O que eles dizem

A catástrofe do Haiti continua a fazer primeiras páginas em todo o mundo. O Aventar disponibiliza os dados da AMI na barra direita para quem queira solidarizar-se.

José Eduardo dos Santos perpetua-se na Presidência, diz o Público . Já sabíamos, mas serve para alertar os muitíssimo distraídos.

Sócrates diz que o governo não quer aumentar impostos. Só não diz que quer baixar direitos, reformas e negociatas com dinheiros públicos. Também não disse se, quando sair do governo, também espera ser condecorado. Santana ri-se.

Portugal à beira de entrar no top 10 de assistências – na Europa – aos jogos de futebol. Alguém se esqueceu de avisar os adeptos do União de Leiria e do Beira-Mar, por exemplo.

Godinho condenado por furto de carris no Tua. Levanta-se aqui uma dúvida: o homem andava a oferecer robalos de água doce?

Há sempre um parvo que quer ser mais parvo do que os maiores parvos. Este televangelista já conseguiu muitas vezes.

Fabricio Estrada : Haiti, a metade sinistra*

Perante o desastre quase total que assola o Haiti, apenas nos podemos interrogar como pode um país chegar a este nível de destruição, sem a mínima capacidade de resposta no interior do seu território.

A história do Haiti constitui quase uma «vida paralela» relativamente à das Honduras. O Furacão Mitch pôs a nu a fragilidade da nossa estrutura de prevenção, colocando-nos  numa situação de mendicidade internacional, já que se aceitaram as honestas e humanitárias demonstrações de solidariedade.

A mendicidade a que me refiro, levou o Governo de Ricardo Maduro a executar  um lanço semelhante ao que costuma verificar-se nos leilões, com o objectivo de, fosse como fosse, o país entrasse  no clube dos «Países Altamente Endividados» (PPAE, HIPC, usando as siglas imperialistas). Segundo parece, as Honduras cumpriram o programa de pagamentos, sendo-lhes aliviada a dívida, mas, entretanto, as exigências do FMI, no que respeita ao «saneamento fiscal», conferiram à Empresa Privada um poder total sobre os regulamentos estatais, sob o signo infamante da ineficácia governamental. [Read more…]

Pedro Passos Coelho… qual a novidade?

O FMSá pareceu-me entusiasmado com o almoço com o Pedro Passos Coelho.
Eu percebo que o PSD ter um candidato é motivo de regozijo num partido que concorreu às principais eleições do país com essa força da natureza que é Manuela Ferreira Leite mas pelo que li nos seus posts sobre o referido almoço, parece-me que PPC é um bocado mais do mesmo… vejamos:

Obras Públicas
“(…)Reconhecendo que as Obras Públicas são investimento(…) (…)defende a ligação Lisboa-Madrid embora julgue ser mais prudente adiar por dois ou três anos e que a ligação Madrid – Paris esteja concluída.(…)”
Pelo que me lembro de ter lido no estudo sobre o TVG estava lá referido que os resultados operacionais da ligação Lisboa-Madrid são piores que uma eventual ligação Porto-Lisboa. Mesmo assim PPC acha que temos que manter a única linha no mundo, para além de alguns projectos na China, com velocidades previstas de 350kmh.

Regionalização
“(…)É claro que se afirmou, em termos de princípio, como favorável. Considera é que não temos hipótese de a realizar nos próximos anos, mais precisamente, quatro a seis anos:(…)”. “(…)Obviamente, algo obrigatório em todo o programa eleitoral, é a favor da descentralização.(…)”
Em 1998 não era a altura de regionalizar porque o mapa não prestava, o ano passado não era altura para regionalizar porque estavamos na grande crise dos ultimos cem anos, agora ainda precisamos de mais quatro ou seis anos…
Temos já mais de 30 anos desta organização política e administrativa, podemos perfeitamente aguentar mais esse tempo, deve ser dificil ao Norte por exemplo descer mais do que já desceu, não precisamos é de falinhas mansas.

