Subir para cima e depressa

Parece ser o lema de quem não quer dar aulas.

Mis nietos debaten las ofensas del gobierno portugués

Deve ser conhecido por todos a existência de quatro descendentes nossos, capazes de se importar com o que acontece em Portugal e nos países que estão falidos e adoptam uma política académica falaciosa. Têm lido o meu texto Portugal, um país que exporta carne humana para lucrar com a falta de trabalho dos novos profissionais de Portugal, sem emprego.

Impressionados, falaram com os seus pais e comigo via Skype e disseram as palavras que converti em texto, em Castelhano, traduzido por mim do inglês e do neerlandês. A tradução não foi difícil porque a fala dentro da família é sempre em inglês. Apenas acrescentar, mais uma vez que Opa é avô em neerlandês e Daddy, o nome que pensavam que eu tinha por ouvir as suas mães endereçar-se a mim com essa palavra inglesa, por ser eu o seu pai. Lelo, porque os britânicos habituaram-se a me denominar assim após da dificuldade de ser denominado Abuelo a mim e Abuela a mãe das nossas filhas, a minha mulher.

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A quanto está o aluno?

É inegável a importância de se saber quanto é que o Estado gasta, seja em que área for. Não é menos importante, no entanto, lembrarmo-nos de que existe vida para além dos ficheiros de excel. Os contabilistóides que gerem a pasta da Educação vivem obcecados com custos, embora vivam pouco preocupados com valores: entre o excel e a vida, prescindem da segunda.

Saber quanto custa ao Estado cada aluno é, então, importante. Essa questão tem sido constantemente colocada ao longo dos últimos anos, sempre com a preocupação de tentar descobrir as diferenças entre o que custa um aluno de uma escola pública e um aluno de uma escola privada com contrato de associação.

A comissão parlamentar de Educação pediu ao Tribunal de Contas um estudo sobre o assunto. Em Maio deste ano, Oliveira Martins fazia referência a esse estudo que acaba de ser divulgado e que já mereceu um primeiro comentário do João José, com ligação para a notícia saída no Público e para o estudo propriamente dito. [Read more…]

Ele diz coisas elementares e contudo…

O homem pouco formal, guarda-roupa descuidado para o evento, subiu ao estrado, colocou os óculos e começou por proferiu o seu discurso, pausadamente, gestos lentos, palavras sensatas – seria dos seus setenta e sete anos?- como se mastigasse cada uma delas, revestindo-as de importância e beleza, antes de as fazer ouvir a si mesmo e aos ouvintes na Rio+20, junho de 2012.

Ouvi duas vezes o seu discurso, tirando apontamentos, admirando esse homem uruguaio, agricultor e presidente do seu pequeno país. Sim, Pepe é esse presidente que doa 90% do seu salário para pessoas carenciadas e ONG’s:

“(…) deixem-me fazer algumas perguntas em voz alta. (…) falamos sobre desenvolvimento sustentável. De como eliminar o imenso problema da pobreza. Que se passa em nossas cabeças? (…) o que aconteceria com este planeta se todos os habitantes da Índia tivessem a mesma proporção de carros que os alemães possuem? Quanto oxigénio teríamos para respirar? (…) Porque nós criámos esta civilização (…) filha do mercado, da competição que se deparou com o progresso material enfático e explosivo. (…)

Estamos governando a globalização, ou é a globalização que nos governa? [Read more…]

Estado Laico

Sede de uma Junta de Freguesia, Barcelos.

Estes tipos não são homens, são monstros

Como é que podem defender que os pobres e os miseráveis paguem uma crise que não criaram enquanto não têm uma palavra que seja para os verdadeiros culpados?
Como é que podem defender, sabendo que vamos a caminho dos 3 milhões de pobres e que as desigualdades entre ricos e pobres não param de aumentar, que os pobres e miseráveis devem ser ainda mais espezinhados?
Como é que podem defender que a solução para a crise é juntar fome à fome e miséria à miséria?
Como é que podem acordar de manhã e olhar os seus filhos nos olhos?
Que nunca passem fome, eles e os seus. Mesmo sabendo que não são homens, são monstros.

