Rankings das escolas: 21 públicas nos primeiros 25 lugares

O post original já tem alguns anos, mas por continuar muito actual, justifica-se a repetição.
A nossa Comunicação Social acéfala teima em repetir ano após ano um conjunto de dados que nada diz sobre o ensino em Portugal – como comparar uma escola pública gratuita e universal com outra que selecciona os seus alunos?
Assim, como quem de direito não faz o seu trabalho, o Aventar decidiu elaborar o seu próprio «ranking» das escolas secundárias.
Partindo das Classificações de Exame em cada escola, decidimos acrescentar uma variável sócio-económica e uma outra relacionada com o número de alunos que cada escola levou a exame. Estas variáveis destinam-se a corrigir as assimetrias regionais e económicas que se verificam no nosso país e a dimensão de cada estabelecimento de ensino.
Essas duas variáveis traduzem-se da seguinte forma no nosso «ranking»:

– bonificação de 20 pontos (em 200) para as escolas públicas dos distritos do interior do país;
– bonificação de 10 pontos (em 200) para as escolas públicas dos distritos do litoral do país (excepto Lisboa e Porto)
– bonificação de 10 pontos (em 200) para as escolas privadas do interior do país;
– bonificação de 5 pontos (em 200) por cada 100 exames realizados para todas as escolas.

Tendo em conta estes valores, obviamente subjectivos (mas tão subjectivos como a lista que a comunicação social anualmente publica), o «ranking» do Aventar é o seguinte:

1 – Escola Secundária Alves Martins (PUB, Viseu) – 215,69
2 – Escola Secundária Jaime Moniz (PUB, Madeira) – 196,37 [Read more…]

Croniqueta acerca do complexo Terças com Morrie/Pontes de Madison County

Você também?
Salvador Sobral

O Goucha e a mãe do Goucha, a Laurinda Alves, o Emplastro, o Paulinho, a Judite de Sousa e andamos nisto. Só falta o 13 de Maio. Na cova da Iria. É o complexo Terças com Morrie/Pontes de Madison County. Uma lamechice, uma pieguice e uma choradeira que estou que nem posso.

Um povo sem memória é um povo sem futuro (a propósito do ataque à História no sistema de ensino)

A desvalorização, o desprezo com que as Ciências Sociais são encaradas, não é de hoje.
Ciências como a História, que nos dão o passado, a memória, a identidade, começam lentamente a ser apagadas do sistema de ensino.
Em algumas escolas, no 3. ciclo, História é unida à Geografia e à Cidadania (uma disciplina que engloba tudo como se fosse tudo a mesma coisa). Noutras escolas, vão mais longe e apagam mesmo o nome da História e da Geografia. Passam a chamar-lhes Ciências Sociais. Noutras ainda, História e Geografia já desapareceram do 7. ano. Ou deram-lhes 50 ou até 25 minutos semanais.
Do 3. ciclo, rapidamente se seguirá o secundário e depois o superior. Afinal, quem quererá seguir uma disciplina que não existe?
Compreende-se. Para o poder político, quanto mais ignorante for o povo, melhor. Mais fácil é de conduzir a manada. E nada melhor do que apagar toda a sua identidade, a sua memória, o seu passado.
Há quem chame a isto democracia.

Vila do Conde Contra as Touradas

“1 – No próximo dia 23 de Julho de 2022, terá lugar em Vila do Conde, na União de Freguesias de Bagunte, Ferreiró, Outeiro Maior e Parada, uma tourada organizada pela Juntos Pelo Mundo Rural.
2 – As touradas são eventos obsoletos e sem tradição em Vila do Conde, onde o repúdio às touradas é maioritário entre os cidadãos do concelho. Contra a barbárie e pelo fim das touradas, os vilacondenses pautar-se-ão, sempre, por uma postura de rejeição em relação a estes tristes “espetáculos”, alicerçados no mau-trato animal.
3 – Pela proteção animal, convocamos todos os cidadãos a compareceram, pelas 16 horas do dia 23 de julho de 2022, junto ao Largo da Trindade, em Ferreiró, onde se irá realizar uma manifestação contra a realização deste triste evento que mancha a imagem do nosso concelho.”
LINK DO EVENTO: AQUI.

