As palavras do Presidente da República e a economia de mercado

O Presidente da República, Cavaco Silva, como é hábito no 5 de Outubro, deixou uma mensagem aos portugueses. Entre outros alertas, o Presidente da República não deixou de avisar os portugueses para os tempos difíceis que os esperam, para a indispensabilidade de disciplina orçamental e para a necessidade de crescimento económico.

“Tem de haver revitalização do tecido económico, investimento privado, aumento da produtividade e produção de bens e serviços capazes de concorrer nos mercados externos”, alertou Cavaco Silva. Se analisarem, esta frase do Presidente da República resume muito bem qual deve ser o caminho seguido por Portugal para sair deste marasmo económico. “Revitalização do tecido económico, investimento privado, aumento da produtividade e produção de bens e serviços capazes de concorrer nos mercados externos” são objetivos que, numa economia de mercado, dependem das empresas. São elas que revitalizam o tecido empresarial e económico, são elas que podem aumentar a produtividade dos seus produtos e são as empresas que podem produzir bens e serviços capazes de concorrer nos mercados internacionais. [Read more…]

15 de Outubro: horas de partida

Defesa da honra?

Isto arrastou-se durante quase uma hora, antes de começarem a trabalhar. Defesa da honra!? Qual honra?

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“Canção do Desterro”

Pocinho, Tua, rio Douro, linha do Douro

Não se importe, não fica obrigado

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Para os amigos que apresentaram os meus novos livros…e para os que ouviram a apresentação, essa, a minha família inventada…em memória desses dias em que eu tinha amigos… 

É comovente, é difícil de entender, e voltar a ser criança é uma festa que parece não ser merecida. É um presente. Esses embrulhos amados pelas crianças. Especialmente na época do Natal. Essa impaciência pela surpresa do que deve estar dentro dos pacotes/embrulhos ai. Impaciência que nem deixa dormir em paz. Impaciência do imaginário. O que será, o que há dentro do pacote? Uma carícia, um mimo, uma maré de seres humanos? [Read more…]

Porto Canal em todo o lado:

Agora já podem acompanhar em directo a emissão do Porto Canal na web, no iPhone ou no iPad. Sem esquecer a cabo. E a presença nas Redes Sociais. O Porto Canal está em todo o lado.

E a subir nas audiências. Fortemente.

 

A falácia: competitividade e custos do factor trabalho

O ‘Expresso’, na edição de Sábado, divulgou dados interessantes a respeito dos ‘custos do factor trabalho’, coligidos pela filial belga da Deloitte. O estudo integra 12 países europeus, entre os quais Portugal. Permite algumas reflexões acerca da competitividade da economia portuguesa; em especial, quanto ao impacto dos citados ‘custos do trabalho’ em comparação com outras economias europeias. Habilita também a desmistificar a tese dos efeitos decisivos da descida da TSU, na capacidade de concorrência externa das nossas empresas.

Analise-se, entretanto, o quadro seguinte, construído com base no estudo da Deloitte, o qual pressupõe a hipótese, comum aos países do conjunto considerado, de um trabalhador casado (um titular) com 2 filhos, auferindo o rendimento bruto anual de 27.000,00 euros:

Pos. País Custos do empregador Contribuição para Segurança Social
1.º Reino Unido 29.625,70 9,72%
2.º Irlanda 29.903,00 10,75%
3.º Polónia 31.504,50 16,68%
4.º Holanda 31.573,00 16,94%
5.º Alemanha 32.217,75 19,33%
6.º Portugal 33.412,50 23,75%
7.º Espanha 35.019,00 29,70%
8.º Itália 35.062,20 29,86%
9.º Suécia 35.483,00 31,42%
10.º Bélgica 35.825,43 32,69%
11.º Rep. Checa 36.180,00 34,00%
12.º França 38.969,32 44,33%

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Rendimento social de inserção: a próxima vítima

Em vésperas de concluir o 2º ciclo Cristina Oliveira da Silva escreve no Diário Económico, e o revisor concorda:

No período homólogo, eram precisamente este último grupo – os rendimentos de trabalho – que assumiam a liderança.

Também descobriu que 18% dos chulos do Rendimento Social de Inserção têm conta bancária, e 29% outros rendimentos como “acções, depósitos a prazo, contas-poupança ou outros.” Não se percebe se os 29% incluem ou não os 18%, e nem isso agora interessa para nada, como diria a grande Teresa de outros embustes.

Qual o valor dessas poupanças, e já agora quanto rendem, não é notícia. Notícia são os 18% que têm a lata de receber do estado tendo conta num banco. Que horror. Vão já pedir para a porta das igrejas, seus malandros (rosnar miudinho).

