António Barreto – entrevista ao (i) – 1

Citando :

 

Dependência " conheço pessoas com receio de falar"

 

"O que se passa com a Justiça entristece-me muito, mas tambem me irrita. A nossa Justiça está hoje refém"

 

" Há uma falta óbvia de capitalistas. As elites são fracas e têm uma noção medíocre de serviço público"

 

" Se não houvesse a Europa e ainda houvesse Forças Armadas, já teríamos tido golpes de Estado"

 

"Depende-se de muita coisa: de ter autorização, de ser aceite, da boa palavrinha do bom secretário de Estado"

 

" Os poderes só receiam uma coisa: a opinião dos homens livres"

 

" A opinião pública pode ser a grande parteira da democracia "

 

"Portugal está à beira de iniciar um percurso para a irrelevância, talvez o desaparecimento, a pobreza certamente"

 

" O Presidente da República devia enviar mensagens à Assembleia da República"

 

"A Justiça está refém de grupos profissionais e os portugueses sem esperança"

 

Este é o retrato desencantado de alguem que conhecemos como um homem de bem, um estudioso e que agora se dedica a tempo inteiro à presidência da Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde estuda Portugal e os portugueses.

 

É a isto que chegamos !

FuTaventar – S. L. Benfica #11… Na liderança

Os jogos fora com as equipas de meio da tabela são sempre complicados – com o sonho de obterem um pontito para avançar na luta por um lugar entre os primeiros dez do campeonato, o Sporting entrou em campo com a motivação toda. Percebe-se. Jogar contra um grande motiva sempre os pequenos.

Por outro lado, o Benfica corria o risco de ficar só com oito pontos de vantagem o que pode ser pouco, na medida em que se arrisca a chegar ao fim do campeonato com mais de 20.

O jogo, esse acabou por ser fraquito, com uma equipa a tentar jogar, mas outra, a do cor do relvado miserável, preocupada em não deixar ninguém jogar.

E eis, que Jesus faz uma jogada de mestre – dá indicações para que o Javi Garcia abra a cabeça.

 

Javi Garcia dá 12 pontos ao Benfica

São 12 senhores! DOZE os pontos que o melhor jogador do Benfica levou… Assim, além do ponto que obtivemos pelo empate e que nos permitiu assumir a liderança do campeonato, conseguimos obter mais doze o que nos dá um avanço de 23 pontos em relação ao Sporting.

Um terço do campeonato está feito.

O BENFICA tem sido a melhor equipa e por isso está na frente.

O Braga está a fazer um excelente campeonato e por isso está em segundo.

O Porto, em crescimento, é o ENORME obstáculo ao sucesso do Benfica.

O Sporting, esse, deixou de ser um grande!

FUTAventar – golos é que é…

Estive a ver à tarde um jogo de futebol da liga Inglesa, uma farturinha de futebol de ataque, remates, grandes defesas, e cinco, cinco golos !

 

Duas equipas inglesas a jogarem entre si é um espectaculo cheio de vida e emoção, há alegria, comunhão entre os artistas ( é um espectaculo) e o público, que vê futebol como vê ópera ou um bom programa de música.

 

À noite fui ver o Sporting – Benfica, zero golos, uma batalha campal no meio campo, não marcas e tu tambem não, com medo de perder como se fosse possível perderem os dois, uma chatice pegada, se não são os amigos a gente não se diverte nada, o melhor mesmo é tirar os olhos da bola e ver a turba, aos gritos, aos pulos, não se percebe porquê.

 

O Sporting lá fez as correcções que todos viam que eram necessárias, deixou de haver aquele enorme buraco no meio campo por onde passava quem quizesse, bastava tropeçar na bola e já estava perto da baliza, vi isso vezes sem conta. Os que diziam que era o arbitro que tinha culpa, agora já mudaram, estamos melhores ainda lá vamos.

 

Quanto ao Benfica, o gaz já se foi, o Di Maria não fez um sprinte, o Saviola não apareceu uma vez na área ( O Adrien não deixou, jogou para fazer esse papel) o Aimar tinha sempre em cima um adversário, o Cardoso não recebeu uma bola que fosse "mesa de Deus"…

 

E eu a dar comigo a pensar, mas a gente paga para ver gajos a impedir que os que sabem jogar não joguem?

Ratzinger

Não sou uma pessoa torpe e mal intencionada, como sugeriu um comentador. Quando disse que Ratzinger era um modelo de falsidade e hipocrisia, disse o que sinto. Posso, no entanto, retirar estas palavras e amenizar um pouco, dizendo que não o considero um modelo de verdade e seriedade. Por tudo o que tenho lido sobre ele, pelo que ouço e pelo que sinto.

 

Ratzinger é, infelizmente, um homem de muita influência no mundo. Mas isto não é razão para que seja considerado um santo, coisa que não é, nem de longe nem de perto. Aquando das comemorações de dois mil anos de cristianismo, o cardeal Ratzinger elaborou um documento doutrinário que, segundo Leonardo Boff, é absolutamente coerente com o sistema romano, férreo, implacável, cruel e sem piedade. Um sistema totalmente fechado, posse privada da hierarquia vaticana da igreja, sem qualquer abertura ás crenças dos outros e um obstáculo intransponível a qualquer tipo de ecumenismo. Diz ainda que qualquer tentativa do Vaticano nesta área do ecumenismo é uma farsa e um engodo. Os apelos que o documento faz à comunidade do diálogo pode considerar as pessoas iguais em dignidade mas desiguais em termos de condições objectivas de salvação, isto é, ninguém fora da igreja, mesmo que pertença a outras crenças, tem salvação possível.

 

Um sistema totalitário, imbuído de rigidez fundamentalista e sem piedade, fechado em si mesmo como qualquer outro totalitarismo, que só produz exclusão e desesperança. A estratégia do documento visa a desmoralização, a diminuição e a humilhação, até à completa negação do valor teologal das convicções do outro. P lema é submeter os outros, desmoralizá-los ou destruí-los. O documento de Ratzinger nunca se refere ao amor, não anuncia a centralidade do amor nem a importância dos pobres, dos humilhados e ofendidos. A fé sozinha não salva, diz Leonardo Boff, a fé só salva quando informada de amor. Diz ainda que o documento ludibria os seres humanos negando-lhes a verdadeira mensagem de Jesus e apresentando um deus que emerge do documento como um deus fúnebre, que morreu há muito tempo. Tudo para manter ferreamente o poder ditatorial da hierarquia vaticana em todos os actos e aspectos religiosos, políticos, económicos, financeiros e sociais da igreja romana.

 

Ratzinger disse um dia: “ Os fiéis são pessoas simples que é preciso proteger dos intelectuais”. Uma frase inteligente de uma pessoa inteligente, mas profundamente insultuosa para os católicos e para a rica tradição intelectual da igreja. Ele sabe bem o que quer dizer. A igreja católica é necessariamente conservadora, tem de ser imutável, pétrea, e o ligeralismo católico não faz qualquer espécie de sentido. Por isso ele é contra tudo o que cheire a qualquer coisa que tente quebrar a cristalização do pensamento emanado do catacúmbico vaticano.

 

Um documento secreto do Vaticano, denominado “Crimen Solicitationis”, de 39 páginas, escrito em latim em 1962, que o cardeal Joseph Ratzinger transformou para melhor eficácia, terá sido utilizado por ele durante 20 anos para instruir os bispos católicos sobre a melhor forma de ocultar os crimes sexuais contra crianças, tornando impunes os criminosos e desqualificando as inocentes vítimas. Este documento ameaça com a excomunhão quem violar um juramento de sigilo absoluto, imposto á vítima, ao acusado e às testemunhas. Um documentário intitulado  "Abusos sexuais e o Vaticano” foi transmitido pela BBC e pelo canal Odisseia nos fins de Novembro, o qual deixa bem patente o quão criminosa é a igreja católica e o Vaticano, não denunciando os seus membros pedófilos e tudo fazendo para conseguir a sua impunidade. A narração foi feita por Golm O’Gorman que aos 14 anos foi violado por um padre.

 

Com tudo isto e milhões de coisas semelhantes na pouco recomendável história da igreja, ninguém tem o direito de me chamar torpe e mal intencionado, ao pretender denunciá-las, para bem da humanidade.

