Vítimas de Violência Doméstica: Que nunca vos faltem as balas!

Ontem uma mulher matou o marido a tiro quando tentava sair de casa a caminho do paraíso depois de mais de trinta anos de inferno.

Eu andei uns anos em Direito, mas andei torto. Não gostava daquilo nem com molho de tomate. Cada vez que tentava ler um livro jurídico passava por algo como tomar óleo de fígado de bacalhau. Salvo uma ou outra honrosa excepção como História do Direito Romano. Foi no 3º ano, quando dei de caras com a cadeira de Penal, que interiorizei que estava a prazo, apenas me faltava a coragem pois o motivo já o tinha. Chegado ao 4º ano, chegou a coragem e parti. Em boa hora pois assim abracei um sonho antigo e realizei-me. Ao ouvir todas aquelas teorias do direito criminal, velhas e retintas, tão desfasadas da realidade, adaptadas a autómatos e não a seres humanos e a uma sociedade actual, fiquei apavorado. Depois, depois foi assistir a uma meia dúzia de doutos professores de direito ufanos na sua pretensa sabedoria, vomitando saberes de experiência nunca feita, de braço dado com as suas tradições coimbrãs absurdas e estranhas, transpirando um qualquer ressentimento fruto de uma qualquer frustração escondida nunca entendida.

Foi deles que me lembrei, é deles que me lembro sempre, quando leio mais uma notícia de uma mulher assassinada às mãos de mais um monstro que se julga não marido mas seu dono, como se de um cão, gato ou periquito se tratasse. Nesta merda de país onde, com a mais absoluta impunidade, milhares – sim, milhares, leram bem, milhares – de mulheres são selvaticamente abusadas, violentadas, agredidas e assassinadas por monstros que se julgam maridos ou companheiros – desculpem insultar as palavras marido e companheiro que são a antítese destes filhos da puta que por aí andam – com a total indiferença do sistema jurídico, político e da sociedade. Eles violentam as mulheres, assim como os filhos que nascem dessa união maldita.

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Guantanamo já fechou?

Menos tetas e mais trabalho, o calendário Pirelli alternativo

Sobre o calendário Pirelli para 2010 já o José Freitas aventou. Sobre o oficial.

Menos tetas

Os trabalhadores da Pirelli Manresa, na Catalunha, constantemente ameaçados de serem despedidos (em castelhano despidos o que tem tudo a ver), decidiram criar um calendário alternativo. Não tem as gajas boas  e a arte do original, pois não. Somos nós que olhamos para os tipos dos pneus não são eles que olham para os calendários. Pode descarregar o pdf gratuitamente.

pirreli-alternativo-2010

Os direitos humanos e o assassino do Chile

O Presidente Social Democrata Salvador Allende, discursa para o povo

O Presidente Social Democrata Salvador Allende, discursa para o povo

Sou Membro Activo da Amnistia Internacional e da Organização Human Rights Watch. Não paramos um minuto na defesa dos que estão encarcerados sem justa causa, dos executados sem motivo, dos assassinados sem razão. O trabalho é imenso, a crueldade no mundo é muito grande. Temos estendido o nosso afazer e cuidados à violência doméstica, largamente exercida para nossa infelicidade. Infelicidade, porque a violência doméstica separa famílias, cria seres humanos sem amor e ensina criminalidade pelo desamparo que sofrem as crianças. O sistema capitalista de governar o mundo, tem violentado as relações entre as pessoas: a interacção humana sã e amorosa acabou com a Revolução Industrial.

Essa Revolução que mudou as formas de ser das pessoas e transformou-as em angariadoras de lucro.

Revolução que não permitiu no Chile a gestão dos bens que o Governo Social Democrata confiscou aos que tinham demais, para redistribuir as riquezas entre a massa da população que apenas tinha a sua força de trabalho para sobreviver, força paga com um salário mínimo, que lhe permitia apenas comer pão e beber chá. [Read more…]

Coisas do Diabo – Motta Engil e Jorge Coelho

É a empresa que mais concursos públicos ganha, que mais deve aos bancos e que acolhe mais ex-governantes socialistas. Acções dispararam com a vitória do PS. Agora, o Banco de Portugal quer passar as dívidas do grupo a pente fino.

