feita pela Rádio Renascença do encontro entre António de Castro Caeiro e Frederico Lourenço.
Era uma vez em Portugal

Marco Faria
Três rapazes, dois dos quais vieram de muito longe, dizem que da Mesopotâmia, quiçá num tapete voador e estudavam aviões em Ponte de Sor.
São filhos do embaixador do Iraque.
Os gémeos, não sei se verdadeiros ou falsos, eram descendentes de um reino de “fakirs”, e desde o saco amniótico que sabiam manejar a arte dos sabres, e deram um enxerto de porrada a um adolescente da Ibéria, tendo este ido parar aos cuidados intensivos de um hospital da cidade de Ulisses e submetido a coma induzido pelos melhores físicos do seu tempo. Foi uma noitada em que todos se lembravam do que ocorrera no Verão passado, 18 de Agosto de 2016. [Read more…]
O sucesso do Capitalismo
Ana Cristina Pereira Leonardo

Quando a fortuna acumulada de 8 (OITO) marmanjos equivale à miséria detida pela metade mais pobre da população mundial, 3,6 mil milhões de pessoas (TRÊS VÍRGULA SEIS MIL MILHÕES), somos obrigados a concluir que o Capitalismo é um sucesso, pelo menos para oito terráqueos.
60% das promessas eleitorais cumpridas
E não estamos satisfeitos? É que, como diz Ana Belchior, algumas das não cumpridas eram “aquelas que verdadeiramente interessam aos cidadãos“.
Trabalho de campo

No esplêndido Steigenberger Grandhotel Belvédère – centro espiritual do Fórum Económico Mundial (FEM) desde que, em 1971, Klaus Schwab decidiu criar este encontro em Davos, a mais alta cidade da Europa – alojam-se, a cada ano, alguns dos mais eminentes participantes do FEM.
Este ano, discutem aquelas que são as grandes preocupações da alta finança e das elites políticas: as alterações climáticas e o aumento da desigualdade de rendimentos e de património. [Read more…]
A receita da Fernanda

Há uns anos, em 2013, a Fernanda ia ser operada e receou já não acordar da anestesia. Por isso, preparou-se devidamente, escrevendo noite fora um dos seus textos mais pessoais, sobre Natália Correia e sobre mais uma catrefada de gente que viveu os loucos tempos do PREC.
A primeira vez que vi Natália Correia foi nos idos de 1959/60, pela mão de Vasco Lima Couto, poeta e actor que morreu novo. Foi num sarau literário num antigo clube perto do Rossio. Eu era então estudante universitária e os meus olhos deliciaram-se a conhecer outro poetas, outros escritores, que, viciada em leitura desde muito cedo, eu tinha lido. Não fui apresentada a ninguém, não tinha estatuto para isso, mas ainda assim fui brindada com uma briga homérica entre Lima Couto e Natália Correia que, incomodada com a irreverência do jovem do Porto, desfaleceu nos braços de Pedro Homem de Melo. Fiquei pregada ao chão. [Premonições, Fernanda Leitão]
Foi o João José Cardoso que nos deu a notícia.
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Será um Catavento? Ou talvez mais, o quanto pior, melhor!
Rui Naldinho

A propósito da posição que o Pedro Passos Coelho e o PSD pretendem tomar no parlamento em relação ao Acordo de Concertação Social alcançado para este ano de 2017, Marques Mendes chamou-lhe catavento.
Marcelo Rebelo de Sousa deve ter ficado roído de inveja por Marques Mendes lhe ter roubado esse título honorífico, digno dos personagens que depois de defenderem uma determinada ideia, passados tempos afirmam o seu contrário, garantindo que aquilo que afirmaram antes não é bem a mesma coisa do que estão a defender no presente.
Coisas de políticos! Ou como diz o escritor Rui Zink, “as coisas desesperadas que as pessoas fazem para serem populares e terem muitos likes”!
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A economia da pobreza