 

Rolf Damher – A paixão pelo problema

“Penso que há um caminho para a ciência ou para a

filsosofia: encontrar um problema, ver a sua beleza

e apaixionar-se por ele; casar e viver feliz com ele

até que a morte vos separe – a não ser que encontrem

um outro problema ainda mais fascinante, ou, evidente-

mente, a não ser que obtenham uma solução. Mas mesmo

que obtenham uma solução, poderão então descobrir, para

vosso deleite, a existência de toda uma familia de problemas-

filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo

bem-estar poderão trabalhar, com um sentido, até ao fim

dos vossos dias. Sir Karl R. Popper

Escutem as músicas e esqueçam por alguns minutos a “Face Oculta”. Ela, isto é, os problemas que se amontoam, não vão fugir. Estarão à espera da vossa acção para resolvê-los. Não para mastigar e remastigá-los vezes sem fim. O saudoso Sir Karl Popper – e não só ele – aponta o caminho genérico. Sim, apaixonem-se pela “beleza” dos problemas a resolver. E lembrem-se: O homem cresce com a resistência.

Não “estou sendo irônico”.

P.S. E depois dizem que os germânicos são muito secos e apagados e que só os “latinizados” têm temperamento. Aqui sim “estou sendo irônico”.

A Partir das Nove da Noite, Vamos Estar Amarelos

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AS CORES COM QUE NOS PINTAM

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Hoje vão pintar-nos de amarelo. A Protecção Civil disse e assim se fará. Vai chover, ventar e fazer frio. Coisa que ninguém sabe o que seja, pelo menos nos dez distritos pintados.

Esta Protecção Civil, que tem de demonstrar o que vale e justificar o que ganha, lá nos vai ensinando a sabermos o que fazer quando o frio chega, o vento sopra ou a chuva cai.

Abençoados.

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Serviço público: Banda do Casaco

 

 

 

 

Saiu mais um Disco com Sono: Banda do Casaco, Contos da Barbearia.

 

Se isto fosse no estrangeiro, já tínhamos uma caixinha com os 7 CDs de originais remasterizados, livrinho cheio de entrevistas e ensaios, um DVD de bónus e mais não sei quantas mariquices. Como felizmente estamos em Portugal, temos masters perdidas, reedições em CD esgotadas e até um disco que nunca saiu do vinil – mesmo perfeito para o Discos Com Sono.

Ao autor do blogue aqui ficam os meus agradecimentos.

Os professores vão ter saudades da Maria de Lurdes

Um assessor da Ministra da Educação não esteve com meias e colocou um gravador a gravar as conversas informais dos jornalistas que esperavam no hall do ministério. Isto é tão bizarro que não pode ser uma gaffe, estilo foi um jota que está aqui pela primeira vez.

 

Isto faz parte do "marcar o território", nós tambem sabemos como se faz, vocês podem estar convencidos que estão imunes ao vosso próprio veneno mas se calhar vão beber do mesmo, aliás, foi mesmo isso que o tal assessor disse quando interprelado pelos jornalistas.

 

Estou a ver os sindicatos a levarem com uma gravação de uma reunião a dizerem que "se não fosse termos que controlar a turba assinávamos já.", isto está cada vez mais bonito, porque há gente que está convencida que pode ser uma espécie de ilha, cheia de coisas boas enquanto à volta, nadam os tubarões esfomeados.

 

Volta Maria de Lurdes que estás perdoada!

Uma parte da vida a 140 caracteres

Existe desde há cerca de quatro anos, mas foi num período de cerca de ano e meio (ainda assim uma eternidade no mundo da internet) que o Twitter ganhou pujança. Beneficiando de uma projecção mediática extraordinária, de umas eleições presidenciais nos EUA onde acabou por ser protagonista, o site de microbloging garantiu um lugar ao sol.

 

Pelo menos durante mais algum tempo. É verdade que o futuro é ainda incerto. O projecto ainda não encontrou um modelo de negócio que lhe permita obter rendimentos visíveis e o Twitter não é um YouTube que, debaixo da alçada da Google, pode ainda continuar a perder dinheiro.

 

Ferramenta de comunicação em 140 caracteres de cada vez, o Twitter tem milhões de utilizadores regulares em todo o mundo. Muitos dos que se inscreveram pouco ou nada utilizam o programa. Muitos por não verem relevância na coisa, outros por não lhe encontrarem utilidade. Há quem tenha dezenas ou centenas de seguidores. Há quem tenha milhares ou mais de um milhão, como a CNN ou o actor Ashton Kutscher, que fizeram uma “corrida” para ver quem chegava primeiro à marca de um milhão de “fallowers”. O marido de Demi Moore ganhou.

 

Certo é que, como todas as acções no mundo da Internet (e não só), é preciso ter algum cuidado com o que se diz. Vejamos o que um diálogo de 140 caracteres pode provocar… (vídeo em inglês)

 

 

 

A Criança Velha

1 A criança em contexto.

 

O nosso hábito é falar de crianças. É pensar que falamos duma infância que se espalha entre o nascimento e a puberdade. No melhor dos casos. Na forma modelar dos casos, definida com base nos Códigos Canónico e Civil. Criança, ser inocente e exemplo de responsabilidade penal ou civil até aos sete ou catorze anos de idade. Conforme a matéria de que trate o seu afazer. Criança inocente por não entender o mundo e estar a formar a sua epistemologia. Criança que não tem memória social, não conhece o mundo, não tem contacto com a interacção social nem conhece as hierarquias nem percebe a responsabilidade. Excepto, a sua própria que lhe é incutida pelos adultos, esses que têm o denominado uso da razão. A criança pequena, estudada por mim entre os Portugueses, Galegos e o grupo Picunche do Chile, sítio desde o qual foram nascendo as ideias para este texto. Pequenada que brinca e corre, que inventa jogos, que cresce e cruza pelos ciclos de vida até ser um adulto com todos os desejos e a responsabilidade aprendida enquanto desenvolve o seu julgamento adquirido no brincar e na escola, entre a meninada com a qual estuda ou joga, na rua, na casa ou no pátio. É o seu contexto social, que lhe ensina a memória social, essencial para o convívio entre os seus e com o mundo que lhe cabe viver ao longo do tempo.

 

O nosso hábito é falar de crianças. É pensar que falamos duma infância que se espalha entre o nascimento e a puberdade. No melhor dos casos. Na forma modelar dos casos, definida com base nos Códigos Canónico e Civil. Criança, ser inocente e exemplo de responsabilidade penal ou civil até aos sete ou catorze anos de idade. Conforme a matéria de que trate o seu afazer. Criança inocente por não entender o mundo e estar a formar a sua epistemologia. Criança que não tem memória social, não conhece o mundo, não tem contacto com a interacção social nem conhece as hierarquias nem percebe a responsabilidade. Excepto, a sua própria que lhe é incutida pelos adultos, esses que têm o denominado uso da razão. A criança pequena, estudada por mim entre os Portugueses, Galegos e o grupo Picunche do Chile, sítio desde o qual foram nascendo as ideias para este texto. Pequenada que brinca e corre, que inventa jogos, que cresce e cruza pelos ciclos de vida até ser um adulto com todos os desejos e a responsabilidade aprendida enquanto desenvolve o seu julgamento adquirido no brincar e na escola, entre a meninada com a qual estuda ou joga, na rua, na casa ou no pátio. É o seu contexto social, que lhe ensina a memória social, essencial para o convívio entre os seus e com o mundo que lhe cabe viver ao longo do tempo.

O nosso hábito é falar de crianças. É pensar que falamos duma infância que se espalha entre o nascimento e a puberdade. No melhor dos casos. Na forma modelar dos casos, definida com base nos Códigos Canónico e Civil. Criança, ser inocente e exemplo de responsabilidade penal ou civil até aos sete ou catorze anos de idade. Conforme a matéria de que trate o seu afazer. Criança inocente por não entender o mundo e estar a formar a sua epistemologia. Criança que não tem memória social, não conhece o mundo, não tem contacto com a interacção social nem conhece as hierarquias nem percebe a responsabilidade. Excepto, a sua própria que lhe é incutida pelos adultos, esses que têm o denominado uso da razão. A criança pequena, estudada por mim entre os Portugueses, Galegos e o grupo Picunche do Chile, sítio desde o qual foram nascendo as ideias para este texto. Pequenada que brinca e corre, que inventa jogos, que cresce e cruza pelos ciclos de vida até ser um adulto com todos os desejos e a responsabilidade aprendida enquanto desenvolve o seu julgamento adquirido no brincar e na escola, entre a meninada com a qual estuda ou joga, na rua, na casa ou no pátio. É o seu contexto social, que lhe ensina a memória social, essencial para o convívio entre os seus e com o mundo que lhe cabe viver ao longo do tempo.