Sabia que desde que Jorge Coelho passou a administrador da Mota Engil, cada português deu, pelo menos até agora, 170 euros àquela empresa? Este é o saldo das “negociatas” entre a empresa e os sucessivos governos socialistas. Com as vitórias do PS, a construtora subiu “em flecha” na bolsa graças às encomendas dos “camaradas” no poder e ao aumento catastrófico da dívida pública.

Quando Jorge Coelho era governo atribuiu mais de mil milhões de euros de concessões rodoviárias a consórcios liderados pela Mota Engil. Na mesma altura, o secretário de Estado Luis Patrão, saiu directamente do governo para a construtora. Jorge Coelho seguiu o mesmo caminho, após as famosas SCUTS, terem sido atribuídas, na sua maioria à empresa.

Em apenas um ano a empresa conseguiu duplicar o valor em bolsa! Com a recente vitória socialista, em pouco mais de um mês cresceu 29% – o maior de sempre para este tipo de empresas, esperando-se que em 2010, atinja os cinco euros por acção, o que corresponde a um aumento de 500 por cento em apenas dez anos!

E dizem eles que se não os agarram fogem do país. Mas há algum país que dê dinheiro a ganhar desta forma e com estas cumplicidades ao nível dos governos e do mundo empresarial?

A Grécia a ver-se grega…

Em 06.04.2009 o magazine DER SPIEGEL ONLINE publicou um artigo com o título “A Grécia cambaleia à beira da bancarrota” que na altura alguém se lembrou traduzir para o português para um site que eu só hoje descobri na internet.

Hoje, na sua versão impressa, o magazine alemão volta ao assunto sob o título “Bomba ao retardador para o Euro ”

Volta o medo de uma bancarrota de estado em plena zona euro: endividamento da Grécia atingiu dimensões dramáticas. Os ministros das finanças europeus e chefes dos bancos emissores estão alarmados – e desamparados.

Aqui só a tradução de uma pequena mas decisiva passagem do texto: “(…) Além disso, ameaça o perigo de um efeito dominó. Se cair um membro do euro, os especuladores testarão a estabilidade de outros candidatos tremeliques. Isto poderia ser o fim da União Monetária (…)”.

A notícia fez-me lembrar o meu artigo – “O EURO: COMO TRANSFORMAR PERIGOS EM OPORTUNIDADES” – publicado há 11 anos no Semanário Económico.

Rolf Dahmer- convidado

PS – Como é que a Grécia chegou aqui? Grandes investimentos públicos, divida colossal, crescimento do PIB medíocre. Lembra quem ?

Boas Leituras #1:

Mentalfetaminas – ESTE

A Devida Comédia – ESTE

Delito de Opinião – ESTE

Blasfémias – ESTE

Arrastão – ESTE

Jugular – ESTE

…e continuação de Boas Leituras!

Aventador de peso o c…

Há tempos, fui convidado pelo ilustríssimo fundador deste blogue para integrar a sua não menos ilustre equipa de autores.

Invadido por um enorme sentimento de orgulho por me ter sido dada a oportunidade de participar neste fantástico projecto, a minha resposta imediata não podia ser outra que não: hhhmmm, não sei…

As dúvidas por trás da minha hesitação foram variadas, desde as existenciais (“o que posso eu trazer de novo a um blogue já tão rico em conteúdos?”), passando pelas temáticas (“se for para falar de política, definitivamente não sou o homem”), até às pessoais (“mas que raios é que este gajo quer de mim???”).

Dissipadas todas as dúvidas (quer dizer, quase todas, pois continuo a não saber o que o gajo quer de mim!) e aceite finalmente o convite, eis o meu primeiro post, cujo tema escolhido, após profunda reflexão, acabou por ser… eu próprio.

Não sei, foi algo que me pareceu apropriado. É o meu primeiro post. Há sempre aquele “nervoso miudinho” característico das primeiras vezes. Que tema conheço bem para poder falar com algum à vontade? Eu.

Peço o favor de não confundirem a escolha do tema com uma miserável demonstração de vaidade ou arrogância. Pelo contrário, trata-se de um gesto de humildade, de quem pretende apenas fazer uma apresentação formal e educada aos seus colegas de blogue e à blogosfera em geral.

