O perigo da municipalização da Educação

Entregar a escola a este modelo de gestão autárquica? – texto do Paulo Prudêncio

Custo por aluno e os sonhos húmidos dos liberais

O Ministro da Educação comunicou ao país que, de acordo com cálculos do Ministério, o custo por aluno na escolas públicas teve um “brutal aumento”. Ainda acrescentou que isso se devia ao facto de haver mais funcionários e mais docentes (o que estará muito longe da verdade) e de ter havido descongelamento de carreiras, levando a que mais professores tenham chegado ao topo de carreira. Passados alguns dias, o Ministério ainda explicou que o custo por aluno foi alcançado graças a uma conta muito simples (simplista, diria eu): divide-se o orçamento do Ministério pelo número de alunos.

O mundo liberal português, imediatamente, veio logo gritar pelas virtudes do privado, onde o custo será inferior. Pelo meio, lá reapareceram os mitos do cheque-ensino e da liberdade de escolha (como se os colégios obcecados pelos rankings deixassem entrar qualquer aluno, independentemente da quantia). Noutros tempos, coube a Carlos Guimarães Pinto fazer figuras tristes. Desta vez, foi Rui Rocha (mais um da madrassa Insurgente) a disparatar.

Vamos, por momentos, imaginar que o aluno da escola pública fica mais caro que o de qualquer escola privada. Esse dado, só por si, não chega e permitir-nos-ia dizer disparates de natureza contrária ao dos liberais, como, por exemplo, que, por vezes, é preciso gastar mais dinheiro para que um produto tenha mais qualidade. Também poderíamos dizer que o barato sai caro (se nos lembrarmos de que alguns colégios preparam os alunos para exames, sem se preocuparem com a formação integral de cidadãos, a crítica até faz sentido).

Nada de novo ou de especialmente importante, mas as seitas, de vez em quando, fazem prova de vida e, normalmente, fazem-no insistindo em disparates.

Quando li «sabia que contrato poderia ser cancelado»,

pensei imediatamente no contrato do anfíbio de Gaia: afinal, era o dos submarinos actualmente em voga.
Foto: © DR

Parlamento não vota redução do custo fiscal dos combustíveis (*)

Em Fevereiro de 2016, numa altura em que o crude estava particularmente em baixa, o governo de António Costa fez um enorme aumento do ISP para compensar a perda de IVA (6 cêntimos por litro).

[Read more…]

Brutalidade desumana

Mais de 1.400 golfinhos foram mortos nas Ilhas Faroé. A caça que é feita todos os anos tem grande significado para os habitantes das Ilhas Faroé. “A minha intuição diz que a maioria dos golfinhos vai ser atirada para o lixo ou para buracos escavados no chão.”

Misérias da espécie humana que se escuda na “tradição” para perpretar massacres selvagens. É vergonhoso. E sempre com argumentos retorcidos na ponta da língua para justificar, neste caso, a crueldade, noutros, a injustiça e desigualdade. Raios partam esta aberração da natureza que é a espécie humana.

Para memória futura: O estado da luta contra a covid segundo as fontes oficiais

O discurso de hoje, nos meios oficiais, onde se inclui o relatado no artigo anterior, é este:

  • Vitória sobre o vírus;
  • Atingido nível de vacinação que confere protecção colectiva;
  • Redução de casos graves internamentos;
  • Índice de transmissão do vírus em queda;
  • Perspectiva de eliminação das medidas de contenção do vírus;
  • Portugal como tendo hoje a maior taxa de vacinação a nível mundial.

Registe-se:

  • O tom geral do sucesso da campanha de vacinação e do respectivo impacto na redução de mortes e casos graves;
  • A ausência de notícias (*) sobre a eficácia da vacina e sobre o nível de protecção conferido pela infecção natural;
  • A mensagem repetida ad nauseam de a vacina ser o mecanismo para protecção individual e de impedir a propagação da doença;
  • Ausência de notícias (*) sobre o que passa em Israel, onde se fala em quarta dose, apesar da elevada taxa de vacinação;
  • O tom geral de adjectivar de negacionista quem ouse questionar a estratégia das autoridades
  • O nível geral de controlo do espaço comunicacional, de que o caso de censura no caso Público/Pedro Girão é exemplar (**).

[Read more…]

Bandido!

De quem estou a falar?