O nosso hábito é falar de crianças. É pensar que falamos duma infância que se espalha entre o nascimento e a puberdade. No melhor dos casos. Na forma modelar dos casos, definida com base nos Códigos Canónico e Civil. Criança, ser inocente e exemplo de responsabilidade penal ou civil até aos sete ou catorze anos de idade. Conforme a matéria de que trate o seu afazer. Criança inocente por não entender o mundo e estar a formar a sua epistemologia. Criança que não tem memória social, não conhece o mundo, não tem contacto com a interacção social nem conhece as hierarquias nem percebe a responsabilidade. Excepto, a sua própria que lhe é incutida pelos adultos, esses que têm o denominado uso da razão. A criança pequena, estudada por mim entre os Portugueses, Galegos e o grupo Picunche do Chile, sítio desde o qual foram nascendo as ideias para este texto. Pequenada que brinca e corre, que inventa jogos, que cresce e cruza pelos ciclos de vida até ser um adulto com todos os desejos e a responsabilidade aprendida enquanto desenvolve o seu julgamento adquirido no brincar e na escola, entre a meninada com a qual estuda ou joga, na rua, na casa ou no pátio. É o seu contexto social, que lhe ensina a memória social, essencial para o convívio entre os seus e com o mundo que lhe cabe viver ao longo do tempo.

 

2 A criança velha.

 

 Parece como se estivesse a falar duma meninada que não mexe, que não tem imaginário, que é triste. Como se tivesse mais anos dos que a cronologia do tempo nos diz. Bem queria eu falar desses. Fica prometido.Porque da criança velha que falo, a do círculo dos ciclos de vida, referidos por mim noutros textos e por especialistas em geriatria com os quais tenho tratado para entender essa viragem da vida. A vida começa em bebé primário e acaba em bebé secundário, dizem-me esses especialistas e diz-me a observação participante feita em terreno europeu ou latino-americano. O ciclo bebé primário é curto e acaba quando o pequeno entra na memória social. O ciclo do bebé secundário é curto também: começa com a perda da memória social, da identidade de si, da identidade dos outros, do sítio onde mora. Não sabe onde está. Não entende as palavras. Confunde as situações. Pensa que o ser que está ao pé de si é o pai ou a mãe. É um regredir à infância.

 É um brincar com os símbolos que um dia para ele foram sagrados. É brincar com o terço como colar. É procurar os bonecos dos seus descendentes e cantar-lhes uma canção de embalar. Uma canção sem palavras, um sussurro gentil e sem melodia. Uma alegria permanente que oculta os sentimentos antigamente vividos e transferidos ao brinquedo que agora lhes fala. O bebé secundário quer o pequeno-almoço à noite e em biberão, o jantar no meio do dia feito papa, foge para os cantos mais obscuros da casa. Gatinha por baixo das camas e come tudo quanto fica perto do seu voraz apetite, da sua eterna fome. Inventa nomes, baptiza os novos amigos, descobre em seu redor im
ag
ens que mais ninguém vê e fala com elas. Às tantas, fica cansado e adormece no chão, ou no canto da cama onde o bebé secundário foi deitado com amor e carinho, para acordar decabeça para abaixo e pés por cima da pessoa adulta que o acompanha. Ou, como relata um adulto que tem um bebé secundário, acorda a brincar sentado no peito do mesmo. E chama, chama, chama. Grita sons imperceptíveis para o glossário comum da memória social. Bebés secundários, que tiram as fraldas que usam, para satisfazerem os seus desejos eróticos parte da memória genética que os bebés primários trazem consigo ao nascer; parte da memória interactiva que o bebé secundário deixa ao abandonar a memória social. Esfregar genital, que os adultos no dito uso de razão rejeitam por acreditarem numa ética pouco apropriada para tratar de crianças primárias ou secundárias. Adultos para quem o erotismo é pecado e por isso deve ser guardado para a idade da interacção, sem se lembrarem da sua infância, nem da sua puberdade, nem tão pouco da sua própria maturidade erótica, essa que adora jogar com o prazer que faz a reprodução. Prazer que faz crianças, logo, faz história. Prazer que nasce connosco e morre quando o corpo é já carcaça sem espírito.

A criança velha tem espírito. A criança velha tem ideias do tamanho da sua idade infantil. Ideias que fazem rir os que ficam ao pé da criança velha. Esse acordar sufocado pelo peso dessa criança no peito, esse virar dos símbolos rituais do grupo social em brinquedos, é um desfazer a tradição que o grupo social consciente, respeita e obedece. Uma brincadeira engraçada convidar todas as pessoas que passam perto da criança velha para beber chá ou jantar. Esse dizer: caramba, há tanta gente em casa! O que é que vamos servir a todos, gente que é visita dos outros bebés secundários que compartilham o dia-a-dia da criança velha. Criança velha que é docemente acarinhada enquanto está quieta na cama, ou é espancada se faz mal ao adulto que perde a paciência pela persistência da brincadeira do, tecnicamente denominado, adulto maior. Denominação pouco adequada. Denominação que faz acreditar os adultos, persistentemente referidos neste texto com uso da razão, sentirem e pensarem que a todo o minuto e a todo o momento esse bebé secundário quer música e alegria, cantos, bater as palmas, não mostrar sentimentos genuínos, inventar a vida. A esquecer, esse grandalhão, hábitos anteriores do ciclo de vida da criança bebé que gostava do silêncio, da calma, da paz, do respeito. Conceitos que ele ou ela não lembram, mas que perduram ainda nos seus sentimentos. Porém, brincar só e quando o bebé secundário entra no delírio da sua própria alegria, para assim respeitar o afazer desse agora bebé, tal e qual se respeita o bebé ao qual o grupo social está habituado, o bebé primário.

A criança velha foi um dia um adulto como todos nós, capazes de ler estas notas de campo e de as entender, adulto feito hoje uma criança que faz não entender o seu comportamento. Comportamento que quer calma e cuidado, canções de embalar que repete nas suas próprias ininteligíveis palavras. Amorosas palavras. Adoradas palavras. Queridos sons que a criança velha é ainda capaz de produzir e mostrar que está a viver uma outra vida. Que nos diz que quer respeito ao seu eu. Mesmo que nem saiba que o diz. Mesmo ainda que os seus adultos não saibam como entender e fiquem cheios de desespero por as não perceber. E batam mais uma vez. Ou, já resignados a terem outra vez um bebé maior, saibam deitar-se ao pé dele e acariciarem com ternura até adormecerem de cansaço, o adulto que entende a memória social e a criança velha que o seu código genético mandou abandonar. Para tristeza de quem vê e entende. Para desespero de quem tem que estar sempre ao cuidado desse ser que regride no seu ciclo de vida, esgotadas já todas as etapas. Até, um dia, morrer. Ensejo de todos os que estão perto do denominado adulto maior, que eu quis baptizar como bebé secundário ou criança velha, à espera dum melhor entendimento antropológico da sua espistemologia. Como entre nós tinha começado a estudar a nossa querida Antropóloga Susana de Matos Viegas. Como a experiência de Vilas Boas deveria chamar-nos a pesquisar.

 

3 Amor, paciência, troca.

 

Quis pôr como título o que o leitor pode apreciar: para um estatuto. Porque todo o ser humano está a precisar, neste século – e lá vão tempos que já precisava – um entendimento do acontecer do fim da vida de todo o ser humano, que acontece não na morte imediata, mas na regressão. O ciclo fecha na regressão à idade da infância. Parece começar em bebé e acabar em bebé e, a seguir, a morte.

Mas um bebé adulto acaba por ser surpreendente para todos nós. Nem estamos à espera. Porque à espera sempre aprendemos a estar, de que a vida acabava com uma doença súbita, ou com uma doença conhecida e prolongada, ou ainda, numa idade precoce da vida. Hoje em dia, as pessoas vivem muitos mais anos, mas ainda não temos os elementos para sermos capazes de manter esses anos todos com uma consciência adequada à cronologia que esse adulto passa a viver.