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Destra Sinistra 15 Jan 10: os blogues que eu leio são melhores que os teus

Foi com a Devida Comédia própria destas coisas, nos tempos da Origem das Espécies, que o irmão Lúcia lhes deu um Pontapé no Cu provocando a Ira dos Mansos. Assim se prova que os blogues que ando a ler são melhores que os teus:

É caso para se dizer que o Miguel foi à Madeira e borrou-se todo, eheheheeh

http://adevidacomedia.wordpress.com/2010/01/13/o-virus/

Miguel no A Devida Comédia

O Irmão Lúcia também anda com desarranjos intestinais (será que foi à Madeira?) ou então é um tipo com enorme paciência para leituras alternativas…

http://irmaolucia.blogspot.com/2010/01/portugal-e-cada-vez-mais-um-pais-de.html

Pedro Vieira no Irmão Lúcia

Terminando os apontamentos intestinais, nada como uma descoberta tardia…

http://qualquerdiadou.blogspot.com/2010/01/morte-lenta.html

Sardanisca no Pontapé no Cu

É vermelho vivo! Isto está tudo ligado…

http://airadosmansos.blogspot.com/2010/01/5-internacional.html

Rafael Fortes na Ira dos Mansos

Está no ADN de qualquer espécie, independentemente da sua origem, colocar o dedo na ferida!

http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/1103258.html

FJV no A Origem das Espécies

Sinistra Destra 15 Jan 10: os blogues que eu leio são melhores que os teus

o clima da discussão

Há aqui um perigo, que ninguém parece compreender (sem ser eu, naturalmente): o carácter da discussão sobre as alterações climáticas tem-se aproximado do carácter da discussão entre o criacionismo e o darwinismo (esta última uma discussão que, de facto, não existe, mas adiante). E se, dada a natureza ideológica intrínseca à questão, a culpa da total estupidificação dos debates sobre o aquecimento global pertence aos dois campos, a responsabilidade da sua geminação à natureza do debate criacionismo-darwinismo pertence unicamente à Direita.

maradona – a causa foi modificada

divisórias

Divido as mulheres entre as que arranjam as cutículas das unhas e as que não o fazem. Divido os amigos dos meus filhos entre os que me tratam pelo nome e aqueles que me reduzem à “mãe do João”. Desprezo o segundo grupo. Divido os homens entre os que usam botões de punho e os que não os usam. Por aí fora.

Vem a conversa, parva e inconsequente, a propósito da morte do Eric Rohmer. Divido também o mundo entre as pessoas que acham que “Os amores de Astrea e Celadon”é uma obra prima do cinema europeu e aqueles que acham que o filme é uma merda. Para mim, o dito filme ultrapassa o significado corriqueiro que atribuímos à palavra merda. É um autêntico fecaloma. Um pesadelo. E mais não digo.
Ana Cássia Ribeiro – Ana de Amesterdam

alterne

António Vitorino, chichisbéu, engatatão, dom-joanesco pilrete socialista, um docinho, empandeirava com a maioria absoluta, boquejando para os jornalistas: “habituem-se!”. Quatro anos volvidos, chuchando uma minoria no Parlamento, bradeja “ó tio, ó tio”, presidente da República alforria-nos da oposição da Oposição que entaipou a “governabilidade”. Pedíssequo do Governo nos meios de comunicação, não abre a boca para sandejar, noutra revista à portuguesa, ele diria, como Laura Alves, “aguenta que é serviço”, pois o presidente é de outra “família política”, mas naquela em cartaz, Vitorino está amodernado. Numa democracia bi-partidária civilizada, o poder alterna-se, e nas casas de alterne – instituições, assembleias ou fóruns políticos – as diferenças não são ideológicas, são “gajológicas”. O balde é o mesmo, a substância fecal, a mesma, o que muda são os gajos, são diferentes, o resto é igual.

Táxi Pluvioso, Pratinho de Couratos

manteiga

Deviam achar que sou uma torrada e barraram-me à entrada duma discoteca.

juvenal, o anormal, o melhor blog do universo

Externato Carvalho Araujo em Braga: Borgas e vadios


Citando um aluno do externato, que preferiu ficar anonimo: “Quem entra para o externato Borgas, sai daqui… Vadio!!!”

O Externato do tiroteio , mais os seus magníficos alunos, não pára de me surpreender…

Mais sobre o Externato Carvalho Araújo aqui e aqui

Não nos tirem o sexo!


O pessoal da capital que fique lá com a Red Bull Race, pois para aqueles lados parece que não falta dinheiro. Deve ser por causa do famoso petróleo que por lá há e tudo paga.
Agora não se atrevam a tirarem-nos uma das maiores manifestações culturais deste país, que faz inveja até à Festa do Avante!
Não se atrevam, porque se tentarem, e em respeito à temática deste nosso grande evento, desta vez alguém se vai… enfim… dar mal!!

Dave Hill, um artista que não está aqui para enganar ninguém

Dave Hill diz-se fotógrafo. Não é que não o seja, porque é, mas prefiro chama-lo de artista. Na realidade é esta a designação que mais se adequa ao trabalho que faz. É arte, pura arte.