José Eduardo dos Santos, o revolucionário que se transformou naquilo que arriscou a vida para combater

José Eduardo dos Santos foi um revolucionário que, desde muito jovem, lutou contra o regime fascista do Estado Novo, pela libertação de Angola. Cresceu do lado certo da luta.

Porém, como tantos revolucionários que, num determinado momento da história, foram fundamentais para a emancipação do seu povo, Zedu transformou-se naquilo que combateu: um cleptocrata, coadjuvado por uma oligarquia de criminosos, que silenciou a oposição com brutalidade e se apoderou dos recursos do Estado como se fossem seus, que em boa verdade eram, porque o Estado era ele.

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Para que se saiba: Gás e nuclear são verdes – e o sol é quadrado

Há dias em que, mais do que noutros, apetece dizer com raiva ou resignação aquela frase batida: “os povos têm os governantes que merecem”[1], num esforço para um distanciamento da fatalidade de decisões tomadas por representantes eleitos democraticamente que agridem, de todo, a preservação do planeta e da vida.

Aconteceu ontem. O Parlamento Europeu (PE), numa votação sobre o Acto Delegado Complementar de Taxonomia da União Europeia – ou seja, o sistema de critérios técnicos de avaliação para determinar em que condições uma actividade económica específica pode ser qualificada como contribuindo substancialmente para a mitigação das alterações climáticas – , decidiu classificar de „Verdes“ os investimentos na energia nuclear e no gás fóssil. Não é preciso ser nenhum especialista para entender o absurdo desta decisão. O que seria preciso, mas é impossível, seria conseguir entender como pode uma maioria no Parlamento ser tão vendida e tão comprada para tomar tal decisão. [Read more…]

Boris Johnson meets Zack Galifianakis

Trata-se de um dos piores governantes da história do UK.

Um populista que mentiu descaradamente para conseguir o Brexit.

Um javardo que se emborrachava enquanto o mundo lidava com a pandemia e a rainha com a morte do marido.

Um palerma que está aí para provar que é possível ter a higher education de Eton, e saber citar longos trechos da Ilíada, sendo, em simultâneo, um profundo imbecil.

Mas uma coisa ninguém lhe tira: se o Zack Galifianakis deixar de representar, ninguém estará melhor posicionado que o Boris para ser o Alan do Hangover IV.

Putin tem muito que aprender com Israel

A investigação da ONU, ao atentando que resultou no homicídio da jornalista Shireen Abu Akleh, concluiu que foi o exército israelita quem disparou na direcção de Shireen, Ali Samoudi e dois outros jornalistas no local.

Esta é igualmente a conclusão a que chegaram a Associated Press, o New York Times e a CNN, entre outros. Tratou-se, portanto, de uma execução. De um fuzilamento. De mais um episódio de brutalidade inqualificável, com a chancela do IDF, que passou entre os pingos da chuva.

Putin devia pôr os olhinhos em Israel. É possível oprimir um povo durante décadas, ocupar e anexar o seu território, fuzilar activistas e jornalistas, matar indiscriminadamente e, ainda assim, contar com a submissão dos valores ocidentais à sua agenda. Em bom rigor, se Putin fosse mais obediente, talvez não estivesse na enrascada em que se enfiou. E, com jeitinho, ainda era capaz de ter a Ucrânia debaixo da pata, sem que o Ocidente desse por isso.

Trocas e Baldrocas

Luís Montenegro chegou a ser uma espécie de número dois de Passos Coelho. Agora, está empenhado em ser o Passos Coelho número dois.

Moção de censura

Se querem voltar aos debates quinzenais para fazer as palhaçadas que o CHEGA hoje fez na Assembleia da República, então estarão a dar razão a quem diz que tal só serve mesmo para quem fabrica soundbytes.

Selecção de ParaHóquei já em Amesterdão

Já está em Amesterdão, tendo em vista a participação no Campeonato Europeu absoluto de ParaHóquei (Eurohockey ID Championships Amsterdam), a selecção nacional da modalidade, que viajou esta madrugada.