Porém, escrevo estas linhas desde o meu trabalho de campo entre os Picunche do Chile. Picunche que têm um cerimonial especial para incorporar os mais velhos entre os sábios ou em sítios destinados às almas santas que dizem ter visto seres que tinham, faz tempo, desaparecido, e com eles falavam e deles reproduziam palavras que fazem tremer os vizinhos. Mas, classificados entre essas almas divinas, ou almas denominadas pelos antropólogos como "bruxas", o seu dizer é ouvido e respeitado sem ter que ser obedecido. Bem como outros analistas de grupos sociais têm observado a longevidade e o silêncio ou a raiva que a acompanham, como sinais do contributo que esse ser deu à sociedade e, pelo cansaço atingido, merece respeito e bom acolhimento.

Para entender estes feitos, comparei-os com as pessoas do ocidente cristão, especificamente católico. Os que acreditam na ressurreição da alma e do corpo, quer dizer, na imortalidade simbolizada no credo central das ideias. E percebi que a esse credo tinham-se juntado duas atitudes: 1) a das pessoas que ajudam com orações, turnos de cuidado, missa, comunhão e solicitude amorosa para entreterem o bebé regressivo e, no lado oposto, 2) a das pessoas que vivem de tomar conta do bebé secundário da forma mais adequada a elas próprios: construir um lar, gerir esse lar, investir imenso lucro nacontinuidade da vida da pessoa que está a morrer um pouco cada dia no seu abandono da memória social. Observei pessoas a serem ressuscitadas com choques eléctricos, arrebitadas para além das suas forças, gastas no seu ciclo de criança, gastas à família, gastas para viver. Porque o adulto que regressa a ser bebé, sente, sofre e manifesta-o no grito. Não é casualidade, é dor, é mesmo dor dum corpo que sabe sem saber porquê. Assim, a criança velha, é mal tratada, mesmo essa mulher doce, senhora e serena que fui capaz de observar com os seus olhos enevoados, cansados, de boca aberta, incapaz já de brincar. Como brincam os seres regressivos sem darem por isso.

Fica assim, um começo para um estatuto do adulto maior, tantos como eles são hoje em dia e tantos que vamos ser em breve: a troca da dor final pelo viver mais um minuto numa vida pensada imortal. Estatuto que, por amor aos que tenho visto, por carinho a mim próprio, ao meu futuro e à minha vida, dedico a minha atenção de antropólogo especialista em crianças: à infância que nasce, à infância velha, nas suas respectivas cronologias. Para nos s

alvarmos da troca comercial que de nós fazem, especialmente os descendentes aterrorizados de ver feito bebé o seu adulto maior, esse que um dia os fez e os soube criar com amor. É para entendermos o actual ciclo de vida e saibamos, em casa, tomar conta da criança velha. Especialistas em família somos nós, os que em família sabemos viver: a cronologia do grupo mudou e o seu comportamento também. Hoje há crianças bebés e crianças velhas. Saibamos agir, especialmente em lares onde há pequenada nova, para se integrarem na heterogénea realidade da vida.

 Tolstoy 1910

 

Sindicatos co-governam o Ministério da Educação

Desde a sua nomeação que Isabel Alçada tem tratado daquilo que em Portugal se convencionou designar como educação, a saber o problema das carreiras dos professores do ensino público.

Na Assembleia da República os deputados têm tratado igualmente da educação que naturalmente versa  a mesma temática da progressão dos docentes do ensino público.

E o próprio país quando fala de educação já sabe que se vai falar da avaliação dos professores.

Não arranjo melhor exemplo para o estado de alienação a que o excesso de Estado nos conduziu: os funcionários tornaram-se a razão de ser e o centro das atenções do próprio ministério. Os ministros sucedem-se e a sua sorte, ou mais habitualmente a sua desgraça, é ditada pela relação que estabelecem com os mesmos funcionários. Dos alunos ninguém fala e do ensino muito menos. Até quando durará isto?

 

Aventado ao Blasfémias e à Helena Matos

O segredo de justiça quando é lá em casa ou entre amigos não conta?

Segundo o DN nas buscas a Vara foram encontrados "elementos de um processo que corre no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e que, de acordo com fontes contactadas pelo DN, deveria estar em segredo de justiça".

Já sabíamos que também conhecia decisões judiciais antes de serem proferidas.

Chamo a atenção dos legisladores socratistas para terem cuidado com o aumento das penas para o crime de violação do segredo de justiça: não se esqueçam de excluir estes casos, ou ainda tramam os amigos.

Poemas com história: Se não matarem todos os monandengues da nossa terra

 

 

 

O título é tirado de uma das narrativas de Luaanda, o livro do escritor angolano Luandino Vieira a que foi outorgado o prémio literário da Sociedade Portuguesa de Escritores, prémio que conduziu, em 1965, ao encerramento daquela associação de classe pela polícia política. Disse Luandino: «Se não matarem todos os monandengues da nossa terra, eles contarão mesmo para seus filhos e seus netos dos tempos bons que vêm aí:» Monandengue é a palavra de quimbundo para garoto, criança.

O pequeno poema de hoje, escrito em 1965, constituiu uma homenagem ao Luandino,  um protesto contra o encerramento da SPE, da qual eu era sócio, e, principalmente, um gesto de contestação contra a guerra colonial. Foi publicado em 1968 na colectânea A Voz e o Sangue, livro que foi proibido quando se estava já a vender a segunda edição. Diz assim o poema (no qual introduzi pequenas alterações, pois a versão original era injusta para os militares portugueses) :

 Se não matarem todos os monandengues da nossa terra

Os meninos da terra mártir contarão

como os seus pais e irmãos foram assassinados,

como os homens e as mulheres do seu povo

depuseram as suas vidas no regaço do futuro.

Contarão como morriam as aldeias e os homens,

os pássaros e as árvores, como as suas mortes

semearam a vida nova e a liberdade na terra mártir.

Nas vozes comovidas dos monandengues, os mortos

renascerão mais nobres e heróicos, acendendo

lágrimas nos olhos do povo.

 

Pelos nossos jovens  só suas mães chorarão.

Braços do nosso silêncio, da nossa cobardia,

molharão os seus dedos

no sangue que a nossa crueldade

os fez verter.

Quem os chorará?

Quem reclamará os louros

do seu inútil sacrifício?

 

 

 

A chave para a inovação – onde te apertam os sapatos?

“O sucesso consiste em ser bem sucedido, não em ter potencial para o sucesso”.

Fernando Pessoa

 

Ficando cada vez mais óbvio que não podemos esperar que “eles” resolvam os nossos problemas – socorro! –, temos que fazê-lo nós próprios. Vai aqui um dos muitos milhares de casos que mostra como é que se faz – mudando de estratégia sob observação de determinadas regras.

 

É o exemplo de um homem que cresceu com a resistência precisamente fazendo “crescer” os seus clientes com a resistência. Diga-se de passagem: ouvi esta história de sucesso em pormenor da própria boca do seu autor.

 

Cada um é capaz e com a crise, o mais tardar quando verificamos que não há mais nada para ninguém, vamos ter motivos para experimentar. Basta perguntarmos ao próximo onde é que “lhe aperta o sapato”. Assim já temos matéria para a inovação – sem interferências atrapalhadoras de agências estatais onde gente muito esperta, seguindo ideiais e critérios teóricos que na prática não funcionam, vai distribuindo dinheiros públicos que acabam por caír em saco roto porque distorcem a homeoestase. E veremos: com cada caso bem sucedido criado por nós próprios, por mais modesto que seja, nos aproximamos da mudança e da saída da crise,

 

Ah, e temos que começar a abstrair-nos de vez do eterno lema do “eu cá não sei, eu sei lá”. Desta vez vamos mesmo precisar “saber cá”!

 

RD

 

http://www.janelanaweb.com/manageme/eks_caso4.html

 

Santa Madre Igreja! Será isto?

“Ai dos que não recebem os pequeninos em meu nome, pois melhor seria que pendurassem uma mó de azenha ao pescoço e se atirassem para o fundo do mar”.

 

“Deixai vir a mim as criancinhas”.