Nascido em São Diego, há pouco mais de 30 anos, é um reputado fotógrafo comercial, embora também produza belos trabalhos pessoais. Em rigor, não cria fotografias, elabora aventuras. Cada uma das suas imagens é uma aventura, seja apenas uma fotografia ou uma sequência delas. Há ali uma ou mais histórias, basta observa-las com atenção.

Num parágrafo acabei de admitir dois ‘pecados’, a inveja e o egoísmo. Seja, não há mal nenhum. Já aqui o disse: Para mim, um blogue é, acima de tudo, um espaço de partilha. (…) Hoje partilho Dave Hill. Já não sou egoísta. Mas continuo invejoso.

dave-hill-1401

Sim, são fotografias que nos surgem pouco reais, tal é a manipulação que lhe é aplicada. Tem os seus óbvios críticos e detractores que o acusam de enganar e utilizar equipamento ultra sofisticado que não está ao alcance do comum dos mortais.

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Desculpe, disse? – #3:

Eu preferia jogar no Brasil. Para mim era bom voltar, o calor ajuda muito.” Olha, olha, um que é adepto do aquecimento global…

Entretanto, o i descobriu o almoço

Memória descritiva: há 25 anos a Democracia voltou ao Brasil

No plano da história recente, usa-se no Brasil o termo «redemocratização» para definir um processo de restauração da democracia, após um período de ditadura. Aplicado à história de Portugal, diríamos que a mais recente redemocratização portuguesa se deu com a Revolução de 25 de Abril de 1974. Houve uma outra, quando da ditadura sidonista, entre Dezembro de 1917 e Dezembro de 1918. Porém, o termo não foi aqui utilizado. O dia 15 de Janeiro de 1985, faz hoje 25 anos, marca o mais recente regresso do Brasil á ordem constitucional. Uma redemocratização.

Houvera já a redemocratização de 1945, quando foi derrubada a ditadura de Getúlio Vargas (o chamado Estado Novo), no poder desde 1937. Em 1964, movimentações de unidades militares em 31 de Março, culminaram no dia 1 de Abril num golpe de Estado que pôs termo ao governo democrático de João Goulart, «Jango», como familiarmente os brasileiros o tratavam. Fora eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) , quando Jânio Quadros foi eleito presidente pela União Democrática Nacional (UDN). [Read more…]

O tolinho salta de contente…

Perante o desastre eminente e a proximidade da discussão do Orçamento, multiplicam-se as vozes a alertar para a situação do país e para a necessidade de se falar verdade!

Primeiro, o Presidente da República veio, na sua declaração de Ano Novo, repor a verdade dos factos em contraponto ao verdadeiro chorrilho de mentiras com que Sócrates nos brindou dias antes.

Para Sócrates, fomos o último país a entrar na crise e o primeiro a sair, todos os dias inaugura obras que já inaugurou meses atrás, não vê as empresas a fechar e o desemprego a aumentar, não ouve Constâncio, nem João Salgueiro, Luis Campos e Cunha, as instituições financeiras internacionais que nos apontam como um dos países em risco de entrar em colapso…

A Grécia apanhou um “ventinho” do Dubai e entrou em órbitra e se não se aguentar, o efeito pode-nos atingir sem piedade.

O sobre-endividamento aconselha prudência e caldos de galinha, senso e humildade, nada que o nosso primeiro tenha. Tudo para ele são favas contadas, como se alguem acreditasse que, estando lá ele há cinco anos e nada tenha feito, o vá fazer agora.

Entretanto a Islândia, com um sobre-endividamento igual ao nosso soçobrou. O que quer dizer que vai entrar noutra crise, não consegue crescer para poder conter e pagar os déficites. Estudos efectuados sobre os últimos 200 anos, mostram que o endividamento é um factor crucial para a evolução da economia. Portugal com o nível de endividamento que tem já não cresceu na última década e vai continuar a não crescer nos próximos dez anos ( Luis campos e Cunha/ Rogoff).

Entretanto, na primeira reunião para discussão do Orçamento já se fala abertamente em aumentar impostos, coisa que há um mês atrás era uma herezia.

