, conspiram contra ele para manter o seu

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Merkel a forçar a intervenção do FMI em Portugal

 

Não é propriamente novidade. Há muito era conhecida a falta de solidariedade de Merkel com os parceiros do euro,  endividados. É mais um exercício do macabro  nacionalismo alemão. Desta vez, de carácter económico-financeiro. No caso de Portugal e da Grécia, começou com a negociata de submarinos e outros equipamentos de guerra; agora é a fase de submissão ao capricho da rejeição alemã de duas medidas cruciais para as finanças do grupo de países em dificuldade:

  1. Recusar a emissão de obrigações de dívida pública pelo BCE, proposta pelo presidente do Eurogrupo, o luxemburguês Jean-Claude Juncker;
  2. Declinar o aumento do fundo de resgate para proteção do euro, ao contrário do aconselhado documentalmente pelo presidente do FMI, o francês Strauss-Khan.

Estes atos inflexíveis de  Merkel e seu governo estão a compelir a queda de Portugal  nas teias do FMI, entrando, desse modo, em prolongada recessão económica. Como, de resto, outros países impossibilitados de se furtar à nefasta intervenção daquela instituição – apenas o decrépito Medina, Mário Crespo e uns tantos companheiros de aventuras escatológicas creem no contrário. [Read more…]

IC-19-Tales #35 Semanário Acção Socialista

IC-19-Tales #35 Semanário Acção Socialista

 

A notícia: Rui Pedro Soares e Emídio Rangel vão lançar novo semanário no início de 2011

Transparência? Para quê?

Governo [Regional da Madeira] gasta 740 mil euros na aquisição de 19 carros

«Não nos foi possível apurar qual o destino a dar a estes 19 automóveis. O concurso público diz apenas, genericamente, que vão “para os serviços e organismos do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira”. O DIÁRIO procurou, junto da Direcção Regional do Património, aceder às peças do concurso, de modo a apurar outros pormenores sobre as viaturas em causa, mas foi informado que tal privilégio está reservado às empresas interessadas.»

Com que então saber o destino dos impostos é um privilégio? São pessoas como estas, que negam o direito de acesso à administração pública, que também barafustam contra a Wikileaks.

Qual Pravda, qual Volkischer Beobachter… O DN é que é!


“O Financial Times analisou as 19 economias europeias mais fortes e os seus ministros das Finanças. Teixeira dos Santos está em 16º.” O Diário de Notícias aproveita para dizer em título gordo, que o sr. ministro é o…”16º melhor ministro das Finanças”.

Leiam o magnífico texto que acompanha a “notícia”…

From Belgium, without shame!

Didier Reynders e Durão Barroso

didier reynders barroso

Reuniram-se em Bruxelas os Ministros das Finanças da zona Euro. O anfitrião belga, Didier Reynders, defende que, depois da Irlanda, é preciso “encontrar uma solução para Portugal”. E eu replico: “É preciso falta de vergonha para tal afirmação, por parte de qualquer belga quanto mais do ministro das finanças!”.

De facto, através de simples dados, relativos ao período de 2000 a 2009, é mais do que evidente de que a Bélgica, com uma população total semelhante a Portugal, tinha em finais de 2009 uma dívida bruta superior (dívida bruta): 326.555 M de euros contra os nossos 127.907 M. Reconheça-se que o PIB per capita belga, em declínio dos 128 de 1995, atingiu em 2009 o valor de 116 – avaliação em PPS (Padrões do Poder de Compra) – enquanto Portugal se limitou a 78 unidades. Mas ainda assim, há a destacar que, nas contas de 2009, a dívida da Bélgica representava 96,2% do PIB, ao passo que esse indicador para Portugal, na mesma data, se fixava em 76,2% (dívida bruta em % do PIB).

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O maluco lúcido

O maluco lúcido

Hoje de manhã, enquanto passeava a minha netinha, um homenzinho gritava a plenos pulmões, fazendo-se ouvir em toda a rua: o cavaco e o primeiro-ministro arruinaram este país e o povo continua burro. Na verdade, ele não dizia arruinaram, dizia foderam, eu é que procurei fugir à asneirola.