Ora alguns dos colegas de blogue já me conhecem há uns anos (coitados), a começar pelo referido fundador que, para além de me ter feito o convite, foi também o autor desta indecorosa tentativa de apresentação da minha pessoa.

Para todos os outros, aqui vão alguns dados: chamo-me, de facto, Artur Moreira. Sou mesmo do Benfica. Não sou de Gaia (embora aí habite), mas sim de Massarelos, Porto, carago! Sou programador informático. Tenho duas gatas e um iPhone. E pronto, assim dou por concluída a lista de informações pessoais que estou disposto a divulgar na Internet.

Tentarei contribuir activamente para este magnífico e singular blogue, dentro do limite das minhas capacidades (horárias e anímicas), escrevendo sobre tudo um pouco. Porém, será inevitável que algumas das minhas paixões e áreas de conhecimento se reflictam no que escrevo: informática, tecnologia, gadgets, Internet e afins.

Não me considero geek, mas ando lá perto, e para falar de política já há aqui no Aventar muita gente competente a escrever. Além disso, informática e política não são necessariamente temas incompatíveis: veja-se o sucesso do Magalhães, a insegurança do e-mail do nosso Presidente, a polémica sobre o CITIUS, a ineficácia do antigo software para colocação de professores, etc., etc., etc.

Por tudo isto, acredito que estou perante um desafio tão ambicioso quanto estimulante: por um lado, tentar escrever sobre informática e tecnologia sem fazer com que as pessoas fujam como o Diabo da cruz; por outro, provar que se pode ser geek e saber comunicar e ter vida social ao mesmo tempo.

A máquina do tempo: a declaração universal dos direitos humanos

Comemora-se hoje o 61º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.  O seu primeiro rascunho deve-se ao canadiano John Peters Humprhey, recebendo depois contributos de muitas outras pessoas de outros países entre as quais se conta Eleanor Roosevelt. . Em 10 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral da ONU aprovou os seus 30 artigos. Estava ainda muito viva a recordação da 2ª Guerra Mundial, onde todos os princípios básicos da convivência entre seres humanos tinham sido barbaramente violados.

Esta declaração universal, a ser respeitada, acabaria imediatamente com quase todos os males que afligem a Humanidade. Dado que o acesso a todo o seu articulado é fácil, apenas vou lembrar o artigo 1: «Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e de consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

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ASE (Acção Social Escolar) sem 180 milhões

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E A DANÇA DOS MILHÕES CONTINUA
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Ex-ministro Lino, mais conhecido por «jamais» (lido com a melhor pronuncia francesa), retirou, nos seus últimos tempos como ministro, dinheiro da ASE (cento e oitenta milhões de euros) para pagar o Magalhães. O ex-governante, até já confirmou a notícia, E a JPSá Couto deve estar muito contente e agradecida. Com tantas coisas ocultas que por aí há, terá o sr Lino algo a ver com as faces escondidas?
No meio de tantos desvarios, mais este até nem é nada de especial. Afinal, que são cento e oitenta milhõezitos de euros cá para os porteguesitos, ou para a ASE, ou no meio de tantos milhões com que o nosso governo se (nos) governa? Só me confunde um bocadinho que, sendo o nosso Primeiro tão bom a governar-nos (se), como terá ele permitido que fossem sonegados à ASE os milhões que tanta falta lhes poderão estar a fazer? Não haveria outro sítio de onde os tirar? Das pontes, das auto-estradas, do comboio, do aeroporto, da frente ribeirinha da capital, sei lá, dos dinheiros que a Europa mandou para a área metropolitana do Porto, do que vão gastar para levar o espectáculo dos aviões de cá de cima para lá para baixo, qualquer coisa, menos à ASE?

Claro que eu faço estas perguntinhas e o nosso Primeiro nem se vai dignar explicar seja o que for. Mas disso, estamos nós todos já habituados. São hábitos que se vão entrosando em nós, assim a modos como se vão desentrosando de nós, os dinheiritos que andam por aí, movimentados por ministros, directores, sucateiros e outros influentes mandantes.