A realidade construída

 

Imagem: Euronews

Num artigo da revista Sábado, Gouveia e Melo recorre a um comprovado mito para dissertar sobre a estratégia que o próprio ajudou a concretizar.

O vice-almirante Gouveia e Melo desvalorizou ainda o facto de Portugal ser o primeiro país do mundo em termos de taxa de cobertura de vacinação, dizendo que isso não o preocupa, sendo que a sua preocupação “é se essa taxa é suficiente para haver proteção de grupo e eventualmente a imunidade de grupo“.

É motivo de preocupação quando a falsidade é usada como verdade. E conduz a um exercício de se questionar outras verdades como tal apresentadas. É uma das consequências da demagogia. O que é realidade e o que é realidade construída?

Neste ponto, será melhor recordar as afirmações taxativas de Andrew Pollard sobre a impossibilidade de existir imunidade de grupo no caso da Covid 19.

[Read more…]

André Ventura, criminoso condenado

Depois de ser condenado em primeira instância, o Tribunal da Relação confirmou o que já todos suspeitávamos: André Ventura é um criminoso. E o criminoso bem pode ficar incrédulo e desiludido, e fazer o seu teatro calimerico, mas qualquer ser unicelular percebia o óbvio: não podes chamar “bandido” a pessoas que nunca cometeram um crime, entre as quais se incluía uma criança pequena, em prime time e perante uma audiência de milhões, usando essas pessoas como arma de arremesso num debate político. Agora, o arrogante é presunçoso Ventura, mais o seu partido de extrema-direita, terão que pedir desculpa à família Coxi. E o não cumprimento da sentença dará origem a uma multa de 500€ por dia de atraso. E cada reincidência terá o custo de 5000€. Portanto ou pedem desculpa, ou vão à falência, ou fazem como os outros neofascistas europeus e pedem ao tio Putin ou ao tio Bannon para bancar.

O ódio e o extremismo perderam, a democracia e o Estado de Direito ganharam. Venham mais dias assim.

É por estas e por outras que o Chega vai comendo o CDS

“Descobertas”, senhor líder do CDS? O que é isso de “descobertas”? Aquele artigo na Forbes deve ter sido barato deve…

A pérfida ideologia do negacionismo

Nos últimos meses, emergiu uma palavra, diariamente utilizada em praticamente todos os noticiários, peças de reportagem e muitos artigos de opinião, refiro-me a negacionismo.
Observando com atenção este fenómeno, será fácil chegar à conclusão que não se trata de coincidência ou moda linguística, antes faz parte da agenda, para muitos politicamente correcta, de tentativa de imposição à sociedade do pensamento dominante, tornando-o único. Trata-se então de ideologia, quem não segue ou aceita os dogmas, é ostracizado, apresentado como bizarro ou excêntrico, adjectivado como negacionista. [Read more…]

Paulo Portas mentiu

Na sua homilia de Domingo à noite, Paulo Portas mentiu. É mentira que o cordão sanitário que mantém a AfD fora do sistema político alemão se aplique também ao Die Linke. O Die Link tem coligações regionais e locais com SPD e Verdes. E foi Merkel quem vetou a tentativa de acordo que incluía o seu partido e a AfD, na Turingia, permitindo ao Die Linke governar, com o SPD e Verdes como parceiros minoritários. Não foi só a equivalência absurda entre Lula e Bolsonaro. Lula tem as suas falhas mas não é comparável a Bolsonaro e tem tanto de extremista como o Irrevogável. Porém, no caso alemão, Paulo Portas mentiu. E fê-lo deliberadamente, porque Portas pode ter muitos defeitos, mas ser ignorante não é um deles.

Jorge Sampaio, sempre!

Ontem vimos partir um dos nossos melhores. Um combatente destemido, um espírito culto e pleno de substância, um político excepcional, um exemplo para muitos, onde orgulhosamente me incluo, e, sobretudo, um homem bom. Uma das poucas reservas morais que nos restavam de uma classe política em decadência. Sempre do lado certo da luta.

Jorge Sampaio enfrentou o Estado Novo pela primeira vez no início dos anos 60, enquanto líder estudantil, durante a sua passagem pela Faculdade de Direito de Lisboa, numa década marcada pelo Maio de 68. Já advogado, defendeu presos políticos em julgamentos viciados pelo regime fascista, sem nunca tremer ou hesitar. Corajoso, voltaria a desafiar o regime ditatorial ao concorrer à Assembleia Nacional pela CDE em 1969. Correu sérios riscos, apesar da vida confortável onde se poderia ter refugiado, mas que nunca o demoveu.