 

Quem terá proferido estas palavras?

 

A prática da pedofilia e abuso de menores não será global mas é muito grande na igreja católica. Mais do que em qualquer outra instituição, por razões que não cabem neste comentário. Não venham com a treta de que não se pode tomar a árvore pela floresta. E a atitude da igreja foi sempre a de esconder os culpados, mudando-os de paróquia em paróquia com o objectivo de abafar os escândalos. Estima-se que a igreja católica tenha pago nos últimos anos, apenas nos Estados Unidos, cerca de 2 biliões de dólares em indemnizações para as vítimas de abusos sexuais.

 

O actual papa Joseph Ratzinger, um modelo de hipocrisia e falsidade, chegou a elaborar um manual que ensinava como esconder os pedófilos e desqualificar as vítimas. O actual papa foi o maior responsável, ainda na época em que era um cardeal, pela renovação e modernização dos mecanismos da igreja para garantir a impunidade dos culpados por crimes de pedofilia. Ratzinger chegou ao cúmulo de afirmar que os escândalos nos EUA seriam consequência da ruptura de valores da sociedade americana, quando na verdade o próprio papa era o encarregado de ocultar os casos de pedofilia dentro da Igreja, além de ter silenciado totalmente o assunto durante sua primeira visita ao país dos padres pedófilos.

 

Para a própria igreja este encobrimento tornou-se trágico, pois várias dioceses tiveram que vender património e declarar falência para pagar as indemnizações. Mas o clero, o papa e toda a estrutura orgânica da igreja são mais importantes que os valores morais e o próprio deus em que dizem acreditar. Esta escumalha chamada igreja católica esconde clérigos criminosos dentro do Vaticano e nega a extradição quando é pedida. Como dizia o cardeal Mazzarin, “simular e dissimular”. Simulando e dissimulando, a igreja católica soube sempre e muito bem como se estruturar de forma a que pudesse cometer os seus crimes, económicos, morais e políticos e escapar impunemente.

 

Como se não bastasse o que até aqui tem acontecido, continua a crescer o número de casos de pedofilia na Igreja Católica. Para além deste recente relatório do Ministério da Justiça irlandês, no ano passado foram feitas pelo menos 800 novas alegações de abuso sexual de menores cometidos por clérigos, o que representa um aumento de 16% em relação a 2007. O levantamento foi feito em quase 200 dioceses e ordens religiosas em várias partes dos Estados Unidos, e mostrou que mais de 20% das crianças abusadas sexualmente pelos padres e sacerdotes não possuíam sequer 10 anos de idade quando foram molestadas. Apesar dos números serem assustadores, os casos de pedofilia divulgados não correspondem á verdade. Em primeiro lugar porque nem todas as vítimas conseguem denunciar os criminosos e em segundo lugar porque a própria Igreja possui poderosos meios de encobrimento. Tudo isto demonstra à saciedade o carácter hipócrita, falso e monstruoso da igreja católica. Não é admissível que haja crimes fora da igreja, passíveis de julgamento e penas severas, e os mesmos crimes ficarem impunes dentro da igreja. É uma total perversão do Direito. Em termos de criminalidade a igreja tem de ser devassada pelas autoridades laicas, a bem da justiça e da humanidade. Por mais que esperneie.

 

 

Coisas do Diabo : Barragens – reservatórios de água deteriorada?

O relatório da Comissão Europeia é peremptório: o Programa Nacional de Barragens é um disparate e custa milhões.O contribuinte vai pagá-lo agora e arrisca-se a ter que assumir mais tarde as sanções europeias.

 

O que está em causa é a qualidade da água, que está sujeita à Directiva Quadro da Água e que diz taxativamente, "que os estados membros têm de atingir índices comunitários da qualidade das águas antes de 2015."

 

O relatório não poupa o governo de José Sócrates que omitiu as consequências ambientais negativas originadas pela construção das barragens.

 

O actual programa  está mal concebido e representa um gasto inútil de milhões de euros para o contribuinte. "de que serve construir mais barragens, em nome da retenção, se as condições de construção das previstas mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada"?

 

Para além da crítica de não terem sido levadas em consideração os aspectos ambientais, tambem se critica o facto de não terem sido efectuados os estudos custo/benefício entre esta opção e outras fontes de energia renovável, como por exemplo, a eólica off-shore (mar).

 

Este governo nunca apresentou estudos de custo/benefício em relação a grandes projectos como o TGV e a terceira ponte, porque o faria aqui? Lá se iam as obras de betão!

 

 

O Dubai já foi…

Se Sócrates tivesse olhinhos e não quisesse ser recordado por uma ponte ou pelo TGV, olhava bem para o Dubai dos Megainvestimentos com dinheiro emprestado, dívida externa.

 

Aqui em Portugal, as pessoas que conhecem as contas públicas levam as mãos à cabeça por muita coisa, mas muito principalmente por causa da dívida externa que, em cinco anos, saltou para 80% do PIB.

 

Isto quer dizer que o serviço da dívida é monstruoso, é dinheiro que vai lá para fora, que é retirado à economia e dinheiro cada vez mais caro, porque com o crescimento que tem, Portugal não consegue pagar a conta. E quem empresta está muito atento aos países que pedem, que não controlam a dívida, que a deixam crescer, que não se conseguem desenvolver. E são mais exigentes, juros mais altos, condições de obtenção mais dificeis para quem pede.

 

O Dubai fez a fuga em frente habitual, grandes investimentos públicos que só dão retorno (quando dão) muitos anos mais tarde. E agora, anda "de mão à frente e outra atrás" a pedir ajuda e facilidades.

 

Oxalá que o bom senso cubra com o seu manto benfazejo a oposição e lhe dê força para, pelo menos, travar as obras públicas até que possamos pedir emprestado em melhores condições.

Coisas do Diabo – onde páram 50 Mil Milhões de Euros?

Anda aí uma brigada europeia de inspecção, chefiada pelo Director do gabinete Anti-Fraude da União Europeia (Franz Brüner).

 

Desapareceram cinquenta mil milhões de euros enviados por Bruxelas e misteriosamente desaparecidos nos corredores do Poder…

 

Guterres negociou dez milhões de contos para desenvolver o país, mas o dinheiro entregue, na maioria, a parceiros sociais, não deu os resultados negociados à partida com Bruxelas. O Tribunal de Contas  Europeu acusa Portugal de não ter sistemas de controlo de despesas e estima o desperdício anual comunitário em 4,6 mil milhões de euros.

 

Stefan Zickgraf, presidente da Confederação das PMEs da Europa, denunciou ao gabinete anti-fraude da Comissão as assustadoras suspeitas de desaparecimento de dinheiro do lll Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

 

A aplicação deste dinheiro começou em 2000 e foi até 2006, e deveriam ter sido aplicados em i) 14 mil milhões para a qualificação e emprego ii) 16 mil milhões para alterar o perfil produtivo do país iii) 5 mil milhões para afirmar o valor do território e da posição geo-estratégica iiii)15 mil milhões para o desenvolvimento sustentável das regiões mais pobres.

 

Mas quase dez anos depois, a Europa olha para o trabalho feito e não vê resultados, e perante a estagnação do país quer saber a que mãos ílicitas foram parar os milhões.

O nosso tribunal de Contas tambem já afirma que as entidades gestoras e pagadoras não têm um controlo eficiente destes dinheiros.

 

Augusto Morais, coordenador da Associação Nacional das PMEs, considera haver uma profunda suspeita de sérias irregularidades e que o Tribunal de Contas deve investigar para não sermos apanhados pela Comissão Europeia em processos de corrupção muito maiores que o "Face Oculta ". Aliás, já somos conhecidos por sermos os mais corruptos na UE a 27, termina Augusto Morais.

Roubalheira Sem Vergonha Ameaça As Cidades De Porto e Gaia

JÁ ERA DE SE ESPERAR, MAIS UMA DO DIALOGADOR QUE NÃO PODE VER UMA CAMISINHA LAVADA.

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Para nós, Portuenses, Gaienses e Nortenhos em geral, este é um governo sacana.

Aquela canalhada, depois de todo o trabalho que as autarquias do Porto e de Gaia, pela mão dos seus Presidentes, tiveram e desenvolveram para ter por cá a «RED BULL AIR RACE», e de o conseguirem durante três anos, querem levá-la, não para uma outra cidade ou região que necessite de desenvolvimento, o que já seria uma pulhice, mas, como de costume, para a capital. Para além disso, todo o investimento já feito na região Norte e no vale do Douro se perderia se assim fosse.