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Afinal temos um governo verdadeiramente socialista

Reparem.
O.K…. só mais um pouquinho.
Vá lá. Fechem a revista – eu espero. Isso, já minimizaram a janela das mamocas larocas do Ricardo Araújo Pereira na Playboy deste mês? Essa brasa que serviu de capa à ex-mítica revista da nossa juventude!
Então estão prontos para a defesa da honra deste governo e, ainda por cima, a defesa é feita por mim, que de honra nada sei. Quer dizer, até sei um pouquinho, mas isso fica para mais tarde.
Afinal o governo é realmente socialista – vejamos: a acção social escolar pretende, segundo a Visão, “garantir a igualdade de oportunidades de acesso e sucesso escolares a todos os alunos” e “adequar medidas de apoio sócio-educativo destinadas aos alunos inseridos em agregados familiares cuja situação económica determina a necessidade de comparticipações financeiras”. É também este organismo que é responsável pelo fornecimento de refeições em escolas de todo o país. ”

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Pensem comigo: dar o dinheiro às famílias poderia ser um problema – elas não o saberiam gerir.
Dar de comer aos putos? Uma possibilidade, mas também não me parece que seja realmente necessário cumprir tal necessidade porque com a falta de papel higiénico nas casas de banho das nossas escolas, o melhor é mesmo não comer para não ter que perceber a sua ausência. [Read more…]

Coulrofobia é um estado ausente do aventar

Vejamos: o que pode ser melhor tema para uma noite na blogosfera do que o debate em torno de “A Zézinha no parlamento a vociferar contra alguém“?
Sendo que esse alguém pode muito bem ser ninguém, mas alguém o saberá, porque eu, um zé ninguém, nada sei de ninguém.
Agora imagine, caro leitor, agora que tirou o indicador esquerdo da narina direita, que chegava a casa, começava a tratar da sopinha e da caldeirada de raia (se me permitem, um intervalo, para dizer o quanto gostei de saborear este Bathoidea), ligam o canal x e: pasme-se, uma tia de direita óscula o provinciano (a definição é auto-biográfica) com um impropério digno de qualquer casa de chá da linha.
E eu, qual peixinho de aquário em gabinete de dentista, abro a boca de espanto: ai!
Olha… eu a pensar que a miúda que hoje vi à porta da escola a chamar peixeira à mãe de outra (sim, é verdade! A mãe da hostilizada é mesmo peixeira, isto é, vende peixe) era mal -educada.
Exemplos… Pois claro, também não me parece bem. Ou antes, seria muito pior se eu chegasse a casa e no noticiário das 20h visse a zézinha a óscular na face o ricardinho (não o nosso, claro, porque nós aqui no Aventar não sofremos de coulrofobia).
Sim. Pior do que isso só a raia cair mal, mas não há nada que um bom copo de coca-cola não resolva.

A senhora da DREC que nunca o foi e já não o é

Parece que a Directora Regional de Educação do Centro já não o é. Até parece que nunca o foi. Parece uma brincadeira? É mesmo. As Federações Distritais do PS da zona (Coimbra, Viseu, Guarda, parte de Aveiro e parte de Leiria) gostam muito de cargos, e trabalhar ao pé do Dolce Vita deve saber a muita gente como dolce vita. A anterior Directora reformou-se, e tudo leva a crer que em Lisboa não fizeram bem as contas à vida. Deviam saber que nestas coisas convém consultar as tais federações, e distribuir bem as prebendas. Na DREC como em todas as direcções regionais.

Noutra versão sobre os acontecimentos (e que me parece acumulativamente muito credível) havia um melindre:

O alegado melindre, explicou a mesma fonte, consiste no modo como lidaria a titular da DREC com o dossiê dos contratos de associação com o ensino particular depois de ter intervindo amiúde nesse domínio enquanto inspectora.

Ora conhecendo o peso político que o ensino particular tem em Coimbra (contratos de associação é aquela banhada em que o estado paga a um privado para aceitar alunos do público, a custos bem superiores), a pressão pode ter vindo também daí.

E agora siga a dança, com novos pares.

Actualização: as meninas é que sabem:

As meninas não têm andado com muito tempo para rescrever Uma Aventura da DREC. Mas a nossa prima,  que alterna à beira do Rodizio Real, garante  que Beatriz Proença saiu para entar Alcídio Martins Faustino,  que se levantou do governo civil de Viseu (onde foi chefe de gabinete e governador) para ceder o lugar a  Miguel Ginestal, o camarada que foi derrotado por Fernando Ruas e impedido por Sócrates de voltar para o Parlamento

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Cara ou coroa?

