Desde há muitos anos que, pelo seu hábito de atraiçoar aqueles com quem trabalha, Nuno Santos é conhecido como o «jovem turco». Consta que chegou onde chegou dessa forma.
Ontem, Nuno Santos voltou a apunhalar um dos seus colegas mais próximos. Ao dizer que Mário Crespo mentiu, está a colocar-se do lado de José Sócrates. No entanto, confirma que estava no restaurante e confirma que falou com José Sócrates. Mas se as coisas não foram como Crespo as descreveu, então como é que foram? José Sócrates não falou de Mário Crespo? E se falou, por que razão Nuno Santos não o defendeu? E por que defende agora um primeiro-ministro em vez de defender um colega?
E Bárbara Guimarães, o que terá a dizer? Dirá, claro, o que o marido socialista mandar dizer.
A verdadeira história de José Leite Pereira no JN
O «Jornal de Notícias» é um património, acima de tudo, do Grande Porto e da Região Norte. Jornal centenário, envolveu-se ao longo dos anos nas mais importantes causas da cidade, ao ponto de ser hoje um dos seus símbolos. No nosso JN, a liberdade foi sempre um valor supremo que ninguém conseguiu pôr em causa. A campanha pela demolição do Palácio de Cristal será, porventura, uma mancha num percurso nobre e fértil em momentos de defesa de toda uma comunidade.
Desde pequeno que me habituei a ver no JN um amigo. Cresci com as suas páginas, que há uns anos atrás eram muito grandes e desajeitadas. Passei horas e horas naquele edifício, procurando notícias sobre o FC do Porto no seu Arquivo Histórico e pagando, na altura, 30 escudos por cada fotocópia que pedia. Recordo com saudade a «Empresa do Jornal de Notícias», que editava também aquele vespertino de páginas amarelas e, mais tarde, «O Jogo». Todos os anos, com Serafim Ferreira à frente do pelotão, aí estava a «Empresa do Jornal de Notícias» a organizar a Volta a Portugal em Bicicleta.
É por isso que me invade uma enorme tristeza quando vejo o estado a que o meu JN chegou. Quando vejo naquilo que se transformou, nos últimos anos, por vontade de um empresário que percebe tanto de jornais como eu de automóveis. Por via do empresário e por via da pessoa que ele escolheu para dirigir o verdadeiro «porta-aviões» que é e sempre foi o JN no seio do Grupo Controlinveste. Falo de José Leite Pereira.
Recuemos uns anos. Em 2005, no âmbito de um negócio muito mais vasto, que foi patrocinado pelo poder político através de avultadas garantias bancárias, Joaquim Oliveira acabou por comprar uma série de títulos que estavam na posse da Lusomundo, como o JN, o DN, o 24 Horas, O Jogo ou a TSF. Para dirigir o título mais importante do Grupo, o JN, escolheu um jornalista que já fazia parte da Direcção desde 1998 e que dava garantias de se adequar aos objectivos que tinham conduzido ao patrocínio do negócio por parte do poder político.
Para se ter uma ideia dos objectivos que presidiram a essa escolha, o longo historial de jornalista de José Leite Pereira tinha como principal medalha a cova onde enterrou o «Diário Popular». A escolha ideal, como se vê, para dirigir um diário como o Jornal de Notícias. Algo que, de resto, se tem visto nos últimos anos: durante a sua gestão, o JN obteve os piores resultados de sempre a todos os níveis (comercial, audiências, qualidade, influência). A sua estratégia, suicida, de procurar ganhar espaço em Lisboa levou a um decréscimo significativo da importância do JN a Norte e, pior, sem resultados positivos em Lisboa.
Nada disto interessava, pois José Leite Pereira fora escolhido para liderar um projecto político bem claro. [Read more…]
Pedofilia, Guilhermina, Constâncio
As três palavras deste título, não têm nada a ver umas com as outras. Constituem, apenas, os marcadores de três notícias que mais uma vez me deram a volta ao estômago, aquando do meu cafezinho da manhã e da habitual leitura do jornal.
1ª – Mais um violento murro no estômago. Pedofilia. Desta feita na Alemanha. Mais uma goleada da igreja católica neste campeonato. O chefe da ordem dos jesuítas, Stefan Dartmann, veio confirmar os abusos sexuais de crianças no Liceu Canisius em Berlim, notícia corroborada por Klaus Mertes, reitor deste mesmo liceu. Mas Stefan Dartmann diz que o mesmo se passa em colégios como os de Goettingen, Hildesheim, e também colégios da Espanha e do Chile. Mas existem outros colégios denunciados, como o de Sankt Ansgar em Hamburgo e o de Blasien no sul da Alemanha. E o que mais se imaginará. De facto, assim na frente do campeonato, a igreja católica está a um passo de ser a instituição mais pedófila do mundo.