 

Se se pudesse considerar abusivo movê-la para uma região mais necessitada, já é escandaloso e uma verdadeira patifaria, querer transladá-la para Lisboa.

 

Ao que este governo de autênticos tratantes tem feito ao Norte do País, em boa verdade, na linha dos governos anteriores, já seria de se esperar uma coisita destas. O nosso Primeiro, e os seus ministros e secretários de estado, não podem ver uma camisinha lavada num qualquer ponto do território, que logo a querem para eles, a seu lado, na capitalzinha do que já foi um império.

 

Já há muito escrevi sobre este perigo, no que respeitava a estas corridas e também às do WTCC. Se tem visibilidade, se for um sucesso, se for bom para os outros, a capital logo tudo quer para si. E o governo, que está lá sediado, e cujos ministros, se não forem da capital, logo se deixam comprar por ela, tudo faz para que a velhinha frase de que Portugal é Lisboa, a capital é o Estoril e o resto é paisagem, se ja cada vez mais uma verdade incontornável.

 

Depois ainda há quem entenda que a regionalização, não é mais do que necessária, quanto mais não fosse para travar estas tentativas de verdadeiro roubo do que é nosso, conquistado com o nosso suor e com a nossa capacidade.

 

Isto que nos querem fazer, é uma sacanice. Isto que querem fazer, é uma vergonha. Isto que querem fazer, é um crime a juntar a muitos outros que nos querem fazer e aos que já nos têm feito.

 

E só há um lugar para os sacanas sem vergonha que cometem crimes.

.

E agora uma coisa completamente igual – um editorial do DN

A propósito disto, tenho a dizer o seguinte:

 

No primeiro parágrafo, o editorialista  recorre à habitual pobreza argumentativa que consiste em afirmar que todas as classes profissionais devem ser tratadas da mesma maneira, porque são classes profissionais. Não haverá classes profissionais em que todos possam ter a possibilidade de aceder ao topo da carreira? Não será que um professor em fim de carreira desempenha as mesmas funções que um outro no início? O que é um lugar de topo na carreira docente?

     O autor considera que a decisão ministerial de acabar com a divisão em categorias é um “gesto carregado de valor simbólico”, como que reduzindo esse acto a um favor feito a uma classe refilona. O calculismo que parece presidir à actuação de Isabel Alçada terá visto nesse gesto a oportunidade de ganhar terreno negocial. A verdade, porém, é que a criação dessas duas categorias, tal como foi posta em prática, constituiu uma dos momentos mais absurdos – e foram muitos – do legado de Maria de Lurdes Rodrigues. Acabar com isso é muito mais do que um acto simbólico, é um imperativo ético.

     Seguidamente, o autor ajusta contas com o passado, afirmando que “raríssimas foram as vozes entre eles que tiveram a inteireza de denunciar em público a farsa na qual se transformara a pretensa avaliação em vigor.”

 

Deduzo que o jornalista que escreve esta peça – porque deve ser um jornalista – tenha investigado o suficiente para saber, sem margem para dúvida, que as vozes foram raríssimas e a avaliação uma farsa. Do mesmo modo, só através de uma aturada investigação se pode concluir que os créditos para progressão na carreira foram “amealhados tantas vezes sem critério” (sublinhado meu) ou que os relatórios eram feitos em “copy-paste”. É essa mesma investigação rigorosa e nada facilista que confere ao jornalista toda a legitimidade para lançar sobre uma classe inteira o anátema de “laxismo moral”.

Sou professor há mais de vinte anos e já vi de tudo na profissão, incluindo laxismo. Sou leitor de jornais há mais de vinte anos e já li de tudo, incluindo falta de rigor. Só tenho um problema: por uma questão de exactamente de rigor, sou avesso a generalizações e procuro, por isso, sopesar afirmações e só por brincadeira me dá para andar a dizer mal por atacado dos portistas, das mulheres, dos jornalistas ou dos professores. Se eu fosse jornalista, faria o mesmo. Se fosse jornalista e me fosse concedido o direito de escrever editoriais, teria ainda mais cuidado com as minhas opiniões, porque acredito, sinceramente, que escrever um editorial, tal como dar uma aula, não é o mesmo que estar a conversar descontraidamente com amigos, exercendo o saudável direito de dizer disparates, que é o que faz qualquer treinador de bancada, tratando-se de futebol, ou qualquer pedagogo de sofá, quando o tema é educação.

     Um jornalista deve produzir afirmações responsáveis e comprováveis, sob risco de cair num “laxismo moral” que acaba por constituir um verdadeiro insulto  à classe a que pertence. Face a isto  a isto, fico tentado a generalizar.

    

 

 

Poemas estoricônticos

 

Ela viveu muitos anos na cidade da memória

e foi-se perdendo pelos recantos

da alegria e da tristeza.

Recordo-a ainda

nos pátios sevilhanos

da minha história

nas madrugadas alucinantes

do canto cigano de Las Chapas

e do plangente grito das guitarras nuas.

Eu quis que este encontro

assomasse a alma das coisas

e tocasse as cordas de um violino

onde quer que ele estivesse.

Eu quis que a pintura fosse dura

poética

incendiada

mas a melodia desconcertada

foi uma dramática dança de marionetas.

 

O último anúncio de Rónaldo para o BES

 

Saudemos o regresso aos relvados de Rónaldo, como os jornalistas portugueses gostam de lhe chamar, com o último anúncio que o famoso jogador fez para o BES.

 

– Vozes anónimas: Dizem que o Rónaldo é o melhor jogador do mundo. Que este ano vai ser eleito de novo o melhor. Que sem ele a Selecção Nacional não joga nada. Que já está a ler o novo livro do Artur Agostinho!

 

Voz de Rónaldo: O Melhor jogador do mundo? Este ano de novo o melhor? Sem mim a Selecção não joga nada? Ah ah ah ah ha ha ha! De tudo o que se diz sobre mim, só 4,25% é garantido (neste caso, a parte do Artur Agostinho).

Primeira derrota parlamentar

O Código Contributivo, que se traduzia no aumento de impostos à socapa, não passou.

 

O governo quer mais dinheiro a pagar pelas empresas e pelos trabalhadores dos recibos verdes, saca onde o deixam, é um desvario.

 

Esperemos que acabem de vez essas ilicitudes de as empresas pagarem "O Imposto especial por Conta " que na maior parte das vezes é por conta de nada, ou cobrar IVA que o Estado recebe sem que as empresas ainda o tenham recebido.

 

O Código Contributivo seria mais um garrote Fiscal num país que já paga os mais altos impostos na Europa.

 

Temos a Democracia a funcionar. Boa notícia !

Amor e Romance

 

 O sono dos sonhos. Amar e sermos amados. Entregar a nossa paixão a quem corresponda, A espera dessa paixão seja correspondida. No fogo do ardor emotivo que se dá a nada pede em troca. Distinguir entre paixão e amor. Uma problemática para quem sinta esse sentimento que movimenta o mundo. Tenho dito vezes sem fim que a paixão é uma força da natureza, porém, o amor é a força do destino da sina pessoal. Amar é diferente da paixão. Na idade de inocência, sempre pensava que amar era antes de se apaixonar. Mais adulto, distingui entre paixão e amor. O primeiro, é essa força da natureza por mim mencionada. Amar, é um sentimento, uma emoção casta e pura. A paixão procura erotismo e satisfazer a libido. O amor, tem várias versões e muitos significados. Enquanto a libido é apenas uma, atingir o orgasmo, o amor pode ser a observação da pessoa que nos atrai. Amar é galanteio, é ser requestado, é se entregar a uma causa, como esse sentimento de amar a Pátria, ou amar ao amigo, aos ascendentes e aos descendentes.