O ensino privado é mais caro que a escola pública

A Assembleia da República pediu ao Tribunal de Contas que estudasse o custo, para o estado, de um aluno na escola pública e na escola privada.

O relatório foi agora publicado (pode descarregá-lo nesta página) e é taxativo na sua sugestão:

Ponderar a necessidade de manutenção dos contratos de associação no âmbito da reorganização da rede escolar.

Mantivemos no Aventar uma longa polémica sobre este assunto (a etiqueta ensino privado contêm o essencial). Conhecendo a seita, sei muito bem que vão virar o relatório do avesso e cuspir o contrário. Os do costume. Os que defendem o negociozinho à conta dos nossos impostos. Os que glorificam o lucro omitindo que nós é que o pagamos.

Pior e mais caro, no ensino como na saúde, é no privado. É o lucro, estúpidos.

D. Pedro IV

A história de D. Pedro IV, o rei que entregou o seu coração ao Porto…

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Não sorria, está a ser filmado

Miguel Macedo admite autorizar filmagens em futuras manifestações. Já terá havido filmagens não autorizadas? Haverá manifestações que não sejam filmadas?

A sustentada procura do poder

Como superar o problema (stress entre classe docente?)

Reduzindo as turmas para um limite de 20 alunos; dando espaço e tempo para os docentes prepararem aulas na escola; dotando as escolas com psicólogos; dando estabilidade aos docentes, pois muitos não sabem se terão emprego no ano seguinte. Os docentes precisam de sentir confiança de quem governa e da sociedade.

Entrevista a João Grancho, então presidente da Associação Nacional de Professores, Correio da Manhã, 22 Abril 2011

Uma citação entre tantas outras possíveis. João Grancho acaba de ser nomeado Secretário de Estado do  Ensino Básico e Secundário. O seu curriculo omite quantos anos esteve destacado na Associação Nacional de Professores, uma micro-organização para-sindical criada, como muitas outras, precisamente para livrar os seus dirigentes do suplício de terem alunos.

O problema do país está em o governo agir

Em caso de uma nova derrapagem orçamental, Governo promete agir. Se, pelo menos, ficasse quieto, já não corria tão mal.

O jornal já está fechado

Paula Sofia Luz*

Faz hoje oito dias. Enquanto a greve dos jornalistas da agência Lusa dominava as conversas na rede, uma cidade portuguesa assistia à morte anunciada do seu (último) jornal. Na quinta-feira, 18 de Outubro, a notícia começou a circular na rua: O Correio de Pombal deixou de se publicar, sem aviso prévio. Não chegou às bancas como era costume, não seguiu pelo correio para casa dos assinantes. O título que José Pimpão dos Santos fez (re)nascer na primavera de 1990 – pois tratava-se de uma reedição de um título com quase 200 anos – deixou de sair para a rua, num dia triste para Pombal, para a imprensa, para o que resta da democracia.

Eram conhecidas as dificuldades (financeiras, editoriais e sobretudo morais) em que o jornal se afundou nos últimos tempos, mesmo quando ficou sozinho num mercado que em tempos dividiu com dois e três títulos. Por isso, deixar de se publicar foi tão só o golpe de misericórdia. A morte do jornal não foi notícia em lado nenhum, à excepção de escritos na blogosfera e no Facebook. E no entanto a ferida continua aberta para os trabalhadores que restavam – e que continuam a apresentar-se todos os dias no local de trabalho. E para os milhares de leitores que o alimentaram por mais de 22 anos, e que de repente estão desnorteados. Os leitores sem notícias, os notários e advogados sem suporte para os anúncios judiciais, os emigrantes que agora não sabem quem morreu na semana passada. [Read more…]

Haja harmonia, por exemplo conjugal

telhados

É tão alto ver o baixo que está abaixo do alto como não ver para cima. Confusos? eu também. [Read more…]

O orçamento de 2013 para Portugal, o povo e os militares

Longe de mim alarmar as pessoas, especialmente aos meus concidadãos. Mas, mal vi esta notícia, lembrei-me do Chile. Os militares estavam descontentes com a legislatura de Allende que governava em nome do povo.