É neste contexto que os sábios estão preocupados e os tolinhos estão optimistas …

Delírios e realidades numa sexta-feira

No Ionline afirma-se que os salários reais na função pública aumentaram 150% nos últimos 30 anos. Sou funcionário público há quase tanto tempo como isso e aconselho o sr. Luís Reis Ribeiro a não fumar enquanto escreve: o salário nominal até subiu isso, o real nem nas pense. O eufemismo “dados da Comissão Europeia” serve para enganar quem? Mostre lá os números. João Ferreira Amaral aproveita para sugerir mais despedimentos na função pública para conter as despesas. E subcontratar privados, é não é?

Como o delírio quando nasce é para todos António Mendonça acha que o TGV vai transformar Lisboa numa praia de Madrid. A campanha vai ter início com o lançamento deste vídeo em plena capital castelhana.

No Haiti nem os mortos se contam, com eles se bloqueiam estradas, e como não podia deixar de ser temos portugueses no local: Ana Estrada narra o que viveu. No Aventar vamos tratar deste assunto hoje. Com o cuidado de não confundir solidariedade com aquela tendência mórbida para espiolhar a miséria alheia.

Albarda de Letras em Campo Grande de vaidades


Há um quarto de século, um dos mais rábidos e imaginativos estoriadores do período pré e pós 1910, compunha como se de partituras para vetusto cravo se tratassem, belas composições literatescas a propósito dos chamados grandes vultos do regime instaurado na Rotunda.

Bem certo é um sensível volver da guarda, pois há uns tempos, o Dr. João Medina dizia que …”em 2010 vamos, em suma, celebrar o quê? O começo de um erro imenso e desastroso para o país que somos? (…) Não seria melhor, em vez de celebrarmos o 5 de Outubro, rezarmos-lhe um responso (laico) pela pobre alma penada que ele foi? Antes isso que comemorar uma República sem republicanos, como a nossa é.”

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Poemas do ser e não ser

(adão cruz)

Já poeta não sou

já não sou quem era

não sinto as noites de prata

nem mexe comigo a ventania

que varre as faldas da serra

não me doem as videiras

espetadas no céu

nem os castelos de fantasia

caídos por terra.

Cada erva

cada semente

é resto de uma canção

que já não sei cantar.

Fugiu do peito o coração

foi-se embora o luar

e o rio que eu era

nem sequer chegou ao mar.

Sou pirilampo das sombras

voando pelos regatos secos

não sei se vou longe se vou perto

se ao cimo se ao fundo

não sei se giro por dentro

ou por fora do mundo.

Haiti: Vale da Sombra da Morte


Nesta terça (11), a devastação assolou o Haiti. Deixou lacunas ao partir famílias e corações. Dentre as possíveis centenas de vítimas do terremoto, há quem chora a perda. Prantos são feitos. Lamentações, ditas. A fragilidade humana exposta, está amostra para que se veja o que se foi. Do pó, reduzidos às cinzas.

A morte é uma violência. Ela rompe com um ciclo de expectativa, de sonhos e de realizações. Em fração de segundos, um futuro, pensado para o distante, é interrompido sumariamente. Incompreensível e injusta, ela – a morte – possui ferrão doloroso cheio de veneno e provoca feridas excrucitantes.

Esses momentos de catástrofe demonstram que só a solidariedade vinda de um coração fraterno é o refúgio onde podem ser abrigadas as lágrimas de almas quebradas. Há 6 anos, um tsunami varreu o Oceano Índico. Milhares se foram. O sentimento aterrorizante de impotência é desesperador. E ainda assim, a morte jamais fica saciada.

Lá, na América Central, não morreram haitianos ou cidadãos de quaisquer outras nacionalidades, morreram pessoas. Morreu gente como nós: pais, mães, irmãos, irmãs, filhas, filhos, tios, tias, avós,avôs , trabalhadores, estudantes, empresários, mendigos, ricos, viúvos, solteiros, casados… Morreu, ali, um pouco de cada um de nós. Uma parte da humanidade.

CHICO JUNIOR
Chico Junior é brasileiro, graduado em jornalismo e em teologia, autor do blog Polipensamento

Chaves

Numa visita feita em Outubro passado, já as cores de Outono se faziam sentir

Haiti, hoje

haiti_1401 

Hoje, Haiti. Um homem caminha de forma cuidadosa por entre corpos amontoados à porta da morgue de Port-au-Prince. Imagem de JUAN BARRETO/AFP/Getty Images, no Big Picture.