2ª – Mais uma vez um acentuado refluxo gastro-esofágico, carregado de azia e náusea. Nem o café me acalma. Guilhermina, professora de Ética, suspeita de pertencer a uma rede de corrupção de alto gabarito, na área da sucata, com grave lesão das finanças do Estado. Pelo que vejo, eu penso que deve haver pessoas com especial propensão para se identificarem profundamente com a sucata.
3ª – Além da azia, uma comichão de carácter alérgico, à volta da garganta e não só, quando vejo o Sr. Constâncio, a quem eu e os outros portugueses pagamos 17000 euros mensais, fora as gorjas, não fazer outra coisa senão surpreender-se. Sempre surpreendido. Com as falcatruas do Banco X, do Banco Y, do Banco Z, com as contas, com o défice, com o futuro! A vítima das emboscadas. Sempre com aquele ar de menino de coro, saído do cabide, deram-lhe o título de governador, mas alguém já o viu governar o que quer que fosse?
E por hoje basta! Não leio nem ouço mais nada. Vou tomar um antiácido.
A lebre do governo
A táctica é antiga mas sempre usada, uma e outra vez. Quando o governo (este ou outro)precisa ou pensa tomar uma medida impopular “sonda” a reacção popular, colocando na praça pública a medida, pela voz de “um independente” . Chama-se na gíria “a lebre”!
A lebre de Sócrates é Vitor Constâncio, desde os célebres 6,03% de déficite, o que permitiu a Sócrates aumentar os impostos contra todas as suas promessas eleitorais.Agora lança a lebre mais apetitosa para o governo, mas que é tambem a mais perigosa. Aumentar impostos! Qual? Parece ser o IVA, é o mais transversal, o mais fácil e tambem o que dá dinheiro mais depressa. [Read more…]
Eleições PSD:
Diz quem sabe que José Pedro Aguiar Branco vai formalizar, dentro de dias, a sua candidatura à presidência do PSD. Até já contratou uma das melhores, senão mesmo a melhor, empresa de comunicação para apoio à sua candidatura, a LPM.
Assim, junta-se a Pedro Passos Coelho na corrida e permite ao partido ter mais hipóteses de escolha para o futuro. É muito positivo ver como os candidatos levam a sério a questão da comunicação. E como consideram importante o desafio em causa. É bom sinal.
Só espero que nenhum precise de ir tão longe para obter os votos necessários para a sua eleição, como o fez a colombiana Maria Fernanda, segundo o i.
A propósito de “Mudar – a Justiça”
Por natural interesse, segui a leitura feita pelo Luís Moreira aqui e aqui no Aventar, do livro “Mudar” de Pedro Passos Coelho quanto à Justiça.
Não li o livro, pelo que sobre o mesmo não me posso pronunciar directamente. Mas li o que em sede de Justiça, Pedro Passos Coelho conversou, defendeu, segundo o que o Fernando Moreira de Sá aqui relatou.
Falarei, pois, do que Luís Moreira escreveu acerca da Justiça segundo o teor do livro. E tentarei ser sucinto, pois nem quero tornar-me repetitivo em relação a futuros textos que viso publicar em breve.
A qualificação técnicas dos magistrados, principalmente dos magistrados judiciais, não penso que cause empeno à Justiça. Estou certo, até, que hoje estão muito melhor preparados para iniciar a carreira do que estará um advogado – por culpa do modelo perpetuado na Ordem dos Advogados que a actual Direcção está atentar adequar às exigências de hoje.
O que faltará, sim, é a perspectiva humana da consolidação e do amadurecimento a quem se entrega o poder de, efectivamente, julgar os outros. A culpa não é dos magistrados, é do actual modelo permitir que alguém com vinte e poucos anos seja juiz. Lamento, mas não acredito que tenha a maturidade suficiente para tal, com o devido respeito por eventuais honrosas excepções. Ainda para mais, face ao progressivo enraizamento da lógica sindical dentro de ambas as magistraturas.