Enquadrada pelos técnicos Hugo Santos e Patrícia Ângelo, pela FPH, e pelo dirigente da ANDDI, Manuel Carvalho, deslocaram-se os seguintes atletas: Diogo Costa, AD Lousada; Joaquim Pereira e Sérgio Areias, Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde; Paulo Nunes e Vasco Vicente, ARCIAL, Oliveira do Hospital; Luís Marcelo Rodrigues e Daniel Freitas, CAVA, Vieira do Minho; Fábio Coelho, Luís Almeida e Renato Oliveira, Clube de Gaia. [Read more…]

Monte Negro – a nova face de El-Rei Dom Sebastião

Fotografia: Tomás Silva

Luís Montenegro é, por estes dias, a personificação do mito sebastianista lá para os lados do velhinho PPD.

Depois de anos amolecido, foi preciso esperar que o ruinoso Rui Rio terminasse os seus mandatos e não se re-candidatasse, para que o agora líder do PPD (sem SD) se mostrasse pujante e firme. Luís Montenegro é como aquele puto que, na escola, nas aulas de educação física, diz que é o melhor da turma porque corre muito e resiste a todas as provas de apetência física – mas só se mostra disposto a fazer a aula quando há greve dos professores. Luís também é como aquele nosso colega que diz que já galou duas, três, quatro ou seis, mas que nunca teve uma namorada que conhecêssemos.

Centrista justiceiro, anti-social-democracia, anti-socialismo e anti-ultra-liberalismo, Montenegro é aquele/a namorado/a antigo/a, com quem acabamos a mal, mas que uns anos depois nos aparece à porta, com um novo penteado, uma nova cor nos lábios, roupas caras no corpo e um botox aqui e ali… parece outro/a e até nos perguntamos se a Cátia Montenegro de 2012, que nos traiu com aqueles estrangeiros, é a mesma que nos aparece em casa, hoje, pedindo mil desculpas, berrando amor eterno, jurando compromisso e seriedade. Podemos, por uns instantes, duvidar. De facto, a Montenegro de hoje está mais madura, as mudanças, nota-se, fizeram-lhe bem: está solta e airosa. É, portanto, natural que qualquer Ser Humano se deixe apanhar no emaranhado de charme que esta espalha. No entanto, vista bem de perto, chegamos à conclusão: esta é a mesma Cátia. Tem os mesmos maneirismos, fala das mesmas coisas e continua a dar-se com as mesmas amigas tóxicas com quem se dava em 2012.

Este Luís Montenegro é a nossa Cátia. Hoje, diz-nos que quer ser sério, que se compromete com o país e que não se aliará a forças “racistas e xenófobas”. “Segue-me/Prende-me/P´ra lá/Do meu horizonte”… e fala-nos de amor! Não nos engana: estamos fartos de saber que no PPD não há Santos, só Pecadores. Hoje diz-nos tudo isso, mas é tarde demais.

Cátia, não nos esquecemos do teu papel troikiano, não nos esquecemos da maçonaria, não nos esquecemos que assinaste uma carta onde comparas a homossexualidade à pedofilia, não nos esquecemos dos quatrocentos mil euros em ajustes directos e não nos esquecemos que “a vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor”. Cátia, até podes ansiar, hoje, que eu, desesperado, veja em ti Dom Sebastião nas minhas manhãs de nevoeiro, mas quanto mais te aproximas, mais eu reparo: ah!, afinal é só o Luís Montenegro, o neo-liberal de sempre.

É natural que Montenegro não se queira associar a forças reaccionárias. O Luís já é reaccionário que chegue.

Subsídio-dependente com a boca na botija

Fotografia: Lucília Monteiro

Há uns dias, partilhei neste espaço a notícia de que a empresa de Mário Ferreira, o magnata dos barcos e de outras mil e uma coisas, era candidata a receber subsídios estatais. 

Esperei uma reacção por parte da bancada parlamentar do CHEGA, mas até hoje… nada. Sei que são contra ciganos receberem ajuda do Estado, mas é estranho que não se manifestem quando este cigano se candidata ao pote. Bem sei que, dependendo do peso da conta bancária de cada um, ou se é beneficiário de um “subsídio” ou de uma “capitalização”.