Segundo o mais recente relatório da Oxfam, as oito pessoas mais ricas do mundo possuem uma riqueza combinada superior aos 3,6 mil milhões de terráqueos mais pobres. Metade da população mundial. Este facto, por si só, seria motivo de vergonha para a humanidade, não fosse ela tão passiva para com as graves desigualdades que continuam a aumentar o profundo fosso entre ricos e pobres. Perdão: entre multimilionários e desgraçados.
A situação é de tal forma grave, que, há um ano atrás, seria necessário juntar os 62 mais ricos para perfazer a mesma quantia que a metade mais pobre do mundo possui. E isto diz-nos muito sobre os efeitos das sucessivas crises nas carteiras de quem governa o planeta. Recorrendo a um dos clichés mais realistas que existem, os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. [Read more…]
Repugnante

O Correio da Manhã consegue descer às profundezas do abjecto, não se limitando a fazer notícia de um hipotético suicídio de uma criança, em directo nas redes sociais. Patrocina-o.
Isto não é jornalismo. É apenas e só repugnante.
Imagem via Os truques da imprensa portuguesa
Primeiro aviso a Trump

A Alemanha é a primeira a “mostrar os dentes” a Trump e a explicar-lhe como funciona, hoje, a economia global. Ainda bem que é a Alemanha. Pior será no caso da China. É que esta não se limita a “ranger“…
O mundo está a ficar perigoso. Muito perigoso.
Mais um Passo(s) para delapidar o PSD

Há 4 anos atrás era a favor. Há um mês atrás era a favor, de acordo com que o foi referido por um dos seus vices. Até a obsoleta Rádio Renascença deu com a marosca.
Hoje é contra, curiosamente, contra.
A questão é antiga mas ao mesmo tempo reveladora da desorientação geral em que vive nestes dias a liderança do PSD. Sem rumo político, quer no plano nacional quer na preparação das ansiadas autárquicas (nas quais, o PSD como histórico leader nacional e máquina caciquista que é pode estar à beira de um total e redondo colapso, colapso que certamente modificará muita coisa dentro do partido) com uma liderança de navegação à vista nos últimos meses, cheia das habituais posições modificadas, de ideias que oscilam entre o barato da feira da ladra e o horrível surreal e de uma choradeira sem fim (“porque fomos nós que ganhámos as eleições, pá”) aliada a uma desorientação colectiva no que diz respeito à preparação do acto eleitoral que se avizinha, denota-se a largas vistas que Coelho deu mais um Passos para a desgraça na questão do descida da TSU para as empresas caso a esquerda leve a medida lavrada na concertação social a votação na AR.
La trahison des images