O post de João José Cardoso sobre Miguel Sousa Tavares obrigou-me a algumas considerações.

 O Dr. Miguel Sousa Tavares tem uma habilidade, já muito antiga, para dar uma no cravo e outra na ferradura. Parecendo que é uma virtude, dado que pretende mostrar uma independência que não está nem do lado do cravo nem do lado da ferradura, não o é.

 E não o é, porque quem padece é o pobre bicho. Neste caso, eu não me importo de passar por bicho, e de a minha mente passar por ferradura.

 O Dr. Miguel Sousa Tavares não é um intelectual de meia tigela, como tantos outros. Se o fosse, eu não lhe daria o martelo nem submeteria a minha mente às suas marteladas. Por não o ser, e por escrever bem, eu leio-o, umas vezes com gosto e outras com desgosto. Com gosto, não pelo facto de estar de acordo com as minhas ideias, e com desgosto, não porque esteja em desacordo com as minhas ideias. [Read more…]

Porto!

Às vezes SABE BEM ser mauzinho

 

 /></a><br /> …existe beleza e utilidade — dizem que o macerado de urtigas é bom contra os pulgões.<br /> Colocar 500g de urtigas frescas ou 100g de urtigas secas em 10 litros de água durante dois dias ou então deixar curtir quinze dias.<br /> Aplica-se a primeira forma imediatamente sobre as plantas atacadas. A segunda, deve ser diluída, sendo uma parte da solução para 10 partes de água.<br /> Se alguém experimentar, gostava de saber o que aconteceu.</p> 		     	      </div> 		<br clear=

 

Aproveitando o facto de elas estarem a crescer desalmadamente e me inundarem o quintal, fiz hoje a primeira Sopa de Urtigas da minha vida. Ainda por cima, parece que as ditas fazem bem e são afrodisíacas.

É claro que não disse nada à família. Deixei-os comer a sopinha toda até ao fim e perguntei-lhes se tinham gostado. Hum, estava boa, disseram todos.

Era a minha deixa para desvendar o segredo. Já era tarde para protestos.

Home sweet home


Pois é, o Aventar está de volta ao WordPress, a sua casa de sempre. Ultrapassados os problemas com os «hackers» asiáticos, voltámos a encontrar o nosso lar, janota como sempre e imensamente cosmopolita. De onde estou, já vejo o Blasfémias e o magnífico Carlos Abreu Amorim. E mais atrás um bocadinho, ali está o Arrastão, sempre com o Daniel Oliveira no comando. Olha, é o 5 Dias! Olá 5 Dias, está tudo bem? E o Paulo Guinote, e o Aspirina… Ena, tantos senhores, já tinha saudades…
Realmente, o WordPress é um mundo e foi para esse mundo que nascemos. É uma relação perfeita, um amor que nem um indiano maroto pode matar. Nos nossos 9 meses de vida, comemorados com alguns dias de atraso, é realmente um prazer voltar a estas bandas.
A última palavra, essa, fica para o Sapo, que tão bem nos albergou nos últimos dois meses. Era uma casa pequenina, amistosa e confortável. Na Maria João Nogueira, encontrámos uma anfitriã excelente e que só merece o nosso agradecimento. Os Blogs do Sapo são bons, mas para um blogue normal.
O Aventar não quer ser normal. Quer mais, muito mais do que isso.

O assassinato politico, desmerecida punição

asmãos

Recebi ontem uma homenagem, criada por Carlos Loures e que, gentilmente, me dedicou, para assinalar as exéquias de Victor Jara, 36 anos depois da sua morte, realizadas em Santiago do Chile a 3 Dezembro do corrente ano, trinta e seis anos após o seu assassinato no Estádio Nacional do Chile. As suas mãos encantaram o povo, que andava sempre atrás dele, para ouvir as suas canções e lançar vivas a um operário que soube aprender música, crescer dentro de uma vida pobre, e ajudar à eleição de um Presidente. As mãos de Victor Jara não eram esguias, mas fortes; mãos de um trabalhador usadas para o romance, especialmente quando cantava a sua música: Te Recuerdo, Amanda, nome de uma das sua filhas. Nome de um dos seus amores. Mãos partidas e desfeitas pelas botas dos soldados que gritavam: canta agora! Um operário com voz que percorreu o mundo. Por temor, os cobardes torturadores esconderam o seu corpo, após dias de tortura, seguida de morte. Diz a história que a sua fortaleza permitiu que nenhum som de dor sai-se da sua boca, boca que sabia cantar mas não chorar.