 

Ou, também, pode ser uma obrigação reprodutiva cultivada pelos totens de grupos étnicos ou par famílias que procuram um benefício na união de dos que, meigos ou não entre eles, é de conveniência familiar ou ainda profissional, juntar em acasalamento. Como os amores de Auguste Rodin e da escultora Camille Claudel: ele aprendia dela, ela endoideceu pelas imitações das suas esculturas que ele se atrevia a fazer. Ou o amor entre Pablo Picasso e Françoise Gilot: ele roubava a sua inspiração e não lhe permitia tempo para pintar. Todo o que Françoise pretendia era aprender dele, e ele a seduziu em 1943. Não havia pinturas, havia filhos: Claude e Paloma e o de outras mulheres que Fraçoise cuidara, especialmente, especialmente de Pablo, sobrevivente do desastre do matrimónio com a bailarina russa Olga Koklova, casados em1918. Quer Rodin, quer Picasso, abusavam suas mulheres. A única que o sobreviveu foi Françoise, não apenas em vida cronológica, bem como em obras de arte. Fugiu para os Estados Unidos com os seus filhos e passou a ser uma famosa pintora. Nenhum nem outro tinham amor, apenas o egocêntrico carinho por si próprios e a sua arte. Paixão, havia muita e desejo, ainda mais. Os dois artistas roubavam a arte das suas damas por meio da sedução. Camille e Françoise eram um negócio redondo para eles. Diferente aos amores de Abelardo e Heloisa. O primeiro era um académico pobre, sem dinheiro para trabalhar na Universidade. Sacerdote, começou a ensinar nas ruas de Paris e nos montes das províncias. Foi o criador do grupo de académicos sem Universidade ou Goliardos.

Goliardos, na Idade Média eram clérigos pobres, egressos das universidades. Desamparados pela Igreja, tornavam-se itinerantes (clerici vagantes), vagabundos, de espírito transgressivo e provocador. Em meados do século XIII, perambulavam pelas tavernas, portas das universidades e outros lugares públicos, cantando e declamando seus poemas satíricos, um tanto cínicos, muitas vezes denunciando os abusos e a corrupção da própria Igreja, ou poemas eróticos, frequentemente muito ousados.

Abelardo foi um deles. Pedro Abelardo, Petrus Abaelardus (Le Pallet próximo de Nantes, Bretanha, 1079Chalons-sur-Saône, 21 de abril 1142) ficou conhecido do público por sua vida pessoal e o relacionamento com Heloísa, de que fala em sua História das Minhas Calamidades.

Um dos túmulos mais bonitos que se encontra no Pére Lachaise é o de Pierre Abélard e Héloïse, protagonistas de um trágico romance interrompido na Paris medieval do século XII. Pedro Abelardo era um filósofo que se apaixonou por Heloísa, de quem era tutor e que era 20 anos mais nova. Os dois tiveram um filho, Astrolábio, e casaram-se às escondidas. Quando o tio de Heloísa, um clérigo de Notre-Dame, soube, mandou castrar Abelardo que foi viver na abadia de St. Denis, onde continuou seus estudos. Heloise retirou-se para um convento. Mesmo distantes, os dois se corresponderam em longas e amorosas cartas, mas nunca mais se falaram pessoalmente. Os mas hoje quase 700 anos depois, estão para sempre juntos numa tumba em estilo neo-gótico. Ou Romeu e Julieta.  Há a peça de teatro de Shakespeare de 1591 e há o mito italiano de 1562, mito que relata como o amor de dois adolescentes que casam por namoro, acaba por dar a paz as suas famílias de posse, na Mantua do Século XII. É um enredo que foi circulando ao longo dos séculos e que narra amor, erotismo, sexo e morte. A típica história para apaziguar a liberdade erótica entre os Séculos XI e XVI, travada pela Reforma Protestante. Os romanos e todas as religiões cristãs fecham no casulo do sacramento do matrimónio, este dilema do que é primeiro:  o amor ou a paixão. No meu ver, ao pensar nas histórias, é quase impossível separar. Ou, por outras palavras, são histórias que nos ensinam que paixão e amor são dois lados da mesma moeda, com a paixão em frente e o amor a seguir. O amor é a prova do romance, da união que perdura após a paixão se consumir. Freud a sintetiza no conceito libido que comanda os nossos sentimentos entre pares do mesmo o diferente género. O amor é a prova da devoção que sentimos por uma pessoa ao longo de muitos anos. Eis porque é denominado romance.

Não é história enovelada, é a fantasia da paixão. Vemos, gostamos, a libido age e, se é satisfatória, o amor acontece. Parece-me que é a ordem das emoções. A melhor prova de amor, a proteger a quem desejamos e a ter ciúmes de quem nos quer arrebatar essa pessoas. O amor é entre, a paixão, um entretenimento que pode durar ou um curto espaço de tempo, ou perdurar ao longo da vida. Pelo menos, no corpo de uma pessoa, que procura satisfazer a sua libido em que mais seduz, do mesmo ou diferente género. As histórias narradas, provam este meu acerto., como a história de Jenny von Westphalen, uma baronesa da Prússia, que todo abandona pelo amor da sua vida, Karl Marx. Como Maria Cheia de Graça, por mim.

 

Os botões, o ecrã e a caixa dos fusíveis

   Ontem, num desses programas em que o apresentador se entretém mais do que entretém, foi dito, a páginas tantas, que a televisão engorda. E deve ser indigesta, digo eu, talvez por causa dos botões e do ecrã, que me parece duro de trincar. Ou por culpa da caixa dos fusíveis, diriam os Gaiteiros de Lisboa.

 

"Era nao era do tamanho de um Pardal"

 

 

Mais Gaiteiros de Lisboa aqui.

 

Santa Madre Igreja? O que é isso?

Ainda não esfriou o relatório Ryan, publicado há cerca de seis meses, denunciando as violações, os abusos físicos e psicológicos contra quase duas mil crianças em instituições católicas na Irlanda, e surge neste momento outro, com mais de 700 páginas, divulgado pelo Ministério da Justiça da Irlanda, acusando a igreja católica de encobrir os abusos sexuais contra 320 menores, cometidos por 46 padres da arquidiocese de Dublin, dentre 120 visados pelas queixas, segundo o jornal Irish Times.

 

Em vez de denunciar os criminosos à polícia, a igreja apenas mudava os padres de paróquia. O crime pouco interessava à igreja, o que era preciso era escondê-lo, manter tudo em segredo, evitar o escândalo, manter a reputação e preservar os bens, pouco se importando com que os criminosos pedófilos cometessem novos abusos. De acordo com o relatório, a igreja fez tudo para evitar a aplicação da legislação, não entregando, sequer, informações sobre os suspeitos às autoridades.

 

 

 

O ministro da Justiça da Irlanda, Dermot Ahern, manifestando “repugnância e cólera”, classifica tudo isto de “Um escândalo de grande escala” que mostra “que o bem-estar das crianças não valia nada”. Referiu-se à “ironia cruel da Igreja” e considerou o relatório como um ”catálogo de actos maléficos cometidos em nome do que era considerado como bem comum”. “Um padre confessou ter molestado sexualmente mais de 100 crianças e um outro reconheceu ter abusado de menores uma vez todas as duas semanas durante 25 anos”. Após a divulgação do relatório, o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, afirmou sentir vergonha e tristeza com o que ocorreu.

 

Segundo o relatório de uma comissão liderada pela Juíza Yvonne Murphy, todos os arcebispos de Dublin e muitos dos bispos auxiliares estavam conscientes das queixas. “don’t ask, don’t tell” (não perguntes, não digas nada), era a atitude da hierarquia da arquidiocese, segundo inferia a comissão.

 

Casos esporádicos são uma coisa. Casos aos milhares, multiplicados por diversos países, apontados pelos meios de comunicação, Estados Unidos, Austrália, França, Espanha, Alemanha, Itália, Brasil, América Latina são outra. Sabemos lá nós quantos milhares ou milhões, por aquilo que se vê, que não passa da ponta do iceberg! Penso que Jesus Cristo ficaria arrepiado e tombaria com uma síncope se tal visse.

 

O que me aflige sobremaneira é que toda a gente se insurge contra os monstros que os jornais divulgam, do tipo do austríaco, condenado, salvo erro, a prisão perpétua, se calhar com acentuado grau de psicopatia, mas, certamente, com muito menos responsabilidade moral, mental e social do que um bispo ou um padre, e ninguém pia no que respeita a esta avalanche de hediondos crimes, a esta lamacenta vergonha da igreja, que cresce e permanece impune. “Não perguntes, não digas nada”, continua a ser o lema de bispos, padres e católicos em geral. Já temos abordado o tema perante amigos que são católicos, mas nada, “moita-carrasco”. Se não se vislumbra qualquer centelha de justiça humana, é de rir a crença na justiça divina.