A ANTROPOLOGIA TEM VOZ
A voz da Antropologia não é apenas a voz do Povo que o Antropólogo analisa. Nem é a voz do Antropólogo que os estuda. A voz da Antropologia é a sua utilidade social, é o que o analista entende do povo que estuda, como tenho referido em outros textos meus e aparecem nos textos dos Antropólogos que tenho criado, orientado e ensinado durante o tempo transcorrido entre o dia que fui Antropólogo teórico e o dia em que fui Antropólogo de campo. Por outras palavras, entre os dias de aulas, biblioteca, orientação, ensaios, livros escritos, viver no meio da poeira dos livros, especialmente essas imensas salas de leitura que eu costumava visitar dia após dia, para aprender mais.
No entanto, a voz da Antropologia é a voz uniformizada entre a de que analisa e vive com um grupo de seres humanos que estuda, e, sem dar por isso, os representa. Não é por acaso que tenho colocado a imagem de Kaspar Bronislaw Malinowski (Cracóvia, 7 de Abril de 1884 — New Haven, 16 de Maio de 1942). Como sabemos, aos 22 anos era Doutor em Física pela Universidade de Cracóvia, e mais tarde, em Leipzig (Alemanha) foi orientado por Karl Bücher e Wilheem Wundt para formar-se em psicologia, que mais tarde usaria na sua análise do povo Mailu na Polinésia e entre os Massim do arquipélago da Kiriwina nos mares do Sul da Polinésia, sítio no qual ficou mais anos do que pensava e encontrou, para a sua surpresa, que a família não era monogâmica, por outras palavras, não era apenas um casal de um ele com uma ela e o cuidado dos seus descendentes. [Read more…]
Micro-crédito, macro-usura
O BES gosta dos homens de portugal e por isso apoiou o futebol nacional;
O BES também gosta das mulheres de portugal e por isso contratou o Cristiano Ronaldo para mostrar o seu belo corpo na sua publicidade;
Também gosta das crianças e até lhes oferece um porquinho para aprenderem a poupar;

E pelos vistos agora também gosta dos micro-empreendedores, aqueles que, como dizem no site, “sabemos que precisam de ajuda, os potenciais empreendedores em risco de exclusão”;
Aqueles que precisam entre 250 a €12.500 para começar um negócio;
Aqueles que (na realidade internacional que eventualmente pode ser diferente da portuguesa) cumprem em >98% o pagamento dos seus empréstimos, uma percentagem, refira-se, superior à dos empréstimos normais.
E como gosta deles, o BES vai-lhes fazer o favor de cobrar como taxa de juro o valor de Euribor + 6%.
De forma provavelmente demagógica posso comparar esses 6% com os 1% ou 2% com que valorizam os depósitos dos seus clientes
Ou então com o spread de 1%, 2% que aplicam aos empréstimos (não geradores de riqueza diria eu) à habitação.
De qualquer forma obrigado BES por apoiares os nossos micro-empreendedores.
A Revolta de Fevereiro de 1927 no Porto – 1 (Memória descritiva)
Menos de oito meses depois do pronunciamento de 28 de Maio de 1926, no dia 3 de Fevereiro de 1927, faz hoje 83 anos, desencadeava-se no Porto um amplo movimento republicano e democrático, civil e militar, contra a Ditadura. A Revolta de Fevereiro de 1927, por vezes também referida como Revolução de Fevereiro de 1927, foi uma rebelião militar que ocorreu entre 3 e 9 de Fevereiro de 1927, desencadeada no Porto, cidade onde estava instalado o posto de comando dos insurrectos e se travaram os principais recontros, estendendo-se a partir do dia 5 a Lisboa.
Na génese deste levantamento terá estado o chamado «Grupo da Biblioteca Nacional». Alguns dos seus elementos tinham manifestado um sentimento de expectativa, quase de apoio, relativamente ao golpe militar de 28 de Maio de 1926, pois, como muitos outros portugueses, entendiam que era preciso pôr alguma ordem no caos que se vinha agudizando na vida política, económica e social do País.
No entanto, Ditadura Nacional, depressa começou a abandonar o seu carácter de medida transitória de normalização, como fora prometido, e a assumir um carácter protofascista, com o apoio da Igreja Católica e de algumas franjas sociais e intelectuais. [Read more…]
Sem comentários…
…a excelência desta prosa sobre a forma escandalosa como o menino na fotografia vai gerindo a (in)justiça no futebol ao serviço do seu clube:
Adenda: Mas a prosa de FJV sobre o tema é de antologia!!!!!!!!