A rede viral dos jornalistas em vésperas da conclusão de qualquer coisa lá funciona: no I Cláudia Reis troca um cerca por um quase. Estão feitos ao bife, os quase 18%, os quase 29%  ou, o mais provável, os cerca de 47%, levam já com o corte do RSI, vão lá viver por conta dos rendimentos, cabrões de merda, e a partir de agora o pagamento é feito por transferência bancária, seus chulos, não tens conta? vai pedir para a porta da igreja, filhodaputa, moinante, gatuno (rosnar já muito grande). É por causa disto que este país não avança, não é Cristina Oliveira da Silva? (cães a ladrar muito alto, em primeiro plano).

Cama, crime e jóias

A manchete de hoje do Jornal de Notícias é mais um monumento em memória do jornalismo, tendo em conta que se trata uma actividade já extinta, substituída que foi pelo sensacionalismo. Note-se, a propósito, que as eleições regionais da Madeira merecem apenas um quadradinho lateral, não conseguindo sequer competir com o regresso apoteótico de um padre a Vouzela, uma semana depois de aí ter sido apupado. [Read more…]

Cidadania 2.0

Se têm amigos/conhecidos no governo local/regional/central ou ONGs não deixem de lhes divulgar o Cidadania 2.0, já esta 5ª feira, no Fórum Picoas em Lisboa.

Tal como no ano passado, esta segunda edição vai ser uma montra de vários projectos que demonstram de que forma organizações públicas ou privadas e os próprios cidadãos podem utilizar as ferramentas digitais actualmente disponiveis para terem um impacto relevante na sociedade.

Podem ver o programa completo no site mas queria destacar duas presenças internacionais.
Por um lado a presença de Alberto Tercero que vai apresentar a estratégia do País Basco para o Governo Aberto, provavelmente um exemplo que nós poderíamos aproveitar, seja ao nível do estado central seja ao nivel dos municípios.
E por outro a apresentação de Adam Gee sobre os projectos Landshare e Hugh’s Fish Fight. Até acho que o Landshare poderia ser algo a adoptar pelo nosso ministério da agricultura.

Para além destes projectos ainda vamos ter mais uma dúzia de apresentações sobre projectos excelentes, por isso apareçam. A entrada gratuita mas inscrição obrigatória.

Fazer mais com menos

No país que não planeia, no país que só pensa em fechaduras depois de ter deixado a chave na porta durante tanto tempo, no país que, por isso, nunca prevê crises, reagindo sempre tarde de mais, o investimento não existe, pelo menos o investimento como acto racional em que os ganhos não se meçam apenas pela redução imediata da despesa.

Um estudo recente demonstra como, a prazo, a intervenção atempada de um psicólogo pode contribuir para a redução das despesas de saúde. Num país sujeito aos ditames bancário-franco-alemães, conclusões destas serão absolutamente desvalorizadas e os recursos humanos fundamentais serão sempre encarados como um desperdício financeiro ou, na melhor das hipóteses, usados com base na precariedade de quem trabalha.

No mesmo país inculto em que o sensacionalismo e o voyeurismo têm sucesso garantido, o país em que os currículos escolares parecem servir o objectivo de garantir a ignorância, uma medida como a de acabar com a gratuitidade semanal de acesso aos museus é, com certeza, poupança, mas dificilmente será investimento. Que Francisco José Viegas, escritor e antigo director de uma revista literária, dê a cara por perdas destas é um sinal de que um homem culto não é necessariamente um defensor da cultura.

Sempre com o objectivo de disfarçar o desinvestimento, o governo continuará a cantar o refrão “Fazer mais com menos”, sabendo-se que, na realidade, as palavras “mais” e “com” só servem para disfarçar.

Impunidade parlamentar

Como perceber o voto num político que vive amparado numa rede em que o poder legislativo, o poder executivo e o mundo empresarial têm ligações tão próximas e tão evidentes, ao ponto de podermos falar de uma legalização da corrupção? Jardim representa tudo o que não devemos aceitar num político, desde o desbragamento reles até à assumpção de que gasta mais do que aquilo que tem, com a desculpa de que tem “obra feita”.

Jardim fá-lo porque sabe que isso lhe rende votos. A relação da maioria dos cidadãos com a política é a mesma de um elemento de uma claque com o clube que apoia, é uma relação afectiva, tribal no sentido mais básico do termo.

O chefe da tribo, porque usa as mesmas cores do eleitor, merecerá sempre o seu voto. Para além disso, numa atitude muito mediterrânica, a possibilidade de o mesmo chefe revelar pouca seriedade nesta ou naquela área é sempre relativizado com um sorriso malandro que reduz as críticas a mau perder, ao mesmo tempo que desculpa a desonestidade com os resultados alcançados.