 

As prioridades num país à beira da bancarrota

O que pagamos todos por existir uma classe política sob suspeita, é enorme, e não entra nas contas, mas devia entrar. Num país numa situação alarmante, os assuntos em dia são os que têm a ver com a defesa de um governo acossado pelas trapalhadas em se envolve o seu chefe e uma enorme teia de altos dirigentes.

 

A Justiça está em polvorosa e ameaça ir mais além, após ministros, que passam a vida a bradar que o Estado de Direito é a separação de poderes, virem dizer que os magistrados andam a fazer "espionagem política".

 

E os jornais vão, às pinguinhas, para manterem a pressão e venderem, deixar cair o que já se percebeu  que já sabem, sobre a história da sucata. Hoje o SOL já vem dizer que os suspeitos todos trocaram de telemóveis para escaparem às escutas, utilizando mesmo, truques de quem sabe da poda, como aquela dos cartões recarregáveis que só são apanhados se pagos por cartão .

 

Depois estão na ordem do dia as autoestradas com vistos negativos do Tribunal de Contas, que vão parar, deixa de haver dinheiro, indemnizações, acusações porque a Lei é para cumprir e este governo não cumpre a Lei, diz o Tribunal de Contas. Os contentores de Alcântara tambem estão nos carris, grossa asneira de governo absoluto que deixou de o ser. O TGV, são os Espanhóis que vêm cá ensinar, congelem o Porto-Vigo e lancem um ramal para Sines, para as mercadorias o que parece ser bem mais sensato do que querer transportar passageiros que não existem.

 

Logo que isto acalme (após se saber o que aí vem das escutas) está na calha o casamento gay, o que tambem contribui para a resolução dos problemas que ameaçam afundar o país.

 

É isto o que muita gente não quer ver, o tremendo desgaste e prejuízos que um primeiro ministro, profundamento ferido na sua credibilidade, causa ao país.

 

Até à próxima campanha negra!

A máquina do tempo: por que motivo não compraram os quadros do jovem Adolf?

 

Um documento esquecido nos Arquivos Nacionais Franceses, datado de 1924, e recentemente encontrado, descreve Adolf Hitler – já nessa altura líder do Partido Nacional Socialista Operário Alemão – como um "demagogo bastante astuto" e como o equivalente germânico do ditador italiano Benito Mussolini. Contudo, não alerta para uma eventual influência de Hitler na realidade europeia dos anos seguintes. Ao que parece, ninguém parecia ter-se apercebido do perigo que aquele demagogo, com bigode chaplinesco e com o penteado de risca ao lado, representava.

«Não é idiota, mas sim um demagogo bastante astuto", afirma a breve e amarelecida nota redigida por um espião francês, acompanhada por uma fotografia de Hitler vestido com fato e gravata. O agente apresenta Hitler como “o Mussolini alemão”, avisando que “comanda grupos paramilitares de orientação fascista”, embora não recomendasse a adopção de qualquer medida contra o homem que iria desencadear a  Segunda Guerra Mundial e ordenar o Holocausto.

 

Esta nota faz parte de um enorme arquivo que remonta ao período em que as tropas francesas ocuparam a Alemanha após o final da Primeira Guerra Mundial. O relatório sobre Hitler, que muito em breve estará à disposição dos historiadores, estava guardado num arquivo de metal fabricado em 1791 durante a Revolução Francesa, que contém mais de 800 textos, entre os quais se destaca o diário de Luís XVI e de Maria Antonieta. Estes documentos foram posteriormente transportados para Paris em 1930 e estão armazenados desde então nos Arquivos Nacionais. A nota que descreve Hitler é acompanhada de textos similares que se referem aos seus lugar-tenentes, Goebbels, Hermann Goering e Heinrich Himmler, ministro do Interior e chefe da policia alemã, ao qual se acusa directamente de “racista”.

 

*

Em 1924, Adolf, com 36 anos, fora preso em 26 de Fevereiro e , em 1 de Abril, condenado a cinco anos de cadeia devido às suas actividades políticas. Na prisão de Landsberg redigiu o primeiro volume de «Mein Kampf». Em 20 de Dezembro obteve a liberdade condicional mediante o pagamento de uma fiança. Desde 1919 estava ligado ao DAP (Partido Alemão dos Trabalhadores), sendo nomeado responsável pela propaganda; em 1920 o partido mudaria a sigla para NSDAP (Partido Operário Nacional Socialista Alemão). Em 1921, passaria a ser o número um da organização que ganhava rapidamente os seus contornos agressivos, criando as SA (divisões de assalto) e as SS(secções de protecção). Uma carreira meteórica e cheia de êxitos até à derrota final.

 

 

Se viajarmos um pouco mais para trás, vamos encontrar um jovem cabo austríaco desmobilizado, andando à deriva numa Berlim boémia, cosmopolita, dominada por judeus ricos e vivendo os anos loucos do pós-guerra.

 

 Em 1910, com 22 anos, Hitler estudava na Academia de Belas Artes, ganhando algum dinheiro pintando postais e desenhando cartazes de publicidade a detergentes, graxa para sapatos e outros artigos de consumo. Sem êxito – os quadros não se vendiam e os trabalhos com que ganhava a vida, escasseavam. Esse fracasso na arte e na publicidade atirou-o para as lides políticas onde descarregou a sua frustração contra um mundo que não soubera apreciar os seus dotes. Pelo que se pode ver das suas produções artísticas, não terá passado ao lado de uma grande carreira, como se costuma dizer dos futebolistas. Perdeu-se um mau pintor e ganhou-se um político horroroso. Os judeus ricos de Berlim deviam ter comprado os seus quadros sem regatear os módicos preços.

 

Imprudências.

 

 

 

O Brasil, e a globalização

Será? Tendo a revista “The Economist” como publicação séria e sendo amigo do Brasil , desejava que se tratasse efectivamente de uma ascensão sustentável e duradoura.

 

Todavia, tal como escrevi há poucos dias, continuo de opinão que se trata apenas de um sucesso passageiro – infelizmente. Vejam também o meu mail anexo de 23.02.2007. Trata da pseudo-retoma alemã de 2007 que um ano depois revelou ser aquilo que eu a tinha chamado: uma “flor de pânico”. Na altura, praticamente todas as sumidades em economia da Alemanha – os chamados “Sábios” que em troca de chorudos honorários vendem as suas expertises que quase nunca acertam – afirmamavam o contrário (excepto o Prof. Sinn).

 

Quem descola, no fim vai ser forçado a aterrar. Seria melhor que o Brasil ficasse “no tapete” desenvolvendo com os pés no chão, de uma forma sã, sustentável e duradoura. Seria pena se ainda fossa vitimado pela Globalização.

 

RD

Rolf Damher (convidado)

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/11/12/brasil+decola+diz+capa+da+revista+the+economist+9081962.html

 

http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197

com.br/bbc/2009/11/12/brasil+decola+diz+capa+da+revista+the+economist+9081962.html

 

http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197

A parvoíce não poupa ninguém

“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”.

Albert Einstein, um dos poucos homens que deveria ter sido autorizado a flutuar acima de todos os outros, deverá ter morrido sem esta certeza. Para aqueles mais dados às prosaicas parvoíces do dia a dia, resta-nos o lamento, o desabafo livre e uma certa dose de indignação.

 

Algumas pessoas não devem mesmo saber onde têm a cabeça. Duvidam? Vejam então a notícia do ionline, segundo a qual “durante 13 minutos, as conversas dos jornalistas estiveram a ser gravadas por um funcionário do Ministério da Educação”. “Enquanto os jornalistas esperavam por uma declaração do secretário de Estado-adjunto da Educação (…) o funcionário entrou na sala de imprensa e pôs um gravador junto dos microfones e dos tripés que estavam em cima da mesa. Ninguém deu conta de que o aparelho estava a gravar. Durante vários minutos, as conversas dos jornalistas giraram à volta das notícias do dia, nomeadamente sobre o caso Face Oculta. Comentários informais foram trocados entre colegas que não se aperceberam de que estariam a ser escutados”.

 

Lindo, não é?