Victor Jara vai enterrar após trinta e seis anos da sua morte

Victor Jara vai enterrar após trinta e seis anos da sua morte

Mãos proletárias que fizeram cantar o mundo. Durante o seu funeral, milhares de operários acompanharam-no ao longo de oito horas a andar até ao cemitério dos heróis do Chile.

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O circo saiu à rua num dia assim

Já tínhamos o “circo” da Fórmula 1, o “circo” em que se transforma, por vezes, o futebol nacional, o verdadeiro e real circo, aquele espectáculo de saltimbancos que corre o país de lés a lés.

Agora temos o “circo” do Parlamento. E com  direito a palhaçadas e tudo… Que dois belos minutos. Que dois belos exemplos. Será que estamos a pagar a deputados ou a artistas saltimbancos?

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Cepticismos

Se o novo Airbus A380 lhes caísse na sopa, haveria dois tipos de cépticos a dividirem a incredulidade entre si: os que fechariam os olhos para poderem afirmar não haver evidências e os que jurariam não existirem provas científicas a suportar a tese de que um Airbus pode cair num prato de sopa, especialmente no seu.

Ironias à parte, vem isto a propósito das mil e uma discussões acerca das alterações climáticas surgidas agora, em torno da Cimeira do Clima.

O problema é que as questões ambientais ultrapassam largamente as ( graves ) mudanças do clima.

A palavra-chave para discutir hoje o ambiente é sustentabilidade e as perguntas a que todos ( cépticos incluídos ) têm que responder são, por exemplo: O crescimento demográfico é sustentável? Os níveis actuais de consumo de bens e produtos nos países desenvolvidos são sustentáveis quando os chamados “países emergentes” atingirem outros patamares de riqueza? A ideia de desenvolvimento económico constante é sustentável? O crescimento económico baseado no aumento infinito do consumo é sustentável? A livre circulação de produtos – a ponto de uma mera refeição ser composta, muitas vezes, por alimentos provenientes dos cinco continentes – é sustentável?

A lista de perguntas poderia multiplicar-se. Mas é em relação às respostas que eu, nestes casos, sou céptico.

Copenhagen Diary: COP15 UN Climate Change Summit

É natural sermos desiguais…e é bom!

O nosso ADN é 99% igual ao dos nossos “primos” chimpanzés. É espantoso como o 1% que falta faz toda a diferença. Agora se pensarmos que este 1% é diferente nos milhões de seres humanos, tornando-os seres únicos, ninguem é igual a ninguem, percebemos que na verdade “é nos pormenores que está Deus” ! Nos pormenores que fazem a diferença.

Uma sociedade, que observe um certo número de condições, ter pessoas diferentes no que diz respeito à inteligência, à capacidade de trabalho, à propriedade, à riqueza, é uma sociedade vigorosa!

Primeiro, se uma sociedade cresce no seu todo, cria riqueza, é possível que todos vivam melhor, embora não igualmente.

Segundo, se uma sociedade é capaz de criar oportunidades iguais para todos, embora saibamos à partida, que nem todos as vão aproveitar da mesma maneira.

Terceiro, que todos tenham direito a uma vida digna, direito à saúde, à habitação, à cultura, embora alguns vivam em palacetes.

Se uma sociedade conseguir as condições descritas, não é ilegítimo, nem imoral que as pessoas possam fazer diferentes opções de vida, que as levarão a diferentes patamares de bem estar, de conhecimento, de cultura.

É esta diversidade que dá vigor à sociedade e que a torna competitiva, que a leva a procurar novos caminhos, novas formas de bem estar que, mais tarde ou mais cedo, todos usufruirão.

O problema está na ambição desmedida, na necessidade doentia de poder, na incapacidade de olhar os outros como seres diferentes, mas com a mesma dignidade.

E não há um nenhum sistema de organização da sociedade que, só por si, mude o Homem !