Michel Foucault dispensant un cours au Collège de France. Paris, 1971. © Michèle Bancilhon / AFP (http://bit.ly/2it5mGd)
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Trotz dieser intellektuellen Tortur setzt sich die »lächende Lüge« positiv von der »überzeugten« oder »höhnischen« Lüge ab, womit eine starke Identifizierung von Einstein mit Seghers ausgedrückt sein könnte, nennt er dessen Radierungen doch — gewiß auch selbstbezüglich — »des monologues d’une agonie sénile«.
— Klaus H. Kiefer (1994/2011)
Os jogadores estão num estado calamitoso.
— Rodolfo Reis, 15/1/2017
Séparation entre signes linguistiques et éléments plastiques ; équivalence de la ressemblance et de l’affirmation. Ces deux principes constituaient la tension de la peinture classique : car le second introduisait le discours (il n’y a d’affirmation que là où on parle) dans une peinture d’où l’élément linguistique était soigneusement exclu.
— Michel Foucault (1973/2010)
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P.S.: Bruno, obrigado pelo mote.
Palavra dada, palavra honrada
“3. Não constará do Programa de Governo qualquer redução da Taxa Social Única das entidades empregadoras.”
Tirado daqui
Manuais escolares – Se for verdade, é crime!
Do muito que há para dizer sobre o vergonhoso negócio dos manuais escolares (a grande reportagem da TVI é imperdível), houve uma denúncia, feita por uma professora, que me chocou particularmente.
Diz essa professora, na reportagem, que em determinada escola os professores de um grupo disciplinar reuniam para adoptar o manual que iria ser utilizado nos 6 anos seguintes. E nesse momento exacto, irrompeu pela sala um representante de uma editora que, apresentado pela presidente da reunião, tentou convencer os professores presentes a adoptarem o seu manual.
Não sei se o manual dessa editora foi adoptado. Independentemente de ter sido ou não, estamos em presença de um crime. Não é apenas algo de imoral, de eticamente reprovável – é um crime, cometido pela editora e por aqueles que permitiram a entrada do sujeito na escola e, de forma agravada, naquela reunião.
E se é um crime, alguém tem de investigar.
A direita também tem Mestres em saneamentos
O dia seguinte, sub-óptimo
Voltei do 4º Congresso dos Jornalistas Portugueses de coração cheio, peito aberto, e dores nas costas. Já não tenho 25 anos como naqueles dias de Fevereiro e Março de 1998, quando acontecera o último fui pela última vez a um congresso, já não sou uma privilegiada-dos quadros-de uma empresa de comunicação social, mas – sabe-se lá porquê – continuo a ser jornalista. Ainda me entusiasmo com as histórias dos outros, ainda insisto, ainda resisto. E por isso lá fui três dias para Lisboa, à guarida da Sandra. Levava na mala uma comunicação escrita a 10 mãos, algures entre Leiria e Coimbra, para ler na sexta-feira de manhã, num painel que poderia servir para nomear todo o Congresso: O Estado do Jornalismo. Pelo teor do escrito, também poderia caber naquele outro painel que se chamava”As condições de trabalho dos jornalistas”, já que fala sobretudo do fim das Redacções fora de Lisboa, do abandono do país por parte dos Media, da solidão dos jornalistas-freelancers-precários. Li aquilo de rajada e fui-me sentar outra vez, a ouvir os outros. Chorei muito mais do que ri, durante aqueles dias. [Read more…]
Ajustes directos à lupa – Maia

O Aventar aterrou hoje na Maia, o concelho onde se localiza o Aeroporto Internacional do Porto e conhecida pelo seu slogan “Sorria, Está na Maia”. Falta saber se pode ser adaptado a “Ajuste, Está na Maia”. Ora, segundo o portal “base.Gov” o valor global de ajustes directos do Município da Maia em pouco ultrapassa os 99 milhões de euros, um valor baixo tendo em conta o que temos encontrado por esse país fora para territórios desta dimensão. [Read more…]
Concursos de professores, a minha proposta
Os concursos de professores foram, em tempos, uma causa nacional. Vivi por dentro, nesta temática, a incompetência de sucessivos governos. Uns atrás dos outros e, quanto mais mexiam, pior a coisa ficava.
Até há uns dez anos, a coisa era simples:
- nota de curso (faculdade) + tempo de serviço ( um valor por cada 365 dias)*.
Desta “fórmula” resultava uma graduação profissional e foi com esta metodologia que a Escola Pública se afirmou como um dos pilares da nossa democracia. Historicamente, os professores começavam o seu percurso profissional (carreira, era assim que se chamava uma coisa que existiu em tempos) longe de casa, iam concorrendo para se aproximar e como tudo tinha uma lógica, uma racionalidade suportada num sentimento de justiça e de igualdade, era um modelo consensual.
Com Maria de Lurdes, a confusão instalou-se com sucessivas alterações que mexeram no que era mais sagrado – a tal fórmula e começou a existir um acumular de injustiças que tornam quase impossível criar um novo modelo de concursos. Teoricamente, só um momento zero, em que todos os professores, mesmo os “efectivos há 30 anos”, iriam a concurso poderia trazer justiça às escolas. Mas, esta proposta, de tão estúpida, é impossível de aplicar e por isso, só podemos pensar num processo que possa ser justo, mesmo sabendo que assenta em injustiças.
E qual seria esse modelo? [Read more…]
Lettres de Paris #68
O Bem e o Mal, Soares.
Nasci depois de Abril e há experiências que, até por isso, não tive.
Tal como a Bárbara, também eu tive a bandeira na mão. Mas, a minha não era do mal. Com 12 anos a explicação que me davam em 86 era simples – o Soares é o bom. O Freitas? É o mau.
É a primeira experiência política de que me lembro. Tinha uma “espécie de colete” com sacos do Soares é Fixe. Os mesmos que deitaram abaixo a palmeira do Sr. José, pendurados num fio, que o camião do lixo, se calhar de direita, puxou até ao chão.