Há quem garanta que, na Madeira, nada voltará a ser o mesmo, que Jardim será obrigado a actuar de outra maneira, graças à firmeza do governo da República. Como São Tomé, cá estaremos, durante os próximos quatro anos, para confirmar que até pode não ser assim. Entretanto, a maioria absoluta continua e parlamento madeirense continuará a legislar de acordo com os interesses pessoais de alguns deputados, sujeitos à impunidade parlamentar.

Pago mas que fique claro que ninguém me perguntou nada e já agora aqui ninguém é estúpido

Tenho 19 anos, nasci em 1992, e pretendo pagar, porque aparentemente vivi acima das minhas possibilidades, não sei se quando pedi bonecos  para brincar, ou ovos de chocolate, se quando era Verão e fui demasiadas vezes à praia ou se mais tarde quando cometi o terrível erro (erro pois ao contrário de ser coisa normal ler livros é coisa estranha para “crianças” do ensino básico e secundário”) de começar a pedir livros, [Read more…]

15 de Outubro, a água e a voz do povo

Angra do Heroísmo – Praça Velha Braga – Avenida Central Coimbra – Praça da República Évora – Praça do Sertório Faro – Jardim Manuel Bivar Lisboa – Marquês de Pombal Porto – Praça da Batalha
E tu, onde vais estar?

A tortura de um cidadão

Tortura é a imposição de dor física ou psicológica por crueldade, intimidação, punição, para obtenção de uma confissão, informação ou simplesmente por prazer da pessoa que tortura.

Parece-me que devia acrescentar que há dois tipos de tortura: a que as Nações Unidas condena e a que todo cidadão sofre no dia-a-dia e que denominamos burocracia. [Read more…]

Uma semana depois, em Wall Street e arredores

Comparar este mapa, com o que publiquei aqui no domingo passado.

Os Occupied States of America crescem, e de que maneira.

Madeira:

Sobre os resultados da Madeira e os recados que os eleitores entenderam dar já escrevi AQUI.

O Alberto João Jardim, mais do que o PSD, ganhou as eleições. Mesmo que a vitória possa ser considerada amarga. Porém, a verdade é só uma: no segredo da mesa de voto, a maioria dos eleitores da Madeira deram mais uma maioria a AJJ.

E nesse mesmo cantinho secreto, castigaram de forma violenta o PS, o Bloco e a CDU. Uma geral das grandes. Por sua vez, o CDS teve um resultado histórico e o PTP idem.

Foram muitos os recados do eleitorado. Para todos. Até para nós…

Para os “Costas e Zés/Salgados” verem

Aqui está uma imagem do Hospital outrora construído pelos portugueses na Ilha de Moçambique. As veneráveis pedras têm a supina sorte de não se encontrarem na antiga Metrópole, pois a estranha coligação Costa-Zé Salgados/BES, já as teriam reduzido a pó. Para que conste.

Alberto João Jardim com maioria absoluta

45 vitórias eleitorais consecutivas na Madeira. Pudera, quem não vota no seu ganha pão? Uma coisa é certa, nunca poderá alguém dizer que o que se passa na Madeira não é culpa dos próprios. Apesar de AJJ, no seu discurso de vitória já estar a apontar desculpas para o liberalismo, os socialistas, Lisboa e a radiodifusão.

Enganar o Estado e ser eleito não é um exclusivo da Madeira. E ainda receber apoio popular, idem. Isto só prova que a democracia em Portugal é uma farsa.

adenda
Depois do caso dos recursos de uma empresa pública estar ao serviço de um partido, o que não é propriamente novidade, nem na Madeira nem no resto do país, anunciou o PS-Madeira que estava na sala uma eleitora que, quando foi votar, tinha o nome marcado nos cadernos eleitorais como já tendo votado. É caso para passar a pedir aqueles observadores da ONU que costumam vigiar as sólidas democracias africanas.

Uma Vergonha na Madeira

ORA DIGAM LÁ OUTRA VEZ?

Alberto João teve uma votação abaixo dos 50%.

Uma vergonha para o líder do PSD Madeira.

Demita-se senhor Jardim, mesmo com esta maioria absoluta.

Parece que é assim que todos os partidos do Contenente entendem que deva ser.

Há pessoas para quem é difícil parabenizar (como diz um amigo meu) alguns dos que ganham.

Agora mais a sério,

PARABÉNS SENHOR JARDIM, AINDA NÃO FOI DESTA QUE O PUSERAM NA RUA!

Parabéns também para o CDS que teve uma votação histórica.