É por estas razões que a sociedade liberal é a que melhor responde àquela diferença, melhorada pelos apoios do Estado providência, da prestação de saúde universal, do acesso à Educação…

Imperfeita, injusta, mas a melhor de todas…

Contrapartidas – só ignorância ?

A síndroma Vale e Azevedo está para durar. Perdida a maioria absoluta, o PS confronta-se com os fantasmas que varreu para debaixo do tapete, não desapareceram, continuam lá.

Agora é o caso das contrapartidas da compra de armamento militar e da frota de aviões da TAP. Um antigo deputado do PS, Ventura Leite ( já não és deputado, portas-te mal…)assinou um relatório onde se levantavam graves denúncias e atropelos ao cumprimento dos contratos. A ele juntaram-se dois empresários ( dos poucos que não têm medo)o Henrique Neto, da Ibermoldes e o Presidente da Autosil, acreditaram nas patranhas, não venderam um tostão furado.

A realização das contrapartidas não chega aos 30%, quer dizer andam, 70% a “ver quem os vai apanhar”, o equivalente a muitos milhões de euros. Submarinos, helicópteros, aviões e outas coisas sem importância e baratinhas…

Tudo a voar ou a ir ao fundo como é próprio de aviões e submarinos!

As Honduras muito bem explicadas a Miguel Sousa Tavares

Recordo que a pergunta do tal referendo que Zelaya tentou organizar era “¿Está de acuerdo que en las elecciones generales de 2009 se instale una cuarta urna en la cual el pueblo decida la convocatoria a una asamblea nacional constituyente?”; ou seja, a questão a referendar era se, no dia das eleições gerais (as tais que ocorreram na semana passada) deveria também ser votada a eleição de uma assembleia constituinte. Ora, tal nunca poderia servir para Zelaya se candidatar a um segundo mandato, como MST escreve: mesmo que a tal constituinte retirasse a proibição constitucional da reeleição, isso ocorreria já sob um novo presidente.

no Vento Sueste

Serão os bichos como as pessoas?

   

É a grande dúvida que sempre tive. Desde o dia que as minhas filhas queriam gatos e porcos de índias ou hamsters em casa, também denominados marmotas-da- alemanha, para tratar e tomar conta deles em casa.Com um carinho, que era impressionante! Eu sempre tinha gostado de cães e cavalos, mas fora de casa, no seu sítio, como essas casotas para os cães e o estábulo para os cavalosMais impressionante ainda, eram as comidas especiais preparadas por elas, mas compradas pelo pai. [Read more…]

O ónus da prova socialista

É o Estado de Direito que está em causa. Nem mais! Basta o Ministério Público verificar a conformidade entre o que se tem e o que se declarou às finanças.

E, perante a desconformidade, o cidadão mostrar onde ganhou a taluda, o totoloto ou a herança da tia Joaquina.

Não há nenhuma inversão de prova, o que se pede é que as pessoas que ocupam determinado cargo ou apresentam níveis de vida incompatíveis com os rendimentos que auferem, os justifiquem. Afinal, é o que nos fazem todos os anos com a declaração de IRS, se os nossos rendimentos variarem, por comparação, as finanças vão fazer perguntas.

E nas empresas a questão é a mesma, a declaração de IRC é para mostrar se sim ou não, houve rendimentos. Na dúvida, as finanças averiguam.

E, para já, as finanças podiam começar a taxar a diferença entre o que se possui e o que se declarou, e numa segunda fase o Ministério Público, se se justificasse, promover a parte criminal.

Quando o PS está envolvido em tantas suspeições não ajudar, dá que pensar!

A máquina do tempo: esquecer ou não esquecer

 Dizem-me que já não tem interesse falar nestas questões do fascismo, do nazismo, do Holocausto, da resistência à tirania… Que já não se usa, que são temas muito batidos. É precisamente por isso, por «já não ter interesse» que não me calo e nunca deixarei de falar nesses temas que já foram vistos por milhares de ângulos e que, mesmo quando julgamos estar a ser originais, mais não fazemos do que repetir o que outros já disseram. Não me importa, pois trata-se, não de uma questão de originalidade, mas de um imperativo – não esquecer.