[Read more…]

A América depois do 11 de Setembro através da Frontline

Nos vinte anos do 11 de Setembro, a Frontline apresenta mais um excelente documentário. O “America after 9/11” atravessa as duas décadas entre a queda das torres e a saída do Afeganistão.
Aqui podemos constatar ou relembrar como a administração W Bush, Cheney e Rumsfeld conseguiu que os EUA perdessem a solidariedade global através da sede de guerra, erros militares primários, Guantánamo e mentiras criminosas como as WMDs de Saddam. Seguiu-se Obama e uma esperança efémera após este quebrar promessas eleitorais e dar luz verde ao uso descontrolado de drones ou a trágica saída do Iraque com regresso imediato mas já sem conseguir travar o avanço do ISIS.

Outro ponto fulcral assinalado – mas sempre ignorado por vários analistas – passou pela perda de confiança na imprensa, co-responsabilizada p.e. pelas mentiras das armas de destruição maciça de Saddam.

Noutros documentários podemos também constatar as irresponsabilidades, mentiras e crimes cometidos antes, durante e depois da crise financeira que se seguiu a falência da Lehman Brothers em 2008. Uma crise que se juntou a de 2001 e que envolveu quase os mesmos responsáveis e atingiu praticamente as mesmas pessoas.

“It´s convenient to say that Donald Trum broke America. No, America was broken and so, Donald Trump became president”.
É desta forma que um dos entrevistados se refere a ascensão de Trump. A explosão de ódio nas ruas e o divisionismo é também aqui retratada da mesma forma, sem deixar de vincar as responsabilidades, mentiras e o jogo duplo de Trump em relação ao Afeganistão.

O “America after 9/11” (legendas em inglês) dura duas horas e meia e sintetiza algumas das causas que levaram ao actual estado em que se encontra aquela que foi considerada na década de noventa como “a nação indespensável”.

 

https://www.pbs.org/wgbh/frontline/film/america-after-9-11/

11 de Setembro: recordar Allende

Salvador Allende, antigo presidente chileno, eleito pela via democrática, deposto por um golpe da extrema-direita.

Há quarenta e oito anos.

Neste dia, em 1973, o presidente chileno democraticamente eleito, Salvador Allende, foi assassinado por membros ligados aos Estados Unidos da América, com o suporte da CIA e das tropas liberal-fascistas comandadas por Augusto Pinochet.

Assassinado aos sessenta e cinco anos, Allende, médico de formação e social-democrata, acreditava no socialismo democrático como base da democracia chilena. Fica para a História por ter sido o primeiro socialista convicto eleito pela via democrática. A nacionalização dos sectores estratégicos, a reforma agrária e a subida dos salários foram, desde logo, as maiores bandeiras de Salvador Allende.

Depois do Golpe de Estado levado a cabo por Pinochet e pelos EUA, mais de trinta mil pessoas foram assassinadas, no Chile. Comunistas, socialistas, social-democratas; homossexuais, jornalistas e/ou mulheres, ninguém escapou ao regime liberal-fascista do ditador chileno, apoiado, mais tarde, por Ronald Reagan e Margaret Thatcher. [Read more…]

Que descanse em paz

Enquanto autarca, Jorge Sampaio bateu-se pelo fim das barracas na sua cidade. Teve quase sempre uma postura discreta mas concreta em acções de solidariedade. Timor deve-lhe também muito. Soube várias vezes mobilizar pessoas de diversas áreas e perfis e foi um dos poucos (se calhar dos últimos) capaz de buscar o consenso, fazendo-o de forma sensata e sem espalhafato. Mais haveria a realçar, mas fico-me por aqui.

Sobre a “bomba atómica” de 2004, eu não consigo reduzi-lo a esse episódio, apesar de marcante. E acho triste que persista uma cultura de se analisar a espuma e sem foco nos responsáveis. Nem vou mencionar o facto inegável de que o governo de Santana estava podre na governação e frágil na opnião pública.
Sampaio merece algumas críticas sobre esse período, mas não a fatia de leão da responsabilidade.
Porque Sampaio não tem culpa de que o aparelho do PS não quisesse Ferro Rodrigues para PM.
Mas o pior e acima de tudo: não foi Sampaio que fugiu (fugir o verbo) para Bruxelas!
É o que é. E 2004 não é só o que Sampaio foi. Paz a sua alma.

