Coisas fresquinhas da refundação do estado grego

Tem a versão oficial no Público‎. Experimente outra.

O deputado Nikolaos Chountis, do Syriza, enviou aos deputados europeus do GUE/NGL esta mensagem:

Muito brevemente gostaria de informá-los da situação atual da Grécia, principalmente no que diz respeito à conduta antidemocrática da coligação governamental.

Hoje é levado à votação no plenário, como um artigo único, todo o “pacote” acordado entre o governo grego e a troika com as novas medidas (cortes orçamentais e sociais, venda de serviços públicos, incluindo a energia, a água e o território, prioridade ao repagamento da dívida a todo o custo, etc).

Este “artigo único”, de quase 300 páginas muito técnicas, foi entregue aos deputados anteontem e, através de um procedimento “acelerado” foi discutido e votado ontem no comité económico e hoje é levado ao plenário. Obviamente, este procedimento viola qualquer noção democrática de estudo e conhecimento do que realmente os deputados estão a votar. Contudo, a coligação governamental afirma que se o “artigo único” não for votado com urgência, o Estado grego será conduzido imediatamente a uma bancarrota descontrolada. [Read more…]

Votar numa lavandaria

Só mesmo nos EUA.

Ontem, em Chicago, os eleitores podiam votar em escolas e igrejas, quartéis de bombeiros e esquadras policiais, centros de dia e blocos residenciais. Mas também numa lavandaria self-service, ” a melhor montra para ver a democracia americana em acção”, lê-se no PÚBLICO de hoje. Explicação para o «fenómeno»: “não só porque aumenta o universo de possibilidades dos eleitores, mas também porque torna o voto mais prático, menos solene, mais próximo do dia-a-dia das pessoas”. Todos os estabelecimentos comerciais podiam receber uma mesa de voto, excepto os locais que vendem bebidas alcoólicas.

É caso para dizer se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé. Não acho muita piada… Há locais próprios para tudo e misturar alhos com bugalhos não me parece ser grande ideia, não obstante ter que admitir que os americanos «mexem-se» e têm ideias loucas que lá terão resultados, pelo menos quantitativamente. «Não deixe de votar, mesmo que não tenha pensado nisso ou refletido muito»,  «É fácil, barato e muito cool».

Imagino a senhora com seus filhos na dita lavandaria: um olho neles, um olho na roupa a girar na máquina e outro no voto, numa pressa, ouvindo ainda o desabafo político tendencioso dos restantes utentes do estabelecimento…

A abstenção em Portugal ficava resolvida se em cada canto e esquina houvesse uma mesa de voto?

Democracia = comodidade = banalidade?

A jornalista K. Gomes afirma algo que me deixa de boca aberta: “Talvez não haja nada mais democrático que votar numa lavandaria”. E esta hein?

Jornal, café, sonho e cidadania

Neste tempo em que até o jornalismo entrou em crise, com greves e despedimentos colectivos como no PÚBLICO, há que fazer a sua justíssima defesa.
Precisamos do bom jornalismo que nos traz as diárias notícias da austeridade e afins, mas também das outras sobre um mundo que «pula e avança» apesar de tudo, do não obstante, do contudo.
Procuramos e necessitamos da verdade, como do pão para a boca e do café pela manhã antes de começar o dia (seja ele como for)! E da verdade não apenas da realidade, mas também a dos sonhos de cada um. Não serão eles mais reais? Os sonhos são o futuro – deviam contar mais. E o país tem que os ter e se não os tem, que os tenhamos nós, individualmente. Sonhos pequeninos, não faz mal, mas que todos juntos constroem algo grande. ( Já estou a divagar. É o que dá fumar um post…)
Faço hoje o meu post com um texto do geógrafo João Seixas (PÚBLICO, 28/10) defensor dos jornais e que subscrevo totalmente: [Read more…]

De TEIP para autonomia

O Ministério da Educação criou em 1996 (Despacho n.º 147-B/ME/96) um programa que procurava responder às necessidades de escolas inseridas em meios mais complicados – os Territórios Educativos de Intervenção Prioritária. Na gíria dos profs, os TEIP. Era Ministro da Educação Marçal Grilo e Secretária de Estado, Ana Benavente.

