
A única surpresa nos atos da resistência palestiniana não é o facto de terem acontecido, é o facto de terem tardado. São 75 anos de ocupação, onde todas as vias da coexistência esbarraram inevitavelmente num projeto confessional, segregacionista e genocida, que quer transformar toda a Palestina num Estado exclusivo para judeus. Começou com vilas inteiras queimadas, continuou com colonatos duplamente ilegais, construídos no pouco da Palestina que ainda falta ocupar ao sionismo. Todos os castigos repetidos até à náusea, água envenenada, campos queimados, bombardeamentos permanentes, locais sagrados atacados, prisões arbitrárias, assassinatos na ordem de todos os dias e um país reduzido a um arquipélago de prisões a céu aberto, onde a simples sobrevivência se tornou um ato de bravura. Numa ocupação é sempre o ocupante que ataca, ao ocupado cabe-lhe a resistência. Se isto é evidente na Ucrânia também tem que o ser na Palestina.












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