R.I.P.

Nunca votei em Jorge Sampaio. Mas sempre o respeitei, mais até do que muitos políticos em que votei. Portugal perdeu um Estadista, figura maior da nossa Democracia.

R.I.P. Presidente.

De Garcia a Bolsonaro: o populismo é o novo mainstream

Na célebre entrevista, Manuel Luís Goucha perguntou:

– O seu discurso não cria clivagens?

Suzana Garcia respondeu:

– O meu discurso é o antídoto. Eu sou a expressão do povo.

Os políticos arvorados no messianismo são sempre a expressão de um povo que não consultaram antes de o ser. Seja Garcia, Ventura ou Bolsonaro, cuja taxa de aprovação parece ter batido o recorde mínimo, que ontem exigiu a deposição de um juíz do Supremo, perante um ruidoso coro de adeptos a exigir assassinatos e um golpe de Estado:

– Qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, este presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou.

Ontem foi Bolsonaro, amanhã será Ventura e, mais dia, menos dia, irá a jogo o juiz negacionista. O populismo é o novo mainstream.

Desordem e retrocesso

Entretanto, no Brasil, apoiantes de Bolsonaro invadiram a Esplanada dos Ministérios, derrubaram gradeamentos colocados pela polícia com camiões e receberam o apoio formal de um dos filhos de Bolsonaro, que foi ao local cumprimentar os membros da seita radical do pai, subindo a um dos camiões para ter o seu momento populista. Ordem, progresso e, é preciso dizê-lo, respeito pela autoridade. A extrema-direita brasileira é uma anedota do Fernando Rocha.

Os protestos de Terça-feira – apoiados e incentivados pelo presidente – que, entre outras coisas, defendem a invasão do STF e a execução de juízes e políticos de esquerda, é mais uma cereja no cimo do bolo extremista do bolsonarismo, uma das mais proeminentes expressões da rejeição do modelo ocidental de democracia, em democracia. E eu ainda sou do tempo em que destacadas figuras da direita nacional, como Portas ou Cristas, trataram de normalizar Jair Bolsonaro, porque entre a receita da extrema-direita e o fantasma de Lula, que foi muitas coisas mas nunca representou a mínima ameaça à democracia, a direita dita moderada escolheu Bolsonaro. Não admira que o CDS (e uma parte do PSD) esteja a ser devorado pelo cheerleader português do troglodita sentado no Planalto.

Vadias estão de volta

Sim, as “Conversas vadias” estão de volta ao PodAventar.

Após merecidas férias – porque vadiar também cansa -, a rubrica “Conversas vadias” do PodAventar regressa hoje, às 22 horas.

Matar a democracia gota a gota

Vale de Cambra, o meu concelho, é talvez um dos poucos que não cedeu a concessão da sua água a privados. Em 2013 esse risco ainda se colocou face a pressão de uma empresa que por acaso – mas só por acaso – tinha contratado um familiar do autarca social-democrata, uma manobra as quais se juntaram outras como como pressões ameaçadoras ou tentativa de compra de voto.
Ainda assim, Vale de Cambra resistiu e até a data parece ser consensual entre todos os partidos que este cenário é para ser mantido.
Mas como sabemos tal não acontece em muitos outros concelhos. Depois da privatização, os munícipes de Trofa, Santo Tirso, Vila do Conde, Cascais, Carregal do Sal entre outros, viram os preços deste bem disparar em modo bitcoin.

Eu sei existem alguns portugueses muito sensíveizinhos, coitados. Mas perante certas coisas eu não hesito nos nomes e adjectivos, e este negócio não pode ser classificado de outra forma: um roubo descarado. [Read more…]

A magnânima arte de saber sair

Quando, em 2004, o FC Porto venceu a Liga dos Campeões, com José Mourinho, uma imagem ficou marcada na minha cabeça para sempre. Com 8 anos na altura, não sei se a minha primeira memória dos factos remonta ao dia da final, ou a uma visualização posterior na Internet. Mas, o que interessa é, então, essa imagem: o festejo praticamente inexistente de Mourinho, acabado de vencer a mais prestigiada competição de clubes do mundo.