Mais tarde, em 2008/09 foi lançada a segunda fase deste projecto (Despacho Normativo 55/2008, de 23 de Outubro), novamente por iniciativa de um governo socialista.

Esta segunda vida dos TEIP continua até aos dias de hoje e tendo sido uma oportunidade para muitas escolas desenvolverem práticas educativas para reduzir parte dos seus problemas mais delicados. As escolas TEIP têm sido financiadas por fundos europeus (POPH) e têm conseguido contratar técnicos da área social (Educadores sociais, mediadores de conflitos, por exemplo), têm conseguido desenvolver assessorias (nas aulas de matemática e de língua portuguesa) e tutorias, têm criado e dinamizado clubes (música, desporto, ciências), têm, no fundo, a capacidade de escapar da crise no meio da miséria em que vivem as escolas públicas. Diria que o projecto TEIP tem sido um bom negócio para as Escolas e para quem lá estuda.

Nuno Crato viu nos TEIP uma oportunidade.

Infelizmente!

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Democracia e Capitalismo são compatíveis?

Portugal vive há uns tempos sob a tutela estrangeira e com mais ou menos mentiras de quem nos governa, todos os indicadores mostram que o caminho escolhido não serve.

Dizem-nos que é muito difícil ser deputado da maioria, imagino que tal reflexão, deste boy, surge num contexto solidário em que o senhor deputado vai ficar a viver com os 377 euros do subsídio de desemprego. Só pode!

E se o caminho não serve, podemos procurar encontrar outros, ainda que concorde com o Ricardo Araújo Pereira que na Visão aponta uma coisa óbvia – não tem que haver alternativa no caso em que algo é manifestamente mau. Se a receita que está a ser aplicada não serve, para que acabe não é preciso haver alternativa. Basta que pare!

E são cada vez mais as vozes que procuram caminhos alternativos.

O Fórum “Cidadania pelo Estado Social” é uma dessas iniciativas e hoje, em Braga, na Universidade do Minho, aconteceu mais um debate, onde a Educação Pública esteve em cima da mesa. [Read more…]

Constituição islandesa feita pelos cidadãos

Salta-me à vista esta notícia, «vinda» da Islândia: “A futura Constituição islandesa poderá ser a primeira no mundo a incluir propostas redigidas por cidadãos (…) 25 pessoas de diferentes áreas eleitas em 2010 e que ao longo de 2011 pediram ideias a todos os islandeses através da Internet, obtendo 3600 comentários e 370 sugestões. (…)  As reivindicações para a que a nova Constituição fosse redigida por cidadãos seguem-se à crise de 2008, quando o sistema bancário do país entrou em colapso.”

O povo a escrever a sua Constituição!

Que se copiem os bons exemplos. Será que conseguimos? Eu acredito que sim!

(Não estará na altura certa?)

E por falar na Islândia… Sabia que o desemprego neste país desceu de 12%, em maio de 2010, para os 5%, em setembro deste ano?

Eles estão a trabalhar bem!

Clube dos Pensadores com Maria de Belém Roseira

O Clube dos Pensadores é uma boa ideia.

Ou antes foi uma boa ideia. Hoje é uma EXCELENTE realidade. A norte, do lado sul do Rio Douro há gente que teima em fazer o que nunca foi feito, há gente que desafia outra gente a pensar.

O Mário Nogueira foi o Senhor da última edição. Maria de Belém é o Senhor que se segue. Na próxima 2ª feira, dia 22 às 21h30 no hotel Holiday Inn, em Gaia.

Vou lá estar porque gostaria de perguntar a Maria de Belém o que ela pensa sobre o quando ou o quê.

Policarpo e a democracia

José Policarpo, ainda e sempre inebriado pelas essências da cerejeira que terá inalado em criança, explica como sonha a democracia.

Para Policarpo, a democracia deve ser uma senhora doce e recatada, debruçada sobre o seu bordado, enquanto ouve a hora do terço na Renascença, reservando uma atenção mansa para a voz olorosa de santidade que anuncia os sinais de que os sacrifícios serão positivos, até porque, felizes serão os mansos, porque deles será o reino dos céus, que os mansos, de tanta mansidão, vivem bovinamente satisfeitos com o pouco que a terra lhes dá, pois, ao serem dados à terra, verão a miséria terrestre ser transmutada em amanhãs cantantes, expressão tão estranhamente ecuménica. [Read more…]

PS, os carros, os burros e a demagogia

A demagogia tem um preço e, mais cedo do que tarde, chegará a factura para pagar – Será necessário voltar aos livros de história para ver o que aconteceu com a Iª República?