Hoje, para choque, surpresa e horror (!) – de ninguém -, é noticiado que a Douro Azul, a menina dos olhos do “trapaceiro mor”, é alvo de buscas por suspeitas de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais no negócio da compra e venda do navio Atlântida (negócio que, segundo o antigo líder da comissão liquidatária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, se fez com recurso a “alta corrupção”). “Houve alta corrupção que envolveu políticos em funções, o Conselho de Administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o júri do concurso, o BES e o comprador”, disse João Pedro Martins, arrolado como testemunha pela defesa da ex-euro-deputada Ana Gomes, num processo movido por Mário Ferreira contra esta última por “difamação” (Ana Gomes chamou “trapaceiro mor” e “escroque” ao candidato a subsidiário e agora alegado corruptor). Neste caso, como no da “capitalização”, aguardarei pacientemente por uma reacção da seita proto-fascista, evangélica e pró-chalupice que é o partido de André Ventura. Não me desiludam e ataquem lá este cigano.

Obviamente, a notícia e as suspeitas não escandalizam ninguém. É um passo lógico – quem mais acumula tem tendência a não olhar a quaisquer meios para chegar ao fim desejado: a acumulação injustificada de riqueza. Mais cedo ou mais tarde, isto descobrir-se-ia. Mário Ferreira, sabemos, é um ás do negócio e, como tal, da falcatrua e do roubo. Foi assim que chegou ao topo e era assim que planeava manter-se lá. Até hoje.

Passismo sem Passos

Luís Montenegro foi finalmente rei e senhor do congresso do seu partido. Teve-o na mão. Subiu várias vezes ao púlpito, com a confiança de quem passou anos a preparar este momento, sorriso de orelha a orelha e muitas ideias para o futuro do país.

É bom que o PSD tenha muitas ideias para o futuro do país. O país precisa sempre de muitas ideias para o futuro, porque costuma ter poucas. E o PSD de Montenegro deve apresentar as suas, que, a julgar pelas escolhas para a nova cúpula da São Caetano, serão, pelo menos em parte, previsíveis.
Montenegro serviu-nos um appetizer do PSD que se segue, logo na sua primeira intervenção. Começou por puxar o partido para a direita, “à velha moda do PPD”. Seguiram-se as demarcações. Primeiro do “socialismo” do PS, com o busto de Sá Carneiro a ver lá atrás, a seguir do “ultraliberalismo”, numa clara alusão à IL, feita, em boa medida, de dissidentes do PSD. Estranhamente, ou talvez não, não se falou no CH, no segmento dedicado aos afastamentos.
Quem se afastou, e fez questão de o dizer com todas as letras no congresso, foi Jorge Moreira da Silva:

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O Costa com uma perna às costas

Não!

Não posso…

A sério que ainda há malta surpreendida por António Costa ter segurado Pedro Nuno Santos no governo?

For fuckin real???

Para essas pessoas, com todo o respeito e carinho, tenho apenas duas palavras: Eduardo Cabrita.

Quanto a Pedro Nuno Santos: o ministro não deu um tiro no pé. Pisou uma mina, que ele próprio colocou, e ficou sem uma perna. Quem rebentou com o pé foi o nosso primeiro, que fez também uma triste figura.

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Luís Montenegro e a extrema-direita

A política é uma arte, para quem a tem e domina. É verdade que as massas são predominantemente ovinas, a começar pelo centrão, onde qualquer filho do papá ou da mamã com posses pode ser líder da jota e chegar ao Parlamento, lambendo ou até fornicando as solas certas, mas isso não invalida que por ali pontuem alguns artistas.

Luís Montenegro tem arte, e isso é inegável. A cria do maior da aldeia até pode chegar a deputado, mas não vai para líder parlamentar com a massa encefálica de uma alforreca. E Montenegro, gostemos ou não do homem, tem retórica acima da média da classe.

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Uma questão de patrocínio

O problema de Marcelo Rebelo de Sousa, foi não ter o amigo Ricardo Salgado para lhe proporcionar as delícias de Vera Cruz.
Assim, fomos nós a pagar umas férias transvestidas de visita oficial.

Só podia correr bem.