Marcou-me essa imagem pelo pouco sentido que, aparentemente, teria. Como é que alguém que atinge o topo, na sua área, não esboça qualquer tipo de reacção? Não salta, não grita, não esperneia? Levantar estas questões era ver-me nelas, pois a minha reacção, naquele contexto, seria algo desse género.

[Read more…]

sexualidade, religião, ética, riqueza e liberdade. Tudo deles, nada vosso.

José Magalhães, um destacado militante socialista referiu-se a Paulo Rangel da forma que se vê. E fê-lo por uma razão muito simples: ele pode, os dele também. Os outros não.

Como Fernando Rosas outrora também pôde.

Porque eles podem.
A esquerda do bem, e outros só por ela autorizada, podem.

[Read more…]

Saudosismo i-liberal

TERRA DAS OPORTUNIDADES Há 70 anos, dois jovens deixavam a Beira Alta rumo a Lisboa à procura de uma vida melhor. Hoje vivemos com menos liberdade porque cada vez menos ouvimos histórias felizes onde as pessoas são as personagens principais! #EstáNaHora da esperança voltar!

Saudades de 1954, quando podíamos escrever o que queríamos naquela rede social, a ‘Fascisbook’!

Tradição de tolerância à esquerda…

Armada ao pingarelho com superioridade moral, luta por direitos, farol de liberdades, casa de tolerância, anda boa parte da esquerda por estes dias, incomodada porque um destacado político da oposição, por muitos apontado como futuro líder, assumiu publicamente uma orientação sexual.
Muitos já esqueceram, outros, hipocritamente preferem não lembrar, eventualmente os mais jovens desconhecem que o cabeça de lista do PS pelo círculo de Aveiro às eleições legislativas em 1995, escreveu um texto, que intitulou, “breve manifesto anti-Portas em portugês suave”.
Dirão alguns que se lembram do episódio que o então líder do partido, António Guterres lhe retirou confiança política. Mas como sabemos, o PS nunca deixa cair os seus e exilou o seu cabo eleitoral no Parlamento Europeu…

Diz que não descai só para a esquerda…

A partir de hoje, só como gays de direita: assim sei que estou a foder o capital.

Homodireita: não tenho nada contra, mas…

JN – 2 de Outubro de 2008: esclarecedor

E por Vezes
de David Mourão-Ferreira

«E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos   

E por vezes
encontramos de nós em poucos meses

o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos

E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites, não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos»

Depois de anos, décadas e séculos em que a direita fez questão de ostracizar homossexuais, confesso que é lindo, agora, depois de um homem, branco e de direita se ter assumido homossexual, ver a direita a fazer dos mais belos malabarismos para se vir dizer defensora dos direitos LGBTQI+.

Senhores, deixem-se de merdas. Isto é só a prova de que direitos LGBTQI+ são direitos humanos e que, enquanto estes (e outros direitos) não forem cumpridos, os direitos universais não serão cumpridos.

A homofobia combate-se com políticas públicas de inclusão, de informação e de educação. Todo o escabeche que foi feito nos últimos dois dias em relação a Paulo Rangel tem um nome: hipocrisia. E quem melhor do que a direita para nos mostrar, tão bem, o que é ser hipócrita?

Se um dia Paulo Rangel for líder da oposição, ou, quem sabe, de um governo, aí sim, saberemos, finalmente, como age a direita perante os direitos humanos. Até lá, continuemos a dar a todos os eleitores de direita, aquilo que eles gostam: beijos gregos.

Os 33 milagres dos paralímpicos portugueses

Sim, foram 33 os milagres que os superatletas paralímpicos portugueses conseguiram materializar em Tóquio: para além das duas medalhas de bronze e dos 23 diplomas paralímpicos, foram batidos oito recordes nacionais. O que dá este número redondo (diga 33…) que nos alegrou durante estes últimos dias, em que acompanhámos a superação dos nossos atletas.

Neste período pós-pandemia, convenhamos que se revelaram inesperados estes resultados para quem foi honesto na apreciação, no julgamento e nos encómios,  e, vá lá, os dos olímpicos, que também ultrapassaram as expectativas até dos dirigentes desportivos mais ligados a estas coisas do alto rendimento. [Read more…]

Ajuste directo de 11 milhões de euros

[Read more…]