O parlamento português tem 230 deputados eleitos por 9621076 eleitores, ou seja, cada 41830, 77 eleitores faz eleger  um deputado. No entanto, este ratio é muito desigual na sua distribuição geográfica: em Lisboa menos de 40 mil eleitores fazem eleger um deputado, enquanto em Bragança são necessários mais de 51 mil, enquanto no círculo fora da Europa só mais de 60 mil eleitores garantem a eleição de um representante.

Um exercício simples seria tentar perceber o que aconteceria com uma redução do nosso parlamento para, por exemplo, cem deputados.

Obviamente o ratio entre eleitos e eleitores vai aumentar – cada deputado seria eleito, em média por 96210, 8 eleitores.

E os números também mostram que os distritos menos povoados seriam os mais afectados pela diminuição de lugares na casa da democracia: [Read more…]

Votar por amor

Na Venezuela ainda há quem vote em Chávez por amor, lê-se hoje no Público.

Num site que consultei, surpreendo-me com a surpreendente declaração de Carter, ex-presidente dos EUA: “Processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo”.

No mesmo site, um link para uma notícia sobre o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica que, este sim, parece-me um presidente a amar: “Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.”

“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.

Quem dera que Cavaco e companhia fossem parecidos com Pepe no amor que nutrem pelo seu país!

Assim também eu votaria por amor a um presidente!!

Eles são vingativos

Desculpem, mas é assim que eu vejo isto: eles vingaram-se. Gaspar vingou-se. Com o agravamento do IRS, ainda conseguiu uma receita maior que com as « mexidas» na TSU.

Baseando-me no que Domingos Lopes ( Membro da Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas) escreveu hoje no Público, eu digo:  queremos que a nossa voz se oiça. Queremos que acabe o “monopólio da nossa representaçã0 por via dos partidos”.

Isto está a ficar insuportável.

As manifestações que fizermos não vão demover o governo das decisões anteriormente tomadas. Pelo contrário, serão agravadas porque o Governo é autoritário, nada humilde, nunca irá recuar face ao descontentamento dos portugueses.

Não há democracia em Portugal. Que democracia é esta? Devia haver um Tribunal Internacional visando a manutenção das democracias nos países ditos democráticos! Iam chover reclamações, processos uns atrás dos outros, ai isso é que iam!

Vocês não são  os donos deste país. Raios!!

Quantos cabem?

Um país inteiro!

Afinal, há povo!

Capa do Dia“As manifestações expõem o divórcio entre os representantes políticos e a população portuguesa”.

Tal como escreve hoje a jornalista São José Almeida (Público) esta manifestação foi espontânea e não teve por trás nem partidos nem sindicatos!

É uma manifestação do povo genuíno, cansado e que sente “repulsa pelos representantes políticos” que consideramos gente corrupta.

Sim, há povo e povo do bom e do melhor!

E mais uma coisa, srs. políticos: ” o soberano em democracia é o povo e os governantes são representantes deste”.

Não brinquem connosco!

P.S. – reparo agora na palavra que S.J.A. escolhe para definir a divisão, a separação, o corte, a ruptura que se estabeleceu entre povo e governantes: «divórcio». Ora divórcio remete-nos para a destruição de um casamento que se quis feliz. Este não foi feliz: cada um foi para seu lado… O que fazer agora? Pode um país sobreviver a um divórcio entre as partes em questão? É necessário recorrer ao aconselhamento matrimonial? Faça-se alguma coisa e já, a bem da nação e de seus filhos!

