(Com as devidas desculpas à tia.)
Reserva de Recrutamento 7
Saiu e não saiu, parece que a coisa está complicada – para além da angústia do desemprego, as dificuldades sempre presentes do sistema Cratiano. Para acompanhar ao minuto.
A justiça na Vinculação Extraordinária
Quanto mais penso na proposta do Ministério da Educação para colocar Professores nos quadros através do mecanismo de vinculação extraordinária, mais fico convencido que se trata de uma mão cheia de coisa nenhuma.
Na proposta apresentada o MEC define apenas as regras de um concurso, nada mais que isso. O MEC limita-se a dizer que vai abrir um concurso a que se podem candidatar os professores com 3600 dias (quase 10 anos) de serviço nas escolas públicas, desde que tenham trabalhado num dos três últimos anos.
No entanto, se houver dez mil candidatos, mas só existir uma vaga, só um docente entrará nos quadros, isto é, a proposta do MEC provavelmente não vai dar em nada. No entanto, por mero exercício teórico vamos procurar sistematizar algumas das reacções que se vão conhecendo, também por aqui.
Quase 39
Um mês! Apenas um mês da pensão deste tipo daria para pagar 38,7 anos da nova proposta de mínimo para o subsídio de desemprego.
Ainda e sempre os privilégios dos funcionários públicos
O diário i, órgão oficioso do governo, faz mais uma notícia com os privlégios da função pública. O jornal é um animal de hábitos.
Altruísmo em altitude: Governo baixa o subsídio de desemprego
É só uma proposta, diz a Teresa Caeiro, mas não deixa de ser um grande exemplo.
A tal proposta é uma atitude muito altruísta da parte do governo, em especial de Homens de grande estatura como o Pedro Mota Soares e o Marco António Costa. Julgo mesmo que se trata de um comportamento exemplar que fará escola, na área das políticas de antecipação.
Políticas de antecipação são aquelas que acontecem antes do tempo.
Brilhante explicação terá pensado o leitor que chegou a este ponto do post. Calma. Eu explico a estupidez em forma de explicação acima apresentada.
Políticas de antecipação são aquelas em que o político, enquanto responsável governamental, trata da vidinha dele para depois, de volta ao activo, não ter grandes problemas de adaptação.
É aqui que entram os dois exemplos de grande altura política: o Pedrinho e o Marquinho.
Ao baixar o subsídio de desemprego estão a preparar o terreno para que, no regresso à vida activa depois de deixarem o governo, não sintam grandes dificuldades.
377. [Read more…]
Portugal, país exportador de carne humana
Vi e ouvi nas notícias das 19 na televisão, as palavras de um membro do Ministério da Ciência e da Educação que disse estas palavras: Portugal deve-se orgulhar de ser capaz de exportar jovens licenciados em medicina, em medicina dentária, em farmácia, em direito, enfermagem, em ensino e outras profissões liberais, orgulho da nossa Nação…
Qual foi o membro do governo que gere o saber em Portugal que disse estas desleixadas palavras? Bem sei quem é, mas não o identifico pela vergonha que causa em mim o atropelo aos direitos humanos que implica esta ideia nefasta. Formados por nós, na base do nosso saber académico e dos impostos que pagamos para sustentar às Universidades públicas e colaborar com as privadas, são pessoas que o país precisa para assistir aos doze milhões de habitantes que existem no nosso país lusitano.
Lord of War
Lord of war: Filme de Andrew Niccol, com Nicolas Cage, devia ser dada mais relevância a este filme… Página IMDB.
Yuri Orlov: The reason I’ll be released is the same reason you think I’ll be convicted. I *do* rub shoulders with some of the most vile, sadistic men calling themselves leaders today. But some of these men are the enemies of *your* enemies. And while the biggest arms dealer in the world is your boss – the President of the United States, who ships more merchandise in a day than I do in a year – sometimes it’s embarrassing to have his fingerprints on the guns. Sometimes he needs a freelancer like me to supply forces he can’t be seen supplying. So. You call me evil, but unfortunately for you, I’m a necessary evil. [Da cena do Interrogatório]
Em inglês, sem legendas.
Brassed off
Brassed off, lixados, como em pissed off, é um filme duro (parte 1, parte 2) sobre tempos difíceis como aqueles que agora vivemos. O filme tem por fundo o declínio da indústria mineira durante os anos de Thatcher e Major. Passa-se em meados dos anos 90 em “Grimley”, uma versão pouco camuflada da verdadeira Grimethorpe, aldeia que fora, dois anos antes, declarada pela UE como a mais pobre de Inglaterra. Apesar da crise, os mineiros continuaram a sua banda de metais, brass, atingindo considerável sucesso. Sem querer estragar o filme a quem o queira ver, destaco apenas o discurso final sobre um governo que destruiu não só uma indústria mas também vidas, a comunidade, os lares, tudo em nome do progresso e por um punhado de tostões.