Crespo "calhandrices"
Calhandra : ave conirrosta de vôo curto e rasteiro, espécie de cotovia. Pássaro, também conhecido por calandra, cochicho, cotovia, laverca, etc…
Ora como o Mário Crespo, não é bem uma ave ( talvez canora, ainda vá que não vá…) mas no resto nem por sombras, cotovia também não, resta cochicho…
Cochicho : acto ou efeito de cochichar, murmúrio…
Cochichar : pronunciar em voz baixa, dizer em voz baixa, segredar; segredar em voz baixa ao ouvido de alguém.
Eu, não é para armar em engraçadinho, mas sempre achei que o Mário cochichava, aquela de ele apresentar o telejornal é todo um cochicho. Realmente, ele cochicha aos nossos ouvidos.
Logo, é uma calhandrice a profissão dele, anda sempre a calhandrar, a prova é que ele só convida tipos que calhandram, como é o caso do Dr. Medina Carreira, o “calhandrices-mor” que também vai ter que deixar de murmurar …
Não me vão dizer que o calhandrices- mor é uma ave dendrocolaptídea, não se ofendem as pessoas assim ou em alternativa (?) ser uma ave da família dos furnarídeos…
Isto, por acaso, é mesmo para arranjar um problema ” calhandro” porque sempre ouvi e andei a cantar a famosa canção, de que os meus sofredores, desculpem, leitores, também já cochicharam e nunca ninguém me negou a publicação do quer que seja. Quem não se lembra do – Olh’ó o cochicho!) que anda sempre a cochichar…
Outra hipótese é ser um chapéu velho, aí sim, que me lembre já vi várias vezes o Medina Carreira de cochicho na cabeça, mas não sei se andava a cochichar, mas poder ser, pode!
Isto tudo para dizer que quem não murmura é o nosso bem amado primeiro ministro, esse grita : Ó Mário não cochiches ! Deixa-te de calhandrices, ó Medina!
Faltam 433 dias para o Fim do Mundo…
Ontem partiu Rosa Lobato Faria e com ela uma certa forma de televisão do final dos anos oitenta. Paz à sua Alma. Uma Senhora. Simpática, inteligente e que não precisava de dar ares de uma qualquer superioridade, antes pelo contrário, cultivava uma simplicidade própria dos seres superiores.
Estamos mesmo a assistir ao princípio do fim de um ciclo político em Portugal. Quando Lacão e Teixeira dos Santos já não conseguem disfarçar em público as suas divergências privadas; quando o Primeiro-ministro manda recados de ameaça de demissão e o Governo anda entretido a perseguir jornalistas, só podemos estar em fim de festa.
E hoje a imprensa, neste caso o Público, acordaram para algo que todos nós, sobretudo os que conhecem o Interior do país estamos fartos de saber: o Povo foge desta latrina mal frequentada, utilizando uma expressão dos Mão Morta. E só pode fugir, num Portugal centralista onde se ajuda as grandes fortunas a salvar-se no BPP à custa dos contribuintes e se deixam cair os pequenos aforradores, de tal forma chocante e gritante que até um tipo de direita como eu, começa a ficar com os mais primários instintos de esquerda radical.
Pelo menos o FCP para nos dar uma alegria nesta caminhada para o Fim do Mundo…
Assim de repente, a crise está de regresso
Assim como quem não quer a coisa, o aviso está feito. O jornal i assinala hoje que o stress político em relação ao orçamento de Estado não está fechado. Com a ameaça de demissão do ministro das Finanças em cima da mesa, caso a Lei das Finanças Regionais proposta pela oposição seja aprovada, o primeiro-ministro fez saber que a coisa pode acabar na demissão de todo o Governo.
O Conselho de Estado de hoje pode trazer novidades. A economia estará em foco. Desde o orçamento, até às análises das agências de rating, passando pela subida de impostos ou redução de salários.
O país é que está cansado destas histórias. Isto é, o país que se interessa, porque a maior parte parece alheia a estes dramas. Se calhar com razão…
Futebol Total, Esquecimento Parcial:
Por momentos vou esquecer toda a campanha de roubalheira a que se está a assistir no futebol português e esta cruzada infame de levar ao colo o Benfica a campeão.
Por instantes vou esquecer a paranóia comunicacional deste Partido Socialista de Sócrates entretido em censurar, o que certamente só pode encher de vergonha os seus fundadores e militantes como Manuel Alegre.
Numa só ocasião vou fazer de conta que não me estou a aperceber que o NOSSO Jornal de Notícias está a mergulhar a pique rumo ao descalabro pela mão de um coveiro travestido de jornalista.