“Um terço é para morrer”

José V. Malheiros (não) foi duro! Escreveu hoje no Público O Sonho de Pedro Passos Coelho. Coloca aspas na primeira frase e fecha aspas após a última palavra de um longo e eventual sonho do PM ou, melhor, o grande pesadelo dos portugueses:

Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los. (…)não os vamos matar-matar (…). O Mota Soares (…) com aquela cara de anjo (…). O Paulo Macedo (…) não é genocídio, é estatística. (…) Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres (…). O outro terço temos de os pôr com dono. (…) O outro terço são profissionais e técnicos (…) estes estão no papo. (…) Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado [futebol, telenovelas e reality shows] e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. (…) O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite.”

Estamos todos no papo, independentemente do terço a que pertencemos.

Mas pensando bem… Malheiros não fez bem as contas. A divisão em 3 partes não é rigorosa.  Infelizmente, é mais que “um terço para morrer” …

A múmia seca de uma democracia

O jornalista José Vitor Malheiros já nos habituou aos bons textos e às pertinentes perguntas. Hoje, no Público, sublinho o que escreveu, que é quase:

1- O exercício da cidadania numa democracia não se esgota na prática do voto durante as eleições;

2- Espera-se de um cidadão responsável que, na medida das suas possibilidades e interesses, aja politicamente;

3- que participe nos debates políticos onde estão em causa os princípios que moldam a vida pública e as normas da vida em sociedade;

4- que tome posição;

5- que defenda os seus pontos de vista e os seus interesses usando os meios à sua disposição, da discussão pública no café ou no Facebook ao uso dos meios de comunicação clássicos e de outros fóruns;

6- que interpele os poderes;

7- que participe nas organizações profissionais e sindicais que lhe dizem respeito; que lute por condições que garantam maior equidade, justiça e bem-estar para si, para os seus camaradas de trabalho e para a sociedade em geral. [Read more…]

Softocaracy. A democracia é um perigo

 José-Manuel Diogo

A democracia é realmente um mau sistema.
Os jornais de hoje contam que o assassino norueguês, confesso, mentalmente são e não arrependido, foi condenado a 21 anos de prisão e pode pedir liberdade condicional a partir do décimo.
A 22 de Julho do ano passado ele matou 77 seres humanos. Fez rebentar uma bomba num edifício e depois alvejou mortalmente 69 pessoas, mutilando muitas outras. Sempre disse porque o fazia. Consciente e de forma deliberada. Para “prevenir a islamização da Noruega”.
Os números podem ser usados de muitas maneiras. São a melhor forma de mentir. Mas esta conta é indesmentível, dividindo 21 (anos) por 77 (mortes), o preço são 99 dias (por pessoa). São pouco mais de três meses por cada tragédia, por cada luto, por cada drama familiar.
Os estados socialmente mais avançados são, paradoxalmente, os mais expostos e mais frágeis perante ruturas civilizacionais. São a porta de entradas para extremismos e xenofobias. Transportam a semente do sem próprio fim. E os tempos que vivemos são isso mesmo: de rutura.
Ele tem 31 anos, daqui a 10 ou 15, quando puder sair é ainda um homem novo. Como lidará a sociedade com a sua liberdade. Como é que a nossa sofisticada civilização se vai olhar ao espelho? [Read more…]

Uma Junta de Freguesia Que Tende Para a Ilegalidade

No dia 05 de Junho do corrente requeri à Junta de Freguesia de Tadim, e em carta registada com aviso de recepção, o processo relativo à legalização da câmara de videovigilância que se encontra no parque de merendas; como referi anteriormente, mercê a pergunta que levantei na anterior Assembleia de Freguesia, não obtive uma resposta una ou capaz pelo que persisto ainda na dúvida quanto à legalidade daquela câmara.

Igualmente, apresentei denúncia na GNR local relativamente àquele equipamento; a GNR não me informou ainda do resultado da solicitação que a mesma apresentou à Junta de Freguesia.
Como competia, a Junta de Freguesia deveria ter-me dado uma resposta (qualquer que fosse) no prazo de 10 dias após a minha solicitação por escrito. Já decorreram cinco semanas. Posso apenas concluir que esta Junta tem uma propensão forte para a ilegalidade… democraticamente!

Nesta mesma data de 05 de Junho, e numa outra carta registada, solicitei à Assembleia de Freguesia, a disponibilização das actas pós-Junho de 2011 (dado que as anteriores se encontram, como elogiei, no site oficial da Junta e republicadas neste site).