O vídeo acima, parte do filme, é o adágio do Concierto de Aranjuez de Joaquín Rodrigo, originalmente escrito para guitarra clássica solo mais orquestra filarmónica e aqui adaptado para fliscorno solo (instrumento que usei para me alcunhar) mais orquestra de metais.
Até tu, Miguel Frasquilho?
A Vítor Gaspar não há mal que não lhe venha, nem bem que lhe valha.
Na família Louçã nem todos os economistas são gaspares
Leia as 6 propostas do BE para salvar a economia (pdf) e descubra as diferenças.
Às minhas solteironas
Esta semana partiu-se de vez a velha saboneteira de porcelana, já muitas vezes remendada com supercola, que andei a empacotar e a desempacotar nas mudanças de casa dos últimos 15 anos. Era um traste inútil que eu não queria deitar fora, como não quero deitar fora todos os outros trastes inúteis que me fazem lembrar gente que já não está. A saboneteira foi um presente de emancipação de uma das minhas velhotas, a Luísa, talvez a minha preferida, e era um pretexto para manter perto de mim as minhas velhas solteironas. [Read more…]
De que é que se queixa quem está melhor do que eu?
O portuguesinho é um português pequenino e isso vê-se não só pelo diminutivo. Uma das características do portuguesinho consiste em desvalorizar o sofrimento de quem sofre menos do que ele, o portuguesinho. O portuguesinho que fracturou ambas as pernas ri-se com desprezo daquele que geme a dor de ter partido apenas uma. Se o portuguesinho ganha quinhentos euros, nunca perceberá de que se queixa o outro que ganha seiscentos.
Não sei quantos portuguesinhos existem em Portugal, porque a sua existência é oscilante. Qualquer um de nós, por muito português que seja, passa por momentos em que é portuguesinho, invejando a infelicidade alheia, porque, vista daqui, até parece felicidade. [Read more…]
E depois de saberem que ganha 10000 por mês na TVI
será que os potenciais eleitores vão querer Marcelo na presidência da República?
RTP contrata filha de Jaime Fernandes
Director da RTP, e voz off dos tempos de antena do PSD.
Gaspar ganha o prémio da montanha

Palavras para quê? é um artista português e só usa excel.
Entretanto, num país perto de si, real, republicano e autêntico, onde a fome se espalha, o povo emigra.
via Delito de Opinião
O meu último post
Faz hoje precisamente um ano que o meu livro, Arquitectura, Música e Acústica no Portugal Contemporâneo (edições FAUP), foi apresentado na Fnac do GaiaShopping, no âmbito da Campanha 100 Anos, 100 Livros ( lançamentos de livros da Universidade do Porto nas lojas Fnac).
Uma coincidência. Gosto de coincidências. «Nada é ao acaso». Gosto desta frase de Richard Bach. Uma data que marcou uma etapa, um dia importante. Hoje, quero iniciar uma outra.
Desde essa altura que tenho vindo a escrever muito regularmente neste blogue, a convite do JJC.
Foi uma experiência enriquecedora: aprendi muito com os autores do Aventar e com os leitores, mesmo com aqueles que declaradamente não concordam comigo nalguns temas.
Escrever num blogue torna-se rapidamente num vício. [Read more…]
Assinar contra o orçamento
As questões médicas estão longe das minhas preocupações mais ou menos recentes e, talvez por isso, não vou longe na argumentação que permita distinguir esquizofrenia de bipolaridade. No entanto, esta ignorância, como tantas outras, não deixa de me permitir perceber que se tratam de patologias muito presentes em parte dos dirigentes partidários do nosso país.
Não, juro que não estava a pensar no Miguel Relvas. Não, no Gaspar também não que esse só tem um pólo. O negativo.
Desculpem a deriva boqueira, mas não resisti – deixem-me, caros leitores, retomar o caminho que tinha pensado para o post.
Dizia eu, que em todos os nossos dirigentes partidários existe algo de patológico na medida em que está sempre tudo bem quando a origem do mal é a sua casa partidária, acontecendo precisamente o contrário quando a maternidade da coisa é no jardim do vizinho. Recordo com alegria o “muito bem” que se ouve nos debates parlamentares.
As últimas aparições laranja, no meio do pânico que os tomou, voltaram-se para a anterior governação socialista. Apesar do que disseram antes, a verdade de ontem, como tantas outras, é hoje uma mentira. Como não conseguem dizer mais nada, atiram-se para os erros do Governo de Sócrates como se fosse ele o responsável maior pela incompetência de quem nos governa. Sócrates tem parte da responsabilidade, claro. E nem sequer quero entrar na quantificação dessas responsabilidades. Como cidadão estou-me completamente nas tintas para o passado porque esse, meus caros, já foi avaliado pelo povo quando votou nas mentiras do PSD.