Os comícios no Porto!!! Brutal!
A Avenida dos Aliados COMPLETAMENTE (mas mesmo COMPLETAMENTE!) cheia pelo povo, pelas pessoas boas. Recordo também, com saudades, as conversas que ouvia sobre o Freitas do Amaral e o que ele significava de regresso a 23 de Abril. Falava-se de política.
Daí, dou um salto ao dia em nos vimos (pensava eu na altura) livres do Cavaco. Corri para a mesma Avenida festejar a chegada de Guterres ao poder. Sem qualquer vida partidária até então, via em Cavaco um inimigo, o mau. Guterres era uma forma de libertação e, ao mesmo tempo, de esperança. Com Sócrates fugi da casa mãe. Senti um afastamento muito grande e, anos mais tarde, acompanhei de perto e por dentro o nascimento do Bloco que era, para mim, uma espécie de geringonça onde gente diferente se juntava em torno de um projecto comum. [Read more…]
Rua 25 de Abril – Carta Aberta
José Miguel Braga
Caros colegas professores da Escola Secundária Dona Maria II e da Escola Secundária Carlos Amarante:
Não pretendo dar lições a ninguém e muito menos a quem, como eu, procura no dia a dia realizar o seu trabalho com rigor, com boa vontade e com sentido de serviço público.
Sei bem que todos somos diferentes e eu respeito a opinião dos que concordam comigo, dos que discordam de mim, mas também dos cépticos, dos que preferem não se manifestar, dos tímidos, enfim… Como todos sabem, está em curso, até “novas ordens”, um estranho processo de remoção de terras, que afecta os terrenos das “Oficinas de São José”.
De momento, não se vê afixado o alvará, mas tudo indica que se prepara a construção de uma superfície comercial “Continente Bom Dia”. [Read more…]
Está dada licença para construir no litoral alentejano
Lê-se aqui. Agora é construir, construir, construir!
Precisamos de jornais?
Precisamos? – Precisamos!
Ou precisamos apenas dos comunicados e das fotos (ao molho) que a autarquia graciosamente faz chegar às redacções? Braga, “cidade autêntica”, como agora se diz por cá, nesta matéria não é diferente de outras cidades.
Corações ao alto e as minhas preces vão para a imprensa regional.
Que descanse em paz entre os esplendores do facebook perpétuo e amen.
Fernanda