Não deixa de ser vergonhoso um atraso de mais de meio ano relativamente à disponibilização franca daquelas actas. No entanto, teço aqui um elogio ao facto de a Junta de Freguesia, e no melhor interesse dos cidadãos, se ter já prestado a divulgar a “noite memorável” do “Tadim a Cantar”.
Parabéns pela prontidão.

O futuro está nos barcos

Na passada quarta-feira, Emanuel e Fernando davam-nos a alegria da medalha de prata em canoagem. A única medalha de Portugal nos Jogos…

No dia seguinte, Rui Tavares escreveu no Público que Portugal é um país de exclusão económica, social e política. A democracia está a degradar-se (não é novidade, reconhece). Falou em clientelismo, feudalismo e partidocracia.

Não sendo novidade o que afirmou ainda, vale a pena pôr o dedo na ferida: “um país que desperdiça gente não sobreviverá. Um sistema político que é pior do que a sociedade que representa não se mudará sozinho.”

Muito boa gente está a deixar o país porque está desempregada, era isso a que ele se referia. Deu exemplo, de um seu conhecido, um professor do ensino especial, que a esta hora pode muito bem estar a pintar cascos de barcos na Holanda.

E pintar cascos de barcos até é muito romântico, mas só  filmes como As Palavras que Nunca Te Direi, protagonizado por Kevin Costner e baseado no romance homónimo de Nicholas Sparks.

Boa sorte a todos os portugueses que, diariamente (às centenas?), saem do seu país porque o seu país não soube nem sabe aproveitar e dar valor ao que tem.

Estamos todos no mesmo barco.
 
 
Nota: O título deste post é inspirado na peça O Futuro Está nos Ovos de Ionesco, um dos grandes nomes do Teatro do Absurdo...

Que se lixe

Que se lixe aqui no Porto seria escrito de outro modo, mas atendendo à época carnavalesca em curso admito como plausível o acesso de menores ao Aventar – vou, por isso, evitar escrever Que se foda!

Caro leitor, nas linhas que se seguem, penso de um modo, mas escrevo de outro. Sou uma pessoa complicada, sim, admito. Uma pessoa complicada daquelas que gosta de chatear o Primeiro-ministro. Aliás, estou de licença sem vencimento, porque ninguém me pagou o subsídio de férias e no último mês, confesso, estive em quatro manifestações. Sou decididamente uma pessoa complicada e por isso não entendo o Miguel Relvas.

São pessoas complicadas os médicos e os professores, os enfermeiros, os funcionários públicos…

Todos um bando de ladrões que tirou licenciaturas na Lusófona  e tudo gente que subiu na vida à custa das equivalências ou dos cargos nas empresas dos amigos. [Read more…]

Pelo DIREITO dos Portugueses à Escola Pública

Às 15h no Rossio!

Clistenes e a origem da Democracia

Documentário da BBC que aborda as origens do regime democrático em Atenas. Sobre este tema, está também disponível La historia de Atenas y la democracia.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 2 do Programa: A Herança do Mediterrâneo Antigo
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Bispo D. Januário: falou, levou

É a Democracia Relvas a funcionar em pleno! É a máquina laranja a fazer o seu trabalho.

“É evidente que não posso deixar de associar uma coisa à outra. É uma tentativa de linchamento da minha vida privada”

Eu por mim não tenho dúvidas – este ataque ao Bispo é um excelente exemplo da saúde da nossa Democracia! Não me canso de agradecer a quem colocou esta gente no poder!

Relvas demitiu-se.

Caramba! Outra vez. Esqueci-me de colocar o ponto de interrogação no título!

O Grillo que se faz ouvir em toda a Itália

Imaginar o blogue mais lido da Itália… Mais de 1000 comentários por post. Quantas visualizações…

O blog de Beppe Grillo é qualquer coisa. (O Aventar um dia lá chegará!!)

Grillo («o comediante despenteado») criou, além do seu blog há uns anos, o Movimento 5 Estrelas que acaba de conquistar 4 câmaras nas eleições municipais no seu país.

Grillo não vai à televisão. Defende a democracia direta e sonha com “cidadãos que se elegem entre si” através do seu movimento, “um instrumento ao serviço dos cidadãos para lhes permitir administrarem-se a si próprios”.