O Gharb Al-Andalus

al-Wâsitî, Yahyâ ibn Mahmûd

Ilustração do livro Maqamat Al-Hariri de 1237 executada por Yahya Ibn Mahmud Al Wasiti

O Gharb Al-Andalus, ou Ocidente do Al-Andalus, é o nome do território da Península Ibérica durante o período Árabe, “grosso modo” correspondente à antiga província da Lusitânia Romana. Inclui o actual Sul de Portugal, limitado a Norte de forma inconstante pelos diferentes traçados que a linha de fronteira com os Reinos Cristãos apresentou, e parte das actuais Andalusia, Extremadura e Castilla e Leon Espanholas.

Este artigo pretende descrever os acontecimentos mais relevantes da história do Gharb Al-Andalus, no contexto da sua cronologia, desde a nomeação de Mussa Ibn Nussayr como governador da Ifriqya em 698, até à conquista de Aljezur por D. Paio Peres Correia no ano de 1249. [Read more…]

Carlos Santos fez bem em separar as águas…

É que uma coisa é ser um blogue que se identifica com as políticas do actual Governo. Outra, bem diferente, é ser um blogue controlado directamente pelo Governo.

Pedro Passos Coelho almoça com Blogger – Parte III:

O prometido é devido, aqui fica a terceira parte do almoço com Pedro Passos Coelho:

Termina hoje a série “Almoço de Pedro Passos Coelho com bloggers” com a divulgação dos temas: Regionalização, PSD, Liberalização das Drogas Leves e a adopção por casais homossexuais.

Ficou para o fim por ter sido, igualmente, o tema de final do encontro. Vou procurar ser breve e sucinto.

No tocante à Regionalização deu para perceber que não quer a Regionalização. Mesmo afirmando que a não quer para já, entendendo que é necessário fazer uma ampla discussão sobre os poderes que serão atribuídos às regiões e a forma como as mesmas se terão de organizar, levei deste encontro que Pedro Passos Coelho não quer a Regionalização.

É claro que se afirmou, em termos de princípio, como favorável. Considera é que não temos hipótese de a realizar nos próximos anos, mais precisamente, quatro a seis anos:

“Desenvolver um processo destes agora seria um erro”

Defende é que em sede de revisão constitucional se deveria avançar para a criação de uma região piloto, testando modelos de competências, de recursos humanos e de financiamento. Pois. Obviamente, algo obrigatório em todo o programa eleitoral, é a favor da descentralização. Pois.

Em suma, como venho afirmando junto de alguns amigos regionalistas, isto só lá vai pela força!

Quanto ao PSD, preferia ter concorrência. Se ganhar vai criar um governo sombra a trabalhar a tempo inteiro. Afirmando-se Liberal nos princípios mas de esquerda na medida em que não é um conservador, diz não ter nada contra a direita mas não gosta desta simplificação classificativa por a entender como um referencial muito pobre. Acha que o PSD ainda é muito pouco liberal nos costumes sendo mais liberal em termos económicos. O resto, foi em off, eheheheheh.

“É necessário melhorar os mecanismos de adopção”

No tocante à adopção pelos casais homossexuais tocou numa tecla diferenciadora: O actual regime de adopção é péssimo e o caminho, desde já, é alterar o modelo e, alterando-o criar novas fórmulas, novos modelos onde o que importa é o interesse da criança, a idoneidade dos adoptantes, a garantia de meios de subsistência e não o “tipo de casamento”.

“A repressão não é a solução”

Na sua opinião, as vias convencionais de combate à droga não estão a resultar, hoje temos mais consumidores e os estados estão mais desprotegidos. Entendendo que a repressão não é a solução, admite descriminalizar o seu consumo e liberalizar a sua venda mas numa escala mais alargada. Alguém comentou: é necessário mudar o paradigma, ao que ele respondeu: “exactamente”.

Em jeito de conclusão, Pedro Passos Coelho apresentou-se cordato, bastante calmo, suficientemente preparada em diversas matérias, minimamente consistente e, acredito, franco. Não é fácil enfrentar mais de uma dezena de bloggers, todos em roda livre e representativos de alguns dos mais lidos blogues em Portugal, o que me levou a pensar que teria à minha espera um político receoso, calculista e procurando agradar a tudo e todos. Não vi pinga de receio, não o vi a querer agradar a tudo e todos e não me pareceu minimamente receoso.

Não vai ser pêra doce ganhar a Pedro Passos Coelho: é um excelente comunicador, está atento à realidade, é menos liberal do que pintam e, certamente, conhece bem o partido.

Entendo que o actual PSD necessita de mudar, de mudar de vida (como na canção…), precisa de ser mais liberal nos costumes, utilizando uma sua expressão, deixar-se de complexos e ser um verdadeiro partido reformista largando a costela conservadora. Mas será que Pedro Passos Coelho é a “revolução” que o PSD precisa?