Maria Luís Albuquerque

A Maria Luís Albuquerque que foi eleita no segundo lugar na lista de Luís Montenegro ao Conselho Nacional do PSD não é aquela Maria Luís Albuquerque que há uns meses apresentou um livro de um extremista dedicado a Trump, Orban e Bolsonaro, pois não?

Não, não pode ser. O PSD é um partido moderado que não se mete com essa gente nem se mistura com extremismos.

Pois não?

Don’t judge this book by its cover

Fonte da imagem: Anna M. Klobucka.

Canção de embalar

Perde a estrela d’alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu’inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

Subsídio-dependência

Banco de Fomento vai capitalizar 12 empresas de “interesse nacional”, incluindo a de Mário Ferreira

Estes ciganos são muito espertos! E ficam mais caros que os outros! Como é lógico, o CHEGA irá reagir em breve, pois estes ciganos não podem sair impunes.

Tranquem as portas. Não vá um destes ciganos entrar-vos em casa. Em última instância, é colocar um sapo à porta.

Jéssica morreu e os abutres atacaram

O triste espectáculo com que as televisões nos brindaram durante a última semana acerca da morte da menina Jéssica, é sintomático do estado a que chegou a comunicação social em Portugal.

Com excepção da RTP, o canal público, todas as estações de televisão de cariz informativo tornaram a morte trágica de uma criança num espectáculo de circo que faria corar Victor Hugo Cardinali. O jornalismo caminha a passos largos para a degradação da informação, fabricando factos e aproveitando todo e qualquer fait-divers para lucrar com audiências. Foi assim, também, durante a última semana. O jornalismo tem o dever de informar e relatar os factos com o maior distanciamento possível e não, como parece ser o caso, de ir atrás de evidências de papelão, onde o que interessa fica sempre para trás: o respeito à memória de uma criança assassinada brutalmente.

Os directos que CMTV, SIC ou TVI/CNN Portugal fizeram à porta do velório da menina Jéssica devem envergonhar todos os portugueses. Os códigos deontológicos têm de valer para alguma coisa; e a lei também. Não pode valer tudo, no jornalismo como na vida, para que se tente chegar ao topo de qualquer maneira, pisando quem não tem capacidade de se defender – e, nestes casos, são sempre os mais pobres aqueles que estão em situação débil e sem capacidade de se poderem proteger.

É sabido que nada vai mudar na comunicação social. Vivemos, hoje, na época do mediatismo sem filtro, da azáfama da rede social, da ganância do lucro a qualquer preço. E, com estes pressupostos, não há espaço para se fazer jornalismo.

Jéssica morreu, já nada a traz de volta. Mas os abutres logo cobiçaram o seu corpo. Vivemos as trevas.

Construam-me porra!*

 

 

Há uma canção dos Xutos e Pontapés que começa assim – de Bragança a Lisboa são 9 horas de distância. E por aí fora. De Beja a Lisboa são mais ou menos 175 km de carro, 2 horas e pouco de viagem. Há um aeroporto em Beja. E porque não investir numa linha ferroviária, rápida, entre Beja (aeroporto) e Lisboa? Os custos (financeiros e ambientais) serão ridículos comparados com os custos de um novo aeroporto em Lisboa. Se o Ministro Pedro Nuno Santos, agora transformado em Egas Moniz, tivesse tomates (que demonstrou não ter), era isto que fazia, em vez de andar armado em Duarte Pacheco.

  • Pichagem existente no local de  Alqueva, muitos anos antes da construção da barragem.

Palhaço rico, palhaço pobre

Um ministro prostrado e sem futuro neste governo.

Convenhamos: este confronto António Costa-Pedro Nuno (agora sanado com a humilhação pública a que o ministro das infra-estruturas e da habitação se submeteu) nada tem a ver com o aeroporto ou com os problemas do país.

Tem a ver, sim, com jogos partidários típicos do Partido Socialista. E é assim desde que António Costa sabe que, no futuro, poderá ver o seu legado destruído por uma futura vitória que coloque Pedro Nuno Santos à frente dos destinos do partido. E é por isso que António queima Pedro e Pedro desautoriza António.

Isto não tem nada a ver com o País. Nunca teve.