Derrota em toda a linha para todos os outros partidos concorrentes.

No jobs

Tiago Mota Saraiva a partir de um original grego.

 

China

 

 

Michael Roulier

D. Dinis – já ouviram falar?

Há 750 anos, nasceu um dos maiores poetas portugueses. Os pais chamaram-lhe Dinis e, para além de poeta, foi rei de Portugal, marido de uma santa e fundador da Universidade em Portugal. Hoje, graças à constante revolução curricular em que vive a Educação, é possível a qualquer cidadão português passar por uma escolaridade de 12 anos e não ler um único poema de D. Dinis, para além de ser muito provável não saber sequer quem foi D. Dinis.

De 4 em 4 anos…

“Curiosidade” para Marte

O próximo rover da NASA, chamado informalmente Curiosidade, foi há poucos dias definitivamente fixo ao escudo térmico que o vai proteger na sua descida até Marte (nome formal Laboratório Cientifico de Marte). Com lançamento previsto para o fim do ano, espera-se que este rover atinja o solo marciano por alturas de Agosto, depois de uma viagem de oito meses e meio.

Rover pronto para ser selado entre o escudo de calor e a concha exterior

(Clique nas imagens para aumentar)

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Hoje é Dia de Pesagens

 

Retomamos a rambóia habitual dentro de momentos.

 

Pedroto rima com Porto

O meu benfiquismo não me impediu, nunca, de gostar do inimigo, sobretudo do inimigo cujos defeitos chegam a ser virtuosos. Da minha história pessoal faz parte uma amizade com um grande amigo de José Pedroto, o que me concedeu o privilégio de ouvir histórias da intimidade de um homem que adoraria ter conhecido pessoalmente, mesmo que fosse para ouvir dizer mal do Benfica.

O mesmo amigo comum, o jornalista Manuel Dias, que se juntou a Pedroto há três anos, também me proporcionou um encontro com o Hernâni, o “irmão” de Pedroto. Foi esse antigo craque portista que falou desassombradamente do medo que os jogadores do FCP tinham mal atravessavam a ponte D. Luís em direcção ao Sul. O Pedroto treinador viria a ser o responsável por exorcizar esse medo, através da bravata e da provocação inteligentes contra a macrocefalia lisboeta, confundindo o futebol e a cidade e contribuindo para o poderio que hoje o clube tem, graças, ainda, a um aprendiz que soube perpetuar essa herança argumentativa e não só: Pinto da Costa.

A alma portuense é grande e as queixas relativamente a Lisboa tornam-se cada vez mais anacrónicas, mesmo se fazem parte da essência da cidade e se são mal compreendidas por um desenraizado como eu. Ontem, Gaia homenageou José Maria Pedroto, esse filho de Lamego que é um dos pais do Porto.

Ecce Homo

depressao-home deprimido

Qual de todos eles e porque? Alberto João Jardim, José Sócrates, Passos Coelho, o povo português, o Jesus de Nazaré? É a frase mais conhecida da vulgata latina, usadas pelas confissões cristãs, para expor ao público um homem em sofrimento ou um homem que está a sofrer. [Read more…]

Nobel da Medicina para o governo português

Fecham quatro empresas de construção por dia

Transportes. Plano de reestruturação pode custar 5 mil empregos

Se há coisa que me irrita é a ignorância atrevida. Nos últimos anos, tenho-me confrontado, várias vezes, com esse fenómeno, nomeadamente quando ouço tantos a falar sobre Educação e sobre professores, sem terem, sequer a humildade de perguntar a quem possa saber mais sobre o assunto.

A ignorância não deve impedir, naturalmente, a curiosidade e, até, a crítica, mesmo que humilde. Os últimos anos têm-me dado múltiplas razões para duvidar dos economistas e outros satélites licenciados em engenharias várias. A verdade é que são muitos anos a ouvir certezas absolutas que se transformam, invariavelmente, em previsões falhadas.

É completamente submergido na minha ignorância que continuo a perguntar-me como é que é possível prejudicar a maioria dos cidadãos, acreditando que isso irá beneficiar o país. Parece-me que isso é o mesmo que dizer que, se tirarmos todos os órgãos a uma pessoa, ela ficará com uma saúde de ferro.

Assustador…

No Expresso deste Sábado aconselho a leitura do artigo da Clara Ferreira Alves e o seu diálogo com um amigo grego.

É assustador. Como assustador é verificar que a Europa está a caminhar para o abismo. A Grécia de joelhos, a Espanha moribunda, a Irlanda desaparecida, a Itália governada por um pateta, a França economicamente virtual e os nórdicos estranhamente a borrifar-se.

Um cenário macabro onde só falta morrermos da cura…