Segundo o Público, onde descobri o Grillo, “as suas listas juntam desempregados, estudantes ou professores. Gente normal com vontade de fazer política de outra forma. Gente jovem.” [Read more…]

Relvas, demita-se!

Não há outra saída para tanta incompetência.

O Político Relvas é daqueles que se sente o cheiro à distância. Cheira mesmo mal! E não sei se é dos pés. É aquele tuga espertalhão que parece estar sempre a mentir, com um sorriso amarelo e de plástico, talvez do botox.

Recebia sms, mas não respondia e perante o trabalho livre do jornalista, atacou ferozmente?

Depois, parece que pediu desculpas, mas o texto do Conselho de Redacção do Público  é bem claro sobre o que aconteceu.

Não há outro caminho. Siga as dicas do seu Sr. Primeiro Ministro e dê uma oportunidade ao seu sorriso inverdadeiro.

Eis os guardiões da democracia que temos

Queixa no Ministério Público por inscrições fraudulentas no PS
A cerca de um mês das eleições internas para as distritais no Partido Socialista — 15 e 16 de Junho —, dispararam as denúncias de caciquismo em variadas federações. Desde o ano passado que o PS é palco de inscrições em massa que depois de analisadas revelam, nas palavras de alguns, um “verdadeiro assalto ao poder”. Os casos verificam-se nas distritais onde existem mais do que uma candidatura à liderança, como em Setúbal, Porto ou Coimbra. (Público de hoje, edição impressa)

Quem vai a votos, seja em que partido for, é escolhido pelos partidos em processos tão claros e democráticos como este. Grandes guardiões estes que nem conseguem praticar o regime que defendem.

Actualmente, um primeiro-ministro é escolhido por uns escassos milhares de eleitores, os militantes do partido. O povo, tão caro aos partidos, não passa do botador da cruz na lista pré-cozinhada.

Esta pseudo-democracia tem que terminar.

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José Mattoso: a lição da História

José Mattoso, como muitos homens sérios, tem levado a vida a passar despercebido. Numa sociedade em que tudo se discute e em que todos discutem, é natural que haja demasiado ruído. Nesta entrevista, em contraste com esse mesmo ruído, é quase possível ouvir o timbre discreto da voz de um homem que sempre revelou uma enorme serenidade, o que não é incompatível com a clareza e a frontalidade.

Procurando não ser reaccionário, pratico um conservadorismo desconfiado, face a um mundo que ignora ou parece ignorar o valor da História como mestra da vida. Desde que, há uns anos, me apaixonei pela Idade Média, José Mattoso tornou-se uma referência fundamental. Hoje, e não só graças a esta entrevista, Mattoso é muito mais do que um medievalista; é um homem lúcido que reafirma o óbvio, como se pode confirmar nesta citação: “Os interesses corporativos viciam a democracia. O “governo do povo” não defende os direitos dos pobres e excluídos. Favorece quem já tem poder.”

A democracia em Portugal está perfeitamente consolidada

É o que dizem, o problema são as falhas sísmicas. Myriam Zaluar conta um caso verídico do ponto de vista de uma mulher qualquer. Onde o dinheiros dos seus impostos é gasto para desconsolidar a democracia. Ou acabar com ela.

Inventaram a palavra democracia, só a palavra

As últimas sondagens na Grécia ameaçam vir aí um resultado fantástico, em que a minoria pode governar a maioria. É que o partido mais votado tem um bónus de 50 deputados. Assim também eu.

Presidente da Assembleia Municipal recebe dinheiro das Empresas municipais

A afirmação do título pretende transportar o leitor para um exercício teórico.

Imagine, caro leitor que um cidadão (podia escrever popular, contribuinte, eleitor, mas no caso concreto preferi recorrer à antítese) não tem qualquer relação laboral ou financeira com a autarquia ou com qualquer das suas empresas municipais. Isto é, quando o cidadão foi eleito Presidente da Assembleia Municipal não recebia e não trabalhava sob qualquer tipo de forma para a autarquia.

Depois de eleito Presidente da Assembleia Municipal passou a receber dinheiro das Empresas Municipais.

O que vos parece? Ilegal? Imoral? Um caso de polícia?