 A raiva com que ele clamava, alto e bom som, não passava despercebida a alguns transeuntes que assentiam levemente com a cabeça, se calhar também com a mesma vontade de gritar uma tão grande verdade, não fora o facto de serem tidos como malucos.

Eu era um deles.

De facto, depois do que fizeram deste pobre país, depois de se terem rodeado de uma legião de ladrões e corruptos, e terem estourado com tudo, depois de permitirem e abrirem caminho ao assalto e ao roubo da nação, deixando-a nas lonas materiais, psicológicas e sociais, depois de devorarem o país, têm a lata preparar eleições para exumar o cadáver, como abutres, a ver se ainda há restos para comer.

 E o povo sereno!

Como me apetecia ir para a rua, passar por maluco durante meia hora, e berrar bem alto: o cavaco e o primeiro-ministro deram cabo deste país. Apenas por uma questão de linguagem mais limpa não diria foderam.

Momento Pub… "grátis"

Sugestão de prenda-brinde do Min. Finanças aos portugueses já habituados a pagar impostos. Sendo feito com estilo, prometemos aceitar, resignados, que nos continuem a apertar o pescoço em 2011, 2012, 2013…

IC-19-Tales #34 Ajudar quem precisa

IC-19-Tales #34 Ajudar quem precisa

A notícia: Carlos César acusa Cavaco Silva de “dividir os portugueses

Sócrates, o Magalhães e a América Latina

António Alves.

Companhias de seguros: resistência aos direitos dos lesados

As seguradoras que se acautelem!
Reagem, em regra, às solicitações dos lesados que intentam obter as indemnizações a que fazem jus. Impunemente…
Mas há soluções na Lei das Práticas Comerciais Desleais que o vulgo ignora, mas de que o lesado pode lançar mão, denunciando a situação a quem de direito, já que as coimas daí emergentes poderão, no limite, atingir montantes da ordem dos cerca de 45 000 €.
E com efeito, a alínea g) do artigo 12 da enunciada Lei (o DL 57/2008, de 26 de Março) estabelece a regra que segue:
“Obrigar o consumidor, que pretenda solicitar indemnização ao abrigo de uma apólice de seguro, a apresentar documentos que, de acordo com os critérios de razoabilidade, não possam ser considerados relevantes para estabelecer a validade do pedido, ou deixar sistematicamente sem resposta a correspondência pertinente, com o objectivo de dissuadir o consumidor do exercício dos seus direitos contratuais.”
As sanções estão previstas no artigo 21, como segue: [Read more…]

natal, o presente das crianças: lições

o primeiro natal de uma pequena família internacional: os Isley

…para Camila, filha companheira, o seu marido Felix e para sua filha May Malen, a minha nova neta

 1. Sonata introdutória.

Perguntou-me um dia uma estudante da minha Universidade portuguesa: Senhor Professor, porque estuda crianças? A minha resposta foi breve: porque sou pai. A seguir, proferi uma explicação mais explícita. Não é apenas sermos pais, é o que as crianças nos ensinam. Até parece que não são pequenas. Até parece sermos nós os que dizemos as sabidas coisas da vida. Sabidas coisas, um conceito que substitui todas as acções e aventuras na interacção da experiência da vida, dessa interacção que, por habituados como a ela estamos, esquecemos de reflectir. Reflexão que nem nos faz mal. Pelo contrário, reflexão que nos ajuda, a nós, adultos a crescer, a partir das crianças. Crianças adultas e crianças a crescerem. Como as filhas que tantos de nós pais, temos. É verdade que a simplicidade e o carinho, a honestidade e a lealdade são parte da vida que nós praticamos e transferimos para a nossa descendência. Essa descendência que começa a aumentar sem nós darmos pelo facto. Um dia somos filhos, anos virados, somos autónomos e indivíduos, anos depois, caímos no chão de um amor que acompanha os nossos afectos, a nossa emotividade mais íntima. E, dessa intimidade, aparecem os primeiros descendentes que fabricamos. E não é um erro de estrangeiro dizer fabricamos, são feitos do amor pela pessoa que os leva no seu corpo durante meses e que do seu corpo os alimenta. [Read more…]