Tudo esqueço quando sou, desta forma inacreditável, apanhado de surpresa! Por um azar inexplicável, foda-se! Não assisti ao jogo, nem no Dragão nem na televisão e apenas soube do resultado quando um amigo, adepto do Belenenses me telefonou (e eu no meio de uma reunião) insistentemente e me pergunta: “Conheces alguém que arranje televisões?”. E eu, aparvalhado e com vontade de lhe bater, respondo: “Eu não”. E ele, todo lampeiro diz-me: “É que a minha televisão deve estar avariada pois indica-me que o Porto está a ganhar por 5 a 1 ao Sporting”. Cum catano! Uma jogatana destas e eu népia, nicles, nada. Ora foda-se, é preciso ter muito azar!!!
Prof. Dr. Engº José Sócrates
Com o curso tirado numa escola de grande reputação – A Independente – (nome apropriado tendo em vista a sua particular independência em relação ao conhecimento e ao mérito), o nosso primeiro e os seus ministros chamam empresários e economistas para lhes darem aulas de política e de empreendorismo!
Com um curriculum particularmente activo e com obra feita (vejam-se as famosas casas ) e com passagem na JSD, meteórica, é certo, mas de grande relevo, e na JS com êxito absoluto (chegou a secretário de Estado, a ministro e agora a primeiro-ministro), José Sócrates tem mais do que capacidade para dar lições a quem arrancou com empresas, vende para a exportação, paga a trabalhadores e ainda paga impostos!
Ontem, no CCB, chegou atrasado 45 minutos, sem um desculpem, avançou com um discurso que ninguém percebeu se se tratava do “seu sonho de menino” e, antes que alguém dissesse alguma coisa, arrancou como chegou e deixou toda a gente a falar sozinha.
O Dr. João Salgueiro ( um tipo que tirou o curso numa coisa que está instalada numa rua que se chama “Quelhas” o que diz tudo sobre a sua reputação), ainda foi dizendo que o sr primeiro-ministro tinha dado uma prova de grande orador, mas que tinha falado de coisas que ninguem entendia, tal era a complexidade do tema e a originalidade!
À noite, no que já foi o “Prós e Prós e agora é o “Contra e Contra”, na RTP1, todos os que lá foram debitar assuntos sem interesse, disseram que não conheciam as matérias em que o governo é perito o que mostra bem o avanço civilizacional que, Portugal pobre e mal agradecido, não reconhece.
Entretanto, o ingrato e pouco reconhecido Constâncio já veio para aí dizer que “está muito pessimista”, eu percebi logo que se referia ao lugarzinho na Europa, era o que faltava quando o país vai de vento em popa, que a questão fosse os desempregados, a dívida e o déficite.
E é preciso que se perceba de uma vez por todas. O nosso défice é igual ao dos outros países, o endividamento também, por isso nada de chatear, porque a capacidade para aumentar a riqueza para pagar isso não é igual, mas também não há pressa nenhuma em pagar.
Afinal, o que querem? Não andamos sempre com uma mão à frente e outra atrás?
Veja os grandes golos de um grande jogo
Porto 5 – Sporting 2
João José Cardoso
Um jogo como não se via há muito tempo. As goleadas dão-se aos concorrentes directos, não é aos pobres. Entendido?
E já agora, Carlos Queirós, viu o jogo, não viu?
Ao intervalo, Luís Moreira:
Com golos de grande nível espectacular e com uma exibição que me (nos) deixa de boca aberta, um meio campo que nem sequer deixa respirar o pobre do leão, o FCP tem positivamente cilindrado o adversário, o que só pode ser uma de duas coisas. Ou o Rúben é um “10” do outro mundo e poucos percebiam isso, ou o Dragão esteve a guardar-se para esta fase decisiva do campeonato!
Se ganhar por mais e aguentar este ritmo é porque se juntaram aquelas duas hipóteses…
José Magalhães:
Realmente uma exibição de encher qualquer olho que goste de futebol. O FCPorto cilindrou um Sporting incapaz de reagir ao muito bom jogo dos donos da casa. Talvez o melhor jogo do FCPorto nesta época.
Os golos
1-0
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/PTFd04FGjDCKHiL9DvDP/mov/1 [Read more…]
Avatar, um filme de cowboys
Habitualmente chego tarde a tudo o que está na moda. Quando já não é novidade para ninguém, quando já é notícia requentada, chego eu. Aconteceu justamente isso com o “Avatar”, de James Cameron, que só agora fui ver.
E fiquei muito surpreendida ao descobrir que, afinal, o “Avatar” é um western. Um western altamente sofisticado, visualmente estonteante, um western no qual os cavalos são pterodáctilos e tudo vem por cima de nós, mas um western.