Emplastro bom, emplastro mau

Chegou um novo jogador ao Benfica, na passada semana, do qual eu nunca tinha ouvido falar. Não é provocação. Até porque esta posta não tem nada a ver com o Benfica e eu cada vez percebo menos de futebol. Tem a ver com Fernando Santos a.k.a. O Animal ou O Emplastro, e com o seu indecifrável super-poder de omnipresença.

Não consigo perceber como é que ele faz o que faz. Como é que ele está sempre em cima do acontecimento?

Olhemos para o caso do jogador David Neres, que eu vim a conhecer por causa do suspeito do costume. O Fernando até pode ter acompanhado o processo de contratação pela comunicação social, mas como é que ele sabia que o jogador chegava naquele dia? Quem o informou? Como é que ele aparece no exacto momento em que o directo apanha o reforço do SLB a sair do aeroporto?

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A TAP e a ANA estão-lhe no sangue

Pedro Nuno Santos começou a sua comunicação ao país, com cerca de 30 minutos de atraso.

O Circo

 

 

 

 

O Ministro Pedro Nuno Santos, deste Governo (e do anterior), numa entrevista ontem sobre o aeroporto disse o que disse. Ponto. Está gravado. Não vale a pena andarmos com o que foi para o Diário da República, e a anulação comunicada. Num País decente duas hipóteses se deveriam colocar, independentemente de tudo o resto. Ou pedia a demissão, ou era demitido. Rapidamente. Seriam muitas as interpretações e as consequências, mas é a vida de quem anda nestas andanças, e todos conhecem as regras. 

E portanto, como nada aconteceu até agora, ressalta o carácter, ou a falta dele, das pessoas que estão, infelizmente, mas com toda a legitimidade democrática, a ocupar os cargos de 1º. Ministro e de Presidente da República.

Lá virá a treta das questões institucionais, do país, do interesse nacional (seja lá isso a que se referem) etc., etc.

Ou o 1º. Ministro vai imputar a demissão de Pedro Nuno Santos ao Presidente da República.  Um número de circo.

O problema é que quem está a mandar são os palhaços, cuja profissão é ser palhaço, mas não sabem gerir um País.

Pedro Nuno Santos: o senhor que se segue

Está encontrado o sucessor de Costa no PS.

Refugiados da Ucrânia que ninguém quer

Já se sabia disto há algumas semanas, mas assobiamos todos para o lado, na esperança que a coisa se resolvesse. E sim, esta situação era mais do que expectável. Por muito que o queiram negar, Portugal tem um problema de racismo e esta situação só o veio confirmar.

Segundo Laurinda Alves, vereadora da CM de Lisboa, estão cerca de 60 refugiados, vindos da Ucrânia, no abrigo temporário da autarquia, porque, afirma a vereadora, “ninguém os quer”.

E porquê?

Porque o tom de pele está no pantone errado.

Nenhum deles é branco.

São sobretudo estudantes de países africanos.
E, muito provavelmente, rezam a um Deus diferente.

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E assim vamos!

 

 

 

Aeroporto Francisco Sá Carneiro, 27 de Junho, 18.00h (que raio de ideia baptizar um aeroporto com o nome de um 1º. Ministro que morreu na sequência de um voo!)  Estou a aguardar um voo para Faro. Como tenho tempo, vou circular, e entre lojas de bebidas, de perfumes, de roupa, de calçado e de comes e bebes, entro numa que tem revistas, jornais, livros, brindes, e coisas afins. Depois de ver as capas dos jornais vou dar uma pestanada aos livros. Reparo em dois, um ao lado do outro. Nada contra vender livros, e onde queiram e os aceitem. Tiro a foto que acompanha este post, e pergunto-me se estes livros são a imagem do país que somos. Se calhar são. Se se anda a promover o nosso sol e as nossas praias (do melhor que há) a nossa comida (nem tenho palavras), e o nosso vinho (excelente, quer o dito Vinho do Porto, baptizado em Gaia, quer os tintos do Douro, etc), onde fica a nossa literatura ? (Eça, Pessoa, Camões, Camilo, Gil Vicente, Saramago, Lobo Antunes, Torga, Aquilino, e tantos outros). Deve ser mesmo muito fraca e envergonha-nos, portanto não pode estar nas portas de entrada e de saída do nosso País.