 Tenho aqui falado da grande quantidade de franceses que, durante a ocupação alemã (1939-1944), colaborou com os invasores nazis. Porém, é preciso dizer-se que muitos outros, resistiram, organizando-se e lutando. Muitos deles pagaram com a vida essa patriótica atitude. Dizer-se que a França resistiu heroicamente à ocupação germânica, seria um exagero e um falseamento da verdade histórica. Tão grande e tão grave como dizer-se o contrário. É que a verdade tem sempre, no mínimo, duas faces.
 

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Factual

Sob o lema “El periodismo no se vende, se compra” um conjunto de jornalistas vizinhos lançaram o projecto “Factual“, um trabalho que invejo: como eu gostava de estar envolvido num projecto assim! De uma qualidade impressionante, a todos os níveis. Descobri-o através do blogue de Miguel Carvalho, ESTE, e fiquei viciado.

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A não perder esta pérola – (Sevilla la Puta): Si te sobran cinco millones de euros, puedes hacer que cierren una ciudad de un millón de habitantes para que te des los garbeos que quieras. Eso es lo que se dice que ha pagado la productora de la película Knight and day (bonito juego de palabras, no digas que no) a la ciudad de Sevilla…(para ler o resto basta clicar AQUI).

Será verdade?

Será verdade?

 Há dias, um amigo meu, engenheiro e dono de uma oficina de automóveis disse-me, para meu grande espanto, que os carros trazem sempre uma avaria programada para determinada quilometragem. É uma espécie de taxa.

 Avaria que pode consistir numa desactivação de uma função importante do automóvel, recuperando dez a quinze minutos depois, tempo suficiente para o dono do carro se mentalizar que tem de o levar ao concessionário. Uma vez aí come pela certa. Diz o meu amigo que é uma “taxa” pré-programada. Diz ainda que não tem provas formais, mas toda a gente da área sabe disso.

 Vem isto a propósito do que me aconteceu. Tenho um carro, um Mercedes, que vai fazer, dentro em breve, quatro anos. Nunca teve nada. Há dias, sem mais nem menos, precisamente na viragem dos 100.000 Km, a caixa de velocidades, automática, avariou, e manteve-se avariada durante cerca de quinze minutos. Ao fim deste tempo, tudo voltou ao normal.

 Claro que levei o carro, de imediato, à Nasamotor, onde me disseram que o problema era na unidade de válvulas electrónica, que deveria ser substituída. O carro agora estava bem, mas pela certa que iria ter o mesmo problema. Perante isto mandei substituir e deixei lá mil e quinhentos euros.

 Apalermado é pouco para me definir. Que dizem os amigos?

Sócrates e Souselas

Coimbra conheceu José Sócrates como o ministro que ofereceu à Cimpor de Souselas combustível à borla na forma de resíduos tóxicos. O país viu nele um homem rijo, ou como diz a direita, um reformador.

Em Souselas foram pioneiros na admiração, não parando de votar PS depois de terem recebido uma requalificação urbana e os filtros que as chaminés da cimenteira nunca tinham tido.

Em Coimbra, e é toda a cidade que leva décadas de asfixia soprada da Cimpor pelos ventos dominantes, resistiu-se, uma palavra muito cá da terra, anos 60, e desistiu-se serenamente depois, tipo anos 80.

Acabados os recursos jurídicos, recordo a luta contra a co-incineração, e contra uma personagem que ninguém imaginava chegar ao papel de chefe. Construía então como ministro do ambiente a sua rede de cumplicidades no aparelho do PS, e ganha agora, muitos anos depois, a sua primeira grande batalha política. Gentes pouco recomendáveis, negócios misturados com arrogância e propaganda, estava ali o ambiente que nos governa.

Pode vossa excelência pôr a garrafa à espera do dia em que a co-incineração começar a tempo inteiro, a Cimpor respirará de alívio por finalmente ser contemplada com a benesse. Nós é que não.

fotografia denúncia coimbrã

Disso estamos livres

Hoje assinala-se o Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, já veio apelar à luta contra um tipo de crime que é sempre intencional e que impede o desenvolvimento das sociedades.

Este ano, o tema do Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção é: "Não permitamos que a corrupção mate o desenvolvimento".

Mais uma vez, este é um dia que dedicamos aos outros países, tipo africanos, latino-americanos, até mesmo EUA e alguns europeus, como a Itália. Aqui, no nosso cantinho, não padecemos desse mal. Ufa.