Daqueles tocados pela veia sensível, em que os índios são seres humanos e os cowboys bons se juntam a eles para derrotar os cowboys maus, e apesar de se saber que os terrenos escondem petróleo, não se viola o cemitério sagrado para os nativos.
Tão western que, no momento mais difícil da batalha, quando tudo parece perdido, eis que irrompe, milagrosamente, a cavalaria, sendo que, neste caso, a cavalaria consiste em criaturas aparentadas com as que existiram no nosso planeta algures no Jurássico. [Read more…]
Dê-lhes com a pá de trolha, sr. ministro!
Andam revoltados, os clientes do BPP, porque o Estado não lhes garante as fortunas que livremente depositaram no Banco. Agora, atiram-se ao Governo porque não lhes garante mais do que 50 mil contos. Veja-se lá que ninharia! Hoje, junto do ministro Teixeira dos Santos, fizeram-se ouvir.
Não ligue, sr. ministro, não ligue. E olhe: dê-lhes com a pá de trolha de Serralves, que é disso que eles estão a precisar.
Braga: o alvo a abater
A Comissão Disciplinar do Sport Lisboa, ou da Liga ou lá como isso se chama, ataca na secretaria: desta vez uma suspensão por 3 meses aplicada a Vandinho, e três jogos aplicados a Mossoró, jogadores do Braga, é claro.
Em causa outro túnel, agora o da Pedreira, mas, e é claro, envolvendo jogadores da equipa da capital, que levam umas multazinhas para decorar o ramalhete. Uma situação que começou em campo com uma provocação de Di Maria, e que é “julgada” com recurso às imagens que no caso do túnel de Lisboa já não serão válidas.
Com um notável sentido de humor decidiram ainda multar o FC Porto por conta de um comunicado datado de 28 de Novembro de… 2008.
E assim se embala o menino, coitadinho, que não sabe caminhar.
Adenda: Acabo de ouvir Domingos Paciência:
podem dar-nos pontapés nos joelhos, no meio das pernas, que não desistimos.
É de campeão, que este moço tem a escola toda.
As interpretações dadas, na época , às causas do terremoto de 1 de Novembro de 1755 #2
Comunicação apresentada à Classe de Ciências da Academia das Ciências de Lisboa, na sessão de 29 de Outubro de 1987 pelo Académico efectivo Rómulo de Carvalho (também conhecido como António Gedeão).
O terramoto de 1755 deu origem a grande número de escritos que imediatamente vieram a público e em que os seus autores procuraram interpretar as causas do acontecimento. É interessante notar-se que tendo a cidade de Lisboa ficado praticamente destruída, logo as tipografias surgiram do caos para se entregarem à composição e à impressão dos textos que lhes eram apresentados para o efeito. Não é uma só mas diversas oficinas tipográficas lisboetas que recomeçam de imediato o seu labor tão tragicamente interrompido, o que se explica pelo hábil aproveitamento de uma oportunidade excepcional de comerciar colocando nas mãos do público, fortemente sensibilizado, notícias do terramoto. Poderíamos citar cerca de quatro dezenas de trabalhos escritos sobre o sismo, publicados em 1756. O interesse público por tais trabalhos prolongou-se até ao fim da década dos anos sessenta. [Read more…]
TRABALHO DE CAMPO EM ANTROPOLOGIA.

Como diz Alba Saluar, da Santa Catarina no Brasil, o trabalho de campo em Antropologia é transformarmo-nos em nativos de nós próprios. A frase é dela de um texto retirado do organizado por Cláudia Maria Almeida de Carvalho: Teoria e Prática do Trabalho de Campo. Bem como de vários textos meus e experiências de trabalho entre os meus analisados. Por ter escrito e ensinado muito sobre trabalho de campo, parece-me mais importante contar como ele se faz sem muitas citações.
O meu primeiro trabalho de campo foi aos meus vinte anos nos bairros de lata de Valparaíso, Chile. Praticava a minha profissão entre os mais pobres dos pobres, o proletariado sem trabalho que ocasionalmente trabalhava no Porto mencionado. Mas mais que trabalhar, os habitantes do Bairro Rocuant, no cerro do mesmo nome, dedicavam o seu tempo à pilhagem, a pedir esmolas e a viver da caridade de Caritas. Eram mais de trezentos habitantes. [Read more…]
José Leite Pereira é o Pais do Amaral dos pobres

Há uns anos, o líder da TVI, Pais do Amaral, foi falar com o professor Marcelo Rebelo de Sousa. A mando do Governo de então, o de Santana Lopes, pediu-lhe moderação nos ataques ao Executivo. Marcelo bateu com a porta.