O Aventar disse presente. Como dirá sempre que for convidado por qualquer candidato, seja de que partido for. Para todos nós, estou certo, estes convites (e outros que sei já estarem a caminho) são o reconhecimento de que vale a pena apostar em juntar pessoas tão diferentes sob a égide de um blogue profundamente pluralista e defensor intransigente de um valor supremo: a Liberdade.

O Aventar é, quiçá, o único blogue nacional que junta indivíduos politicamente tão diferentes, da extrema-esquerda à extrema direita, republicanos e monárquicos, ateus e crentes mas todos com um objectivo comum: exercer o seu direito à livre expressão. Não somos nem melhores nem piores, somos apenas e só o Aventar.

A excelência do ensino no Externato Carvalho Araújo em Braga

Em relação ao meu «post» sobre o tiroteio de anteontem, uma aluna do Externato Carvalho Araújo, em Braga, brindou-nos com este comentário de fino recorte literário:

ya mete mesmo piada estes comentários fogo. ve-se mesmo que nao conhecem o externato… e qto aos meninos ricos , e aos bmw’s audis e mercedes ha algum problema ? dor de cotovelo talvez nao ? e crescer ? dava jeito (;

Muito mal vai o ensino público quando…
Ai é privado? Ah… Então não faz mal, era a brincar.

Mais sobre o EXternato Carvalho Araújo aqui e aqui

Professores : aberta a caixa da Pandora

Muitas vezes dizemos coisas desagradáveis mas que têm que ser ditas, correndo o risco de sermos mal compreendidos, e até de perder amigos ou relações que estimamos.

Quando abordo a questão dos professores e da escola pública, faço-o por uma única razão. Porque se há coisa que me fez feliz foi a escola; se há coisa em que acredito é que só a educação nos tira da pasmaceira e da miséria, e não só cultural; porque se há profissão que tem influência nas nossas vida é a de professor.

Devo grande parte do que sou a dois/três professores, nada tenho contra os professores, mas tenho contra o estado a que chegou a educação e a dependência da escola pública dos burocratas quer do ministério quer dos sindicatos. E não vejo os professores a lutarem contra isso. Há aqui e ali quem o perceba, mas a maioria está convencida que tudo se resume à bulha de burocratas.

Leiam o editorial de hoje do “Negócios”, está lá tudo o que  escrevi aqui no Aventar. Tudo! Não sou adivinho, nem estou “a armar aos cucos” porque é fácil perceber que ,mais uma vez, o país vai pagar muito caro. Há mesmo frases iguais às minhas, com a diferença que o meu texto foi escrito há 3/4 dias.

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública: “Exigimos a suspensão da avaliação. Vamos travar uma batalha por causa disto”.

Nobre dos Santos, coordenador da FESAP: Os professores têm que seguir um regime equiparado aos dos restantes profissionais”.

A comparação entre as condições dos professores e os outros profissionais são gritantes, desde logo na Carreira.Mais breve nos escalões e com menos escalões; Quotas: regime francamente melhor; Orçamento: a progressão dos professores não está sujeita a disponibilidade orçamental para além de ser mais breve  ; Bonificações: não há bonificações para os restantes funcionários.

A CGTP e a UGT limpam armas : …”um técnico superior pode terminar a sua vida activa sem sequer ter chegado a meio da tabela salarial…mesmo que tenha desempenho “relevante” ou “excelente” a progressão depende das decisões dos dirigentes e da existência de verba para o efeito.”

O meu texto chama-se ” A lógica do Estado Corporativo”, incomodou muita gente, mas não foi preciso esperar muito, em dois/três dias as corporações estão aí !

Um Estado fraco, balofo, acossado por escândalos, com um primeiro ministro que faz da mentira um argumento político, com responsáveis a ganharem balúrdios porque são deste ou daquele partido, ou são família ou são amigos, fortunas individuais a subirem à mesma velocidade que o país empobrece…

Quem chega primeiro ao pote do mel! Eis a questão, o objectivo, o modo de vida!

A política socialista em todo o seu esplendor!

SIGNIFICADO – A música Portuguesa se gostasse dela própria #2

Trata-se do novo filme de Tiago Pereira, uma produção/encomenda da d´Orfeu Associação Cultural. Estão disponíveis três trailers para divulgação, com grandes e não tão grandes nomes, todos eles importantes para que a música portuguesa goste de si própria.