O que temos agora é um conjunto de boys incompetentes que estão apenas com uma missão – deitar mão a tudo o que significar lucro, ou seja, transferir da esfera pública para a dimensão privada da sociedade tudo o que for financeiramente rentável: águas, tap, …
É por isso fundamental travar essa gente e impedir a aprovação do orçamento é apenas o primeiro passo, porque há outros caminhos.
Sob o domínio de Napoleão
Biografia político-militar de Napoleão Bonaparte, contada em dois episódios, que destaca as inovações promovidas por ele no mundo europeu. O primeiro episódio vai do momento em que Napoleão assume o poder na França (1799) até a tomada de Berlim, em 1806. O segundo episódio vai de 1806 até a morte do imperador francês no exílio, em 1821
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais
João César das Neves, um católico
em democracia Portugal nunca conseguirá controlar a despesa pública.
A inquisição vem já a seguir
Debate em Gaia – Clube dos Pensadores
Daqui a meia hora, em Gaia, o Clube dos Pensadores recebe Maria de Belém Roseira.
Para quem não conseguir lá estar, fica a ligação para acompanhar via net.
Acordo Ortográfico: o Porto deixou de ser a Cidade Invicta
O trabalho de sapa do João Roque Dias encontrou, em pouco tempo, mais um exemplo da supressão de consoantes que não são mudas. Neste caso, trata-se de uma afronta involuntária à cidade do Porto, orgulhosa de ser invicta há vários anos. No site do Colégio de Quiaios e numa legenda da TVI, o c de Invicta desaparece e o Porto deixa de ser invencível.
Já tive ocasião de notar alguns fenómenos semelhantes: Acordo Ortográfico: sabor a pacto, Acordo ortográfico: a fissão da ficção e Acordo Ortográfico: consoante antes de consoante não se escreve.
A insegurança no uso da ortografia não é, infelizmente, um problema recente, mesmo nas escolas e na comunicação social, ambientes em que a língua devia ser mais bem tratada. O chamado acordo ortográfico, por ser um instrumento carregado de deficiências, serve para acentuar essa insegurança.
Num país a sério, com políticos a sério, a leviandade com que o AO90 foi posto em prática não existiria. Assim, é só mais uma acha para a imensa fogueira onde arde a irresponsabilidade das políticas culturais e educativas.
A chama imensa
Custa me ver o Juíz Desembargador Rui Rangel “dar-se ao luxo” de se expor como se expõe ao ser candidato a Presidente do Benfica. Como cidadão, é óbvio que tem todo o direito à sua paixão clubística. Mas daí a arriscar o seu prestígio ser queimado pela “chama imensa”, vai uma longa distância: a que separa a paixão da prudência. E o exercício maior de um Magistrado Judicial é o do juízo prudente, matriz da jurisprudência. Não bate certo esbanjar o seu talento no mundo do futebol. Não bate certo com a sua craveira de Magistrado Judicial e muito menos com a sua intervenção pública, em relação à qual, diga-se, não são poucas as vezes em que estou em desacordo. Não bate certo com a sua posição social de Magistrado Judicial, de titular de Órgão de Soberania. Não bater certo com o contributo que poderá dar no debate das grandes causas da Justiça que urgem ser resolvidas. Não bate certo sujeitar-se ao que já ouviu e ao que ainda vai ouvir. Não bate certo estar sujeito a ter apoios públicos menos recomendáveis. Não bate certo com nada. Excepto, com aqueles que, eventualmente, achem que até poderá dar jeito, para quando se sentirem “roubados” (como é usual dizer-se) por algum árbitro, ter um Presidente Juíz que logo dê voz de prisão. De resto… não bate certo.
Sr. Presidente não permita a saída de mais nenhum jovem
Faça tudo o que estiver ao seu alcance para que nem mais um faça as malas e invista a sua vida noutro país!
Do it now!
Constituição islandesa feita pelos cidadãos
Salta-me à vista esta notícia, «vinda» da Islândia: “A futura Constituição islandesa poderá ser a primeira no mundo a incluir propostas redigidas por cidadãos (…) 25 pessoas de diferentes áreas eleitas em 2010 e que ao longo de 2011 pediram ideias a todos os islandeses através da Internet, obtendo 3600 comentários e 370 sugestões. (…) As reivindicações para a que a nova Constituição fosse redigida por cidadãos seguem-se à crise de 2008, quando o sistema bancário do país entrou em colapso.”
O povo a escrever a sua Constituição!
Que se copiem os bons exemplos. Será que conseguimos? Eu acredito que sim!
(Não estará na altura certa?)
E por falar na Islândia… Sabia que o desemprego neste país desceu de 12%, em maio de 2010, para os 5%, em setembro deste ano?
Eles estão a trabalhar bem!










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