Desta vez, o director do JN, José Leite Pereira, telefonou a Mário Crespo, pedindo-lhe moderação no ataque a José Sócrates. Mário Crespo bateu com a porta.
Quais são as diferenças? É que no primeiro caso, ia caindo o Carmo e a Trindade, era um lamentável ataque à liberdade de imprensa, estava em causa o normal funcionamento das instituições. Hoje, tudo vai bem na República de Portugal, não se devem ouvir conversas privadas, o jornalista não é bom da cabeça.
Como refere hoje Henrique Monteiro no «Expresso», José Leite Pereira não passa de um lambe-botas que sabe bem qual é a sua função como director do JN. Sabe bem e como o tem demonstrado nos últimos anos! A voz do dono, o braço armado do «amigo Oliveira» na protecção ao Governo e a José Sócrates.
Dir-me-ão que ninguém lhe disse para retirar o texto de Mário Crespo. Foi de sua livre inicativa. Acredito que sim. Os cãezinhos amestrados são assim. Não recebem ordens do dono. Sabem, a cada momento, o que hão-de fazer para, no final, terem a recompensa merecida.
Rosa Lobato de Faria (1933 – 2010) e os programas do Herman
Morreu hoje Rosa Lobato de Faria. Tinha 77 anos. Escritora e actriz, não passou despercebida pela vida. Era uma personagem muito curiosa: aquela postura de fina e snob não parecia ter grande correspondência com a realidade. Lembro-me dos programas do Herman e do seu incrível sentido de humor. Na literatura, cheguei a ler «O Prenúncio das Águas», que recebeu o Prémio Máxima de Literatura em 2000 e que foi distribuída massivamente nas escolas.
Descansa hoje em paz depois de uma semana internada no hospital.
Foi Nuno Santos que ouviu a conversa sobre Mário Crespo
Tudo aponta para que tenha sido Nuno Santos, o director de programas da SIC, a fonte de Mário Crespo no caso de que se fala. Não porque estivesse numa mesa ao lado a ouvir a conversa, mas porque estaria a almoçar com o primeiro-ministro.
A ser verdade, é estranho. É estranho que um director de programas almoce com o primeiro-ministro. Mais, é estranho que um jornalista almoce com o primeiro-ministro. Um jornalista tem de se mostrar imparcial e estas intimidades, tão habituais na vida pública portuguesa, são lamentáveis.
E se for verdade, o que pretendia José Sócrates quando falou a Nuno Santos do problema que Mário Crespo constitui? O silenciamento do jornalista incómodo, claro. Sem vergonha nem pudor, como dizia o João José Cardoso aqui em baixo.
A julgar pelas últimas notícias, parece que não conseguiu.
Merda de artista e outras merdas
Em resposta a este post.
Eis um pequeno vídeo da recente exposição de Anish Kapoor, o primeiro artista vivo a ter uma exposição individual na Royal Academy de Londres. Para o assunto em causa repara nas imagens entre o espaço temporal 1:12 e 1:19 ( mas não deixes de ver o vídeo todo ). Alexandra Lucas Coelho, no Ypsilon, dá uma ajuda: “De resto, entre críticos, curadores e inspiradores, todos aludem a falos, vulvas, vaginas, orifícios, penetrações, intestinos e matéria fecal.”
E que me dizes a isto, especialmente sabendo que “Hirst registou um novo recorde para um leilão dedicado a um único artista, cujo anterior detentor era Pablo Picasso” ? -citação retirada daqui.

Na imagem: Vaca serrada ao meio e conservada em formol, de Damien Hirst
Dizia eu no meu comentário, por outras palavras, que a afirmação, por parte do artista, de um objecto ou atitude como sendo arte, o transforma imediatamente em tal ( sim, eu sei que é uma afirmação polémica ). Se não acreditas, o que me dizes desta pergunta de Antony Gormley em cuja biografia podes encontrar dados como estes: ” In 1994 he was awarded the Turner Prize and in 1999 he won the South Bank Prize for Visual Art. In 1997 Gormley was made an Order of the British Empire (OBE) for his services to sculpture and in 2003 he became a Royal Academician.” ?
na imagem: Antony Gormley convida-o a ser uma obra de arte.