É evidente que a situação é diferente, bem sabemos, mas quando os bolsos das pessoas são tocados, acaba todo por ser um sinistro de grandes proporções. Os soldados de Portugal sempre defenderam o povo e a sua soberania, causaram o 25 de Abril de 1974 que salvou ao país da escravatura do governo da ditadura de longo curso Salazar-Caetano.

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E viva a República

saio exatamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma.

Francisco Louçã, 2012.

Diálogo empreendedor vs desempregada

Com acusações de burla à mistura. Um Segmento Azul, aqui no Aventar.

Dias Europeus do Emprego

Este site IEFP talvez interesse a quem procura emprego.

O presidente do Tribunal Constitucional vai acordar assim

«Na Itália existiu uma ditadura dos juízes e agora passaríamos a ter uma ditadura do Tribunal Constitucional»” – queixa-se Ulrich, como a seu tempo se queixaram dessa feroz ditadura outros Padrinhos.

O BPI de Ulrich aumentou os lucros em 15,3% até ao final de Setembro. Pode portanto investir em ofertas irrecusáveis aos juízes do Tribunal Constitucional.

Esta semana, depois do beato Neves, já é o segundo a insinuar que um golpe de estado vinha mesmo a calhar. Como a nossa tropa anda virada mais para Abril que para Novembro, saia uma Bundeswehr para a mesa do canto. Não, não é uma marca de cerveja.

Vida sexual e limites etários

É notícia que em Espanha se discute a idade mínima legal para iniciar a vida sexual. Por cá, seria bom que fosse discutida uma idade máxima para a manter. Não digo em relação a toda a vida sexual. Apenas naquela parte que diz respeito à fornicação a que o Governo sujeita os mais idosos

1820 e o triunfo dos liberais

A influência da Revolução Francesa fez-se sentir um pouco por toda a Europa. Foi o caso cde Portugal, com a sua Revolução Liberal de 1820.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Proporcionalidade

Se cientistas são presos por não adivinharem um sismo, Gaspar pode ser esquartejado por não acertar no défice?

De Má Memória

Francisco José Viegas (2.º a contar da direita), com oito anos, deixa o Pocinho (Linha do Douro) em direcção a Chaves. De comboio, claro.
Anos mais tarde, num livro chamado “Comboios portugueses – um guia sentimental” haveria de dedicar ao avô alguns parágrafos, sobre o Douro, sobre o Vale do Tua, que importaria sempre, sempre preservar. Mais tarde, reforçaria nas páginas da Ler a mesma imperiosa obrigação. A seguir comete “o erro de aceitar um cargo político” e é feito Secretário de Estado da Cultura, pasta esta com responsabilidades indesmentíveis na protecção e classificação do vale e da Linha do Tua como  património nacional. Nada fez, que nada podia fazer. O que tinha a fazer nesse momento, caso fosse um escritor com apreço pela palavra escrita, era única e simplesmente abdicar do cargo por manifesta falta de força política para fazer cumprir.
Para mim, Francisco José Viegas é o pior exemplo do que pode ser feito a homem das Letras.

A indelével marca de Francisco José Viegas na Cultura no momento da saída do Governo


Na sua passagem pelo Governo, que agora termina, Francisco José Viegas tem isto para apresentar: a destruição definitiva do Vale do Tua, das suas paisagens e da sua linha férrea.
É assim que passará à História como Secretário de Estado da Cultura, é dessa forma que todos o lembraremos. Como um terrorista cultural e ambiental do nosso país, a exemplo de Gabriela Canavilhas e de outros que os antecederam.

Já só falta o porto marítimo de Beja

Aeroporto de Beja não recebe passageiros há três meses

A culpa é do Pinto da Costa

Confesso que este é o fim de linha da argumentação de qualquer benfiquista que se preze, o que não é o meu caso.