PS: Por motivos a que somos alheios, estes vídeos foram retirados, dando lugar a um único trailer. Pode ser visto aqui.

http://www.facebook.com/v/242508386529 [Read more…]

a lição do professor: o contexto social da criança

Ensaio de Antropologia da Educação

Conceição Lopes, a Sardinheira

Conceição Lopes, a Sardinheira

1. Abertura com todos os instrumentos.

Costumamos pensar que é o professor quem ensina. Na pré primaria, ensino básico, ensino secundário, nos outros ciclos, no ensino denominado superior. Os primeiros ciclos, formam um cidadão; os segundos, orientam para um trabalho ou profissão que, os habilitam para tarefas técnicas ou académicas. Todas as alternativas são necessárias e respeitáveis. Todos os de diferentes ciclos, em permanente debate. Nunca há pleno acordo em relação à maneira de ensinar e sobre o que deve ser aprendido pelos mais novos. Mais novo que, pela sua vez, andam a aprender nos seus próprios ciclos de vida: na escola, na casa, no bairro. Crianças nascidas numa sociedade de quem são herdeiros, entendam ou não, saibam ou não, aceitem ou não, mudem ou não.

Normalmente, acabam por retirar da memória social esse palavrão usado por mim e por outros em tantos textos e que consiste em transferir as ideias de uma geração à seguinte – da memória social, o que deve ser feito e o que não. Por outras palavras e de forma simples, retiram de memória social o bem e o mal. Branco e preto. Sem gradações pelo meio, sem mais alternativas que as usadas e inventadas pelos seres que manipulam a vida para continuar, para produzir, para reproduzir. [Read more…]

Arrastão de Carácter:

O Daniel Oliveira ficou muito irritado com o CAA por algo absolutamente simples: o Carlos denunciou uma verdade, a encenação a que genialmente Alberto Gonçalves chamou de “O Casamento Postiço”, hoje na Sábado.

Claro que o motivo apresentado pelo Daniel Oliveira para tanta indignação contra o CAA não foi ESSE mas na verdade ESTE post. Uma boa técnica de disfarce. Aquilo que CAA escreveu e que muitos repararam é simples: o defensor da família conservadora, o paladino dos usos e costumes sociais de certa direita retrógrada preferiu esconder-se na última fila da sua bancada em vez de, com coragem e determinação, defender as suas convicções. E não, caro Daniel, nada disso significa uma opção de vida nem ingerência na sua esfera privada. Aliás, a reacção de Daniel Oliveira e de outras virgens ofendidas de certa esquerda caviar é que nos leva para caminhos de ingerência na vida privada de Paulo Portas.

Que eu saiba, não existem dois Paulo Portas, o Portas do Independente e o Paulo do CDS. Eles são uma e a mesma pessoa. O Portas do Independente era um liberal nos costumes representando uma direita diferente, para melhor. Já o Paulo do CDS e pós PP prefere seguir um caminho conservador, escondendo-se em falsos moralismos. Mas não deixa de ser o Paulo Portas, apenas utiliza uma personagem diferente por diferentes serem as circunstâncias. Claro que prefiro o primeiro.

Pertenço a uma direita que abomina o conservadorismo nos costumes, uma direita que defendeu e defende a liberdade de opção das mulheres no aborto, que não se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo ou seja, a mesma direita do CAA.

Provavelmente, por isso mesmo, somos mais duros quando confrontados com estas hipocrisias da direita dita conservadora. E o facto de o CAA ter escrito DESTA forma, a qual subscrevo palavra por palavra, desencadear semelhante ataque de carácter por parte de Daniel Oliveira cheira-me a, como costumo dizer ironicamente, a “rabo escondido com o gato de fora”.

Verdadeiramente, o que irritou Daniel Oliveira foi ESTA posta e irritou-o por um motivo muito simples, mesmo que não queira assumir, por lhe reconhecer toda a razão. Eu que defendi aqui no Aventar esta lei, ao ponto de ter irritado alguns leitores e chocado um ou outro amigo de direita, fico envergonhado com a estupidez da encenação, do folclore a que alguns se prestam na defesa de certos direitos – que são tão óbvios que nem deveriam, num país civilizado, necessitar de tanto alarido. Foi, como escreveu hoje Alberto Gonçalves, uma forma de achincalhar não apenas o casamento entre pessoas do mesmo sexo como, igualmente, todos aqueles que defenderam a decisão do Parlamento.