Escrevo isto para si, Fernanda, embora as traidoras das palavras não sejam mais que uma roupagem pobre e tosca para aquilo que nos ultrapassa, como é a morte. Vou pois usá-las parcamente. E escrevo com revolta, no fundo da tristeza, porque nunca hei-de aceitar o absurdo. Contei-lhe que Camus é o filósofo que pôs em palavras o que eu não consigo.
Conheci as suas Cartas do Canadá no Aventar, há nem dois anos. Uma escrita deliciosa e um pensamento simultaneamente fundo e livre, experiente e leve.
Foi em Maio de 2016 que a Fernanda me enviou, através do Jorge, uns links de publicações contra os acordos de “comércio livre”, sobre os quais eu andava sempre a martelar no blog. Eu agradeci-lhe e começámos a escrever-nos, à parte do grupo. Nem a um ano chegou, o tempo em que estivemos ligadas por essa comunicação limitada, mas marcada, de imediato, por uma afinidade forte e profunda.
Foi, por um lado, a sua generosidade incondicional, quando, após saber dos acordos, deu todo o apoio possível, enviando informação, disponibilizando os seus contactos com jornalistas ou gente conhecida, divulgando a petição e textos, surpreendendo-me até com uma contribuição para a Plataforma. E por outro, sempre, sempre, uma palmadinha nas costas, um vá em frente Ana, um ânimo e um carinho que me vão faltar muito, Fernanda. Bem como a sua esperança, a sua força apesar da dureza da sua vida, o seu espírito aberto e atento, o seu modo despretensioso, o seu conhecimento dos lugares e dos acontecimentos, o seu olhar acima de si própria mas sempre ao nível do próximo, o seu sorriso – que nunca vi, mas muitas vezes senti – e a sua graça.
Fernanda, não sabe o quanto a senti solidária e superior.
Partilhámos também coisas pessoais do momento, com alguma cerimónia, e num dos últimos emails recomendei-lhe o filme “Amanhã”. Disse-me que não o conseguia obter aí, mas que talvez o filme aparecesse no Festival Internacional de Cinema, no próximo ano, e que estaria atenta. Pensei ainda em enviar-lhe o DVD, mas deixei passar. Quanto me arrependo, Fernanda.
Fernanda, escreveu-me uma vez “Gostaria de ver Portugal no caminho certo, a salvo, antes de partir. Para o bem e para o mal, é a paixão da minha vida.”
Não sei Fernanda, se Portugal está no caminho certo, acho que está melhor do que já esteve, e sei que a Fernanda também pensava isso. Mas o que sei, é que é uma vergonha que este Portugal, ao qual a Fernanda tanto se dedicou e que tanto amou, não tenha tornado possível que a Fernanda nele tivesse vivido os seus últimos anos. Não sei de quem é a culpa, mas há culpados. E, neste momento, é só a lembrança da sua generosidade, Fernanda, que me dá força para olhar em frente e continuar a lutar pela justiça, mesmo desacreditando que ela é possível.
Sei que seria essa a sua vontade.
Fernanda Leitão (1936-2017)
Os templários não morrem. Afastam-se.
Na passada quarta-feira, no Hospital Toronto Western, a Fernanda afastou-se em paz, depois de 80 anos ricos de vida. Escrevia-nos as suas cartas e bilhetes do Canadá, com a sabedoria de quem passou por tanto e no seu jeito de quem está de bem com a vida. Foi jornalista e lutou contra a ditadura, antes e depois da revolução, primeiro na France Press, depois no jornal O Templário, do qual foi proprietária até ir para o Canadá. Pessoas como a Fernanda deixam verdadeiros vazios quando se vão. Descanse, Fernanda, teve uma vida admirável.
Deixamos-vos as crónicas da Fernanda no Aventar, que estão aqui, e o auto-retrato que nos ofereceu, pintado com as cores nas quais ela era mestra, as da Língua Portuguesa.
“Nasci em Malanje, no Nordeste de Angola, numa família de classe média chefiada por um funcionário público. No início da década de 50 o meu pai reformou-se. Fomos viver em Tomar, onde havia o Colégio de Nun’Alvares, com perto de mil alunos, quase todos internos, muitos das colónias, um batalhão do Alentejo e Ribatejo. O director era o Dr. Raul Lopes, que ficou na lenda coimbrã como o Raul das Troupes. Governava um bocado à chapada, era ditador, mas ao mesmo tempo havia um ar de rebalderia naquela malta toda. Eu teria preferido outro colégio, mas na verdade ali fiz amigos para a vida. Os rapazes do meu tempo cantavam fado e pegavam toiros. Ficavam ofendidos se alguém lhes oferecia leite ou iogurte. Todos de barba rija, como manda o figurino.










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