E, para finalizar, Ricardo ( porque alguma vez teria que terminar, poderia ter começado, por exemplo, no quadrado branco sobre fundo branco (1915) de Malevich até hoje, para validar a minha afirmação ) diz-me lá se há grande diferença entre um cagalhão e quem o produz, sendo que ambos são matéria orgânica tratável pela arte.
PS1: À excepção de Antony Gormley, os outros não fazem parte da minha lista de artistas preferidos – mas não os ignoro nem menosprezo a sua importância. Acontece que respondem, julgo que bem, à pergunta que me dirigiste.
PS2: Deixa lá esse rapazinho que me dás como exemplo. Não duvido que seja boa pessoa, “bom artista” entre os amigos lá da rua dele e bem intencionado ( na sua boa-fé deve julgar que está a inovar ). Como se vê, o comentário do JJC não deixa de ser verdade.
Na Imagem: Piero Manzoni
Merda d”Artista
1961
€120,000 ($162,206)
Sotheby”s Milan
May 22, 2007
De Fernando Charrua a Mário Crespo
Os defensores do Governo, os do costume, andam muito escandalizados porque uma conversa privada, num restaurante, foi ouvida por ouvidos alheios e chegou até Mário Crespo.
É muito curioso que essas Virgens ofendidas não tenham tido a mesma preocupação quando, em 2007, o professor Fernando Charrua foi suspenso e processado na base de uma conversa privada, em local público, na qual ele alegadamente chamara filho da puta ao primeiro-ministro.
Pois é, as coisas são sempre vistas pelo prisma que mais interessa. É como as conversas privadas. Podem ser ouvidas, mas depende sempre do que é dito e dos interlocutores envolvidos. É que uns têm mais direito a privacidade do que outros.
MUDAR – Justiça # 2
Para continuar o poste de ontem sobre o mesmo assunto.
No plano da formação é necessário que os juízes tenham acesso a aptidão técnico-jurídica por forma a enfrentarem novos problemas e novos assuntos, ou seja, voltada para aspectos práticos e para realidades emergentes.
Nos aspectos infra-estruturais, pouca impotância atribuímos ao funcionamento dos edificios judiciais, no sentido físico do termo. Há uma grande degradação em muitos tribunais, com os profissionais a trabalharem em condições muito deficientes.
Sob o ponto de vista informático continuamos a não ser capazes de dar um salto qualitativo, o que se fez é pouco e não há um verdadeiro “ambiente informático”.
No que diz respeito à celeridade processual há passos simples que podem ser dados como sejam, a obrigação de o Juiz ter que justificar a sua decisão em todas as situações, quando na tradição anglo-saxónica o juiz só tem que fundamentar as suas sentenças em caso de recurso.
Os recursos são outro aspecto que está associado ao peso processual, muitas vezes usa-se o recurso apenas com intuítos de ganhar tempo. Há tribunais, hoje, que estão por conta das empresas, com questões de pequenos pagamentos, sem dignidade para serem derimidos em tribunal. Não podemos cair na desjudicialização, porque seria abrir a porta a formas privadas de fazer justiça, mas devemos socorrer-nos de outras formas alternativas de resolver letígios.
A investigação criminal devia estar menos politizada e mais independente, mesmo em crimes mais complexos depender de um juiz e não do PGR que é nomeado pelo poder político.
Não se pode ignorar a grande crispação que reina entre os profissionais, entre si, mas tambem relativamente ao poder político e ao governo..
Avatar, Nas nuvens e Estado de Guerra lideram nomeações para os Oscars
Sem surpresas, Avatar, Up in the air e The hurt locker surgem como os principais candidatos à vitória nos Oscars, apesar da presença de Precious em todas as principais categorias. Os nomeados à cerimónia de 7 de Março foram anunciados esta tarde, em Hollywood.
Pela primeira vez em muitas décadas há dez nomeados ao prémio maior, o de melhor filme. Up in the air, com George Clonney em grande forma num filme extraordinário, surge nos mais nomeados, a sete prémios sendo que seis nas principais categorias: filme, realizador, actor, actrizes secundárias e argumento adaptado.
Avatar tem nomeações para melhor filme e realizador, além das categorias técnicas, mas surge debaixo do chapéu do sucesso nas bilheteiras para ser encarado como o favorito. Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino, é outros dos filmes em destaque, incluindo melhor filme, realizador, argumento original e actor secundário, mas tem apenas fortes hipóteses no argumento e no actor, o genial Christoph Waltz.
Também The hurt locker (Estado de guerra) surge em destaque, com indicações para melhor filme, realizador, actor e argumento.
Eis as principais nomeações:











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