O ataque de carácter a CAA só demonstra, isso sim, a falta de carácter de certa esquerda que prefere matar o mensageiro a condenar quem anda entretido em paródias vexatórias como essas.

O que se diz por aí

Para quem quer ajudar as vítimas do sismo no Haiti pode informar-se aqui.
Parece que o aluno que alvejou um colega, num externato em Braga está em casa “por razões psicológicas”. Já o seu colega não está em casa por razões físicas.
Até agora a questão anda à volta do adolescente, mas interessa apurar a origem da arma e possível irresponsabilidades de adultos.
Ainda o filme “Avatar” a ser dado como causador de uma onda de depressão. Parece que já temos mais uma pandemia. Fala-se em “Desejos de Pandora”, o que para muitos maridos e namorados deve ser preocupante pois devem estar já com medo que as respectivas exijam colares, peças e anéis da Pandora. Um bilhete de cinema pode ficar bem caro.
De Espanha, pelos vistos, nem bom vento, nem bom casamento, nem boa água . Há muito que se fala nos incumprimentos espanhóis na reposição dos caudais, mas parece que se trata de um problema de “comunicação”. Estava em crer que Sócrates falava de telemóvel com Zapatero. Até acho que vi isso na televisão…

Acção de nulidade da Licenciatura de Sócrates

Recebido por mail:

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates

Como todos sabem fui eu que entreguei uma queixa-crime para se
averiguar da veracidade ou falsidade da licenciatura de José Sócrates,
depois da investigação do Prof. António Caldeira, do blogue «Do Portugal Profundo”

Apesar de o Ministério Público ter arquivado o processo (como vem sendo hábito quando se trata de Sócrates), com argumentos que não nos convencem, decidi intentar acção judicial de nulidade da licenciatura de José Sócrates.

Entendo que não é verdadeira, nem válida, face a todos os elementos disponíveis.

Desde logo a Universidade Independente não possuía o órgão legalmente estabelecido para aprovar as equivalências, pelo que o processo está viciado. Para além de vários outros dados que não posso aqui revelar.

Depois, não se pode dar equivalência a cadeiras que ainda não estavam feitas.

Por fim, a UNI não reunia os requisitos legais necessários.
Assim, logo que o Tribunal de Instrução Criminal me entregue a certidão que já pedi – na semana passada – será intentada a competente acção de nulidade da licenciatura em Engenharia Civil do actual Primeiro Ministro.

Os portugueses necessitam de saber a verdade!

Dr. José Maria Martins

Tu lá, tu cá

Hoje temos de aturar o tratamento na segunda pessoa do singular. Principalmente de de prestadores de serviços: “manda mensagens”, “navega à borla”, ” adere”, etc.

A sociedade de consumo parece estar só virada para “os jovens”, e, pelos vistos, acha bem tratar tudo da mesma forma.

É moderno (agora diz-se “radical”). É a lógica do “tu lá, tu cá”, a querer passar a mensagem de proximidade, para depois, na prática, quando temos algum problema para resolver, lá vem a distância, e o custo.

Exemplo desta falsa mensagem de proximidade que depois desemboca em distância, é a prática comum do método dos centros telefónicos de atendimento (agora diz-se “call center”), do atendimento à distância, em que um cliente para resolver um problema qualquer – a Internet não funciona, o telefone não tem linha, o sinal de televisão por cabo pifou, etc -, tem de pagar para ser ouvido.

Os números grátis são muito bons para promover produtos, ou dar informações genéricas. Já para se resolver uma falha de serviço que é da responsabilidade do respectivo prestador, tem de se ligar para uma “linha de atendimento” a pagar, um 808 ou 707 qualquer coisa. Sim, paga-se para se reclamar, paga-se para se exigir que alguém faça aquilo que é devido, ou seja que cumpra com a sua parte do contrato.

É tudo “tu lá, tu cá”, é tudo muito amigo, muito próximo. Até haver problemas.

Direita securitária quer aprovar "lei mata-processos"

Parece um contra-senso, mas acontece em Itália, onde Berlusconi perdeu definitivamente algum resto de vergonha que alguma vez possa ter tido. Leis fortes contra os fracos, fracas contra corruptos poderosos. Com canções de amor à mistura.

Mário Nogueira dá as respostas a TODAS as perguntas

Numa entrevista exclusiva ao Topo da Carreira Mário Nogueira responde a tudo sobre o acordo com o ME – é uma entrevista de Leitura Obrigatória!
E no site da FENPROF podemos ter acesso a alguns quadros que também são interessantes para perceber o que está no acordo.