Mas estou tentado a aderir. Palpita-me que na questão em apreço, das duas uma, ou é coisa do Gaspar ou do Pinto da Costa.

E qual é a questão?

Estava a ver que nunca mais perguntavam!

As ilegalidades nos concursos de professores, que tive o cuidado de trazer à cena neste palco e onde procurei explicar mais ou menos a coisa:

Ministério de Nuno Crato deixou as escolas e os Directores às escuras durante dois meses e só esta semana deu indicações sobre os procedimentos a seguir – naturalmente houve escolas que seguiram um caminho e outras que fizeram outras opções. Umas tiveram a sorte de acertar, outras não.

E nesta coisa da sorte e do azar, o Pinto da Costa costuma ter um papel central e daí a minha dúvida.

Para os Directores, a coisa é simples: a culpa é do Crato. Espero que ninguém na ANDE tenha um gato. Quer dizer, não tenho nada contra o felídeo, não me parece é muito correcto que depois de um Gaspar nos apareça outro gato com necessidade de aconselhamento psicológico. [Read more…]

Miguel Relvas tem toda a razão

Miguel Relvas tem carradas de razão. Depois, chegou a ministro. Folgazão como é, não me espantaria que mostrasse este vídeo aos amigos e dissesse, sufocado de riso: “Ó pá, as coisas que um gajo diz para ganhar eleições!”

Vídeo do Ministério da Verdade

Se votar Pizarro, Porto dá um prémio aos Governos PS


Em entrevista ao JN, o candidato do PS à Câmara Municipal do Porto, Manuel Pizarro, vem dizer que dar a vitória a Luiz Filipe Menezes nas próximas Eleições Autárquicas significa dar um prémio ao Governo do PSD.
Curiosa a forma como Manuel Pizarro faz a associaçãop descabida entre duas eleições completamente diferentes. Mas seguindo o seu raciocínio, então dar a vitória ao PS significa dar um prémio aos Governos de José Sócrates que dirigiram o país entre 2005 e 2011. Com uma piquena diferença, coisa de somenos: ao contrário do seu adversário, Manuel Pizarro participou desses Governos e, como Secretário de Estado da Saúde, foi um dos coveiros do Sistema Nacional de Saúde.
Durante a entrevista, o candidato do PS tem a distinta lata de apelar a uma convergência à Esquerda. Como se alguém com o seu currículo pudesse alguma vez na vida fazer a ponte entre o PS e os Partidos realmente de Esquerda.
Apesar de tudo, mais vale seguir o conselho de Pizarro. E não dar prémios a quem tem governado o país…

A lambreta do Pedrinho

Parece que tem marcha atrás.

Isto precisa de uma lipoaspiração

Gestão privada de hospitais gerou cerca de mil milhões de euros em 2011.

A sopa

O ser humano é complicado. Como se pode defender ou aplaudir um corte no subsídio mínimo de desemprego, esmigalhando a miséria para 377 euros por mês?

Simplificando, fico-me por uma frase chave da minha educação: “é um fenómeno há muito tempo conhecido que as pessoas que vivem em palácios pensam de maneira diferente das que vivem em choupanas“. Nem todos tiveram o privilégio da educação que tive, admito, e de ter nascido com isto numa parede  à entrada da casa, que variou da quase choupana ao pequeno palácio mas nunca mudou a moldura do sítio.

É gente triste, esta que vive em palácios e não percebe a diferença de 10% para quem tem muito pouco, falamos de uns 40 euros, coisa que gastam facilmente num almoço. Nunca entenderão que isso corresponde a umas 15  sopas familiares, nunca tiveram fome ou, pior ainda, não sabem decifrar o que é ter um filho com fome. Gente triste porque tem um destino triste; um dia os homens que vivem em choupanas assaltam-lhes os palácios. Da próxima vez espero bem que não os enviem para campos de reeducação, de má memória e um custo para o estado. Ficarem a viver com 178,15 euros  de RSI chega perfeitamente para se atingir a escala da sopa na explicação do género humano.

fotografia Margaret Bourke-White, Georgia, URSS, 1932, roubada-me aqui.