Fluminense Campeão Brasileiro e Deco o único jogador português campeão em 4 países


26 anos depois, o Fluminense sagrou-se Campeão do Brasil. A vitória sobre o Guarani foi sofrida mas garantiu o título.
Entre os novos campeões, o português Deco. E queiram ou não queiram todos aqueles que sempre o olharam de soslaio, como o Pesetero, a verdade é que Deco passa a ser o único jogador português Campeão Nacional em quatro países diferentes: Portugal, Espanha, Inglaterra e, agora, o Brasil, o país que o viu nascer.
Se juntarmos a estes 7 títulos de Campeão Nacional duas Ligas dos Campeões, uma Taça UEFA, 3 Taças e 2 Supertaças de Portugal, 2 Supertaças de Espanha, 2 Taças e uma Supertaça de Inglaterra, então temos um palmarés impressionante.
Mais do que os títulos, a mais-valia que constituiu em todos os clubes por onde passou fazem de Deco um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos. [Read more…]

O dominó (2)

Dominó Socrático O sub-director-geral da Administração da Justiça, Fernando Sousa Marques, demitiu-se por não concordar com o negócio da informatização da Justiça.

É de recordar as recentes demissões na Justiça:

O que é que se passa neste sector fundamental para um Estado de direito?  O dominó vai progredindo. É de sublinhar que Santana Lopes foi corrido por menos.

Ficam aqui algumas partes da carta de demissão do sub-director-geral da Administração da Justiça (fonte: SOL).

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Desencontro

pessoas que se estimam mas não se entendem

Apareci em Portugal em Dezembro de 1980 a convite do Instituto de Ciências Gulbenkian e do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa, denominado ISCTE nesses tempos.

Apareci de visita desde a minha britânica Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, com licença de apenas um mês do meu catedrático Jack Goody, orientador que ainda não tinha, à época, sido enobrecido.

Mal pisei terra lusa, senti-me confortável e fui bem recebido, esse dia e sempre. As pessoas eram amáveis, mostravam interesse pela vida dos outros e éramos bem acolhidos. Não me parecia ser estrangeiro a usufruir da amizade do povo luso europeu. Pelo contrário, as pessoas tinham tempo para almoçar juntas, para conversar e o trabalho era tão leve, como na minha universidade inglesa. Leve por não estar sobrecarregado de aulas, leve, por não ter imensos discentes sentados a ouvir esse sotaque que não podia retirar da minha fala, como narro no texto As Minhas memórias do ISCTE, publicado neste sítio de debate de saberes.

O debate era o mais interessante neste país. Tínhamos o Seminário UNESCO orientado por mim em Portugal e Maurice Godelier em França, bem como criámos o

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A Copiosa Chuva


Lava a alma e os carris da Linha de Sintra.

Wikimbecilidade

Os últimos ficheiros divulgados pela Wikileaks estão a despoletar o imbecil e ignorante que pode existir num jornalista perto de si:

Empresas que albergam servidores do Wikileaks estão a deixar de o fazer
Depois da Amazon, agora é a Paypal que se recusa a albergar a Wikileaks no seu portal.

Esta é da SIC. Uma procura de localização da Interpol é um mandato de captura, sexo consensual com suposto rompimento de preservativo é violação.

Isto no intervalo do que realmente interessa,  tentar que os 0,1% de telegramas já publicados passem por coisas sem interesse nenhum: tipo Kadhafi é um grande fã de flamenco. Quando chegarmos aos 10% ainda se descobre que Cavaco, o sr. Silva, tem algumas dificuldades em decorar os autores dos livros que lê.

Algo medieval…

Os controladores ficaram doentes. Coitaditos.

O governo espanhol idem.

Para grandes males, grandes remédios